Capítulo 6 - Um novo sentimento
“Você diz que não se importa, mas é mentira.”
- Granger? – chamou uma voz arrastada e fria. Hermione suspirou e não respondeu, torcendo para que talvez ele fosse embora – Granger?
- O que é? – perguntou, sem desviar os olhos do livro.
- Olha, eu não vim até esse salão... – ele olhou ao redor e voltou a encarar a menina, que ainda lia concentrada – Para ter que aguentar ignorância de três grifinórios seguidos, entendeu? Até aqui a única que foi simpática e colaborou comigo foi a Weasley.
- Sério mesmo? Pois não devia ter sido. Afinal, o que você quer Malfoy?
- A velha e Dumbledore querem falar com você – informou, impaciente – Agora, Granger.
- Velha? Mais de quem... – ela interrompeu-se e olhou irritada para ele – Malfoy tenha mais respeito!
- O que? Ah, você é muito chata. Vamos logo, antes que ela fique mais irritada – ele tirou os livros da mão dela e arrastou-a para fora.
- Ei! Me solta, ok? Eu sei andar sozinha! – ela tentava inutilmente se desvencilhar dele.
- Silêncio, Gra... – nesse exato momento ele viu as duas pessoas que ele mais gostava de azucrinar. Já sabia o que ia fazer dessa vez. Potter iria cuspir fogo. Sorriu internamente e pigarreou e começou, em alto e bom som – Sabe, Hermione, você estava muito bonita no Natal.
-Hã? – ela riu, as bochechas estavam quentes de vergonha – O que você disse?
- Eu disse que... – ele viu Harry e Rony a alguns metros e viu que eles os olhavam, desconfiados. Aproximou-se e segurou o queixo da menina – Disse que estava linda.
- Ah... É... Malfoy... Isso – gaguejou. Ela fitou os pés e limpou a garganta – Isso foi muito gentil da sua parte. Obrigada.
- Não há de quê, Hermione – ele soltou-a e continuou o caminho, satisfeito. Potter parecia querer explodir o castelo.
- Oi, Hermione – disse o moreno, assim que ele e Rony passavam por ela.
- Ah, olá, Harry – a garota até então estava alheia a presença dos amigos – Não havia visto você – o moreno fitou-a, desconfiado. Rony escutava tudo calado – Estou indo até a sala da McGonagall. Parece que ela ficou sabendo da briga.
- Mione... – Rony chamou-a. A voz estava baixa, como se o que estivesse dizendo fosse um segredo – Não devia ter se metido. Não que eu não esteja agradecido, mas agora você está em apuros.
- Não tem problema, Ron – ela segurou a mão do ruivo e sorriu. Harry e Draco mexeram-se, claramente desconfortáveis (lê-se ciúmes) – Uma detenção não faz mal a ninguém.
- Mione... – dessa vez era Harry, a voz protetora que tanto irritava Draco – Não precisa levar a culpa sozinha, sabe disso.
- Hermione... Estamos atrasados – intrometeu-se Malfoy. Eles o olharam surpresos com a menção do nome da menina, que por sua vez, revirou os olhos, segurando-se para não rir da situação.
- Tudo bem – ela olhou para os amigos mais uma vez e suspirou – Vai dar tudo certo. Até mais tarde.
-Ah, vamos logo! – irritou-se Draco e segurou o braço dela, arrastando-a em direção a sala do diretor.
-Cuidado, Malfoy! – gritou Harry – Estou de olho em você!
-Não se preocupe, Potter. Não vamos fazer nada que ela não entenda – gritou de volta, o sorriso irônico estampado no rosto. Harry iria avançar e iniciar uma briga, se não fosse o olhar de advertência de Hermione.
Draco e Hermione caminharam em silêncio até a sala do diretor. Quando este deu permissão que entrassem, Draco abriu a porta e foi seguido pela garota.
- Sentem-se, por favor – disse Dumbledore, estendendo as mãos para as duas cadeiras. Hermione olhou apreensiva, mas obedeceu – Srta. Granger, vamos direto ao assunto. Fui informado de que se meteu em uma briga com a Srta. Lilá Brown. Os boatos são verdadeiros?
- Sim – respondeu com a voz fraca – Mas tenho motivos.
- Pessoais, imagino – deduziu Dumbledore – O que quero que entenda que esta não era uma atitude esperada de uma monitora-chefe. Quero que entenda que esse comportamento é inadequado e quero que não se repita. Sei que é uma ótima aluna. Uma das melhores, afinal. Mas isso não ira lhe fazer escapar de uma detenção.
- Sim, diretor – murmurou – E qual será ela?
- Sábado a senhorita irá limpar a sala de troféus, juntamente com o Sr. Malfoy. Filth irá os procurar e dar as instruções. Isso é tudo – ambos se levantaram, mas o diretor interferiu – Draco, você fica. Hermione, pode esperá-lo lá fora?
Hermione olhou confusa de Minerva para Dumbledore, de Dumbledore para Malfoy e em seguida para Minerva novamente, mas fez que sim com a cabeça e em seguida se retirou.
- Draco, eu tenho percebido que anda bem mais próximo de Hermione ultimamente. Creio que isso irá ajudá-lo bastante – comentou Dumbledore e Minerva concordou com um sorriso.
- Do que está falando? Como a Herm... Granger pode me ajudar? – perguntou, rispidamente.
- O amor pode ser a cura para todos os males, meu querido – disse Minerva com um sorriso largo.
- Amor? Granger? Eu? Como tudo isso entra em uma coisa só? – indagou, confuso e irritado com o sorrisinho bobo no rosto dos dois.
- Acho que o senhor sabe do que estamos falando – disse Dumbledore, com a voz doce – Dê uma chance a isso que está sentindo, Draco. Dê uma chance ao amor.
- Amor? E como o amor vai me ajudar agora? – perguntou, os olhos inundados de lágrimas – Desde que nasci, fui condenado a essa maldita vida. Condenado a ser um Malfoy sem caráter. O amor não vai ser o suficiente.
- O fato de ser um Malfoy, não significa que precise ser sem caráter, Draco. Entenda que suas escolhas...
- Minhas escolhas? – Draco levantou-se, exasperado – Quando foi que eu pude escolher alguma coisa? Desde pequeno, eu sou obrigado a seguir ordens. Fui obrigado a dizer coisas horríveis às pessoas! O senhor acha que eu escolhi isso? O meu destino já está traçado, diretor. Será o mesmo que o... Que o do... Meu pai.
- Não pense assim, querido – intrometeu-se Minerva. Ela colocou-se ao lado de Draco e segurou levemente seu ombro, e o menino sentou-se novamente – O seu destino é você quem faz. Ele muda dependendo das nossas escolhas.
- Ainda não entendo onde a Granger entra nesta história – falou o loiro, a voz arrogante, mas bem no fundo, feliz por saber que alguém se importava com ele e que talvez não tivesse que seguir os passos do pai.
- Você escolherá se vai deixar ou não esse sentimento guiar você, menino Malfoy. Aja com o coração e ele lhe mostrará o melhor caminho. Boa sorte – o velho diretor sorriu paternalmente. O brilho dos olhos e as rugas ao redor passaram segurança a Draco. Ele agradeceu aos dois. Depois se levantou e saiu.
- Pelas barbas de Merlin, estava apodrecendo aqui! – falou Hermione assim que Draco saiu da sala.
- Desculpe, não pude evitar – Draco respondeu educadamente. Uma educação verdadeira que assustou Hermione.
- Ah... Bem... – tentou responder, as bochechas queimando de vergonha – Tudo bem, Draco. Eu...
- Draco? – ele olhou-a surpreso e um sorriso de orelha a orelha se formou – Ora, ora, vejo que estamos evoluindo. Hermione.
- Bom, eu... Talvez esteja começando a te odiar menos. Você está sendo legal ultimamente e eu... Gosto da sua companhia às vezes e... – disparou, sem graça – Merlin! Eu estou falando que nem uma idiota! Desculpe – murmurou, sem conseguir encarar o loiro que sorria bobamente ao seu lado.
- Você é engraçada assim – comentou
- Assim? – perguntou, confusa. Malfoy parou e Hermione fez o mesmo. Só então percebeu que estavam sozinhos no meio do corredor.
- Assim, sem saber o que falar – sorriu e Hermione ruborizou furiosamente, deixando os lábios finos formarem um tímido sorriso.
- Ah – exclamou e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha – Por que demorou tanto na sala do Dumbledore?
Ele riu internamente do nervosismo da garota. A súbita mudança de assunto era uma tentativa desesperada para que um silêncio incômodo não se instalasse ali.
- Nada de mais. Ele só me falou que talvez novos amigos possam me ajudar. Dumbledore disse que eu faço o meu destino – contou.
- Ele está certo. Quem sabe se você tivesse sido menos impetuoso antes, pudesse estar rodeado de amigos legais, incluindo eu, Harry, Ron...
- Pensei que tivesse dito amigos legais – debochou e riu quando ela deu-lhe um tapa na nuca – Brincadeira, como você é estressada.
-Ei, não sou estressada! – falou. Cruzou os braços e fitou Draco, fingindo estar brava – Vá logo antes que eu azare você!
-Disse a Não-Sou-Estressada! – ele revirou os olhos e se virou para sair, mas sentiu uma mão quente e delicada segurar seu pulso.
-De onde eu venho, é falta de educação sair sem se despedir – Hermione falou, encarando Draco. Ela se aproximou dele e depositou-lhe um beijo na bochecha. Ela sorriu e saiu, quase correndo, para seu salão comunal. Não se sabe quanto tempo Draco ficou parado ali, com a mão no exato lugar onde ela o beijou.
Hermione caminhou o mais rápido que suas pernas permitiram. Ousou olhar para trás rapidamente, temendo ver Malfoy rindo de sua atitude. Porém o que ela viu a fez rir e revirar os olhos, feliz. O garoto estava parado no mesmo lugar, com a mão no rosto, feito um bobo apaixonado. Apaixonado... Lembrou-se da conversa que teve com as amigas. Não, pensou, Malfoy apaixonado por mim é impossível! Esqueça isso Hermione! Agora!
Entrou no quarto e viu que estava só. Ainda era cedo, mas estava cansada de qualquer forma, então botou a camisola e deitou-se. Mas isso não significa que dormiu imediatamente.
Não entendo por que eu fiz aquilo! Por que é que o beijei? Tudo bem, foi no rosto, mas mesmo assim... Será que... Não! Ah, já sei, deve ser uma mera atração, afinal, ele até que é bonitinho, né... HERMIONE GRANGER, PARA DE TER ESSES PENSAMENTOS E TRATE DE DORMIR AGORA!
Ela revirava-se inquieta na cama – fingindo não entender o que estava começando a sentir – até cair no sono.
- Harry? Harry? Onde está você? – Hermione caminhava por um pequeno corredor escuro e estreito de uma casa que ela não conhecia. O cheiro de carne podre e meia suja estava ficando insuportável a cada passo e as janelas escuras e embaçadas de sereno deixava o ambiente mais sombrio. Apoiou-se nas paredes em busca de apoio e sentiu a umidade das tábuas pinicar sua mão. Puxou a varinha das vestes e murmurou: – Lumus!
Viu algumas latas jogadas ao chão, e fezes de rato por todo lado. Assim que chegou no (ao) fim do corredor, uma tábua rangeu atrás de si e antes que ela pudesse correr, o que quer que estivesse atrás dela, segurou-a pelos braços e arrastou-a para dentro de um pequeno quarto. Havia uma cama com lençóis amarelados de urina, um guarda-roupa imundo, cortinas rasgadas e uma pequena cômoda empoeirada.
- Hermione? – uma voz abafada, quase inaudível e familiar fez com que o estomago da garota desse cambalhotas – O que faz aqui? Eu não disse para ir embora?
- Harry! Quem te fez isso? – ela sacudiu-se, tentando soltar-se, mas foi em vão – Harry, por Deus, o que está acontecendo?
Harry sangrava no nariz e cuspia sangue. Um olho estava mais baixo que o outro e o garoto parecia exausto.
- Garota tola – uma terceira voz atraiu a atenção da menina. Um homem de expressões duras e arrogantes adentrara no quarto. Trajava as mais impecáveis vestes e o cabelo loiro era sedoso e comprido, preso em uma fita preta. Ele caminhou perigosamente até ele e tocou-lhe a face – Tão bonita. Pena que terá de morrer, sangue-ruim.
- Lúcio – Hermione falou com a voz fria e dura – Aprontando de novo? Com saudades de Azkaban, sua segunda casa? – provocou.
- Hermione, pare com isso agora! – mandou Harry, mas foi completamente ignorado.
- Ora, ora, a vadia sangue-ruim é corajosa mesmo... – ele retirou a varinha das vestes e girou-a na mão – Agora me diga, Granger, achou mesmo que pudesse ficar com, Draco? Um garoto de uma antiga linhagem de sangue-puro com a mera sangue-ruim, amiga do Weasley, que não tem onde cair morto e do... – ele virou-se para o moreno, mas foi interrompido pela castanha.
- Veja bem o que vai falar, seu Comensal da Morte nojento, ou vai pagar caro – ameaçou.
- Como ousa me ameaçar, sangue-ruim? – ele virou-se para ela e empunhou a varinha – Crucio!
Hermione contorceu-se de dor, mas não gritou. Sentiu seus ossos queimando e sua cabeça girava velozmente. As pernas iam ficando fracas e ela tinha a impressão de que estava sendo rasgada e alguém sufocava-a sem dó. Pressionou os lábios com tanta força, que sentiu o sangue espirrar.
- Malfoy, por favor, deixe-a ir! – implorou Harry – Ela não tem nada que você queira!
- Ela vai pagar por se envolver com um puro sangue!
- Sabe Lúcio, o Malfoy parecia bem ciente do que estava fazendo, sabe? – disse, após se recuperar – Seu filhote não é tão inocente assim.
-CRUCIO! – gritou, e Harry viu Hermione contorce-se de dor mais uma vez. Tinha que acabar com aquilo, tinha de dar um jeito de fazê-lo deixá-la ir embora.
- Malfoy, pare! Se você deixar que ela vá... Eu digo a você... Eu digo a você onde está – a voz dele vacilou por alguns instantes e isso deixou Lúcio desconfiado.
- E como saberei que não está mentindo?
- Não estou – respondeu com firmeza – Solte-a, é uma troca.
- Se descobrir que está me...
- Solte-a – repetiu, firme – Temos um acordo.
- Harry do que estão falando? – grunhiu, desesperadamente enquanto era arrastada para fora do quarto – HARRY!
- Hermione, Hermione – alguém a sacudia freneticamente, dando leves palmadas em seus rosto. Lentamente abriu os olhos e deparou-se com Gina.
- Gina! – ela abraçou a amiga com tanta força que quase a sufocara – Merlim, tive um pesadelo horrível!
- O mesmo de sempre? – perguntou, aborrecida – Olhe Mione...
- Não, Gina, este era diferente. Quer dizer, era na mesma casa, mas é como se fosse... Não sei.
Ela explicou tudo com detalhes e a mesma expressão de dúvida e horror se instalou no rosto de Gina.
- Mas do que é que Harry falava então? O que Lúcio queria? – perguntou Gina, enquanto desciam as escadas em direção ao Salão Principal.
- Eu não sei, mas é estranho – respondeu Hermione, ainda confusa, mas seu semblante mudou assim que ela viu Ron e Harry parados ao pé da escada, conversando animadamente. Ela não hesitou em se jogar no pescoço do garoto e apertá-lo com força – Harry, que bom ver você!
- É bom ver você também, Mione – ele falou, ainda sendo sufocado pela garota. Gina desviou o olhar – Mas gostaria de viver por mais alguns dias antes que Voldemort me encontre – brincou. Rony riu, sendo acompanhado pelo amigo, mas ambos pararam quando viram a expressão de puro pânico no rosto das garotas.
- Nunca mais brinque com isso – vociferou Hermione e arrastou Gina, que parecia quase tão furiosa, até a mesa.
- O que é que deu nelas? – perguntou ao ruivo, que o olhava intrigada para as duas.
- Garotas – ele deu ombros e seguiu-as – Ah, estou com tanta fome...
- E quando é que não está com fome, Ron? – os dois riram e se sentaram à mesa. Harry, porém, infelizmente reparou em como Malfoy agitou-se ao ver Hermione entrar. E o pior: ela sorriu para ele como se fossem velhos amigos.
- Hermi... – o moreno pigarreou e cutucou Hermione, que estava absorta em pensamentos – Hermione, o professor estava falando com você.
- O que? – ele olhou em volta e viu que todos a fitavam, surpresos.
- O professor... Ah esquece, a aula acabou – ele enfiou os livros na bolsa e sorriu para ela – Então, o passeio à Hogsmeade está chegando... Você não quer ir comigo?
- Ah, Harry, eu sinto tanto – ela o encarou e a expressão de seu rosto confirmou isso – Se esqueceu que eu tenho detenção com o Malfoy?
- Boa sorte – ele riu, mas ela não e isso o atordôo um pouco – O que foi?
- Nada. Só que o Malfoy não é tão ruim assim, sabe? Ele está mudando, Harry...
- Mudando? Ah, conta outra, Hermione. Malfoy está te enrolando com a conversa fiada dele. Eu vi o olhar dele para você e seu sorriso para ele hoje no café da manhã. O que está havendo?
- Não está havendo nada, mas eu acho que não seria mal se déssemos uma chance a ele.
- O que? Hermione, eu não acredito nisso! Vai mesmo deixar ele enrolar você? O que mais ele disse? Que está apaixonado por você? Justamente pela sangue-ruim que ele tanta atormentava e... – ele pareceu se dar conta do que havia dito, e a julgar pelas olhos nublados de Hermione, ela também – Hermione, desculpe, eu...
- Eu esperava essa atitude idiota de qualquer um Harry, menos de você.
- É que eu estou com medo... Medo de perder você para ele... – ele tentava desesperadamente explicar-se, mas ela afastava-se, evitando os toques dele.
Ele havia a magoado. Mais uma vez.
- Malfoy ultimamente vem sido um bom amigo para mim, e não seria o fim do mundo se ele se apaixonasse por mim, a sangue-ruim – ela riu sonoramente – Ao contrário de você, ele parece estar me notando agora, sabia? Ele me disse que eu estava linda. Me beijou, Harry.
- ELE O QUE? - bradou, e Hermione tremeu ligeiramente, mas se endireitou logo em seguida.
- Ele me beijou, Harry – repetiu – E sabe, estou cansada de estar com você, sabendo que está pensando na Gina. E tenho percebido que ultimamente ela anda bem ciumenta em relação a você. Quer saber, Harry? Já chega. Isso já está ridículo. Vá, você está livre. Assim como eu. Lutar por alguém que não está nem aí me deixou completamente exausta. Até mais.
Ela saiu em passos firmes da sala, com Harry em seus calcanhares, pedindo desculpas. Malfoy vinha na direção contrária, sorrindo para Hermione. Ela estava tão magoada e desesperada que só se deu conta do que fez depois da burrada: Havia beijado por livre espontânea vontade, Draco Malfoy.
(N/A: Desculpem a demora, mas tá aí o sexto capítulo. Eita, a Mione pegando geral ein KKKK. Obrigada mesmo a quem ler e comenta (: Principalmente a dona Gleek (também achei a surra ótima, quem sabe a Brown tome vergonha na cara, mas sem antes aprontar mais um pouco) e Mione03(Hermione diva õ/ kkkk É, talvez a sorte do Draco começe a mudar a partir de agora, mas será algo clandestino, aguarde); E a adorável Lara Weasley Malfoy, agradeço por estar lendo e obrigada pelo ''tá muito legal sua fic'' *-* Beijos flores, até o próximo capítulo.