Rony continuava dormindo, mesmo Hermione tendo sentado do seu lado. Dormia um sono tranqüilo e profundo. Ela não pode deixar de sorrir ao vê-lo ali. Parecia ao mesmo tempo protetor e frágil, ela não conseguia definir ao certo. Após um minuto (que pareciam muitos) observando-o ela percebeu que não devia está ali. Suas preocupações arrasariam Rony. Como ela esperava que ele entendesse que se sentia insegura de voltar a Hogwarts? Insegura não só por si, mas também por ele, Harry ou Gina. Pelos outros. Afinal, ela e Rony e Harry tinham salvado o mundo bruxo, tinha medo da reação dos outros, dos parentes dos que tinham estado do lado de Voldemort. E se eles quisessem vingança? E se eles estivessem em Hogwarts? Decidiu que era impossível, não podia preocupar Rony com isso. Iria aprender a conviver com a preocupação. “Ora, não seria tão difícil”, pensou amargurada, “era só ser cautelosa, olhar para onde vai e por cima do ombro”. Uma lágrima veio aos olhos. “Merda!”, pensou, “Ando chorando mais que aquela idiota da Cho Chang.” Levantou-se da cama. Olhou mais uma vez para Rony, continuava a dormir como um anjo. Virou-se para sair do quarto quando tropeçou em algo enorme: as botas de Rony, e caiu no chão de bruços, conseguindo a tempo apoiar-se com as mãos e não meter a cara no chão. Mas o susto fora tal que sim, ela dera um grito (que não seria ouvido na maior parte da casa) que acordou Rony assustado:
- Quem tá ai? – perguntou, ainda sonolento, esfregando os olhos. Pegou a varinha no criado mudo e ordenou: - Lumos. – Viu então, Hermione estatelada no chão. – MIONE! – Levantou-se num pulo para ajudá-la. – Que é que você tá fazendo aqui? Se machucou? Tá doendo alguma coisa? FALA COMIGO! – Ele parecia (e estava realmente) desesperado. Ajoelhado ao lado dela, ela virou-se e encarou-o nos olhos. Ele viu que o seu rosto estava molhado de lágrimas e isso só fez piorar as coisas. Ajudou-a sentar na cama e fez o mesmo. De repente notou que ela usava uma camisola rosa claro de alcinhas que batia no meio das coxas, de um tecido leve e fino que acentuava suas curvas, com um decote em V. Corou um pouco ao “se pegar” pensando nisso e voltou sua atenção para ela novamente. – Que aconteceu?
- Eu... eu... – Hermione tremia um pouco, nervosa. Do mesmo modo que Rony notou sua camisola, ela notou que ele usava apenas um short preto folgado. A visão do peitoral musculoso, mas não ao ponto de ser obsceno, do namorado não a ajudou a se acalmar. – Eu queria vir falar com você Rony. Mas ai eu vi que não era preciso, era besteira minha, já vou dormir, boa noite, - falou isso rapidamente e tentou se levantar mas Rony a segurou pelas mãos.
- Se você queria falar comigo, é importante para mim, - disse ele, levantando o queixo dela para que ela o encarasse (ela estava achando muito interessante os próprios joelhos).
Olhou bem naqueles olhos azuis. Rony era um dos poucos na família (somente ele e Carlinhos) que tinham os olhos azuis do Sr. Weasley. Eram olhos completamente diferentes dos de Dumbledore, por exemplo, que também eram azuis, claros e penetrantes. Os de Rony não, eram de um de um azul mais escuro, calmante. Olhar para eles era o mesmo que tomar uma poção para acalmar os nervos (ou pelos menos era para ela). Eles pareciam transmitir toda a paz que ela sempre necessitou e que nunca soube onde procurar. Por uns minutos eles apenas se encararam, enquanto ela bebia de sua fonte calmante. Por fim ela decidiu que deveria contar a ele. E então falou: falou de seu medo do mundo mágico, que enquanto a maioria os considerava heróis, uma minoria talvez os quisesse mortos, que essa minoria podia ter parentes em Hogwarts ou em qualquer outra parte do mundo para caçá-los como se eles fossem coelhos, que no princípio ao conversar com McGonagall voltar a escola pareceu a coisa certa, mas agora ela tinha medo do amanhecer, que os levaria para King’s Cross e para a escola, que apenas se sentia segura quando estava com Rony e que devia está perdendo a coragem e que portanto deveria ser retirada da Grifinória imediatamente, pois não era mais digna ser monitora-chefe da casa dos corajosos e destemidos de Hogwarts. Rony deixou que ela falasse sem interrompê-la. Percebeu que isso era importante para ela, parecia que ela estava tirando uma espécie de peso ao confidenciar isso a ele. Depois que ela parou de falar, ela respirou profundamente, como se não fizesse isso há tempos e olhou para ele novamente, ele sorria para ela.
- Bom, - começou Rony. – Não posso dizer que seus medos são todos sem sentido. Mas o mundo está apenas entrando nos eixos agora, meu amor. Ninguém vai nos fazer mal, para cada pessoa que estava do lado de Você-Sabe-Quem existem umas 15 que nos ajudaria e nos protegeria. Eu sei que o que eu to falando não é muito, e que também não posso fazer muito, mas no que for de minha responsabilidade pelo menos, ninguém vai fazer nada com você.
Hermione parou mais alguns minutos. Como ela pudera ser tão burra? Rony estava fazendo muito mais sentido do que seus malucos devaneios. Não dava para acreditar em sua falta de inteligência.
- Você tem razão Rony, claro – disse a ele sorrindo e enxugando as lágrimas. –Tenho sido burra ao pensar nisso. – Essa foi demais para Rony, que caiu na gargalhada. Ao ver a cara de intrigada da namorada, ele falou:
- Desculpe, Mione, não devia ter rido, mas você burra é quase tão absurdo quanto um Voldemort bonzinho. – Então ele percebeu o que havia dito, parou de rir, olhou assustado para Hermione, que agora sorria novamente, ele tapou a boca com as mãos, como se tivesse dito algo terrível, sujo, ou proibido.
- Você falou Voldemort! – exclamou ela. Reunindo toda a coragem que ainda tinha ele disse:
- Mione, eu não quero te colocar para fora daqui, mas acho melhor você voltar para o quarto da Gina, na verdade não sei como ninguém acordou com o berro que eu e você demos quando você caiu.
- Eu lancei um feitiço silenciador no quarto assim que entrei – respondeu ela, num tom de quem se diverte.
- Ah, então foi isso, - falou ele. – Bom, então...
- Rony, me deixa ficar aqui, eu posso dormir aqui – acenou a varinha de Rony que estava no criado mudo novamente, apagou a luz que ele tinha acendido em sua ponta e conjurou uma cama de armar. – Não quero dormir lá, eu sei que mesmo que o que você me disse, eu ainda vou ter pesadelos, tenho a impressão que só sua presença irá fazê-los parar. – Em parte isso não era verdade, sabia agora que não iria ter nenhum sonho ruim, mas agora Hermione lembrou-se de outra coisa que andava havia um tempo no fundo de sua mente, mais como devaneios, a vezes tornando-se mais forte quando estava na presença dele... ele só tinha que morder a isca.
Rony na verdade não queria que ela dormisse lá. Ela dormindo do seu lado, naquela camisola de seda rendada, curtinha, de alcinhas, tinha um decote também... ele teria que visitar o banheiro assim que ela adormecesse e isso não iria ser bom, não hoje. Fora o sentimento de culpa, era a SUA Hermione, aluna modelo, a mais casta de todas as garotas que ele conhecia e tudo o mais. Além do mais aquela cama de armar parecia extremamente desconfortável.
- Não acho que essa cama seja confortável, Mione. – Ele estava sendo sincero, em parte.
- Ok. – disse ela. Apontou para a cama de armar com a varinha e ela sumiu. Tomando a maior coragem do mundo apontou então para a cama em que eles estavam sentados, a cama de Rony, e murmurou: Engorgio.
A cama ficou instantaneamente do tamanho de uma cama de casal, o quarto de Rony era pequeno, agora então parecia não haver sobrado mais espaço para nada. Rony arregalou os olhos para sua cama como nunca tinha arregalado antes. Isso não podia ser verdade, não Hermione...
- Hermione Jane Granger – disse ele, não em tom ameaçador, mas num tom de quem quer deixar as coisas claras. – Primeiro, eu preciso saber se é você mesma que tá aqui ou Lilá Brown disfarçada: quando foi nosso primeiro beijo?
- Na batalha em Hogwarts, quando você disse que precisávamos salvar os elfos, eu te beijei, - respondeu ela com muito medo agora. Ele sabia! E não tinha gostado nadinha, já ia começar a chorar novamente quando viu que ele sorria com ternura para ela, o sorriso que ela sabia que ele guardava só para ela e isso a acalmou, pelo menos por enquanto.
- Ok, desculpe, mas eu tinha que conferir, - disse ele como quem se desculpa. - Eu sei o que você tá planejando Mione, eu só não sei se é certo que seja agora...
- Tudo bem, se você não quer, - disse ela com um sorriso triste. – Vou me deitar.
- Hermione, você sabe que não é isso! – retrucou ele.
- Então o que? – ela realmente não estava entendendo nadinha.
- Isso não tem volta, eu não quero você arrependida nem triste. Nós temos a vida toda pela frente, podemos... – mas quando Rony falou a palavra “arrependida”, ela entendeu: ele estava preocupado com ela, então não deixou ele terminar a frase, beijou-o. Não era um beijo comum. Já haviam se beijado várias vezes antes, agora que tinham um relacionamento sério. Mas eram beijos românticos, cheios de carinho e amor. Esse beijo tinha amor sim, mas tinha mais, tinha paixão, desejo, vontades, tesão... a língua de Hermione pedia passagem pelos lábios de Rony, passagem que ele concedeu, a “briga” de suas línguas nunca foi tão intensa... Hermione tinha se sentado no colo dele, com uma perna de cada lado, posição que permitia que ela sentisse o quão excitado ele estava, ao sentir o ‘amigo’ dele pressionando-a, ela interrompeu o beijo e olhou nos olhos dele. Que grande mudança, os olhos que exalavam calma, agora estavam repletos de desejo, desejo por ela... – Você não me respondeu, você tem certeza? – ela riu.
- Depois disso, o que você acha? – perguntou ela, alisando carinhosamente os cabelos ruivos dele, a nuca... ele fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, apreciando. Não imaginava que Hermione tinha um lado desses, mas estava gostando imensamente.
- Acho que sim, que você tem certeza – respondeu ele rindo e voltando a encará-la. Ela riu também. – Só avise se mudar de ideia. - Voltaram ao beijo, a partir de agora não iriam conseguir mais parar, sabiam disso, os dois. Não era algo que os preocupava, não queriam parar.
Aos poucos foram deitando-se na cama, Hermione ficando deitada em cima de Rony. Estava ficando enlouquecidos. Era exatamente o efeito contrário ao de um dementador: impossível ter um pensamento triste que quer que fosse no momento. Enquanto continuavam com a sessão de beijos apaixonados, Rony apertava a cintura de Hermione com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo, enquanto ela brincava com seus cabelos ruivos. Logo isso pareceu não ser suficiente: delicadamente, Rony foi invertendo a posição, colocando-a sob ele. Encararam-se por um minuto, antes de voltarem a se beijar. Rony começou lentamente, muito lentamente a descer seus beijos, nada escapou dos seus lábios e sua língua: bochecha... orelha... queixo... pescoço... nessa parte em especial, Rony parou um minuto para apreciar: o pescoço delicado, nem cumprido demais, nem curto demais de sua namorada. Começou com beijos leves, apenas roçando os lábios, notou que ela perdeu um compasso de sua respiração. Sorrindo com essa reação positiva, intensificou os movimentos, ora beijando, ora mordiscando, ora lambendo e sorvendo o gosto delicioso da pele dela... ela parecia está gostando imensamente. Voltou para beijar-lhe os lábios, enquanto suas mãos descreviam um caminho diferente... subiam lentamente a barriga de Hermione por cima da camisola, em direção aos...
- Rony! – Hermione não conseguiu prender um leve gemido seguido pelo nome do amado após essa colocar uma mão em cada um dos seus seios.
- Você quer parar? – perguntou, interpretando erroneamente a reação dela. Tirou imediatamente as mãos dos seios dela, colocando-as no colchão, ao lado dela. Em resposta, ela tirou a própria camisola (corando furiosamente, loucamente, como nunca havia feito antes) jogando-a perto da porta (um dos poucos espaços que ainda tinha sobrado no quarto, devido a cama), ficando apenas de calcinha (também rosa clara, de algodão, bem simples). Durante um minuto, eles permaneceram assim, Hermione corada e Rony a observando. Aos seus olhos ela parecia a mulher mais linda do mundo: corpo curvilíneo, seus seios eram médios, mais para grandes do que para pequenos, e ele tinha certeza que caberiam em suas mãos direitinho. Eram brancos com mamilos pequenos e delicados, e estavam nesse momento extremamente eriçados. Ela então pegou as mãos dele e colocou novamente sobre os seus seios, dessa vez livres do pano, em contado direto com as mãos de Rony. Puxou a cabeça dele e voltaram a se beijar, enquanto Rony apertava levemente os seios dela, provocando ondas de prazer nela. Ele passou então a fazer movimentos circulares com os dedos nos mamilos dela. Hermione interrompeu o beijo e deixou escapar mais um gemido, um pouco mais alto.
Incentivado pelas reações dela, Rony começou a descer seus beijos novamente, além das orelhas e do pescoço, beijou o colo, e chegou onde estava realmente interessado nesse momento. Beijou o seio direito dela enquanto acariciava o esquerdo. Beijou, sugou, lambeu... para depois passar ao outro e repetir o processo. Hermione mordia os lábios. Ela não imaginava que essas coisas fossem boas assim. Claro, sabia alguma coisa sobre o assunto, lera em algumas revistas trouxas que havia formas de receber e dá prazer sem necessariamente chegar ao sexo mesmo. Lembrou-se então de uma que leu, que falava em satisfazer o homem... corou ainda mais (se é que era possível nesse momento), mas se fosse por Rony, iria tentar... a revista falava até que ela poderia gostar um pouco, quem sabe... Hermione colocou suas mãos delicadas no rosto de Rony, com a intenção de fazê-lo subir e beijá-la. O beijo continuava ardente, mas ela estava um pouco ofegante. Rony uma vez mais traçou o caminho do pescoço de Hermione, mas ela falou no ouvido dele antes que ele pudesse chegar lá:
- Rony, me coloca em cima.
Ele olhou para ela. Dessa vez seus olhos mostravam uma tempestade ao invés da calmaria. Tempestade de desejo. “Ela tem mais alguma coisa em mente”, pensou ele desconfiado, mas ele não ia conseguir resistir a ela, ainda mais com o olhar penetrante que ela estava lhe dando: seus bonitos olhos castanhos estavam quase negros e nublados, nublados obviamente de paixão, de desejo, de vontade de sentir e de fazê-lo sentir. Sorriu para ela, não seu costumeiro sorrido de ternura. Era um sorriso malicioso, um sorriso que somado aos olhos de tempestade pareciam devorá-la por inteiro. Não podendo fazer nada além disso, ela devolveu o sorriso, o mesmo tipo de sorriso, nublando ainda mais seus olhos, dando a Rony a certeza de que ela estava gostando muito desse momento. Ele também. Com cuidado virou-a. Ela sentou-se em cima dele. Agora ele tinha uma bela visão dos seios dela: estavam meio molhados pela sua saliva e balançavam levemente no mesmo compasso da respiração dela, isso deixou ele ainda mais louco pelo que viria a seguir. Hermione abaixou-se e beijou ele, com mais vontade do que da última vez (seu fôlego já estava meio recuperado), segurando os lados do rosto dele. Ele mais uma vez agarrou a cintura dela. “É a minha vez”, pensou Mione. Do mesmo modo que ele havia feito com ela, ela desceu, beijando-lhe o pescoço. Pode observar ele tinha inúmeras sardinhas lá também, e gostou muito disso. Beijou-lhe o pescoço com gana, sugando forte (e deixando marcas que demorariam um tempo para sair), mordeu. Rony, ao contrário do que ela tinha feito, nem por um momento tentou morder os lábios para abafar possíveis sons, gemia gostosamente no ouvido dela. Hermione passou do pescoço para o ombro. Mordeu um pouco mais forte nessa parte, arrancando um gemido mais alto dele. Voltou a beijá-lo nos lábios enquanto suas mãozinhas delicadas acariciavam seu peitoral. Rony não tinha muitos pelos, mas os que tinha eram ruivos, é claro. Descendo novamente para o pescoço, não se demorou muito e foi beijando também o peitoral dele. Ele também tinha sardas no abdômen e no peitoral. Sardas que novamente, ela adorou. Por um minuto imaginou até onde ele poderia ter sardas. Ela estava abismada com sua coragem, estava mais vermelha do que os cabelos do amado, não sabia de onde poderia ter vindo tanta coragem, mas o fato é que agora que estavam ali, juntos, prontos para tornassem mais que namorados, tornassem amantes, ela se sentia corajosa: queria apenas vê-lo feliz, e ser feliz também. Beijando-lhe e lambendo-lhe até o umbigo, voltou a beijar-lhe os lábios, intensamente, nesse momento foi escorregando sua mão direita novamente pelo corpo dele, parando ao tocar no cós do short dele. Nesse momento Hermione congelou. Não podia. Não teria coragem. Parou de beijá-lo, levou as mãos ao rosto e se escondeu nele, saindo de cima de Rony e virando-se para a parede. Rony demorou um minuto para entender o que estava acontecendo. Ela fora corajosa demais fazendo tudo isso, mas agora tudo isso tinha ido além da capacidade dela. Ou pela menos era o que ela pensava.
- Mione? – disse Rony com a voz meio rouca. – Olha para mim, meu amor. – Ela meramente balançou negativamente a cabeça e continuou virada para a parede. – Está tudo bem, eu só quero falar com você. – Ela se virou.
Estava com os olhos a ponto de chorar, mas as lágrimas ainda não tinham decido. Hermione estava esperando ver desapontamento ou raiva no rosto do namorado. Mas o que ela viu a assustou um pouco. Ele sorria, seu sorriso carinhoso. Ele alisou o rosto dela e ela fechou os olhos um momento.
- Vem cá – disse ele.
Ela deitou do lado dele e colocou a cabeça na curva do seu pescoço. Ela tava perdida, não sabia o que dizer, pedira a ele para que ele a deixasse em cima para que pudesse surpreendê-lo e então fraquejou. Não tinha coragem nem força para levantar a cabeça e encará-lo.
- Desculpa – foi o que ela conseguiu dizer com a voz fraca, ainda com a cabeça no pescoço dele.
- Ué, e por quê? – perguntou ele. Seu tom de voz era levemente divertido.
- Eu... eu... eu... eu fui uma tonta Rony.
- Mione. – Ele novamente pegou o queixo dela e a fez olhá-lo nos olhos. – Eu disse que a gente tinha a vida toda, a gente pode simplesmente dormir e pronto. – Sorrio novamente. Não havia nada de ruim em sua expressão, ele não estava chateado com isso. E mais do que tudo, isso chateou Hermione. Então ela percebeu: ela não queria parar. Era exatamente isso que ela precisava, da certeza de que Rony a compreendia.
- Eu não vou dormir – seu tom de voz era de quem discutia isso tomando um drink, mas era firme, decidido, como Hermione era.
- Quer voltar para o quarto da Gina, não é? – disse ele.
- Não Rony. – Rony notou a seu olhos nublados novamente. – Eu não vou dormir agora nem aqui nem no quarto da Gina.
E beijou-o. Alguma coisa naquele beijo estava diferente. Por mais que houvesse desejo e paixão nos outros beijos, havia uma pontada de insegurança. Toda e qualquer insegurança que houve tinha desaparecido nesse beijo. Sem interromper o beijo nem por um segundo sequer, ela novamente desceu pelo corpo dele sua mão direita, dessa vez acompanhada da mão esqueça também. E não parou nem fraquejou quando suas mãos tocaram o short dele. Nesse momento ela interrompeu o beijo e olhou para ele. Ele mais do nunca transbordava desejo. Isso a deixou ainda mais confiante de o que ela estava fazendo era certo. Beijou-o, travando a mais agitada das ‘batalhas’ que suas línguas tinham tido até agora. Foi tirando o short dele (ele ajudou um pouco com as pernas), quando finalmente o removeu completamente, Hermione interrompeu o beijo novamente e olhou. Olhou para baixo. O que viu a pegou de surpresa. Não tinha esperado algo desse tamanho, mas supunha que devia ter suspeitado, levando em conta que Rony era grande em todo o resto, tinha de o ser ai também, não é? Parecia que o casal agora estava travando uma “competição” de quem é que estava mais vermelho. O vermelho fundia-se de tal modo aos cabelos já vermelhos de Rony que sua cabeça inteira parecia uma bola de fogo, e certamente emanava o calor de uma. Hermione levou sua mão direita até o pênis dele. Sua mão tremia um pouco, mas ela achou que devia ser devido ao seu nervosismo somado a sua completa inexperiência. E o medo. Medo de fazer algo de errado nesse momento. Enquanto Rony tinha agindo por instinto, Hermione não conseguia fazer esse tipo de coisa, tudo para ela era meticulosamente calculado. Ao agarrá-lo, percebeu que Rony havia fechado os olhos. Então uma idéia lhe ocorreu:
- Rony? – Ele abriu os olhos e encontrou o olhar dela. – Me diga o que eu tenho que fazer, caso eu não... – Rony não a deixou terminar. Beijou-a. Um beijo que ela pode sentir que ele tinha plena certeza de que ela não tinha com o que se preocupar no momento. Então ela começou...
Primeiramente começou devagar, movimentando sua mão pelo pênis. Embora achasse que estava fazendo um trabalho realmente medíocre, Rony fechara os olhos novamente e emitia gemidos baixinhos. Um pouco mais confiante de si mesma, aumentou a velocidade aos poucos, sendo acompanhada pelo aumento dos gemidos de Rony. A verdade era que ainda não sabia se devia ou não fazer o que vira na revista trouxa. E se Rony achasse que ela era uma pervertida ou qualquer coisa assim? Achava que não agüentaria a vergonha e nunca mais iria conseguir olhar na cara do namorado. Não queria arriscar o que eles tinham por nada nesse mundo. Por outro lado, Rony parecia está gostando disso que ela estava fazendo agora... “Sou da Grifinória...” pensou consigo mesma. Então aos poucos vou abaixando seu corpo, até ficar ajoelhada ao lado dele, sem parar os movimentos com sua mão (para que ele não notasse, era importante o elemento surpresa, pois ela achava que se ele suspeitasse, não seria capaz de fazê-lo nem em um milhão de anos). Rony por outro lado achava-se no paraíso. Era quase inacreditável que sua Hermione estivesse fazendo isso. Era maravilhoso. Não era nada comparado ao que ele mesmo fazia. Mesmo não dispondo de experiência, ela meio que sabia o que tava fazendo. Claro que o fato de ser Hermione também contava bastante para que ele ficasse enlouquecido. Sim, ele estava, literalmente, nas mãos dela. “Não dá pra ficar melhor do que isso”, pensou ele, enquanto gemia cada vez mais alto. Errado. Nesse momento ela, com sua coragem grifinoriana, decidiu que era a hora. Apoiou as duas mãos na base e passou sua língua pela cabeça do pênis de Rony. Rony, obviamente, não estava esperando por isso. Abriu os olhos imediatamente e exclamou:
- MIONE!
Ela se assustou e levantou a cabeça, suas mãos ainda firmemente seguras na base do pênis.
- Eu fiz, não foi? – perguntou ela com medo nos olhos. – Fiz algo de errado?
Então ele entendeu. O grito a assustou. Ela pensou que ele não tinha gostado. Bom, ele ia te que consertar isso não é?
- Não. – respondeu ele. – Eu só... não tava esperando. Me pegou de surpresa, uma boa surpresa.
- Eu continuou? – quis saber ela. Ele viu o que o medo tinha diminuindo, mas ainda estava lá. Ela precisava de um incentivo. Era óbvio que ela queria continuar. Ele sorriu novamente.
- Só se você quiser, Mi. Lembre, você não é forçada a fazer nada.
Ela sorriu de volta para ele. O medo se foi. Desviou o olhar do rosto dele e voltou-se para o que iria fazer. Passou novamente sua língua lentamente pela cabeça do pênis dele. Fez isso repetidas vezes, apenas sentindo o gosto. E o ritmo dele. Desceu então para toda a extensão do pênis dele. “Ele parece que tá gostando”, pensou ela satisfeita. Gostando? Rony não estava gostando. Rony estava AMANDO. Não conseguia pensar. O mundo tinha acabado e só existiam ele e Hermione. Incentivada pelos gemidos dele, ela abocanhou a cabeça e sugou um pouco. A reação de Rony foi imediata: jogou a cabeça para trás e deu algo entre um gemido alto e um grito baixo. Viu então que estava no caminho certo. No caminho certo para enlouquecer Rony. Isso produzia pensamentos felizes em sua cabeça. Investiu com sugadas mais fortes, sempre seguidas de reações eletrizantes de Rony. Experimentou também colocar mais em sua boca, mas ai veio o problema: a incompatibilidade de tamanhos. Sua boca não era grande o suficiente para tudo isso. “Mas tudo bem”, pensou ela. Conseguiu um pouco menos da metade. Alternou entre chupadas fortes e vigorosas (que vinham acompanhadas de gritos com o nome dela) com leves e lambidas (em que ele aproveitava para “descansar” e respirar um pouco melhor). Rony então achou que não agüentaria muito mais tempo. Só que não poderia fazer isso com a boca de Hermione em volta de seu pênis. Nesse momento seu corpo entrou em contradição com sua mente. Precisou de todo alto controle que possuía (e sabia que não possuía muito), para, delicadamente, colocar as mãos no rosto de Mione e puxá-la. Ela deitou-se ao lado dele, enquanto ele ainda tentava se recuperar. Quando essa noite de amor começou, não imaginou que seria tão intensa. Estava completamente sem fôlego. Mas agora, aos poucos, recuperando-se, sua mente foi ficando clara, e ele só tinha um pensamento na cabeça, uma obsessão: retribuir. Tinha que fazê-la gritar o nome dele, do mesmo modo que ele havia gritado o dela. Na verdade, esse já era o plano dele, antes mesmo disto acontecer, de ela pedir para comandar. Ele iria fazê-lo sem esperar retorno. Agora, no entanto, tornou-se uma obrigação.
- Você é perfeita, sabia? – disse olhando ela. Ela sorriu. – E eu te amo.
Uma vez recuperado seu fôlego. Beijou-a. Postou-se em cima dela, mas sem que seu peso fosse machucá-la. Tinha um gosto diferente, o gosto dele misturado ao dela. Agarrou com as mãos os seios dela novamente, fazendo os movimentos circulares. Mas não se demorou muito. Estava muito interessado agora em tirar a última peça de roupa que os separava. Mas ela fora honesta com ele não fora? Pediu que ele avisasse se ela fizesse algo que não devia ou errado... precisava ser honesto com ela também, mas outro tipo de honestidade. Portanto, interrompeu o beijo.
- Mi, você confia em mim? – perguntou.
- É claro que sim, Rony. – disse ela.
- Não esqueça, a hora que você quiser, nós paramos.
Voltaram a se beijar. Não se lembravam de ter se beijado tantas vezes seguidas num único momento. Mas esse era o momento especial. Rony colocou as mãos na cintura dela. Foi descendo pelas laterais do corpo de Hermione e parou nas laterais da calcinha dela, brincando com elas, em nenhum momento interrompendo o beijo. Ela agarrou as mãos dele e juntos eles desceram a calcinha. Arremessada junto com o resto das roupas. Por um instante ele não se atreveu a olhar, apenas continuaram se beijando. Sabia que ela devia está mais envergonhada do que nunca. Daria um tempo para ela poder lidar com isso. E estava certo. O beijo tornou-se um pouco tenso quando a calcinha foi tirada, mas aos poucos ela voltou a relaxar. Quando ele sentiu que podia continuar, se afastou para apreciá-la. Era uma visão muito boa, disse a si mesmo: Hermione, olhos fechados, boca aberta, ligeiramente ofegante, corada (agora menos do que antes, mas ainda um vermelho significativo), seus seios perfeitos, sua barriga delicada e ainda mais delicada, sua intimidade. Do mesmo modo que Rony fez, ela não iria forçar nada nem criar expectativas, confiava nele. Rony, com sua mão direita tocou-a, mais instintivamente do que premeditadamente, ela abriu um pouco as pernas. Rony aproveitou para procurar o que queria com sua mão e encontrou logo: o clitóris. Sabia que isso ela iria gostar bastante. Começou a massagear esse ponto e em sua volta dele delicadamente. Como resposta ela abriu ainda mais as pernas e começou a gemer baixinho. “Então ela tá gostando”, pensou ele, confirmando suas suspeitas. Colocou um pouco mais de firmeza em seu toque, acelerando um pouco o ritmo. Ela começou a gemer um pouco mais alto, e não demorou muito a falar o que ele queria ouvir:
- Rony! – mais um gemido do que outra coisa.
Rony estava maravilhado com os sons que ela fazia, eram muito mais intensos do que quando ele apenas estava brincando com os seios dela. Mas do mesmo modo que ela havia feito com ele, ele não iria chegar até ali para apenas tocá-la. Não, ele tinha que sentir mais, queria saber que gosto dos deuses poderia ter sua Hermione... mas iria devagar... beijou um de seus seios, ainda tocando-a em sua intimidade. Ela já estava arfando. Sugou-o delicadamente por um momento, passando para o outro. Parou então no vale entre os seios. Descreveu um caminho de beijos molhados deste ponto até lá embaixo, até ficar muito próximo a intimidade dela. Hermione percebeu o que ele queria fazer. Não iria impedi-lo, na verdade, intimamente, desejava isso desde o minuto em que ele tocou-a. Decidiu então incentivá-lo. Abriu um pouco mais as pernas e ele entendeu que ela queria isso, que ela precisava disso. Então ele pode vê e pode sentir. Merlin, como ela era quente ali! Deu primeiramente um singelo beijo em sua intimidade. Começou então a beijar, lamber, primeiro delicadamente para que ela pudesse lidar com o ritmo, depois intensamente, enlouquecidamente. Cada investida era acompanhada por gemidos, cada vez mais altos dela, por vezes acompanhados de seu nome. Por duas ou três vezes ele aumentou a intensidade e a velocidade dos movimentos. Quando pode notar quando ela estava prestes a atingir o orgasmo. Então ele se lembrou: “Merlin, vai ser o primeiro dela”. E então fico ainda mais feliz. Ele ia proporcionar isso a ela. Então aconteceu, ela deu um gemido particularmente alto. Era decididamente mais um grito do que um gemido. Então ele parou. Deitou-se do lado dela. Esperou ela se recuperar, do mesmo modo que ela havia feito com ele. Mas então a preocupação veio a cabeça de Rony. Ele sabia o que viria a seguir. Hermione era virgem. Ela ia se machucar. Isso o assustava. Ainda mais porque ele seria parte ativa nesse machucado. Portanto ele resolveu falar assim que ela olhou para ele:
- Mi, você não acha que a gente devia parar e ir dormir e... – ela colocou um dedo na boca dele e lhe lançou um olhar penetrante:
- Eu sabia que você tentaria arranjar uma desculpa para não seguir adiante. – respondeu. – Mas eu não sou de cristal, meu amor, eu não vou quebrar!
- Mas com certeza, você vai se machucar e...
-... e você vai está aqui comigo não? – sorriu. – Não deixe uma preocupação dessas arruinar esse nosso momento Rony. Por favor.
Ele ainda parecia confuso. Então ela o beijou. Ela estava disposta a levar isso adiante. Então ele não esperou mais, se posicionou acima dela, sem parar de beijá-la, e lentamente, tomando muito cuidado (se odiando e querendo se espancar porque sabia que iria machucá-la, e pior, iria sentir prazer enquanto via a mulher que amava sentindo dor) penetrou-a. A reação foi imediata. Hermione parou o beijo e Rony viu duas lágrimas escorrerem de seus olhos. Quis parar imediatamente, mas ela o deteve:
- Vai passar, meu amor.
Odiando-se mais do que nunca, ele continuou a se movimentar lentamente. Ela queria um modo de pelo menos não gritar de dor e não denunciar a ele que estava ainda pior do que ele imaginava, mordeu-lhe então o ombro, não como fizera da outra vez, mas muito forte, chegando a machucá-lo. Mas ele gostou, partilharia dessa dor com ela. Aos poucos a dor foi sumindo... sumindo... sumindo... e Hermione estava sentindo outra coisa... quando notou que estava sucumbindo ao prazer. Começou a gemer baixinho novamente e disse no ouvido dele:
- Não dói mais, meu amor. Está gostoso. – disse, dando um longo gemido depois disso. E ele acreditou. Pode então aproveitar o momento sem preocupações. Seus movimentos eram firmes e ritmados. Hermione fechou os olhos e Rony a beijou. O tempo foi passando sem eles se darem conta... era perfeito... bom demais para que fosse real... e era real... Mais algumas estocadas e aconteceu: eles chegaram lá. Sentindo-se cansados, os dois, então se deitaram um ao lado do outro, se olharam e sorriram um para o outro.
- Eu te amo – disseram os dois ao mesmo tempo, para logo cair na gargalhada. Hermione aninhou-se nos braços de Rony e antes que pudessem notar, estavam dormindo. Felizes como há muito não se sentiam.
Avisos:
Muito obrigada pelas visistas, tem muitas mais do que eu podia imaginar, e pelos comentários, continuarei escrevendo!