Depois da reunião na sala de McGonagall, eles seguem até a sala de Dumbledore. Ao entrarem no escritório, que permanecia igual aos anos anteriores, Dumbledore, que os aguardava, faz sinal para se sentarem.
-Olá! Vejo que demoraram comemorando o convite ao novo capitão da Grifinória, e o resultado dos N.O.M’S, que imagino tenham sido satisfatório aos dois, não? – Dumbledore fala sorridente.
-É, estamos muito felizes. – Harry concorda animado.
-Meus parabéns Harry, não vejo ninguém melhor que você para o cargo. E quanto a você, Hermione, devo dizer-lhe que é a bruxa mais inteligente a caminhar pelos corredores de Hogwarts, desde Rowena Ravenclaw! –Cumprimenta-os orgulhoso.
-Obrigada prof. Dumbledore. – Hermione agradece levemente corada.
-Não há o que agradecer Hermione. Mas agora vamos a reunião! –Diz mudando o tom para sério. –Eu analisei os relatórios mensais que Amon-há fazia e fiquei muito impressionado com o salto que davam de mês em mês, é realmente impressionante saber que vocês dois não só cumpriram os programas de aula, como também passaram por eles. Gina também me surpreendeu muito, Amon-há disse que ela tem muita habilidade para montar estratégias e para espionagem, além de também ter cumprido os programas mesmo que utilizando mais tempo que vocês. Realmente isso me deixa muito feliz. –Nesse momento eles abrem sorrisos que misturam alegria e orgulho. –Mas sobre a Srta. Weasley eu falo com a própria depois, afinal acho que ela gostaria de ouvir isso de mim pessoalmente. –Fala bem-humorado.
-Sem dúvidas, ela e os pais dela ficariam muito orgulhosos com seus elogios. – Hermione concorda.
-Então vamos nos concentrar em vocês. Eu estive analisando os testes finais e fiquei tão impressionado que resolvi, junto com Minerva, que os dois eram dignos de ganhar mais responsabilidades. –Fala seriamente olhando os dois.
-Então o senhor vai nos fazer membros da Ordem da Fênix? – Hermione pergunta excitada.
-Hum, isso eu ainda não resolvi…
-Mas nós já somos maiores de idade e poderíamos ser mais úteis que os gêmeos! Não nos fazer membros seria uma injustiça! – Harry protesta, mas sem elevar a voz.
-Eu sei Harry, porém vocês estão muito mais envolvidos nisso que os gêmeos estavam ano passado quando foram aceitos. De qualquer modo, eu acho que não haveria tanto mal assim, eu vou organizar uma reunião com os membros e resolver a questão de uma vez, tudo bem? –Os dois assentem e voltam a observar Dumbledore atentamente. –Ótimo, então vamos ao que eu falava, Minerva e eu, estivemos conversando sobre a A.D. e resolvemos que ela deveria ser uma representação da Ordem aqui em Hogwarts.
-Representação? Como se fossemos recrutar futuros membros? – Hermione fala pensativa.
-Mais ou menos, além de preparar aqueles de maior confiança e habilidades, vocês teriam uma “ordem independente”, seria como uma outra sociedade secreta separada da Ordem da Fênix, onde os membros de destaque por habilidade, lealdade e coragem seriam também aceitos na minha ordem. Ou seja, vocês dois seriam os responsáveis por uma entidade secreta com, membros fora e dentro de Hogwarts que agiria independentemente da Ordem, e os membros de uma não teriam conhecimento dos membros da outra, exceto aqueles que fariam parte das duas, Minerva, Lupin e eu é claro.
-Então o senhor está dizendo que faríamos uma nova ordem, que agiria paralelamente a Ordem da Fênix, e somente aqueles de maior confiança saberiam da existência das duas… E imagino que o senhor coordenaria todo o movimento nas duas, certo? –Hermione pergunta.
-Quase certo, na realidade eu fico muitíssimo honrado por vocês darem o nome de Armada de Dumbledore a ordem de vocês e, é claro, que pretendo ajudá-los e guiá-los sempre que possível, mas vocês serão os lideres da ordem, não eu. Eu serei um mentor de vocês e, é claro, que gostaria de saber sobre os passos de vocês agora no início, mas meus planos são para que aos poucos ganhem liberdade e comecem a agir mais livremente, afinal serão os fundadores e eu apenas aquele que inspirou os dois. Entendem?
-Acho que sim professor, mas nesse caso enquanto estivermos aqui em Hogwarts nós selecionaríamos e prepararíamos os membros que farão parte da nova ordem. Mas quem agiria lá fora? Não temos nenhuma base lá e não podemos sair, não é? – Harry pergunta confuso.
-Não se preocupem com isso, se vocês aceitarem fazer a A.D. ganhar o status de ordem, enquanto estiverem aqui em Hogwarts, Lupin irá procurar o lugar mais adequado para montar um novo Q.G. para a Ordem da Fênix e vocês poderão usar a antiga Mansão Black para suas reuniões. E os membros antigos, se vocês desejarem, podem ser recrutados por Lupin, que seria o comandante de operações da A.D. fora da escola. O que acham?
-Eu acho isso uma grande responsabilidade, mas em vista dos últimos acontecimentos seria algo muito importante, visto que Voldemort não teria conhecimento sobre nós e poderíamos dar suporte e apoio, aos membros da Ordem da Fênix sem que eles soubessem. É um ótimo plano B. – Hermione conclui sorridente.
-Eu também concordo, acho que poderia ser importante aumentarmos nosso poder e cercar Voldemort com membros improváveis. – Harry fala pensando estrategicamente.
-Que bom que entenderam o espírito da coisa! Agora vamos aos detalhes.
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Depois de bastante tempo de conversa, Harry e Hermione se dirigem à aula de Trato das Criaturas Mágicas, onde os poucos alunos do sexto ano que haviam continuado a matéria após os N.O.M’S estavam aguardando Hagrid ansiosamente.
-Olá, rapazes e moças! É bom vê-los aqui, pois hoje teremos uma aula muito especial!
-Vai nos mostrar um dragão? – Malfoy pergunta venenoso.
-O que você ainda está fazendo aqui, se não gosta das aulas do Hagrid, Malfoy? – Harry pergunta nervoso.
-Não te interessa o que faço ou deixo de fazer Potter! – Malfoy retruca desdenhoso, fazendo os comparsas rirem.
-Harry deixa esse idiota pra lá, o professor Hagrid parece estar realmente empolgado para continuar. – Hermione ameniza tentando esconder o medo na voz, afinal todos deviam imaginar que para ser algo tão interessante devia ser mortal.
-Obrigado Hermione, acho que podemos continuar então? –Todos fazem sinal positivo. –Hoje nós trabalharemos com uma criatura jamais capturada antes e vista somente poucas vezes em toda a história, na verdade a última vez que alguém a viu foi a mais de 1000 anos e, mesmo assim, foram muito raros os bruxos que já conseguiram ver tão fascinante animal. – Hagrid fala se encaminhando até os fundos da cabana.
Os alunos andavam apreensivos, tentando imaginar que criatura monstruosa devia ser aquela e cochichos de como Dumbledore havia permitido tal monstro em Hogwarts, até que, para a surpresa de todos, se depararam com um cercado onde um unicórnio de pelo extremamente negro e brilhante, com a crina e o rabo de cor vermelho sangue e olhos azuis claros, estava preso por uma corrente mágica andando de um lado para outro um pouco agitado com o movimento.
- Hagrid! – Hermione exclama estridente e ficando extremamente pálida, visivelmente nervosa, enquanto todos a olhavam estranhamente por reagir assim a um simples unicórnio. –Isso é impossível… como você… você… conseguiu esse animal?
-Pelo visto você é a única que reconhece ele não? –Pergunta em tom tão sério que deixa todos preocupados. –Explique para os seus colegas o que a presença desse animal significa Hermione.
-Como todos vocês sabem, os unicórnios são animais de muito poder mágico e de uma pureza muito grande, são extremamente ligados à magia do planeta e por isso muito sensíveis a desequilíbrios energéticos, ou seja, eles podem sentir qualquer mudança seja ela boa ou ruim. Esse animal é justamente a manifestação dessa sensibilidade dos unicórnios, o nascimento de um unicórnio negro com a crina e o rabo vermelhos da cor do sangue indica a aproximação de uma guerra. –Ela havia respirado fundo e se acalmado para falar no tom acadêmico que sempre usava para explicar coisas a Harry e Rony.
- Mas isso não é nenhuma novidade, afinal todos sabem que Aquele-que-não-deve-ser-nomeado voltou e está tentando assumir o poder de novo. – Simas fala como se dizendo algo óbvio e tendo apoio dos demais alunos.
-Vocês não entenderam, quando eu disse guerra, eu não disse guerra no mundo bruxo, eu disse guerra em todo mundo! Esse unicórnio é um aviso de que as forças do mal e do bem estão instáveis e perderam o equilíbrio, –nesse momento alguns sonserinos sorriem, para a possibilidade do mau estar superior, enquanto alguns fazem cara de medo –portanto não são apenas os homens que vão lutar, mas todos os seres mágicos e até os não mágicos, como os trouxas, vão fazer parte dessa guerra. –A maioria faz cara de medo e alguns disfarçam satisfação.
- É exatamente isso Hermione, vinte pontos para a Grifinória. Não imagino onde tenha lido isso, mas de qualquer forma é o que você disse, assim que este animal foi encontrado todos os ministros da magia do mundo foram avisados e os inomináveis começaram a agir e investigar toda a situação, vocês não precisam ter medo.
-Mas onde você conseguiu esse unicórnio? Ele, além de raro, é extremamente difícil de ser capturado! – Hermione pergunta surpresa e olhando atentamente o animal.
- Foi mesmo uma sorte! O irmão de Rony, Carlos Weasley –todos olham para Rony que estava meio distante -e um grupo de mais dez bruxos, que foram atrás de uma denúncia de que haveria um dragão numa floresta na Romênia, encontrarem o tal dragão lutando com esse unicórnio, que defendia outro unicórnio que estava caído. Eles se assustaram, mas conseguiram capturar o dragão e o unicórnio que já estavam muito fraco pela batalha, mas infelizmente o outro unicórnio, a mãe dele, acabou morrendo. –As meninas dão um gemidinho e olham com pena o animal preso. –Eles então trouxeram o animal para cá, pois ele é muito rebelde e nenhuma domadora conseguiu montá-lo, apesar das melhores terem conseguido se aproximar dele e como o ministro conhece muito bem minha capacidade de lidar com animais hostis e a proteção mágica de Hogwarts, acharam melhor deixá-lo aqui, o que é claro é uma honra para os alunos que podem ver um animal tão raro e magnífico como esse. Apesar do aviso que ele trás, não é mau e nem traz má sorte, a única diferença que notaram nele é que é muito mais poderoso que um unicórnio normal e também um pouco mais temperamental. –Termina com uma risadinha.
-Então não poderemos nos aproximar dele? – Dino pergunta interessado no animal.
-Na verdade eu não aconselharia os rapazes a se aproximarem, inclusive fico triste de ver que só três meninas fazem parte dessa turma - Hermione, Pansy Parkinson e Ana Abbott -, mas acho que poderão representar os rapazes muito bem! – Hagrid fala satisfeito, enquanto os meninos se viram para as garotas. –Bom, então antes de sabermos quem vai ser a primeira, vou dar dois avisos: Primeiro, não entrem no cercado e se aproximem devagar; Segundo eu só aconselho as puras a fazerem tal tentativa, ele é um pouco sensível e temperamental. –Fala sem jeito no fim.
Pansy, que estava adorando a oportunidade de ver de perto um animal tão poderoso e símbolo da “maldade”, desanima e Ana cora olhando para Hermione que a olha de volta, enquanto todos os garotos olham para as três meninas tentando segurar o riso.
-Eu vou Hagrid! – Hermione fala bastante segura, preferindo ignorar o que os outros pensariam, e se aproximando de Hagrid que estava à meia distancia deles e do unicórnio. Alguns murmúrios de só podia ser a santinha Granger eram ouvidos dos rapazes.
-Parece que você não é tão bom assim em tudo, não Harry? Afinal depois de um ano ainda virgem… – Rony provoca sussurrando para Harry com um sorriso maldoso nos lábios.
-Eu sei respeitar uma garota, alias isso não é da sua conta, Weasley! –Retruca no mesmo tom e direcionando um olhar penetrante a Rony.
-Não se preocupe Harry, eu mostro a ela o que é ter um homem de verdade como namorado! –Fala saindo e não dando chance de resposta a Harry, que prefere não continuar aquela briga e sim olhar a namorada se aproximar de um animal perigoso, ou temperamental segundo Hagrid.
-Não se preocupe Hermione, aquela corrente é bem forte e vai impedi-lo de te atacar, você só precisa ficar fora da cerca. – Harry a incentiva sorridente.
-Certo. Qual é o nome dele? – Hermione pergunta interessada.
-Ah! É claro, eu esqueci de mencionar. Uma bruxa, que estava no grupo que o capturou, deu a ele o nome de Órion. Bonito, não?
-Sim, bastante. Eu posso ir? –Fala ansiosa por poder tocar em um animal tão raro e poderoso.
-Claro, tenho certeza de que ele vai gostar de você!
Hermione então anda mais um metro e se aproxima da cerca. Órion estava do outro lado, então depois de olhá-lo bem, ela o chama.
-Órion! Vem aqui garoto. –Chama e o unicórnio, que estava de costas, vira e, depois de olhá-la por uns instantes, se aproxima devagar –Oi Órion, meu nome é Hermione. –Fala e estendendo a mão para o animal cheirar. Ele a cheira por uns segundos e depois se aproxima lentamente dela, ainda a cheirando. Todos estavam na expectativa e ela, apesar de um pouco receosa, tentava parecer segura e confiante na frente do animal. –Então eu posso te tocar?
Ele se aproxima mais e ela entende como um sim, então leva as mãos à cabeça do animal. Com a esquerda segura à cabeça dele e com a direita faz carinho entre as orelhas, enquanto olha para os olhos azuis claros do unicórnio, quase hipnotizada. Naquele momento ela sente como se ele tivesse sentindo sua alma. O que para ela pareceram minutos, para os outros foram apenas alguns segundos entre ela começar a fazer carinho nele e depois ele se aproximar mais dela botando o focinho no seu pescoço, provocando cócegas nela.
-Então você também gosta do meu perfume é? –Pergunta rindo e fazendo carinho no pescoço do animal, que estava muito à vontade com ela.
-Ei Hagrid, o que você faria se a Hermione conseguisse montá-lo? – Harry pergunta animado, a observando.
-Isso seria impossível Harry, eu já disse que as duas melhores domadoras do mundo não conseguiram.
-Eu sei, mas ele parece que gostou dela, e acho que Hermione poderia conquistar a confiança dele.
-Eu não sei, mas certamente se ela conseguisse eu daria cinquenta pontos para a Grifinória! Além de dizer a Dumbledore que achei uma domadora mais competente que eu! –Fala rindo do ultimo comentário.
-Ei, Hermione! –Ela se vira e olha para Harry, que a chamava de longe. –Tenta montar nele, que Hagrid te dá cinquenta pontos! Eu aposto que você consegue! –Incentiva animado, recebendo apoio de Neville e outros membros da AD.
-Você é louco Harry? É claro que eu não vou conseguir! –Diz fazendo cara de quem não acredita no que ouve.
-Deixa de ser pessimista, não custa nada tentar! –Ele agora se aproxima ficando a um metro dela. –Além do mais, eu vou estar aqui e qualquer coisa eu te ajudo, mas aposto que você consegue! –Insiste confiante.
-Ele é selvagem e não gosta de ser montado. Não vai deixar ninguém montá-lo, principalmente eu que não sou nenhuma especialista em domar animais. –Fala no seu tom mais sério.
-Hermione, se você consegue acalmar o bichento consegue amansar qualquer fera! –Diz seriamente.
-Harry James Potter, retire o que você disse do bichento agora, ou… –fala ofendida e ameaçadoramente.
-Ou nada Mione. Tenta que aposto que você consegue, vai. –A encoraja e tem apoio de outros.
Hermione, vendo que não ia adiantar argumentar, resolve ceder a pressão de Harry e também a sua curiosidade e entra no cercado. Chegando lá, tira o casaco que usava, pondo-o na cerca, e fica só com a blusa branca. Põe a varinha na parte da frente mais ao alcance, para o caso de precisar dela, e se aproxima de Órion, que parece ficar feliz de vê-la e se aproxima para receber o carinho.
-E então Órion, será que você me deixaria montar? –O unicórnio se agita um pouco e ela percebe que ele mancava, então olha para a pata que estava presa pela corrente e vê que esta está machucada. –Ah, Órion está machucado! Fica quieto que eu cuido disso, mas tem que ficar quietinho.
Órion, parecendo entender o que ela tinha falado, para de se mexer enquanto ela tira a algema que está na sua pata e, mesmo depois de livre, ele fica parado no mesmo lugar.
- Curatio –Diz e fazendo um leve movimento com a varinha, uma luz dourada atinge o corte que sangrava bastante e o sangue prata começa a sumir e o ferimento a fechar. –Fica quietinho Órion, você só precisa ficar um pouquinho quieto e vai ficar melhor. –Ela o olha carinhosamente e percebe nele o mesmo olhar que vira em Harry, no dia que fora visitá-lo nas férias. –Você está muito triste, não é? Eu te entendo, sabe, eu nunca perdi um familiar, mas conheço essa dor. Olha lá. –Aponta na direção de Harry. -Aquele é Harry Potter, meu melhor amigo. Ele cresceu sem os pais e também era mal visto no meio dos que viviam por ser diferente, como você. Ele perdeu o padrinho há alguns meses e também ficou muito triste, tinha o mesmo olhar que você. Estava sozinho, triste e preso. Não podia ir a lugar nenhum para poder ficar seguro, longe dos bruxos das trevas, assim como você. Acho que se dariam muito bem, poderiam ser amigos. –Ela que falava em tom maternal, muda para divertido no fim, terminando com uns risinhos. –Só espero que não me abandonem para ficar um com o outro!
-Muito engraçadinho, Mione. –Harry fala se aproximando da cerca. –E aí Órion?! Sei como se sente, mas pode acreditar que ela pode curar qualquer coração perdido e machucado. –Fala olhando-a com muito carinho e amor.
-Vem Órion, me deixa apresentá-los. -Fala olhando Harry ternamente e levando Órion até a cerca.
-Oi. Já está se sentindo melhor? –Pergunta passando carinhosamente a mão na cabeça do unicórnio.
-Pelo visto vocês se deram bem. – Hermione fala animada e indo até onde estavam uma cela e arreios para poder prepará-lo para montar.
Órion, que estava entretido com Harry, percebe a movimentação dela e, quando vê a cela e os arreios, se irrita e, empinando, relincha ameaçadoramente, indo ferozmente na direção dela, que desvia habilmente da tentativa de ataque.
-Calma Órion, nós só vamos dar um passeio! –Pede calmamente, tentando não assustá-lo mais.
Hermione que tentava acalmá-lo, chamando-o pelo nome e dizendo que estava tudo bem, é obrigada a saltar para o lado largando as coisas no chão para desviar de um raio dourado que sai do chifre do unicórnio. Ela consegue cair de joelhos, mas se levanta rapidamente, depois desviando de outro raio. Vendo que não ia dar certo, ela vai correndo até a cerca saltando por cima desta habilmente.
-Você está bem Hermione? – Harry pergunta preocupado indo até ela, que estava meio metro à frente.
-Sim, tudo bem. –Responde se levantando tranquilamente e tirando a poeira das vestes –Não entendo porque essa mudança toda, ele estava tão bem.
-Foi a mesma coisa com as domadoras que fizeram a mesma tentativa. Órion não confia em ninguém. – Hagrid fala tristemente, se aproximando dos dois.
-Então acho que você terá que acalmar o coração dele Mione. –Ela o olha incrédula. –Eu sei que parece bobagem, mas não estou falando isso pelos pontos ou pela nota. Ele está sentindo o mesmo que senti quando não pude fazer nada por Sirius, você só precisa acalmá-lo como fez comigo. Eu tenho certeza que você consegue ajudá-lo a superar.
-Certo, não custa nada ajudar outro garotinho rebelde! –Fala em tom divertido, desarrumando os cabelos dele. –Órion! Eu vou entrar e quero conversar com você tudo bem?
Ela pula a cerca e tenta se aproximar do unicórnio, que se mostra um pouco arredio e, apesar de não atacá-la, se desvia e vai para o lado oposto da cerca. Hermione então troca um olhar cúmplice com Harry, respira fundo e começa a cantar uma melodia, sem letra, porém calma e profunda. No começo Órion parou e apenas olhou para ela, depois, ao vê-la se aproximando, vai em sua direção e apoia a cabeça no ombro dela, que abraça o pescoço do unicórnio e, sem parar de cantar, guia-o até onde a cela e os arreios estavam, começando a botá-los no animal sem perder o contato visual e sem parar de cantar.
Todos que estavam vendo, ficaram boquiabertos vendo aquela cena, tanto por ela cantar tão bem quanto pela reação do animal, que pareceu realmente se acalmar. Harry sorria orgulhoso e confiante, Hagrid não acreditava no que via.
Assim que terminou, Hermione, ainda cantando, montou no animal, que no começo fico um pouco agitado, mas se acalmou ao ouvir a voz doce pedir que se acalmasse.
-Não se preocupe Órion, eu vou estar com você, pode confiar em mim. Eu sou leal aos meus amigos e nunca os deixo, mesmo nos momentos mais difíceis. –Órion fez sinal com a cabeça como se dizendo que ele confiava. Mais confiante, Hermione se põe ereta e, segurando firmemente as rédeas, faz o animal andar até a portinha da cerca que Harry havia aberto para ela passar e, ao passar, ela para do lado do garoto. –Acho que é minha vez de te levar para passear! Demorou três anos mais acho que vou poder retribuir a altura. –Diz sorrindo.
-Você tem certeza? – Harry pergunta temeroso, olhando para o unicórnio, que o olhava de lado.
-Vai ser bem melhor que voar num bicho que você não pode ver! –Diz se divertindo e estendendo-lhe a mão.
Harry não gosta da provocação e aceita a mão, subindo e se sentando junto a ela, se segurando em sua cintura.
-Isso é medo de cair? –Pergunta rindo, escutando um resmungo dele –Pode segurar bem, que ele está empolgado.
-Pode deixar, eu não vou te soltar. –Fala em tom provocador, sussurrando no ouvido dela, que se arrepia.
-Nós já voltamos Hagrid! Vamos só da uma volta em torno do castelo.
-Tudo bem, como quiser. – Hagrid fala abobalhado.
Ouvindo isso ela sai em disparada com Órion, passando longe dos alunos e carregando Harry meio preocupado e agarrado nela. Eles vão à direção do campo de quadribol.
-Você sabe que estamos indo meio rápido em um animal não treinado? –Pergunta preocupado, vendo que eles poderiam ter obstáculos à frente.
-Harry, eu já disse que meus avós moram numa fazenda? Lá tem cavalos e eles são bem mais fáceis de montar do que um Hipogrifo ou um Testrálio invisível. –Fala rindo e fazendo uma curva para a direita com certa dificuldade.
Eles correm em uma velocidade acima do normal, deixando um rastro de luz azul que durava alguns segundos no chão. Seguem dando uma volta no campo de quadribol e por trás do castelo, indo novamente para a cabana de Hagrid. Ao ouvir o barulho, os alunos se levantam excitados e os veem vindo bem rápido, mas com a velocidade diminuindo até passarem quase galopando ao lado dos alunos surpresos, se encaminhando para dentro do cercado onde eles deixam Órion novamente algemado e sem a cela e os arreios. Ao saírem deixam Órion bebendo água e visivelmente alegre.
-Gostaram do passeio? – Hagrid pergunta empolgado.
-Muito, apesar de ser difícil controlá-lo, foi uma ótima corrida! – Hermione fala sorridente e vestindo o paletó do uniforme.
-Acho que com um pouco de treino ficaria bem mais fácil e talvez ele ficasse mais manso também. – Harry sugere se aproximando de Hagrid e dos outros alunos.
-Nesse caso o que você me diz Hermione? Aceita dar umas voltas com ele?
-Claro, eu venho todo dia ver como Órion está e falar um pouco com ele, mas passear só nos fins de semana, tudo bem? –Concorda pensativa, vendo mentalmente seus horários.
-Claro! Combinamos para o fim de semana então! Agora vou cumprir o prometido. Cinquenta pontos para a Grifinória pelo brilhante desempenho da Srta. Granger e mais vinte pontos para a Grifinória pela belíssima observação do Sr. Potter, ao sugerir música para acalmá-lo. É de fato uma forma muito eficiente de se acalmar muitos animais. –Os alunos da Grifinória vibram, enquanto os sonserinos resmungam coisas inaudíveis –E agora, quem vai ser a próxima atentar? –Pergunta sorridente.
Mais tarde Harry, Hermione, Simas, Dino, Neville, Pavarti e Lilá estão almoçando na mesa da Grifinória, quando Gina chega e se senta parecendo cansada, mas cumprimentando todos.
-Oi. –Todos respondem. –E aí Mione, o que eu ouvi é verdade? Você cantou mesmo na aula do Hagrid? –Pergunta curiosa e se servindo de suco de abóbora.
-Foi necessário, mas não vamos falar das minhas habilidades artísticas. Como foram suas aulas hoje? –Pergunta querendo mudar rápido de assunto.
-Nem me lembra! –Fala com cara de profundo desgosto. –Tenho um trabalho enorme de feitiços e dois gigantes de poções, já que um idiota da Lufa-Lufa explodiu um caldeirão jogando uma coisa verde grudenta e malcheirosa no Snape! –Diz com raiva, enquanto todos a olham com pesar entendendo a gravidade da situação. –Preciso de uma boa notícia urgente, senão eu não duro até o fim do dia! –Exagera desanimada.
-Problema resolvido! Você é a nova artilheira do time de quadribol da Grifinória. – Harry fala animado.
-Obrigada por tentar me animar, mas eu sei que o nosso capitão não foi escolhido. A menos que você saiba quem é, você sabe? –Termina se enchendo de esperança.
-Sim, o novo capitão do time de quadribol da Grifinória é… –Ele faz uma pausa dramática e todos ficam olhando-o apreensivos –Harry Potter! –Anuncia com orgulho, estufando o peito.
Ouve-se uma zoada e Dino grita para todo mundo que Harry é o novo capitão, fazendo toda a mesa vibrar.
-Ei, vocês, garotas… garotos! – Hermione fala chamando a atenção dos amigos. –Reunião da A.D, hoje as cinco, avisem todos com exceção de Marieta e Cho, entenderam? –Fala baixo aproveitando a bagunça e recebendo sinal positivo de todos.
As cinco, na sala precisa, Harry, Hermione e Gina já recebiam os demais membros. Havia uma longa mesa de reuniões onde na cabeceira da esquerda estavam sentados Harry e Hermione lado a lado, e ao longo da mesa do lado esquerdo estavam Gina, Luna, Pavarti, Lilá, Dino, Simas, Ernesto Mcmillan, Justino Finch-Fletchley, Antônio Goldstein e Miguel Córner; do lado direito estavam sentados Neville, Padma Patil, Terêncio Boot, Zacarias Smith, Cátia Bell, Colin e Dênis Creevey, Ana Abbott e Susana Bones.
-Agora que estamos todos aqui, podemos começar a reunião… sim Zacarias, pode falar. –Hermione fala a Zacarias que ergue a mão querendo perguntar algo.
-Primeiro, porque a Chang não está? Segundo, porque não fomos chamados para ir ao departamento de mistérios com vocês? –A última pergunta parece intrigar a todos, que também gostariam de ter ido.
-Como Cho defendeu Marieta, acho que ela não é digna de confiança para o que estamos pretendendo fazer a partir desse ano. Segundo, não tínhamos tempo de convocar e nem de explicar o que estava acontecendo, então tivemos que improvisar, apesar de eu não ter querido que ninguém fosse comigo além de Rony e Hermione, que já estavam acostumados a correr riscos comigo, além disso, não teríamos meio de transporte para todos. E antes que alguém pergunte sobre Rony, ele brigou comigo e com Hermione, portanto não quer mais nem olhar para mim quanto mais participar da A.D. – Harry explica pondo um ponto final na história.
-Agora, antes que perguntem mais alguma coisa, Harry e eu vamos explicar sobre o novo formato da A.D. e aqueles que tiverem perguntas, no fim poderão fazê-las, e, depois, aqueles que não concordarem em participar da nova A.D. poderão sair, sem problemas. Entendido? –Hermione pergunta e todos assentem.
-Ótimo! Inicialmente vocês precisam saber que de agora em diante nós não vamos mais ver só DCAT e feitiços, também vamos trabalhar com várias outras coisas, que eu e Hermione aprendemos no treinamento especial que fizemos no verão. –Murmúrios são ouvidos.
-Mas o mais importante não é isso. –Todos se viram em silêncio para olhá-la. –A A.D. que antes era basicamente um grupo de estudos de defesa contra as artes das trevas, agora vai passar a ser uma sociedade secreta, onde vocês serão preparados pra combater Voldemort e as forças do mau... é melhor que esses tremores parem, esse nome vai ser pronunciado várias vezes e vocês não tem porque temer um nome! Não seria prudente que vocês saíssem falando ele por aí, mas quero que se habituem a ouvir. – Hermione fala firmemente e os vê concordarem. –Agora, continuando, vocês não serão preparados só para combates, até porque isso não é um exercito, vocês serão preparados para combater por que talvez precisem enfrentar um ou outro comensal da morte…
-Mas você acabou de dizer que íamos enfrentar Aquele-que-não-deve-ser-nomeado! – Dino fala confuso e frustrado, assim como os outros aparentam estar.
-Há mais de uma maneira de se fazer isso! A nossa missão será, inicialmente, conseguir o máximo de informações possíveis. Alguns de nós irão se infiltrar no ministério e outros ficarão com trabalho de espionagem mais direta, ou de proteção e observação a alguma coisa ou alguém. – Hermione explica pacientemente.
-Sei que é estranho, mas formaremos uma ordem que tentará ajudar o ministério, ocultamente e também frustrar o máximo possível os planos de Voldemort, sem enfrentá-lo diretamente até o momento final. Temos que agir secretamente, para podermos estar um passo a frente de Voldemort, afinal se ele não conhece o inimigo e nem sabe da existência dele, não pode contra-atacar. Entendem? – Harry tenta explicar calmamente.
-Entender, a gente entende, mas como poderíamos fazer isso daqui e sozinhos, sem ajuda de adultos ou de gente mais experiente? – Ernesto pergunta achando aquilo uma loucura.
-Não se preocupe Ernesto, Dumbledore entre outros vão nos auxiliar e nos apoiar enquanto estivermos aqui ou lá fora. Inclusive o nosso ex-professor Remo Lupin estará entrando em contato com os membros que já não estudam mais aqui em Hogwarts, para que eles já comecem certo trabalho de observação.
-Então nós vamos ter um monte de aulas preparatórias pra essa guerra e vamos agir como espiões até o momento da batalha final, onde seremos um exercito de apoio? – Susana pergunta excitada.
-Sim, é basicamente isso. Nenhum de vocês que decidir continuar na A.D. precisará ir até o campo de batalha, mas o nosso intuito como o próprio nome da nossa ordem diz é sermos uma armada que estará na linha de frente na hora decisiva, mas até lá agirá nas sombras minando as forças inimigas e aumentando a nossa em conhecimento, número e força. Por isso teremos inclusive novos membros, são exatamente vinte três indicados por Dumbledore e mais os que vocês, como veteranos, poderão indicar. Na verdade, decidimos que vocês poderiam indicar até duas pessoas para fazer parte da nossa ordem, sendo que vocês teriam que fazer isso sem contar nada a eles, até o momento que os trariam a nós com qualquer desculpa de modo a Harry e eu o podermos entrevistá-los e aprová-los ou não. Vocês não são obrigados a indicar alguém e também podem indicar apenas um se assim quiserem, mas o máximo é de duas pessoas, já que calculo que mais que isso seria altamente arriscado e problemático. – Hermione termina observando todos que ficam pensativos.
-Quem mais além de Dumbledore sabe disso? –Zacarias pergunta avaliativo.
-A Prof.ª McGonagall, Remo Lupin e a auror Ninfadora Tonks. Eles vão ser nossa ligação com o mundo exterior e nossos contatos no ministério por enquanto. Ainda não temos tudo bem organizado, mas já na próxima semana teremos tudo pronto pra iniciar a nova Armada de Dumbledore, teremos um regimento, alguns planos de trabalho e treinamento, tudo aprovado por Dumbledore. – Hermione explica, vendo a confiança deles aumentar.
-Bom, mais alguma pergunta? –Todos se entre olham mais ninguém fala nada –Ótimo, então aqueles que desejam sair da A.D. por favor se levantem. –Mais um minuto de tensão todos se olham, mas ninguém levanta. –Ninguém quer sair? Não tenham vergonha de ser o primeiro, iremos saber entender e ninguém fará nada contra quem desistir. – Harry fala no seu tom mais compreensivo, porém passando firmeza.
-Ninguém aqui vai se acovardar Harry! – Neville fala firmemente, recebendo o apoio de todos.
-É isso aí, nós seremos a nova Ordem da Fênix, que no passado ajudou a derrubar Voldemort e os seus comensais! – Susana Bones fala se levantando e vibrando com os demais, mesmo os que não conheciam a Ordem da Fênix.
Alguns minutos de gritos de incentivo e palavras de apoio à causa e de oposição a Voldemort e os comensais e, Harry e Hermione que apenas sorriam e trocavam olhares significativos, param a zoada e pedem que todos se sentem.
-Bom, agora que já jogaram a adrenalina pra fora e já estão menos excitados, vamos falar da cerimônia de iniciação da ordem e dos seus novos colegas. Primeiro, na sexta feira da semana que vem, vai haver uma cerimônia de iniciação onde as regras e bases da A.D. serão ditas a todos. Depois Harry e eu estivemos pensando e achamos que seria uma boa ideia realizarmos uma pequena festa de comemoração até para que vocês conheçam melhor os novos membros. –Muitos comentários surgem com a possibilidade de festa.
-Eu sei que vocês estão animados, mas, por favor, é sério, -todos se calam e prestam atenção em Harry, que falava –essa festa tem que seguir certos padrões. Primeiro, todos com as vestes da escola porque é uma sexta e não queremos levantar suspeitas, afinal alunos muito arrumados circulando pelos corredores não é normal. Segundo, nada de bebidas alcoólicas porque seria realmente difícil de explicar a Madame Pomfrey as dores de cabeça de alunos das quatro casas…
-Quatro? Como assim quatro? Não vamos aceitar nenhum sonserino, não é?- Simas pergunta indignado.
-Eu sei que vocês não gostam dos sonserinos e nós também não temos motivos para gostar deles, mas Dumbledore deu o nome de cinco na lista que vamos mostrar a vocês e, acreditem, eles vão entrar e darão informações sobre Voldemort. Segundo Dumbledore são filhos de comensais que querem lutar pelo bem e vão agir como espiões. – Hermione diz seriamente.
-E serão informações de confiança? – Gina pergunta em dúvida.
-Se Dumbledore confia neles, não vejo porque não confiarmos. – Harry diz conclusivo.
-Já que não podemos mudar isso, fala mais da festa. Quem vai organizar? – Pavarti pergunta ansiosa.
-Eu pensei em as meninas cuidarem da decoração e da comida e os meninos das bebidas e do trote dos novatos. –Hermione, ao falar do trote, faz os meninos se animarem. –Mas para garantir que não haverá brigas, Gina será responsável pelas meninas e o Ernesto pelos meninos. –Ernesto infla o peito e os garotos protestam.
-Mas esse cara é muito chato, não vai deixar a gente fazer nada! – Miguel fala expressando a opinião dos amigos.
-Ele vai saber se o que vocês vão fazer vai ser discreto o suficiente para que ninguém perceba no dia seguinte. – Hermione fala categórica.
-A Hermione tem razão, não podemos deixar que pessoas de todas as casas sejam vistas andando com marcas iguais pelo corpo, ou que cheguem na enfermaria com os mesmos sintomas. Ou seja, nada de bebida, no máximo cerveja amanteigada com pouco álcool. Nada de trotes que marquem os membros ou façam com que tenham os mesmos sintomas, mesmo que eles não precisem ir à enfermaria. E, por último, vocês deverão escrever os nomes, junto com a casa e o ano do indicado a fazer parte da ordem e dar os pergaminhos para o monitor correspondente, que passará a Hermione até a terça feira da próxima semana. As entrevistas ocorrerão na quarta e quinta à noite, aqui na sala precisa. O horário será passado a vocês pelos seus monitores, lembrando que Rony não faz parte da A.D. até ele parar de birra, ok? – Harry avisa com seriedade.
Todos assentem e a lista é passada para todos, que fazem ligeiros comentários sobre conhecidos e tiram algumas dúvidas sobre a festa até que, depois de meia hora, saem tranquilamente da sala precisa.
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N/A: E aí, vocês tem gostado das mudanças e notando uma maior qualidade na fic? O que mais acham que eu deveria mudar?