A conversa começou com Harry contando do assassinato de seus pais e o desaparecimento de Voldemort, passou por todos os seus anos escolares e suas aventuras e terminou com o recebimento da misteriosa caixa após a leitura do testamento de Dumbledore.
-Eu conheci Dumbledore a mais de cinqüenta anos atrás, estava procurando uma substância especial, no beco diagonal, para uma experiência e por um acaso nos trombamos, literalmente. Conversamos um pouco, era a época da guerra contra Grimdewald, Dumbledore era um mago de destaque e fiquei curioso ao seu respeito. Ele me convidou para me juntar a uma equipe que ia fazer uma investida final ao esconderijo do bruxo das trevas, mas o interesse dele era em meus conhecimentos médicos. Contudo, creio que ele estava pensando em mais do que em minhas habilidades de cura ao colocar meu cartão na carta que lhe deixou. –Carlisle tinha um tom sereno e muito agradável, lembrava muito o próprio Dumbledore.
-Talvez ele ache que os talentos de Alice e Edward pudessem ajudá-los, principalmente a localizar as tais horcruxes. –Rosalie sugere e os demais parecem concordar.
-E qual seria o talento de Alice? –Harry pergunta observando a menor das vampiras, tentando adivinhar o que ela poderia fazer.
-Eu vejo o futuro. –Alice responde de modo simples e calmo, ao que Harry ri sem conseguir evitar pensar em Trelawney. Eu mesma era muito cética quanto a previsões do futuro.
-Desculpe o jeito do Harry, mas é que depois de termos aulas de adivinhação é difícil acreditar que alguém possa realmente ver o futuro, sem falar que nossa experiência com profecias não é das melhores. –Eu explico e Harry concorda, já recomposto.
-Entendo o que ele sente, o futuro não é uma ciência, pelo menos é o que eu acho. Mas eu vejo sim o futuro, claro que nem sempre ele é exato, já que sempre que alguém faz uma escolha, o futuro muda. Mas eu sou ótima para ver o tempo e algumas tendências da bolsa de valores. –Alice comenta com um discreto sorriso maroto, que me faz pensar que possivelmente era verdade.
-Bom, supondo que isto seja verdade, você pode me dizer onde estão as horcruxes? –Harry pergunta tentando não ser descortês.
-Se eu ao menos soubesse o que são os objetos, seria mais fácil. E eu não posso me concentrar no seu futuro, porque você ainda não decidiu ir atrás de alguma em específico.
-Há uma que eu sei o que é. É a horcrux que Dumbledore e eu procuramos na noite em que ele morreu. Ela é um medalhão de ouro mais ou menos do tamanho da palma da minha mão, há uma serpente gravada nele, a corrente também é de ouro e ele pertenceu a Salazar Slytherin. –Harry explica dando o máximo de detalhes possível.
-Ok, eu vou tentar ver algo. –Alice fala e fecha os olhos se concentrando, todos ficaram em silêncio observando-a. –Eu vejo um local escuro, vários trapos num canto, está em um quarto pequeno... tem alguém lá, uma pequena criatura... um elfo doméstico velho e com cara de rabugento...
-Monstro! –Harry e eu exclamamos, olhamo-nos encaixando as peças, o bilhete no falso medalhão fazendo algum sentido.
-Quem ou o que é Monstro? –Bella pergunta curiosamente, olhando o olhar cúmplice que trocávamos.
-É um elfo doméstico que serviu a família Black, a família do meu padrinho, cujos familiares eram comensais ou apoiavam Voldemort. Uma vez, Sírius me disse que o irmão mais novo dele foi morto pelo próprio Voldemort e que ele era um comensal. E dentro do medalhão falso que encontramos, havia a mensagem que dava a entender que foi um ato de traição. –Harry explica com um sorriso perspicaz, a horcrux estava muito mais próxima do que imaginávamos, além de estar em fácil acesso. Pelo menos o cenário sugeria o local onde Monstro costumava dormir.
-Vejo você pegando a horcrux com o tal Monstro, vai acontecer no inverno... você fica bem com a barba por fazer. –Alice comenta em um tom quase alienado, deixando Harry bastante corado.
-Você não é muito tímido pra sua idade? Os rapazes hoje em dia são tão “espertos”. –Jasper fala com um tom levemente provocador.
-Com ciúmes do Harry, Jasper? –Bella devolve a provocação fazendo os outros Cullen rirem discretamente, mas Jasper pareceu não dar muita atenção.
-As defesas! –Alice fala se pondo de pé de repente. –Comensais... agora. –Mal a vampira acabara de falar e uma explosão ocorre, Edward foi capaz de ver pedaços de seu volvo caindo, o que o fez ficar fortemente irritado. Eu, no lugar dele, já estaria lá fora arrancando cabeças.
Em segundos, os vampiros estavam do lado de fora, Harry e eu corremos velozmente com nossas varinhas em mãos e Bella nem precisou de ordem alguma para se esconder perto de uma janela, onde poderia ver a batalha e agir se necessário.
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Notei que os vampiros se movimentavam tão rápido que pareciam fantasmas, havia vários comensais escondidos atrás das árvores, pela quantidade de feitiços, mais que quinze. Abriguei-me atrás da carcaça flamejante do volvo, começando a lançar feitiços estuporantes na direção dos três comensais que pareciam estar focados em mim. Ouvi gritos de dor e medo, mas depois do primeiro minuto cessaram.
Tentei procurar Hermione, mas não a vi, então decidi bancar a isca, sairia correndo, explodiria umas árvores atrapalhando a visão dos comensais e poderia ter uma visão melhor do cenário de batalha. Tudo deu certo, exceto pelo feitiço que me atingiu, assim que vi os três comensais escondidos voarem para trás sob uma chuva de afiados pedaços de madeira.
-Ora, ora, não é que o famoso Harry Potter veio visitar a América! Está gostando do passeio? –O comensal que estava a minha frente tinha sotaque americano, mas as vestes eram iguais aos dos comensais da Inglaterra, assim como a bizarra máscara em forma de caveira.
-Sim, apesar de ter me decepcionado amargamente com os comensais daqui, vocês não chegam aos pés dos ingleses! –Provoco e faço um movimento rápido com a perna, fazendo o comensal cair.
Sem querer demorar muito, conjuro correntes em volta do comensal enquanto me levantava, não me esquecendo de pisar sobre a varinha para quebrá-la. Rapidamente outro comensal apareceu, desta vez eu estava preparado e bloqueei o ataque, grunhidos bestiais ecoavam por todo campo de batalha, mas eu estava concentrado.
O comensal tentou me atacar mais uma vez, mas desviei e lançei um feitiço de corte forte que arrancou alguns dedos do comensal e partiu a varinha deste em dois. Dei um passo para frente e acertou uma voadora no peito do comensal, deixando-o caído no chão. Mais três comensais surgiram e, desta vez, eu estava cercado.
Um som forte como um trovão ecoou no ar e algo atingiu um dos comensais causando um buraco em seu peito, segundos depois um som alto de algo quebrando foi ouvido e, eu e o terceiro comensal, vimos Emmett ter o tronco do segundo comensal embaixo do braço direito e a cintura e pernas embaixo do braço esquerdo. Sem pensar, me virei e atingi o feitiço estuporante mais forte que sabia na cabeça do terceiro comensal, que ainda olhava para Emmett paralisado.
-Carlisle! –Ouvi Bella gritar e olhei para trás, deparando-me com um comensal caído com um cano de descarga atravessado, Bella estava mais atrás e parecia preocupada, então tudo parou.
Deitada, a frente de Bella, estava Hermione, sua camisa azul estava ensopada de sangue, havia o que parecia um galho de árvore saindo de seu corpo. Achei que fosse vomitar ou até mesmo desmaiar, minha vista escureceu e havia uma sensação quente dentro de mim, queria gritar, urrar, matar a todos.
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Carlisle se aproximou de Hermione e me empurrou para trás, segundos depois senti um arrepio percorrer meu corpo, era como se o sopro da morte houvesse soprado naquela clareira, seguido de um grande clarão. Olhei de onde vinha a luz e vi que Harry estava envolto em uma espécie de aura vermelha alaranjada, era quase como se um sol queimasse dentro dele. Os Cullen e os comensais haviam parado para observá-lo, mas a pausa só durou uns segundos, pois o som de uma trovoada anunciou o início do caos.
Harry se movia quase tão rápido quanto um vampiro, raios coloridos partiam de sua “sombra fantasmagórica” e provocavam gritos de dor seguidos de silêncio, árvores pegavam fogo e outras eram arrancadas na tentativa de acertar algum comensal, os Cullen tentaram sair da frente, mas Rosalie foi atingida por um raio que lhe rasgou a pele fazendo sangue jorrar. Emmett ficara furioso e partira em direção a Harry, tentando pará-lo, mas com um murro, fez o vampiro cair. Jasper tentou paralisá-lo, mas um feitiço o atirou longe, fazendo-o arrancar cinco árvores no caminho. Agora Harry vinha na direção deles, parecia furioso, Edward – que eu mal havia notado estar ao meu lado – se adiantou e, aparentemente desviando dos feitiços, conseguiu se aproximar, mas Harry desapareceu e apareceu atrás de Esme, que lançou o braço para trás para atingi-lo, mas um raio verde a atingiu fazendo-a berrar insanamente enquanto rolava no chão. Senti medo, mais do que já sentira em qualquer outra situação ao olhar nos olhos de Harry e ver que não havia nada lá, as íris esmeralda estavam tão claras que o globo parecia uniformemente branco. Então dois sons altos foram ouvidos, dois fantasmas o cercaram e o garoto estava no chão, Edward estava ofegante ao lado dele e Emmett caído atrás, o sangue manchava parte de sua camisa e calça. Nunca havia presenciado nada tão feroz, nem mesmo sabia que vampiros poderiam sangrar, era talvez o sangue de que se alimentavam, a única coisa que eu sabia naquele momento, era que a magia poderia ser algo fantástico e extremamente perigoso.
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Assim que minha consciência começou a voltar, senti meu corpo latejar como se todo ele estivesse dormente, minha cabeça estava pesada e precisei de certo esforço para conseguir abrir os olhos.
-Até que enfim acordou, já estava começando a me preocupar. –Precisei de alguns segundos até focalizar Bella, sentada em uma cadeira ao lado da cama em que estava, havia um livro em seu colo.
-Onde estou? –Pergunto ao olhar em volta e não reconhecer o lugar, não conseguia lembrar-me de nada que me indicasse como havia chegado lá.
-Este é o meu quarto. Você dormiu por dois dias depois de lutar daquele jeito... –A palavra “lutar” trouxe em um golpe, rápido e duro, todas as lembranças da luta até o momento em que vi Hermione mortalmente ferida.
-Hermione! Eu preciso vê-la, onde ela está? –Estava assustado, levantei as pressas da cama, quase caindo já que meu corpo mal respondia. Bella teve que me amparar e me colocar de volta na cama. Porém o que eu queria era sair dali, precisava ver Hermione, certificar-me de que ela estava bem.
-Ela está bem, não se preocupe. Ela está na casa dos Cullen e já está curada do ferimento. –Bella falava com cuidado, como se medisse as palavras, coisa da qual não gostei, era como se um pressentimento me dissesse que nada estava bem.
-Como ela poderia estar curada tão rápido? O ferimento me parecia... muito grave. –Senti a garganta fechar e o ar faltar ao me lembrar da última vez que olhei para Hermione.
-Carlisle não podia fazer nada como médico, então fez como vampiro. Hermione agora é uma vampira e por isso nem eu e nem você podemos ficar lá, com os Cullen. –Bella diz com todo cuidado, mas não me impediu de sentir meu sangue congelar, as palavras ecoavam em meus ouvidos como se lutassem para penetrar em minha mente. –Ela estava a meio passo de morrer, não havia tempo para socorro e imaginamos que você não ia preferir vê-la...
-Não, com certeza não! Pelo menos ela está bem, não está? –Pergunto cauteloso, não gostava da idéia de não poder vê-la, me certificar de que ela ainda era a amiga que estava ao meu lado nos últimos cinco anos.
-Sim. Eu não sei como, mas ela se transformou na metade do tempo normal que é de três dias. Carlisle acredita que talvez seja pelo fato dela ser bruxa. Ele nunca tinha visto uma vampira bruxa antes. Eu vou telefonar pra lá e pedir que Carlisle venha te dar mais notícias e explicar melhor as coisas. Se você quiser, pode usar o banheiro, aqui no corredor. Suas coisas estão ali e eu estarei lá em baixo na cozinha. –Eu apenas aceno que sim, antes de colocar o rosto entre as mãos, minha cabeça girava com as informações recebidas e meu coração doía como nunca antes.
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Eu desci rapidamente a escada, fui até o telefone e disquei o número de Carlisle. A reação de Harry me preocupara quase tanto quanto a fraqueza que ele demonstrou ao tentar se levantar.
-Oi, Harry acordou. –Digo assim que o telefone é atendido.
-E como ele está?
-Parece muito fraco, mal consegue levantar da cama. Além disso, está muito preocupado com Hermione. Eu disse por alto o que aconteceu e ele pareceu ficar meio em choque. Acho que seria bom você vir e dizer a ele com detalhes o que está acontecendo.
-Ele está aí com você?
-Não, está lá em cima, deve descer daqui a pouco pra comer.
-Tudo bem, darei instruções aos meus filhos e chego aí em alguns minutos.
Carlisle desligou e eu fui a cozinha preparar alguns sanduíches, Carlisle deveria chegar em menos de meia hora e seria bom que Harry já houvesse se alimentado um pouco. Dez minutos depois, Harry chegou à cozinha, havia trocado de roupa e o cabelo molhado indicava que ele havia tomado banho.
-Fiz sanduíches, espero que goste. –Aponta um prato cheio de sanduíches enquanto servia suco em dois copos.
-Obrigado, não queria dar trabalho. Aliás, eu também não queria por todos vocês em risco, sinto muito. –Harry estava um pouco abatido, mas parecia mais desperto e menos fraco.
-Não se preocupe, aventuras se tornaram corriqueiras por aqui, você não tem idéia de quantas vezes tentaram me matar no último ano. –Tentei acalmá-lo, mas apesar de ver curiosidade nos olhos dele, não notei uma grande mudança em sua atitude.
-Carlisle vai vir? –Harry parecia ansioso, comia devagar e bebia o suco em goles pequenos, apesar de freqüentes.
-Sim, já deve estar chegando. Não se preocupe, tenho certeza de que ela ficará bem. –Acrescenta ao ver o quanto ele estava sério.
-Me fala um pouco dos Cullen, como eles são? –Harry pergunta parecendo querer mudar o foco da conversa e tentando ter outra coisa no que pensar.
-Carlisle é bastante calmo, aliás, autocontrole é possivelmente o maior talento dele, além da bondade e da compaixão. Esme é bastante maternal, está sempre disposta a receber as pessoas, sempre nos faz sentir à-vontade. Emmett é quase um urso, sua força é maior que o normal para um vampiro, quando está bravo assusta, adora lutar, mas também é bastante divertido e adora rir dos meus acidentes. –Sorrio meio envergonhada. Lembrei-me como na noite em que estavam no bar, consegui tropeçar e cair em cima de Harry fazendo nós dois cairmos no meio de um bar cheio de gente. –Rosalie é bastante vaidosa, nem preciso dizer que ganhou a simpatia dela ao fazer um elogio tão expressivo, ela também parece ser bastante forte e se orgulha por nunca ter bebido sangue humano. Jasper é o mais fechado, o que tem mais dificuldade em se controlar diante de sangue humano, também adora uma briga e tem um grande talento para estratégia militar, seu dom é o de manipular as emoções das pessoas ao redor, além de sentir tudo o que as pessoas ao redor sentem. Já Alice é uma figura, eu a adoro, ela é muito simpática, adora fazer festas e se empolga em compras e coisas do tipo, sempre foi muito carinhosa comigo e parece entender muito bem o seu dom, que, aliás, considero praticamente infalível. Por último, Edward, é difícil falar dele porque ele parece perfeito, capaz de fazer de tudo. Ele é o mais rápido dos Cullen, o primeiro que Carlisle transformou, além de ser bastante altruísta, adora carros rápidos, dar presentes caros e também é muito firme no que acredita, quase nunca muda de opinião.
-Como no caso de você virar vampira? –Harry pergunta ligeiramente curioso, talvez, pudesse usar essa explicação para entender melhor como Hermione poderia estar se sentindo.
-É uma longa história, acho que vou ter que contar um resumo de minhas aventuras para que você entenda. –Ele fez um gesto para que eu prosseguisse, então comecei a contar sobre minhas aventuras até que a campainha soa. Apreensiva, noto que ele ficara mais pálido e quase derramara o suco, as mãos tremiam visivelmente.
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Bella foi atender a porta e eu me sentei na poltrona da sala, assim os dois puderam ir até o sofá. A face desprovida de qualquer emoção me fez ficar ainda mais nervoso, mas tentei me manter calmo para ouvir tudo o que havia acontecido.
-Você se lembra da batalha, Harry? –Carlisle usava o mesmo tom de Dumbledore, o que ao mesmo tempo em que fez eu me “sentir em casa”, me deixou com raiva.
-Só até o momento em que vi... em que vi Hermione. –Eu não conseguia dizer as palavras, minha voz diminuindo até quase não passar de um sussurro, o que obviamente não era problema para Carlisle.
-Depois disto você agiu insanamente, uma grande quantidade de magia pareceu explodir de dentro de você e destruiu os comensais, provocou ferimentos em alguns de meus filhos que demoraram quase dois dias até curarem e por pouco não destruiu muito mais. Emmett e Edward precisaram te golpear ao mesmo tempo para que ao menos um deles pudesse te atingir. –Eu não conseguia entender aquilo, nunca havia chegado a usar tanto poder e nunca acreditei que pudesse ter sequer uma parte de tal habilidade.
-Eu não entendo, sempre me considerei um bruxo normal, apesar do talento para DCAT. –Quando diziam que eu era um grande bruxo, sempre pensava nas minhas notas medianas e sentia vontade de rir, no entanto, minha mente me assaltou com a lembrança de Hermione dizendo que se eu estudasse um pouco mais, poderia ser um excelente aluno. Afastei isso, não queria me lembrar dessas coisas naquele momento.
-Você nos falou sobre a misteriosa ligação que surgiu entre você e Voldemort, talvez este poder estivesse adormecido dentro de você, esperando que seu corpo possuísse condições de manifestá-lo. Agora o que você deve fazer, é treinar, tentar usar este poder de forma consciente e segura. –Não precisei pensar muito para ver que Carlisle estava certo, precisava de calma e tempo para entender e controlar aquele poder que parecia ter dentro de mim.
-E quanto a Hermione? Quero saber tudo sobre ela. –Pergunto rapidamente, não queria perder tempo discutindo algo com que teria de lidar com mais tempo e, naquele momento, Hermione era a prioridade máxima.
-Hermione tem se mostrado um desafio. Confesso estar muito surpreso com o modo como uma bruxa transformada se comporta diferente de uma humana. –Carlisle agora exibia um brilho de fascínio, como se houvesse encontrado uma grande fonte de estudos.
-É tão diferente assim? Quer dizer, pelo que Edward me disse, ela estava tão agressiva quanto o normal, não? –Bella estava mais do que curiosa, já que em breve seria ela a passar por tal transformação.
-Na verdade ela varia entre pólos bem distintos. Quando não está com sede é praticamente igual à Hermione humana, não é agressiva, se mostra curiosa, tem lido vários de meus livros, nunca vi alguém se transformar e manter a humanidade quase intacta, inclusive suas memórias estão perfeitas. –Sorri ao ouvi-lo, autocontrole e sede de saber eram duas das maiores características de Hermione. Ao que parecia ela ainda era a mesma, apesar dos momentos de fúria. –No entanto, quando está com sede, fica extremamente agressiva, precisa de todos nós para segurá-la, já que além da grande força e velocidade superiores dos recém-nascidos, ela ainda usa magia instintivamente. –Carlisle havia demonstrado um pouco de preocupação nesta parte, Bella também parecia não ter gostado. Mas eu só conseguia me sentir inquieto, imaginar aqueles vampiros fortes e poderosos a machucando era mais do que eu poderia agüentar.
-Por isso não podemos nos aproximar de sua casa? Corremos o risco de despertar esse lado bestial em Hermione? –Quase não reconheci minha voz de tão fria e cortante que havia soado, mas naquele momento eu precisava guardar minhas emoções em um local longínquo de minha mente.
-Demorará alguns meses para que ela se controle, mas só depois de um ano é que realmente os progressos ficam mais visíveis, apesar disto variar de pessoa para pessoa, então isto que estou dizendo é só uma estimativa. –Novamente Carlisle falava como Dumbledore, o que estava, definitivamente, me irritando.
-Quando vou poder falar com ela, mesmo que por alguns minutos? –Meu tom quase irritado, não tinha tanto tempo para esperar, havia uma guerra acontecendo na Inglaterra e precisávamos voltar.
-Talvez em dois dias. Hermione tem mostrado hábitos diferentes quanto a alimentação, às vezes passa horas sem se alimentar, outras vai novamente a caça cerca de uma hora depois. Mas acredito que possamos nos organizar para levá-la para caçar e encontrar com vocês cerca de meia hora depois de uma caçada. Assim vocês terão ao menos vinte minutos para conversar, mas teremos que ficar todos por perto, para caso ela tente algo. –Carlisle fala como se lamentasse por não poder dar privacidade a nós dois, mas não havia outra forma.
-Tudo bem, será rápido. –Garanto, apesar de minha voz estar um tanto baixa e fraca. Isto deve ter indicado que eu precisava ficar sozinho, pois logo Bella e Carlisle se levantaram.
-Eu já vou, estarei com meu celular ligado caso precisem de algo. –Bella o acompanhou até a porta. Eu fiquei na poltrona, meu olhar vagando longe dali, minha mente simulando como Rony e Hermione agiriam no meu lugar.
N/A: Oi, atualização bem rápida para a fic nova rsrsrrs. HT está sendo escrita, mas pode ser que demore um pouquinho, voltei a sentir um pouco as costas então não devo ficar tanto no PC, mas a notícia boa é que Revenge vem assim que eu terminar de revisar o capítulo!
N/A²: Para quem não sabe, saíra em dezembro o filme Twilight e o Edward é o ator que fez o Cedrico, por isso que na capa ele aparece, aliás, a capa é baseada em um dos pôsteres do filme.
Felipe: Acho que qualquer um que ler a série vai gostar da história e, como eu achei que ela tinha tudo a haver com Harry Potter, resolvi escrever esta fic. Obrigada pelos elogios, era o comentário número 10 ( foi o seu) que eu esperava para postar o cap 2.
harry_poter: Claro que teremos Bella e seus acidentes, quanto ao Jacob eu não sei ainda, até porque pouco da fic se passará em Forks.
Marcio_Black: A maioria das perguntas foi respondida nesse cap, mas a principal todos vão descobrir junto com o Harry, mas se quiserem dar um palpite, sintam-se à-vontade.
Paulinha Potter: Pode ler que você vai adorar os livros, apesar dos spoilers que esta fic contém rsrsrsrs Quanto a atualizar rápido, tudo depende do número de comentários, quanto mais comentários, mais rápido os capítulos saem.
The Jones ;D : Fico feliz por saber que tem gostado das minhas fics, estou sempre tentando melhorar. Quanto a sua observação, eu acho que histórias boas devem ser unidas quando ela tem ligação e meu próximo crossover será de Harry Potter com Artemis Fowl, é só eu terminar alguma fic.
Danny Evans : Sabe que você é a primeira pessoa que ouvi dizer que gosta do Jake? Mas eu não sei se ele aparece, vamos ver. Quanto ao Rony com a Rosalie, promete ser tão hilário quanto ela disputando com a Fleur né^^
Nanda_Cullen_Speleers: Meu agradecimento especial vai para você afinal se não fosse por você ter me falado da história e insistido para que eu lesse, jamais eu teria conhecido esses vampiros fascinantes ou criado esta fic, muito obrigada! P.s. Sei que o agradecimento está atrasado, mas é que na empolgação me esqueci de fazê-lo cap passado.
Próxima Atualização: Revenge! e Herdeiros das Trevas