Lily estava sentada em uma poltrona, lendo seu livro em paz quando ouviu murmúrios a suas costas, fingiu não ouvir:
- ... Anda logo, Pontas! Você ficou a manhã inteira nisso... - Sirius resmungava no pé na escada.
- É, James! - Remus encorajava o amigo.
- Aluado me apoiou, não pode ser um mau negócio - Sirius comentou rindo.
- Faz sentido, de alguma maneira - Remus disse casualmente.
James olhou de esguelha para os dois e depois olhou para Lily, que estava de costas para eles, acreditando que ela não estava ouvindo sequer uma palavra, ele retrucou:
- Ou talvez vocês só queiram me ver passar vergonha - no que ele disse isso, Lily teve que reprimir a vontade de rir. E então tudo silenciou novamente. Lily ouviu passos e tratou de voltar a ler.
O maroto nervoso, e até mesmo ansioso, de antes parou bem na sua frente, com um pedaço de pergaminho na mão.
Lily baixou o livro e olhou tranquilamente para o pedaço de pergaminho que James segurava. Abriu a boca tentando dizer algo, mas simplesmente não saía. Ela também estava curiosa, de certa forma.
Depois de um tempo, ela finalmente pergunta:
- O que é isso, Potter?
- É um poema, Evans. Você não gosta?
Ela leu o poema, mais de uma vez. James sorriu ao ver que ela corou.
- Você estava tentando ser romântico? Vou dizer só mais uma vez: mantenha seus sentimentos longe de mim, seu pervertido.
- Perver... o quê? Eu estava apenas tentando ser romântico, Evans!
- Escrever sobre as minhas pernas! Isso não é nada romântico, pretencioso!
- Tudo bem! - ele disse irritado, sua ideia de romantismo ainda borbulhando na cabeça teimosa.
- Tudo bem! - ela repete se levantando e subindo para o dormitório das meninas.
- VOCÊ NÃO FOI NADA GENTIL! - James gritou enquanto a garota subia as escadas - Saiba que o que vale é a intenção, Evans!
Lily apenas riu e entrou no dormitório, estranhando o fato de que as brincadeiras de James não estavam lhe perturbando como o de costume...