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8. Selvageria


Fic: Amor por conveniência


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Helena não compreendeu o que Snape quis dizer e ele, percebendo, continuou:


- ... O conselho de arranjar um marido. Porém, não recomendo sua escolha. Bennet quer apenas amizades coloridas e é casado. Também duvido que ele se divorcie de Mary. Ela é rica demais para ele largar o osso...


Helena ficou extremamente indignada. O olhar debochado de Snape a fez agir como um fósforo aceso em meio a barris de pólvora. A explosão de sua raiva foi tão grande que a dominou por completo. Incapaz de encontrar palavras para exprimir o ódio, a repulsa e a mágoa sentida, libertou todos estes sentimentos em um forte e sonoro tapa no rosto dele.


O impacto violento fez a palma da mão dela formigar, mas ela não se importava com isso: Ao mesmo tempo a sensação era formidável e gloriosa.


Snape a prendeu pelos pulsos. Ela o encarou com desdém e tentou se soltar, mas ele a pressionou contra si. Os olhos de Helena, como de costume quando irritada, pareciam duas esmeraldas.


Já Snape, com agilidade, levou-lhe os braços para as costas, onde os manteve seguros com apenas uma das mãos, enquanto a outra puxava mais para perto de si o corpo esguio da mulher à sua frente. Ela podia sentir os músculos firmes e o coração dele batendo acelerado...


Os olhos dele, como os seus, revelavam raiva, mas também tinham um brilho estranho, duvidoso, excitante...


- Então, afinal... Existe vida sob essa sua fachada controlada? Que pena que seu amigo tenha ido embora e não tenha tido a oportunidade de conhecer a verdadeira Helena... Aposto como ele iria adorar a descoberta! – ele disse com sarcasmo intolerável.


- Bennet não é meu amigo. – ela revidou raivosa – Viemos até aqui conversar sobre negócios, porém, para não fugir à regra, ele se acha um ser divino ao qual nenhuma mulher resiste!


Enquanto ela falava, os olhos de Snape a fitavam já sem raiva.


- Tendências feministas, Srta. Mitchel? Pois bem, sinto lhe dizer que você terá de castrar todos os homens da Inglaterra se quiser curvá-los à sua filosofia de vida...


- Seria um prazer imenso – ela retrucou, sem pensar. Ficou aflita ao perceber que o olhar e a expressão dele mudaram novamente. Tentou se libertar mais uma vez.


- Entendo. Então devo descobrir como arrancar uma compensação pela bofetada que me deu.


Snape a segurou pela nuca e enfiou os dedos por entre seus cabelos. Helena tentou afastá-lo com mais convicção ainda e com os pés. Ele sentiu a réplica e a prendeu com as pernas.


Cheia de teimosia, ela se recusava a ceder à pressão feita em sua cabeça, que já lhe causava dores agudas na raiz dos cabelos. Snape a machucava deliberadamente e se divertia com isso.


- Uma pessoa não deve infligir dor à outra sem correr o risco de receber retribuição, não acha? - murmurou no ouvido dela, dando uma leve mordida no lóbulo. Aspirou o perfume de sua nunca e tornou a fita-la diretamente nos olhos.


- É assim que você se excita? Ferindo mulheres?


- Você é uma mulher? Até agora não tive provas concretas disto...


- Desgraçado, me solte!


Aflita, viu o olhar dele se fixar em seus seios, que arfavam com o esforço feito. Por um momento, pensou que ele fosse tocá-los e o senso de rejeição a fez enrijecer. Snape notou e disse com desprezo:


- Não se preocupe. Eu a acho tão atraente quando uma boneca de plástico.


Por alguma razão, o desdém a magoou profundamente. Todavia, uma fúria novamente crescente domou a dor íntima.


- Então porque você não me larga e volta para a sua ninfetinha?


- Você provocou isto. Não me culpe depois.


Puxando-lhe a cabeça para trás, Snape pressionou-lhe os lábios de encontro aos seus próprios dentes cerrados. A excitação dele era evidentemente física. Helena sentia. Era uma demonstração animal de cólera, selvageria... Desacato e desejo machista de dominar a fêmea. Não se tratava de uma carícia esperando retribuição, mas sim de um castigo.


Quando finalmente a soltou, os lábios de Helena sangravam. Ela os limpou com as costas da mão e reconheceu que odiava Snape quase com a mesma intensidade que odiava o pai de Amy.


- Se fez isso com a intenção de me amedrontar por causa da mansão, trate de tirar seu trestálio da chuva, Snape!


- Para o inferno com esta mansão, garota! Não foi este o meu propósito embora eu ainda não tenha desistido. Aquela mansão voltará a ser da família. Ela será minha. – Snape replicou com frieza e determinação.


- Só se passar pelo meu cadáver!


- Tudo é possível. São poucas as coisas que eu não teria coragem em fazer. E você deveria saber disto.


_____


Ao chegar em casa, Helena ainda estava cega de raiva e os lábios continuavam sangrando um pouco. Tinha conseguido escapar da festa sem ser vista por ninguém, o que foi sua salvação. Constatou isto quando se olhou no espelho: Cabelos desgrenhados, lábios inchados, maquiagem borrada e roupas em desalinho. Até agora pensava nas intimidades que Snape poderia tê-la forçado a praticar, caso tivesse descerrado seus dentes.


E vontade não faltou.


Vergonhosamente admitia.


_____


Bom, meninas! Demorei, mas atualizei. A partir do próximo capítulo as coisas ficam mais calientes... Hehehe!


Amanda Laís: Conforme sinopse da fic na lista de fics com o shipper SS/OC, a história é sim no pós guerra. Me sinto mais livre pra usar e abusar do Severo sem depender tanto de dados cronológicos da J.K! kkkkk


Minna MontClair: A explicação sobre a paternidade do pai da mini-rebelde é uma coisa muito tensa que vocês vão saber só lá no final. Mwahahah!

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