O resto das férias dos Snapes foi tranqüilo, Sarah viu feliz que Severus simplesmente ignorava as tentativas de Miranda de se aproximar, Vanylla e Lucius haviam se acertado e estava praticamente morando juntos, Luna e Draco assumiram o namoro e o loiro iria para França por dois anos para se formar em poções e quando voltasse ele e Luna iriam se casar, Gina lhe escreveu para contar como ia as coisas, Harry e Rony estavam estudando na escola de Aurores sobre os cuidados de Lupin que ser tornara o chefe deste Departamento e Hermione iria estagiar no Departamento de Execução das Leis da Magia e para completar o ministério estava esclarecendo o assassinato do seu pai, Scrimgeour e sua corja estavam sendo investigados e tudo indicava que tinham culpa e o Ministro Shacklebolt se empenhava pessoalmente para resolver o caso. Sarah estava feliz, Severus era atencioso e gentil com ela, essa seria sua ultima noite em casa no outro dia voltariam para a escola para novo ano letivo. Sarah estava deitada olhando para o teto, quando Severus saiu do banheiro e o olhou intrigado para ela.
–O que á aflige Sarah? – Ela se espantou ao ouvir a voz dele.
–Nada! Por que me pergunta isso? – Severus se deitou na cama e ela logo se acomodou no peito dele.
–Suas feições a denunciaram. – Ele acariciou o rosto dela.
–Estava pensando que é meu ultimo ano na escola, ganhei e perdi muitas coisas nesse período, vou sentir falta de lá.
–É o fim de uma fase de sua vida e o começo de outra.
–Mas o que vou fazer nessa outra fase? Não sei o que quero de minha vida.
–Sarah você ainda tem um ano inteiro para decidir isso, não precisa se martirizar tanto. – Ele acariciou seus cabeços.
–Eu sei, mas eu queria tantas coisas. – Sarah se deitou sobre ele. – Queria conhecer lugares novos, pessoas novas.
–Podemos fazer isso assim que se formar.
–Jura?! – Ela ficou animada.
–Juro Srª Snape, mas agora me deixe dormir, pois amanham terei que ir mais cedo para Hogwarts.
–Eu poderia ir com você, ou invés de ir naquele trem chato. – Ela fez uma carinha emburrada, Severus sorriu e a puxou para um beijo carinhoso.
–O único problema é que a Srª. é aluna e os alunos tem que ir de trem.
–Mas eu sou uma aluna especial, afinal quantas alunas de Hogwarts são casadas com o professor mais gostoso do mundo. – Ela perguntou se sentando sobre ele e passando o quadril de forma sensual som a pelves dele, que gemeu baixo e passou as mãos pelas coxas dela subindo em direção ao quadril, levando junto a camisola de renda branca, Sarah gemeu alto quando as mãos grande alcançaram seus seios.
–Estar ficando muito assanhada Srª Snape. – A voz dele estava rouca pela excitação, mas ele era mal, a fez deitar na cama e se virou para dormir. – Boa noite Sarah.
–Severus! – Sarah subiu novamente sobre ele e começou a lhe fazer cócegas, Severus teve que se controlar para não gargalhar a agarrou contra a cama a imobilizando.
–Você ta precisando de um bom corretivo. – Ambos sorriam.
–E quem me daria esse corretivo? – Ela perguntou manhosa.
–Não vou cair em sua armadinha sua pequena monstrinha, tenho que dormir. – Ele se deitou novamente e a puxou para o seu peito.
–Ranzinza!
–Pestinha! – Os dois ficaram namorando ate o sono chegar.
Na manhã seguinte ambos partiram para a escola Por vias diferentes. Sarah encontrou Luna, Draco, Harry e Gina na estação, ficaram conversando por um tempo ate que o trem deu sinal de partida, elas se despediram dos rapazes. A viagem foi normal, elas conversaram muito sobre muitas coisas, sorriram da encabularão de Luna quando falavam de Draco, compartilharam seus sonhos e esperanças, tudo correu maravilhosamente bem. A chegada a Hogwarts foi no tempo previsto, os alunos foram para as carruagens e seguiram para a escola, Sarah e Luna sentaram-se em sua mesa para esperarem a seleção dos novos alunos, ela olhou para a mesa dos professores, estavam quase todos lá só faltava Severus.
–É engraçado ver o mesmo professor de DCAT dois anos seguidos. – Luna falou displicente.
–É mesmo! – Sarah olhou para o Prof° e sorriu, olhou novamente para a cadeira de Severus. “Onde será que ele estar?”. Logo em seguida a porta atrás da mesa se abriu e um Severus muito aborrecido passou por ela, embora ninguém notasse o aborrecimento dele, Sarah já o conhecia o bastante para notar a diferença no seu semblante, ela firmou os olhos sobre ele lhe questionando sobre o que havia acontecido, mas ele fez um pequeno gesto com a cabeça e ela entendeu que depois ele lhe explicaria. A porta se abriu a Profª. McGonagall entrou acompanhada dos novos alunos, Sarah lembrou-se de quando chegou lá, como estava assustada, tinha tantas duvidas, esperanças e sonhos, lembrou-se das palavras do seu pai, dos conselhos que ele lhe dera alguns eram toscos como “Nunca durma com os pés para rua, trás má sorte”, mas outros a salvaram “Confie em Severus querida, ele é a pessoa mais corajosa e leal que o mundo bruxo tem”, quando ele “matou” o diretor e no ano seguinte quando foi diretor da escola ela achou que o pai havia se enganado, mas depois tudo foi esclarecido e ela viu que seu pai tinha toda razão, ela olhou para ele, sentiu seus olhos marejarem, como amava aquele homem.
Severus estava possesso, sabia que quando Sarah descobrisse também iria ficar. Como o diretor permitiu que isso acontecesse? E como ele iria explicar para Sarah que não tinha nada a ver com isso? Olhou para a esposa ela olhava para os alunos novos parecia estar emocionada, ele imaginou o que se passava em sua cabeça, era seu ultimo ano em Hogwarts, lembrou-se que na sua despedida da escola também se sentiu emocionado, mas Sarah não iria fazer as mesmas escolhas erronias que ele, ela teria opções melhores, ele iria estar ao seu lado quando ela precisasse. Sarah lhe olhou, ele sentiu seu corpo estremecer havia tanto amor naqueles olhos que Severus se sentiu nas nuvens.
“Ela estar te deixando mole homem!”
E era verdade, ele nunca foi assim, nunca se preocupou com o que pensavam dele, era e gostava de ser duro mal humorado e ranzinza, mas com Sarah sempre foi difícil ser assim, ela era frágil, doce e delicada, era impossível ser rude com ela, quando a olhava muitas coisas vinham a sua cabeça, “algumas bem devassas”, mas nada que representasse ameaça a ela, mas quando ela descobrisse o que o diretor havia lhe contado, talvez fosse ele quem corresse perigo.
A vice-diretora selecionou os novos alunos, o diretor deu seus habituais avisos e o banquete começou, uma aluna nova que se sentou ao lado de Sarah falou algo como ela não entendeu pediu para a garota repetir.
–Ele deveria estar em Azkaban. – A garota olhava irada para a mesa dos professores.
–De quem você estar falando? – Luna que entendeu tanto quanto Sarah perguntou.
–Daquele comensal ali. – Ela fez um gesto com o queixo apontando para Severus, Sarah olhou para o marido e depois para a menina.
–Isso não é verdade! O professor Snape não é um comensal, ele é um herói de guerra! – Não iria deixar ninguém falar mal dele.
–Pois sim! – A menina riu debochada. – Meus pais disseram que o único motivo dele ainda estar solto foi um golpe do baú que ele deu. – Sarah ficou horrorizada com o que a menina falou.
–E quem são os seus pais, garota?- Sarah não foi adepta a violência, mas naquele momento queria cometer um genocídio em toda a família daquela moleca.
–Eles são aurores, eles queriam muito terem lutado para defender a escola, mas não estavam na Inglaterra na época, estávamos de férias na França. – A garotinha parecia muito orgulhosa ao falar, mas Sarah estava zangada, Luna sorriu do jeito dela.
–Pois devo lhe informar garotinha que quando sua linda família estava em férias na Cidade Luz, todos os professores daquela mesa, uma centena de alunos, os membros da Ordem da Fênix cuja o Profº Snape faz parte e outros aurores que não estavam de braços cruzados, estavam lutando arriscando suas vidas para que uma fedelhinha como você tenha a liberdade de viver longe do junco de um mostro como Voldemort. – Voz de Sarah era baixa, fria e ameaçadora, a menina ficou visivelmente assustada com ela e Luna sorriu dela, Sarah parecia muito o Profº Snape falando. – E o que mais lutou foi o Profº Snape, em tão quando você for falar dele seja mais respeitosa, sua... sua... como raios é o seu nome? – Sarah estava possessa. Luna sorria de leve dela.
–Ele...Eleonora... Eleonora Perkins. – A garota parecia que iria se borrar toda.
–Pois bem Srta. Perkins, diga ou seu pai que o Profº Snape é muito mais homem do que ele um dia vai sonha a ser. É oficial Luna. A partir de hoje odeio a família Perkins. – O olha de Sarah era assassino e pequena ao seu lado engoliu que seco e Luna teve que se conter para não gargalhar da cara da menina e da de Sarah também.
Severus observou Sarah conversando com uma aluna nova que se sentará ao seu lado, no começo ela parecia espantado com algo que a menina falou, mas logo o seu rosto lindo se transformou em uma mascara do ódio, Severus ficou intrigado. O que será que elas estão falando? Logo Sarah começou a falar algo para a menina que parecia tremer sobre o olha severo de Sarah, estranhamente a garotinha ficou com Sarah exatamente como ficavam com ele e Sarah ficou muito parecida consigo mesmo. Ele a estava influenciando mal, não pode deixa de sorrir disso, mas logo parou. “Quando ela descobrir o que vai acontecer daqui a pouco não estarei em situação melhor que essa garotinha!” Ele pensou consigo, mas Severus não foi o único a perceber o acontecido na mesa da Corvinal, alguns alunos de Sonserina olhavam orgulhosos para a esposa do seu diretor.
O banquete corria normalmente, mas logo o Sr. Fischer entrou e foi falar com o diretor, esse lhe disse algo e olhou para Severus. É agora! O diretor pediu silencio.
–Meus queridos! Este ano Hogwarts ira contar com uma nova disclipina, na verdade é mais como um teste de aptidão constante. – Os alunos ficaram interessados. – Muitos estão se formando este ano e alguns ainda não se decidiram o que querem fazer, isso dará a vocês uma orientação maior aos indecisos e uma confirmação aos que já se decidiram.
–Pra mim vai ser ótimo. Eu ainda não seu o que vou fazer quando nos formamos – Sarah falou apara Luna.
–Eu vou trabalhar com o meu pai. – Luna respondeu feliz.
–Isso ate o casamento. – Sarah provocou.
–Sarah! – Luna ficou vermelha como um tomate, mas o diretor voltou a falar.
–Por isso tenho o prazer de apresentar a todos sua orientadora a Srta. Miranda Windsor. – Todos olharam para a porta que se abriu, menos Luna e Severus que olhavam para Sarah e a própria que estava totalmente travada olhando para o nada. Houve balburdio por toda a sala todos olhavam admirados para a linda mulher que em passos lento atravessava o salão em direção a mesa dos professores.
“Cara que gata!”, “Oh! Lá em casa!”, “É linda!” Os comentários ecoavam no salão. A mulher sorria sensualmente para todos, ela chegou próximo do diretor que a recebeu com um respeitoso beijo na mão. Sarah por outro lado continuava parada, estava pálida e tremula, não queria olhar para a mesa, não queria acreditar que aquela mulher estava lá, mas ela olhou para o marido, será que ele sabia? Como se lesse seus pensamentos Severus negou com a cabeça.
–Boa noite queridos! – Miranda falou sorridente. – Se o diretor me permitir, gostaria de dar unas palavrinhas. – Ela se derretia toda para Dumbledore.
–É claro Srta. Windsor. – Dumbledore se afastou para ela falar.
–Estou extremamente honrada em retornar a Hogwarts, e espero poder contribuir para o melhor desempenho de vocês fora da escola, sei que dessa sala saíram grandes aurores. – A garota do lado de Sarah sorriu ao ouvir isso. – medibruxos, Mestre de Poções. – Miranda falou sorrindo sensualmente para Severus , mas Sarah não viu, estava enjoada de mais. – E seu que também teremos excelentes donas de casas, mas espero que sejam casadas com maridos ricos, pois ser dondoca é bom, mas com dinheiro é melhor. – Alguns alunos sorriram, mas Sarah queria se levantar dali e esganar aquela mulherzinha. – E obrigada pela hospitalidade calorosa que me receberam. – Ela foi aplaudida fervorosamente, depois se sentou ao lado de Severus, que apenas olhava para Sarah. O resto do jantar percorreu quase normal, mas Sarah não comeu nada estava se sentindo enjoada.
–Acho que vou me deitar Luna. – A voz de Sarah estava baixa e triste, mas só Luna ouviu e entendeu o por que.
–Sarah! – Luna a chamou e ela olhou para a amiga quando se levantava da mesa. – Não deixa ela te abalar, é exatamente isso que ela quer. – Sarah sorriu para a amiga.
–Obrigada Luna! Boa noite amiga. – Ela se despediu da amiga, ma antes olhou feio para a garota que se encolheu toda. Sarah foi em direção a mesa dos professores, passou por ela e foi ate a porta.
Severus olhava preocupado para Sarah, ela ficou travada quando o nome de Miranda foi dito pelo diretor, ela ficou quieta, tensa durante o discurso da outra, não comeu nada e agora se despediu de Lovegood e estava se direcionando para a porta atrás da mesa, ela iria pro quarto, ele se levantou assim que ela se aproximou da mesa, ele foi ao seu encontro.
–Severus! – A voz de Miranda era um nojo. – Não se esqueça que teremos reunião ainda hoje.
–Não preciso que ninguém me lembre meus deveres, eu sei as minhas responsabilidades Srta. Windsor. – A voz de Severus era gélida, Miranda escondeu bem a encabulação, Sarah quis rir da cara da mulher, mas achou melhor não, preferia evitar conflitos agora, ela acompanhou o marido pelo corredor que levava as masmorras, mas ela ficou calada o tempo todo, quando entraram no aposento Sarah foi direto para o quarto, Severus entrou depois, ela estava no banheiro ele se sentou e a esperou sai. Sarah não sabia o que iria dizer pra ele, ela queria gritar, xingar e matar Miranda. Ela saiu do banheiro e viu ele sentado lhe esperando.
–Você sabia? – Não iria adiantar adiar essa conversa.
–Não, ate conversar com o diretor antes de vocês chegarem. – Ele respondeu.
–Ela não vai desistir de você Severus. – Sarah estava triste, sua voz saiu embargada.
–Isso é um problema dela, pois eu já estou bem decidido em minha vida, mas espero que também não se deixe abalar pro ela.
–Isso é meio difícil, já que ela vai fazer de tudo pro me irritar.
–Ignore-a.
–Preferia matá-la, mas prometo que irei tentar. – Severus foi ate ela. – Eu só quero saber de uma coisa Severus.
–Sim. – Ele a abraçou e ela se acomodou em seus braços.
–A presença dela aqui coloca algum tipo de perigo em nosso casamento? – Sarah perguntou seria.
–Nenhum. – Ele a fez olhar-lhe nos olhos. – Ela não é nada para mim.
–É bom, pois se eu notar... –Sarah se separou dele e foi empurrando contra a cama. – Que... você... estar dando bola pra ela. – Ela o fez cair na cama e sentou-se sobre ele. – Eu juro que você vai sentir saudades de Voldemort. – Ela não esperou ele falar nada e capturou os lábios dele em um beijo rude e faminto, que Severus aceitou de bom gosto e fez uma nota mental.
“Evitar o máximo provocar com o gênio de Sarah”