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1. Capítulo 1


Fic: Starbucks on the Journal - SM JL ER


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                                             Capítulo um: Caffè Latte
                                    ou leite vaporizado e espresso, delicadamente coberto por espuma de problemas.
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                                                                      Narrado por: Marlene McKinnon
                                                               Recinto: pátio aonde todo mundo se amontoa
                                                                    Ouvindo: gente chata na minha orelha.

Pára tudo! Nossa, eu realmente devo ser uma ótima narradora, eu começo a minha parte falando pára tudo. Eu realmente não sei porque eu tenho que narra isso entende? Mas a autora disse que se eu fizesse isso ela poria numa mesa de Starbucks e eu comeria tudo que eu quisesse. Uma vez minha mãe disse que eu precisava aprender a escrever pra depois ser narradora. Acontece que eu acho que até hoje eu não sei escrever (?). Ah gente, eu queria tanto pode sair escrevendo por aí.

 Eu realmente tenho uma vocação. Vocação pra vagabunda (?). Não daquelas que rodam bolsinha, mas daquelas que passam o dia na frente do computador comendo Nutella e se afogando em copos litros de Coca-Cola. Se você é assim, junte-se a mim. SUA VAGABUNDA! Mas vejamos pelo ângulo direcional paralelo (?), se um dia eu ficar desempregada eu posso começar a escrever para aqueles panfletos de casa de massagem, mas que na verdade você recebe outro tipo de massagem. Uma vez eu tava toda doída porque... porque eu não sei (?) e eu recebi um desses panfletos. Nossa, chamei todo mundo e aí foi a cambada de formigas assassinas pro clube das mulheres (?) e quando a gente chegou na casa ela era toda vermelha, a dita cuja casa da luz vermelha . Até a campainha tinha um toque meio erótico que me fez pular o muro e ir pro matagal. No fim vieram umas três mulheres do tipo, eu não sei se você é o que diz o que é perguntando pra mim pra Lily e pra Emy se nós viemos pra sermos pagas ou pra pagar. Não gostei do atendimento preferencial (?).

 OLHA O MENINO QUEIXUDO QUE EU ESQUECI O NOME!

Bom, mas voltando ao cachorro-quente (?), eu a Lily e a Emy somos amigas desde que éramos óvulos e espermatozóides e nossos pais ainda não tinham tido relações. Ai a gente cresceu junta, se afogou no mar juntas pela primeira vez, porque tudo que uma fazia a outra fazia igual, arrancamos a cabeça de Barbie juntas, vomitamos juntas, cagamos juntas, enfim a gente é como um bolo feito de manteiga, farinha e ovo, respectivamente. Uau, nós somos gostosas (?) ainda mais cobertas com chocolate (?).

Meu pai é rico e minha mãe é emergente (?). Não ela não imerge de lugar algum, porque ela não é merda pra ficar boiando por aí, mas sabe o tipo de pessoa que acha que um perfume de Lacroix é como desinfetante de ambiente pós-eliminação de coliformes fecais? Então, essa é minha mãe. Ela é brega e nasceu pobre, e eu nasci rica e morrerei pobre (?). Eu não sei se eu sou brega. Talvez eu seja, mas ninguém tenha coragem de me falar com medo das minhas aulas de natação fazerem surgir barbatanas feito a Dori e eu saia barbateneando todo mundo (?). É uma sinopse. Eu tenho um pouco de Dori, eu sempre esqueço de tudo, isso inclui dias de prova.

Meu pai é rico, minha mãe se apoderou do dinheiro dele dizendo que necessitava comprar a nova bolsa da Prada coleção outono inverno senão ela sairia no jornal ao lado de um dinossauro Rex com pneumonia. Eu e as minhas amigas saimos nos jornais como procuradas. Procuradas por xingar o diretor, procuradas por armar barraco na balada ou por mais alguma fútil. Pra falar a verdade, eu nunca passei necessidade, com a graça de Deus Pai misericoridioso, mas realmente eu não ligo pra dinheiro. Ou talvez ligue. Tá bom, eu ligo. Mas eu não sinto nenhum necessidade patológica de sair comprando tudo por aí.

Se não fossem as menina seu realmente não poderia ter amigos. Nenhuma dessas garotas que estão sentadas na minha frente, esperando que eu fale alguma coisa pra concordar com essas cabeças de abano, estão preocupadas com o que eu sou ou eu deixo de ser, contando que eu dê um bom presente pra elas no final do ano, ou um crédito na Victória Secret’s de £5.000. Não, eu não compro elas, são elas que pedem para serem compradas.

Eu realmente nem ao menos sei o nome da empresa do meu pai, por mais que ele diga que um dia eu vou cuidar de tudo que ele tem. Se eu realmente herdar tudo dele, eu contrato um cara bem gostoso e que seja bem nerd pra cuidar de todas as contas. Enfim, quem vai querer saber de Froid se tem o Tom Welling nas mãos? O Bush queridos irmãos.

- A gente podia sair hoje à noite. – disse o Brad enquanto passava os músculos dele por cima dos meus ombros. Deus, se ele não fosse assim, tão galinha, tão besta, tão sem conteúdo, tão burro, tão ignorante e e tão mais alguma adjetivo que insulte uma pessoa, eu sairia com ele. Por favor Deus, reinvente o Brad. Porque Deus inventa as coisas? Se eu inventasse as coisas eu faria tudo amarelo, isso inclui as bananas verdes, eu não tenho paciência de ficar esperando elas mudarem de cor.

 - E você podia me deixar comer sem ter que vomitar (?). Dá um tempo Brad. – disse eu enquanto pegava minha badeja lotada de plantas verdes que eu não sei como se chamam, só sei que é de comer, e se é de comer, é comestível (?). Eu ajudo a natureza, não como plantas. Eu como galhos (?). Eu vou processar o mundo por abuso sexual, inclusive você. Sabe porquê? Porque você, sua mãe, seu pai e o caralho a quatro, isso inclui o Bush, abusam sexualmente da água. Imagina como as partículas deles estão, sendo assim abusadas e ingeridas por qualquer um?

- Come tudinho, querida hortaliça de repolho. – disse a Lily enquanto dava um tapa de leve na minha cara. Essa menina precisa começar a controlar a raiva dela, eu já disse, o mundo não é feito só de gente que come brócolis (?). Ou melhor, de gente que ganha a vida batendo nos outros porque não tem dinheiro pra pagar. – Hoje a gente tem aquela bosta de trabalho pra fazer sobre o Tiranossauro Ruterford. Que tipo de mãe dá um nome desse pro filho?

- O tipo de mãe que dá o nome de Emmeline pra filha? – disse a Emy enquanto sentava do meu lado e começava a comer o seu delicioso copo de água (?). Essa menina abusa mais do que ninguém sexualmente da água, e além de tudo, eu estou nem aí se ela ficar anoréxica, pelo menos a água vai ter um futuro descente para sua família.

- Não fala assim da sua mãe, ela deu muito duro pra te por no mundo. – disse a Lily enquanto apontava o dedo na cara da Emy e fazia todas as meninas que nos cercavam que acham que a nós somos semi-deusas analisavam cada detalhe pra treinar com suas cachorras mais tarde. Isso me dá coceira. – Quando você vai parar com essa dieta da água? Você não vai deixar nenhum gota pros camelos, eles são seus parentes tá legal?

- Minha mãe não deu duro pra me por no mundo. Cristalina, ela tomou anestesia. – disse a Emy enquanto estalava os dedos num passe de mágico digno de o Máscara (?). Depois do dia que a Emy resolveu virar uma cachoeira ambulante ela passou a acrescentar cristalina em todas as frases, pra lembrar do regime dela. Essa menina vai ficar seca, e assim como cristalina, essa moda vai pegar o mundo vai ficar seco e sem bunda e eu vou ser a única gostosa do mundo (?).

- Como estão indo o preparativos do baile? – perguntou uma das meninas sentadas à mesa que tentavam sugar meu oxigênio para ver se eu consigo morrer antes da hora. Sério, eu tenho medo de sofrer ameaças de morte. Outro dia eu entrei no banheiro e como eu nasci com orelhas de Jumbo (?) não pude deixar de ouvir que queriam me trancar no armário da escada e enfiarem a chave goela minha abaixo. Nunca mais disse pra elas que a sombra lilás fazia ela parecer um babuíno dançante sem nitrogênio no sangue.

Eu e as minhas amigas somos representantes de classe e do colégio. A gente organiza os eventos, e consequentemente, justo no dia em que minha avó velha e que puxa minha orelha dizendo que meus brincos estão muito grandes e não devia sair me esfregando em armários (?) vai ter um baile que toda a escola vai participar. Vai ser super chique, tão chique que eu nem comprei meu vestido ainda. Não é obrigatório ter par, mas a gente vai ser obrigado a dançar. Eles que me aguardem.

 - Nem te conto. É melhor você separar seu melhor vestido. – disse eu enquanto dava uma mordida na minha maçã e sentia quase meu dente quebrar no meio. Que tipo de agrotóxico eles colocam nessas frutas? Algum que seja pra prevenir a carie dentária das formigas Tanajuras? Eu tenho uma tara por elas. Seu eu não fosse Marlene, seria Tanajura (?).

 - A gente tá querendo saber da bebida Marlene. – disse o Jack, um dos caras mais gostosos do colégio e que vive dando bola pra Emy. JACK SHAN TRIPEGÁVEL. Tipo assim, tem que ter alguma coisa com partículas alcoólicas que vibram intensamente ao ver a luz que sai da sua boca (?). Festa sem whisky 12 anos não é festa, porém a gente é menor de idade, eles esperam que eu faça o quê? Sai subornando meu pai e o diretor e falando que se eles não deixarem eu e a turma toda se embebedar a gente cria uma cachoeira de caipirinha e sai gritando nu por toda Londres: ‘Late que eu to passando’ e depois se esfregar nos guardas do palácio de Buckingham? Eu ainda não quero perder minha inocência colombiana (?).

- Vai ter bebida Emy? – perguntei eu com a cara mais lavada com amaciante Comfort do que a Ana Maria Braga com aquelas cicatrizes, parecendo o Chuck no comercial que sempre passa depois na novela. Eu adoro jogar a culpa nos outros. Agora a Emy tá me olhando com cara de quem tá perdido no meio de coalas dançantes e coçam a bunda de 5 em 5 minutos.

- Claro que vai, vai ter água, refrigerante, suco de goiaba. – disse a Emy enquanto escondia o rosto atrás de um livro de história, nossa próxima aula. Isso é realmente muito inteligente da parte dela, esconde o rosto num livro que é três vezes menor do que o rosto dela. Se ela quer começar a se esconder com essa idade eu sugeriria um pano de prato da mãe dela, ou então, pelo menos, tentar fingir ler o livro virado certo, então de cabeça pra baixo, dãr.

- Suco de goiaba dá má digestão e sempre saem sementes nas fezes (?). – disse a Lily. ELA AINDA NÃO SE TOCOU DA GRAVIDADE GRAVIDEZ QUE ASSOLA NOSSAS MENTES NÃO TÃO FÉRTEIS (?). De todas as festas que a gente fez, nenhuma delas faltou bebida que aumenta a testosterona e o nível de alegria de pó-de-mico. Não é nessa que vai poder faltar, se bem que eu acho que nós estamos passando por um pequeno surto aonde ninguém quer fazer o trabalho sujo.

 O meu histórico escolar e o das meninas aqui no St. West State é tão cheio de coisas feias e absurdas quanto papel higiênico passado três vezes a bunda (?). Tudo bem que de tudo que eu fiz eu tenho nem 3% de consciência do porquê de ter ido parar na lista negra, mas não importa. Meu pai é um dos maiores acionistas da escola, é sé ele sacudir a bunda que saem duzentas moedinhas de lá dentro.

Nota mental:
comprar um cofrinho daquelas de porquinhos gordos e fedorentos pro papai.

 - Você anda estudando demais Biologia, não é assim que você vai ser aeromoça (?). – disse eu. O sonho da Lily é ouvir o nome dela saindo de algum aparelho de som em um local bem cheio. Já era pra esse surto de regressão ter passado, mas ela parece querer se afundar cada vez mais nos lugares apertados pra chamarem ela. Talvez ela goste de se apertar mutuamente e seja masoquista (?). Internemos ela numa turbina de avião.

- Sério, se não tiver bebida ninguém vai nessa festa meninas. – disse uma das cabeçorras que rondavam a mesa em busca de carne nova no pedaço ou farelos de semente de pão integral. Nada, é isso que elas vão achar. Eu já comi alpiste uma vez achando que era milho. Também quem mandou colocarem isso ao lado do pote de biscoito, eu tenho problemas de diferenciação (?). Ou talvez eu tenha comido milho achando que era alpiste, é uma hipótese (?).

- A gente sabe disso, mas é difícil convencer todo mundo de deixar a gente ficar bêbado e sair por aí fazendo besteira até enfiar a cara no poste e dizer: ‘ Oi mamãe, tô drogado, mas tô doidão bródi (?). – disse a Emy enquanto via uma quantidade cada vez mais bitelosa de pessoas se aproximarem de mim pra fazer perguntas. TÁ LEGAL EU QUERO MEU ADVOGADO AQUI! Eu não funciono sob pressão. A gente precisa dar um jeito de sair daqui ou então eu estou vendo até meu hábeas corpus identificado pelo instituto de criminalística. Na verdade eu acho mais sensato um teste de DNA antes da minha morte prematura (?).

 - Você prometeram que iria ter bebida, assim como em todas as festas. É só vocês pegarem a assinatura do diretor. – disse uma menina magrela que eu tenho quase toda certeza que deve provocar avalanches de vômito na privada da casa dela, ao julgar pelo manequim 34 dela. Sério, a saia dela é tão larga que uma vez ela foi comemorar um dos gols dos meninos da escola que supostamente gostava dela até a aula de álgebra pra pegar cola no final do bimestre, e ai ela pulou. No que ela pulou, digamos que metade da população da escola viu que ela estava usando uma calcinha vermelha de rendinha. Mas isso é detalhe.

- Você disse muito bem, assim como em todas as festas. Por acaso alguma de nós deixou vocês na mão, em qualquer uma das festas? – eu amo isso. Todo mundo concordou com a cabeça como se o que a Lily tivesse falado fosse um ordem de Osama Bin Laden para George Bush mandar criar um colégio que ensinasse como matar em apenas quatro aulas guerrilheiras. Eu preciso parar de ler jornal. Um dia eu ainda me casarei com o príncipe Charles (?).

- Desde que a gente virou representante da classe vocês passaram a degustar das melhores bebidas, e não de qualquer cachaça importada indevidamente do manguezal (?). Vocês tiveram as melhores festas até hoje, até melhores do que as que os pais de vocês diziam ser uma arraso no tempo deles tá legal? Acontece que é meio difícil você pedir autorização pro diretor de ficar bêbada com seus amigos. Eu já disse, a gente vai dar um jeito. Agora CIRCULANDO, fazendo o favor. – falei. Ui, eu acho que eu preciso de um dose de anfetamina ou talvez o ar esteja seco (?) Tá legal, eu fiz esse discurso digno de político e talvez assim eu tenha chance de casar com o Charles, mas realmente eu não sei que jeito eu vou fazer pra deixar todo mundo feliz além da conta.

- Tá legal. Só mais uma pergunta. – disse a Izzie, uma das garotas mais metidas dessa escola e fútil. Se você quer alguém pra encher o seu saco ou então pra tirar o namorado da sua inimiga, ou até mesmo pra animações de festas, daquelas com palhacinho, mímico, etc chame a Izzie. Para maiores informações frite pastel na feira. - E aí, como anda os convites da festa V.I.P? -

 Tão com uma saúde de ferro, querida. Pena que seu nome não tá incluso neles. – disse a Emy enquanto levantava e começava a juntar o material dela. A lista V.I.P fica por nossa conta também. A merda de ter que fazer isso é que um monte de gente que nem fala com você fica babando no seu pé um mês todo só pra conseguir um espaço e depois vem com o típico agradecimento borrado de batom e baba com cheiro de mortadela (?).

- Como não? – perguntou a menina cada vez mais vermelha enquanto a escola toda parava pra olhar a cena. Eu odeio esse tipo de coisa. Barbacena, que bela barba que bela cena (?). Eu odeio ser o centro das atenções. Aí você se pergunta: ‘Então porque sua anta retardada suburbana que se alimenta de bolacha do Shereck vive saindo na capa dos jornais?’. E Claudete Troiano responde (?): porque simplesmente minha vida é tão parada e sim, são tão fútil, que eu sinto necessidade obsessiva de sangue (?).

- NÃO FAZ PERGUNTA DIFÍCIL, FAZENDO O FAVOR? Meu psicológico anda muito abalado ultimamente. – falou gritou a Lily no meio do pátio fazendo todo mundo voltar a se concentrar no seu parpedelle alla Toscana, antes que a menina surtasse de vez e tivéssemos uma 3ª Guerra Mundial aqui.

 - E quanto a festa, sem mais perguntas até o dia. Nem mesmo endereço, existe uma coisa chamada lista telefônica que o carteiro entrega na sua casa e faz você dar gorjeta só porque seu prédio tem sacada. – disse eu enquanto pegava minha bolsa da Gucci e enfiava socava meu livro de geometria, que insistia querer me fazer de gorda.

TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!


Ignoremos a falta de criatividade de certas pessoas que até agora não inventaram uma onomatopéia descente pra um sinal, sim? Tanta gente já inventou tanta coisa sem sentido, como por exemplo, o que eu vou fazer com uma...uma. Fiquei sem argumentos. Mas vocês entenderam a sinopse da coisa não?

 Falando nisso, quem viu a nova chapinha de 17 centímetros? Eu não quero ela, eu tenho medo de guardar ela quente e minha bolsa pegar fogo, e eu não quero perder meu RG e ficar sem indentificação. Imagina o que iria acontecer comigo se um açougueiro me confundisse com um pedaço de patinho e me cortasse toda? Marlene McKinnon merece ser Dercy Gonçalves (?).

- Ótimo, a gente passou o intervalo falando de coisas bebíveis e não combinamos nada pra ser arrumar. – disse a Lily enquanto chutava um dos armários, supostamente de um dos estudantes que estão tentando secar a gente feio uva passa ali do outro lado do corredor. Esses caras me dão medo, a gente nunca sabe quanta força eles colocam naqueles braços. Os uniformes chegam até a ficar apertados de tanta carne desenvolvida por química.

- Creio eu que preservar meus dentes é mais importante do que usar um vestido no momento. – disse eu enquanto empurrava as meninas pra dentro da sala de História antes que um daqueles trogloditas começasse o massacre da vaca-louca (?). Entramos praticamente caindo na sala e sentamos no nosso lugares, aonde dá pra ver de tudo e ficar sabendo de tudo. Até mesmo aqueles pessoas que ficam tirando alfaces do dente são visíveis da aqui, ou aquelas que coçam o pé e depois passam a mão no olho. Eca, eu estou precisando de ar fresco antes que queijo parmesão invada minha mente e eu comece a ter fantasias eróticas com ele (?).

- Vocês vão pra minha casa sábado, ou então dormem lá amanhã e ai depois a gente se arruma. – disse a Emy enquanto quase derrubava a cadeira e fazia todas as outras seguintes seguirem a abelha-rainha (?). Isso realmente é o que se chama de efeito dominó, não aquela coisa que envolve o México. Mexicanos não são gatos, porém são um dos mais satisfeitos sexualmente. Eu li isso na People!, não me pergunte o significado, eu só decorei o que as letras Tahoma iluminavam meu rosto [/mentira] (?).

- Emy, a gente sabe que você tá ansiosa, mas guarda esse fogo pra mais tarde. – disse a Lily enquanto colocava os óculos de garrafa dela. Por mais que ela seja rica e popular ela não renega suas origens de miopia (?) e usa seus óculos protetores de radioatividade. Eu tenho medo deles, as vezes parece que eles fazem nossos olhos girarem em órbita, e talvez isso me deixe com enxaqueca (?).

- Bom dia classe. Senhorita Vance, o que a senhora pensa que está fazendo? – perguntou a professora enquanto tirava os óculos e os punha eroticamente no canto dos olhos, esperando fazer um dos meninso morrerem de tesão por ela. Talvez se ela colocasse silicone, tirasse essas rugas e não usasse uma alça de sutiã como colar nós poderíamos sair juntas na Forbes (?). Prefiro não comentar.

- Como destruir um sala em dois minutos, é o novo livro da Emy. – disse eu enquanto dava um tapa na bunda da dita cuja, antes dela sentar sua bunda grande na cadeira. Eu odeio quando minha mãe diz: “ Marlene McKinnon, levante essa sua bunda gorda dessa cadeira e venha fazer alguma coisa que preste.” Ela não percebe que eu faço coisas que prestam todos os dias? Eu treino relaxamento para no futuro poder ser bem gostosa e posar nua (?). Eu nunca faria isso, mas quem sabe, passar o dia escrevendo pra ser um jornalista.

 - Muito engraçado senhoritas, não preciso lembrar que o histórico de vocês são de oito páginas, preciso? – perguntou a professora enquanto virava de costas e eu via o Brad tacar um bolinha na bunda dela e piscar pra mim. Esse menino tem uma tara por bundas, disso eu não tenho dúvida. Eu acho que até a bunda da avó dele ele já deve ter apertado se vocês querem saber. Não que quando você seja criança isso seja um crime passional (?), mas digamos que quando você tem uns dez anos você já sabe diferenciar uma bunda de uma forma de pão. Essa professora gosta de me humilhar publicamente, porém eu tenho orgulho do meu histórico. Tudo que eu fiz até hoje foi por um bem maior e alcoólico, ou então corporal (?). Se é que você me entende.

 - Eu ainda não tenho amnésia e vivo de tarja preta. Ainda. – disse a Lily enquanto se olhava no espelho e chacoalhava os lindos e belos cabelos ruivos dignos de propaganda Seda condicionadores (?). Digamos que nossa professora tem um pequeno probleminha que aflige o coração dela. Ela pegou o marido dela traindo- a em um dos bares que ele freqüentavam. Só que acontece que ela também tava traindo ela. E ai ele trocaram de casais, feito aquele filme que tem a Julia Roberts e dois gostosões, Closer. Só sei que no final ela ficou solteira e jogada na rua da armagura (?). Estou pensando seriamente que o Dean Roberts é irmão da Julia Roberts.

 - Abram na página 34 e façam um resumo do capítulo em trios. Sem maiores conversas. – disse berrou ela enquanto fazia que maldito barulho com o giz na lousa e levava todo mundo a loucura e faz gritar extravasa aê mermão (?). Agora vem aparte que todo mundo arrasta cadeira e sai procurando gente pra fazer o trabalho. Na maioria das vezes os nerds são procurados, porque enquanto um folgado não faz anda, o outro se rala pra tirar nota boa. Eu realmente não concordo com essa relação custo-benefício Bradesco (?).

- Ah não, é a terceira vez no mês que a gente vê Segunda Guerra Mundial, eu até já decorei a matéria, e olha que eu sou loira. – disse a Emy enquanto batia com a cara no livro e depois arrancava uma das folhas com os dentes eroticamente (?). Espera os pais dela virem ela com esse tipo de comportamento selvagem, ou eles vão mandar ela pro hospício ou então para aulas de dança erótica. Prefiro concordar com a primeira opção, já que eu teria que pagar pra entrar no ambiente de trabalho da Emy e eu ainda não virei uma transexual.

- Não força, mas assim é bom, dá pra gente combinar melhor as coisas da festa. – disse a Lily enquanto puxava a cadeira com a bunda e se posicionava do meu lado feito uma velinha que quer atravessar a rua, mas que é muda e precisa de ajuda caso um carro a atropele. Essas meninas precisam começar a fazer um curso de liberação de sentimentos, fica a dica.

 - Esse povo da escola tá se tornando cada vez mais insuportável, eles acham que eu tenho uma cartola que brota comida e dinheiro de dentro. – disse eu enquanto me esparramava pela cadeira e mordia a tampa da caneta. Alguém já percebeu que essas fábricas de caneta devem colocar, com certeza, algum hormônio na tampa da caneta, porque a gente é basicamente atraído para morde-las nas horas mais inusitadas ?

- Você não, mas seu pai tem. O único jeito de conseguir as bebidas é pedindo pra secretária do nosso pais passar o telefone da distribuidora, eles devem conhecer alguma. – disse a Emy enquanto apontava pra mim e tirava o BlackBerry dela de dentro da bolsa e começava a fuçar no dito cujo freneticamente. Essa menina um dia ainda vai parir um celular que grita mamãe. Ela troca de celular feito calcinha e é tão viciadas neles que faz até caminha pra eles dormirem. Alguém precisa de tratamento tecnológico.

- E você vai fazer isso no meio da sala, besta? Pra perceberem o quão desesperada você tá? – disse a Lily enquanto tirava o filho da Emy da mãe dela e enfiava de novo na bolsa. – Depois da aula a gente liga pra ela. É só oferecer um aumento que ela passa todas as distribuidoras plus um iceberg.

- Uma parte tá resolvida, quer dizer, a mais fácil, agora vem a de pegar a autorização do diretor, o responsável pela festa. – disse a Emy enquanto começava a ter seu surto de cleptomaníaca e pegava minha borracha e enfiava no estojo dela junto com todos as outras que tiveram o mesmo fim. Alguém precisa ser internada e os benefícios bancários não serão pro minha conta. Eu sinto falta das minhas borrachas sabe? Elas eram acostumadas com o calor do meu estojo, já que ele passava o dia tomando sol e derretia. Quando a gente recebia visita, sempre os cubos de gelos eram servidos com estojo, já que ele grudava nas pequenas pedrinhas (?) quando ia esfriar.

- Quanto à isso eu já tenho um plano. – disse eu enquanto olhava fixamente pra câmera de segurança da nossa sala e tinha vontade de fazer um gesto obsceno ao perceber que ela ficava parada em mim e nas meninas. Isso é perseguição, só respondo sob custódia e com um advogado gostoso aqui do lado.

- Ah é mocinha? Sabia que quando você fica quieta coisa boa não vem. Tapem seus ouvidos. – disse a Lily enquanto enfiava dois lápis na orelha e os tirava com medo de estourar o tímpano e não poder mais ouvir minhas voz sensual, digna de rádio de trânsito.

- A gente vai invadir a sala do diretor. – disse eu enquanto esboçava um sorriso no canto do rosto. 
 


                                                                       

                                                                            Narrado por: Lily Evans.
                                                                Recinto: Seceretaria com camisinha.
                                                                        Ouvindo: Meu surto mental.

MARLENE MCKINNON SURTOU! É o Apocalipse, Holocausto, Guerra dos Mundos e todos os outros nomes estranhos que os diretores podres de ricos, como aquele que fez um parque cheio de familiares nossos, os dinossauros, inventam para os seus filmes que vendem tanto que eles não têm mais aonde enfiar dinheiro. Eu também não tenho mais aonde enfiar dinheiro, mas eu sou café com leite (?).

Mas voltando ao assunto, a Lene precisa parar com essa mania de achar que só porque ela é rica os outros não vão poder acabar fuder com a vida dela. Isso é lei da procriação e não é todo mundo que sente necessidade patológica de lamber os nossos pés se você quer saber. Ou talvez você não queira. Essa menina surtou e tá precisando ser internada urgentemente com doses de brigadeiro na veia.

Eu conheço ela desde que eu era um óvulo e ela com certeza é a rainha de causar, em todas as festas, desde fazer a gente sair bêbada de um aniversário de família aonde só tem guaraná Dolly ou então de fazer a gente se ferrar, literalmente. Talvez isso explique o fato dela ser completamente decidida, ou seja, se ela disse que vai tacar fogo no Big Bang e depois entrar lá dentro pra tocar o sino enquanto todo mundo se joga no chão feito um bando de malucos que querem imigrar pra África, isso significa que ela com certeza vai destruir Londres, não tenha dúvida. Porém, ela não faria isso, eu espero. A Emy é a mais despacienciosa (?) de todas nós. Experimenta mandar ela esperar no consultório do dentista pra arrumar uma obturação ou colocar outro piercing no dente. Quem vai acabar precisando arrumar a obturação no final vai ser o dentista, e ela ainda monta em cima dele e faz ele de Boi Bandido em tourada da Turquia. Isso, se a Turquia tiver bois, creio que não.

Eu sou uma relés mortal que vivo nesse mundo penetrante de algodão doce e arco-íris (?). Bom, eu sou Lily Evans. Pelo menos é assim que minha mãe me chama, então eu suponho que esse seja meu nome, a não ser que eu me chame Petrolina Catifunda da Silva e ninguém me avisou, ou ainda não tenha me registrado. Prefiro que me taxem como espevitada, sim, aquela mesmo que tem fogo no rabo (?).

 - Tá legal, me lembra de pedir pro seu pai nunca mais deixar você faltar no psicólogo. - disse eu enquanto me recostava na cadeira. Ás vezes eu preciso me atracar nos móveis, assim min há dor nas costas fica amenizada já que eu tento de todas as formas parar de comer Nutella e biscoito... algum biscoito ai que eu esqueci o nome, ou talvez eu não saiba falar. Eu nunca aprendi a falar direito, muitas vezes eu falo cuspindo (?).

 - É sério, eu não preciso dele, eu já sei pescar. – disse a Lene enquanto folheava o livro e parecia ver algum coisa realmente muito interessante nele. Talvez tenha alguma foto de um cara gostoso na parte de filosofia greco-romana (?). Eu nunca entendi porque na época antiga todo mundo saia pelado pelas ruas, devia ser realmente anatômico viver naquele época. Isso seria a única coisa que atrairia a atenção da Lene para um livro, a não ser outro que ensinassem as cores. Ela ainda não sabe diferenciar amarelo de laranja, mas não conta pra ela.

 - Sua anta, ele não cuida da pesca, e sim te ensina a nadar na piscina. – disse a Emy enquanto batia com a mão na testa. Talvez elas estão tentando desenvolver uma nova linguagem de sinais, aonde ser masoquista é como comer pão com aveia e guaraná. Isso definitivamente daria um belo laxante natural. Eu preciso parar de pensar em fezes, definitivamente.

 - Mas eu já faço natação. – disse a Lene enquanto olhava horrorizada pra página do livro e tentava devorar ele com os olhos. Essa menina precisa começar a ver as cenas de novela, daquelas que você tem até vontade de se esconder no sofá quando seus pais tão vendo contigo. Assim, o raciocínio dela fica mais racionalizado em relação à relações (?).

- Você faz antação, é diferente. – disse eu enquanto fechava o livro no nariz da Marlene e fazia ela respirar os últimos átomos fedidos e mongóis daquela pouca-vergonha que se chama de livro de História. – Ainda não é hora de você cometer o pecado da luxúria.

- HEY! EU NÃO TENHO CULPA QUE O MEMBRO DELE TAVA DE FORA! –gritou ela enquanto levantava da cadeira e tentava puxar o livro da minha mão, enquanto eu lutava bravamente contra as garras dessa feroz leoa de cabelos marrons (?). Isso me lembra Bruno e Marrone, mas acho que isso não tem alguma coisa a ver com o assunto. A não ser que um deles estivessem pelados num livro de história, aonde eles posaram pra Michelangelo. Beleza Creuzas e Tiãos do Rodeio de Barretos, tá todo mundo da nossa sala olhando pra Marlene, como se ela fosse uma tarada louca por membros inferiores. Quando eu digo, todo mundo, é todo mundo.

 - Marlene, eu sei o que você fez verão passado. – disse o Brad enquanto piscava pra ela e arrancava risadas de todo mundo na sala. Tá legal, essa é a parte de boa de ter um menino galinha e popular que te ama, ele sempre pra vai dar um jeito de transformar sua melancolia em alegria (?).

- Tá legal, não precisa anunciar que eu cai de bunda num formigueiro, isso já foi formigante demais.- disse a dita cuja, acusada de atentado ao pudor ao livro de História (?). Eu nunca mais vou no parque com a Lene, ou melhor, nunca mais passo do lado de um árvore com a Lene. Ela sai abraçando todas elas e abusando sexualmente. Essa menina vai virar uma mafiosa, e um dia ela vai bater minha carteira.

 - Por favor, voltando aos seus trabalhos. – disse a professora enquanto dava uma mãozada de elefante na pobre mesa inocente e brilhosa fazendo todo mundo dar um pulo da cadeira, como se elas tivessem virado chapeiras e nossas bundas os hambugers. Eu preciso parar de falar de anatomia ou eu ainda vou ter maiores problemas.

 - Não grita. – disse a Emy enquanto levantava do chão se apoiando na minha coxa enquanto depositava todo aqueles 56 quilos em mim. Magina, eu quase não vou me desbarrancar aqui com essas míseras 5.600 gramas a mais. Mamãe me acuda.

- Você nunca faz nada direito. – reclamou a Lene pra mim enquanto pisava no pé da Emy e fazia a menina uivar de dor do outro da linha (?), ou talvez na carteira colante ao quadril dela. Depende do que é uma linha pra você. Pra mim, ela é uma coisa que se faz com outra coisa, coisa? Esse assunto do direito realmente parte meu coração. Eu não tenho dom pra seguir regras.

- Meu pai disse pra eu fazer Direito, mas eu não posso - eudisse trsitemente. TIPO, EU NÃO POSSO SER ADVOGADA. Como se não existissem mais umas 463234896289 profissões na face da Terra.

- Por que não? Você é gostosa e isso é o suficiente. – rebateu a Emy enquanto pegava o pó compacto dela dentro da sua caixinha de ferramentas e besuntava a sua cara como se aquilo fosse um brigadeiro em bolo de chocolate. Essa conversa está me deixando deprimida, tanto pelo fato de eu não poder ser advogada, tanto pelo fato de que eu não tenho chocolate em casa. Que pessoa tem mais de £45.000.000,00 e não tem chocolate em casa, nem mesmo aqueles hidrogenados que você come e sente o efeito instantâneo dele? Lily Evans, prazer, eu sei que você quer me comer (?).

- Primeiro: eu escrevo com a mão esquerda não com a direita. Segundo: eu nunca fiz nada direito nessa vida. – disse eu enquanto mostrava o número três nas mãos querendo indicar o número dois. Eu não sei a diferença entre os dois, a única coisa que eu vejo é um pauzinho a mais e depois um pauzinho a menos.

- Talvez isso explique a sua burrice também. – disse a Lene enquanto me olhava fixamente nos olhos e me dava um tapa na cara. EI, EU QUERO MEUS DANOS AUTORAIS! Ela pensa que pode sair dando patada em qualquer um assim. O problema é que ele pode. A gente combinou que sempre que nós falássemos besteira uma daria um tapa na cara da outra. Não preciso dizer que eu aplico três quilos de base pra esconder a marca do tapa, preciso? Obrigada, isso me deixa feliz e meu fígado agradece (Ý).

- O assunto não e burrice dela, deixa isso pra mais tarde. A questão é: Marlene McKinnon surtou! Se você continuar assim eu não dou meia hora pra você estar no jornal, como uma louca entre nós. – disse a Emy enquanto apontava pra Lene freneticamente, parecendo excessivamente a Paris Hilton, com o seu pitoresco cãozinho quase sem pernas. Eu gosto muito de animais, mas a Paris Hilton é uma exceção. Eu realmente queria saber o que ela faz com esse cachorro. Ou não, isso podia danificar minha mente.

- Isso aqui tá tomando rumos que eu não sei (?). A gente tem que conseguir autorização. – disse a Lene querendo dá um de sábia. Só pra constatar Lene, a gente já sabe que nós precisamos da autorização. É realmente muito fácil invadir a sala do diretor, é só entrar lá roubar o negócio e sair, duvido que alguém veja a gente [/ironia]. Sempre tem um que se mete nos lugares mais indesejados (?).

- Mas não é assim, dando uma de Jackie Chan que a gente vai conseguir. Se bem que um parceiro feito aquele Bater ou correr em Londres não iria nada mal. – disse eu enquanto olhava pro teto de madeira e via um pequeno inseto bem feio andando. Eu preciso sair daqui antes que ele caia na minha cabeção ou se procrie e aí eu ficarei com insetinhos na minha cabeça e isso não é de Deus (?).

 - Cristalina, a gente não tem nem aqueles radinhos que fazem barulho. – disse a Emy enquanto estralava os dedos e me fazia sentir arrepios bumbum abaixo, já que eu odeio estralar as coisas. É uma coisa tão estralada. Só pra constar, o radinho que faz barulho é aqueles que você diz câmbio, quando você tem cinco anos de idade e resolve acampar no quintal da sua casa e aí liga pros seus pais dizendo que tá realmente muito longe deles e que precisa cagar. A Emy não é nem um pouco criança sabe.

- Agente tem celular, sua anta. Bota essa peruca de fios oxigenados pra funcionar. – disse eu enquanto puxava feito um louca tarada os meus cabelos ruivos e via três fios de cabelo caírem. SOCORRO! ESTOU FICANDO CARECA! Deus, me desculpa por falar do cabelo da Emy em vão (?), mas eu quero meus direitos capilares. Nada que um bom dinheiro não resolve. Pêra aí, eu to subornando Deus? :O

- Não fala assim dela. Ela não tem culpa de ter nascido com uma doença não-diagnosticada. – disse a Lene enquanto batia na minha mão e dava três tapinhas leves de arrancar pulmão boca adentro (?) na Emy. Isso realmente está virando um ringue de pancadaria. Aposto £50 libras na morena gostosa e ogra na minha frente. As vezes eu penso que todo mundo nasceu com doenças não-diagnosticadas, menos eu. Enfim, ser normal é diferente. Ou talvez seja ao contrário.

- Isso, continuem falando de mim como se eu tivesse nascido na Indochina e vocês na Rússia. – disse a Emy enquanto piscava tentando tirar provavelmente um cisco penetra no olho dela. Eu uso óculos, eu acho mais confortável (?). Se bem que ele sempre deixa umas marquinhas no meu olho e eu corro o risco de bater de cara com o extintor, caso um tarado por óculos resolva comê-lo.

- Tá, parei. Será que dá pra meu ouvir ou tá difícil? – disse a Lene enquanto puxava os fones de ouvido da minha orelha que eu tinha acabado de pôr e coberto-os com meus lindos e brilhantes cabelos ruivos para me teletransportar para Marte. Isso é opressão de expressão (?). – Acabando a aula a gente diz que vai ficar pra fazer o trabalho do tiranossauro Ruteford na biblioteca.

- Claro, e aí a gente diz que precisa dos livros da sala do diretor, ou então pergunta se ele conheceu Ruteford. Julgando as rugas na cara dele eu diria que sim. – disse eu enquanto recebia um olhar penetrante da Lene, que eu diria que está com raiva porque eu estou interrompendo a vossa senhoria no seu discurso de candidatura. Eu acho melhor chamar o exército Israelense pra conter o King Kong aqui na minha frente.

- Não falo mais com vocês, beijos e ciao. – porque a Lene continua com essa mania besta de colocar palavras em italiano e francês no meio das frases. Tudo bem que ele faz essas matérias extra-curriculares, mas assim, eu faço latim e alemão, eu não sei necas do que ela tá falando. Pra mim parece mais um cio o que ela disse. Mas eu acho que esse não foi o quê da questão.

- Lene, eu te amo, fala comigo. – disse a Emy enquanto passava a mão no rosto da Lene e recebia um tapa estalado na mão. Começou o show time de Marlene McKinnon Ogra. Se você quer aprender como irritar suas amigas, contrate Marlene McKinnon, ela com certeza tem o dom da palavra (?). Ela vai fazer a gente implorar por ela, e isso não é uma coisa que eu me orgulho (?).

 - Tá legal, o Jones não vai querer namorar uma menina que não fala com ele. – disse eu tentando subornar a Lene pejorativamente, já que eu sei que ela é tarada pelo Jones do McFly e já apertou a bunda dele. Até eu já apertei a bunda dele. Eu acho que toda a Inglaterra já apertou. Tá legal, o Jones não é um doador de bunda que nem eu estou dizendo. É um surto, obrigada.

- Eu não preciso falar pra namorar ele. – disse a Lene. – Existem outros meios de se namorar, se é que você me compreende. – tá legal, esse menina precisa urgentemente ser educada ou ela ainda vai ser presa por desacato ao George Bush. Talvez ela peça pra pegar na bunda dele. Ela estuda na West, tem uma das melhores educações de Londres e fica por aí enfiando coisas em lugares indesejados. Ou desejados, depende do seu quesito beleza.

- EU QUERO ASSISTIR BARNEY! – berrou a Emy fazendo todo mundo se virar achando que tinha eclodido uma espaçonave no centro da Terra e o Godizilla estava correndo pra lá pretuberantemente. A televisão de plasma no quarto dela está corroendo o cérebro da garota como cândida em unhas recém-feitas em manicure. Essa menina precisa parar de assistir TV, ou um dia ela ainda morre achando que poderia voar feito o Batman. Se é que ele voa.

- Emmeline se controla. – disse o Jack enquanto fazia uma cara de assustado do tipo: “ Se você continuar assim eu não vou poder ficar com você.” Eu odeio esse tipo de menino que só realmente fala que gosta da menina quando ela é super popular e depois fica renegando ela publicamente como se ela fosse uma abóbora no meio de uma dúzia de laranjas maduras. Ou azedas, depende do seu paladar.

- Isso é descriminação, só porque o Barney é roxo vocês tratam ele assim. Seu eu fosse roxa todo mundo iria querer ser. – disse ela enquanto levantava da cadeira e apontava o dedo na cara dela mesma, querendo indicar ela mesma pra si mesma (?). Tem horas que ela realmente me assusta se vocês querem saber. Não é só a Lene que precisa de um tratamento psicológico.

 - Senhorita Vance, sente-se agora. - disse a professora enquanto arranhava a garganta pra dizer agora como alguém que não tomou pastilha de menta e está com pus na garganta. Eu tenho medo dela. Sei lá, ela pode abusar sexualmente de mim, dizendo que é por um bem maior. Ou talvez ele seja maior do que deveria. Reflita, isso é descriminação, eu preciso parar com isso antes que eu seja presa e tenha que dormir em um chão duro e depois tentem me matar simplesmente porque eu tive atividade sexual antes de entrar naquele antro.

- Sossega o rabo e deixa a Lene falar. – disse eu enquanto fazia a Emy sentar empurrando o ombro dela pra baixo. Ela realmente tem uma quantidade maior de ossos do que eu. Eu estou com dor no osso, ou talvez seja no músculo e eu não saiba distinguir um do outro. Eu só sei que tem uma coisa na minha bochecha que tá parecendo um caroço de abacate.

- Quando eu vier com megafone na escola fujam, é melhor do que ficar sem tímpano. Uma reconstituição dele são as calças dos olhos. – disse a Lene enquanto fazia uma carinha de convencida desconvencida (?) e batia com a caneta na mesa. Eu sinceramente tenho dó dessas mesas, elas passam por tanta coisa.

 - Antes de você dar uma de Ty do Extreme Makeover eu já vou ter casado com um homem bem rico e que me dê muito e vou estar morando numa casa com quatro andares em Liverpool, mas prossiga. – disse a Emy enquanto pegava a bolsa dela e começava a enfiar o material dela dentro. Eu sinceramente gostaria de saber o que tanto ela carrega nessa bolsa e como ela carrega tanta coisa na bolsa. Talvez ela seja um traficante de bag-big bolsas. Com a glória de Deus Pai Todo Poderoso faltam míseros 10 minutos pra acabar a aula.

- Não ouvi nada, meus ouvidos não absorvem esse tipo de informação negra-loira. É o seguinte cambada a gente fica até mais tarde e dá como desculpa que nós vamos ficar pra fazer trabalho. Quando o colégio secar e não tiver mais nenhum viva ou morta alma, ou ressuscitada, vocês escolhem, que vai ser mais ou menos umas 7 horas, a gente entra na sala do diretor. – disse a Lene atropelando a pobre das palavras que atravessavam o semáforo. Ótimo agora cadê a parte que explica o plano? Isso não passa de miragem (?).

 - Tá, agora me diz como nós vamos entrar se o diretor fica na sala dele e o porteiro Zac, só sái daqui às 8 horas. – disse eu enquanto grifava bem o como, com canetinha marca-texto rosa-choque fosforescente (?). O meu porteiro é o Zac, mas não, ele não é o Zac Efron. Podem parar de ter orgasmos, ele não chega nem a unha do dedão do pé dele. Ele é corcunda, velho e com rugas e todo mundo diz que ele e o filho dele, que está na minha sala do Heath, fedem queijo minas frescal (?).

 - Bom, ou nós entramos desapercebidas ou então a gente suborna o Zac (?). O diretor vai embora às 6 horas. Pra entrar é só uma de nós entrar na secretaria e pegar as chaves. Vivem dizendo que nós devemos visitar a diretoria, pois bem, nós iremos fazer isso hoje. Não tem erro. – disse a Lene enquanto dava um sorriso de canto de lábio que eu não gosto nenhum pouco. Toda vez que ela dá esse sorriso alguma coisa no nosso plano caga, ou então, ela tá tendo um brilhante idéia arruinadora. A opção um é mais indicada em casos de suspeita de dengue ultimamente.

 - Eu não vou me prostituir pro zelador (?). Como você sabe que horas todo mundo sai? – disse a Emy enquanto olhava com um olhar um tanto quanto bem assustado. Eu não tô gostando disso, mas se a Lene sabe de todas as coisas, a melhor coisa a se fazer é concordar, já que é a única saída se nós não queremos ser trucidadas por colegas escolares sedentos por bebida alcoólica.

 - Eu não disse isso. Eu sei porque eu tenho minhas fontes. Depois de entrar lá é só pegar a autorização assinada pra bebidas dos adultos e depois passar pra uma dos adolescentes e cheque-mate (?). – disse a Lene enquanto virava de lado na cadeira e ficar com as pernas dobradas. Essa menina ainda vai ter sérios problemas de coluna, e não serei eu que vou destravar a coluna dela.

 - Eu estou me sentindo no filme a Lenda do Tesouro Perdido, aonde o bonitão tem que roubar a Declaração de Independência. A diferença é que eu nunca ouvi falar em Benjamim Franklin. – disse eu enquanto lembrava do assistente gato do Mel Gibson no filme. Eu estou começando a pensar na possibilidade de me tornar agente secreta. Vai que eu caso um cara feito o James Bond?

 - Cristalina, Benjamim Franklin descobriu o Brasil, dãr. – disse a Emy enquanto dava um tapa na própria testa e colocava os dentes pra frente (?). Prefiro não comentar esse comentário. – Você têm certeza disso que você tá dizendo, Lene?

- Absoluta, se vocês concordarem eu dou uma caixa do melhor chocolate suíço pra vocês. Porém vocês tem que decidir logo, a gente tem que pegar as chaves agora na saída, aonde todo mundo tá indo embora. É horário de pico. – tá legal, esse golpe foi muito baixo. EU NÃO VIVO SEM CHOCOLATE, E AÍ? Ainda mais suíço, god. Porém eu não sou assim tão comprável, eu preciso me estabelecer psicologicamente.

- Eu aceito. – disse a Emy enquanto fazia os olhos brilhar e quase pulava na cadeira de tanta felicidade. Alguma coisa que me diz que esse chocolates não vou chegar na mão dela e ela vai se estatelar feito ovo atropelado pelo caminha. Deixa eu contar uma piada? Porque o Chris Brown atravessou a rua? Porque ele Kiss-Kiss-Kiss. DASIOHDIOASHSDAIOASDHDIOASHDOASIHASDIOHSADIOHSDAIOHASDIOHSIOADHIOASDHASDIOHSIOADHOASDIH,

Não teve graça. Mas eu ri, é tão idiota que eu ri. Adivinhem que me contou essa coisa que nós chamamos de piada? Marlene McKinnon. Se a Lene dependesse de piada pra sobreviver eu acho que ela passaria fome.

 - O que eu ganho além do chocolate? – disse eu enquanto olhava pra Lene de rabo de olho, tentando ver se a professora não tava de olho na nossa conversa. Afinal, nós somos super espiãs e não podemos abrir nosso jogo, de não nós seremos presas.

 - O CD novo do McFly, logo logo. – TÁ LEGAL, AGORA ELA TÁ FALANDO MINHA LINGUA! CD do McFly e chocolate suíço da Suíça (?). Feito, negócio fechado e não se fala mais nisso. Estou começando a pensar seriamente na hipótese de começar a virar negociantes de chocolate suíço. Quem sabe assim eu tenho uma fonte de renda extra. Imagina ouvir One for the Radio comendo e se lambuzando de chocolate de pois dar um beijo na boca do Tom. Tesão :O

 - Tá legal, você venceu Abadia. – disse eu enquanto dava uma tapa na mão da Lene, como se nós fossemos grandes amigas patricinhas que torceram o pulso quando lavaram uma pilha de louça. Eu preciso começar a me controlar e parar com essa mania de me vender por pouca merda (?). Se eu estou assim agora imagina daqui 15 minutos. E só ver o programa da MTV e pá, já to me vendendo de novo.

TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM!


Eu realmente amo esse sinal, sério. Eu não tô brincando e nem adquiri a doença da vaca louca, mas ele é como um hino de liberdade? Toda vez que eu escuto ele invadindo meu cérebro e o dito cujo põe-se a pensar eu me sinto como um passarinho recém parido e que acabou de se livrar daquela gosma. Liberdade pra dentro da cabeça (?). Eu preciso de um terapeuta. A pauto do assunto é: estamos saindo da sala, após termos catados todos os nossos bagulhos de cima da mesa e não ter entregado o trabalho pra professora. Depois eu penso na vaca louca, obrigada (Ý).

- Tá legal, Lily você vai pegar a chave, enquanto eu e a Emy ficamos dando cobertura de chantili aqui na porta, caso algum otário queira entrar. – disse a Lene enquanto me empurrava escada abaixo e me fazia parar em frente a uma porta de madeira com maçaneta dourada que se lia Secretaria. Eu só me lembro de ter vindo uma vez aqui por uma boa causa: quando eu me matriculei. As demais foram só ponto de parada pré-diretoria e advertência.

- POR QUE EU? Só porque eu sou ruiva né? Isso é descriminação, sua dinossaura. – disse eu enquanto jogava minha bolsa da Gucci no meio do corredor e começa a gritar de frente pra Lene. Eu não quero chamar atenção, mas creio que estou chamando atenção.

 - MENINAS! Vocês não iam sair com a gente? – perguntou o Jack enquanto olhava de mim pra minha bolsa, pro meu rosto vermelho e pra Emy. Eu devo estar parecendo um descontrolada, no mínimo, e no máximo uma louca que fugiu do hospício. Mas isso é detalhe pra mina reputação.

- Não vai dar Jack, volta mais tarde. – disse a Emy enquanto empurrava o Jack escada abaixo, só que deivo ao fato que ele é 15 centímetros maior que ela, o sonho dela não foi realizado. Moral da história? A cirurgia não foi um sucesso e Lily Evans ou se ferram sendo pegas na sala do diretor ou se ferram se não levarem bebida alcoólica pra uma festa. Qual meio vocês preferem de ferramento?

- Por quê? Vocês vão entrar na secretaria? – perguntou ele com a cara mais lavada do mundo enquanto subia um degrau e ficava equiparado a gente. Algo me diz que a gente vai se ferrar, ou talvez a gente vá se fuder, literalmente. O Jack não pode saber que a gente via entrar nas secretaria ou daqui a pouco até os guardas do Palácio de Buckingham vão baixar aqui marchando a nona sinfonia de Bethoven, que me faz dormir.

- Vamos, a Lily tá com caganeira e o banheiro feminino tá ocupado. – disse a Lene enquanto se punha na frente dele e começava a empurrar ele escada abaixo. – AGORA, VAZA! RALA PEITO JACK! – disse ela enquanto gritava na cara dele e saia ele sair correndo de lá. TÁ LEGAL, AGORA EU SOU A CAGONA DA HISTÓRIA! Sendo que sou eu que estou me expondo ao perigo. Muito legal falar pros outros que eu to com diarréia.

 - Me lembre de nunca mais falar com vocês, suas vacas. – disse eu antes de entrar na secretaria aonde não tinha ninguém, já que tá todo mundo almoçando e os que não se adentram no recinto (?), tão cuidando da saída do colégio. Essa escola é tão segura, que nem câmera tem. Imagina se uma secretária usurpar dinheiro? Nenhum filho de Deus vai ficar sabendo quem foi.

Bom, raciocina Lily, fazendo o biteloso favor. Aonde as pessoas guardam as chaves, eis a questão? Em suas gavetas, junto com suas meias (?). Não. Em um pote de açúcar na cozinha (?). Não. Dentro da privada (?). Não. No chaveiro? Talvez. Calma aí, é no chaveiro sim gente. AH, PÁRA TUDO! Eu descobri que a merda fede (?). As chaves ficam no chaveiro, definitivamente. AONDE TEM CHAVEIRO NESSA PORRA? - São Longinho, São Longinho, se eu achar uma chave purpurinada eu dou três pulinhos. – rezei eu enquanto começava abrir as gavetas da mesa da secretaria. GENTE, ISSO É UMA CAMISINHA OU É IMPRESSÃO MINHA? Não que eu nunca tenha visto sabe, mas assim, isso não é o tipo de coisa que a gente pensa em encontrar em uma secretaria.

 - Vai logo, ruiva. – eu ouvi a Emy dizer enquanto colocava o rosto pra dentro da sala e depois fechava a porta de novo. Eu estou passando por momento de pressão, eu quero minha mãe. Ou melhor, meu advogado. Se aqui na secretaria eu já estou me cagando, imagina na sala do diretor? Ai vai voar merda pelo ventilador de vez.

 - ACHEI! – berrei eu alto demais quando vi uma coisa dourada pendurada na parede com mais umas 15 chaves do lado. Agora? Ferrou, me joga na parede e me chama de amoeba cor-de-rosa-choque. Qual delas eu pego? A do canto ou a do outro canto? Ou quem sabe a do meio? Eu acho que vou fazer unidunitê :~

TÁ LEGAL, EU JÁ TÔ FUDIDA DE VEZ MESMO! Eu vou catar todas. Isso mesmo, eu vou me tornar uma ladra de chaves de escola, beijos. Qualquer coisa eu sou sonâmbula e achei que estava em casa e ai resolvi pegar umas das chaves pra passear com meu cachorro. QUAL É O PRECONCEITO? Peguei a chave, arrumei todas as coisas que eu tinha jogado pro lado, não tão bem arrumadas, mas arrumei, dei três pulinhos e bati a porta da secretaria.

 - Olhem pra mim. Essa aqui é a chave do sucesso. Ou as chaves. – disse eu enquanto mostravas todas aquelas quinquilharias na minha mão.


 


                                                                         Narrado por: Emmeline Vance
                                                                          Recinto: sala do diretor à noite
                                                                             Ouvindo: o som do medo

- Sabe, eu realmente queria entender o que leva três garotas de 17 anos, ricas e gostosas seduzirem o filho de um porteiro da escola pra roubar uma assinatura que autoriza todo mundo ficar bêbado. – eu disse enquanto eu, a Lene e a Lily íamos andando pelo corredor fazendo todo mundo babar. Sou muito gata, pode falar a verdade, eu escuto isso todo dia e eu me canso tanto que eu nem digo mais “Obrigada”. Eu sou muito chata e convencida também né? Brincadeira, nem sou tão gata assim. Ou eu seja, AH SEI LÁ. Sou péssima pensando.

- Eu acho que é o fato de que se elas não fizerem vão virar excluídas socialmente e sentarem dos lados dos nerds geeks que tiram caquinha do nariz e ficam falando da velocidade que um móvel cai de um prédio. – disse a Lily. Eu tenho muito medo dos geeks. Eu vivo colando deles nas provas de cálculo e eu nem sei o nome deles, mas eu sei que eles já me chamaram pra sair, pra explorar a Lei da Gravidade. Eles devem ser doentes, nem quero ficar grávida com 17 anos e geralmente essa parte vem depois de um casamento e ninguém aqui vai casar. Eu não vou, você vai?

- Nossa, odeio muitasso vestido de noiva. – eu disse enquanto arrumava minha saia. – Que foi? EU NÃO DISSE NADA! – eu respondi quando vi que as outras duas ficavam olhando pra minha cara como se elas tivessem acabado de ver eu matar o Obama com as filhas dele, junto com a Miley Cyrus. Eu quero falar de roupa, eu amo falar de roupa, sério. Quando eu crescer (?) eu vou ser um cabide, pra poder ter várias roupas exposta em mim e todo mundo me achar gata e me levar pra casa. Ou não.

Eu estou usando uma camisa branca e uns colares muito lindos que eu comprei na Barney’s semana passada e uma saia preta de prega que vai até a metade da coxa, porque antes dela o diretor me manda pra casa e se eu for mandada pra casa eu sou mandada pra rua. SE VOCÊ NÃO FOI NA BARNEY’S VÁ, É MUITO LINDA! Daqui a pouco eu vou virar garota propaganda de lá, ou quem sabe futuramente eu trabalhe como cabide lá. Enfim, meu cabelo tá solto e todo rebelde, preso com uma flor de crochê creme na minha cabeça. Meu cabelo me odeia muito, por isso nem rola um sentimento de amor entre a gente. Eu sei que milhares de menina dessa escola morreriam pelo menu cabelo, mas eu não. A Lene tá com uma saia que vai mais ou menos até o joelho, uma meia-calça, um sapato fechado marrom de salto e uma blusa de seda com babado. A Lily tá com um vestido que vai até um pouco mais da coxa, preso com um cinto e uma sapatilha. A gente se veste super bem, somos ricas, gostosas, fazemos compras na Barney’s e usamos Gabbana Havaiana, o que a mais a gente quer?

- Juro que só abro a boca de novo quanto for pra seduzir o filho do porteiro com cara de Zac Efron. – eu disse enquanto elas riam de mim e a gente ia pelos corredores atrás do filho do porteiro. Gente, eu nem sei o nome dele, eu só sei que ele é bolsista, o pai dele é porteiro do colégio e fica aqui até às 7 da noite e ele fica junto pra não ter que pagar mais passagem de ônibus. Ele é a cara do Zac Efron, não faz meu estilo, joga basquete no parque com os amigos todas as segundas, quartas e sextas e mora num apartamento que o aluguel custa £750. Nem sei nada sobre a vida dele, pena. Sarcasmo é meu amigo, não contei?

Geralmente eu as menina sabemos muito mais das pessoas, mais até do que elas sabem. Parte porque nós somos super detalhistas e populares e isso faz com que todo mundo conte tudo pra gente e tudo que eles contam a gente põem no blog e dá nossa opinião. SE VOCÊ FALAR QUE É IGUAL GOSSIP GIRL E QUE EU PAREÇO A SERENA EU TE EXPULSO DAQUI E VOCÊ NUNCA MAIS LÊ MINHAS NARRAÇÕES. Obrigada. Acordei meio Serena hoje, vou dar um surto, fazer um strip no meio do colégio, viajar pra bem longe e voltar depois de uns meses como se nada tivesse acontecido e ninguém tivesse me visto nua.

- Aonde esse projeto de menino se meteu? Ele sempre nunca tem nada pra fazer, quando a gente precisa dele, ele some. – disse a Lene enquanto a gente ficava parada na frente da porta do refeitório tentando achar o dito cujo. AS PESSOAS NUNCA APARECEM QUANDO EU PRECISO! É incrível, nem mesmo minha faxineira. Eu acho que eu não tenho uma faxineira, ér.

- Amiga, a gente nunca precisou dele, sinto te dizer isso. – disse a Lily dando uma tapinha no ombro da Lene. – Emmy, use seus poderes super sedutores e vá seduzir o Brad e perguntar aonde o projeto de Zac Efron está. – disse a Lily me dando um tapa na bunda e fazendo dar uns três passos pra frente. Adoro ser tratada igual cavalo que precisa de tapa na bunda e chute na barriga pra correr. Não te contei? Meu hábito favorito é comer palha no celeiro, minha casa. Sarcasmo é meu amigo [2], saio todo dia com ele.

- Muito obrigada, me sinto muito importante contribuindo dessa maneira. – eu disse fazendo um sinal de “LEGAL HEIN AMIGA?” pra Lily enquanto ia me dirigindo até a mesa do Brad com os amigos gostosos dele. Ele me irrita, mas ao mesmo tempo ele é legal e me trata bem. – Oi Brad gato, como estás?

Nós ricos não gritamos, não saímos fazendo qualquer coisa pela rua, não dizemos palavrão, não temos cocô fedido e não temos a conta do banco no vermelho. Se bem que, eu grito, faço tudo que eu quero e falo palavrão. É tão legal você ser fora do normal e sair quebrando todas as regras, principalmente quando você é rica. Quando você faz isso sempre ganhar uma nota no jornal no dia seguinte, ou a primeira página, depende da família e do que você apronta. Como nosso pais vivem fazendo doação pras maiores universidades, como Yale, Harvard, Brown e outras, além de serem os donos e amigos da maior empresa de publicidade dos Estados Unidos geralmente a gente consegue a primeira página, além de nós nunca fazermos coisas, digamos que
normais.

- Melhor agora, loira. E aê, o que te faz atravessar a fronteira da sua passarela e vir falar comigo? – disse ele dando um sorriso. O BRAD É MUITO LINDO, VOCÊ PRECISA CONHECER ELE. Ou não, se você for uma piranha. Acho melhor eu manter ele só pra mim mesmo. Não que eu seja egoísta, eu vivo fazendo trabalho voluntário pra constar na minha ficha quando eu me candidatar a Yale. Tá legal, eu sou egoísta, mas eu nem me abalo com você.

- Conte-me, você viu o projeto de Zac Efron, digo, o filho do porteiro? – eu disse sentando no colo dele e olhando pra cara dele dando meu melhor sorriso. Sou macaca velha na arte da sedução, ou talvez eu faça tanta cagada que eu já tenha certa experiência. Tá legal, agora é a parte que o Brad olha pra mim como se eu tivesse feito cocô na calça e todo mundo percebeu, por causa do mau cheiro. Odeio pedir informação, principalmente sobre o filho do porteiro. NEM PRA MIM ELE TRABALHA, COMO PODE.

- Não acredito que você vai me trocar pelo filho do porteiro. Olha Emmy, você não nasceu pra usar uma toca na cabeça e trabalhar como cozinheira da escola nos próximos três anos, enquanto todo mundo estiver na universidade. Se você se casasse comigo você não iria precisar disso, iam te servir o dia todo. – disse o Brad. ELE TÁ ME PEDINDO EM CASAMENTO OU É MINHA IMPRESSÃO? Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não quero casar? O máximo que eu quero é juntar com alguém e viver num apartamento sem janela na sala, mas sim com uma parede inteirinha de vidro com vista pro mar. Sou super humilde e infelizmente nasci rica. É O DESTINO!

- Brad, isso é um pedido de casamento? – eu perguntei e ele riu. Odeio quando riem de mim. Por que não riem da Mariah Carrey? Ah não, ela tem um super corpo cantou no funeral do Michael Jackson, por isso não riem dela. DESCULPA, EU ESQUECI QUE ELA REQUEBRA A BUNDA MAIS DO QUE MADRINHA DE BATERIA, MAS TUDO BEM. – Cala a sua boca, vai. Você viu o menino ou não? – eu perguntei dando um tapa de leve no ombro dele. É tão legal bater nas pessoas, principalmente em meninos, eles nunca revidam.

- Vi, ele tá sentado ali na mesa do lado do bebedouro com a irmãzinha dele. – apontou o Brad pra uma mesa com duas pessoas que comiam de cabeça baixa. Sério, se eu fosse assim eu me matava. Eu digo assim no sentido de ser isolado e ainda ter que ser seduzido por três garotas que nunca falaram comigo só pra abrir a escola a noite. Me sentiria super mal, mas como eu não sou ele nem nunca vou ser, nem rola um sentimento de revolta dentro de mim.

- Péssima localização, é bem ali que o vuco-vuco começa quando o sinal bate. Argh, mas o que eu não faço por uma garrafa de wodka. – eu disse. NOSSA, A BÊBADA FALOU AGORA NÉ? Mas é verdade, tudo pelo bem maior dos menores de idade viciados em álcool. Coitados, vamos criar uma associação. Vou ser a líder, viciada maior. Sou um super exemplo, deixe seu filho cinco dias comigo e ele volta completamente gato e deixa de ser BV, ou virgem, dependendo da idade. Preciso me controlar, sério. – Bom, um beijo pra você. Depois a gente se fala.

Sabe quando você passa e todo mundo te olha? Sim, é horrível, mas isso acontece comigo e com as meninas todos os dias então digamos que nós já estamos acostumadas. Meu único medo é que um dia eu fique menstruada ou mandem chutar minha bunda e como eu tô tão acostumada com tudo isso, nem fique sabendo porque tá todo mundo me olhando com cara estranha.

- Sentado do lado do bebedouro, com a irmãzinha. Acho que o nome dela é Lee Fiora. – eu disse. Seria mais fácil falar com a menina do que o com o menino, mas pelo que eu soube ela odeia a gente, e só o fato da gente sentar a menos de 10 centímetros dela já faz querer ela matar a gente e jorrar sangue pelo bebedouro. Depois NÓS somos as loucas que saímos nas colunas sociais com garrafas de champanhe na mão. Queria muito surtar um dia, se bem que eu acho que eu faço isso todo dia, pelo menos é o que a Lene diz. A Lene tem probleminhas e um dia eu afogo ela no lago da escola, mas isso é assunto pra mais tarde.

- Foi ela que tentou inventar um boato que a Lene tava grávida, não foi? – disse a Lily. COMO ASSIM, EU NÃO TAVA SABENDO DISSO? NOSSA, ESSA MENINA PRECISA MORRER. Tô falando muito de gravidez e casamento nesses meus pensamentos. Rolou um sentimento aqui e agora de estar grávida. NOSSA, QUE MUITO MEDO. Imagina, que horror, nem pai meu filho teria. Ou não. Enfim, eu seria uma péssima mãe, que iria à Barney’s todos os dias, ao cabeleireiro lavar meus cabelos com shampoo de amêndoas e depois ia por calmante na mamadeira do meu filho pra ele não ter que mamar no meu peito e assim ele não ficar caído e nem chorar enquanto eu ponho pepinos nos olhos.

- ÃHN? LILY VOCÊ CHEIRA ANDA SAINDO MUITO COM O BOB MARLEY? – gritou a Lene no meio do refeitório. Depois eu sou a louca né? TÁ LEGAL, ÀS VEZES EU SOUA LOUCA, QUAL O PROBLEMA? Já disse que adoro surtar e dar uma se Serena-se-eu-soubesse-escrever-o-sobrenome-eu-escrevia. Alguém tem noção que eu tenho 17 anos de idade e preciso escolher uma carreira e nem sei ao menos escrever um nome de uma rica, amiga minha. No dia que eu conhecer a Serena eu te mando um scrap no Orkut, um beijo. AH, EU SEI QUE VOCÊ ME AMA (h).

- É sério, eu não lembro quando, acho que uns meses atrás, ela começou a inventar uma coisa que você tava grávida de um cara tipo, 20 anos mais velho com você e que tinha uma filha da nossa idade já. – disse a Lily olhando pra uma Lene que estava completamente vermelha e prestes a sair bolhas de espuma da boca. Isso me lembrou muito Bob Esponja. Nossa, realmente eu fiquei com muito medo dessa menina, ela realmente deve odiar a gente. O que eu fiz pra ela? Eu não me lembro de ter feito ela vestir uma roupa transparente e ter colocado a luz encima dela, isso foi com a Dede Thompson. E eu acho que o vídeo pornô foi com a Conchita Owens e não com ela. POR QUE TODO MUNDO ME ODEIA?

- Acho que nós temos uma carta na mão agora. Se ela odeia a gente é porque sente inveja de nós. Nada que o nome dela na lista VIP da festa resolva essa situação. – disse a Lene inclinando a cabeça e estudando a menina. Ela não é feia, mas eu sou mais bonita, certeza. Me achei super diva agora. Enfim, a gente adora analisar nossas vítimas, digamos assim. Pra nós conseguirmos a chave com o irmão dela, ela não pode estar perto, se não ela sai contando pra todo mundo. Depois que a gente colocar o nome dela na lista, o que não vai acontecer, mas ela não precisa saber ela sai com rabo entre as pernas e a gente negocia com o irmão dela. Somos super geniais, ou melhor, EU SOU, porque a cabeça é minha.

- Oi Fiora. – disse a Lily enquanto a gente sentava na mesa que ela estava com o irmão dela. Eu sentei do lado dele e a Lene do outro, enquanto a Lily sentou do lado da Fiora. É tão chique chamar as pessoas pelo sobrenome, eu nem tenho intimidade com ela pra sair chamando ela de Lee. Lee me lembra lima, que me lembra Família Lima, que me lembra Sandy&Júnior. Brisei muito.

- Se vocês vieram falar comigo a respeito da “suposta” gravidez da Marlene, me desculpem. Não façam nada comigo, por favor. – disse ela olhando pra cara da Lene morrendo de medo. POR QUE TODO MUNDO TEM MEDO DA GENTE? Nossa, eu realmente preciso de um curso de comportamento social, porque eu devo ser uma vadia cachorra na escola e ninguém me avisa. Ninguém aqui é meu amigo, é isso? Sou emo, isolada, linda e loura, dica.

- Na verdade, se você sair daqui agora você tem seu nome garantido na lista da VIP da próxima fila, Flea. Posso te chamar assim, né?  – disse a Lene com uma sobrancelha arqueada e sorrindo pra menina. Tá legal, eu espero nunca virar inimiga da Lene um dia porque ela é muito persuasiva e com certeza ela vai me obrigar a aceitar e fazer coisas que eu não quero. Ela já faz isso. LENE, VOU TE MATAR PELO BEM DA CIDADE DE LONDRES, AMIGA. Queria muito ter nascido Marlene. Ou não, acho que sou mais meu cabelo super gato loiro com luzes.

- Pode, já tô saindo. E muito obrigada por não acabarem com a minha vida social. – disse a Lee pegando os cadernos dela de cima da mesa e saindo andando, enquanto o irmão dela ia levantando e dava o sinal de fazer o mesmo. Se esse menino sair daqui agora eu juro que furo o olho dele com a colher de salada de fruta. TÔ COM MUITA VONTADE DE COMER PAELLA! A gente estuda na escola das 9 da manhã até as 3 da tarde, então a gente lancha e almoça aqui e eu juro que se não tiver paella nessa escola amanhã eu mudo de escola, sério.

- Hey, colega, aonde você pensa que você vai? A gente não disse pra você sair, só a Flea. – eu disse chamando ele com o dedo. Sou super sensual, pode dançar nas boates. Nossa, eu sempre quis dançar num daqueles canos. Pode me chamar de vadia. OU MELHOR, PODE NÃO. Eu tenho um super advogado e ele te processa por alguma coisa aí e eu fico ainda mas rica. A gênia ataca novamente. Okey, vamos voltar à arte de sedução agora.

- Ãhn...t-t-tá. Eu pensei que vocês quisessem sentar nessa mesa – NERDS SÃO FOFOS OK? Tipo, ele gaguejam quando estão perto de meninas bonitas e sempre que você precisa deles, eles são sinceros. São tipo, amigos gays. Eu queria muito ter um amigo gay, na verdade eu acho que eu tenho, mas ele próprio não sabe disso. Um dia eu conto pra ele, not today. Enfim, vamos manter o foco, eu realmente preciso dessa chave pra invadir a escola e não vai ser contando pro meu amigo que ele é gay que vai ajudar muito as coisas.

- Sabe, projeto de Zac Efron, quer dizer...qual o seu nome mesmo? – disse a Lily enquanto piscava furiosamente quando percebeu que tinha chamado ele de projeto de Zac Efron. Eu sou um projeto de estilista, a Lene é um projeto de jornalista e a Lily é um projeto...indefinido. Nós ainda não tivemos a oportunidade de discutir isso com ela, só na narração passada, sobre o direito. Alguém percebeu que eu estou cantando um projeto de Zac Efron que eu nem sei ao menos o nome? Eu realmente devo estar precisando de uma garrafa de
wódca.

-John, John Fiora. – disse o menino sentando de novo no lugar dele. Jesus Maria José, o pai dele devia estar bem inspirado quando resolveu colocar esse nome no garoto né? Não combina nada. O nome da irmã dele, apesar de parecer um apelido, pelo menos é mais decente. CAIU 20 PONTOS NO MEU CONCEITO. Como se meu conceito tivesse muitos itens a serem exigidos. Na verdade são três: dinheiro, beleza e nome. E daí que eu ligo pra dinheiro? Pelo menos eu falo na cara, NÃO ME CASO COM HOMEM POBRE E NEM ANDO COM GENTE POBRE. Nunca quero depender de cheque especial na vida.

- Okey John. O que você acha da gente fazer um after-party  depois da festa da semana que vem? – disse a Lily e eu vi os olhos do menino brilharem. Talvez alguma coisa lá em baixo também tenha brilhado. – Porém, como troca, você podia nos fazer um favor, do tipo: pedir a chave da escola pro seu pai. – terminou a Lily e eu vi os olhos do menino murcharem, mas eu duvido que lá em baixo também tenha acontecido isso. Adoro ser mulher.

- Tá lega, pode esquecer. Era óbvio que vocês queriam alguma coisa. – disse o menino levantando e colocando o óculos. – Vocês são sempre assim, acham que podem comprar o mundo com o dinheiro de vocês. – terminou. Meu filho, eu não acho que eu posso comprar, eu tenho certeza que eu posso. Eu vim aqui numa boa tentar corromper ele dando uma coisa em troca pra ele, se ele acha que ele vai me esculachar, sinto muito, mas ele vai perder a vida social dele, isso é, se ele tem uma.

- Senta agora ou então a escola toda vai ficar “sabendo” amanhã que sua irmã está grávida, apesar de ela não estar, eu acho. – eu disse olhando pra cara dele, enquanto ele ia abaixando cada vez mais, até sentar. – E o pior: o pai vai ser você. – eu disse isso e ele tirou o óculos, fechou os olhos e esfregou-os. Adoro inventar histórias super loucas aonde a escola toda acredita em mim e acha que os personagens da história são os loucos. Rehab é tipo de um SPA, você relaxa e só falta uns pepinos e uma manicure lá. Se tivesse isso seria completo, não que eu já tenha ido pra lá, mas eu tenho minhas fontes.

Adoro ter um blog aonde eu e as minhas amigas falamos de todo mundo e damos a nossa opinião. As pessoas sem caem na sua e fazem o que você quer.

- A gente tentou ajudar você, mas você não quis se ajudar, John. Sorry. – disse a Lene fazendo uma cara de decepção. COMO SE ELA TIVESSE LIGANDO PRA ELE. Eu também nem tô, se você quer saber, era isso que a irmã dele merecia depois de vir falar que a Lene tava grávida de um cara que já tem uma filha. Se isso um dia acontecer eu jogo a Lene pros porcos comerem. Tenho muito de porco, eles são animais gordos, com estrias e com gripe suína.
MUITO MEDO DA GRIPE SUÍNA!

 
 Tá legal, me encontrem às 7 aqui na escola. Eu vou dar a chave pra vocês. – ele disse olhando pra nossa cara. – Mas você não podem serem vistas, se vocês forem meu pai é demitido e eu não tenho mais aonde estudar, nem minha irmã. – isso me tocou. QUE SE DANE SUA IRMÃ, se ela não fizer uma faculdade já tem uma vaga garantida como bitch mentirosa. Eu posso tentar livrar a cara dele, mas a da irmã dele, ela merecia mesmo era ser suja. Não me chame de má, por favor.

- Tá legal, colega, vocês ainda vão ter aonde estudar amanhã. – disse a Lene dando um sorriso e colocando a mão no ombro do projeto de Zac Efron. – Se alguém ver a gente, nós dizemos que ficamso até mais tarde pra fazer um trabalho, perdemos a noção do tempo e ninguém viu a gente na Biblioteca e aí ficamos presas. – terminou ela sorrindo. Lene é a mentirosa mais mentirosa das mentirosas que mentem. Isso faz sentido? Bom, ela só não mente pra mim e pra Lily e nem nós pra ela. Ela sempre tem as melhores desculpas.

- Vocês realmente são umas vadias, sabiam? – disse o John ou sei lá qual seja o nome desse garoto. Esse menino é pobre e nem assim tem educação. Conheço muito pobre limpinho, pelo menos aqueles que eu vejo no orfanato que eu faço caridade cheiram Victoria’s Secret que mandei pra lá, de graça. Mereço um lugar no céu, eu acho. Meu filho vai cheirar Dior e usar roupas da Valentino até quando ele for comer frango com as mãos e enfiar ele nas orelhas. nem me abalo.

- Sim, ninguém te contou? Nós somos as únicas vadias por aqui. – disse eu piscando pra ele enquanto nós três saíamos com classe da mesa do lado do bebedouro.



 


 - Lene, você só pode ter nascido com catarata – disse a Lily enquanto dava uma bundada na Lene, que estava tentando abrir a porta da secretaria pra tentar entrar na sala do diretor que fica depois dessa sala. Essa sala fede quando ela fica fechada.

Nesse momento você se pergunta que fim tiveram aquelas lindas chaves que a Lily roubou, não é? Pois bem, todas eram da escola, mas nenhuma delas era da sala do diretor. Isso já era de se esperar, mas como nenhuma de nós é nenhum Jimmy Nêutron, porque se nós fôssemos nós estaríamos ganhando o Prêmio Nick Awards e não estaríamos aqui quase sendo presas e condenadas à pena de morte nós não sabíamos que a chave do diretor ficava somente com ele e uma cópia com o porteiro, que vai embora às 7 horas. Deve ser tipo, a Terra do Nunca na sala do diretor, porque nem mesmo a faxineira pode entrar. Ou deve feder mais que a secretaria.

Tô com muita saudade do Michael Jackson, Terra do Nunca e de Black or White. Eu ia no show dele, POR QUE ELE FOI MORRER? COMO ASSIM, EMMELINE VANCE IA DAR A HONRA DE SUA PRESENÇA E ELE MORRE. Nunca gostei dele mesmo. Mentira, sempre dançava Thriller escondida no meu quarto à noite, quando todo mundo babava em seus travesseiros de pena de ganso e meu irmão lia ou fazia outra coisa Playboy. Ele tem treze anos e às vezes que queria muito enfiar um vaso com terra na cabeça dele.

- Olha só quem tá falando. Você tem 7,5 de miopia. Sem lentes você não enxerga nem sua própria mãe, Lily. Era capaz de agarrar o Stuart Little. – eu disse. E é verdade ok? Outro dia a Lily perdeu as lentes dela, não lembro como, no parque e acabou agarrando um mendigo achando que era a mãe dela, só porque ele estava com uma blusa igual a da mãe dela. Na verdade, não era igual, ele tinha deixado cair uma bebida azul que fazia parecer a blusa da mãe dela. Quando a gente chegou em casa a Lily tomou 6 banhos seguidos e nós fizemos guerrinha de água no banheiro. Não tive infância, e aê?

- TÁ LEGAL, FOI UMA VEZ SÓ OK? E A CULPA FOI DE VOCÊS, que me deixaram beber saquê quando o Duke me deu um fora – ela disse enquanto eu e a Lene colocávamos a mão na boca dessa gralha. Ou melhor, eu quase enfiava meu punho inteiro na boca dela. Isso soou erótico, mas não é o que você pensa, apesar de estarmos só nós três nessa escola escura e carregando cada uma, uma lanterna. Estou me sentindo uma espiã, tipo Mulher Gata (?), super gostosa vestindo a mesma roupa do almoço e numa sala fedida. Nossa, que puta clima pra rolar alguma coisa. EU QUERO MINHA CAMA! Isso se eu ainda tiver uma quando for pega pela polícia aqui.

- Lily, mais uma palavra e você realmente vai ficar sem ver – disse a Lene enquanto abaixava a luz da lanterna e a gente ia entrando na secretaria. ODEIO ESCOLAS A NOITE. Na verdade, eu abomino qualquer tipo de escola, independente do horário do dia, mas à noite geralmente elas soltam uns barulhos meio estranhos e sempre alguém morre quando isso acontece. Geralmente sempre é o último da fila.  Ah, peraí: EU SOU A ÚLTIMA DA FILA. Nem me abalo, mas eu realmente queria partir desse mundo estudando em Hogwarts e casada com um dos caras do McFLY.

- Essa secretaria fede. O que eu pago pra essa escola dava pra comprar uma fábrica de desinfetante se eu quisesse. – eu disse enquanto a gente pegava a chave da sala do diretor de dentro do bolso da minha calça, ou melhor, eu pegava. Minha bunda não é pública e nem sou lésbica pra ficarem passando a mão na minha bunda. Na verdade, eu nem me abalo com lésbicas. Eu acho beijar legal em todos os sentidos então quem beije que quiser, seja homem ou mulher. Eu tô batendo um papo super cabeça enquanto invado a sala do diretor.

- Pronto. – disse a Lene enquanto girava a sala na maçaneta e abria a porta da sala do diretor. – Lily procura o papel de autorização no arquivo, Emmy procura naquelas pastas e eu vou procurar na mesa dele. – ela concluiu enquanto ia colocando uma luva.

- Lene, você é doente mental? Isso aqui não é CSI NY, nem The Mentalist amiga, a gente esta invadindo a sala do diretor e roubando uma autorização. – disse a Lily e a gente olhou pra cara dela como se ela tivesse acabado de falar que fez cocô nas calças logo agora. Nós estamos roubando, só isso, prestou bem atenção né? Porque daqui 15 minutos eu posso estar batendo caneca e pedindo comida numa prisão. – Tá legal, usa as luvas. Se você tirar elas eu te estrupo.

- Eu não consigo chegar na mesa, parece que essa sala não tem fim. Daqui a pouco eu tô na Coréia no meio da guerra e vocês tão aí procurando o papel. Eu realmente queria acender a luz pra ver o que ele esconde aqui. – disse a Lene enquanto ia apalpando os móveis até achar alguma mesa, ou talvez, alguma coisa com quatro pernas. Móveis também sofrem abuso sexual, reflita.

- Lene, você definitivamente é cega, amiga, sinto te desapontar – eu disse enquanto ia abrindo algumas pastas, procurando a autorização e sem sucesso, ia fechando e colocando-as no mesmo lugar. Estou me sentindo super importante, tipo uma secretária. Na verdade, tipo uma secretária roubando o seu chefe. Seria melhor se ele fosse rico e eu tivesse um affair com ele, mas não rola. Not today [2].

Só me deixa falar uma coisa: MEU OSSINHO DA BARRIGA FINALMENTE ESTÁ APARECENDO. Obrigada pela compreensão.

- Olha! – exclamou a Lily um pouco mais alto do que no tom fletcher que nós estávamos nos comunicando. Juro que a se a Lily tiver achado eu vou colocar ela pra jogar na loteria pra mim. Qual é, dinheiro nunca é pouco, amigos, você nunca sabe o dia de amanhã.  Outra coisa, a Lily achou alguma coisa e a Lene Mac chegou na mesa, como assim?

- Que foi? Achou a autorização? – sussurrou a Lene de um canto da sala.

- Por que você tá sussurrando tão baixo? Assim a gente não ouve. – eu perguntei enquanto abria mais uma pasta e interrompia a Lily. Sou mal educada com as minhas amigas, nem ligo. Na verdade, é legal ser mal educada com as pessoas que você sabe que amam vocês, porque de alguma maneira, você sabe que elas vão te perdoar. A mesma coisa acontece com raiva. Você sente raiva mais facilmente de quem você ama, porque você sabe que sempre vai ser perdoada. One Tree Hill é super cultural, aprendi com o Luke.

- Eu continuo falando na mesma tonalidade, eu só acho que tô há uns 100 metros de distância de você. Mas eu me acho pra voltar, ou me abandonem aqui – disse a Lene em um canto da sala, bem longe. Essa sala deve ser tipo, do tamanho da minha sala de estar. Acredite, ela é gigante. – Agora cala a boca e deixa a Lily falar. – Me senti super amada agora. Estou com raiava da Lene, mas eu sei que vai passar, porque eu amo ela e ela me ama
e nós formamos uma família feliz.

- Mercy, mademoseille. Eu não achei nenhuma autorização, mas eu achei o anuário com várias fotos escrotas de todo mundo. HASDIOHASDOIHASDIOHOASD, tem uma aqui da Gates Makrolon que eu cortaria desse livro e ainda fazia macumba de fosse ela. – disse a Lily vindo em mostrar a foto de uma menina com um aparelho capacete, caolha e com caca no nariz. Tadinha, ela não tem culpa de nascer assim, eu até trocaria de lugar com ela. Na verdade, eu não faria isso, mas boas ações, mesmo que você não goste, te ajudam a entrar em Yale.

- Lene, se você visse isso eu acho que você choraria, sério. Ela parece aquela sua tia. Nossa, olha a ficha da Amy Jokens, é mais suja que banheiro público de estádio de futebol em dia de Libertadores – eu disse enquanto pegava a ficha da menina na mão e dava uma olhada nos delitos. Ainda bem que nós nunca fomos pegas e nem assinamos qualquer livro, se isso acontece cada vez que a gente fizesse alguma coisa contra as regras eu ia passar minha vida nessa sala.

- Se eu conseguir retornar pra esse lado da sala eu vejo a minha tia no anuário – a Lene disse enquanto eu ouvia um barulho distante de gaveta fechando. Minha audição é muito boa, mas a Lene deve tá bem longe, porque eu não tô escutando mais quase nada. Juro, nunca mais volto aqui, dá medo. E nem é porque eu estou roubando o diretor ok? Sarcasmo é meu amigo, já disse.

Pausa dramática:
PERA AÍ, EU SOU RICA E ESTOU ROUBANDO UM CARA PRA QUEM EU PAGO O SALÁRIO? Eu realmente devo estar com muita vontade de ser presa e passar o resto dos meus dias tomando sol e costurando calcinhas sujas.

- ACHEI! ACHEI! ACHEI! Tava dentro da pasta Autorizações. – se comentários pra esse fato. Ela está há uma hora vendo anuários e não procura na pasta mais óbvia do arquivo. Realmente, a Lily tem 7,5 de miopia, é a única explicação sem ofensas que eu qualifico à ela. – Morreram?

- É, eu morri com tamanha inteligência, Lily. – disse a Lene ainda mais longe dessa vez. QUE PORRA É ESSA? Daqui a pouco ela encontra com o Jack do Titanic e com a Rose e ninguém fica sabendo. Nossa, tenho um colar igualzinho o da Rose, só que vermelho. Pode babar, mas deixa no meu cofre, por favor.

-Senti um sarcasmo nessa fala. Não rolou um sentimento legal – disse a Lily me dando a autorização pra eu checar e tudo que eu entendi de toda essa porção de palavra junta no escuro foi: Wódca envelhecida 12 anos - £80 com Mastercard, Garrafa de Chardonnay £120 com Mastercard, ficar de porre e vomitar no dia seguinte não tem preço.

- Sarcasmo é meu amigo, durmo todo dia com ele. – eu disse abraçando a Lily. – É essa mesmo amiga. Lene, volta pra cá antes que você afunde junto com um fóssil aí na Era Paleozóica e eu agradeceria se fosse rápido, porque eu realmente não quero morrer numa prisão.

- Calma ai, tô chegando, só falta mais uns 99 metros. – disse a Lene com a voz um pouco mais perto. – Sério, caberia duas casas de gente pobre aqui dentro. – terminou ela. EU realmente acho que eu me ocupo demais pensando em pessoas pobres, eu preciso pensar mais em mim. As pontas do meu cabelo estão completamente acabadas.

- Finalmente, achei que um bando de dinossauros tivesse arrancado uma das suas pernas. – disse a Lily quando a Lene chegou perto da gente, pegou a autorização e deu um mega sorriso. O sorriso dela brilha no escuro, que muito lindo isso, eu tenho dentes amarelos. Na verdade eu não tenho, mas é legal mentir às vezes, dá mais clima pra situação. Nesse momento tá rolando um sentimento. – Tá legal, agora vamos sair daqui. Ainda quero jantar alguma coisa boa e não arroz e feijão.

- Eu tô com muita vontade de comer paella. – eu disse enquanto pegava minha lanterna e a gente ia saindo da sala do diretor e enquanto a Lene enfiava a autorização no peito. Adoro enfiar as coisas no peito, além deles ficarem maiores você esconde seu dinheiro. O problema é se você for assaltada, aí você corre o risco de ser estrupada junto, mas tudo bem, você já vai tá na fossa mesmo. – Cara, a gente é muito foda. O que vocês acham e uma festa na minha casa com champanhe agora?

- PERAÍ, QUEM ACHOU A AUTORIZAÇÃO FUI EU. EU SOU FODA. – disse a Lily enquanto a Lene ia fechando a porta da sala da secretaria e a gente ia passando pelo corredor. – Sério, eu até iria pra sua casa, mas deixa primeiro eu ver se não tem um carro de polícia ali na porta. – terminou ela enquanto agente ia passando pela nossa sala de Biologia. Tenho nojo de Biologia, eu quase sempre vomito na aula. Não sei se é por causa do professor que é nojento ou se é porque eu nunca como e sempre fico com dor de estômago. Preciso pensar.

- Lily, eu juro que se tiver uma carro de polícia na porta eu e entrego pra eles e digo que você queria estrupar a gente e que seu desejo sexual sempre foi fazer isso dentro de uma sala de biologia e com um tubo de ensaio na mão – disse a Lene enquanto a gente passava pelo ginásio e ouvia uns gemidos. TÁ LEGAL, AGORA EU TÔ COM MEDO. Se antes que já estava me cagando nas calças agora mesmo eu acho que vou ter uma diarréia. Uma música de McFLY de fundo por favor: When you think you're having fun, but you got a smelly bum, Diarrhea, Diarrhea.

- Lene, não precisa gemer pra dar uma coisa mais real à sua cena com a Lil, a gente já entendeu, amiga. – eu disse enquanto a gente ia passando pelo armário de Educação Física. Estou me sentindo num filme de terror e eu acho que eu vou morrer. Na verdade, eu estou me sentindo num motel. Eu nunca fui, não em sã consciência, talvez bêbada, mas eu estou me sentindo em um. Se eu morrer hoje eu juro que volto pra puxar o pé de todo mundo que já falou mal de mim a noite. Ah, e eu acabo com a Fiora.

- Não sou eu tô gemendo. Eu não gemo igual uma vaca. Tá vindo de trás do armário de Educação Física – disse a Lene pegando a chave do armário e conferindo se era ela mesmo. – Eu vou abrir, parece que tem alguém preso aí dentro.

- ISSO AMIGA! Você faz isso e a pessoa que tá aí dentro denuncia a gente pro professor. Deixe ele morrer, é mais oxigênio pra mim. – disse a Lily enquanto ia puxando a gente pro outro lado. CREDO, QUE AMIGA EGOÍSTA. Nem sei o que eu estou falando, eu sou o sujo falando do mal lavado. Outro dia eu não queria que meu primo fosse pra casa com medo dele querer usar meus 365 sapatos do meu closet.Sim, é um pra cada dia do ano e tem um que fica num cofre pros anos bissextos.

- Lily, um dia eu vou te trancar num armário pra você ver como é bom. – disse a Lene chegando perto do armário de novo e encostando a orelha nele. – Sério, essa pessoa deve tá morrendo. Lily, bate na testa e cospe pra dentro. Estou me sentindo super Mulher Maravilha fazendo isso.  – Tá legal, então eu sou a...Bob Esponja. O Bob Esponja é muito cute e eu casava com ele, fim de papo.

- Tá legal, Lene, abre a porta da esperança. Se alguém sair daí vai beijar os nossos pés e nós vamos ficar ainda mais populares – eu disse enquanto a Lene ia abrindo a porta devagar.

- NÃO CALMA! – disse a Lily fazendo a Lene bater a porta com tudo. – Eu queria dizer que se alguma coisa acontecer eu sou a foda que conseguiu a autorização ok? Se bem quem, se tudo der errado e eu for a foda eu vou me ferrar. Lene, transfiro o posto de foda pra você. – terminou ela sorrindo mais do que quando ela descobriu que o Tom Fletcher era loiro. Foi muito lindo esse dia, Lily era daltônica. Ou não.

- Me sinto muito honrada, amiga. Agora, DEIXA A LENE ABRIR A PORTA? – eu disse dando uma pedala na cabeça da Lily. Nossa, isso é muito velho, mas tudo bem, ainda funciona. A Lene começou a abrir a porta e a gente foi entrando. O barulho dos gemidos foram aumentando.

- Jesus, queria saber quem geme assim. Deve tá com uma pata quebrada. – disse a Lene enquanto a gente ia entrando mais no recinto. Isso soou erótico, não me faça mais perguntas. Realmente, alguém que geme assim deve tá com a pata quebrada. Só não repito porque ficaria erótico demais e você nem ia aguentar. Ou ia. Sei lá, é tudo uma questão sexual, não sou sexóloga.

- Quem tá ai? – diz uma voz de homem enquanto a gente ouvia passos perto da gente. Essa é a parte que eu vou pela cabeça da Lene e sou estrupada dentro de um armário cheio de bolas e tacos de hóquei. Adoro morrer como indigente tendo muita grana no banco, mais que o Jay-Z.

- Quem tá aí? – repetiu a Lene ligando a lanterna e apontando pra todos os cantos. – Peraí, aquilo ali é um sutiã da Victoria’s Secret? Eu tô atrás de um daquele faz uns três anos e o preso do armário tem um? COMO ASSIM? – disse a Lene abaixando e pegando um sutiã preto de renda com strass que estava pendurado numa maçaneta.

Alguém acendeu a luz atrás da gente e quando a gente virou, nós vimos uma coisa que eu preferia não ter visto.

- O-ou, parece que é hora de um Starbucks, só que coberto de problemas. – eu disse enquanto a gente se deparava com o diretor só de cueca samba-canção.



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N/B: FINALMENTE! Muito tempo sem postar aqui e nem ia postar tão cedo, só fiz isso porque o Eugênio me obrigou a escrever. Tô preparando os personagens que eu nem acabei postando por causa daquelas mudanças do FEB :) Personagens me fazem mal, eu me sinto super feia perto das divas Leighton Meester, Blake Lively e derivadas, comofas? ._. Não é só a Emmy que tá com vontade comer paella, eu também tô, JUSTO NO FLETCHERDAY! Eu queria saber também comofas pra dar um fora numa garoto feio que é irmão da sua amiga. Mas enfim, voltando  Starbucks: eu já comecei a escrever o segundo capítulo, mas a fic está sem beta. Se alguém quiser se candidatar. Ou não :D Enfim tava morrendo de saudades e prometo que posto assim que der, amores. Beijos :*



Diiine Black

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