A mesa de jantar era linda e possuía todo o tipo de comida que eu gostava. Eu jamais imaginei a existência daquela sala. Jorge colocou os lábios no meu pescoço e eu pude sentir um sorriso se formando no rosto dele.
-Esse é um dos meus maiores desejos, que não pode ser realizado graças a essa divisão de casas. Quero jantar com você. Me permite isso? - ele disse me olhando nos olhos.
-Uma das coisas que sempre penso em fazer quando te vejo na mesa da Grifinória é andar até lá e sentar ao seu lado. - Mordi o meu lábio inferior e olhei para baixo.
Ele me puxou pela mão e me beijou lentamente. Depois do beijo nós fomos até a mesa e sentamos um do lado do outro. O jantar foi muito divertido, Jorge praticamente atacava a comida, o que me fazia rir bastante.
-O que você vai fazer depois que sair da escola, Jenny? - Ele perguntou.
-Eu pretendo viajar. Devem haver tantas pessoas geniais, animais fantásticos e lugares magníficos para conhecer... mas primeiro tenho que trabalhar e conseguir dinheiro para isso, claro. - Eu disse e ele sorriu.
-Fred e eu pretendemos montar uma loja de logros... tudo depende da situação financeira. Mas não vai demorar muito para concretizarmos isso. - Ele piscou.
-Tenho certeza que vão conseguir. Vocês dois são geniais. - Eu sorri.
-Você não sabe o quanto isso significa para mim. Obrigada por me apoiar, Jenny. - Jorge levantou e eu fiz o mesmo e nos abraçamos. - Eu não tenho palavras para dizer o quanto você me deixa feliz.
-Não precisa dizer nada, Jorge. Eu também me sinto extremamente feliz quando você está perto de mim. - Eu disse com lagrimas nos olhos.
-Eu te amo. - Ele disse olhando nos meus olhos.
Eu não consegui responder pois Jorge já estava com me beijando. Ele colocou as mãos em volta da minha cintura e eu me ergui um pouco na ponta dos pés, envolvi minhas mãos em volta da nuca dele e comecei a beijar o seu pescoço. A posição não estava muito confortável e eu desejei encontrar um lugar melhor para ficarmos. De repente uma cama surgiu do nada e a mesa desapareceu.
-Eu juro que eu não desejei isso. - Jorge me disse com os olhos arregalados.
-Eu sei. - Sorri e ele sorriu de volta maliciosamente.
Nós sentamos na cama e Jorge beijou o meu pescoço enquanto passava as mãos pela minha cintura. Era difícil respirar, mas era bom, era maravilhoso ter ele tão perto e sentir ele tão feliz. Eu também estava feliz, mas também sentia medo. Eu não queria estragar o momento, e ele também me acharia uma tola já que eu desistisse já que fui eu quem desejou que uma cama aparecesse do nada. Ele percebeu a minha tensão e parou.
-Me desculpe. - Ele disse.
-Não diga isso Jorge. Eu é que te devo desculpas... Eu que desejei a cama. Realmente não pensei nas consequências. Me desculpe por não poder fazer isso.
-Minha linda. - Ele afagou o meu rosto com a sua mão direita. - Não precisamos fazer isso. Eu vou te amar, sempre, não importa o que aconteça.
-Eu te amo, Jorge Weasley.
Nossas mãos se entrelaçaram e nós deitamos na cama. Encostei minha cabeça no peito dele e ficamos lá, calados, por algum tempo indefinível. Eu abri os olhos e percebi que tinha dormido por muito tempo.
-Jorge, que horas são? - Me levantei assustada.
Ele estava dormindo também e abriu os olhos assustado.
-Não sei... - Ele parecia confuso e isso só me deixava mais nervosa. - Espera...
Ele olhou para a parede e logo apareceu um pequeno relógio que mostrava que eram duas da manhã.
-Merda, merda, merda... - Eu repeti baixinho.
-Calma, Jenny. - Ele disse me abraçando. - Isso é tudo culpa minha, eu deveria ter te levado para o seu salão comunal na hora certa.
-Não coloque toda a culpa em você. - Eu falei entre os braços dele.
-É minha culpa sim. Não podemos sair agora... aquele maluco do Filch pode estar por aí, ou então... - Pude sentir ele ficar tenso nesse momento.
-Nada.
Eu o abracei o mais forte que pude. Estava com medo, nunca sai do salão comunal depois do horário, nunca desobedeci regras, ainda mais em um momento tão grave. Mas Jorge estava se culpando por isso e eu não poderia demonstrar medo ou isso torturaria ele.
-Vem. - Eu o puxei para que voltássemos a dormir.
-Vai ficar tudo bem, Jenny. - Ele disse passando a mão no meu rosto.
-Está tudo bem, Jorge. - Eu o corrigi. - Você está aqui comigo, então eu sei que nada ruim vai acontecer.
Ele sorriu e tocou seus lábios nos meus de leve. Quando eu acordei nós ainda estávamos abraçados, eu o chamei e ele abriu os olhos e logo um sorriso cresceu em seu rosto.
-Queria que todas as manhãs fossem como esta. - Ele disse me dando um beijo.
Saímos da sala o mais rápido possível. Eu estava com a minha mochila então não precisei passar no salão comunal da Corvinal. Mas como ele estava no treino antes de sairmos seus livros estavam todos no salão comunal da Grifinória eu o convenci de que não precisava ir até o meu salão comunal e o acompanhei até o dele.
-Vem. - Jorge disse me puxando pelo braço.
-Eu não posso entrar ai, s-sou da Corvinal. - Gaguejei com medo.
-Isso não importa, Jenny. - Ele sorriu e me levou.