Capítulo 9 - Nem todos estão satisfeitos
“Não vivemos exatamente o que sonhamos, vivemos o que cativamos o que nos foi guardado, o que merecemos.”
- O que foi que disse? – Draco levantou-se abruptamente, derrubando Hermione – Repita, por Merlim, repita!
-Eu disse que... – ela sacudiu a grama do corpo, assustada – O que há com você, Draco?
- Eu... Eu... Você... Namorar... – Draco sacudia a cabeça negativamente, andando de um lado para o outro – Aceita namorar comigo!
- Sim, mas eu... Draco, fique quieto! – gritou, já irritada com o loiro, que estancou imediatamente.
- Desculpe. É que eu fiquei surpreso que fosse dizer sim tão rápido.
- Ah meu Deus, você deve estar achando horrores de mim e... Tem razão, foi rápido de mais, eu...
- Hermione...
- Eu sei, eu sei! Eu não devia ter dito sim ainda, eu sei! Deve estar me achando uma mulher promíscua e...
- Hermione, é que...
- Tudo bem, se você não quiser mais me namorar, eu vou entender, vou sim...
- HERMIONE! – Draco segurou-a pelos braços, obrigando-a a parar de andar de um lado para o outro, como há minutos atrás ele estava fazendo – Dá para parar com isso? Você nem me deixa falar, ou melhor, pedir o que eu quero!
- Ãn, desculpe. Pode... Pode falar – Hermione corou, e voltou a se sentar.
- Bem, amanhã é a festa do Clube do Slughorn – começou, e antes que Hermione abrisse a boca para falar, ele continuou: – Queria saber se quer ir comigo.
Hermione deixou os ombros caírem e sorriu. Enrolou um cacho do cabelo no dedo e encarou o céu. Como ele é bobo, pensou. Nunca imaginou que um dia estaria sentada no jardim e sendo convidada para uma festa por Draco Malfoy. Ela se levantou e jogou os braços em volta do pescoço dele, ficando na ponta dos pés, e beijando delicadamente a ponta do nariz dele. Draco envolveu a cintura de Hermione, apertando-a contra o corpo.
- Bem, eu quero, mas sabe... Você, bem, não faz parte do Clube... – lembrou-lhe, sem jeito.
- Ora, Hermione, eu vou de penetra – afirmou, como se fosse obvio.
- Às vezes eu me esqueço com quem eu estou falando – murmurou
- Então vamos juntos – constatou alegremente, erguendo Hermione do chão e girando-a – Vou à festa com a minha namorada, então. De penetra, mas vou!
- Para, Draco – pediu aos risos, enquanto tentava se soltar – Eu to ficando tonta!
- Só se você me der um beijo, Granger – brincou.
- Me larga antes! – pediu e ele parou de girá-la, soltando-a calmamente na grama – Agora sim – e pressionou os lábios nos dele.
- Você é incrível, Hermione, incrível! – disse, assim que se soltaram.
- Eu sei, eu sei – e ambos riram e caíram na grama.
-*-
(N/A: As partes que estão em negrito foram retiradas do livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe)
- Sabe, eu realmente acho que Diabretes da Cornuália são encantadores – comentou Luna, quando cansou de falar sobre os brincos de rabanete que ganhou do pai.
- É – disse Harry, sem emoção alguma, lembrando-se do seu segundo ano, quando Lockhart não conseguiu jogar os Diabretes de volta na gaiola e deixou a missão para Harry, Rony e Hermione – Muito encantadores.
- Uma vez, eu e meu pai estávamos caçando...
- Luna – Harry interrompeu-a educadamente – Desculpe, mas eu realmente preciso ir, ahn, falar com uma pessoa – ele acabara de ver uma longa juba de cabelos castanhos desaparecer, entre dois componentes do grupo As Esquisitonas, ou assim lhe pareceu.
- Tudo bem – disse docemente, enquanto alisava o vestido prateado com estrelas.
- Olá – sussurrou no ouvido de Hermione, que saltou para o lado, assustada.
- O que você quer? – perguntou, ríspida – Onde está a sua acompanhante? Talvez ela não sobreviva a sua ausência, glorioso Harry Potter.
- Deixe de besteira, Hermione. Luna vai se virar muito bem sozinha. Mas a questão é: onde está o seu acompanhante? – perguntou, olhando ao redor, fingindo preocupação.
- Ele acompanhou o Snape, precisavam conversar – respondeu, amarga.
- Aaaah – exclamou, um súbito interesse surgindo derrepente – OK, Srta. Granger, eu vou deixá-la curtir sua solidão.
- Cala a boca, Harry! – Hermione contorceu os lábios, e saiu batendo os pés.
Foi fácil, uma vez fora da festa, tirar do bolso a Capa da Invisibilidade e se cobrir, por que o corredor estava deserto. O mais difícil foi encontrar Snape e Malfoy. Harry saiu correndo, o ruído de seus passos mascarado pela música e as conversas altas que vinham da sala de Slughorn. Talvez Snape o tivesse levado para à sala comunal da Sonserina... Harry encostou o ouvido a cada porta do corredor pela qual passou apressado até que, muito surpreso e excitado, curvou-se para o buraco da fechadura da ultima sala e ouviu vozes, mas percebeu que havia perdido o inicio da conversa.
- Ah... Tia Belatriz tem lhe ensinado Oclumência, entendo. Que pensamentos você está tentando esconder do seu senhor, Draco?
- Não estou tentando esconder nada dele, só não quero que você penetre a minha mente!
Harry comprimiu mais o ouvido no buraco da fechadura... Que acontecera para Malfoy falar desse jeito com Snape, o professor que ele sempre demonstrara respeitar e até gostar?
- Então é por isso que você tem me evitado este trimestre? Tem medo da minha interferência? Você percebe que se outro aluno não fosse à minha sala quando eu mandasse, e mais uma vez, Draco...
- Então me dê mais uma detenção! Dê queixa de mim ao Dumbledore! – caçoou Malfoy.
Houve uma pausa. Então Snape falou:
- Você sabe perfeitamente que eu não quero fazer nenhuma das duas coisas.
- Então é melhor parar de me andar ir à sua sala! Já basta Dumbledore...
- Escute aqui – disse Snape, a voz tão baixa que Harry teve de comprimir o ouvido com força contra o buraco para ouvir – Estou tentando ajudá-lo. Jurei a sua mãe que o protegeria. Fiz um Voto-Perpétuo, Draco...
- Pois parece que vai ter de quebrá-lo, pois não preciso da sua proteção! A tarefa é minha, eu a recebi dele e estou cumprindo-a. Tenho um plano e...
- Qual é seu plano? – indagou Snape, desconfiado.
- Não é da sua conta!
- Se me contar o que está fazendo, posso ajudá-lo...
- Tenho toda a ajuda que preciso, obrigada, não estou sozinho!
- Que eu saiba, você tinha apenas Goyle e Crabbe, mas eles também estão detidos, já que você próprio os dedurou...
- Eles tentaram forçar Hermione a fazer coisas que ela não queria!
- Hermione? – Snape levantou uma sobrancelha, incrédulo – Estão amiguinhos agora?
- Estamos bem mais que amiguinhos, se quer saber!
-Por que ela?
- Por que ela não me julgou. Ela me acolheu quando eu mais precisava. Por que ela é diferente.
- Ela é um sangue-sujo, Draco...
- A Evans também era, e isso impediu você de amá-la?
- Como você...
- Draco? – uma voz feminina aproximou-se pelo corredor, e Harry prendeu a respiração. Era Hermione – Draco, é você que esta ai?
A posta escancarou-se e Snape logo apareceu, lançou um olhar de nojo para Hermione, e saiu, a capa preta esvoaçando pelo corredor.
- Oi – falou com a voz trêmula – Eu estava... Ãn... Indo...
- Tudo bem, Draco. Desculpe se eu atrapalhei a sua conversa com ele – ela escorou-se na parede, cansada – Era sobre aquilo, não era?
- Hermione, já lhe pedi para não se meter nisso – falou, a voz ligeiramente ríspida.
- Mas, eu...
- HERMIONE, CHEGA! FIQUE FORA DISSO, ESTÁ BEM?
Harry segurou a varinha com força. Viu Hermione recuar um passo, no rosto um misto de raiva e medo. Ela abriu a boca uma vez para falar, mas tornou a fechá-la em seguida.
- Por favor, fique fora disso, só quero protegê-la e... – pediu Draco, segurando as mãos dela. Porém, Hermione não prestava atenção nele. Ela girou o corpo para trás, encarando o exato ponto onde Harry estava coberto pela Capa.
- Certo – falou, uma voz de fingida calma – Vamos sair daqui.
- O... Quê?
- Vamos logo! – segurou o braço de Draco, e saiu o arrastando pelo corredor.
- O que é que deu em você? – Draco perguntou, assim que chegaram novamente ao tumulto da festa.
- O que é que deu em mim? – ela cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha, irritada – O que deu em você para gritar daquele jeito?
- Eu fiquei nervoso! Você fica se metendo nisso, e eu sei que é perigoso! Não quero isso para você. Não quero que tenha nada a ver com isso.
- Indiretamente, eu já estou metida nisso – falou sabiamente.
- Como assim? – ele meteu as mãos nos bolsos da calça.
- Esqueça. Preste atenção, Harry estava lá. Foi por isso que pedi para sairmos dali.
- O Potter? Impossível. Eu não o vi.
- Por que ele estava usando a Capa. Eu senti o cheiro dele.
- E como sabe que é o cheiro dele? – perguntou, erguendo as sobrancelhas e encarando Hermione profundamente.
- Eu... Conheço o cheiro dele – falou, sentindo o rosto queimar. Podia sentir o olhar de Draco no seu rosto e quase podia ouvir o ranger dos dentes dele.
- Vou tomar um ar – falou, sem deixar Hermione falar qualquer coisa, saiu.
- Olá, Mione – uma voz masculina sussurrou no ouvido de Hermione, que fingiu não ouvir – Seu namoradinho saiu da festa bem irritado, não é?
Hermione bufou irritada, e continuou a andar pelos corredores, rumo ao Salão Comunal da Grifinória. Harry, porém, não se deixou abalar e continuou a caminhar ao seu lado, cantarolando uma música d’As Esquisitonas.
- O que quer, Harry? – perguntou Hermione, parando de chofre e o encarando – Diga de uma vez por todas.
- Pedir desculpas por aquele dia que te ofendi – falou sinceramente arrependido, e a expressão de Hermione se suavizou um pouco – Eu não queria dizer aquilo, eu só estava com raiva, com medo...
- Tudo bem, Harry – cortou-o educadamente, e suspirou – Não quero que nossa amizade acabe por uma bobeira dessas.
- Nem eu, Mione, nem eu... – ele adiantou-se e a abraçou com força – Eu, Rony e Gina estávamos com tantas saudades de você...
- Também senti saudades de todos vocês – comentou alegremente, se separando do abraço dele – Me digam: de quem estão copiando os deveres e anotações agora?
Assim que chegaram ao Salão Comunal, ainda rindo de bobagens, Hermione levou a mão à boca, se soltando de Harry e correndo em direção ao dormitório das meninas.
- Onde é que você vai? – indagou Harry, confuso.
- Tenho que me arrumar. Hoje tenho de cumprir aquela detenção. Boa noite, Harry – ela acenou, apressada, e sumiu de vista.
- Você gosta dela, não gosta? – Neville perguntou a Harry, quando se encontravam sozinhos no Salão.
- Gosto – falou, não tendo muito certeza – Só não sei o quanto.
- Por que você também gosta de Gina – constatou sabiamente, acariciando Trevo, seu sapo.
- Está tão na cara assim?
- Não sei. Bem, eu costumo observar bastante os outros e perceber coisas que as outras pessoas ignoram.
-É. Mas e você Neville? Não gosta de ninguém?
As bochechas de Neville coraram e ele deixou o sapo escapulir de suas mãos.
- Gosto, mas ela não gosta de mim dessa forma e...
- E quem é ela? – Harry quis saber, curioso.
- Ãã... Bom... Noite, Harry... – e saiu em disparada em direção ao dormitório.
- Noite – murmurou, sentindo as pálpebras se fecharem.
(N/A: Hello, amores! Bem, o capítulo tá fraquinho, bestinha e tals, mas é que ele é necessário mesmo. Então, eu não vou dizer que eu ache que seja obrigatório que comentem, por que eu não acho. Mas eu gosto quando vocês leêm e comentam, né, mas belê (: Oho! Vitória Lovegood, obrigada pelo seu coments, viu? Uma senhorita chamada Gleek sumiu, mas né. E pelas barbas de Merlim, a dona Hogwands - Babi, definitivamente é uma FOFA, LINDA E ADORÁVEL leitora! Sério, quando eu li teu comentário, eu tipo, pirei de felicidade! Gostei muito, espero que realmente continue a ler, e juro juradinho que não vou ficar brava se você me infernizar comentando, amor! ahsuah Beijos aos que ficam! Malfeito, feito. Nox!)