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21. Uma descoberta irracional.


Fic: Qual foi o maldito dia que a vi bela. - Cap. novo!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 21: Uma descoberta irracional   (22/09/09)


 


Hum...


Era macio... quente... aconchegante e acolhedor... Era a melhor sensação do mundo, poder descansar depois de uma noite tumultuada, como a que tive. Nada poderia ser melhor, ou até poderia, mas meu cérebro ainda estava em um estado de pré-consciência realista ou qualquer coisa que seja aquela sensação de que você está mais dormindo do que acordado, mas só sabe que está meio acordado por que é capaz de sentir algumas coisas que não sentiria enquanto dorme profundamente, como é o caso desse aconchego que... ah!... é maravilhoso.


Apertei com mais força meu lençol contra o corpo, no entanto, ouvi um barulho estranho. Parecia um guincho. Fiquei parada, o estado de pré-consciência se dissipando contra minha vontade, mas havia alguma coisa estranha naquele barulho, parecia que estava sufocando alguém, tentei ouvir mais alguma coisa que denunciasse o que era, mas nada veio. Apenas o silêncio de uma manhã qualquer.


Mas aquela não era uma manhã qualquer. Muita coisa havia acontecido na noite passada. E cada detalhe de tudo surgiu em minha mente como se fosse um vídeo de algum filme que passava rápido demais, aquilo estava me deixando um pouco tonta, mas sequer tive a coragem de desviar minha atenção daquela overdose de lembranças que me mostravam um vestido branco e preto em meu corpo; uma companhia desagradável no elevador que me acompanhou em um táxi; um jantar sem sentido com um ser humano sem sentido, aquilo parecia estar acontecendo vezes de mais para o meu gosto; uma necessidade de ir embora; o encontro com pessoas desagradáveis, uma investida desagradável; uma visita noturna desagradável. E o resto daquela noite começou a passar mais rapidamente, fiquei com vontade de me desligar daquelas lembranças, mas parecia ser tarde demais. A única coisa que conseguir fazer foi girar o corpo até ficar de peito para cima em minha cama, mas ainda sim, não abri os olhos.


Pessoas no apartamento ao lado. A espera por um ataque que não veio. Aurores. Bagunça. Visita de Harry. Harry meu amigo herói. Destruição. O símbolo que ninguém soube decifrar, a mensagem na parede. A foto perdida. O amigo em apuros. Tristeza. Decepção. Beleza. Os traços vieram tão fortes em minha memória que ofeguei. Era, ridiculamente, lindo! Um chocolate quente. Conversa. Um passado sendo revelado a minha frente. Ciúme. De onde veio isso? Aff! Mais chocolate e por fim a escuridão. Deve ter sido nesse momento que me deixe envolver pelo cansaço.


Cansaço que agora já não fazia tanto sentido ao lembrar de tantas coisas que eu deveria estar fazendo quando ainda estou largada nessa cama. Perai! Como foi que eu vim para aqui se, a minha última lembrança antes do apagão, foi a de que estava no meu sofá, na minha sala, esperando por um chocolate que... nunca chegou?


Abri os olhos rapidamente assim como sentava na cama na mesma agilidade. Bichentou guinchou do meio dos meus lençóis, remexendo-se até conseguir colocar a cabeça para o lado de fora daquele emaranhado de pano, para logo em seguida pular para o chão sumindo pela porta, mas sem antes me lançar um olhar irritado, como se eu tivesse estragado o seu sono. Era só o que me faltava!


Mas, sim!!! Como foi que eu vim parar aqui? Olhei ao redor e de maneira inquisitiva para a cama, como se ela pudesse me responder alguma coisa. Aquele emaranhado de lençóis era meio estranho, por que, até onde eu sei, não sou de me mexer muito enquanto estou dormindo. Então, aquilo era, definitivamente, estranho, a não ser que, pelo vuco-vuco da noite passada, fui capaz de bagunçar tudo como se estivesse em uma luta livre. Ok. A bagunça poderia ter uma justificativa plausível. Mas o que não tinha era o fato de acordar na minha cama quando dormir no sofá. Disso eu tenho certeza: eu dormir no sofá... A não ser que...


- Não... não... e não! – ofeguei e olhei mais uma vez ao meu redor. Aquilo era impossível! – Isso não pode estar acontecendo. Não acredito que aquele... aquele... aquele... humf... me carregou para cá!


Mas como ter essa certeza? Ou isso ou o fato de que possivelmente desenvolvi algum distúrbio do dia para a noite e agora virei sonâmbula. Só pode ser!


“Não, querida! Você está total e completamente certa. Ele lhe carregou! Oh, que lindo! Mas como nos conseguimos perder aqueles braços ma-ra-vi-lho-sos se esfregando na gente.”


Aff! Graças ao meu bom Deus que eu estava inconsciente. Se não, isso nunca teria acontecido!


Azar o nosso de estarmos inconsciente...


Se nos estávamos inconscientes, como você pode ter a certeza de que foi ele?


“Fácil, querida! Eu só sei!”


Grande coisa!


Nossa!! Será que é grande mesmo?!


O que?


Prefiro não comentar...”


Oh! Nem precisa responder que já alcancei as suas idéias sua pervertida!


Ui. Adoro!


Arg! Não acredito que estou nessa de novo: de ficar discutindo com a parte insana na minha consciência. Arg!


Mas como aquele mosquito da malária foi capaz de me carregar? Com que direito ele foi capaz de fazer isso? Eu muito bem podia ter ficado torta naquele sofá, que não me importava de nada, não quando havia a possibilidade dele ter feito o que fez. Oh, que droga! O pior de tudo é que não lembro de nada! Arg!


Foi nesse momento que tudo ao meu redor parou, para logo em seguida começar a rodar rapidamente. As paredes pareciam que tinham criado vida e comprimiam o espaço do meu quarto. A cama, que outrora era muito macia, estava começando a ficar rígida e ao mesmo tempo quente. Nem mesmo o ar conseguia chegar direito aos meus pulmões e, como em reação a tudo, pulei da cama me afastando dela como se fosse o pior objeto de todo o mundo. Como se tivesse criado garras e dentes afiadíssimos.


Se eu estava inconsciente, e, conseqüente e obviamente, não lembro nada, será que não aconteceu nada a mais? E se esse imundo me violentou?


- Ahhhhhhhhhhhh...!!! – eu gritei correndo pelo quarto como se tivesse pirado. E eu realmente pirara. Aos tropeços, Bichento e Cafetão entraram no quarto e começaram a correr atrás de mim: bichento ronronando alto e cafetão latindo que nem louco. Estávamos os três loucos, desvairados, ensandecidos e também não era para menos. – O que aquele FDP fez comigo?!?!? – gritei ainda mais alto, correndo em direção a sala por que estava ficando demais no quarto. O espaço era pequeno para a minha loucura.


Foi só quando dei a volta na minha poltrona que me deparei com a mesa de jantar. E estanquei. Quase cair de joelhos quando cafetão, meu labrador, bateu em mim. E foi impossível não deixar que meu queixo caísse. Era um assombro.


A mesa estava posta. Uma toalha branca a cobria enquanto que uma outra toalha rosa, em tom claro, fazia um contraste naquele branco que ardia os olhos só de ficar olhando. Havia apenas uma das peças de um jogo de café que eu nem lembrava que aquilo ainda existia. Quem desenterrou aquela relíquia? Mas não era só isso. Ainda havia uma quantidade de coisas que, sinceramente, nem sabia que existia em casa. Ao lado da xícara, havia um prato com queijo, presunto, ovos e bacon, dois bules que, com certeza, um continha leite e o outro café. Uma cesta de pãezinhos italianos ocupava o outro lado, assim como outra cesta de frutas, outro prato pequeno com frutas cristalizadas e uma pequena jarra de suco de abóbora. E, para fechar o requintado café da manha digno de Hogwarts, uma rosa vermelha pomposa estava deixada ao lado da xícara.


Fui identificando aquele assombro magnífico enquanto me aproximava lentamente da mesa, como se estivesse com medo que, ao fazer qualquer movimento brusco, aquilo pudesse sumir. E na verdade era muito bom para ser verdade. Ansiedade começou a se misturar com a surpresa que ainda insidia do meu corpo quando reparei que havia um bilhete ao lado da rosa pomposa.


Primeiramente peguei a rosa. Quando foi a última vez que ganhara flores? Nem lembro. Aff! Lembrei. Foi no jantar com o... futuro defunto. Mas, enfim eu acabará de ganhar uma! Olha que maravilha! E, acreditem ou não, eu adoro ganhar flores. Qual mulher não gosta? Principalmente quando se ganha na frente das amigas. É uma sensação muito boa! Cheirei a rosa em minhas mãos e seu cheiro era incrível. Diferente. Meio cítrico. Percebi que estou gostando desse cheiro. Cítrico. Quente. Marcante. Fechei os olhos suspirando mais uma vez. Definitivamente era bom!


Olhei mais uma vez para o cartão dobrado em cima da mesa. A curiosidade me consumia de uma forma escandalosa e foi inevitável não esticar a mão e pegar o tal bilhete, que, na verdade, mas parecia uma carta.


 


Bom dia!


De quem é essa letra? Oh garrancho heim filho!


...Espero que não esteja aborrecida por ter mexido em suas coisas, mas, na verdade, não mexi em quase nada, por que, praticamente, tudo que você desfrutará nesse café da manhã não tem em sua geladeira. O que me faz perguntar: como você consegue sobreviver só com o básico? Você recebe muito bem e acho que pode e deve desfrutar um pouco desse dinheiro e abastecer a sua geladeira que, cá pra nos, não tem nada além de muito gelo e vasilhas vazias.


Isso é apenas uma sugestão...


Para que abastecer uma geladeira se quase não uso. Mas, primeiro, por que eu tenho uma?


...Sim! Eu carreguei você até sua cama...


Então é ele! FDP! Eu sabia! Arg!


...Por incrível que possa parecer me incomodou o fato de você acordar com dor no corpo...


Hãn!? Não brinca!


 ...Não que eu esteja preocupado com o seu bem estar, mas se, em dias normais, você já me maltrata, agora imagine com torcicolo? Certamente foi para o meu bem.


Aff! Eu sabia.


Você deve ter chegado a esse extremo assim que percebeu onde estava, mas... Não! Eu não lhe violentei. Você, certamente “saberia”...


No mesmo instante me remexi no lugar, balançando as pernas e comprimindo a barriga, consequentemente, as minhas partes, e, realmente, não havia nada fora do normal em meu corpo. O alívio percorreu todo meu interior, mas eu esperava que fosse mais intenso, só que, incrivelmente, não foi.


...Mas, se você ficou com curiosidade sobre os meus “talentos” não hesitaria em mostrá-los, porém, você teria que pedir muito e muito bem por sinal.


Outra sugestão...


Vai sonhando, filhote de calango do deserto!


...Não se preocupe, mas não tomei café em sua casa, então, o seu café está imaculado. Mas não posso dizer o mesmo do seu trabalho... bem, do nosso trabalho...


Como é que é?


...Acredito que nesse momento eu já estou no departamento colocando as coisas em ordem e até sugiro que você não se apresse, ou melhor, que nem dê as caras por aqui essa manhã...


Como ele ousa me dar ordens?! Eu é que mando nele!!


...Descanse. A noite ontem foi dura. Cansativa...


É impressão minha ou ele comprimiu um pouco a caneta nesse ponto. Juro que to vendo a letra levemente tremida. Mais tremida do que ela realmente é na verdade.


Quando você voltar terá o seu lugar, não vou usurpá-lo de você. Não dessa forma.


Mas, como eu sei que você não se dará por satisfeita e, como guerreira que se diz ser, você não tardará em aparecer por aqui com medo que eu exploda todo o seu trabalho...


Pode ter certeza disso, de que vou aparecer e de que já até explodiu MEU departamento.


 ...antes verifique a mesa de centro da sala: chegou uma carta do Potter bem cedo que me acordou. Estou contando que haja algo de interessante para que lhe prenda em casa ou vá correndo até ele...


Corri os olhos para a mesa de centro da sala e, realmente, havia uma carta ali de papel pardo com a letra de forma garranchosa de Harry. Cerrei os olhos voltando para a carta de Malfoy.


No mais, se satisfaça com o café que preparei especialmente para você. Coloque nessa sua cabeçinha dura que é um agradecimento.


Mais uma vez, bom dia, chefinha.


 


Agradecimento? Pelo o que? Por tê-lo aturado porre, salvado a sua vida, lhe dado um teto, roupas novas, um sofá aconchegante para dormir, meu consolo, minha compreensão, meus ouvidos, meus materiais para o chocolate e, acima de tudo, tomado seu partido a fim de ajudar nessa segunda chance? Só por isso? Vai sonhando que vai ser só um café que vai me pagar por tudo que estou fazendo. Vai sonhando. Vou fazer esse calango pagar por tudo que estou fazendo a ele.


“Como se ele tivesse lhe obrigado a isso.”


Cala a boca que não estou falando com você!


“Ui! Fiquei com medo dela! O quê é? Vai explodir sua cabeça para me silenciar?! Du-vi-do!”


Arg! Eu bem faria isso se não tivesse outras coisas mais urgentes para fazer.


“Engana outra bonitinha.”


Fingi que não entendi e olhei mais uma vez para a mesa posta com um aparentável excelente café da manhã.


Agora é aparentável, mas antes era delicioso, saboroso, apetitoso...


Oh! Dá para me deixar pensar um pouco sozinha, por favor? Esperei alguns segundos para ver se seria interrompida pelos comentários desconexos da Consi, mas por incrível que pareça ela não fez nenhum.


“Pedindo com educação eu acato.”


Hãm! Choraminguei, batendo os pés no chão que nem uma criança que é constantemente pentelhada pelo irmão mais velho. Respirei fundo, por que não era aquilo que eu deveria concentrar a minha atenção, mas sim naquele café da manha feito pelo inimigo.


Lembra o que eu disse sobre você só aceitar alguma coisa feita pelo seu inimigo se tiver um cheio e a aparência boa, além de o ver fazendo? Pois então, descarte tudo o que eu disse se você tiver sentindo uma fome dos diabos, parecida com essa que estou sentindo agora e que meu estomago fez o favor de lembrar, só pelo ronco sonoro que fez.


Nem hesitei mais um segundo, coloquei a rosa mal-cheirosa ao lado, juntamente com a carta o futuro defunto e sentei-me a mesa pegando de tudo um pouco e ficando com a boca cheia. Eu não imaginava que estava com tanta fome assim. Coloquei café e leite na xícara, suco de abóbora em uma taça de cristal que ele também havia desenterrado. Eu não sabia que tinha essas coisas em casa. Às vezes me pergunto se moro realmente aqui. Não que eu seja uma pessoa desatenta, mas, cozinha e Hermione Granger são coisas inversamente proporcionais.


Tomei um pouco de suco a fim de mandar tudo pra dentro das coisas que havia colocado na boca. Se estava bom? Eu não sei, minha atenção para o gosto era pequena, principalmente por minha fome está em um nível de quase desespero. Comi mais um pouco das variedades que haviam ali, importando-me apenas em não engasgar com tal ato desesperador, saciando a fome descontrolada que eu nem sabia sentir antes de deparar com o café que me esperava. Tomei um gole do que tinha na xícara, dessa forma percebendo a rosa e a carta que o futuro defunto havia deixado para eu, nesse momento esquecidas ao lado daquelas guloseimas e foi inevitável não lembrar da outra carta que ele mencionara. Quando foi a ultima vez que eu tomara um café digno com calma? Nem para a resposta eu tinha tempo.


Peguei um pouco de frutas cristalizadas, colocando na boca, pesquei um dos paezinhos italianos e dei uma mordida enquanto me levantava da cadeira para saber o que Harry queria.


 


Bom dia.


 


Reunião as 20:00 em minha casa, esteja presente.


No momento não há nenhuma novidade, mas, provavelmente até o fim do dia teremos muito que discutir.


 


Abraços, Harry.


 


Ps.: Gina disse, mais uma vez, que precisa, com urgência, falar com você. Por favor, fale com ela, ela está me irritando já! Depois você me conta o que conversaram. De amigo para amigo.


 


Essa é boa! Faz-me rir! Às vezes me pergunto se Harry conviveu mais que eu com Rony ou se esse tipo de maluquice ele sempre possuiu. É de essência ou adquirida? Eis a questão. Maluco! E desde quando Harry fica irritado com Gina? Ãn... sempre que ela insiste demais. Fato!


Mas por que uma reunião tão tarde? Harry nunca marca reunião esse horário, não quando acontece em sua própria casa. NA’toca é diferente. A Sra. Weasley adora esquecer do mundo cuidando das crianças enquanto que os pais das mesmas se transformam em componentes da Ordem da Fênix. Além do mais, Émilly não gosta de ficar muito tempo sozinha e dorme mal quando não escuta a sua historinha noturna. Tem alguma coisa errada e já começa por ia.


Não me espanta que, até o fim do dia, teremos muito que discutir. Não sei bem a que horas os aurores deixaram de averiguar o apartamento do futuro defunto, mas, diante do que vimos, demoraram bastante. Não duvido que os obliviadores também foram chamados. Tenho pena do Sr. Benjamin, as vezes me pergunto se estou mesmo fazendo bem a esses trouxas apenas por desejar viver tranquilamente entre os dois mundos ou o mais tranqüila que uma vida de alguém como eu possa ter.


Sim. Teremos muito que discutir. Já estou cansada só de imaginar isso. Não tenho mais 12 ou 18 anos e minha vida não se resumi apenas em tirar ótimas N.O.M’s e lutar contra o lado negro da força, tenho outros compromissos e outras responsabilidades. Bichos de estimação e duas casas para cuidar. Um departamento para comandar. E um homem para assassinar. Mas é claro! Essa é mais uma tarefa para a Super Hermione.


E Gina que conversar comigo. Não sei se me sinto mais temerosa das reuniões que Harry marca ou das conversas urgentes de Gina. Muitas das vezes são conversas em relação ao comportamento de Harry sobre pesadelos e noites mal dormidas. Definitivamente, Harry nunca foi um homem tranqüilo. Mas quem seria se passasse metade da vida sendo perseguido e ameaçado de morte? E por incrível que pareça, ele ainda tem força para bater de frente com tudo isso. Aquela muralha só desmorona se acontecer algo conosco e, conhecendo ele como conheço, vai fazer de tudo para que isso nunca aconteça.


Só não entendo o motivo de Gina não ter aparecido em minha casa ou no St. Mungus já que a conversa é tão urgente. Mas o motivo é mais obvio que qualquer outro: Émille. Gina precisa fingir que eles ainda vivem um conto de fadas para a filha.


Seja o que seja, não vai passar de hoje.


Volto para a mesa ainda abarrotada de comida, aquilo seria o suficiente para um pequeno batalhão, percebendo que a fome de outrora dera espaço para a preocupação, sempre a preocupação. Oh, Deus, quando isso vai parar? Com um aceno de varinha abro a geladeira e faço a comida levitar até lá. Tomo o resto do café que havia na xícara e mando tudo para pia. Outra hora eu limpo tudo isso, por que agora tenho outras coisas para fazer, mas primeiro preciso verificar meu departamento. E ah do Malfoy que não o esteja tratando da forma devida! Vira comida de doninha!


 


*


 


Atravessei o vidro daquela loja que nunca sai da reforma. Às vezes me pergunto até quando os trouxas vão ser enganados? Mas se nem Voldemort e seus Comensais da Morte conseguiram transpassar totalmente os dois mundos, não acredito que outra pessoa consiga. Além do mais, os trouxas nunca prestam muita atenção ao que acontecem ao seu redor mesmo e posso afirmar isso, eu venho de uma família trouxa e até os 12 anos pensava que era uma.


Passo pela recepcionista sem cumprimentá-la. Mal educada? É claro que não! Simplesmente ela não responderia, não quando estava mais concentrada em explicar alguma coisa pra um homem que no lugar das orelhas tinha nabos. Passo reto em direção a escada. E, fala serio! Quando é que esse povo vai se deixar envolver com artigos trouxas muito úteis como, por exemplo, um elevador. Nossa! Aja fôlego, disposição e perna!


Já próxima ao andar do departamento diminuo o passo, esperando ouvir algo que denunciasse que ele estava pegando fogo ou que a qualquer momento uma explosão vinda do lugar, mas, não aconteceu nada. Estiquei o pescoço para o corredor e notei que meu departamento continuava intacto, ou pelo menos a porta estava. Andei ate lá ainda esperando pela explosão, mas, como anteriormente, nada aconteceu. Pelo menos meu nome ainda continuava na porta e isso era MARA! Respirei fundo e abri bem devagar.


Coloquei primeiro a cabeça para o lado de dentro, de repente Maire e Malfoy estavam duelando lá dentro, eu é que não seria atingida por algum feitiço. Mas tudo parecia continuar no mesmo lugar. Expirei. A pequena mesa em que Maire ficava estava no mesmo lugar, mas sem a sua ocupante, o que me deixou meio receosa, de repente ela estava enterrando o corpo do Malfoy depois de ter acabado com ele, ou pior, ele estaria fazendo aquilo com minha amiga o que significava que não havia mais possibilidade alguma deles se reconciliarem. Mas, essa ultima palavra, despertou uma corrente de coisas estranhas que passaram por meu corpo, fazendo meu coração apertar e meu estomago embrulhar. Talvez, eles tivessem feito as pazes, Maire, enfim, havia ouvido as explicações dele e as aceitado, como qualquer outra moça apaixonada faria, e agora eles estariam dentro do Alquimário, fazendo sabe-se lá o que. Minha visão congelou na porta fechada. Ou estariam no banheiro, meus olhos focaram a porta do lugar, no Alquimário continha muitas poções perigosas. E, de repente, meu coração acelerou imaginando que eles poderiam estar na minha sala! Oh Droga!


- Não. – deixei escapar, mas nada importava, não quando eu estava a menos de um metro da porta da minha sala e depararia com uma visão que... sei lá... ia fazer com que acontecesse alguma coisa comigo. Disso eu tinha certeza.


Agora a entrada estava perto o suficiente para que eu apenas esticasse o pescoço e flagrasse os dois desavergonhados. Respirei fundo não me importando com o que veria a seguir, afinal, aquela ainda era A Minha Sala, então que seja o Deus quiser!


- Ahhhhhhhhhhh...!


- Ahhhhhhhhhhh...!


O susto foi tão grande que dei alguns passos para trás, só que bati na mesa de Maire o que me fez ir ao chão. Minha bolsa voou e bateu na porta do Alquimário. Ao mesmo tempo ouvi alguém colidir com força contra uma porta e depois do furdunço percebi que Maire estava no chão, assim como eu, com as costas apoiadas na porta. Ela parecia ter batido na porta da minha sala e escorregado até o chão.


- Quê...? – ouvi uma voz acima de minha cabeça e foi impossível não levantá-la, porém, percebi, tarde de mais, que não deveria ter feito aquilo. – Granger? O q... quê... que doidera é essa? – perguntou ele, o futuro defunto, a futura comida de minhoca, olhando de mim para Maire e voltando para eu.


- Er... – o quê? Gaguejando? Como se estivesse sido pega fazendo alguma coisa de errado? Er... bem... fazendo eu não estava, mas tava imaginado. Foi impossível não sorrir vendo o Malfoy de um lado e Maire de outro. Eles não haviam se acertado então. Yeah! Que isso? To comemorando o quê? Oh, céus, acho que bati com a cabeça.


- Tudo bem? – perguntou olhando direto para eu enquanto estendia uma mão para me ajudar.


Olhei para sua mão: uma oferta? Olhei para seus olhos e eles pareciam sinceros e, pasmem, preocupados. Perguntei-me se o mundo tinha virado de cabeça para baixo quando aceitei sua mão e ele me ajudou a me erguer.


- Obrigada. – agradeci com um fraco sorriso no rosto. Fazer o quê se mamãe me ensinou a sempre ser gentil quando alguém era comigo. E ele sorriu também. Definitivamente o mundo está de pernas para o ar.


Desviei meu olhar de seus olhos para encarar uma Maire com o cenho franzido, olhando para nos dois, enquanto também ficava de pé. Ela parecia estar imersa em especulações em relação a qualquer coisa que tenha acontecido ali.


- Você se machucou? – perguntei para tentar desviar a sua atenção enquanto me aproximava dela. Ela meramente negou com a cabeça.


- E você se machucou? – Perguntou o Malfoy deixando aquele momento mais constrangedor. Maire olhou para eu com as sobrancelhas erguidas.


- Estou bem. – respondi friamente sem o encarar. – Nossa! Você me deu um baita susto! – falei par Maire que, por fim, pareceu ter deixado de lado aquelas especulações, quando riu pra valer.


- E você! – ela continuava rindo e foi com prazer que também rir junto dela. – O que você pensava que estava fazendo?


- Eu entrei e não havia ninguém, nenhum barulho, pensei que tinha acontecido alguma coisa. Só estava sendo cautelosa. – uma meia verdade não ia fazer mal algum, não é?


- Como, por exemplo, o quê? – perguntou Malfoy. Será que não ensinaram a ele que é feio se meter na conversa dos outros?


- Vocês se matarem, por exemplo. – ele arqueou as sobrancelhas surpreso. – Imaginei que Maire estaria te esquartejando em pedacinhos. – sorri.


- Acredite, eu não o mataria aqui. – Maire disse com um gracejo, mas foi impossível não olhá-la com espanto. Só a voz tinha esse tom, seus olhos diziam outra coisa.


Desviei meus olhos para o Malfoy percebendo, dessa forma, que ele estava sério enquanto sustentava o olhar assassino de Maire. O que me fez lembrar das histórias contadas na madrugada. Na sua versão para o que acontecera entre ele e ela quando eram adolescentes, o que resultou nesse ódio extremo que ela sentia por ele.


- Er... acredito. Mas, hoje não né? – falei tentando chamar a atenção para eu, mas não estava funcionando. – Quem vai matar o Malfoy sou eu. E vai ser hoje. Se ele sobreviver você pode ter a gentileza de tentar também. – e soltei uma risada histérica, mas nada.


Nenhum resultado foi causado naquele enfrentamento. Era hora de intervir de maneira mais objetiva. Andei até onde Malfoy estava parecendo se controlar ao máximo pra não avançar em Maire e fazê-la ouvir tudo o que tinha para dizer, o arrastando pelo jaleco até o Alquimário, onde entrei fechando a porta atrás de mim. Ele soltou um bufo de exasperação.


- É por isso que digo que ela nunca me ouvirá. – falou encostando-se em uma mesa. – Ela quer me matar.


- E quem não quer? – perguntei com um pouco de humor negro.


- Sem brincadeiras Granger.


- Só estou dizendo nada mais do que a verdade. – ele rolou os olhos nas órbitas.


- O que você está fazendo aqui? Eu disse que era para curtir o café da manha e não aparecer assim que acordasse. – falou dando aquele sorriso irônico, aquele que entortava um pouco o canto de sua boca.


- E desde quando eu faço qualquer coisa que você diga? – falei indo em direção a ele com os punhos fechados. Eu ia bater nele! Juro! – Quem lhe deu autorização para fazer qualquer coisa nesse departamento?


- Calma, chefinha, eu só estava querendo ser gentil. Afinal, você me quebrou um galhão ontem. – falou levantando um pouco as mãos até a altura do peito, mas ainda sorria daquele jeito que... que... ah esquece! – Não gostou da surpresa? Não comeu um pouquinho sequer ou vai me dizer que nem deu água na boca?


- Você só pode está querendo morrer mesmo, Malfoy! – falei entre dentes.


- Oh, Granger! Também não é para tanto. – falou enquanto saia da minha frente. – Não custava nada você ter provado, pelo menos, uma daquelas coisas. Afinal, até que ficou com uma cara ótima além de ter gastado tempo e dinheiro fazendo aquilo. Quase levei uma bengalada na cabeça quando peguei aquela rosa daquele parque em frente ao prédio. Eu não sabia que elas tinham dona. – seu rosto se entortou em uma careta muito engraçada. Controlei-me para não rir. Eu estava fazendo o papel de durona naquela hora, lembra?


Mas quem disse que consegui? Soltei uma gargalhada gostosa que o fez pular de susto! Eu não agüentei. Só de imaginar o Malfoy correndo da Sra. Weber, era I-L-A-R-I-O. Ela parecia tão velinha, mas tinha uma vitalidade impressionante, principalmente quando mexiam em suas plantas, ou melhor, filhas, já que ela dizia serem suas filhas. Até nome cada uma tinha.


- Por que está rindo? – perguntou desconfiado.


- De imaginar você correndo as Sra. Weber e sua super bengala.


- Não há nada de engraçado. – reclamou, mas eu podia perceber que ele continha um sorriso.


- Se você ta dizendo.


- Tem certeza que não comeu nada? – perguntou cerrando um pouco os olhos enquanto me fitava.


- Bem... – senti meu rosto ficar meio quente e, não sei por qual força demoníaca, eu não consegui encará-lo.


- Há! Você comeu! – dá para acreditar que ele deu um grito vitorioso? Pois eh! Ele deu! – Muito ou pouco?


- Na verdade, não foi...


- Muito! – Pará tudo e me explica o porquê dele ter dado outro grito vitorioso e ainda ter socado o ar? Eu entrei no departamento certo?


- Quem é você e o que fez com o Draco Malfoy super maligno, ex-comensal da morte, eterno sonserino e o assistente mais odiado de todo o mundo? – perguntei cautelosa olhando ao redor.


- Por que é tão difícil para você ter que admitir que tomou um simples café? –perguntou cruzando os braços na frente do corpo. – É meio ilógico isso, principalmente pelo o que aconteceu nessa madrugada.


- Ainda não parei para analisar os acontecimentos dessa madrugada.


Não sei bem o que aconteceu depois disso, mas o ambiente mudou. De repente eu queria matar o Malfoy por qualquer coisa que ele tenha feito, mas agora eu estava me sentindo desconcertada ao lado dele, ficou até mesmo difícil encará-lo e, por alguma outra razão obscura, as estantes do outro lado da sala ficaram mais do que interessantes.


Olhei rapidamente para o Malfoy e o peguei me observando, parado na mesma posição, para logo em seguida passar a olhar para outro lado. Aquilo definitivamente estava muito estranho. Não consigo entender como foi que as coisas passaram a ser tão estranhas. Involuntariamente olhei para as roupas que eu estava usando: calça jeans, camiseta branca e tênnis. Normais. Simples. Sem nenhum atrativo. Com pressa de sair de casa, nem maquiagem usava. Não que eu gostasse de usar maquiagem, mas, de repente, achei que poderia ter colocado algo no rosto. Mas que droga por que eu estou pensando nisso? Está parecendo que estou querendo chamar atenção. Só não sei de quem! Olhei para o Malfoy de novo e o peguei me observando de novo. Arg! Só posso estar enlouquecendo.


- Er...


- Er...


Há! Conta outra! Falamos ao mesmo tempo. Isso só acontece em filme, por favor!


- Pode falar.


- Ok. Pode falar.


Depois quando eu digo que as coisas estão estranhas me perguntam quando foi que elas foram normais.


- Tudo bem.


- Tudo bem.


Três vezes! Rimos! No plural. Rimos da cara um do outro. Definitivamente foi engraçado, mas não o suficiente para fazer com que continuássemos rindo por mais dois minutos. O riso dele foi perdendo a força, enquanto que o meu ficou histérico demais, forçado demais. Tudo estranho demais.


- OK, Granger. Por falar.


- Eu só queria saber como as coisas estavam por aqui. Percebo que continua tudo no mesmo lugar. Juro que fiquei com medo de que você explodisse meu departamento e levasse o St. Mungus juntos. – perguntei me aproximando de um dos caldeirões grandes que soltava uma fumaça cinza claro em forma de espiral.


- Eu garanto que não será desse jeito que vou virar chefe desse departamento. – ele falou próximo de mim. Estava me acompanhando enquanto eu examinava as poções dividas nos caldeirões de vários tamanhos.


- De você eu esperaria qualquer coisa. – eu escutei sua risada baixa. – Já despejou a infusão de bubotúberas aqui? – perguntei indicando um caldeirão pequeno. – Nos precisamos transformar isso em pasta ainda essa semana. – eu o lancei um olhar de repreenda. O que ele estava pensando? Que aquilo era um parque de diversões?


- Eu estava fazendo a infusão no momento em que ouvi os gritos de você e Maire. – o cretino respondeu enquanto apontava para a mesa maior, onde preparávamos os ingredientes para as poções.


- Hum. – foi só o que consegui pronunciar. Olhei mais alguns caldeirões enquanto ele me acompanhava. – Quantas gotas de essência de flor de prata você colocou aqui? – perguntei olhando para dentro de mais um caldeirão.


- Quinze. – assenti. – Já mexi os quinze minutos necessários e agora... – ele olhou para dentro do caldeirão, enquanto eu o observava, depois olhou para seu relógio de pulso. - exatamente agora, a coloração deve estar mudando para...


- Vermelha. – respondi no instante em que a coloração da poção adquiria um vermelho sangue. Por incrível que pareça o futuro-ex-defunto (até segunda ordem) estava fazendo um trabalho considerável. Ele sorriu.


- Está vendo. Eu consigo administrar o seu departamento enquanto você se delicia com um ótimo café da manhã. – falou ao pé do meu ouvido, quando eu inclinei um pouco a cabeça para sentir o aroma inebriante da poção.


Eu não consegui controlar as reações que tomaram conta do meu corpo naquele instante, mas ainda sim eu juro que tentei. Porém uma vertigem, não daquelas que te deixa mal, mas aquela que faz a tua perna tremer quase como gelatina, passou por mim. Eu tive que me segurar na mesa. Os pêlos de minha nuca se eriçaram com a sensação gostosa provocada pelo o ar saído da boca dele. Meu coração estava acelerando e senti o inicio de uma espécie de frenesi. Segurei-me mais firmemente na mesa fechando os olhos. Eu não disse que estava me controlando.


- Granger, tudo bem? – ele tocou o meu braço provocando uma necessidade súbita de agarrá-lo ali mesmo. Meu Deus o que estava acontecendo comigo? – Você está... vermelha e... suando. – ele franziu o cenho enquanto me olhava.


- Eu... – Gente! Se esse homem falar mais uma vez eu agarro ele! Alguém me ajuda!? Não é para agarrar o Malfoy é para me tirar daqui! Éh! Vocês só querem um pezinho, neh?! – To.


- Certeza? – perguntou mais uma vez me olhando com preocupação.


- Não... – olhei para sua boca convidativa e nunca, em nenhum momento de minha vida recente, eu senti tanto desejo por um homem só. Até deu água na boca!


- O que você está sentindo? – perguntou levando uma mão até meu ombro enquanto que a outra segurava o meu braço, como se estivesse me apoiando. Por que ele fez isso? Não deveria ter feito! Não mesmo! – Se você quiser posso buscar um copo d’água.


- Deixe-me...


- Acho que você deve se sentar...


- Deixe-me...


- Consegue andar?


- Malfoy... – falei entre resfolegadas.


- Estou aqui.


- Deixe-me falar...


- Sou todo ouvidos.


Olhei para ele: perto demais para a minha sanidade. Respirei profundamente e percebi, logo em seguida, que não deveria ter feito isso, o cheiro daquela poção me invadiu por completo. Que poção era aquela que não lembro? Quem foi que fez aquilo? Eu mato! Não, eu não mato não, por que provavelmente deve ter sido eu!


- Cala a boca... – eu disse resfolegando mais uma vez.


Virei rapidamente de frente para ele e o puxei pelo colarinho do seu jaleco grudando meus lábios nos seus... Que loucura súbita foi essa?! Hãn! Vou chorar!... O frenesi estava ganhando proporções catastróficas dentro de mim, fazendo com que vários sentimentos me invadissem, assim como vários pensamentos, das perguntas mais simples, como por exemplo, do por que eu estar fazendo aquilo?,  até se Maire ouvira alguma coisa que acontecesse ali dentro... Tipo: meus gemidos super escandalosos!... No entanto, no mesmo momento em que esse bando de coisas me invadia, deixando-me ainda mais sem nexo, nada se comparou com o que senti quando ele me puxou pela cintura, grudando nossos corpos ainda mais.


Era impressão minha, ou ele estava querendo aquilo também? Não que eu soubesse o que queria, porque, definitivamente, eu não estava no meu normal, mas para me segurar daquele jeito, como se quisesse me impedir de sair correndo a qualquer momento, só podia significar uma coisa: estávamos os dois loucos! E como diz o ditado: não se contradiz um louco. Eba!


Nossas bocas se abriram quase no mesmo momento, permitindo que aprofundássemos o beijo que eu comecei... Ai meu Deus! Fui eu quem começou isso? E quem vai fazer parar? Eu também? To frita!... Nossas línguas ficaram frenéticas quando se encontraram e foi impossível não soltar um gemido por aquilo. Ele me envolveu pela cintura com mais força e eu passei meu braços por seu pescoço sentindo aquele cheiro que havia se transformado tão característico dele, o cítrico, me invadir por completo. A sua boca era macia e ao mesmo tempo dura, naquele momento estava exigente me beijando com fúria... quem consegue rimar em um momento desses levanta a mão? o/... de vez enquanto seus dentes mordiscavam os meus lábios e eu esperava um momento para fazer o mesmo com os dele. A sensação era maravilhosa.


Mas não estava adiantando só aquilo, eu queria mais, meu corpo pedia por mais e o frenesi só fazia crescer. Era impossível de controlar. Levei minhas mãos até seus cabelos arqueando meu corpo para frente, de modo que fosse mais ainda de encontro ao seu, ele arfou apertando mais a minha cintura e em menos de segundos eu estava sendo erguida do chão, cruzei minhas pernas em seu quadril sentindo algo volumoso de encontro a minha parte intima. Aquilo não estava sendo o suficiente só para mim.


O senti se locomover sem desgrudar minha boca enlouquecedora da sua, até ele me depositar em uma superfície plana - aquela só poderia ser a mesa central do Alquimário. Ele se aconchegou entre as minhas pernas enquanto que com as mãos afastava um pouco do que tinha ao nosso redor, só nesse momento ele desgrudou a boca da minha, afinal nos estávamos em uma sala com muitas substancias perigosas e caríssimas, nada dali poderia ser destruído em função do nosso rompante, mas nesse pequeno momento eu aproveitei para beijar-lhe o pescoço, onde o cheiro cítrico era mais intenso, ate chegar a sua orelha que a mordi delicadamente. Malfoy arfou de novo só que um pouco mais alto. Ele, de alguma forma, pareceu perceber o que tinha feito e com isso tirou de dentro do jaleco a sua varinha a indicando para a porta. Colocou um feitiço silenciador ali... Ponto pra ele!... Eu tirei o seu jaleco.


Suas mãos percorriam as minhas costas, coxas, a parte do meu bumbum que não estava encostado na mesa, enquanto que as minhas faziam o mesmo percurso no seu corpo, porém eu podia pegar no seu bumbum no total. Era gostoso! Grandinho! Pegável! Bem pegável! - Morram de inveja! - Uma de suas mãos foi até os meus cabelos os soltando do rabo de cavalo já quase desfeito, enquanto que a outra começava a criar um caminho por dentro de minha blusa, ávida por chegar aos meus seios. Eu arfei, jogando minha cabeça para trás, dessa forma desgrudando nossos lábios, quando ele os alcançou, mesmo por cima do sutiã e da blusa era uma ótima sensação. Em resposta eu cruzei minhas pernas em seu quadril mais uma vez, da mesma forma, eu senti seu membro bem próximo de mim. Era luxuriante. Emocionante. Agonizante. E todos os “antes” possíveis e impossíveis.


Rapidamente ele tirou minha blusa, deixando-me apenas de sutiã. Agarrei-me aos seus cabelos quando ele começou a beijar o meu colo. Aquilo não poderia estar acontecendo, não quando eu estava semi-nua enquanto ele ainda estava totalmente vestido... O quê? Pensou que eu estava dando para trás? É claro que não! Se ta na chuva, bora se molhar! Se ta no inferno, abraça o capeta!... Se quer virar comida, sirva-se em uma bandeja! De prata, por favor!... Mas como tirar a sua camisa se mal ele me deixava respirar direito pela forma como beijava o meu colo e mordiscava, mesmo por cima do sutiã, meus seios? Eu teria que fazê-lo parar por um instante com a sua diversão, por isso, peguei seu rosto com as duas mãos e grudei meus lábios nos deles eu senti que ele tentou protestar, mas quando sentiu minhas mãos ávidas percorrendo os botões de sua camisa, ele voltou atrás... Espertinho!


Em menos de um segundo e sua camisa já estava no chão, dando a visão de seu tórax nu. Era incrivelmente másculo. Inebriante. Exalante. Pedindo por mim. Por mim, ta meu bem! Enquanto nos beijávamos, minhas mãos passeavam avassaladoras por seu tórax indo até a barra da calça jeans preta que ele usava e subindo novamente. Os murmúrios desconexos que ele emitia quando minhas mãos chegavam a sua calça eram engraçados, mas eu sabia que ele pedia por mais e eu queria mais. Como se estivesse lendo os meus pensamentos sua boca desceu, mais uma vez, ate o meu colo, sendo que com uma mão ele desabotoou com agilidade o fecho do meu sutiã que eu tratei logo de fazê-lo deslizar pelos meus braços.


Ele se afastou um pouco de mim para que pudesse me observar, eu percebi que além de desejo havia certo carinho no seu olhar e eu, assim como ele, gostei do que vi... Eu gostei muito do que vi! Gente foi... fofo!... Pensar em fofura pode ser broxante, mas eu pensei! Nossos olhos se encontraram por breves segundos até que ele grudou nossos lábios mais uma vez, mas ele não demorou muito tempo lá, e eu não queria que ele demorasse mesmo, e foi com beijos curtos que ele chegou até os meus seios lambendo-os logo em seguida. Foi a melhor sensação do mundo. Eu deixei a minha cabeça pender para trás lhe oferecendo ainda mais o que ele não hesitou em aceitar.


Uma de suas mãos subiu por minha barriga lisa até chegar a um seio que ele passou a massagear enquanto fazia o que bem queria com o outro lado, a outra mão estava em minha coxa, apertando-a em tempos esporádicos. Mas parecia que ele não estava satisfeito com o que fazia, enquanto que eu estava quase dando pulos de tanta tentação, e foi descendo a mão, que antes massageava meu seio, por minha barriga até chegar ao meio de minhas pernas, ofeguei quando senti seus dedos comprimindo a minha parte intima. Meu corpo todo se arrepiou com seu toque. Ele sorriu... de lado... hum... Cafageste!


Da mesma forma lenta, sua mão subiu ate o botão de minha calça desabotoando logo em seguida. O fecho foi abaixado da mesma maneira, provocando uma excitação maior em mim, eu senti que estava, ainda mais, preparada para ele... Sabe aquela expectativa que surge do nada? Pois é, foi quase isso... Com a outra mão ele tentou tirar a minha calça, mas não foi bem sucedido, percebi que nessa hora eu deveria intervir. Segurei a sua cabeça em meu peito, enquanto deitava na mesa, de forma que ele percebesse que não deveria parar o que fazia, eu estava gostando por demais, ele obedeceu... Bom garoto... Não tão lentamente quanto ele eu comecei a passar a calça por meu corpo até que ela chegou próxima aos meus joelhos, percebendo como eu estava, ele deixou aquela diversão de lado em busca de outra, e lentamente foi descendo beijando partes esporádicas da minha barriga até que passou a beijar minha parte intima. Eu gemi alto com aquilo. Era... era... era... ahhh! ERA!


Não demorou muito tempo com seu brinquedo novo o que me deixou meio frustrada, mas suas mãos me puxaram para que ficasse sentada de novo tão rápido que senti o mundo girar ao meu redor... Ta, confesso, o mundo já estava girando enlouquecidamente há muito tempo... logo em seguida, sua boca já manipulava a minha enquanto ele me puxava para mais perto de si. Beijando-me loucamente, eu nem senti quando e nem como uma de suas mãos voltou para minha parte intima, só senti seus dedos afastando minha calcinha para o lado e passando a acariciar ali. Quase que eu tive um orgasmo... Orgasmo não, quase que eu tive um treco. Não, não! Quase um orgastreco!... Arfei, gemi e fiz mais alguma coisa que não consigo dizer o que. Ele voltou a beijar o meu colo quando introduziu um dedo para dentro de mim. Fechei os olhos e quase solto um palavrão!


Foi deslizando. Acariciando-me com um dedo... ahhh... dois... ahhhhh indescritível!... enquanto sua boca mordia meu seio intumescido. Uma de minhas mãos estava pousada em suas costas enquanto que a outra acariciava os seus cabelos e eu ofegava, ofegava e ofegava. Nada, além disso. Deixando aquela sensação invadir o meu corpo por completo. Era maravilhoso. Sua boca voltou a minha, sugando minha língua em seqüência a dança frenética e delicada que ele fazia dentro de mim. Era perceptível que ele não queria me machucar. O frenesi gritava dentro de mim pedindo por mais, pedindo por ele dentro de mim. Eu tinha que ter isso. Estiquei meus braços, curvando um pouco o corpo, ate que alcancei o botão de sua calça, não fui tão habilidosa quanto ele quando abriu a minha calça, mas ainda sim, eu consegui o meio feito. Deslizei o fecho devagar para não machucá-lo, já que estava tão excitado, e o toquei devagar. Ele arfou.


- Eu preciso de você dentro de mim agora. – eu pedi em voz baixa o fazendo levantar o olhar para mim, sem desgrudar sua boca da minha. Se o seu rosto estava um pouco corado, imagine o meu.


E então ele me fitou, parecia que estava me vendo pela primeira vez só pela intensidade de seu olhar, parecia tão surreal que ele estivesse me olhando daquele jeito, mas surreal ainda foi como eu me senti quando percebi aquilo: completa, ansiosa e... maravilhada. Era como se estivesse vendo Draco Malfoy pela primeira vez na vida e estivesse gostando do que via. Que droga era aquilo que estava acontecendo?


- Não... acho que seja... uma... boa idéia.


Alguma coisa muito fria passou por meu corpo causando-me uma decepção horrenda. Era um balde de água fria com muito gelo dos pólos que ele havia jogado em cima de mim. Como assim não era uma boa idéia? Ele não estava gostando? Eu estava! Ele não queria? Eu queria! Cadê o cavalheirismo e toda aquela historia de sempre fazer favores as mulheres? Aquilo não era um favor, mas ele poderia ser cavalheiro também.


- O que...


- Não. Eu não... é só... er... vista-se. – ele disse levantando-se e virando de costas para mim enquanto ajeitava a calça.


Sabe aqueles momentos em que todo mundo diz “a ficha caiu”? Mas não era nada em relação ao Malfoy não querer, por algum motivo que eu desconheço, transar comigo, mas sim por nos termos quase transado. Não acredito! Como aquilo quase aconteceu? Nossa! Socorro! Estou enlouquecendo! Como agarro o Malfoy sem precedência nenhuma e aquilo quase termina em uma transa no departamento sendo que Maire estava do lado de fora esperando qualquer coisa. O que aconteceu comigo? Se fossemos pegos seriamos, com toda a certeza do mundo, demitidos! Meu Deus! Que demissão o quê! Como posso pensar nisso! Nos quase transamos e eu pensando em demissão! Eu, Hermione Granger, quase Transei com Draco Malfoy! Sabe o que significa isso? Alguém pode responder que nem eu consigo dar um significado para isso. Não estou conseguindo nem mover-me. Estou, literalmente, petrificada.


Fiquei ali, deitada, seminua por tempo suficiente para que sentisse frio, mas eu não estava sentido frio algum, estava, na verdade, sentindo o constrangimento crescer dentro de mim. Com que cara eu iria olhar para ele de novo? Aquilo tinha sido bem diferente de tudo que tinha acontecido até aquele momento. Era inaceitável não aceitar aqueles momentos ridiculamente íntimos que nos tivemos, aqueles beijos sem sentido, aquele fogo sem justificativa e aquela irritação quando dávamos conta do que estávamos fazendo, ou não. Por que era meio que visível que ele pareceu nunca se arrepender do que tinha feito e essa era toda a chave da situação: era sempre ele, nunca eu. Era ele que me beijava, que me procurava, que me agarrava e agora nos quase transamos por que eu o agarrei e esse simples fato muda tudo, tudo que eu estava pensando desde o inicio daquela confusão, mas isso não quer dizer que eu cheguei a alguma conclusão, ainda estou constrangida demais para pensar em qualquer outras coisas a respeito senão o fato de que EU e MALFOY quase TRANSAMOS. Isso por si só já era louco o suficiente.


- Por favor, mulher, se vista! – o ouvi falar como uma espécie de choramingo enquanto colocava o seu jaleco por cima de mim, depois virou de costas novamente.


Inacreditável! Será que sou tão feia assim que não sou digna dele me olhar? Será que meu corpo não tão sensual quanto daquelas mulheres que ele já tocou, como por exemplo, o da HilVAca, causa tanta repulsa nele que não consegue me olhar para não fazer comparações? Ora, vá se catar doninha esquisita! Sou mais eu! Se é para eu me vestir, então ta bom! Vou me vestir! Mas espero que tenha olhado bem para o que nunca mais irá olhar e muito menos tocar! Ridículo! Machista! Mulherengo! Estranho! Bem que eu poderia fazer uma chantagem com ele: some da minha vida senão conto pra todo mundo que Draco Malfoy é um brocha! Há! Ia ser o máximo! Magnífico! Brilhante! O que toda mulher adoraria falar daquele homem que a deixou na mão! Háháhá! Adoro!


E como eu senti vontade de dizer todas aquelas coisas para ele, mas o máximo que consegui fazer foi vestir minha roupa com bastante raiva, puxando a calça e fechando o botão com força, quase que perco o dedo enquanto puxava o zíper. Coloquei minha blusa com a mesma ferocidade e minha unha passou pela minha barriga, sabia que ia ficar vermelho e sabia, também, que eu havia me ferido só pela dor ardente que estava sentido, mas não estava nem ai, tudo que eu mais queria era pular na garganta daquele infeliz ou jogar alguma daquelas poções borbulhantes na cara dele e pedir aos infernos que aquele rostinho bonito com aquele sorriso cínico se desfizesse em bolhas enormes. Mas o que eu fiz? Nada! Só fiquei na vontade. Que se dane! Eu era bem capaz de fazer aquilo comigo só pelo o que havia feito e o que havia provocado, a culpa era toda minha. Puxei os cabelos e os enrolei até formar um coque, por que mal sabia onde jazia a liga que o prendia anteriormente. Eu choro! Eu tenho varias mesmo!


Olhei para o Malfoy que continuava na mesma posição: de costas para mim. Os músculos de suas costas estavam tensos, suas mãos estavam fechadas ao lado do corpo, se podia ver a pressão que ele fazia para que as fechassem com força, os músculos de seus braços demonstravam isso. E algum ser superior poderia fazer o favor de me falar o motivo dele ainda está usando só a calça? Foi bem fácil ele mandar vestir-me, mas ele podia ficar, ali, só de calça, com aquele tórax ma-ra-vi-lho-so a mostra que tava tudo bem! Ah por favor, quem ele pensa que é? Rei Leônidas de Esparta?! Há! Fala sério! Catei a sua blusa do chão e a joguei em seu ombro.


- Se vista. – falei com a voz fria


Aquilo pareceu ser o suficiente para ele ter alguma outra reação, ele pegou a blusa e virou-se para me olhar. Era aquele o momento que eu não ansiava: encarar a situação. E como eu não estava nem um pingo preparada para ele, virei de costas assim que ele virou de frente para mim. Ele havia feito isso, então eu também podia.


- Hermi...


- Dra. Granger. – falei controlando ao máximo qualquer sentimento que ameaçava explodir, ajeitando os materiais em cima da mesa. Apagando a cena do crime. Ele pigarreou.


- Dra. Granger, eu...


- Continue com o seu trabalho, Sr. Malfoy. – olhei ao redor, parando nos caldeirões que borbulhavam com as mais diferentes poções em andamento. Pela visão periférica percebi que ele ajeitava os últimos botões da camisa. – Percebo que não há algo de errado ou suspeito por aqui. – a não ser eu é claro! - Apenas os procedimentos normais. – ser for considerar “procedimento normal” agarrar um funcionário do hospital, em pleno horário de trabalho, então não dou um dia para que isso aqui vire um orgia louca. – Então, é isso. Está fazendo um bom trabalho. – dei ênfase balançando a cabeça, mas sem olhá-lo. – Vou colocar isso em meus relatórios. Caso tenha algum problema peça para que Maire me comunique, ela tem meios para isso. Tenha um bom dia. – e me dirigi a saída. Nunca, em todos os meus anos naquele departamento, senti tanta vontade de sair de lá. Eu estava sufocando ali.


No entanto, antes de agarrar a maçaneta, senti uma mão segurar meu pulso: era ele. Claro que era ele, quem mais poderia ser? Um caldeirão? A mesa? Eu heim! Foi impossível não encará-lo e quase, quase mesmo, tipo, por um fio de cabelo, eu não me deixei levar por aquela feição mortificada que ele carregava no rosto. Não entendo nada! Como que depois do que aconteceu, depois do que eu fiz, ele me olha com essa cara mortificada de cachorro pidão como se a culpa fosse toda sua? Ele só pode estar tentando me deixar maluca e, juro por Deus, ele está conseguindo! Mas, por outro lado o encarei com o semblante fechado, aquele era o momento que eu menos ansiava, pois imaginava que o constrangimento de encará-lo me deixaria mais vermelha que tomate, pimenta, morango, cereja, jambo tudo junto, no entanto, não foi o que aconteceu: eu me senti frustrada. Não com ele, mas comigo. Ele não tinha culpa quem tinha era eu.


Quando ele abriu a boca para falar trinquei os dentes e olhei para sua mão em meu pulso – estava ficando dolorido onde apertava – e voltei a olhá-lo nos olhos, ele fechou a boca, mas não me soltou. Olhei mais uma vez para sua mão e seu rosto pedindo com o meu melhor olhar assassino que ele me soltasse. Por fim percebeu e largou meu pulso.


- Tenha um bom dia. E obrigada pelo café da manhã. – falei antes de sair sem o permitir se desculpar ou realizar qualquer outro ato que fosse cordial.


Está tudo errado! E já perdi as contas de quantas vezes já pensei nisso! Errado! Claro que está errado! Sempre foi errado! E isso... isso é o auge de coisas erradas que já fiz desde que Draco Malfoy voltou para nossas vidas! Por que esse imbecil não ficou naquele país que transpira sol, praia e gente bonita? Por que teve que voltar? E o que ele quer com isso? Deixar-me doida, só pode ser! Mas se esse não for o objetivo central, com certeza também estava em planos extras deixar-me agindo com uma louca varrida.


Quando fechei a porta do Alquimário quase me estabaco toda no chão, pois não deu tempo de ver que minha bolsa ainda jazia próxima a porta. Abaixei para pegá-la e dei cara com Maire saindo da minha sala. Ela arqueou as sobrancelhas quando me viu. Eu não podia mais ficar nenhum segundo sequer ali, imagina se o Malfoy resolve sair nesse exato momento e ela compara a minha cara com a dele. Puts! To ferrada! Pois bem sei que to com cara de quem amassou e foi amassada.


- Você. – apontei para ela enquanto me dirigia para a saída. – de olho nele. – com dois dedos apontei para os meus próprios olhos e logo em seguida para a porta do alquimário. Ela apenas confirmou com um aceno de cabeça. – Qualquer deslize eu permito que você o depile com pinça. – Juro que antes de fechar a porta vi um sorriso maligno no rosto dela. Sanguinária essa ai! Cruzes! Me benzei!


Desci as escadas procurando na memória por um lugar que me permitisse pensar no rumo doido que minha vida estava tomando desde a chegada do Malfoy. Cheguei à rua movimentada de Londres com uma programação pronta do meu dia sem trabalho. Mas, primeiro, eu teria que ir em casa.


 


~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~


 


Eu queria ir embora! Juro pela minha masculinidade que eu estava quase chorando por saber que eu não poderia fazer aquilo. Quem cuidaria do departamento? E por que eu to pensando no bem estar dessa droga desse departamento?! Alguém pensa no meu bem estar? Provavelmente não... Mas enfim... eu quero ir embora e qualquer pessoa poderia fazer isso, eu não me importava, eu só queria ir embora. Eu só queria rasgar daquela sala e tomar um rumo qualquer, mas que fosse para bem longe dali. Eu queria sumir, evaporar, ser engolido pela terra, mas tinha que ser naquele momento! Já pensou na possibilidade de descobrirem que eu, Draco Malfoy, o terror da mulherada, deixei de pegar a Granger, minha chefa? Cara! Vai ser o fim da minha vida. Vão me encarnar tanto que pqp, *udeu!


Mas, o mais legal de tudo isso é: eu não tenho amigos e nem conhecidos para me encarnar, na verdade, tenho sim, o Martin, mas esse ai ta tão longe que vai ser difícil, além do mais uma hora dessas deve ta fugindo de algum grupo pró-Voldemort. Então, não conta. Eu heim! Não pensem que eu não me preocupo com o cara, mas a minha fama é mais importante! Claro que é! Mundinho sentimentalista que vocês vivem heim!


Mas que droga, o que estou dizendo? Claro que me preocupo com o Martin! Pows! O cara é chapa ai! Considerado pra caramba. Já quebrou tantos galhos pra mim que até fico com vergonha de não ter dado mais sinal de vida. O cara é da onda mesmo. Irmãozão! Só espero que o Potter tenha entendido a importância que esse cara tem pra mim. E, galera, pows guarda segredo ok. Não é muito legal saberem dessas paradas de sentimento e tals por ai. Mas que o cara é de boa, ele é. Me faz até falar que nem malandro. Só aê! Hahaha.


Mas nem me preocupar com o Martin está me fazendo esquecer o que aconteceu. Posso falar o que for, fazer graça e os carambas, mas só de pensar que tive ela nas minhas mãos e tão perto, perto ao ponto de... me sinto um desgraçado. Um covarde. Não por não ter aproveitado do momento que, cá pra nos, estava muito bom, mas por ter sido tão frio, insensível e, principalmente, por não ter dito a ela o motivo para não ser naquele momento. Se bem que não tenho certeza se existe algum motivo real para isso.


É bem verdade que ela nem me deixou abrir a boca, mas quem liga? O retardo sou eu é claro. Mas bem que ela poderia ter me dado algum credito. Mas é isso que ganho quando penso que to fazendo a coisa certa. Quando quero fazer a coisa certa. E olha que isso é bastante saindo de alguém como eu. Por quê? Há! Vocês não me conhecem mesmo. Lembra da parada do terror da mulherada? Não é sacanagem viu. Só a nível de informação.


Mas ela queria ali, naquela mesa, no nosso ambiente de trabalho, não que eu ligue muito para isso, por que se tivesse acontecido eu estava pouco me importando com o futuro de minha carreira nesse hospital, pois eu havia tido ela para mim, sussurrando o meu nome, pedindo por mais, eu lhe dando mais, o mundo, o céu, a lua, o que ela quisesse, mas ela tinha que querer naquele lugar! Que falta de bom gosto. Talvez nem tanto, já que ela queria a mim e bem, eu não sou nada de jogar fora. Mas ali?


Tão vulnerável... incompreensiva... tão macia e linda... Por favor, me tirem desse departamento! Eu peço! Eu imploro! Ta ficando pequeno demais para minhas passadas longas e desconexas, estou quase derrubando esses caldeirões e se passar por eles mais uma vez eu juro que vou chutar um! Quem sabe se acontecer um acidente a Maire não a chama aqui, seria interessante. Mas com certeza, só pela expressão com a qual saiu, vai terminar o serviço que a poção não conseguiu sozinha. Mas quem se importa? Pelo menos ela estaria aqui de novo. Pelo menos.


Se ao menos me deixasse falar. Mas o que falaria? Desculpa Granger, mas, essa posição não ta legal. Fala sério! O Malfoy de outros tempos que falaria uma asneira dessas em um momento como aquele, na verdade não falaria nada, aproveitava e pronto, sem sentimentos ou arrependimentos.


Mas agora é diferente, tão diferente que nem consigo imaginar o motivo e muito menos quando surgiu a diferença. A diferença que me faz querer ser o melhor e fazer o melhor, a diferença que me faz pensar, sincera e tão redicularmente, na necessidade de poder dizer a ela que vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois vão querer pular fora, mas se eu não pedir a ela que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida.


Oh, que droga! Estar apaixonado é um saco.


Estanquei próximo a mesa, no momento em que estava pronto para dar meia volta e seguir em direção aos caldeirões.


Minha visão grudou no assoalho de madeira antiga.


Minha respiração meio que acelerou, meu coração também, minha cabeça estava a ponto de explodir tamanha a pressão que tomou conta dela.


Um frio na barriga me fez tremer todo o corpo.


 E as palavras apaixonado invadiram meus pensamentos com tal fúria que foi preciso me segurar na mesa para que não fosse arrastado por aquela força descomunal.


- Apaixonado... – as palavras deslizaram por minha boca.


O frio percorreu minha barriga mais uma vez.


- Apaixonado? - uma incógnita. Sinal de que provavelmente a sensação louca que me tomou estava passando. De novo aquela lombriga dos pólos percorreu minha barriga.


Em meio ao tumulto que meu cérebro estava sofrendo, eu percebi que achei divertido. Que eu gostava daquela lombriga dos pólos. Que eu podia conviver com ela.


- Apaixonado! – foi impossível não rir. – Apaixonado! Apaixonado! Apaixonado! Apaixonado! Apaixonado! Caramba eu to apaixonado! – soquei o ar. Cara isso é demais! Muito doido! – Apaixonado por ela! Pqp, devi!


Mas quem se importa? Eu não me importo, então... Há Moleque! Era isso que eu deveria ter falado: desse jeito não vai rolar por que to apaixonado por você! Que coisa tão fácil de dizer! Cafona eu sei, mas é tão simples! E por isso mesmo não pode esperar. Não me importo com o que vai dizer de mim, vou ter uma resposta para cada coisa que ela falar e mesmo se ela tentar fugir não vou deixar. As pessoas falam que essas coisas são meio irracionais não é, então que seja, ser mais irracional que eu não existe! E vamos começar a agora. E o departamento? Esquece isso gata! Pode explodir que nem ligo... Mas a Granger sim, ops!


- Você. – sai do Alquimário apontando para Maire que me olhava espantada. – de olho nos bagulhos. – apontei para os meus olhos com dois dedos e para a porta do Alquimário que havia deixado aberta. Fui saindo pela porta que dava para o corredor do hospital enquanto falava quase gritando. – Não me importa que ela tenha lhe dado permissão para me depilar com pinça, mas a cada pêlo tirado você ouvirá um pedido de desculpas, quem sabe quando chegar ao último você não aceita. – e pisquei para a cara espantada de Maire antes de quase rolar pela imensa escada do St. Mungus.


Irracional Malfoy, não suicida!


Está apaixonado é show de bola!


Agora só falta ela saber.


Mas onde ela está? Vai ser como procurar agulha em um palhero. Por mim tudo bem. Vou ser a linha da sua agulha, mesmo!


~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~


(N/A)Bom galera!


É isso ai!


Espero realmente que tenham gostado do cap.


Como eu disse no aviso anterior, houveram mudanças, tanto no nome quanto no conteúdo do cap. Eu senti uma necessidade de já colocar essa descoberta do Malfoy, na verdade iria acontecer, provavelmente no próximo cap. Mas vai se legal a Hermione dá um gelo nele...


Agradeço aos comentários que recebi ate o cap anterior e, também, agradeço desde já os que vou recebeu. Obrigada povo! De coração mesmo.


Então é isso e até o próximo... \o/

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