Uma semana havia se passado, e todos estavam voltando a Hogwarts. Harry estava feliz, pois Hogwarts era seu lar e estava voltando para la.
Hermione estava radiante, pois estava voltando ao seu segundo lar, e no único lugar onde tinha amigos, e um amor secreto.
Gina estava satisfeita com a volta de Hogwarts, não era a melhor aluna de Hogwarts, mas gostava de estudar e também poderia ficar mais próxima de seu namorado, o Harry.
Fred e Jorge Weasleys estavam anciosos, pois em Hogwarts poderiam ter uma grande clientela de suas Gemialidades Weasleys.
O único que estava entediado, era Rony, não tinha motivo algum para estar feliz por voltar a Hogwarts.
Estavam todos na cabine do Expresso Hogwarts, Harry havia percebido que Rony estava desanimado.
-Rony, porque está assim? Estamos voltando a Hogwarts.
-Harry, não tenho motivos pra estar feliz, todos tem, Gina pra ficar perto de você, Fred e Jorge pra lucrar, você, pra ficar longe de seus tios, e Hermione, bem, ela ama estudar, e eu? Não tenho nada que me motive a ir pra Hogwarts, ainda mais que esse ano temos N.O.M’s.
-Rony você não gosta de Hogwarts?
-Gosto Harry, mas queria ter um motivo pra estar la, como todos vocês.
-Acho que você tem Rony, mas se faz de desentendido.
-O que você esta querendo dizer Harry?
-Rony, voce morre de ciúmes da Hermione, ta na cara que você gosta dela.
-Er... cl claro que não Harry, que idéia louca é essa.
Hermione estava lendo seu Livro de Aritmancia, quando foi interrompida por Gina.
-Bom... desculpa interromper sua leitura Hermione, mas estamos quase chegando e temos que nos trocar.
Hermione estava com um brilho no olhar e quando ouviu Gina , de sua boca abriu-se um sorriso esplêndido, que Gina entendia muito bem o motivo.
-Gina, tenho uma leve intuição que esse ano será o melhor ano que terei em Hogwarts.
-Oh... porque será... (risos). Vamos por nossas vestes Mi. E se quiser te empresto minha maquiagem, você tem que ficar maravilhosa pra ele.
-Gina! Fale baixo! Não somos as únicas na cabine.
-Ops... desculpe.
Chegando a Hogwarts o coração de Hermione batia com um compasso cada vez mais rápido. Entrando no salão principal Hermione percebeu que um par de olhos negros e profundos a observava e a seguia até a mesa da Grifinória. Hermione não conseguindo esconder surgiu em seu rosto um simples mas lindo sorriso.
Severus Snape estava como de costume na mesa dos professores ao lado de Dumbledore.
-Severus, poderíamos conversar mais tarde?
-Sobre?
-Mais tarde, caro Severus, você saberá sobre o que. No meu escritório, a senha é Picolé de Framboesa.
-Sim, Alvo. -Disse Severus desgostoso por não saber sobre o que Alvo queria-lhe falar.
-E, mais uma coisa Severus. Disfarce mais seus olhares. Senão todos perceberão.
-Do que está falando Alvo?
Entretanto Severus não teve resposta, Dumbledore havia se levantado para dar os discursos do inicio do ano letivo.
O tempo havia se passado e Severus estava em frente à gárgula indo à sala de Dumbledore.
-Picolé de Framboesa!
A Gargula começara a se mexer abrindo a uma escada.
(toc toc toc)
-Entre Severus.
-E então, sobre o que quer falar?
-Acalme-se, e sente-se. Não precisa ficar ansioso Severus não é nada de mais.
-Então, fale.
-Bom, Severus, tenho que te antecipar algumas coisas, já que Voldemort retornou e com certeza solicitará a presença de seus comensais.
-Mas não sou mais um comensal!
-Mas ele não sabe disso Severus, você será meu espião e retornará para Voldemort, fingindo ser seu mais fiel seguidor. Voce acha que consegue?
-Ora Alvo, duvida de minha capacidade?
-Não, só quero saber se quer continuar com a promessa que me fez, pois na época você era apaixonado por Lilian e fez a promessa por ela.
-Na época era apaixonado? O que está querendo dizer com isso. Que não amo mais Lilian?
-Eu é que pergunto caro Severus, você ainda ama Lilian?
-Ora, como se atreve a mexer no meu passado e a me fazer uma pergunta dessas?
-Curioso Severus, há cinco anos atrás eu lhe fiz a mesma pergunta e você disse sim sem protestar. Acho que Lilian não está mais dentro de seu coração, e este foi preenchido por outra pessoa.
-Do que está falando seu velho caduco. Não amo ninguém, e depois de Lilian não virá ninguém.
-Tem certeza?
-Não teria vindo aqui se soubesse que falaríamos sobre esse assunto.
-Severus, só lhe digo mais uma coisa. Quando você descobrir, quero que me avisem, pois mesmo sendo contra as leis da escola eu os ajudarei.
-Boa noite Alvo, e quando estiver em sua sã consciência conversaremos sobre os planos contra o Lord das Trevas.
Severus saiu da sala a passos largos e estava irritado.
Severus estava furioso, pois não gostava de falar sobre sua vida pessoal, principalmente quando envolvia assuntos do coração. Pois sofrera muito quando Lilian Evans o deixara e ficara com Tiago Potter.
Já deitado em sua cama refletindo sobre a conversa, o que não saia de sua cabeça eram as palavras de Dumbledore: “Acho que Lilian não está mais dentro de seu coração, e este foi preenchido por outra pessoa”...
-Se Alvo disse isso é porque ele acha que estou apaixonado por alguém. Com certeza ele esta ficando caduco. Mas quem seria a pessoa que ele acha que estou apaixonado... -Então surgira em sua mente uma certa Grifinória de cabelos em cachos castanhos e olhos doces e meigos. Lembrou-se da chegada dela em Hogwarts, sua inteligência que ele admirava, lembrou-se no segundo ano de sua coragem e sua astucia, ajudando seus amigos a vencer Voldemort, lembrou-se do terceiro ano, em que usava o vira-tempo para assistir todas as aulas, como era inteligente, e como era astuciosa em ajudar Black a fugir, lembrou-se do ano passado, no baile de inverno, como estava bela, como ela mexeu com ele naquela noite, e como o deixou irritado com o beijo que ela deu em Krum e lembrou no dia que estavam na cede na casa de Black, sua coragem Grifinória de enfrentá-lo, porém lembrou-se das amargas palavras que ouviu dela:”minha vida teria sido melhor se não o tivesse conhecido”.
-Ela me odeia! Nunca terei chances de nem ao menos conquistá-la. Muito menos de amá-la. Amá-la?... Sim! Amaá-la.
-Ah Alvo Alvo... me abriu os olhos e me fez descobrir que o que sinto pela Srta. metida a Sabe-Tudo não é implicância, nem uma simples admiração, e sim...-Severus engoliu seco antes de dizer...- Amor!
Naquela noite, Severus Snape ficou pensando o quanto aquela doce e meiga Grifinória o mudava, e o quanto era loucura, ama-la.