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3. Círculo 01. Treinamento


Fic: Harry Potter e a Ordem de Merlin


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 "Ele disse que nunca tinha visto uma expressão tão determinada quanto a minha quando disse aquilo pra ele...


  E então, sorrindo, ele respondeu:


  Não... "


 


  Eu fiquei meio desconcertado com a resposta dele, achei que depois de tudo ele me ensinaria magia. Depois de tudo o que ele me contou ele acharia que eu precisasse me defender, eu devia estar com uma expressão bem idiota de confusão por que ele riu baixinho e disse:


  -Não posso te ensinar assim do nada, primeiro - ele levantou um dedo - Não temos varinha, e...


  -Mas você disse que era possível aprender magia sem varinha.


  Ele me olhou irritado por um segundo, mas depois voltou a explicar, fazendo uma careta como se não gostasse de ser interrompido:


  -Como eu dizia - ele me olhou do alto, como se me desafiasse a interrompe-lo de novo, e tratei de ficar quietinho encima da minha palha - Não posso te ensinar magica assim do nada, você pode ter desperto a sua magia, mas ainda não sabe canalizar a sua força pra gerar um feitiço, entende?!


  -Não... - respondi com sinceridade, mesmo a parte A e a B se esforçando juntos, pela primeira vez de fato, pra decorar e tentar entender tudo o que ele dizia, não fazia sentido pra mim.


  Ele parecia esperar que eu não entendesse. Sem nenhuma expressão no rosto começou a explicar mais devagar:


 


  "Magia é uma força que percorre todo o seu corpo, durante a história vários bruxos e alquimistas tentaram desvendar essa força, como de onde se forma, quais são suas propriedades, e por que certas pessoas nascem sem ela. Mesmo assim, ainda é um campo muito escuro e há poucas coisas que podemos dizer com certeza"


 


  Eu fiquei um pouco tentado a interrompe-lo quando ele falou em alquimia, já ouvira aquela palavra em algum lugar, na televisão na casa dos meus tios, mas não o fiz e ele continuou explicando. A pergunta contudo ficou guardada na minha mente.


 


  "Primeiro: De onde vem essa força. Ainda não esta suficientemente claro, mas magia é como uma união do seu vigor físico com a sua força espiritual. As duas juntas formam a força pela qual podemos fazer feitiços. A "força espiritual" também é um misterio, existem vários nomes pra ela em diversas partes do mundo, alguns a chamam de "mana", outros de "chackra", outros de "ki", enfim, só sabemos que ela é como uma aura, uma energia sem origem que esta presente em todos os seres vivos, pra facilitar, seria ela que forma a vida. E alguns acham que ela é a própria vida.


  Depois, como usar essa força, a magia, pra realizar algum feitiço. Feitiços são feitos com uma fórmula mágica, uma intenção e a aplicação correta dessa força. Existem milhões de fórmulas mágicas, que são as palavras que pronunciamos ao dizer algum feitiço, a intenção é o que o próprio nome já diz, não adianta pronunciarmos as palavras que fariam uma pedra levitar no ar se não quizermos que ela levite... Esta entendendo?!"


 


  Curiosamente eu estava compreendendo alguma coisa. Lógicamente não estava a par do que ele estava falando, mas não estava tão confuso como eu achei que estaria, e isso era um grande progresso.


 


  "E depois, vem a aplicação necessária de força através de um catalizador, uma varinha. E aí que entra a parte difícil. Teóricamente, o mínimo necessário pra se realizar magia é a aplicação de força e uma intenção, mas nenhum bruxo na história conseguiu nem ao menos mover uma pedra com tão pouco. É preciso moldar a sua força através de uma fórmula mágica, como por exemplo, transformar a sua energia em calor para fazer um feitiço de fogo, e também uma varinha pra direcionar corretamente a sua magia. Nesses parametros, é razoavelmente fácil fazer mágica.


 


  -Primeiro Harry, você precisa despertar a sua magia, o que você já fez... em parte. 


  -Como assim em parte?


  -Você já esta apto pra realizar algum feitiço com uma varinha, na verdade a grande maioria dos bruxos nunca passa desse nível, mas pra usar magia sem varinha, você precisa despertar a sua força a um segundo nível, um nível muito mais profundo e difícil, e que poucos bruxos conseguem.


  -E como se faz isso?


  -Se concentrando, e tentando sentir a sua magia, conseguir sentir ela percorrendo seu corpo, se movendo a sua volta. Se conseguir isso com perfeição, vai ser capaz de sentir toda a magia a sua volta, vai poder avaliar o poder dos seus adversários, e se realmente ficar bom nisso, vai poder até mesmo saber quando pretendem lançar um feitiço, e até mesmo sentir que tipo de feitiço seria, um de fogo, de eletricidade, uma maldição, as energia mua constantemente pra se adaptar aos feitiços que serão lançados. São poucos bruxos que chegam a esse nível, e eles realmente são muito poderosos. Dois exemplos disso seriam Dumbledore, e o próprio Voldemort, que infelizmente é o maior mestre em magia sem varinha que se tem conhecimento na história da magia.


  Engoli em seco, um pouco preocupado pelo fato do maior bruxo de todos os tempos querer a minha cabeça, e ainda por estar numa prisão onde 99,9% dos detentos queriam me matar. também acabei percebendo que Sirius era provavelmente o único ali que não teria intenção de me machucar. Eu não entendia de matemática, mas a proporção parecia absurda demais pra ser coincidência... Não que eu esteja me queixando.


  -Quando começamos a fazer isso?


  Ele me olhou com uma sobrancelha erguida, e um sorriso que com o tempo eu acharia bem característico dele. Ele já estava sentado ereto com as mãos no joelho, e percebi que já devia estar fazendo isso. Me sentei ereto como ele e cruzei as pernas, colocando as mãos encima dos joelhos como ele estava fazendo, já vira uma vez um cara fazer isso na televisão. - Não entendam errado, eu não estava assistindo a TV, estava apenas limpando o chão - E tentei me concentrar em alguma coisa. Não senti vontade de me mexer como teria sentido antes, como eu já havia mencionado, era como se aquele instinto de se mover constantemente estivesse desligado. Eu não sabia na época, mas aquele era o primeiro grande passo pro meu aprendizado, talvez o maior de todos os passos que eu já tivesse dado, o mais simples e o mais importante.


  Sabem, para os animais, ficar parado era a coisa mais difícil de todas, normalmente depois de alguns minutos sua perna sempre coçava, ou parecia que uma mosca tinha entrado no seu ouvido. Essas coisas não me incomodavam, quando acordei naquele lugar, a umas vinte e quatro horas eu acho, tinha ficado muito tempo deitado, como me mover doí eu não me movia, e como pensar doía mais ainda eu também evitava pensar em muitas coisas, fiquei imóvel durante horas naquela posição, mantendo um único fio de pensamento na minha mente, de forma que agora não via problema em faze-lo. O problema real era tentar encontrar a minha magia.


  Eu não entendia como deveria fazer, Sirius disse que eu devia ficar parado e deixar a energia fluir através de mim, tentar sentir tudo ao meu redor. Ele não havia se mexido nem um milímetro aquele tempo todo, e eu juraria que estava dormindo se não soubesse que também estava imóvel, fiquei durante um bom tempo, horas, procurando alguma coisa dentro de mim, algum fio de pensamento que pudesse me levar até lá, mas eu não encontrava nada.


  E assim o tempo foi passando. 


 


  As sete horas, toda noite, guardas vinham trazer a refeição diaria. Eles empurravam um carrinho que parecia bem sujo cheio de tigelinhas pequenas onde estaria a nossa comida. Eu ainda estava meditando - Sirius me disse que se chamava assim - quando vieram trazer a minha. Pareceria estranho se eles virem dois prisioneiros sentados da mesma maneira e imóveis, então quando eles estavam se aproximando eu me deitei na palha e esperei eles passarem, depois que tinham ido peguei as tigelas e me sentei ao fundo da cela, Sirius tinha pego as dele também, e empurrava por entre as grades.


  -Tome garoto, coma...


  Olhei pra ele meio que sem entender o que ele estava fazendo, até que a ficha caiu e eu empurrei a mão dele de volta, fazendo uma ruga de dúvida aparecer na sua testa.


  -Não, coma você! Você precisa...


  Ele sorriu daquela maneira característica dele, eu ainda não sabia, mas com o tempo aprenderia a sorrir daquela maneira também, e afagou a barriga, fazendo uma cara como se estivesse satisfeito, e disse:


  -Tudo bem, eu estou aqui há um bom tempo, e já me acostumei a ficar sem comer - ele fez mais força pra empurrar a tigela, mas eu não deixei - Você no entanto, vai demorar a se acostumar...


  -Não se preocupe, nunca comi muito mais que isso, então vai ser fácil eu me acostumar, além disso aqui não tenho que trabalhar, então vai ser até melhor...


  Eu disse tudo sorrindo mesmo sendo algo triste de se dizer, uma enorme ruga apareceu no olhar de Sirius enquanto ele puxava as tigelas de volta pra ele, mas as deixava num canto, intocadas.


  -Como pode estar acostumado com isso?! - ele falou, a voz sussurrante mais urgente - Estamos presos Harry, só comemos uma vez por dia, você só tem sete anos, pelo amor de Deus, como pode estar acostumado a isso?


  Suspirei e deixei minha tigela de lado, a comida sempre vinha fria, então não precisava me preocupar em comer logo, e contei toda a minha história pra ele, contei sobre tudo desde que eu me lembrava, sobre o tratamento que eu recebia, sobre o ármario infestado de baratas onde eu dormia, sobre as tarefas que eu era obrigado a fazer, as surras e os castigos, sobre o meu primo e tudo o que sabia sobre os meus tios. Levou algum tempo por que apesar de escrever assim eu não sabia na época nem metade das palavras que uso hoje, então tive que fazer gestos pra tentar explicar várias coisas, tirei a camisa que estava usando e mostrei algumas das cicatrizes pra ele. As piores eram tão ruins quanto as que eu tinha ganho ontem, que logo começariam a cicatrizar, tinha uma que descia inclinada pelo meu peito até o estomago, era sem duvida a mais feia, parecia uma garra que deslisava até quase o umbigo, mas fora essas haviam inúmeras marcas menores pelo meu peito, braços e antebraços e na minha mão e dedos.


  Ele ouviu tudo calado, passando de vermelho a roxo, os olhos caramelos ficaram completamente pretos, como dois poços sem fundo e o máxilar estava trincado. Ele ficou vários minutos encarando os próprios pés, tremendo de raiva até que foi relaxando aos poucos, apesar de levar mais tempo que o normal eu não tinha muito pra contar, tinha apenas sete anos e uma vida relativamente medíocre e sem muito o que dizer, pouco mais de uma hora Sirius já estava relaxado, mas encarava os próprios pés e parecia envergonhado com alguma coisa. 


  Ele chorou naquele dia, e eu choraria também mas não me importava realmente com a minha vida. Lembro que quanto mais eu chorava mais meus tios me batiam, até que eu desmaiasse de cansaço, e as vezes continuavam a me bater até depois disso, Duda muitas vezes esperava meus tios acabarem de me bater, e quando não aguentava mais ficar de pé vinha e começava a me chutar, rindo como se achasse graça no que fazia. Eu não o culpava realmente, depois de crescer um pouco percebi que se eu estivesse no lugar dele talvez pensasse a mesma coisa, se fosse criado como ele foi, e aprendesse o que ele aprendeu, talvez fosse como ele...


  Sirius me pediu desculpas muitas vezes durante muitos dias depois daquilo, sempre que meus machucados doíam e eu soltava algum som abafado de dor, ele pedia desculpas e perguntava se eu estava bem. Meses depois daquilo foi a primeira vez que eu mandei alguém calar a boca. Ele riu consigo mesmo e passou o resto do dia me perturbando, com o tempo aprendi a apreciar esse lado dele.


  Os dias continuavam passando, e eu estava fazendo progressos. Na verdade meu padrinho pareceu pasmo quando disse que já estava sentindo alguma coisa, depois de três dias de treino, ele não acreditou no começo e disse que pra chegar nesse ponto ele mesmo tinha levado quase seis meses. Continuamos meditando toda manhã, o dia todo e até de noite, por que eu não sentia mais sono. Lembra a parte A e a parte B?... Pois é, elas estavam ficando cada vez mais rápidas e estavam se dando melhor ultimamente, mesmo cada uma mantendo as suas preferencias e tendo discussões as vezes, acho que isso era normal em qualquer relacionamento, mesmo que num relacionamento imáginario que eu estou usando pra explicar o funcionamento do meu cérebro. Por enquanto vou ficar na parte A e B mesmo, mais tarde explico melhor o que realmente estava acontecendo.


  Demorou meses até que meus machucados se curassem completamente, eles já não doíam e as cascas estavam se quebrando, deixando por baixo cicatrizes longas e bem visíveis na pele. Sirius riu e disse que eu já tinha cicatrizes o suficiente pra envergonhar qualquer um, e que garotas adoravam cicatrizes. Ele fazia muitas piadas como essa e no começo eu só corava e dizia qualquer coisa, até que aprendi a rir com ele. A comida continuava a mesma de sempre, e parecia que minha vida tinha entrado numa rotina suportável, eu já conseguia sentir a minha magia percorrendo cada célula do meu corpo, se misturando a minha força física e enchendo meus músculos, conseguia sentir a energia do Sirius também, e de vários presos nas celas em volta. Quando disse o meu progresso, ele sorriu com ele mesmo.


  -Meus parabéns Harry, você é o primeio bruxo da história a despertar seu potencial tão cedo, tenho certeza que vai ser muito poderoso quando conseguirmos...


  Sirius nunca dizia em voz alta que planejavamos fugir, precaução nunca era demais e as paredes ali costumavam ter ouvidos. Ele disse que me ensinaria até que eu estivesse pronto, e quando fosse hora nós fugiriamos dali. O primeiro e mais importante passo já estava dado, eu já era o que as pessoas chamavam de "mago", bruxos muito poderosos que conseguiam fazer magia sem varinha. Ouveram poucos na história, e todos eram idosos, o mais jovem até o presente momento era Voldemort, que também era o mais poderoso... Por enquanto.


  Nos próximos meses nós entramos numa rotina mais movimentada, De manhã meditavamos como sempre, Sirius disse que era importante fazer isso constantemente pra deixar a mente afiada. E de tarde ele me ensinava latim. Ele disse que era a língua materna da família dele, sendo o primeiro idioma que apremdiam, e que também era muito útil para os bruxos, visto que a maior parte das fórmulas mágicas era escrita nessa língua. Fiquei meio envergonhado quando ele tentou me ensinar, comparando com caracteres e palavras comuns, e quando ele perguntou qual era o problema disse a ele que não sabia ler nem escrever, nunca tinha aprendido. Isso levou mais alguns minutos de palavrões - a maioria que eu sabia tinha aprendido com ele - e pedidos de desculpas, mas depois ele sorriu.


  -Tudo bem, não há com o que se preocupar, vai ser muito fácil pra você aprender a ler e escrever.


  E realmente foi. Ele começou e me ensinar ambas as línguas juntas, escrevia os caracteres na areia que havia no chão da cela e me ensinava como combina-los pra formar palavras. Passavamos dias e noites inteiras conversando sore isso, ele brincava que eu era o único mago que não sabia ler, e eu ria um pouco envergonhado, me concentrando em aprender ainda mais o que ele dizia. Decorar as coisas era fácil, com as meditações minha memória era muito melhor que a de uma pessoa comum, e minha capacidade de aprender era mais desenvolvida. Ele dizia palavra atrás de palavra, me explicando o sentido de cada uma, e eu ia tratando de decorar tudo, me ensinava o que era substantivos e adjeticos, verbos e pronomes e como combina-los, tanto em latim quando em inglês. Depois perdia horas me contando histórias, e eu mergulhava nelas, de noite os guardas entregavam a comida mas eu com frequencia a ignorava, não sentia mais fome se comparasse com a vontade que eu sentia de aprender cada vez mais. Os Dursley tinham vários livros mas eu nunca pude nem memso tocar neles, exceto pra limpa-los, Sirius me contou lendas bruxas famosas, assim como trouxas, me contou histórias de romance e terror, livros que ele havia lido no decorrer de sua vida e matérias de jornal.


  Com o tempo aprender a ler e escrever não foi suficiente, passavamos dias e noites inteiras conversando e eu só parava, mesmo relutantemente, quando caía de sono. Não tinha muitos parâmetros pra comparar, mas Sirius era muito inteligente, ele sabia sobre tanta coisa e eu queria saber cada vez mais tudo o que ele sabia. Os meses foram passando, e conversavamos tanto em latin quanto em inglês, eu ainda não falava tão bem quanto ele, e sempre que errava uma frase ou uma conjugação ele passava horas me explicando como fazer corretamente, o assunto crescia até que nos viamos falando de enonomia, política, matemática, filosofia. Ele me ensinou tudo isso, me ensinou a pensar e como raciocinar, a questionar tudo pra obter respostas e eu adorava isso, eu mergulhei tão fundo nisso que não sentia mais fome, nem dor quando o cárcere veio me visitar pela segunda vez, quando eu já estava com oito anos e completava um ano que estava preso.


  Não foi tão ruim por que ele não usou a Cruciatos dessa vez, apenas me içou pelo ar com a varinha, e depois de me chicotear jogou sal nas feridas, pra que cicatrizassem mais rápido, mesmo ardendo um pouco mais. Era uma nova coleção de cicatrizes nas minhas costas que me incomodou por mais alguns meses, mas nada que fosse tão ruim quanto a primeira vez, depois que sente uma dor muito grande pequenas dores não te incomodam mais, ninguém sente medo de um gato com os pelos eriçados após ficar cara a cara com um leão.


  Não foi só latim, filosofia e outras ciências que eu aprendi, toda noite, quando era mais seguro, Sirius me falaa sobre magia, ele me deu diversas fórmulas pra decorar, passava horas falando sobre magias e seus efeitos, sobre como direcionar a energia e como molda-la através de uma fórmula mágica. Disse que quando conseguissemos fugir ele me ensinaria as coisas melhor, buscaria uma maneira de nos inocentar, e depois iriamos morar juntos, como deveria ser desde o começo. Ele me inscreveria em Hogwarts e disse que eu humilharia todos aqueles sangue puros idiotas da Sonserina, eu sempre ria quando ele dizia isso, e não podia evitar ficar imaginando.


  Eu esqueci de mencionar, mas naquele segundo ano não foi apenas uma surra que os guardas me deram. Depois de apanhar, eles me jogaram na palha e me imobilizaram com umpetrificus totalus, Sirius havia me dito o que iria acontecer mas tratei de parecer confuso e assustado pra manter as aparencias, inclusive gritei e perguntei por que estava ali. Eles tatuaram no meu peito o mesmo que Sirius e os outros prisioneiro tinham, era o nome "Askabam", escrito em letras floreadas com tinta preta, e em baixo, o número romano "CMLXXV", que correspondia a 975, meu número de prisioneiro. Após ter terminado a tatuagem eles marcaram meu pulso direito com dois traços diagonais I I, cada um correnpondia a uma surra que eu tinha levado, a tatuagém doía pra cacete - eu aprendi essa palavra com o Sirius - Mas como eu disse, não era nada se comparado as chibatadas.


  Os meses foram passando, já estava ali a mais de um ano, e tinha aprendido muito mais coisa do que eu podia dizer. De noite eu tentava fazer magia, quando todos os presos estavam dormindo, se bem que a maoria dormia o tempo todo, eu consegui levitar as folhas de palha da minha "cama", assim como também consegui levitar meu padrinho, ele riu muito enquanto subia no ar. Normalmente seria impossível fazer magia ali, primeiro por que não tinhamos nenhuma varinha, aliás esse seria o principal motivo, e depois por que eu teria o rastreador. Éra vedado a bruxos e bruxas menores de idade usar magia, por que eles não sabiam a controlar muito bem, e coisa e tal, mas no meu caso, devido aos desagradáveis acontecimentos de quando eu era criança, acabei nunca tendo um rastreador.


  Como eu já disse, Sirius passava horas me explicando os efeitos de cad magia que ele conseguia, e eu decorava tudo, as vezes ele parava de falar e me mandava explicar o efeito de uma determinada maldição, como lançala, e quais seus usos e características. Normalmente fazia durante o jantar...


 


  -Descreva pra mim... -ele disse, enquanto mastiga o pedaço de pão do jantar - os efeitos do Patrono, quais as diferenças entre um corpóreo e um escudo, como conjura-lo e em que ele pode ser útil...


  Eu deixei o pedaço de carne de lado, tomando um gole de água, já não comia com tanta voracidade como antes.


  -O Patrono espanta dementadores, é eficaz contra vampiros, e pode servir de escudo até mesmo contra outros feitiços, ele carrega a intenção do usuário, então seu uso é limitado somente pela imaginação de quem o conjura. Um Patrono corpóreo assume a forma de um animal, que é único pra cada bruxo, representando a sua natureza, não existem dois iguais. Um escudo, como o próprio nome já diz, é apenas uma barreira, uma materialização de energia que carrega a intenção do usuário, mas não é tão poderoso nem tão eficaz quanto um corpóreo.


  -Muito bem -ele respondeu, sorrindo orgulhosamente- Agora em Latin.


 


  A falta de alimento deixou meu corpo mais resistente, mas eu não era forte por que não me movia muito, o treinamento que Sirius me dava era exclusivamente mental, mas ele dizia que quando nós saíssemos de lá ele me treinaria fisicamente também, um erro que muitos bruxos cometiam era deixar o corpo fraco achando que por terem magia não precisavam ser fortes fisicamente. Mas como ele mesmo já havia me dito, a energia mágica que percorria nossos corpos era uma união da nossa energia espiritual, que podia ser aumentada com meditações e estudo, e a engeria física. O melhor dos magos equilibrava essas duas energias, e era isso que nós iriamos fazer.


  Ele também me ensinou outra coisa, além de magia e de ciências. A conversa surgiu enquanto falavamos sobre sociedades antigas, um assunto que me fascinava bastante. Ele estava explicando sobre os árabes nos desertor e a palavra alquimia surgiu derepente, aquela pergunta que eu tinha guardado voltou a ficar clara e eu o interrompi:


  -Mas Sirius... O que é alquimia? Você nunca me falou dela...


  Ele fez um muxoxo e coçou o queixo, como se decidisse se me explicaria ou não. Tinha algumas coisas que ele dizia que era melhor pra aprender quando saíssemos dali. Por fim ele relaxou e começou a falar: 


  -Alquimia é uma ciência antiga, talvez a mais antiga das ciências, e tem uma relação muito estreita com a magia. Ela consiste em desmontar um agrupamento de moléculas, e remontar em algo diferente, como por exemplo, transformar uma tora em um trensinho de mandeira.


  -Mas isso não seria transfiguração?


  -Não, transfiguração é mudar a forma de um objeto pra outra, temporariamente. Você pode transformar um rato numa caneca, o que pessoalmente eu acho um desperdício... - Sirius lambeu os beiços, sempre que aparecia um rato por ali nós o pegavamos e... bem, você entendeu - Mas transmutação é um nível mais profundo e muito mais complexo, nós separamos um tecido de móleculas, e os organizamos de novo, de forma a assumirem uma nova forma.


  -Mas como se faz isso?


  -Como a magia, é necessário usar Mana, ou chakra, chame como quizer. Nós temos que primeiro, quebrar a formação atual, isso exige alguma energia, normalmente é mais energia do que o necessário pra fazer um feitiço, e depois manipulamos as moléculas a se unirem de forma diferente, nisso vai mais uma boa dose de magia, visto que precisamos religar cada molécula uma na outra. Consome mais magia do que lançar feitiços, mas é possível usar a própria energia liberada quando se quebra uma formação atual pra religa-las de novo, isso é alquimia avançada e somente poucos alquimistas conseguem isso.


  -Você sabe alquimia?


  -Sei sim... Quando terminei de estudar em Hogwarts, me interessei em aprender outras ciências, demorou, mais Nicolau Flaméu me aceitou como seu pupilo. Ele é o alquimista mais velho atualmente, tem Seicentos e sessenta anos e um humor horrível quando acordava...


  -Mas... - o olhei de soslaio, as vezes ele fazia piadas estranhas que eu não entendia - Esta falando sério?


  -Sim, dessa vez sim, ele tinha Seicentos e sessenta anos, mais ou menos.


  -Mas como isso é possível?


  -Por causa da pedra filosofal. A alquimia tratava, além de recostruir agrupamentos de moléculas, de purificar metais. É uma teoria antiga e tem muita religiosidade misturada nela, mas basicamente, tudo nesse mundo esta em constante processo de evolução espiritual, eu já mencionei que tudo o que existe, vivo ou não, possui uma energia característica, infurnada no mais fundo possível de suas moléculas e átomos. É essa energia que mantem as coisas como são e que dão suas propriedades, elas fazem as pedras serem pedras e as folhas serem folhas. É dela que vem a gravidade e as forças naturais, embora ninguém até hoje tenha entendido como. É essa energia que chamamos de alma.


 


  "Teóricamente - Ele continuou explicando, enquanto eu me empenhava ao máximo pra decorar e entender tudo o que ele estava dizendo - as coisas estão em constante processo de transformação, embora isso seja bem lento. É por isso que tudo o que tem vida um dia morre, e tudo o que tem forma um dia se desfaz, até chegar a sua forma purificada perfeita, um metal raríssimo que dizem ser o objeto mais puro e próximo da perfeição que pode existir nesse mundo. Nicolau trabalhou a vida toda separando a realidade da religião que fantasiava essa transformação se referindo a Deuses e rituais inúteis, e encontrou a ciência da alquimia. Ele é o mais velho e mais importante alquimista que existe, o único a ter conseguido produzir a pedra filosofal. Quando esse metal é derretido e cozido, ele forma um líquido roxo brilhante que parece leite. Nicolau constatou que esse líquido tem a propriedade de quebrar o limite do DNA"


 


  -O que é limite do DNA?


  -Eu já te expliquei, quando falamos sobre medicina, sobre reconstrução celular?


  -Já...


  -Então me explique. E diga em Latin! -


  Suspirei pesadamente e comecei a explicar:


 


  "Reconstrução celular é a reposição de células mortas por outras células. Elas estão constantemente morrendo e sendo trocadas por células nova, é isso que faz as feridas sararém e também é daí que vem o cres... cres..."


 


  -Crescimento. - disse Sirius, vendo que eu tinha me atrapalhado com aquela palavra. Agradesci e continuei a explicar.


 


  "Sim, crescimento. Mas existe um número máximo de células que podemos recriar durante a nossa vida, ela varia de pessoa pra pessoa e esta gravada no nosso DNA, ou seja, quando esse número é alcançado, nós paramos de produzir células novas e morremos"


  


  -Sim, exatamente. O "Elixir da longa vida", como meu antigo mestre o chamou- Sirius destacou bem o antigo enquanto falava, e riu da própria piada - É um líquido que tem a capacidade de agir no DNA, falando de uma maneira simples, ele zera essa contagem, de forma que o organismo comece do zero a recriação de células. Por exemplo, se o seu limite é cinquenta trilhões de milhões de células, o que é uma média razoavelmente baixa, e você já chegou até a metade de células que pode recriar, ao beber do Elixir esse número zera e e seu organismo começa a contar de novo, ou seja, em vez de produzir somente o que faltava pra chegar ao limite, e então morrer, você começa a contagem do zero e produzira mais cinquenta trilhões de milhões de células. Entende? A grosso modo, você vai estendo cada vez mais a sua vida. Se tomar o elixir regulamente, você nunca ira morrer. Além disso, ele previne que você contrai doenças e aumenta a resistencia e imunidade do seu corpo a um um nível absurdo. Nicolau não parava quieto um minuto, e corria todas as manhãs.


 


  Devo ter ficado quieto por um bom tempo com cara de idiota por que Sirius riu, chegou mais perto da cela e estendeu o braço, afagando meus cabelos e fazendo a franja cair em frente ao meu naris.Já tinha mais de um ano que eu não cortava o cabelo, e ele estava passando do meu ombro já, a medida que os de Sirius já chegavam a metade das costas, mesmo as vezes ele usando uma pedra solta pra tentar cortar os longos fios.


  Ia perguntar alguma coisa quando escutei passos, Sirius se levantou rapido e correu pro outro lado da cela dele, se sentando e ficando de repente com o olhar vago de quando eu o conheci, enquanto eu deitei na palha e fingi estar dormindo. Os guardas passaram com a comida, e a gritaria na cadeia começou, presos pedindo por mais e esmurrando as grades, principalmente os prisioneiros mais jovens.


 


  Os meses iam passando, nós ainda ocupavamos todas as manhãs meditando, eu havi acostumado a dormir bem pouco, apenas três ou quatro horas por noite, e constantemente passava dias seguidos sem dormir, conversando e estudando com Sirius. Aquele tempo já falava latim fluentemente e há meses Sirius não precisa me corrijir, também sabia ler e escrever, tanto em inglês quanto em latim e ele estava me ensinando algumas palavras que sabia em francês. Todas as tardes estudavamos ciências, filosofia, matematica, biologia, economia, política, discutiamos variados assuntos, desde anatomia e medicina até agricultura e sociedades antigas, ética e conceitos filosóficos, etc. Mesmo anos tendo se passados eu não deixava de me surpreender, poucas pessoas que eu cponhecia eram tão inteligentes quando Sirius. A noite, depois de comer Sirius me questionava por horas pra ver se eu havia aprendido tudo, e então estudavamos magia e alquimia, era necessário um círculo de transmutação, mas como a magia, era apenas uma maneira de catalizar a minha energia para um rumo certo, tinha a mesma função de uma varinha e como eu era um mago não precisava usar. Mesmo assim ele desenhou na areia dezenas de tipos diferentes de círculos e me mostrou como usa-los, desde a construir um até os seus diferentes elementos e como ele funcionava. Ele me explicou todos os limite da alquimia, como era uma ciência ela tinha regras, regras que se eu não respeitasse estaria morto sem nenhuma excessão.


  Primeiro, ele me falou da conservação de massa. Eu só podia transmutar uma determinada quantidade de algum elemento em outra. Por exemplo, pra fazer um trenzinho de madeira de um quilo usando um pedaço de tora, esse pedaço de tora tinha que ter, no mínimo, exatamente um quilo. Se tivesse nem mesmo uma miligrama a menos a alquimia não daria certo, e se eu tentasse memso assim a energia do meu corpo seria sugada indefinidamente até eu morrer de exaustão. Por isso ele me disse pra sempre usar material a mais, se for transmutar alguma coisa que tivesse 300 miligraas, eu teria que ter no minímo 400, isso era uma regra que eu nunca poderia quebrar de nenhuma maneira. Mesmo na pratica sendo difícil de ocorrer erros assim, por que transmutavamos quantidades geralmente muito maiores de matéria, como usar uma parede ou uma árvore.


  Segundo, eu só podia transmutar materiais do mesmo tipo. Não poderia transmutar pedra em madeira ou metal em água. Pra fazer água eu precisava de hidrogênio e oxigênio, e ambos eu encontraria no ar, cada material tinha sua fórmula quimíca e eu teria que saber o máximo possível sobre isso antes de começar a transmutar coisas a meu bel prazer. Eu não sabia muita coisa sobre química quando ele falou daquilo, e então passamos meses falando sobre isso, ele me deu fórmulas pra decorar, métodos químicos, propriedades da matéria, química organica e inorganica e eu me concentrei em aprender tudo. Eu não tinha dificuldades em aprender mas química foi diferente, Sirius disse que todo alquimista medíocre precisava primeiro ser um químico brilhante, e ele disse que com muito esforço eu conseguiria ser um bom alquimista. Como eu havia dito, química foi diferente, ela parecia entrar com mais facilidade na minha cabeça, como se eu já soubesse outivesse aptidão pra isso, como ele mesmo disse. Conceitos como MOL, ou medidas e fórmulas, por mais complexas que pudessem parecer eram fáceis pra mim, como se eu visse a razã por trás delas e chegasse automaticamente as fórmulas, Sirius me explicou pra não me ater a elas, me explicou que compreender uma determinada coisa era diferente de entender. Um quimico brilhante sabe dezenas de fórmulas e entende o que elas querem dizer, o que representam, já um alquimista brilhante enxerga além das fórmulas, ele entende como o processo acontece e onde a fórmula se encaixa nele, de forma que poderia até mesmo contar quantas moléculas e qual quantidade de energia foram usadas, sem se ater a fórmulas químicas ou regras matemáticas.


  Assim transcorreu meu segundo ano, e quando eu vi já tinha nove. O cárcere veio me visitar de novo, e de novo eu gritei e chorei pra manter meu papel, enquanto Sirius continuava olhando pras pedras no teto pra disfarçar sua raiva, ele fazia isso tão bem que só eu conseguia ver os traços que indicavam o tamanho da vontade que ele tinha de esganar aquele cárcere idiota. Mas isso se devia ao fato de eu conhece-lo melhor que todo mundo, como ele mesmo havia dito... Fiquei muito feliz quando ouvi aquilo dele.


  Eu já não conseguia encontrar um palmo das minhas costas que não estivesse coberto de cicatrizes, meu punho agora tinha três marcas I I I, indicando o número de visitas que os guardas já tinham feito, enquanto Sirius já tinha dez, que dubiam pelo seu antebraço. A cada ano a tatuagem que eu tinha no peito ganhava alguns floreios a mais, a de Sirius já descia pelo seu estomago, parecendo raízes com símbolos estranhos, enquanto a minha ocupva todo o meu peito e subia por ambos os lados do meu pescoço, parecendo ramificações, como cipós de roseira crescendo ao redor do tronco de uma árvore. Sirius costumava dizer que a minha era muito mais legal que a dele, e que garotas também adoravam tatuagéns, quando saíssemos dali a primeiro coisa que eu deveria fazer era arrumar uma namorada. Fiquei meio envergonhado quando ele disse aquilo mas ri também.


  O terceiro ano pareceu o mais rápido que eu já tinha passado na minha vida, eu já conhecia fazer alquimia e magias simples, então Sirius começou a me explicar o mais complicado. Eu já sabia praticamente todos os feitiços que ele conhecia teóricamente, de forma que aquele ano falamos pouco em relação aos outros, e nos concentramos mais em praticar tudo o que eu sabia. Os outros presos não pareciam se importar com nada, estaam como se fossem defuntos e só mostravam que estavam vivos quando a comida chegava. Sirius me falou sobre as maldições imperdoaveis, e as lembranças daquele dia fatídico voltaram a minha mente, eu já tinha entendido a algum tempo o que havia acontecido mas evitava pensar muito nisso, apesar de tudo eu não os odiava e ter conciência que os havia matado, com apenas sete anos, mesmo que involuntariamente era perturbador.


  Eu não tinha exatamente muitas lembranças felizes, e as que tinha eram geralmente todas com o meu padrinho, me concentrei no feitiço e lembrei de quando conversavamos, lembrei quando ele tinha me oferecido sua comida e senti alguma coisa queimar dentro de mim. O feitiço do patrono era a conjuração do seu totém protetor, tinha uma forma única e mutável pra cada bruxo, de acordo com a personalidade do bruxo que o conjurava, era um dos feitiços mais úteis que existiam, e o bruxo que o havia desenvolvido, há mais de trezentos anos, é lembrado até hoje nos livros como um dos maiores gênios da magia. Na teoria dizia que era preciso manter uma lembrança feliz em mente, mas eu havia percebido que isso não era o bastante, felicidade não era uma lembrança forte o suficiente, euforia, alegria produziam patronos mais poderosos. Quanto mais profundo o sentimento, e mais claro ele estivesse na sua mente mais poderoso e real seria o patrono. Mantive a alegria que sentia ao pensar que tinha um padrinho, que não estava sozinho e que iria viver com ele quando saísse daquela prisão, o calor precorreu todo o meu corpo e quando eu abri os olhos um lobo de luz azulada com olhos verdes feito chamas me encarava sorrindo, ele era tão real que parecia de verdade, parecia feito de fogo e não de névoa como os patronos comuns, e até Sirius pareceu surpreso com o meu patrono. Ele anou até mim e roou minhas pernas. Eu não era exatamente o cara mais alto do mundo, mas aquele lobo era enorme, ele batia na minha cintura e tinha patas enormes, olhos que queimavam, verdes feito pedras preciosas e a pelagem parecia ser um fogo azul crepitante que não queimava, mas parecia estático quando quando o acariciei, e ele sorriu satisfeito.


  Mas tarde Sirius disse que nunca tinha visto um patrono tão real como o meu, exceto o do próprio Dumbledore, que era um fênix de fogo avermelhado com olhos amarelos. Perguntei sobre o de Voldemort e ele disse que ninguém sabia ao certo qual era a forma do patrono dele, mas levando em consideração o que meu padrinho sabia sobre ele, podia-se dizer com muita segurança que deveria ser uma serpente. Sirius também me perguntou o que eu imaginei pra fazer um patrono tão poderoso e ruborizei quando contei a ele, meu patrono parecia ter uma personalidade bem definida, por que fez um som baixo parecido com um rosnado e eu corei mais ainda quando percebi que ele estava rindo. Quando contei o que tinha imaginado Sirius riu com gosto e bastante satisfeito, dizendo que estava feliz.


   Alguns meses depois ele me mostrou sua forma animaga, e disse que quando saíssemos dali me ensinaria como me transformar em um também, era um ótimo trunfo na manga e útil em batalha. Achei estranho ele continuar ali aquele tempo todo, por que como animago ele era u cachorro preto, bem menor que o lobo que eu conjurava como patrono, e poderia se esgueirar entre as grades. Perguntei por que nunca tinha fugido e ele sorriu tristemente.


  -Fugir pra que?! Tudo o que eu tenho é você, e você esta aqui... - ele havia respondido. Fiquei emocionado quando ouvi aquilo e sorri tambem - É claro que se eu soubesse a vida que você levava teria fugido a muito tempo atrás...


  Sirius havia me contado sobre Rabicho e sobre todo o acontecido envolvendo meus pais e Voldemort, inclusive a profecia de que deveria ser eu a mata-lo. Como era membro da ordem da Fênix ele sabia de tudo sobre por que Voldemort queria me matar, um assunto que ainda era obscuro para todo mundo. Lembro que ele me contou que haviam livros que contavam sobre mim, e que meu nome, assim como o de Voldemort estava gravado na linha do tempo de grandes acontecimentos da magia. De novo ele brincou que eu era o grande mago mais azarado do mundo, e eu acabei rindo da piada, por mais deprimente que fosse, como havia dito, não ligava muito pra minha vida. 


  O terceiro ano passou, e eu já sabia o equivalente a um aluno do setimo ano em magia, provavelmente muito mais considerando que sabia alquimia e como Sirius mesmo havia dito "Havia acabado de passar do estágio de químico brilhante pra alquimista meia-boca", ele costumava fazer muitas piadas como essa. Já sabia diversas maldições e feitiços, além de conhecimentos gerais em diversas áreas que não vou ficar repetindo. Isso tudo seia virtualmente impossível pra uma criança de dez anos, mas com as meditações diarias eu tinha uma capacidade muito maior que o normal pra um humano comum de aprender. Falando de um modo simples, eu era um super-gênio com um QI acima de 200, e de acordo com Sirius, isso só tendia a aumentar, quanto mais velho um mago é, mais poderoso ele se torna. Lembram da parte A e da parte B?! Pos é, agora tinha a parte C também, essa última era um tanto diferente das outras duas, mas se dava razoavelmente bem com elas. A parte A achava que ele era um pivete mal-criado e a parte B dizia que lembrava ele mesmo, quando era bem jovem. Quaisquer semelhanças com um casal e um filho rebelde é mera coincidência... Eu também havia aprendido a fazer piadas depois desse tempo todo...


 


  Alguns meses depois e o Cárcere apareceu, ele ainda tinha aquele sorriso gentil e sinistro na face, mas ele não me assustava mais, o homem encapuxado que vinha com ele trazia o chicote e me olhava com um sorriso sádico. 


  -Sr. Potter, que prazer ver o Senhor de novo...


  -Pena que não possa dizer o mesmo, senhor... - rebati com sarcasmo e ele pareceu não esperar esse tipo de resposta.


  -É uma pena mesmo... eu espero com muita ansiedade nossos encontros


  Ele voltou a sorrir daquele jeito demente, Sirius ao meu lado piscou pra mim, de forma que só eu percebesse, o homem encapuzado estava tirando a varinha das vestes, mas eu falei antes que fizesse isso:


  -Senhor... tem uma coisa que eu gostaria de dizer, antes de me chicotearem de novo.


  Ele sorriu amigavelmente, parecia estar se divertindo ao me ouvir falar. Acenou para o seu ajudante e ele baixou momentaneamente a varinha, em seguida o cárcere colocou as mãos juntas nas costas, e sorriu sadicamente, inclinando a cabeça e perguntando de um jeito pomposo recheado com sarcasmo.


  -E o que o senhor gostaria de dizer, Sr. Potter...?


  -Só uma coisa... - levantei a mão apontando para o encapuzado - Avada Kedavra... 

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Comentários: 2

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Enviado por WELLINGTON DA SILVA PEREIRA em 20/04/2011

Ótima fanfiction espero que vc não demore a atualizar.

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 19/04/2011

Bom agora sim ele matou alguem com a consciencia de ter matado,se fosse eu mandaria o mundo bruxo pra ponta da praia.

Nota: 5

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