N/a: Eu sinto tanto pela demora! Quero agradecer muito por todos os comentários e por ainda estarem aqui comigo!
Esse capítulo é curtinho, desculpem! Ele não foi betado de modo nenhum. Na verdade, eu o terminei agora (finalmente, vocês não tem idéia do quão difícil foi para conseguir escrever).
Espero que se divirtam... e comentem.
Tentarei att mais rápido.
Capítulo 31
Hermione desceu ao horário do almoço, Harry ainda não havia chegado. E ela não estava satisfeita consigo mesma observando a janela e esperando qualquer movimento que viesse de fora.
Seus olhos passaram pela sala, onde três casais conversavam animadamente, nenhum deles era Draco e Gina. Frustrada, ela forçou seus pés a continuar o caminho ao encontro àquilo que provavelmente seria um tipo de tortura autoinfringida sem qualquer razão.
-Está melhor da dor de cabeça, amor?
Hermione ofereceu um sorriso animado à Vitória, esperando que não parecesse tão forçado quando imaginava. – Sinto-me muito melhor.
-Sente-se conosco, Herms. Logo o almoço será servido.
-Era minha intenção.
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Ele rolou sobre ela, dela, caindo de costas na cama ao seu lado. Eles fitavam fixamente o teto.
-Oh meu Merlin – ela murmurou enquanto tentava lembrar como respirar. Ele apenas assentiu ao seu lado, ele não conseguia falar ainda, ou pensar.
– Isso foi um grande erro – ele finalmente disse, olhando de lado para ela.
Gina concordou, ainda com os olhos para o teto, mas não conseguia parar de sorrir. – Oh sim, enorme.
-Deveríamos fingir que nunca aconteceu.
-Absolutamente - ela concordou voltando a cabeça para olhá-lo. – Quero dizer, foi totalmente sem sentido o que fizemos...
-Duas vezes.
-Oh yeah – Gina retrucou suavemente, então meneou a cabeça ligeiramente. – Além disso, eu ainda odeio você.
-Eu sei, Weasley – Draco aproximou o rosto do dela e lhe dispensou um pequeno beijo na boca. – Eu sou nojento e arrogante...
-Irritante, boçal, e oh eu não gosta d-da forma como você, Draco! – "O que foi?", ela riu. – Eu não gosto da forma que fala comigo.
-Humrum.
Ela deixou que ele invadisse sua boca com a língua. Deus, ela nunca se fartaria dessa sensação. Sua mão instintivamente entre seus cabelos, acariciando tão lentamente como ele a beijava.
Devia haver algo errado com ela, Gina tinha certeza.
Ela riu alegremente no beijo quando Draco a puxou para cima dele, suas pernas de cada lado do corpo dele. Gina não conseguiu evitar dispensar um pequeno beijo em queixo, antes de enterrar o rosto entre o vão entre a cabeça e ombro do "marido".
-Oh Merlim, você cheira tão bem – ela murmurou antes de mordê-lo levemente. Exasperada, Gina se afastou o suficiente para se por sentada sobre o estomago de Draco, enquanto ele não fez nenhum movimento para se sentar também. – Ok – disse colocando os cabelos para traz. – Já chega.
Draco não deixou que se movesse, não deixou que se afastasse, sua mão firmemente em sua cintura. – Já chega – repetiu em conformidade, ainda que suas mãos, muito pouco obedientes, a acariciassem e deslizassem para seu estomago antes de ascender e cada qual encontrar os seis dela.
Gina arqueou sob o toque. – Você disse que deveríamos parar – ela resmungou queixosa.
-Não, não disse – retrucou tão calmo quanto pode quando Gina decidiu que a palavra do momento era "revanche" e, tão lentamente, moveu seu quadril para baixo. – Efetivamente, disse que era um enorme erro o que fizemos.
-Duas vezes – ela murmurou ao seu ouvido, perversamente, repetindo o que antes ele dissera com arrogância. Draco resmungou incoerentemente enquanto ela movia seu quadril sobre ele, torturando-o.
-Ginny
-Hum? – indagou inocentemente fitando-lhe os olhos, não havia praticamente mais espaço entre eles.
-Você é o diabo – ela sorriu quando Draco puxou sua boca ao encontro da dele.
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Hugo estava lhe oferecendo um sorriso muito libertino enquanto perguntava se Harry tinha muitos "encontros" com "colegas de trabalho" nos fins de semana e feriados. Maldito. Pensou enojada, enquanto ele insinuava que Harry a estava traindo.
-Não em verdade – retrucou fingindo ignorar a maldade em seu comentário. – Harry e eu não gostamos de trabalhar aos fins de semana, se pudermos evitar.
-Oh, você também tem encontros nos fins de semana?
-Algumas vezes – contrapôs, sem conseguir evitar a secura no tom de voz.
-Deus! Vocês são um casal muito interessante.
-Definitivamente, eu devo supor, não da forma como você pensa – Era Harry, assustando praticamente a todos.
-Deus, Harry, você tem passos de um felino! Quase me matou do coração - Keyla disse nervosamente.
O moreno riu com ironia, lançando um olhar especulativo à Hugo, que parecia lhe fulminar com os olhos. Nesse meio tempo, Hermione já estava ao seu lado.
Ela sorriu ligeiramente, aliviada, sob o beijo firme – ainda que muito inocente. – que Harry lhe dispensara na boca.
-Você está bem – afirmou segurando com as duas mãos a mão livre dele.
-Oh, Mione... Eu disse para não se preocupar.
A morena riu com ironia, afastando-se um pouquinho. – Claro – Harry também riu, beijando-a outra vez. Ele só não conseguia evitar.
-Tenho algo para você...
-Sentimento de culpa, Harry? - Hugo indagou zombeteiro. Para sua surpresa, Harry assentiu, voltando-se para Hermione com um sorriso patenteado "Harry Potter".
– Estava incerto sobre chegar antes do almoço, e estava preparado para comprá-la se seu humor estivesse "desfavorável" – comentou numa piscadela, mostrando uma caixa de presente média. Hermione mordeu o lábio inferior disposta a se queixar, Harry sabia disso e tocou com o indicador os lábios dela. – Shii. Só não pude resistir. Quando o vi, sabia que tinha seu nome nele.
Ele lhe ofereceu o presente quando ela assentiu a contragosto, mas tornou a afastá-lo antes de dizer: - Mas você tem de me promete algo antes.
-O quê?
-Irá vesti-lo para mim, essa noite - a morena franziu o cenho, tentando por as mãos em seu presente, agora que o amigo insistia que não reclamasse, sentia-se no direito de tê-lo. Agora. Harry a impediu com um olhar. – Carinho?
Ela sorriu um pouco confusa. – Eu prometo - Hermione estremeceu sob o olhar que Harry lhe lançou ao entregar a caixa de presente.
-E nós Harry? Não trouxe nada para nós? – Vitória indagou fazendo beicinho, desgostosa porque o casal estava se dirigindo muito rapidamente ao seu mundinho particular.
Harry sorriu alegremente, mas não desviou o olhar de Hermione abrindo seu presente quando retrucou: – Sinto muito, Vitória. Não seria apropriado.
Hermione expirou com força ao observar o conteúdo da caixa, sua boca formando um pequeno "O" perfeito. Ela corou furiosamente enquanto finalmente lançava um olhar para Harry, que não perdia o sorriso.
Ciente do ar de curiosidade geral, a morena segurou contra si a caixa de presentes para que nenhuma das pessoas a sua volta pudesse sequer ter uma idéia no que continha na caixa.
-Não seria nada apropriado – Hermione contrapôs franzindo o cenho.
-Hermione? Você sabe que terá de mostrar para nós, não é? – Vitória indagou erguendo a sobrancelha, aproximando-se.
-É, anjo, você sabe que terá de mostrar para suas amigas, não é? – Harry indagou calmamente, ela podia ver o quanto ele estava se divertindo com aquela brincadeira. Hermione decidiu acompanhá-lo. Apenas Harry a faria se sentir revigorada e marota entre pessoas tão detestáveis.
- Eu acho que não – ela riu, mas já afastava a caixa de si.
-Vamos, Herms – Keyla pediu com um tom doce que a bruxa considerou muito desagradável.
Virando os olhos mentalmente, Hermione fingiu considerar e, num suspiro dramático, assentiu. – Tudo bem.
As mãos de Vitória voaram para dentro da caixa assim que conseguira a autorização, Hermione teve de morder a língua e firmar as mãos na caixa para não estapear as mãos da "amiga" e afastá-la enquanto segurava possessivamente seu presente.
-Oh meu Deus. É tão lindo!
"Devem ter custado uma pequena fortuna."
Era o conjunto mais delicado, suave, sexy de lingerie que se podia ter idéia. Era também, Vitória ponderou mordazmente, tão obscenamente pequeno quanto possível.
-Ao que parece querida, você não está indo ter uma boa noite de sono outra vez não é? – Vitória brincou, quando recuperou a voz e considerou ter perdido a maior parte da inveja, ainda fitando em cobiça as peças nas mãos.
Hermione só não pode evitar rir.
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(Continua)
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