Ele não havia participado de muitas expedições, era assim que eles se referiam àquelas sangrentas saídas a procura de trouxas inofensivos para matá-los, feri-los e abusar das mulheres, moças e até mesmo de algumas crianças, alguns eram doentes. Regulus Black não se sentira confortável em nenhuma das vezes que saíra junto com aqueles que teria que denominar amigos, parceiros, mas aquela sensação estava tão intensa naquela noite, ele andava pelos destroços das casas a procura de algo que nem mesmo ele sabia dizer. O clima frio que se alastrava pela região sempre que atacavam iniciou uma forte tempestade, assustando ainda mais as vítimas. Uma casa fora abaixo com um único feitiço de algum comensal, e ele andou sobre o que restara dela, ouviu um choro baixo que ia aumentando gradativamente passo a passo que ele dava, ele afastou um pedaço de madeira e conseguiu ver uma moça apavorada com toda aquela situação, ele olhou para os outros e colocou um sorriso canalha no rosto.
"Essa putinha aqui eu irei levar para me divertir"
Todos riram com o que ele havia dito, mas ele não se orgulhava disso, puxou a jovem contra si e no segundo seguinte sumiram. Os pés deles conseguiram se fixar no chão ao contrário dos dela que se enrolaram e quase a levaram ao chão, ele não deixou, a segurou antes que isso acontecesse, rodeou a cintura dela com seus braços e a trouxe para junto de si. Ela tremia de frio, suas roupas estavam molhadas e ela só trajava um vestido leve de dormir, ele tentou olhar nos olhos dela mas ela desviou o rosto com força e ele sabia o porquê, no olhar dela tinha uma mistura de repulsa, medo e o que era aquilo que ele conseguia ver no fundo dos olhos escuros que ela possuía, era atração, era inacreditável mas era sim, ela estava com um leve desejo brilhando em seus olhos, aquilo agiu como um imã e ele colou seus lábios nos dela, começando um beijo calmo, sua língua correu pelos lábios dela pedindo passagem para um beijo mais explorador e caloroso, que ele sentiu como se depositasse um pedaço de sua alma ali. Segurou na mão dela acariciando-a com o polegar e sorrio de leve para ela que retribuiu timidamente, fez com que ela se sentasse e com um movimento de sua varinha ele trouxe o que era nescessário para cuidar dos cortes que ela tinha pelo corpo. Molhou o pano na água e pressionou cada ferimento, seus olhos percorreram o rosto dela quando ele foi cuidar se um corte que ela tinha na cabeça, o sangue escorria pela lateral do rosto claro dela, o pano caiu de sua mão quando ele se perdeu mais uma vez naqueles olhos, ele se ergueu e ofereceu sua mão para ela que aceitou prontamente, ele a puxou para si mais uma vez, ele apertou sua mão na cintura dela e ela entreabriu seus lábios e ele sem resistir tomou seus lábios em mais um beijo, tão quente e envolvente que as escadas foram um longo obstáculo para os dois que emanavam um calor que tomou conta de toda a casa, as paredes sentiram a pressão do desejo até que conseguiram alcançar o quarto, ele já havia tido algumas experiencias sexuais mas nenhuma estava-lhe causando tanto prazer quanto aquela, os lábios dela estavam o hipnotizando, o sabor era inebriante, e quanto mais ele os provava mais ele necessitava. Ele a jogou sobre a cama e pela primeira vez aquela noite agradeceu por ser um bruxo, não se sentia capaz de tirar a roupa dela do modo trouxa. O corpo dela era escultural, e ele precisou tocar e percorrer cada curva que ele fazia, deitou o seu corpo parcialmente sobre o dela, era possível sentir o calor que emanava de sua intimidade e ele sentiu seu membro pulsar. Sua perna contra a dela que havia um toque aveludado desencadeou nele mais uma nova sensação e sem se controlar a penetrou sem conseguir segurar um urro alto que foi combatido pelo gemido agudo que ela lhe ofereceu. Os movimentos ritmados contra o corpo franzino dela faziam uma combinação de suor e gemidos. Ele mordeu com possessividade o pescoço dela e conseguiu sentir as paredes dela apertando seu membro, impedindo-o de sair de dentro daquela prazerosa cela em que estava preso e só quando liberou seus líquidos para se misturarem com os dela conseguiu se soltar daquelas graciosas presas. Ela o abraçou antes de adormecer sobre o peito pálido dele que brilhava quando a luz da lua entrava pela janela. Ele deixou seus finos dedos percorrerem os fios dos cabelos dela enquanto velava por seu sono, ela parecia tão mais calma e ele desejou que ela pudesse ter aquela paz para sempre, ele desejou poder dar para ela um futuro, não com ele, que obviamente não teria um futuro, aquele caminho que escolhera era perigoso e sabia que saia mas não tinha a certeza de poder voltar. O Sol invadia o quarto parcialmente por ser ainda muito cedo, mas ele já estava de pé trajando suas roupas de cruel comensal, acariciou os cabelos dela mais uma vez e com um movimento de sua varinha apagou todas as lembranças da noite passada e a modificou contando a história de que ela havia ganhado aquela casa de herança, o que acabou não sendo mentira, Regulus Black morrera não muito depois daquela noite, mas não antes de conseguir ajudar, ao menos um pouco, para que na vida dela houvesse paz, ele morreu mas sua alma sentira a liberdade que ele desejava quando jovem, e se aquele era o preço que ele precisava pagar ele pagaria.