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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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2. Relief - Único


Fic: Relief - FemmeSlash - Pansy & Padma - Bônus postado!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Gente, só uma coisa que eu tenho que falar sobre a personalidade das personagens.
1 - Não conhecemos elas, muito menos na hora da sedução ;)





Boa noite pessoas que não tem mais nada pra fazer do que ler o que estou escrevendo, tudo bem?


Vocês me conhecem, fato, ou não estariam sentados agora lendo. Por isso, não será necessário apresentações.


Nunca gostei de ler, escrever, ou nada relacionado a isso, a não ser alguns poucos autores que por uma coisa ou outra me chamaram a atenção. Poucos mesmo, que somam 2. Então porque, agora decidi que preciso escrever? Não sei, ainda me pergunto. Uma das coisas que vem em minha mente é expressar. Mas afinal, isso é o que qualquer debilóide quer ao pegar uma pena, tinta e alguns pergaminhos. Se expressar! Nossa, que original Pansy! Mas realmente, acho que é isso.


Vocês devem pensar que sou arrogante, prepotente, mesquinha. Todas as informações que vocês tiraram da cabeça de Potter e foram obtusos o suficiente para fecharem os olhos e acreditar, ou até mesmo tentar entender os demais personagens. Óbvio também não? Mas sim, essa sou eu com quem precisa, merece, pede.


Uma alto defesa? Não, eu realmente não gostava deles ou do que os rodeava.


Mas sim, você provavelmente não gosta de mim, pois você só utiliza 0,01% de seu cérebro, e sendo assim engolia todas as informações que ele lhe passava atráves de suas experiências e acreditava fielmente nelas. E ignorava o fato do pai dele ser igualzinho a mim e ter as mesmas atitudes que eu e Draco no tempo de escola. Mas como o conheceram adulto e morto, vocês o idolatram. O que comprova, você pode muito bem ser um debilóide. Na verdade é, enfim, não importa. Estou aqui pra falar de mim, não de você.


Sendo assim, tentarei contar uma história, a muito guardada em minha mente. Uma história que merece ser contada. Que não é só mais um clichê nesse mundo de contos e poemas, e sim uma das mais importantes que tenho.


Então preste atenção.


 


Relief


 


Era simples entender a vida, se você tivesse uma cabeça boa. Sempre que resumem como é nosso progresso, cortam algumas coisas. Veja bem. Sua vó disse certa vez pra sua mãe: "Nós nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos". Antes disso não posso contar, está além da minha capacidade. Sua mãe mudou um pouco: "Nós nascemos, crescemos, estudamos bastante, criamos uma boa profissão, casamos, temos filhos e morremos." Sim, é isso que você deve ter escutado, pelo menos se for da geração atual.


Agora eu me pergunto, e claro, lhes questiono sobre o ponto que queria chegar: alguém disse que devemos nos apaixonar? Amar? Não?


Vejo que isso ficou muito mecânico, mal feito, tosco. Alguém concorda? A sociedade impôs algumas coisas na nossa cabeça, coisas que só os de muita audácia conseguem quebrar. Com certeza deve ter algum Grifinório afirmando que são eles, os corajosos de coração que estão na frente! Sim, lógico!


Que não.


 


Era Setembro de 1995, e nosso mundo parecia ter mudado. Todos sabiam que Você-sabe-quem havia retornado, e uma aura de apreensão parecia envolver cada pessoa em Hogwarts.


Eu havia me tornado monitora, e a alegria na minha família não era nada animadora, afinal, era minha obrigação trazer o distintivo para casa. Embora meu pai não cansasse de ressaltar que preferia algo relacionado à Quadribol. E como todo inicio de ano letivo, Draco estava ao meu lado. Nossa amizade sempre se fortalecia, e isso me tornava forte.


Todos na Sonserina estavam muito quietos, apreensivos quando juntos. Eu nem saberia explicar o significado dessa quietude, nem mesmo quando ela tomava conta de mim.


Um dos melhores benefícios de ser monitora era aquele banheiro, aquele maldito banheiro! Talvez, se esse beneficio não existisse... Enfim, eu sempre me isolava nele de madrugada, momento em que ninguém mais ia, pelo menos no primeiro mês.


Era um noite de segunda pra terça, e um dia extremamente cansativo tinha acontecido, principalmente pela aula de História da Magia. Como acontecia às vezes, eu havia adormecido com o aroma de limão impregnado meu corpo e até mesmo cérebro.


- Puta que paril! – exclamei ao sentir uma mão me puxando com brusquidão. Me virei com tudo e ouvi seu grito de frustração e raiva. Olhei pra ela e a primeira coisa que vi foi seu cabelo preto cobrindo-lhe o rosto enquanto ela se afastava. Algumas gotas pingavam de suas roupas e escorriam pelo chão.


A primeira coisa que pensei foi na beleza da cena, na beleza dela. Mas logo fui tomada por outros sentimentos.


- Que merda Patil, quem você pensa que é pra me acordar assim?


- Vai à merda Parkinson, você parecia morta!


- O caralho que eu parecia morta! Aliás, o que você faz aqui? – perguntei me erguendo e começando a me secar. Observei que meu corpo começava a ficar enrugado, mas meus pensamentos se perderam quando vi que Padma começava a tirar a roupa.


- O mesmo que você, suponho – ela respondeu enquanto tirava a blusa. Seus seios eram bem moldados, e o contraste do sutiã lilás com sua pele morena era quase um insulto. A calcinha era discreta, preta, como se ela só quisesse chamar a atenção em um lugar.


- Claro Padma, isso até um pelúcio saberia. Só não é comum – dei uma pausa e desviei os olhos de seus seios –, pois eu venho toda noite aqui.


- Desculpe interromper seu banho de beleza, majestade – ela disse e eu coloquei a última peça de roupa. A fitei, agora dentro da banheira, com o mesmo sarcasmo que ela me olhava. Ela passava a espuma pelo seu corpo provocativamente, eu no intimo eu sorri.


Fui embora rápido aquela noite, algumas perguntas fervilhando em minha mente. Entrei devagar no dormitório da Sonserina, e presenciei uma coisa que não acontecia há quase quatro meses. Daphne estava sentada na minha cama, a única que não estava com as cortinas em volta. Ela estava somente de lingerie, a cor vermelha contrastando com sua pele de ceda.


- Boa noite Pansy – ela sussurrou enquanto me sentava ao seu lado.


- Boa noite Daphne – suspirei. Evitei ao máximo olhar seu corpo, mas suas mãos já começavam a se aproximar das minhas pernas.


Virei e encarei seus olhos azuis. Sorri, de um jeito que eu considerei ameno. Peguei seu rosto com cuidado e o trouxe pra perto do meu, ela fechou os olhos.


Nossas respirações se misturaram.


- Daph – suspirei e ela abriu os olhos, me penetrando com eles. – Daph, não quero mais te comer nem ter nada com você. Por favor, sai do meu pé, da minha cama, da minha vida.


Um grunhido saiu de sua garganta e ela se levantou com ferocidade. Colocou a roupa que estava jogada ao lado da cama e saiu do dormitório batendo o pé. Troquei a roupa que estava por um pijama e me enfiei debaixo das cobertas.


Tive uma noite tranquila.


Daphne só voltou ao amanhecer.


Mas não vamos falar muito daquela loira azeda, pois quem vive de passado é o Bins. E Dapne era meu passado, morto e enterrado. Embora perceba que ainda vou falar do meu passado, pois essa é uma história passada, não vou falar do passado no passado. Entendeu? Nem eu, mas enfim.


Nas noites seguintes não tive mais interrupções nos meus banhos, e por mais que fosse idiota, eu queria me deparar com aqueles cabelos negros mais vezes e não só no Salão Principal. Nada era mais patético que isso.


Só não pensem que minha vida se focou em Padma e seus longos cabelos ou as unhas que ela sempre pintava de preto. Pois não focou, só é a parte mais interessante da narração e não quero ter delongas, tenho mais o que fazer. E além do que, se minha vida tivesse se tornado ela por um simples encontro no banheiro... ora, seria clichê demais pra minha cabeça.


O Natal chegou, e com eles algumas obrigações extras vieram ao meu encalço. Além de monitorar os corredores por ordens do Filch, tínhamos que ajudar na decoração Natalina, coisa que eu vibrava por fazer. Mas foi quando fiquei a sós com Padma pela segunda vez.


- Bem que eu sabia que deveria vir logo – ouvi uma voz zangada atrás de mim e me virei.


Ao contrário do que qualquer clichê pediria para acontecer, minha dupla para a decoração do castelo não havia sido Padma, e sim uma pateta da Lufa-Lufa. A idiota saíra xingando havia meia hora quando a morena chegou.


- Não entendo – murmurei e continuei agitando minha varinha, ignorando a garota que se aproximava.


- Não entende Parkinson? Já vi as salas do primeiro andar, e agora essa escada – disse indicando o corrimão trançado por luzes verdes e papeis prateados. – Não sabia que agora a escola era toda Sonserina.


- Não viaja garota, verde é uma das cores do Natal – disse me apoiando no corrimão e cruzando os braços.


- Concordo – Padma disse suavemente –, assim como o vermelho. Vamos ver como fica?


Com alguns floreios metade das luzes verdes mudou de cor, deixando o corrimão trançado. Olhei aborrecida para a mistura feita e amarrei mais a cara. Um aluno do primeiro ano passou e sorriu para a decoração, mas ao encontrar meus olhos seu sorriso morreu e ele saiu aos tropeços.


- Não ficou melhor?


- Não acho.


- Bom, se te deixa feliz, uma das salas continua verde e prata – ela disse sorrindo, obviamente no que pensou ser uma honra pra mim. Patético. Odiava esse espírito natalino que parecia exalar das pessoas.


- Tudo bem Patil, é ótimo tá? Posso continuar agora? – perguntei começando a subir a escada que estávamos enfeitando, rumando para o quinto andar.


- Claro, eu vou com você – disse vindo atrás de mim.


- Hã? Porque? – disse parando no meio de um degrau e olhando para ela.


- Nós devemos fazer isso em dupla, e Hanna não quer ficar perto de você. Ela está no meu lugar ajudando Hermione.


- Pelo menos não fiquei com a sangue-ruim – murmurei retomando o caminho.


- O que?


- Nada.


Continuamos por alguns corredores, e era quase dez horas da noite quando terminamos. Acho que se pode dizer que a companhia dela era agradável, mas só porque ela falava muito e não exigia isso de mim. Embora não entendesse muito bem, visto que não éramos amigas e muito menos simpáticas uma com a outra. Mas... sei lá, foi legal.


Fui para as masmorras e busquei a roupa do dia seguinte, já me preparando para passar a noite naquele maravilhoso banheiro. Quando estava saindo Draco apareceu e me puxou para um canto, sussurrando apressado em meu ouvido.


- Pansy, a Daphne está louca! Por favor, de logo um jeito naquela garota, nem que pra isso você tenha que dar o que ela pede.


- Ah, é isso – murmurei enfadada.


- Nem me venha com esse tom – murmurou ele de volta, visivelmente desgostoso –, você sabe que garotas são loucas e esse assunto é sério. E o que você não sabe é que ela esta dando em cima de mim! Literalmente correndo atrás de mim Pansy!


Eu ri gostosamente e Draco me olhou com raiva, embora um sorriso de meia boca brotasse em seus lábios.


- Como assim?


- Ah, não sei bem. Mas ela fica me seguindo e me parando toda hora! Acho que você fez ela detestar garotas, embora pensei que você fosse boa... sabe.


- Não me enche – disse dando um tapa no seu braço. – Vou indo, e você que se resolva com ela tá?


Ele me olhou divertido e eu sai da Sala Comunal, indo com cuidado para o banheiro dos monitores. Entrei rapidamente e um cheiro forte me invadiu, o cheiro de limão que eu tanto gostava.


Padma estava sentada na banheira, deixando os seios morenos à mostra. Segurava em uma das mãos um pequeno copo verde, em que havia uma rodela de limão espetada. Quando me viu ela se abaixou, deixando o corpo todo abaixo das espumas.


- Hoje você que está aqui? – perguntei numa voz que não parecia minha. Admito que um pouco de mim queria, sinceramente, agradar.


- É, acho que você que vai ter que me aguentar essa noite.


- O que está bebendo?


- Ah, isso? É água.


- Ah – disse um pouco desconfiada enquanto começava a tirar a roupa. Vi os olhos de Padma em meu corpo e evitei olhar, entrando na banheira o mais rápido que pude.


Ficamos nos encarando por alguns segundos, e por mais que não fosse comum, eu estava nervosa. Voltei minha atenção para o copo que ela levava a boca e reparei em suas unhas, que agora tinham alguns detalhes azuis por cima do preto.


- É mesmo água?


- Nossa, sonserinos são desconfiados viu! – disse erguendo-se um pouco e estendendo-me o copo. Os seios ficaram novamente a mostra e minha boca secou. Maldito ponto fraco.


Beberiquei um pouco e ela se sentou de novo. A água desceu gostosa, mas algo no me disse que não era somente água. Não tinha gosto algum, então ignorei. Lembrei de algo que Daphne comentara no final do ano e imediatamente foi parar na minha boca.


- É verdade que você ficou com a Chang no ano passado?


Seus olhos pareceram me avaliar por intermináveis segundos, mas ela sorriu.


- Sim, é verdade. Asiáticas me tiram do eixo.


- Compreensível.


Caímos no silêncio de novo. Não era incomodo, pois parecia que estávamos tentando arrancar algo uma da outra. Não havia palavras, somente olhares desafiadores.


Comecei a passar o sabonete pelo meu corpo, mas sem deixar que nada aparecesse. Soltei o cabelo deixando-o cair pelos meus ombros e comecei a lavá-los suavemente. Mantive o contato visual com Padma sempre que possível, provocando-a do jeito que podia. O que eu pensava ser impossível estava acontecendo, aquela garota estava enlouquecendo meus sentidos com aquele olhar negro.


- Acho que meu banho acabou – ela disse de repente, e o que ela fez tirou meu ar por alguns segundos.


Padma se ergueu para sair da banheira, e por no mínimo dois segundos suas pernas ficaram abertas em minha direção. Senti uma pulsação crescente e segurei a respiração. Ela se ergueu e começou a se enxugar com uma toalha amarela, displicentemente. Em seu rosto havia uma expressão que não consegui identificar, mas vi que suas bochechas estavam rubras.


Fiquei devaneando um pouco enquanto ela colocava as roupas, sem desviar os olhos de seu corpo, o que não passou despercebido por ela.


- Boa noite Paekinson – Padma disse e caminhou para a saída.


- Boa noite – respondi e fechei os olhos.


Quando não ouvi mais nenhum ruído passei minha mão pela minha coxa, até chegar na minha intimidade, somente para constatar o óbvio. Soltei um gemido involuntário me afundei completamente na água.


Voltei à superfície somente depois de exatas duas semanas. Não literalmente, é claro, mas de um modo geral. As férias chegaram, e com elas trouxeram uma carga pesada de deveres por causa dos malditos Nom's. Mas o pior de tudo foi que trouxe minha família.


Os Parkisons, em sua maioria, eram entediantes. Os meus primos eram incrivelmente chatos e minha avó caquética ao extremo. Mas afinal, porque estou escrevendo sobre isso mesmo? Essa parte da minha vida não é interessante, realmente. Falei que em duas semanas eu voltei da superfície, e é nisso que irei focar.


Voltei para a escola mais cedo do que o normal, e por isso fiquei praticamente sozinha na Sala Comunal da Sonserina e tinha o dormitório só pra mim. Foram dias tranquilos e consegui colocar meus deveres em dia, mas uma semana antes das aulas recomeçarem duas gêmeas voltaram para a escola.


As mesas do Salão Principal estavam realmente vazias no almoço, pois todas as famílias pareciam estar querendo se manter unidas. Quando vi as duas almoçando animadas na mesa da Grifinória estranhei, mas elas como eu, deviam ter algum problema em casa.


Mantive meu olhar distante, embora sentisse que seu olhar a me queimar a face. Não queria me envolver com ninguém, e essa atração só estava me distanciando disso. Mas uma coisa que percebi ao comer um delicioso purê de batatas foi: se tudo já ta fudido mesmo, qual o problema de aproveitar um pouco?


E um fato que eu sabia claramente, é que minha vida estava fudida.


Então, no dia seguinte depois do jantar, com o clima frio de janeiro, eu esperava Padma no saguão de entrada. Assim que ela passou por mim eu segurei seu braço e ela se virou enquanto a irmã me mirava curiosa.


- O Filch pediu nossa ajuda, e somos as únicas monitoras na escola.


- Ah – ela murmurou e a compreensão se espalhou pelo rosto de ambas, embora eu achasse que entenderam coisas diferentes.


Sai com Padma ao meu encalço, e andamos calmamente pelos corredores das masmorras. Parei em frente à parede onde eu sabia se esconder a porta e disse rapidamente.


- Slytherin.


- Nossa, que original – Padma murmurou ao passarmos pela porta.


- Foi Umbridge que escolheu – disse à guisa de explicações. – Ela não escolheu a senha atual de vocês?


- Não utilizamos senhas. Mas o que Filch quer comigo aqui? – perguntou olhando para a sala comunal deserta.


- Na verdade, o problema está no dormitório das garotas do quinto ano.


- É?


- Sim, porque eu mentiria?


O olhar que ela me lançou poderia transmitir muitas coisas, mas a principal era cinismo.


- Vamos?


Descemos para os dormitórios e Padma sentou displicente na minha cama, observando curiosa a janela. Ela refletia o clima do lado de fora, onde nuvens começavam a se forma cautelosas.


- É igual a do ministério?


- Aham – murmurei sentando ao seu lado.


Ela sorriu e deitou de costas, seus cabelos se espalhando delicadamente pela cama. Deitei ao seu lado, mas me apoiando nos cotovelos para ficar olhando-a melhor.


- O que esta acontecendo aqui, morena?


- Hum... é meio óbvio, não?


Padma brincava com uma mecha do meu cabelo, o loiro contrastando com sua pele. Aproximei-me de seu rosto aos poucos, deixando que eu me entregasse ao gosto da sua boca. Eu a explorava demoradamente enquanto sentia suas mãos me puxando para si. Elas passavam por meus cabelos, desciam pelas minhas costas e entravam por baixo das blusas. Eu segurava em sua cintura com força, deixando-a por baixo de mim, ofegando junto com ela.


Escutei alguns passos no corredor e nos separamos bruscamente, ofegantes. Eu sentia meu coração bombear nervoso e minhas costas suando descontroladamente. A porta se abriu e Emilia Bulstrrode entrou, trazendo consigo um enorme malão.


Não me demorei mais que dez segundos para sai dali, e Padma me acompanhou com o rosto ainda afogueado. Subimos em silêncio e parei com um muxoxo no saguão de entrada resmungando para o céu lá fora.


Agora tudo estava negro, além do normal para um início de noite. Os pingos caiam na grama estavam grossos, e as árvores balançavam ameaçadoras.


- Droga – murmurei baixinho.


- Medo de chuva? – Padma perguntou rindo e correu para fora.


Sorri antes de sair, sentindo a chuva engrossar mais a cada passo que eu dava em direção a ela. Como duas crianças corremos em direção à floresta, onde a cobertura das árvores nos guardou da chuva, embora o vento gelado persistisse.


Fechei os olhos, ofegante, mas Padma não me deu muito tempo para me recuperar. Sua boca buscava a minha com urgência enquanto abria o zíper da minha calça.


Não sei explicar bem como a primeira vez com ela foi, mas me lembro muito bem de suas mãos hábeis e das árvores que tudo presenciaram. Lembro-me até hoje daquele cheiro forte de terra molhada e limão, certamente limão. O barulho da chuva enchia nossos ouvidos e a água se misturava ao nosso suor. Se sexo não era a maior mágica que aprendemos na vida, com certeza era a mais gostosa.


Saímos da floresta proibida totalmente sujas e molhadas, e a tempestade da qual fomos protegidas temporariamente se fazia imponente pelo céu. Enquanto corríamos eu tropecei, levando-a comigo para o chão. Eu realmente tinha pensado que não poderíamos ficar mais sujas, mas quando vi seu rosto enlameado vi que estava enganada.


Sentamos e começamos e piscar os olhos freneticamente. Eu havia feito um arranhão fundo no braço, onde brotavam gotas de sangue. Padma esta com um pequeno arranhão na mão, visível agora que a chuva estava lavando-a. Ela pegou uma gota do meu sangue e pingo no corte dela.


- Você não tem nenhuma doença né? – ela perguntou rindo.


Puxei-a com o braço bom e levantamos, agradecendo pela chuva que caia sobre nós. Era uma dança louca, e um alivio que a muito eu buscava se preencheu por todo meu corpo. Fazia tempo que eu precisava disso, de alegria.


E mesmo sendo atitudes idiotas e infantis, eu gostei.


Mesmo McGonagall não achando uma cena tão bonita assim e nos aplicando uma semana de detenção por estarmos andando sujas pelos corredores, eu dormi feliz aquela noite. E nem mesmo os roncos insistentes de Emilia me deixaram de mau humor.


Nos encontramos quase todas as noites até o período letivo começar, e depois nas detenções. A primeira detenção se passou na sala de McGonogall, mas as seguintes foram com Umbridge, embora eu não entendesse o motivo. Cuidamos das mãos uma da outra, e quando fui dizer à Snape o que havia acontecido ele disse que não podia fazer nada. Porém, o brilho no seu olhar dizia perfeitamente que queria amaldiçoar a gárgula tanto quanto eu.


Uma coisa que tanto eu quanto Padma descobrimos em comum foi o gosto por música. Ela adorava clássicos, e sempre que conseguíamos dormir juntas eu pedia para que ela cantasse pra mim, e assim eu sonhava. E também havia os felinos, pois ela tinha um gato, totalmente preto, que era muito fofo.


No final de Fevereiro Padma decidirá me mostrar uma coisa nova, ao menos isso que ela me informara.


Ela vendou meus olhos e me pediu para que confiasse nela, e assim a segui por alguns corredores. Paramos e senti que ela andava na minha frente, mas logo depois ela me guiava novamente e entravamos em algum lugar.


- Fica parada tá? – ela pediu e eu assenti.


Escutei vários barulhos e até mesmo o de vidro quebrando, no que ela pediu várias desculpas. Depois de alguns minutos ela veio até mim e tirou a venda, ainda pedindo para que eu não abrisse os olhos. Entregou um copo na minha mão e depois de alguns instantes e pude olhar a cena à minha volta.


Estávamos em um quarto, onde uma cama de espaldar reto ocupava a maior parte. E nela estava sentada Padma, com as pernas cruzadas e um olhar penetrante. Ela uma camiseta branca e um shorts jeans escuro curtíssimo, e nos pés um salto todo trançado que subia até o joelho. Era uma visão de se enlouquecer qualquer um.


Ela tirou a camiseta ficando de sutiã, o mesmo lilás daquela noite. Foi então que percebi que estava presa, e que a tortura havia apenas começado. Ela tirou o shorts ficando agora com uma calcinha branca, e eu senti a minha ficar completamente úmida.


Foi nessa noite que começamos a namorar de verdade, já que até aquele momento não havíamos formalizado isso. Eu não achava muito importante, mas sentir a alegria que ela sentiu foi suficiente.


Infelizmente, como qualquer história e principalmente as que contam a história de duas garotas, a nossa tinha um destino certo. Nós nos dávamos muito bem, até mesmo nos estudos. Ninguém sabia que namorávamos, somente a irmã dela. Não queria mais dor de cabeça, já havia tido o suficiente com a família Greengrass.


Um único momento                                    ino, e isso que eu queira ex


julguem por iss
 


- Está rasgado, não tem final! - o funcionário do ministério da magia exclamava exasperado enquanto sacudia o pergaminho.


- O que não tem final homem?! - Laísse, sua companheira de trabalho, perguntou confusa.


- A história, essa história! - o outro, Pauliflio murmurou desgostoso.


Laísse correo os olhos pelos pergaminhos que ele lhe apresentava, mas não disse nada. Tirou um outro pergaminho do bolso e entregou à ele.


 


Vai ter uma garota solitária a menos


É Mundo, uma garota solitária a menos


Oh, eu vi tantos rostos bonitos


Antes de ver você


Agora tudo o que eu vejo é você


Meu coração se congela


E eu o ignoro, é garota, eu o ignoro


Maldito sejam seus olhares


Malignos, isso que eles são!


Maligna, é o que você é


P. P.


 


- Não da pra saber de quem é a carta - ele disse devolvendo-o à mulher - elas tem as mesmas iniciais.


- Enfim, ainda temos trabalho à fazer, e essa casa pode desmoronar a qualquer momento. Vamos! Depressa!


Eles continuaram a procurar vestígios na casa onde a pouco tempo Pansy Parkison morava. Na sala, onde a explosão não afetara muito, haviam muitos retratos, mas um especifico chamou a atenção da auror. Nele duas mulheres jogavam xadrez animadamente, uma loira de olhos muito azuis e uma morena de olhos negros. Quando a loira ia dar um cheque mate um gato preto aparecia e derrubava todas as peças do tabuleiro. A morena sorria satisfeita enquanto a loira fechava a cara.


Laísse pegou a foto já amarelada e guardou no bolso das vestes, por motivos que ela desconhecia, mas seguia cegamente. Talvez por ter entender mais da história do que aquele pobre funcionário, ou talvez por não ter tido chance de viver sua própria vida. Mas uma coisa era certa, aquela foto contava o final daquele enredo.


N/A: Gente, não me matem por esse final tá? Era assim que tinha que ser, subentendido! haushauhsuahsuahs
Mas se serve de alguma coisa, se vocês pedirem, posto um bônus com o final tá?
Mas minha fic para o Challenge é essa, e caso alguém não tenha entendido, foi um final feliz.
Beeeijos à todas, e até mais *-* 

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Comentários: 1

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Enviado por Willow Rosemberg em 13/12/2011

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Nota: 5

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