Bellatrix cobriu os ouvidos com as mãos, tentando abafar o som das risadas. Não adiantou. Aquele gargalhar débil e insistente continuou ecoando dentro de sua cabeça, enquanto ela andava em círculos por aquele... o quê? Quarto? Catre? Cela?
Onde estava? Bellatrix olhou ao redor, tateou as paredes ásperas que não pareciam ter fim nem começo. Onde estava? Então a névoa rasa que subia do chão lembrou-a vagamente de sua localização. O frio petrificante que se espalhou pelo cômodo - o que quer que fosse - anunciou a aproximação silenciosa de um dementador. Estava ali. E a risada ressoou novamente, histérica, contínua, descompensada.
Andou até um pequeno móvel que devia passar por uma cama e deitou-se, ainda cobrindo com força os ouvidos. O frio seco foi se enredando por sua pele, por seus pelos, e ela fechou os olhos, sem saber o que mais havia para ser sugado de dentro dela. Fechou os olhos, esperando morrer e reabriu-os para outro tempo, outro lugar.
Não estava morta. Essa foi sua primeira constatação. Sentia dores, então não estava no céu. Mas não sentia tantas dores assim, então não estava no inferno. Não estava morta. Decidida essa questão, onde estava? Bellatrix abriu os olhos para se descobrir deitada em uma desconfortável cama de montar, em um quarto pequeno, pintado de azul, com o papel de parede descascando. Que maldito lugar era aquele?!
Levantou-se devagar, se apoiando no colchão. Sua cabeça doía - o motivo lhe ocorreu lentamente, como uma memória relutante: fora duplamente estuporada na noite anterior. Ela e outros Comensais da Morte haviam sido surpreendidos em um ataque à casa do editor geral d' O Profeta Diário. Aurores. Muitos deles. Lembrava-se de ter derrubado pelo menos três, antes de se ver encurralada entre dois feitiços. Então caíra.
Mas nada disso respondia à questão: onde estava? Havia um copo com água e um pedaço de pão apoiados em uma mesa de cabeceira. Sua boca estava seca, mas controlou o impulso de sua mão na direção do copo. Não sabia onde estava, não beberia ou comeria coisa alguma. Estava testando a firmeza de suas pernas quando a porta de madeira do quarto rangeu, anunciando a entrada de alguém. Bellatrix procurou pela varinha, automaticamente, mas é claro que fora desarmada. Ainda assim, ergueu-se rapidamente da cama, impondo-se da melhor maneira que pôde.
- Acordou a "Bella Adormecida". - Bellatrix franziu as sobrancelhas para o sarcasmo da frase, que não compreendera. Observou a mulher que atravessara a entrada do quarto com a atenção de um felino acuado, se preparando para o ataque.
- Quem é você? Onde eu estou?
- Nenhuma das duas coisas vão fazer diferença pra você agora. - a mulher respondeu, uma das mãos segurando firmemente uma varinha, enquanto a outra ajeitava mechas de cabelo ruivo atrás da orelha.
- Quanto tempo fiquei desacordada?
- Quase dois dias inteiros. Então é melhor que beba e coma alguma coisa.
- Não vou ingerir nada. - respondeu, entredentes.
- O problema de vocês, pobres de espírito, é pensar que são todos iguais a vocês. - a mulher respondeu, caminhando até a mesa de cabeceira e bebendo um gole grande da água e mastigando um pedaço do pão que partira com a mão livre.
- Quem é você? - Bellatrix voltou a perguntar, incisiva.
- Serei sua única companhia por algum tempo, Lestrange. Então é melhor ser simpática. - ela disse, encaminhando-se mais uma vez para a porta e batendo-a atrás de si ao sair.
Bellatrix, por fim, se alimentou. O instinto de sobrevivência era maior que qualquer outro sentimento, e isso ela descobriu logo. Não gritou, não esmurrou a porta. Sabia que, se ainda estava viva, era porque pretendiam conseguir algo dela. Então esperaria.
A mulher ruiva só reapareceu no dia seguinte. Entrou com uma bandeja flutuando à sua frente, apoiou-a na mesa de cabeceira, sob a observação atenta de Bellatrix, e sentou-se na cadeira que era o terceiro e último móvel daquele quarto. As duas mulheres encaram-se demoradamente, medindo-se de cima a baixo. Bellatrix mirou os olhos verdes da mulher, tão verdes quanto o brasão sonserino. Tão verdes quanto a grama ao redor de sua casa na primavera. Espetacularmente verdes. Mas não se distraiu com eles nem por um momento, pois, no segundo em que seus olhares fizeram contato, Bellatrix sentiu a pontada incômoda dentro de sua cabeça. A ruiva estava usando legilimência com ela. Bloqueou a mente, como havia aprendido a fazer há muito tempo, e mesmo assim sentiu a consciência da outra sondando seus pensamentos, seu cérebro, cada caminho dentro de sua cabeça, à procura de uma brecha. Não havia brecha. A mente de Bellatrix era como um intransponível muro de concreto.
- Você não vai conseguir nada de mim, queridinha.
- Veremos. - a ruiva respondeu, com um traço de sorriso no canto da boca.
- Silêncio! - Bellatrix urrou, pulando de seu colchão duro e precipitando-se para um corredor sujo e escuro - Silêncio! Silêncio! - continuou bradando, segurando a cabeça nas mãos.
De nada adiantou. De fato, sua atitude pareceu apenas piorar o caos. Talvez ela tivesse despertado dezenas de prisioneiros que já estavam em transe há muito tempo. Um burburinho começou a se espalhar pelo ar, as vozes etéreas, perdidas, roucas pela falta de uso. Sempre haveria gente gritando, mergulhando no desespero, porque isso era o que restava. Era a única coisa que restava. Os dementadores foram atraídos pela agitação, como abelhas atraídas por mel. Dezenas deles povoaram os corredores tão rápido que ela não conseguiu recuar. Suas pernas falharam e Bellatrix escorregou as costas por uma parede de pedra até o chão, onde se encolheu, trêmula, e mergulhou mais uma vez no escuro.
- Não vai adiantar. - repetiu, o desdém escorrendo das palavras, enquanto, mais uma vez, sentia uma consciência alheia tatear pelas paredes de sua mente. Aquela cena se repetia há dias.
- Tome. - a mulher de olhos verdes lhe estendeu um exemplar d' O Profeta Diário.
- O que é isso?
- Jornal.
- Para quê? - questionou, arqueando uma sobrancelha.
- Achei que você gostaria de saber o que anda acontecendo no mundo lá fora. - a ruiva respondeu, dando de ombros. Bellatrix não acreditou nela nem por um momento.
Se não estava enlouquecendo e conseguia calcular corretamente, estava presa naquela pequena suíte há uma semana. A mulher ruiva era a única pessoa com quem tivera contato. Tivera tempo de chegar a algumas conclusões: aquela mulher provavelmente era a melhor em legilimência e oclumência que eles tinham. Não lhe apresentariam mais ninguém, não lhe dariam informações desnecessárias. O Ministério estava cheio de seguidores do Lord das Trevas, não conseguiriam fazer nenhuma acusação formal contra ela. E tentariam vencê-la pelo cansaço.
Precisava admitir que era cansativo. Aquela ruiva maldita era mesmo boa no que fazia. Bellatrix sentia-se exausta depois de suas longas visitas, em que tinha que usar toda concentração para proteger os próprios pensamentos. Por vezes a mulher encontrava uma pequena rachadura em sua proteção ferrenha e invadia com força. Pescava um borrão, um olhar, um sussurro - mas nada além disso. Bellatrix havia perdido a calma algumas vezes, não se orgulhava disso. Gritara, atirara coisas, atacara a mulher, querendo arrancar pedaços dela, nem que fosse com as unhas. É claro que isso não a levara a lugar nenhum.
- Eu lerei depois. - disse, abandonando o jornal sobre a cama - Quem é você?
- Meu nome é Lily Evans. - a ruiva respondeu, para a surpresa de Bellatrix. Repetira aquela questão dezenas de vezes e nunca obtivera uma resposta antes.
- Evans. - pronunciou pausadamente - Trouxa, é claro.
- Bruxa. Sou tão bruxa quanto você.
- Você nunca será tão bruxa quanto eu. Você não passa de uma sangue-ruim nojenta. - disse, cuspindo no chão entre as duas.
- Tsc tsc. Será que a tão nobre família Black não lhe deu o mínimo de educação?
- Lave sua maldita boca antes de citar o nome puro da minha família.
- Cuidado, Lestrange, ou eu posso lavar sua maldita boca antes que você fale assim comigo de novo.
- Não me ameace, sua putinha. Você não sabe com quem está falando. Você não passa da escória do mundo bruxo. Uma sang...
- Estupore!
- A filha da puta me estuporou... - Bellatrix gemeu, ouvindo sua voz soar enrolada e oca.
- Você mereceu, Bella. Usando palavras tão feias comigo...
- Evans? - Lestrange começou a se erguer, apoiando frouxamente as mãos no chão, até ficar de pé. Piscou várias vezes antes de mirar o vulto sentado na cama do que podia chamar de sua cela.
- Você sempre foi tão insolente.
- O que você está fazendo aqui?
- Eu estou na sua cabeça, Bella.
- Não. Você não conseguiu, você sabe. Eu me protegi... você não... - argumentou, dando passos trôpegos na direção dela. Por um momento, o lugar lúgubre a seu redor desapareceu e ela pareceu avançar para a pequena cama de montar, rodeada por aquelas paredes azuis.
- Eu estou na sua cabeça.
- Não. - Bellatrix se precipitou na direção da cama, o braço estendido para agarrar a parte que pudesse daquela mulher. Sua mão alcançou apenas o ar, o vulto ruivo se dissolvendo, e ela caiu de bruços na cama.
- Eu estou apenas na sua cabeça.
A raiva lhe doía mais profundamente do que o latejar incômodo em sua cabeça, consequência de ter sido estuporada. A sangue-ruim-Evans não apareceu por dois dias. A comida se materializava perto da porta e isso era tudo. Quando a passagem finalmente foi aberta, 3 dias depois, embora tivesse vontade de gritar, esmurrar e xingar aquela mulher, não fez nada disso.
Em silêncio, Evans lhe estendeu um novo exemplar do jornal e sentou-se na cadeira de sempre, os olhos fixos nela. Bellatrix folheou o jornal, sem absorver nenhuma das notícias. Passava os olhos pelas fotos, mas não se permitia distrair. Sabia que aquilo era apenas uma estratégia. Mantinha cuidadosamente o cerco ao redor de sua mente. Podia concluir o que dizia O Profeta Diário. Seu Lord estava cada vez mais poderoso. Sua vontade era cada dia mais satisfeita. Seus desejos se tornariam leis. Não precisava ler as matérias deprimentes do jornal para saber de nada disso.
Aquilo se tornou uma rotina. Evans lhe trazia jornais e revistas, Bellatrix fingia ler enquanto aquela ruiva buscava uma abertura em sua cabeça. Não gritou mais, embora sempre que falasse suas palavras transbordassem ironia e desdém. A verdade é que, mais uma vez, o instinto de sobrevivência estava sobrepujando tudo mais. Enlouqueceria se ficasse muito mais tempo trancafiada naquele lugar. Perderia o foco, as forças. Os dias eram mais suportáveis quando aquela sangue-ruim aparecia. Fazia Bellatrix saber que ainda havia vida, havia um mundo fora daquelas paredes doentemente azuis. Por isso se calava, para que a Evans retornasse e se sentasse por horas naquela cadeira desconfortável e suas mentes duelassem incansavelmente. Tornara-se seu passatempo preferido pensar nas coisas mais desagradáveis possíveis e liberá-las aos poucos para a leitura da ruiva. Mortes esdrúxulas, seus desvarios mais sádicos, seu preconceito latente... Era particularmente satisfatório quando Evans ficava tão nauseada que abandonava o quarto mais cedo do que de costume.
- Você é doente. - ela murmurava às vezes, antes de bater a porta com força. Isso fazia Bellatrix gargalhar por horas.
- Você ainda não viu nada, queridinha. Amanhã tem mais. - respondia para a porta fechada, suas costelas doloridas de tanto rir.
E, no dia seguinte, lá estava Lily Evans de novo. Aqueles olhos verdes fixos em Bellatrix como duas esmeraldas prontas para serem encrustadas em uma joia de ouro puro. Mas eram esmeraldas falsas, sem valor. Pedras opacas, plástico sujo. Sangue sujo.
Evans lhe estendeu um exemplar de "O Pasquim" e Bellatrix revirou os olhos antes de pegá-lo. Não que ela fosse ler qualquer coisa, mas aquele lixo era mais improvável ainda. Folheou sem interesse as páginas, que não seguiam qualquer padrão de diagramação ou pareciam ter um tema geral que unisse as reportagens da revista. Recostou-se na cabeceira da cama, passando desinteressadamente página por página.
- Você é uma mulher bonita.
- O quê?! - Bellatrix quase se engasgou por um momento. Então o golpe foi tão súbito e brutal que ela não pôde repeli-lo.
Em um milésimo de segundo, Lily Evans estava em sua mente. Bellatrix viu os rostos de Lucius e Narcissa Malfoy passarem diante de seus olhos. Viu o Lord das Trevas sorrir satisfeito, sentado à cabeceira de uma mesa escura. Viu os rostos de Dolohov, Crabble, Carrow e outros, em uma sequência ininterrupta. Lucius Malfoy lhe sussurrava o plano de ataque ao editor d' O Profeta Diário. Lily Evans mergulhava mais fundo. Ela era forte demais para ser expulsa de sua mente e Bellatrix fechou os olhos, querendo impedir que suas informações vazassem naquele fluxo. Apertou as pálpebras e jogou Evans para dentro de suas memórias mais vívidas.
O chapéu seletor anunciava sua casa: sonserina! Sua mãe colocava a Narcissa-bebê em seus braços pela primeira vez e Bellatrix sentiu um misto de inveja e fascinação quando ela abriu os olhos e revelou íris incrivelmente azuis. Sua mãe ateava fogo a todas as cortinas da casa quando Andrômeda fugiu com aquele sangue-ruim. Bellatrix sentia a varinha de seu pai bater com força em seus dedos quando errava alguma nota ao piano, quando confundia os talheres no jantar, quando ele conseguia ler o que ela estava pensando. Bellatrix estava diante de um bicho-papão e então ouvia a risada de prazer de seu pai quando o animal se transformava em uma réplica dele. Rodolphus lhe pedia em casamento e ela permitia que a beijasse, embora soubesse que a sorte e a honra eram todas dele.
- CHEGA! - Bellatrix berrou, e Lily recuou de dentro de sua cabeça quase de imediato.
As duas se encararam, ofegantes. Então a ruiva ergueu-se, apoiando-se na cadeira.
- Sim, chega. - murmurou, antes de sair do quarto.
As risadas haviam recomeçado. Bellatrix se revirou em seu catre, ouvindo o retinir histérico dentro de seus tímpanos, ecoando, badalando em sua cabeça até deixá-la louca. Estava louca? Onde estava? Estava sozinha naquele lugar apertado e escuro. Mas as paredes não eram azuis, não havia papel de parede descascando, não havia Lily Evans. Evans. Alguém precisava calar aquelas risadas. Ela precisava sair dali. Mas não havia saída, havia? Morreria ali. Morreria ali.
- Levante-se. - a ruiva mandou, assim que pôs os pés dentro do quarto.
- Acho que já passamos da época das formalidades, Evans.
- Levante--se, Lestrange. Vamos sair.
- Sair? - Bellatrix arqueou a sobrancelha - Por quê? Para onde?
- Não é da sua conta, apenas levante-se. - Evans resmungou, movimentando a varinha na direção de Bellatrix.
- O que você fez? - ela urrou, quando tudo sumiu diante de seus olhos - Você me cegou, sua puta!
- É completamente reversível. - Evans replicou, e Lestrange sentiu-a se aproximar. O primeiro instinto foi recuar quando sentiu a mão se fechando ao redor de seu braço, então Evans apertou ainda mais forte - Sem drama, Lestrange. Caminhe.
Ela podia resmungar, gritar, se debater, mas nada adiantaria. Estava mergulhada no breu. Não enxergava um palmo diante do nariz, não saberia para onde correr. E estava desarmada. Estupidamente desarmada. Sabia que estava vulnerável até os dentes e não podia fazer coisa alguma que não fosse caminhar. Então era isso. O fim. Melhor assim. Já estava cansada daquele jogo de gato-e-rato das últimas semanas. Servira ao seu Lord, fora a mais fiel de suas seguidoras e sua família seria recompensada por isso. Deixou que Evans a guiasse e ouviu seus passos ecoando pelo chão. Ouviu o som de portas se abrindo, fechaduras rangendo até que, em dado momento, seu corpo inteiro foi comprimido de uma vez, sua cabeça girou, o ar faltou e... seus pés estavam novamente no chão.
- É aqui que nos despedimos, Lestrange. - ela ouviu a voz de Evans murmurar e preparou-se para o que viria em seguida.
Então voltou a enxergar. Bellatrix piscou algumas vezes, aturdida.
- Mas o que...?
- Você está livre. - Evans anunciou, monotonamente.
- Onde eu estou?
- Em Hogsmeade, atrás da casa dos gritos.
- E estou...?
- Sim, livre. - ela repetiu e Bellatrix gargalhou gostosamente.
- Covarde.
- O problema de vocês, pobres de espírito... Bom, esquece. - Evans revirou seus olhos verdes e desaparatou.
Bellatrix apertou os ouvidos com mais força. Nunca mais estaria livre. O som daquela risada insana lhe doía até os ossos. Balançou a cabeça de um lado para o outro até se dar conta da figura parada na porta. Um rapaz. Um fantasma. Que diferença fazia?
- De que tanto você ri? - ele questionou, fracamente.
Bellatrix fitou-o quase sem vê-lo. Seu rosto murchou como um balão de gás perdendo a forma. As risadas cessaram completamente e um silêncio vazio e atordoante dominou todo o lugar.
- Quem? Eu?
E as gargalhadas recomeçaram.
...
N/A: Hey, people. Tudo bem? Tá, eu nunca fui muito a favor de postar 2 fics ao mesmo tempo. Mas essa ideia surgiu do nada na minha cabeça (ou quase) e eu fiquei com vontade de postar. É uma short, serão só 4 capítulos e eu espero que alguém tenha paciência de acompanhar. Eu posto se vocês lerem, qtal?
Agradeço muitíssimo à minha revisora amada, Gabs, que tá sumida mas sempre no meu coração <3
Ao meu amor *-* Que fica me ouvindo falar repetidamente de cada ideia nova que eu tenho e as lê. *-*
E Mila, que fez a capa mais linda ever e tudo a ver, mega perfeito pra essa fic.
Posso ser chata e pedir pra me deixarem comentários? Please? No? =/ Vou esperar, anyway.
Beijos!