Vinte anos se passaram desde que o Ministério da Magia havia sido tomado e a Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts estava sendo vigiada. Nesse mesmo tempo os comensais da morte destruíram famílias. Há exatos vinte anos, Harry Potter aniquilou o temível Lorde das Trevas, Voldemort... Ou, pelo menos, era o que todos achavam. Há vinte anos, a cicatriz de Harry não doía tanto, como hoje.
— Algo errado? Harry? — Gina perguntou vendo a careta de seu marido enquanto acordava.
— Não, apenas um sonho estranho e as crianças?
— Lily esta acordada desde que amanheceu, eufórica.
Harry sorriu. Lilian era tão parecida com Gina quando tinha sua idade, se não tivesse herdado os seus olhos verdes, seria a cópia da mãe e hoje iria pela primeira vez a Hogwarts. Alvo o mais velho com 13 anos e Tiago com 12 já estudavam.
No caminho Alvo explicava, ou melhor, inventava coisas sobre a escola, os fantasmas, e o chapéu seletor. Tiago por outro lado tentava amedrontar a irmã falando dos professores, e Lilian pouco se importava, estava indo — finalmente — para onde sempre sonhou pisar.
Na estação frente ao expresso de Hogwarts, os Potter encontraram Rony e Hermione com os filhos Rosa e Hugo. Hugo também estava indo pela primeira vez a escola.
— Harry, olhe. — disse Rony nada discreto acenando com a cabeça.
— Draco Malfoy. — disse Rosa. Todos a olharam. — O que? O filho dele e Tiago se implicaram durante o ano passado inteirinho!
Agora todos olhavam Tiago.
— Há, coisa de adolescente. — o garoto tentou amenizar.
— Tiago, não quero você se metendo em confusão. — alertou Gina.
— Fale isso para Alvo, ele é pior que eu.
E quando faltavam poucos minutos para ás 11, todos se despediram e entraram no expresso.
A cicatriz de Harry doeu o dia inteiro e continuou durante a noite. No outro dia cedo uma coruja entrou esvoaçada na cozinha, Ariel, a coruja de Lilian. Trazia uma carta desesperada da filha:
— Pai, mãe. Estou na Sonserina, me ajudem!