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16. A Procura do Culpado


Fic: Nove Meses Para Amar


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Nova pagina 1




NOVE MESES PARA AMAR


 


CAPITULO XVI


 


A PROCURA DO
CULPADO


 


 


 


Hermione nem mesmo teve tempo de chegar no escritório
que ocupava na Yard. Assim que desceu do elevador, na manha de terça-feira,
Vanessa agarrou seu pulso e a levou para mais trabalho.


Enquanto a chefe guiava o sedan preto da agencia pelas ruas de Londres,
Hermione lia concentrada a pasta com os dados do assassinato.


- Esses Smith eram influentes em Londres Vanessa? – perguntou Hermione
enquanto lia um dos papeis da pasta verde – porque pelo que a policia já
descobriu nas preliminares... esta me parecendo queima de arquivo...


Hermione disse isso muito vagamente, como se fosse uma suspeita. Mas ela já
tinha toda certeza que queria ter no assunto.


- Bem é o que também acho – Vanessa deu um golpe de direção e virou
num cruzamento fechado. A manobra fez os pneus guincharem e soltar fumaça –
me desculpe esta bem? ... eu já mandei Greg investigar as ligações da família,
ver amigos, parentes e relações comerciais. Quando voltarmos a Yard, teremos a
lista pronta. 


Hermione se ajeitou no banco e arrumou os papeis.


- Isso se voltarmos vivas, é claro. – resmungou Hermione de má
vontade.


Vanessa apenas riu e entrou em uma rua arborizada e calma. Quando viraram
mais uma vez, se viram no meio de uma confusão dos infernos.


Tinha curioso por toda à parte. A policia tentava fazer com que eles
retrocedessem, mas o tumulto parecia meio generalizado. Vanessa desceu do carro
(já que não conseguia avançar pela confusão) com uma postura arrogante e
altiva.


Em menos de cinco minutos ela deu jeito nas coisas e evacuou a aérea.
Sobraram somente os moradores da rua e os policiais que agora que viam comando,
sabiam o que fazer. 


Era incrível, pensava Hermione, que aquela equipe não soubesse nem por
onde começar a trabalhar.


Entrar na casa dos Smith foi, minimamente dizendo, um choque. Uma bagunça
sem tamanho tomava conta do lugar; a sala e todos os outros cômodos estavam
destruídos. Não tinha nem mesmo um móvel em pé (com a possível exceção da
estante da sala).


- Merlin! – exclamou Hermione baixinho. A casa ainda tinha um cheiro
podre de morte.


Ela não agüentou mais que cinco minutos. Com um embrulho no estômago
Hermione correu para fora de casa e acabou vomitando no poste da casa em frente.



- Sente-se melhor Hermione? – perguntou Vanessa solidária.


Um jorro quente de vomito foi à resposta que recebeu.


- Se quiser, pode ficar no carro me esperando Hermione. Eu vou entender,
quero dizer, no seu estado não seria nada bom que...


Mas Vanessa se calou ante o olhar que recebeu. Rapidamente ela voltou para
a cena do crime, vendo que Hermione queria ficar sozinha.


Dez minutos depois, uma água gelada e de rosto lavado, Hermione entrou na
casa dos Smith decidida.


“eu ainda pegarei os malditos que estão fazendo isso!”


Com as fotos que a primeira perícia tirou dos cadáveres,
Vanessa e Hermione tentavam entender o que acontecera.


- Quem avisou vocês foi à vizinha de frente – Hermione confirmou com
um policial gordo e suarento do distrito – o que ela disse no telefone?


O homem passou um lenço engordurado pela careca.


- Ela disse que tinha escutado barulho à noite, mas que parecia com coisa
de gatos. Por isso não chamou a policia antes.


- Sei – resmungou Hermione de cabeça baixa. Olhar para a careca do
homem a fazia enjoar.


- Então ela disse que a família tinha um horário muito rígido, e que
quando não saíram de manha ficou preocupada. Duas horas depois, ela disse que
começou o fedor e nos chamou.


Hermione ia dizer mais alguma coisa, mas escutou Vanessa lhe chamar.


- Hermione venha ver isso! – ela foi, grata por não ter mais que olhar
a careca gorda e suada do policial.


Quando ela chegou na porta do quarto, viu Vanessa segurar uns papeis. Ela
usava luvas que protegeriam as provas de qualquer dano.


- O que tem ai? – Hermione perguntou numa voz anasalada. Tampava o nariz
com a mão; numa tentativa desesperada de fazer o odor diminuir.



- Parece que a queimada não levou a floresta
inteira Hermione. – declarou Vanessa estranhamente triunfante.



 


Draco estava suando. O terno que usava, estava fazendo a temperatura subir
que nem tiro de canhão...


“Mas que mentira! – disse
a si mesmo
– quero enganar a quem? Isso tudo é culpa da Weasley!”


Ele olhou para o
outro canto da sala. Gina agora inventara novas maneiras de torturá-lo.
 


Lançava os
olhares mais sexy’s e sugestivos que uma mulher era capaz de fazer. Cruzava e
descruzava as pernas de cinco em cinco minutos, expondo assim boas porções de
pele.


Draco afrouxou o nó
da gravata ao vê-la descruzar as pernas novamente. E o pior é que ela o
enlouquecia sem mudar a expressão inocente do rosto.


Passou mais um
cinco minutos, com Draco não querendo, mas tentando evitar; o que não
conseguia.


“Se pelo menos me lembrasse de algo!”
não se lembrar realmente o torturava.


Quando o computador “deu pau” pela terceira vez, ele perdeu a paciência
e jogou o monitor longe.


- Malfoy! – Gina pulou na cadeira onde tava sentada – quer me matar do
coração!


Ele fez uma cara de intenso desagrado e olhou a fumaçinha saindo pelo
buraco no vidro do monitor.


- Agora é Malfoy é? – perguntou rabugento. – ainda ontem tava me
chamando pelo nome. E passou a manhã jogando olhares lânguidos para cima de
mim...


Gina riu. Uma risada rouca (que ela demorara a aprender) e que excitou
Draco ainda mais.


- Jogando olhares lânguidos? – Gina repetiu enquanto ria. – você
esta completamente ruim dos olhos. Ou pior, maluco!


Draco sentiu sua temperatura subir mais dois graus. Sempre detestara o verão:
ficava irritado e com a sensação que tinha água demais em seu corpo.


- Não me irrite Gina – disse ele agressivamente. Sentia que chegava no
limite – você pode acabar se queimando. E a dor será forte. 



Gina alteou uma sobrancelha.


- Me queimando? Você? – ela escarneceu – blocos de gelo não produzem
queimaduras...


Ela nem acabou de falar. Em duas passadas Draco cobriu a distancia entre
eles e a agarrou com força nos braços.


Um segundo antes das bocas se encontrarem, eles se olharam nos olhos: Como
na primeira vez. Castanhos que paralisavam prateados; e esses que tragavam os
castanhos para dentro de si.


As bocas se encontraram em frenesi selvagem. Um beijo que era tão
prazeroso quanto sofrido; o mais perto que o gelo podia chegar do fogo sem se
derreter.


Draco soltou os braços de Gina e encostou-a na parede. As mãos, agora
livres de prendê-la, passeavam livremente pelos cabelos, rosto e pescoço.


Quando a voracidade e a vontade chegou no limite do suportável, quase
extrapolando essa barreira, Gina se desvencilhou dele.


Sentiam-se aturdidos, em choque. Como se o beijo houvesse mudado alguma
coisa infinitamente pequena e importante naquele relacionamento maluco que
tinham.


Tremendo, Gina encostou as mãos no lábio inferior. Sentia-o inchado e
quente. Assim como ela própria.


Draco ainda a olhou e sem dizer palavra saiu batendo a porta com um
estrondo.


Lentamente Gina se deixou sentar no sofá de couro preto que tinha ali. E
com as mãos ainda segurando os lábios, ela murmurou atônita:


- Oh Santo Merlin! Virginia Molly
Weasley...
Você está apaixonada por um Malfoy!



Ela ainda pode sentir uma lagrima solitária
descer por seu rosto.



 


- Oh!! Mesmo sendo das trevas, quero-te tanto... – desafinava, a Sra.
Weasley, uma musica dos anos 60 que fizera sucesso alem da conta.


 A casa estava em silencio, e
sua figura era estranhamente solitária na beira do fogão. Ela olhou novamente
o relógio (esse normal) que mantinha em cima da geladeira (essa é claro, tinha
um feitiço congelante ao invés de eletricidade).


Era quase hora do almoço.


Estava tudo quase pronto, quando a Sra. Weasley escutou um barulhinho
estrangulado vindo de longe. Demorou um minuto inteiro para reconhecer: O
telefone de Arthur. 


Apressada, ainda de avental, ela saiu terreiro a fora em direção ao
barracão do marido. Chegar lá era fácil, o difícil era achar qualquer coisa
naquele ninho de rato que Arthur insistia em ficar.


Assim que localizou o aparelho (embaixo de dois pneus velhos) Molly ficou
olhando sem saber o que fazer. Decidida apertou um botão qualquer.


- Alo? – disse uma voz masculina do outro lado.


- A- Alo? – a sra. Weasley respondeu insegura. Não gostava daquelas
geringonças trouxas.


- Sra. Weasley? – reconheceu a voz masculina – é a sra. mesma?


- Sim sou eu. Que... Quem esta falando?


- Aqui é Anthony Blair – havia um alivio estranho na voz do homem –
falamos a alguns dias, antes de minha filha se hospedar em sua casa.


A sra. Weasley franziu a testa em preocupação. Tinha certeza que jamais
falara com o pai de Carol antes em sua vida.


- Acho que o Sr. esta enganado... – disse ela meio preocupada – não
me lembro de ter falado antes com o pai de Carol.


- Como não se lembra? – perguntou confusa a voz – ficamos quase meia
hora no telefone, ate a sra me garantir que não haveria problema deixar Carol
passar as férias em sua casa...


Ele deu uma risada meio envergonhada. Como se não gostasse que soubessem
que era um pai coruja.


- O sr. não pode ter falado com meu marido? – tentou Molly – ele é
mais acostumado com essa parafernália trouxa...


 Ao ouvir a palavra trouxa, o
sr. Blair interrompeu as explicações.


- Parafernália trouxa, a sra. disse? – ele repetiu com voz de quem
entende tudo.


- É o sr sabe... essas coisas que os não-bruxos inventam para poder
viver sem o auxilio da magia – como Molly nada sabia do horror que o Sr. Blair
tinha dos bruxos, e como sua filha era amiga de Gina, era natural que falasse
sem meias palavras sobre o mundo bruxo.


O sr. Blair respirou fundo pra se acalmar.


- Acho que a sra. tem razão sra Weasley. Foi mesmo com seu marido que
falei da outra vez – ele deu uma risadinha seca – me desculpe o engano...


- O que é isso! Acho que esses aparelhos, fazem esse tipo de confusão
– em sua inocência a Sra. Weasley nem mesmo via a grande confusão se
armando.


- Poderia então me chamar Carol , sra. Weasley? – quem ouvisse, nem
repararia que o primeiro-ministro estava a ponto de explodir.


- Ahh! Sinto muito Sr. Blair – desculpou-se Molly com pesar – ela e
meus filhos, vão almoçar fora hoje. E só voltarão no fim da tarde.


- Entendo. – a irritação estava borbulhando – não tem onde eu possa
encontrá-la?


Feliz em poder ajudar, a Sra. Weasley disse onde Carol estaria a tarde. E
deu o endereço da oficina de Sirius também.


- Um bom dia Sr. Blair.


- Para a Sra. também. – desejou ele.


Foi só nessa hora que a sra. Weasley notou um pequeno traço de irritação
na voz do homem. Mas como já havia desligado não podia mais fazer nada.


Parada no meio do galpão, Molly começou a sentir um cheiro estranho. Um
odor forte de queimado.


- Oh Merlin! O almoço!



E todas as preocupações que pudesse ter com
os Blairs saiu de sua cabeça.



 


- Falou com ela Harry? – perguntou Neville ao se sentar em frente ao
colega na mesa do refeitório.


- Mandei Edwiges ontem à noite – disse Harry deprimido, enquanto fazia
viagens com a couve-flor em seu prato – mas ela ainda deve estar pensando se
me responde ou não.


Neville evitou o olhar do amigo cuidadosamente.


- Mas ela vai te responder, quero dizer, o assunto é realmente importante
para ela simplesmente te ignorar.


Harry deu de ombros.


- Humm... posso perguntar uma coisa Harry? – pediu Neville quando já
comiam a sobremesa (pudim caramelisado).


- Pode falar. – Harry se sentia ainda mais deprimido. Pudim caramelisado
era a sobremesa favorita de Hermione.


- Porque você não aceita ser pai? – via-se que Neville tivera que
tomar bastante coragem para fazer essa pergunta.


E somente por isso, Harry se deu ao trabalho de considerar responder. Mas
quando levantou a cabeça, Neville pode ver através das lentes do eterno óculos
preto, um olhar confuso e estranho.



- Já não sei mais Neville. Já não sei
mais.



 


Rony e Carol voltavam do almoço que tiveram com Gina aos beijos e abraços
no meio da rua.


Ele se sentia tão bem, que ainda se perguntava porque demorara tanto
tempo para perdoar Carol. Perdera muita coisa. E tudo por ciúmes!


Estavam entrando na oficina quando um carro preto, com aspecto oficial
parou na porta. Dele saltou ninguém menos que o primeiro-ministro da
Inglaterra.


- Muito bem mocinha. – disse Tony Blair no pior estilo pai-durão – já
sei quem são as pessoas com quem está hospedada.


Carol o olhava atônita. Não podia acreditar que o pai, sempre tão
avesso a escândalos, estava fazendo uma cena e tanto no meio da rua.


- Pai...


- Não me venha com pai Anne Caroline Blair. – disse ele rispidamente
– Vamos embora para casa, e vamos agora.


Num gesto instintivo Carol apertou mais o braço de Rony. Ele, não sabia
o que fazer. 


Ao ver que a filha não cederia, o Sr. Blair apenas fez um gesto e os três
seguranças pegaram a garota a força.


- PARE DE BESTEIRA PAI! PELO AMOR DE MERLIN! – ela gritava e esperneava
enquanto os três capangas a empurravam para dentro do carro – ISSO É
RIDICULO E VOCÊ SABE QUE SOU MESMO UMA...


O resto das palavras dela ficou abafado, Carol fora empurrada sem cerimônia.



Anthony Blair chegou perto de Rony, que lutava para se soltar do gorila
que apertava seu braço.


- Chegue perto da minha filha mais uma vez, - ele falava baixinho e
sibilante – seu bruxo de meia tigela, e será um garoto morto.


O gorila soltou Rony e entrou no carro. No mesmo momento, o conversível
colocou-se em movimento.


- Vocês podiam ter feito algo! – esbravejou Rony para Sirius e Lupin
que olhavam a cena da porta da oficina.


- Pode me largar Aluado – rosnou Sirius. Lupin o largou. – Eu teria
feito algo Rony, mas o Aluado aqui me impediu.


Lupin balançou a cabeça.


- Mesmo que tenha feito uma cena desagradável, o homem estava no seu
direito Almofadinhas. É o pai dela.



- DANE-SE O DIREITO! – disseram Rony e
Sirius ao mesmo tempo. Juntos os dois entraram na oficina.



 


O dia chegava ao fim, e uma dor de cabeça se insinuava nos recessos mais
escuros da mente de Hermione.


Tudo fora tão tumultuado, que não tivera nem mesmo 20 minutos de
cochilo. Sentia-se sonolenta, irritada e mal-humorada.


E ainda tinha que falar sobre Potter com Vanessa.


Em um suspiro resignado, Hermione se levantou e seguiu para o escritório
de Vanessa. Pela hora tardia, ela sabia que Vanessa esperava que todos já
houvessem ido embora.


Foi caminhando lentamente, que Hermione venceu a distancia que separava as
duas salas.


- Vanessa? Posso falara com você? – a cabeça estava dentro da sala,
mas o corpo mantinha-se do lado de fora.


A chefa fez sinal afirmativo com a mão. Estava ocupada em uma ligação.


- ... Descubra porque essa certidão estava na casa desse homem,
Charles... Faça mesmo, quero resultados ainda amanha. Verifique o que tiver que
verificar... certo... ok, e até amanhã.


Hermione sentiu uma agulhada particularmente intensa na cabeça, quando
Vanessa colocou o fone com violência na base.


- Excelentes noticias Hermione!


- Fale baixo por favor! – gemeu com a mão na cabeça.


- Ei! Porque ainda está aqui, se está passando mal? – Vanessa deu a
volta na mesa e ficou de frente para Hermione.


Fosse o que fosse responder, ficou perdido no meio da garganta. Ao
levantar o rosto, e ver a preocupação toldar os lindos olhos violetas de
Vanessa, Hermione caiu em um choro convulsivamente descontrolado.


- Ei calma Hermione – disse Vanessa, querendo consolar. Embora nunca
tivesse sido boa nisso. Não gostava de choro e não sabia lidar com quem estava
chorando.


Somente depois de dez minutos chorando, e dois copos de água, foi que
Hermione conseguiu se controlar.


- Eu... inc... quero que... inc... você olhe... inc... isso aqui... inc
...


Vanessa pegou na mão, uma copia da carta de Harry (uma copia resumida e
estritamente de assunto de trabalho).


- Você acha que pode ter alguma ligação? – perguntou Vanessa, ao
terminar de ler.


- Eu não sei – Hermione secava as lagrimas com as costas das mãos –
mas, quando estávamos no colégio, ele sempre escutava muito e algumas vezes
tinha razão.


Vanessa olhou novamente a carta.


- Você vai falar com ele, ou quer que eu fale? – ela tinha um tom
estranhamente seco.


- Você acha que seria covarde de minha parte, deixar você ir? –
Hermione estava nervosa. O sinal disso é que toda hora passava a mão nos
cabelos.


Vanessa pensou um pouco, e disse bem lentamente.


- Bom isso é um caso de trabalho, embora envolva o pai de seu filho –
Hermione fez uma careta – acho que se fossemos juntas não pareceria covardia,
afinal sempre fazemos as coisas juntas nesse caso.


Hermione pensou mais um momento. Deu mais umas duas fungadelas e levantou
a cabeça.


- Marcarei um encontro com ele no sábado então. Tudo bem para você?



Vanessa apenas assentiu com a cabeça.



 


A partir do momento que Hermione pronunciou em voz alta o “encontro”
com Harry no sábado, a semana começou a andar velozmente.


Mas ela não era a única que estava tendo problemas. Rony, depois que o
pai de Carol fizera todo aquele escândalo na porta da oficina, não tivera mais
um minuto de paz.


Fosse pela Sra. Weasley que estava zangadíssima com a mentira contada,
fosse com os repórteres de todos os canais de tv, jornais e paparazzos que
pareciam bater ponto na porta do galpão todas as manhas. Queriam arrancar dele
qualquer informação que fosse sobre o escândalo da família Blair.


Gina até riria do irmão, que sempre quisera a fama e gloria, mas agora
que a tinha não queria mais, não fosse o fato de estar apaixonada por Malfoy
ter roubado toda e qualquer concentração que tinha.


Podia-se se ver Gina suspirando ruidosamente pelo cantos d’A Toca.
Ficando irritadiça por nada e muito mais aluda que o normal.


Hermione tentara conversar com ela duas vezes, mas Gina simplesmente fugia
do assunto e passava a falar do tempo.


Draco, também não estava em seus melhores dias. Finalmente a organização
da biblioteca ficara pronta (isso porque ele trabalhava ate altas horas da
madrugada para esquecer uma certa ruiva), mas ele reparou que a certidão de adoção
do tal Alexander Malfoy havia sumido. Como se nem houvesse existido.


Para piorar a situação já caótica, a elfo que cuidava de sua mãe também
desaparecera sem deixar rastros. E Narcisa agora acordava no meio da noite
berrando sem parar o nome de Lucio.


Mas se para ninguém a semana estava sendo fácil, isso nem se compara o
castigo que Carol recebera do pai.


Depois de uma longa e chatíssima conversa com o pai, na qual ele a fez
recordar todos ensinamentos e a promessa que havia feito, Carol fora trancada no
quarto.


Sem televisão;


Sem telefone;


Janelas gradeadas (impedem corujas);


E um segurança na porta.


Ela se sentia uma prisioneira em sua própria casa. E o mordomo pestilento
não ajudava em nada.


Mas o pior para ela foi sem duvida, na manha de sábado. As coisas já
começavam a melhorar: o pai tirara o segurança da porta (embora a mantivesse
trancada) e deixara a televisão voltar – mas quando Carol acordou e foi
escovar os dentes, simplesmente caiu no chão de tanto choque.


Quando levantou, tinha a esperança que o bumbum parasse de doer e que a
imagem no espelho voltasse ao normal.


Vã esperança.


Olhando para ela, estava uma copia perfeita de Gina Weasley. Carol pode
contar até mesmo as sardas.


- Oh santo merlin! – murmurou atônita.


Enquanto pensava em como aquilo era possível, bateram na porta do quarto.



- Srta. Blair? Seu pai pede que vá tomar seu desjejum com ele na sala de
jantar.


“justamente agora!”  -
pensou Carol revoltada.


- Diga a ele que não poderei ir… - desesperada
por uma desculpa, usou a primeira que lhe veio – diga que estou com cólica, e
que vou ficar mais na cama.


Quando ouviu os passos da empregada indo embora, Carol voltou-se para a
sua imagem no espelho. A imagem de Gina.



- Oh! Oh! – disse assustada para si mesma
– como vou fazer agora?



 


Harry aparatou na cozinha e encontrou Sirius, Lupin e Tonks tomando café
–da -manhã.


- Bom dia Harry! – desejaram eles.


- Bom dia também. – disse Harry com um sorriso. Sentou-se do lado de
Tonks e pegou uma fatia de pão para si.


- Eita Aluado, parece que alguém aqui viu a Fênix verde essa manha! –
Sirius comentou como quem não quer nada.


- Não vejo esse sorriso no seu rosto... – Tonks fez uma cara pensativa
– desde que seu padrinho saiu daquele véu Harry...


Harry nem teve tempo de falar. Sirius foi à frente.


- Nem mesmo que me de veritasserum para tomar, Ninfadora, eu lhe
contaria o que aconteceu naquele arco!


Tonks ergueu as sobrancelhas. Nessa manha elas pareciam um arco rosa bem
desenhado em cima dos olhos.


- Pedi para me falar alguma coisa Black? – ela tinha um tom soberbamente
desdenhoso – quando quiser saber das experiências trágico-sordidas de sua
vida, pedirei.


Sirius imitou um rosnado perfeito de cachorro.


Harry e Lupin muito espertos, não se meteram. E o garoto pegou mais uma
torrada para si.


- E pode latir também Black. – Tonks estava bastante zangada – não
vai me intimidar. Mas que você poderia parar de ser egoísta e falar para todos
como foi a experiência...


- Virou aprendiz de Skeeter foi Ninfadora – Sirius, sempre que dizia o
nome dela, era de forma lenta e debochada. Para irritar – porque eu não vou
falar nada e com ninguém. Muito menos para você colocar isso na sua tese de
promoção!


Tonks amarrou a cara. Chamar-lhe de Skeeter fora um duro golpe.


- Vamos Sirius, você tem que contar para alguém o que passou. Não pode
ficar ai dentro de você, como um veneno! Vai te matar lentamente!


Harry ergueu as sobrancelhas para Lupin, mas este apenas rolou os olhos.
Estava acostumado com aquela discussão já.


Sirius se levantou espumando.


- Vou lhe dizer quando vou contar, sobre o véu e o que eu mais tenha
passado Ninfadora. – o rosto em formato de coração da moça se encheu de
expectativa – depois do sexo, quando estiver estirado no tapete da minha sala.
Com uma mulher maravilhosa nos braços.


Sirius nem ficou para ver o efeito de sua resposta. Desaparatou do
apartamento.


O que é uma pena, porque se tivesse ficado, teria visto Tonks corar
fortemente. Parecia que tinha o poente no rosto.



- Bem... não pode dizer que Black não tenha
estilo não é mesmo? – ela murmurou desdenhosa. Coisa que nem Harry nem
Lupin deixaram se enganar.



 


Eram seis da tarde e Harry estava tremendamente nervoso. Sentado à mesa
do canto, no bar combinado por Hermione, ele sentia o coração bater forte e
apressado.


“Quem sabe, dessa vez... se eu fizer tudo
certo...”


Queria dizer tantas coisas a Hermione. Se pudesse,
queria voltar no tempo e dizer a ela que também queria o bebê.


Mas não podia voltar no tempo, e dizer uma meia verdade.


Ele não sabia se queria o bebê ou não. Mas que queria Hermione, isso
ele queria.


Quando a viu entrar no bar, o resto do mundo se desligou. Só existia ela
e como estava bonita (uma saia indiana e uma bata larguinha). Em como sorria e
tinha os cabelos bonitos (poção alisante?)


- Ola Hermione – ele podia sentir a voz tremer de emoção.


- Potter – disse ela secamente – quero apresentar Vanessa Wolf. Ela é
minha chefa e parceira nesse caso.


O sorriso idiota de Harry deixou sua cara no mesmo instante. Então
Hermione não queria um encontro particular. Era apenas para discutir os últimos
acontecimentos do CTA.


Maquinalmente ele cumprimentou a mulher. Eles se sentaram e um garçom
veio anotar os pedidos.


- Casa cheia não? – disse Vanessa cordialmente para o homem. Ele acenou
com a cabeça, e foi providenciar o pedido.


- Então Sr. Potter – começou Vanessa. Hermione se concentra m um
buraquinho que tinha na tolha da mesa – o que, exatamente, vem acontecendo no
Centro de Treinamento dos Aurores?


Harry suspirou fundo, e contou tudo que sabia. Parava apenas para tomar
goles de água. Olhava Hermione de um modo insistente e ate mesmo perturbador. 



A Wolf, pensou sarcástico, devia ter feito treinamento com Rita
Skeeter... extorquia informações ate de onde ele nem sabia existir.


- Então recapitulando – disse Vanessa consultando uns esquemas malucos
que fizera em uma folha de pergaminho – você assistiu a três brigas dessa
tal de Hannah Hargreaves com Marcus Woodcrofth, sendo que nessa ultima ela ameaçou
a família dele? 


Colocado do jeito que a mulher falara, parecia que Harry era um idiota que
estava vendo coisas demais... Mas ele assistira as brigas, vira como estavam, os
dois, alterados e descontrolados.


- É – respondeu sucintamente. Tinha a impressão que a mulher não
gostava dele.


- Ótimo! – ela se levantou num arranque – quando tiver mais informações
que meias conversas, venha falar comigo novamente Sr. Potter.


Vanessa se virou para Hermione, que continuava mexendo no buraquinho da
toalha. Ela não abrira a boca, nem para falar “Há”.


- Eu vou indo embora aproveitar o final de sábado que me resta Hermione.
Você vem?


Ela estava respondendo que sim, aliviada por aquele martírio acabar,
quando Harry tocou sua mão (que agora tinha parado de tentar furar o buraquinho
da toalha) e a olhou serio.


- Gostaria de conversar com você Hermione... pode ficar um pouco mais?


A garota engoliu em seco, olhou pedindo ajuda para Vanessa (que muito
“distraidamente”, olhava o bar) e por fim disse baixinho.


- Pode ir na frente Vanessa. Obrigado.


Vanessa bufou, jogou a massa de cabelos para trás e foi-se embora. “pra
que me pediu ajuda se ia conversar com ele?”


- Obrigado por ficar Mione – disse Harry
suavemente enquanto apertava sua mão.


Hermione retirou a mão de debaixo da dele, e se endireitou na cadeira.


- Isso não quer dizer que tudo esta bem entre nós. – se aprumou mais
– o que quer falar comigo?


Harry sentia que se não falasse agora, enquanto tinha coragem e havia uma
mínima esperança de Hermione escutá-lo, iria perdê-la de um jeito irreversível.



- Bom, hum... Eu estava no Beco Diagonal hoje – estranhas borboletas se
remexeram desconfortavelmente em seu estomago – e comprei, bem comprei isso
aqui.


De debaixo da mesa, ele tirou uma saca de tamanho médio e deu para
Hermione. Ela o olhou interrogativamente, mas ele apenas murmurou com a garganta
apertada de medo:


- Abra... só... somente abra.


Hermione abriu a saca e dentro tinha uma caixa, que logicamente era o que
embrulhava o presente.


Dentro da caixa, enrolado em um delicado papel de seda amarelo, havia o
menor par de sapatos feito para humanos. Ela levantou a cabeça, e Harry pode
ver os olhos marejados da garota.


Na mão dela, dois sapatinhos de tricô para bebê, na cor branca. Havia
uma bruxinha minúscula na frente de cada pé.


- Oh Harry é lindo! – disse Hermione emocionada.


- Assim que vi, lembrei de... de... – ele inspirou fundo – de nosso
filho. – Hermione o olhou tão depressa, que poderia ter deslocado o pescoço
– quis ser o primeiro a lhe dar alguma coisa...


Novamente, Hermione caiu em outra crise de choro (coisa constante ao longo
da semana). Harry, achando que havia dado outra mancada, começou a se
desculpar:


- Ah Não Mione – disse com uma voz fraquinha e falha – era para ficar
feliz, e não chorar.  


Se a intenção era acalmar, Harry fracassou redondamente. Hermione chorou
ainda mais; os sapatinhos apertados na mão.


Sendo sensato, pela primeira vez desde que a historia começou, Harry se
manteve calado. Só consolava com gestos, tentando assim, deixar Hermione mais
calma.


- Esta... inc... tudo... inc... bem Harry – Hermione guardou os
sapatinhos com extremo cuidado – eu só... inc... me emocionei... inc...
demais.


Harry continou olhando-a como se Hermione fosse um E. T. Mas depois se
lembrou, que escutara há muito tempo, que mulheres grávidas choravam a toa.


- Esta tudo bem Hermione! – disse ele. À vontade de tocá-la nos
cabelos estava ficando irresistível – mas gostou do presente?


- É lindo obrigado. – Hermione, de repente, pareceu se lembrar quem era
que estava na sua frente – agora tenho que ir Harry. Mande lembranças a
Sirius e ao Lupin.


Ela saiu disparada do restaurante. A saca agarrada ao corpo.



Harry deixou-a ir embora, mas agora tinha a
sensação que fizera a coisa certa.



 


N/A: Agradecimentos
especiais para: Maira Granger (eita girl espere para ver o que o Grande malfoy
vai fazer com a Gina... e tb, ele foi dopado, como poderia se lembrar?); Rafa
(espero que esse cap você tb tenha gostado... embora eu não queira que a fic
acabe, deve ter soh mais uns 8 cap...); Anaisa (bem se num tiver um segredo, ow
mistério vcs num voltam pra ler neh?); Mila (que bom que gosta de todas duas
fic... eu fico muito feliz mesmo!); Gabriele Delacour (que bom que mesmo
gostando de R/H você lê a minha fic!!! Hehehehe); Kagome- LilyPaum-de-Mel
(eita nome complicado de escrever... q bom que mesmo num gostando tanto de DG
você ainda acompanha a fic...); Jéssy (finalmente ele deu uma dentro neh?);
Fernanda Mac-Ginity (vou providenciar um salto agulha numero 75 pra Mione pisar
nele ok?); Nayara (vixi... eu junto ou piso no Harry? Vocês mês cafundiram
agora!)...


N/A 2:
Agradecimentos mais que especiais para Livinha e Stella ( que coitada, tah ateh
agora no MSN esperando eu kabar o cap...)... Eu ateh mandaria um beijo pra Nina,
mas como ela tah muito saidinha ey so mando um aperto de mão mesmo!
Hauahuahauahuahuahau


N/A3: kabou q eu
nem viajei moçada, e tb não consegui tirar minhas queridas férias... Tah
vendo? Nada do que eu falo cumpro... hehehehe... um absoluto horror!


N/A4: eu to
pensando em fazer uma continuação galera... o que vcs axam? Mais informções
no prox cap... quem tiver sugestões me avise ok?


N/A5: num tem...
eh soh beijo mesmo!!!! hauahuahauha


 






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