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3. capitulo III


Fic: Amor de bandido. cap 5 on


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Narrador


Draco estava sujo e deitado naquela cela imunda da prisão trouxa. Ainda não havia sido levado para Askaban. De acordo com as leis ele precisaria cumprir prisão no mundo trouxa primeiro. Mas o ministério da magia não poderia correr o risco do bruxo fugir. Então colocou agentes para vigiá-lo na prisão onde ele residia. Sabiam que era extremamente perigoso. O bandido loiro era muito ardiloso e não demoraria trazer problemas para os dois mundos. Ainda mais depois de tudo que houve. Com o passar dos dias Draco ficou quieto e apático. Somente as lembranças de seu passado povoavam sua mente.


Draco Malfoy não era idiota. Ele nunca deixaria que Harry Potter soubesse de seu paradeiro. Antes de aparatar, apagou a mente do bruxo pelo menos ao que se referia a ele.  Em seguida aparatou para seu esconderijo com ela nos braços. Ao chegar chamou todos os seus comparsas e deu ordens expressas para que ficassem de tocaia e de guarda. Sabia da inteligência da mulher e não poderia arriscar perde-la. Encaminhou com ela nos braços até o lugar onde serviria de estadia. O lugar era um a fortaleza. Colocou-a na cama com delicadeza e ficou ali admirando por muito tempo.


Pov Draco


Lembro-me como se fosse hoje. O vestido de noiva acentuado ao corpo. A maquiagem leve e perfeita. O penteado já havia se desfeito e uma cascata e enorme de fios dourados caiam pela cama. Era linda! Perfeita para mim. Feita para mim. Faria com que ela me amasse, assim como eu a amo. Sim eu a amava. Mais que tudo e estava disposto a tudo por ela. Tudo.


Depois daquele dia, meus pensamentos eram voltados apenas para ela. Em meus sonhos eu estava sempre com ela em meus braços a beijando, fazendo amor loucamente enquanto ela se derretia para mim. Acordava sempre excitado e frustrado. Mas terminou. Eu consegui e ela estava aqui comigo. Mas sei também que ela não se entregaria a mim tão fácil. Mesmo assim meu coração se encheu de esperança  naquele dia em que a vi pela primeira vez, sei que medo ela não tinha. Irônico não? Um bandido apaixonado. Que patético! Sentei na poltrona da frente com varinha em mãos. Sabia que não estava com a dela mas era melhor não arriscar. E assim esperei. Passado alguns minutos ouvi seu murmúrio e estremeci. Começaria meu tormento e minha incerteza.


- Onde estou?  Perguntou assustada. – O que quer comigo?


Seus olhos transmitiam indignação e raiva. Quando não respondi nada, ela avançou para cima de mim me batendo, enquanto apenas me defendia.


- Me solta seu assassino, bandido! O que pensa que está fazendo?


Me senti como um adolescente excitado e extasiado diante da primeira paixão, queria agir com cautela e tentei ao máximo segurar meus extintos violentos, não queria machuca-la mas estava ficando difícil.


- O que quer comigo einh? Me torturar? Matar ? Por que estou presa aqui? Você me tirou de meu noivo! Acabou com meu casamento. Isso tudo era só para atingi-lo? Você não vale nada! Nada.


Aí minha gota de paciência foi embora. Não ia expor meus sentimentos ali na frente dela. Ainda não. Então resolvi dar importância as suas palavras e oficializar os pensamentos dela em meias verdades.


- Sim. Respondi as perguntas dela, segurando duramente seus braços e a sacudindo. – vou mantê-la aqui comigo. Ficará aqui como prisioneira.  Em seguida a joguei na cama enquanto ela chorava e gritava comigo dizendo que eu não conseguiria nada com isso. E que o glorioso Potter a salvaria. Se ela soubesse o quanto o nome daquele safado me fazia arder em raiva. E que minha explosão era devidamente por isso... – Não se engane minha detetive. Falava tudo calmamente agora, precisava ser esperto e racional. – Ninguém a achará aqui. Somente eu conheço os códigos e feitiços que protegem este lugar. E não adianta tentar fugir, não conseguirá e mesmo e conseguir... a caçarei até no inferno.


Somente ali naquela hora percebi o erro que tinha cometido.


- E por que me  caçaria? Se o que você quer é apenas meu noivo?- aquela mulher era perfeita! Ardilosa como eu. Enquanto ela falava, ela andava felinamente em minha direção. Minha respiração me condenava, se ela se aproximasse mais não me conteria.


- Vamos grande bandido? Não sabe responder uma simples pergunta? Sua obsessão  pelo meu noivo é tão grande assim a ponto de me perseguir até o inferno? Por que não me mata de uma vez? Ao menos assim, me priva de sua insuportável companhia.


Descontrolei-me. E avancei sobre ela capturando selvagemente seus lábios e sugando todo néctar, gosto, tudo. Queria tudo! No começo ela se debateu e não correspondeu mas eu era forte, e insistente. Minha língua persuasiva a prendia. Minhas mãos a consumia. Seu corpo era meu altar e meus dedos o esculpiam diante de tanta magnitude. Tudo nela me fascinava. E seria meu de uma forma ou de outra. Minhas mãos, alcançaram seus seios e eu os massageei, meu membro despontou em sinal de alerta quando ela passeou com suas delicadas mãos sobre a trilha de minhas costas e se ela não me empurrasse naquela hora eu faria uma loucura. Já estava louco.


- O que pensa que está fazendo? Você não tem o direito de tocar em mim. Estou noiva! Não deixarei que me toque.


Ela desferiu um poderoso golpe em meus rosto, com o susto afastei-me do lugar onde estávamos e ela também.  Recuperei-me rápido  e avancei sobre ela novamente pegando em sua nuca e fazendo uma pressão para que ela me encarasse. Com o outro braço prendi suas mãos insistentes em me socar  e falei com minha voz rouca de desejo e amor. Sim amor. – Acha que peguei você para atingir aquele idiota de seu ex- noivo? Acha que perderia meu tempo tentando atingi-lo através de você? Ouça bem! Se eu quisesse, seu precioso Potter  já estaria morto. Se eu quiser agora, mando aquele covarde para o espaço. – ela não se abaixava para mim. Seus olhos não deixavam de me encarar e isso era o que mais me fascinava nela. Ela não tinha medo.


- Então por que o manteve? Está apaixonado por ele?- aquilo me pegou  desprevenido e meu ego masculino foi realmente ofendido. Levantei a mão para esbofeteá-la na face, quando a vi encolher e fechar os olhos esperando o golpe, abaixei minha mão na mesma hora. Nunca bati em nenhuma mulher e não seria agora que faria. Lembrei-me de meu pai e fiquei envergonhado de minha atitude. Ela olhou-me com seus olhos rasos de água e ficou confusa com o que viu nos meus.


- Desculpe. Não queria agredi-la... eu..., desculpe. Eu já saia do quarto quando ouvi a voz dela novamente.


- Por que não me matou aquele dia? – ela dizia se aproximando novamente de mim, meus sentidos de alerta me diziam que ficasse quieto. – Aquele dia você poderia ter me atingido facilmente. Mas, não o fez. Por quê? – eu ainda estava de costas de olhos fechados só sentido a presença dela. Tudo era uma tortura para mim. Foi virando lentamente  e quando vi ela já estava centímetros de mim. Como era bom o seu cheiro. Como eram lindos seus lábios! Ah, seus olhos! Não deixavam de me encarar.  Não me deixando nenhuma escapatória. Mas não poderia revelar meus sentimentos ali. E se ela me rejeitasse? Não era hora. Então escolhi dar uma resposta evasiva que fizesse com que ela pensasse em mim. Era mais que justo que ela também ficasse na dúvida. Automaticamente levantei minha mão em direção a seu rosto e de alguma forma ela não se assustou. Toquei seu rosto sem deixar de encará-la. A face lisa de minha mão contornou seu delicado rosto manchado de lágrimas e falei calmamente com ela.


 - Potter, não tem absolutamente nada com seu sequestro. Não fiz isso para feri-lo ou qualquer outro tipo de coisa. Isso tudo se trata de mim. E o que importa é que está comigo agora. – ela ficou imóvel, mas a vi fechar os olhos com minha carícia. Sai deixando-a com seus pensamentos.


Pov Hermione.


Eu acordei dentro de um lindo quarto. Minha cabeça estava zonza e não conseguia ordenar meus pensamentos. Abri meus olhos lentamente, foi aí que o vi. Meu Deus! Como poderia ser tão lindo e ao mesmo tempo tão cruel. Meus pensamentos foram substituídos rapidamente por outros como o temor, o medo e dúvida. Afinal por que ele me sequestrou?


- Onde estou? Perguntei a ele. Deus aqueles olhos, me deixavam tonta. Por vários dias eles povoaram meus sonhos e pensamentos e agora eles estavam ali, diante de mim. Uma raiva súbita se apoderou de mim, quando perguntei o que ele queria comigo, ele não me respondeu. Avancei sobre ele com toda minha raiva e indignação contida. Como ele se atrevia? Enquanto baita nele soltei vários xingamentos e insultos, ele apenas me segurava. Que raiva! Disse a ele que não tinha o direito de me prender, chamei-o de bandido dentre outras coisas que atiçaram sua raiva. Mas foi quando proferi o nome de meu noivo que aticei mais ainda sua ira. Perguntei a ele se ele queria me matar, torturar ou atingir meu noivo apenas. Ele pensou um pouco e depois disse: - Sim. – vou mantê-la aqui comigo. Ficará aqui como prisioneira. Não gostei do que vi em seus olhos e ele me jogou selvagemente na cama em um arranco só. Eu chorava, gritava, afinal estava com medo. Ele dizia que não adiantava nada, que ninguém me salvaria, que Potter nunca acharia o lugar onde estava presa. Fiquei desesperada. Ele era louco e demente. Dizia que só ele sabia os códigos e feitiços dali,  e que não adiantava fugir que perseguiria até no inferno. Meu Deus. O que ele queria com isso? Atingir meu noivo? Foi nesse momento que minha racionalidade voltou. E resolvi virar aquele jogo a meu favor.


- E por que me caçaria? Se o que você quer é apenas meu noivo? - Vamos grande bandido? Não sabe responder uma simples pergunta? Sua obsessão pelo meu noivo é tão grande assim a ponto de me perseguir até o inferno? Por que não me mata de uma vez? Ao menos assim, me priva de sua insuportável companhia.


Achei que sua reação seria me matar naquele momento. Ele avançou sobre mim como um leão antecipando sua presa. Agarrou-me. Beijou-me, seduziu-me, consumiu minha razão. Meus sentidos ficaram entorpecidos de prazer. Sua língua dançava ritmicamente com a minha. Sincronizadas, únicas. Eu estava no paraíso.  Suas mãos delineavam meu corpo como se fosse uma escultura das mais valiosas, e que de alguma forma não poderia sofrer nenhum dano. Eram possessivas, persuasivas, fortes. Minha racionalidade tinha ido para o espaço junto com meu bom senso. Em alguns momentos parecia que me engoliria. Meu corpo junto do seu era como uma dança sincronizada. Perfeita! Sublime! De alguma forma tinha que retribuir aquele momento. Pois seria hipócrita em dizer que não havia gostado. Havia amado. Sensação jamais sentida, fogo. Ele era fogo e perdição. Passeie minhas mãos pelo vale de suas costas, e senti seu membro retesar. Isso soou como sinal de alerta para mim. Tinha que parar. Meus sentidos racionais voltaram cheios de indignação e raiva e com um só golpe me separei dele esbofeteando sua face.


 - O que pensa que está fazendo? Você não tem o direito de tocar em mim. Estou noiva! Não deixarei que me toque.  Estávamos afastados. Mas ele avançou novamente para mim e me pegou novamente em seus braços, prendendo-me com uma de suas mãos fortes e com a outra ele fez uma pressão grandiosa em minha nuca deixando claro sua intenção.  Mas ao contrário do que esperava de sua reação, sua voz veio rouca e suave.


. – Acha que peguei você para atingir aquele idiota de seu ex- noivo? Não pude deixar de notar a ênfase do ex noivo. - Acha que perderia meu tempo tentando atingi-lo através de você? Ouça bem! Se eu quisesse, seu precioso Potter  já estaria morto. Se eu quiser agora, mando aquele covarde para o espaço.


Fiquei desesperada. Ele tinha razão. Então porque me mantinha ali? Merlin, Deus! O que ele queria comigo? E por que me beijou duas vezes daquele jeito? Quantas dúvidas!


 Em nenhuma hora deixe de encará-lo. Mesmo se quisesse não conseguiria. Ele era fascinante demais. Seus olhos eram lindos demais. Minha raiva aumentou mais ainda devido as sensações que sentia. Que droga! Eu estava gostando de ficar nos braços dele. Isso era um absurdo. Precisava agir rápido.


- Então por que o manteve vivo então? Está apaixonado por ele? Arrependi na mesma hora de ter proferido aquelas palavras. Ele ficou irado. E levantou sua mão para me bater, fiquei com medo. Fechei os olhos esperando um golpe que não veio. Abri os olhos e me assustei com o que vi. Olhos brilhantes de arrependimento. Olhos vítreos de... vergonha? Ele abaixou a mão e a cabeça. Fiquei absurdamente confusa e no fundo feliz. Ele era humano como eu. Assustei-me mais ainda quando palavras saíram de sua boca.


Desculpe. Não queria agredi-la... eu..., desculpe.


Não podia deixa-lo sair sem uma resposta. Queria saber por que eu estava ali. Tinhas suspeitas e  precisava ouvir dele. Precisava. Mas se tivesse enganada? Não poderia me arriscar. Antes que saísse perguntei:


- Por que não me matou aquele dia? – dizia me aproximando dele  – Aquele dia você poderia ter me atingido facilmente. Mas, não o fez. Por quê? Ele continuou de costas. Eu estava próxima dele. Minhas mãos voaram inconscientemente para ele e, me contive. Seria minha ruina. Ele foi se virando lentamente, senti sua respiração acelerada. Como sei disso? Estava há centímetros de sua boca e a vontade de senti-la outra vez me consumia. Merlin! O que estava acontecendo comigo? Sua mão levantou e foi direto para minha face. Era tão reconfortante! Como aquilo era bom. Senti que fechava meus olhos e, antes que fechasse totalmente ouvi sua voz novamente.


- Potter, não tem absolutamente nada com seu sequestro. Não fiz isso para feri-lo ou qualquer outro tipo de coisa. Isso tudo se trata de mim. E o que importa é que você está comigo agora. – fiquei imóvel. Sem reação. O que ele quis dizer com isso? Ia indagar mais uma vez. Não tive tempo, ele já havia atravessado a porta.


 Olá minha flores! Carlinha. Posso te chamar assim né? Olha, a revolução dos bichos no começo deixa agente meio que confusa. Na realidade a luta de Draco por seus sentimentos é o tempo todo irônica. Mas continue que vai gostar. Te garanto. Espero que goste deste novo cap. Essa fic é minha mesmo. Então é uma honra tê-la como leitora. E devolvo a vc suas palavras. Que você fique bem! Beijos! nana


MRC e Morgana minhas flores do coração! Adoro vcs sabiam? Eu é que agradeço por tê-las comigo.  


 E Leleu é um prazer tê-la aqui viu. Espero que goste dos outros cap. Essa fic terá no máximo 11 capitulos. Beijos! nana

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