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16. O atrevido e o Rei


Fic: A noiva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO DEZESSEIS


Quando por fim Harry foi deitar-se, Gina estava profundamente adormecida. Parecia bela para ele, e também em paz. Ele realmente não deveria acordá-la, pensava, mesmo enquanto afastava as cobertas, estendia-se ao seu lado e a puxava para seus braços.
Gina resmungou no sono, e passou uma das pernas esbeltas sobre a coxa de Harry. Ela o infernizava até enquanto dormia, pois enquanto ele percorria com os dedos suas costas, Gina balbuciou algo que não entendeu, mas que soava como “vergonhoso”, e logo lhe deu uma palmada, afastando sua mão e se voltando para deitar de costas.
Isso não o intimidou. Gina tinha a camisola erguida até as coxas e, à luz suave das velas, sua pele tinha reflexos dourados. Suas pernas estavam enredadas entre as roupas da cama. Harry empurrou as roupas de cama com um pé antes de agarrá-la com uma das coxas. Em poucos instantes, tirou-lhe a camisola e sorriu, para ouvir os murmúrios de protesto que provocou. Até adormecida ela se mostrava zangada.
Ele tirou o cabelo de Gina do caminho, percorrendo os fios sedosos perfumados de rosa com os dedos, enquanto esfregava o nariz no pescoço dela.
Gina suspirou de prazer e Harry ergueu a cabeça para olhar para ela. Sorriu, ao ver que nesse instante já não parecia tão irritada. Beijou com suavidade seus lábios entreabertos, o centro do queixo, outra vez o pescoço e começou a descer para beijar a pele arrepiada de seu seio.
Despertando com seus próprios estremecimentos que, certamente, não eram de frio. Gina se sentia cada vez mais quente... com cada beijo. Harry lhe acariciava os seios com as mãos, a boca, a língua.
Pensou extasiada: “ele é um amante tão gentil comigo!” Ele podia fazê-la derreter entre seus braços! A mão de Harry riscou um círculo em volto do umbigo de Gina e começou a descer até que seus dedos acariciaram os cachos suaves entre as coxas.
O corpo de Gina já estava pronto para ele. Ela estava quente, úmida, e seus doces gemidos indicavam que o desejava tanto como ele a ela. Acariciou-lhe o estômago com a língua. A mulher se agarrou a ele e, quando já não pôde suportar esse delicioso tormento, puxou-o pelo cabelo.
— Gina, desejo tanto possuí-la que dói —murmurou Harry.
— Possua-me agora, Harry —sussurrou a jovem—. Não me faça esperar mais. Quero...
O rogo se converteu em um gemido de prazer quando os dedos de Harry penetraram nela. Arqueou-se contra ele e, ao mesmo tempo, tentou afastar a mão.
— Marido, não me atormente mais. Venha para mim, agora.
Estendeu as mãos para apanhar o membro de Harry.
— Dois podem jogar este jogo — disse em um sussurro rouco, carregado de promessas.
No fundo da garganta de Harry ressonou um grunhido, e ele a empurrou.
— Esta noite, não pode — murmurou o homem —. Não posso agüentar muito mais, Gina.
Colocou-se entre as pernas da mulher, segurou-lhe as coxas e a penetrou em um impulso vigoroso.
Gina gritou, extasiada.
Imediatamente, Harry ficou imóvel sem sair de dentro de Gina.
— Eu a machuquei, meu amor? —perguntou, aflito.
— Não — assegurou Gina com um gemido baixo —. Não me machucou.
— Estou sendo muito rude — sussurrou ele, ainda não convencido de que não a havia machucado. Tentou recuar, retirar-se de dentro dela, mas as pernas de Gina o apanharam em um apertão que não permitia retirada.
— Não se atreva a parar agora! — ela sussurrou. —Vou morrer, se você parar!
— Eu também, Gina! — ele admitiu, ofegante—. Eu também. — Ele podia ter sorrido, mas não tinha muita certeza. Embora seu próprio corpo lhe exigisse alívio, estava resolvido a dar prazer primeiro a Gina.
Enquanto a penetrava cada vez mais profundamente, Harry apanhou a boca de Gina em um beijo arrasador. O corpo da mulher se acomodava ao do marido por completo, apertado, maravilhoso. Harry quis que o fogo de Gina o consumisse, sem deixar de assombrar-se pela facilidade que ela tinha para fazê-lo arder, e desejar sempre mais, cada vez mais.
Gina se sentiu como se Harry a transportasse às estrelas. Entregou-se à maravilhosa sensação, agarrada ao homem que amava, compartilhando esse esplendor que só ele podia dar-lhe.
No instante em que Harry percebeu os primeiros estremecimentos do clímax de Gina, em um último impulso derramou nela sua semente cálida.
Ele não sabia quanto tempo havia passado. Soube que não queria deixá-la nunca, e quando por fim se aquietaram um pouco as batidas do coração e o ritmo da respiração, lembrou-se que queria lhe dizer que a amava.
— Esposa, você fica cada vez melhor — murmurou, enquanto girava para deitar-se de lado.
Gina rolou junto com ele, acomodou a cabeça sob o queixo do marido e sorriu, captando a burla no suave acento escocês de Harry.
— Você disse que melhoraria com a prática — lembrou —. Não pensei que praticaríamos com tanta freqüência.
Harry compreendeu que Gina se mostrava arrogantemente satisfeita consigo mesma. Sorriu com a boca apoiada sobre a cabeça da mulher e murmurou em gaélico:
— Eu sei que não entende o que digo, Gina, mas preciso lhe dizer isso em meu próprio idioma: moça, amo você com todo o meu ser.
Sentiu que Gina ficava tensa enquanto o escutava, mas, quando tentou afastar-se, segurou-a:
— Amo-a, porque é gentil, amorosa e carinhosa. Moça, você tem um coração de ouro.
Gina sentiu que se derretia.
— Mas, acima de tudo, amo-a porque é uma pessoa em que posso confiar. Sim —adicionou, ao sentir que ficava rígida outra vez—, jamais poderia amar uma mulher que tentasse enganar-me, mas em você tenho confiança absoluta.
Ele achou que Gina se convertia em pedra e teve que apelar a toda sua força de vontade para não rir.
— Boa noite, Gina — ele murmurou em inglês.
— O que me disse? —perguntou Gina, fingindo desinteresse.
— Acabo de dizer “boa noite” — respondeu Harry, arrastando as palavras.
— Antes disso — insistiu Gina com voz tremente.
— Nada importante — replicou Harry.
Gina se afastou para que Harry pudesse ver sua expressão frustrada.
— Falou a sério o que quer que tenha dito?
O marido respondeu encolhendo-se de ombros, e Gina esteve a ponto de explodir, mas já havia resolvido dar a Harry uma boa surpresa no dia seguinte. Ela se ajoelharia diante de Edgar e pronunciaria o voto de lealdade em gaélico.
Não permitiria que Harry estragasse a surpresa. Era isso, sim, mas também havia o fato de ele ter dito que a amava porque confiava nela.
Estava presa em sua própria armadilha! Por que de repente tinha a sensação de que Harry já sabia?
Foi pelo modo que seus os olhos faiscavam.
— Por que me olha desse jeito? — perguntou Gina.
— Porque tem uma expressão como se quisesse resolver sozinha os muitos problemas da Inglaterra.
— Só pensava em um pequeno problema que preciso resolver — admitiu a moça.
— Diga-me do que se trata.
Gina negou com a cabeça.
— Amanhã o solucionarei, Harry. Afinal de contas, é meu problema e eu me encarregarei dele. Confie em mim sobre isso.
— Oh, eu confio em você, esposa!
— Mesmo? — perguntou Gina, muito satisfeita.
— Claro que sim. A honestidade e a verdade são como a mão direita e a esquerda: as duas são importantes... Agora, me diga, do que se trata? — perguntou-lhe, contendo o riso —. Está franzindo a testa de novo.
Nesse instante decidiu que, por uma noite, já a havia provocado o bastante.
— É tarde, Gina — disse, abraçando-a outra vez —. Depois de um dia tão longo, deve estar esgotada. Este não é o momento de resolver problemas. Você deveria...
—Dormir — interrompeu a jovem, suspirando.
— Não — retrucou Harry—. Deveria agradar seu marido.
— Acabo de agradá-lo, não?
— Ainda tem que fazer direito, mulher. — deitou-a de costas.— Mas você tem a sorte de ter um marido paciente.
— O que tenho é um marido insaciável, Potter. Sabe quantas vezes nós já...?
— Também tenho que manter a contabilidade das vezes que fazemos amor?
Gina só teve tempo de rodeá-lo com os braços antes que Harry lhe interrompesse a risada com um beijo prolongado.
Fizeram amor lenta e docemente, e o tempo todo Gina continuava ouvindo a confissão de amor de Harry. “Amanhã”, ela prometeu, “amanhã lhe farei meu juramento em gaélico”.
Caiu adormecida antes que Harry saísse de cima dela. Harry estendeu o manto sobre os dois e, poucos instantes depois, também dormia profundamente.
Ele acordou apenas uma vez, no transcurso da breve noite, quando a porta se abriu. Ele estava procurando a espada quando viu que era Kathleen que corria para a cama.
Primeiro ela foi para o lado da cama onde estava Gina.
— Não perturbe sua mãe — murmurou Harry —. Diga-me o que há, Kathleen.
Uniu à ordem o sinal de que se aproximasse e Kathleen obedeceu. A menina tinha uma expressão solene e, quando se aproximou dela, Harry viu o medo refletido em seus olhos.
— Qual é o problema? —perguntou-lhe.
Kathleen segurava a barra da camisola.
—Estou molhada — disse.
As lágrimas se amontoaram em seus olhos e começaram a rolar por suas bochechas.
Harry tirou-lhe a camisola por cima da cabeça e a jogou no chão.
—Você já não está mais molhada — garantiu.
Ao ouvir a voz de Kathleen, Gina despertou, mas fingiu estar adormecida, pois sabia como o marido se aborrecia com as mulheres choronas. Não, não queria que Harry visse que tinha os olhos cheios de lágrimas. Ele não entenderia o imenso amor por ele, que a sufocava ao ver o jeito com que pegava a menina no colo e a embalava.
Fechou os olhos quando Harry levantou-se e foi com a menina adormecida até a porta e a entregou a um dos soldados.
Quase gritou com ele que quem tinha que levar a menina para a cama era o pai, e não um dos soldados, mas lembrou a tempo que o marido estava tão nu quanto veio ao mundo, e certamente se Viviana despertasse e o visse, morreria de vergonha.
Tal cena lhe parecia tão divertida que teve que ficar de barriga para baixo para abafar a risada.
Harry voltou para a cama, apertou-a contra o quadril e, antes que Gina pudesse acomodar-se, estava roncando.
O suave suspiro de satisfação de Gina vibrou no ar. Ela mal podia esperar até a manhã. O dia seguinte seria glorioso.

Foi o pior dia de sua vida.

Claro que começou muito bem. Em menos de duas horas, Gina e Viviana deixaram o salão como se fosse um palácio. Sobre as mesas, luziam flores frescas, o chão estava coberto com juncos recém-cortados e a cadeira alta em forma de caixa, em que se sentaria o rei Edgar, brilhava imaculada.
Contudo, Bill e Sirius irritavam Gina. A cada vez movimento seu, um dos dois grandalhões lhe barrava o caminho.
— Vocês não têm algo para fazer? — perguntava Gina. Mas nenhum deles captava a sutileza.
— É nosso dia de folga — explicava Bill. Gina não acreditava nele. Nem em Sirius.
— Mas, por que me seguem por todos lados? — insistia ela.
Quando Kathleen apareceu e puxou a saia de Gina, os soldados evitaram ter que inventar uma mentira. A menina estava vestida num traje Potter.
A peça vinha da família do ferreiro, e ficava bem em Kathleen. Gina pegou sua filha no colo, deu-lhe um beijo breve e lhe sussurrou frases carinhosas em gaélico.
— Posso levar Kathleen comigo à cabana de Frances? — disse Viviana.
— Frances?
— A esposa do ferreiro — esclareceu Viviana —. Ela tem vários pares de sapatos que poderia experimentar em Kathleen.
— Não deixe de agradecer a Frances em meu nome — disse Gina.
Viviana abanou a cabeça.
— Ela se ofenderia. Tem a obrigação de ajudar.
Essa afirmação deixou Gina desconcertada. Entregou a Kathleen a Viviana, coisa nada fácil pois a menina queria ficar com ela. Viviana explicou a sua sobrinha o que elas iam fazer e, por fim, convenceu-a.
—Direi a Frances que está contente com ela — disse Viviana sobre o ombro.
Ao voltar-se, chocou-se com Sirius.
—Não posso evitar perguntar-me por que estão me rondando —disse, sem ocultar a irritação—. E o que fazem esses soldados vagabundeando pelo andar de cima? Por acaso não têm outras coisas para ocupar-se?
Sirius negou com a cabeça.
— Eles têm o dia livre — assegurou.
Nesse preciso momento, Harry entrou no salão, ouviu-o e viu o semblante incrédulo de sua esposa.
— Gina, o clã está subindo as últimas colinas e chegará em poucos minutos. Alguns membros do clã Harold vêm com eles. Quero que você...
— Estamos recebendo convidados agora? — gritou Gina.
— Estamos —afirmou Harry.
Harry não sabia que sua esposa era capaz de mover-se a tal velocidade, e estendeu o braço para segurá-la quando passava correndo por ele. Ele a puxou para seus braços e a obrigou a olhá-lo.
Gina parecia muito aflita e Harry não pôde resistir. Inclinou-se e lhe beijou a testa enrugada. Ainda era nova para ele uma manifestação espontânea de afeto, mas descobriu que gostava muito disso e a beijou outra vez.
— Eu não gosto de vê-la carrancuda — sussurrou —. Está preocupada de novo?
Gina moveu a cabeça.
— Preciso trocar o vestido —afirmou.
— Por que? Não tem a menor importância se sua roupinha inglesa está suja. De qualquer maneira, eles a odiarão tanto como eu.
Gina não respondeu, mas Harry viu que estava mais surpresa que irritada. A reação da esposa o intrigou. Beijou-a outra vez, com um beijo longo e úmido na doce boca, e quando ela lhe rodeou a cintura com os braços, moveu a língua dentro dela e lhe roçou o céu-da-boca.
Quando por fim o beijo terminou, Gina parecia aturdida. Em gaélico, Harry repetiu que a amava, afastou-lhe as mãos e desceu os três degraus que levavam ao salão.
Fez um gesto para que Bill e Sirius se aproximassem da mesa. Reparou que Gina estava apoiada contra a arcada, contemplando-o.
— Não queria trocar de roupa? —perguntou-lhe em voz alta.
Gina se separou da parede e correu escada acima. Seus murmúrios chegavam até onde Harry estava. Ele sorria.
“Este homem é capaz de me fazer esquecer meus deveres com muita facilidade”, pensou Gina. “Quando me beija, a única coisa que posso pensar é em beijá-lo também”.
Teve que se forçar a tirá-lo da cabeça. Afinal, tinha que se ocupar de preparar a surpresa, e não queria estragar tudo deixando que Harry roubasse sua determinação.
Esticou as mantas da cama, e vestiu uma camisa de cor creme, longa até os tornozelos. As duas tarefas não levaram mais que dois minutos, mas as dobras do manto foram outra história.
A peça de tecido media mais ou menos três metros e meio de comprimento, depois de ela ter cortado quase um terço do comprimento original. Era estreito, o que deveria ter facilitado as coisas, mas por mais que se esforçasse, ela não conseguia ajustá-lo como devia.
Desesperada, ela abriu a porta e ordenou a um dos soldados que fosse procurar o padre Weasley.
Pouco depois chegou o sacerdote. Ela abriu a porta ao ouvir a tímida batida, arrastou-o para dentro do quarto e bateu a porta ao fechá-la.
Harry tinha ouvido o padre subir com dificuldade a escada e, quando viu que Gina o fazia entrar no dormitório, ergueu uma sobrancelha perguntando-se para que Gina precisaria de Weasley. Logo se esqueceu do assunto.
Entretanto, seguiu vigiando a porta. Quando esta por fim se abriu e Weasley saiu, Harry viu que o sacerdote ostentava um amplo sorriso em seu rosto.
— Padre Weasley? O que você fazia em meu dormitório? —gritou.
O ancião não respondeu até chegar junto de Harry.
— Estava ajudando sua esposa —respondeu por fim.
— Em que?
— Não posso lhe dizer — afirmou o padre Weasley. Nem o semblante sério de Harry o fez abandonar o sorriso, e adicionou:
— Ela quer fazer-lhe uma pequena surpresa, Harry. Deixe-a. Não quererá ferir os sentimentos de sua esposa estragando a surpresa, não?
— Então você também se preocupa em não ferir os sentimentos de Gina! — respondeu Harry secamente —. Ao que parece, todos sofremos da mesma enfermidade. —Lançou um olhar a Sirius e logo se voltou para incluir Bill.
Nesse momento, abriu-se a porta do quarto e toda a atenção de Harry se voltou para lá.
Harry sequer reparou que ficava de pé. Contemplou a visão que se abria passo entre os soldados sorridentes, sentindo que um orgulho incrível quase lhe roubava o fôlego.
Gina estava vestindo o manto dos Potter. E Harry estava tão contente que sequer podia falar. “Já era hora”, disse-se uma e outra vez.
— Ela não podia ajeitar as dobras. Inclusive, ela tentou fazer as pregas com o tecido no chão e rolar sobre ele para vesti-lo. Até decidir me pedir ajuda, ela testou maneiras de arrumar as dobras do manto que eu nunca ouvi mencionar.
— E por isso a ajudou — interveio Bill, aprovando.
— Elogiou-me pela rapidez de minhas mãos —murmurou o sacerdote, que também observava Gina descendo as escadas—. Caramba, é uma moça bonita!
Gina era consciente de que a atenção de todos os homens estava fixa nela. Manteve os ombros erguidos e as mãos aos lados, para evitar que alguma das dobras presas pelo cinturão pudesse soltassem por acidente. Ao chegar aos degraus que levavam ao salão, dirigiu ao marido uma reverência formal.
Harry quis beijá-la outra vez. Até quis lhe dizer como estava orgulhoso de que ela fosse sua mulher.
Quando ele fez menção de ir até ela, Gina ergueu com cuidado a barra do vestido e caminhou para Harry. O homem fez gesto de abraçá-la, mas Gina moveu a cabeça e deu um passo atrás.
— Não me toque, Harry.
— O que?
— Nem levante a voz — respondeu Gina, carrancuda—. Pode manifestar sua satisfação sem se mover de onde está. Não quero que amasse meu manto antes que o rei chegue, e isso é tudo.
Já não parecia tão satisfeito.
— Está contente comigo, não, marido?
— Muito.
— E? — ela insistiu, esperando que a elogiasse um pouco mais.
— E o que?
Gina riu. Era óbvio que Harry não era muito pródigo em elogios. Inclusive não parecia saber que devia elogiar, de vez em quando.
— Não importa —replicou Gina, dando de ombros, até que se lembrou das dobras. Uma olhadinha rápida e comprovou que não tinha causado nenhum dano—. Nunca aprenderei a fazê-lo —assinalou.
—Praticaremos isso também — prometeu Harry.
Quando o padre Weasley perguntou o que mais eles praticavam, Gina começou a ruborizar-se.
— Talvez possa lhes oferecer minha experiência — ofereceu, ansioso.
— É uma questão particular —resmungou Gina—. Não podemos usar sua ajuda, padre, mas, de todos os modos, agradeço-lhe o oferecimento.
O sorriso endiabrado de Harry se alargou.
— Venha comigo, Gina. Os visitantes esperam lá fora para conhecê-la.
— Um de seus hóspedes já está dentro — disse um estranho, da entrada.
Gina se voltou para conhecer o convidado, mas logo decidiu que deveria estar junto a seu marido quando a apresentassem. Aproximou-se de Harry e mereceu um imediato gesto de aprovação.
Harry passou o braço pelos ombros e o gesto possessivo a assombrou tanto quanto a forte pressão do braço.
—Tome cuidado com as dobras da roupa — sussurrou Gina.
Mas Harry não lhe dava a menor atenção. Tinha o olhar fixo em um homem que se aproximava deles e sua expressão sombria demonstrava que não sentia muita simpatia pelo indivíduo que ia apresentar.
—Harry, estava impaciente por conhecer sua esposa, e tomei a liberdade de entrar.
O braço de Harry ficou tenso sobre os ombros de Gina.
— Este é Justin, o filho do Harold.
— É um prazer conhecê-lo — disse Gina, sorrindo para convencer o sujeito de que ela era sincera. Mas não estava nada satisfeita. O homem loiro a examinava de um jeito que só devia ser permitido a um marido.
Se fosse um homem maduro, sem dúvida a jovem lhe daria um corretivo, mas a ausência de cicatrizes nos braços e no rosto do rapaz indicava que ainda não havia se envolvido em batalhas. E certamente suas maneiras também precisavam de algumas lições.
— Não tão grande quanto o meu, milady — replicou Justin.
Ela aceitou o cumprimento com um gesto brusco da cabeça e lhe sugeriu em tom firme que voltasse para os outros.
— Harry e eu logo nos reuniremos a vocês —prometeu.
Justin cometeu a descortesia de ignorar a sugestão de Gina e continuou contemplando-a com a boca aberta.
— Você tem algo mais a me dizer?
Justin pareceu embaraçado.
— Não, milady. Só... só desfrutava do prazer de ouvir seu incomum sotaque —gaguejou.
— É um sotaque inglês, Justin. E, para a maioria dos escoceses, é tão agradável quanto o som de uma unha arranhando uma placa de vidro.
Sirius tossiu para ocultar a risada, e Bill teve que dar as costas para que Justin não visse sua reação.
Mas Justin não se deu por vencido.
— Pelo que entendi, seu nome é Gina — disse.
— Sim.
— É um belo nome.
— É um nome de o planta, e isso é tudo — cutucou Gina, esforçando-se por controlar o gênio. Justin olhava para seu busto e ela tinha vontade de chutá-lo.
Estava impaciente para livrar-se daquele jovem insolente. Perguntava-se por que Harry não notava a conduta vergonhosa do moço, e ergueu os olhos para ele.
Harry sorria. Gina se desconcertou. Naquele instante, Bill os interrompeu para lembrá-los que as mesas estavam servidas no pátio.
Harry assentiu.
— Pode mandar os criados começarem a servir. Gina e eu estaremos lá em uns minutos. Sirius, leve Justin com você, pois ele não pode sair daqui por seus próprios meios.
A última parte foi dita em tom severo e Gina pensou que, finalmente, Harry tinha percebido o modo lascivo como o convidado a encarava.
Assim que Harry a deixou, a senhora foi para o biombo. No dia anterior tinha deixado a adaga sobre o baú e quis recolocá-la no cinturão para não esquecê-la.
Justin tentou segui-la e, quando tentou tocá-la, Gina lançou-lhe um olhar severo. Mas o rapaz era persistente. Embora fosse embaraçoso, pois os outros homens observavam, Gina teve que lhe dar um tapinha na mão.
— Por acaso, não é aparentado com o McPherson? —perguntou Gina.
— Não, lady Potter —respondeu Justin, perplexo —. Não somos parentes. Por que me pergunta isso?
— Suas maneiras se parecem com as dele —respondeu a senhora do castelo.
Viu que Justin não sabia como entender o comentário, porém Harry entendeu o insulto que ela fazia ao rapaz e sua gargalhada seguiu Gina atrás do biombo.
A adaga não estava onde Gina achava havê-la deixado. Dedicou alguns minutos a procurá-la e depois desistiu.
Quando de repente se virou e viu que Harry a observava, sobressaltou-se.
— Você me assustou.
Harry a estreitou entre os braços sem fazer caso dos rogos da jovem de que não lhe desarrumasse o manto. Ao contrário, levantou-a até que ficou à altura de seus olhos, e as bocas ficaram a um centimetro uma da outra.
—Eu arrumarei seu manto — prometeu em um murmúrio rouco.
Gina enlaçou os dedos entre o cabelo de Harry e se inclinou lentamente para ele.
Harry foi a seu encontro e sua boca pousou sobre a da mulher em atitude possessiva. A língua a penetrou. Queria arrasá-la, obrigá-la a abandonar toda resistência, mas ao sentir que a língua de Gina acariciava a sua, compreendeu que não teria que convencê-la. O que ela queria era que a acalmasse.
Um estremecimento percorreu-o e Gina gemeu. Harry afastou os lábios dos seus, pois queria ver a paixão refletida nos olhos da mulher.
—Está quente por mim, verdade, amor? —sussurrou.
Gina o atraiu para si, puxando-o pelos cabelos. Harry ouviu o gemido sensual e respondeu com um grunhido rouco. Silenciou os arquejos com outro beijo profundo e foi depositando uma fileira de beijos úmidos no pescoço da mulher.
Com grande deleite, Harry lhe dizia o que queria que ela fizesse com aquela boca suave e úmida, como queria que o tomasse outra vez, como queria sentir como ela o agarrava tão apertadamente. E pelo prazer de confundi-la, falou-lhe em gaélico.
Mas foi apanhado em seu próprio jogo, pois nesse momento a desejava tanto que já não podia deter-se. Levou-a para a cama. Devorou e arrasou a boca de Gina sem deixá-la protestar contra suas evidentes intenções. Com o braço, amorteceu a queda dos dois sobre a cama. Com um movimento enérgico, separou-lhe as pernas e se colocou entre suas coxas. Rodeou-lhe o rosto com as mãos e apoiou contra ela o membro ereto.
Ele já estava quase fora de controle. Gina cravou as unhas nas costas dele e ergueu os joelhos para senti-lo mais perto de si. Harry colocou a língua até o fundo de sua garganta e começou a lhe tirar a roupa.
De repente, Gina ficou tensa. Começou a debater-se, empurrando-o pelos ombros com força surpreendente, enquanto afastava os lábios dos dele.
Então, Harry também ouviu o ruído, embora vários minutos se passassem antes que pudesse lembrar-se da hora, de seus próprios deveres e dos convidados.
Rosnando um palavrão, Harry ergueu a cabeça. Apoiou-se sobre os cotovelos e contemplou a tentadora mulher que estava esparramada sob dele.
Tinha a aparência de ter sido totalmente desfrutada, e Harry fez um gesto de satisfação. Tinha os lábios um pouco inchados, demasiado tentadores para a paz do marido. Beijou-a outra vez, com um beijo duro e breve.
—Gina, sabe por que a beijei agora?
A jovem balançou a cabeça.
—Para lembrá-la a quem pertence.
Os olhos de Gina se arregalaram com o que ele dissera. Harry a ajudou a levantar-se e ajeitou-lhe as dobras do manto com incrível rapidez.
Estava saindo quando Gina o chamou.
—Marido, sabe por que eu retribuí o beijo?
A intenção da jovem era fazê-lo lembrar-se que também pertencia a ela, mas o arrogante não permitiu.
—Porque você gostou.
Entretanto, teve que admitir que o manto estava impecável. Ajeitou o cabelo, endireitou os ombros, e voltou para salão.
— Gina?
— Sim, marido?
— O padre Weasley a acompanhará até lá fora. Em uns instantes estarei com você.
Harry esperou a que a esposa saísse do salão e logo fez um gesto aos soldados que ainda montavam guarda sob a escada.
—Não a percam de vista — ordenou-lhes —. Fiquem a dez passos da senhora.
Os dois soldados se precipitaram a cumprir a ordem.
— Mandem Colin para cá — gritou Harry.
— O segundo-em-comando de Harold está aqui, também? —perguntou Bill.
Harry fez um gesto afirmativo.
— Ele tem novidades que quer compartilhar conosco.
— Sua esposa não ficou muito impressionada com a bela aparência de Justin, não?
— Nunca pensei que ela o acharia bonito —Harry mentiu.
Harry pensou que Colin devia estar esperando do lado de fora da porta, pois já descia correndo os degraus do grande salão. Era evidente que o homem grisalho estava impaciente por transmitir a mensagem ao Potter.
Para e Harry, o tempo voou. Entrou em um acalorado debate a respeito da possibilidade de unirem os clãs das Terras Altas. Potter insistia em que era impossível, e Colin, com o mesmo ardor, achava que era possível.
Harry estaria maldito, pensou, se deixasse Colin abandonar o salão antes de ser convencido a mudar de idéia. Por outro lado, a mandíbula tensa de Colin indicava que seu objetivo, mudar a opinião do Potter, tampouco seria deixado de lado.
Gina entrou correndo no salão. Harry lhe deu uma olhada breve e voltou a concentrar-se no convidado.
Quando sentiu que ela estava a seu lado, ergueu os olhos e a viu tão zangada que acreditou que era capaz de cuspir fogo. Olhou-a com expressão severa, indicando assim que não queria ser interrompido e se voltou para Colin.
Mas a mulher não pensava deixar-se ignorar e tocou-lhe o antebraço. Dedicou um sorriso pouco convincente ao sujeito que conversava com seu marido e disse:
—Por favor, me desculpem por interromper a discussão.
Harry pensou que o aborrecimento da esposa se devia à sua natureza impaciente e respondeu imediatamente:
— Esposa, terá que aguardar.
— Harry, isto não pode esperar.
— Você não é capaz de resolver o problema?
— Eu não disse que não era capaz — ela argumentou.
— Então, resolva-o.
O tom do marido deixou Gina furiosa, mas não tanto quanto o modo grosseiro com o qual ele a dispensou. Deu-lhe as costas e, com toda serenidade, pediu ao soldado que continuasse.
Bill e Sirius a olharam com simpatia, e Gina os saudou com a cabeça ao voltar para a entrada.
Harry deu uma espiada quando Gina se deteve perto da arcada: estava observando as armas que penduravam de seus respectivos ganchos. Harry tentou concentrar-se por completo em Colin, mas se distraiu ao ver que Gina se esticava e agarrava um enorme bastão.
Sem dúvida, o peso da arma devia ser demais para ela, pois ela não conseguiu mantê-lo firme no agarre e o bastão golpeou o chão com um som retumbante.
Contudo, ela estava decidida e sua conduta atraiu a atenção de todos. Enquanto a viam arrastar o bastão pelos degraus e através da entrada, ninguém disse uma palavra.
Harry podia ouvi-la resmungar acima do ruído que o bastão fazia no chão de pedra.
Continuou contemplando a entrada por muito tempo depois que Gina se foi, perguntando-se para que sua delicada esposa necessitaria de um bastão.
A resposta surgiu como um relâmpago: Justin!
Harry saltou da cadeira com um rugido furioso, que quase abafou os gritos que chegavam do pátio.
Harry correu para lá, seguido pelos três soldados, e a cena que se apresentou ante seus olhos o deixou tão atônito que se deteve de repente.
O sacerdote estava de pé junto a Gina com uma expressão de atônita incredulidade. Mas Gina não olhava para ele, mas sim para o chão, observando carrancuda o filho do Harold. O futuro senhor estava estendido de barriga para baixo tentando, sem muito êxito, voltar a ficar de pé.
— Se tentar tocar-me novamente, baterei com o dobro de força! —gritou Gina—. Justin, antes que se levante, quero que me dê sua palavra.
— Milady — interrompeu-a o padre Weasley, com voz estrangulada —. Ele não a entende...
Gina não o deixou terminar a frase. Presumia que o sacerdote queria dizer-lhe que Justin não entendia inglês.
— Oh, ele sabe bem porque o golpeei — afirmou, dessa vez em gaélico —. Ele entende.
— Mas moça, Gina...! —disse o padre Weasley, insistindo em explicar.
— Atreve-se a me tocar? —perguntou Gina, em tom colérico—. Sou a esposa de Harry Potter, seu tolo. E, por acaso, amo esse homem com uma paixão que você não é capaz sequer de imaginar.
— Milady? — interrompeu-a Bill.
—Bill, fique fora disso — ordenou Gina, sem se atrever a desviar os olhos do soldado no chão nem a soltar a arma—. Harry me disse que resolvesse o problema, e não quero que você intervenha. Disse a Justin que voltaria com algo que lhe afrouxaria os joelhos, e foi o que fiz.
— Ele não é Justin.
A afirmação partiu de Harry. Estava tão perto que Gina sentia o calor que irradiava.
— Harry, não é momento para brincadeiras — disse, e logo se voltou—. Este rapaz desavergonhado, mal-educado, agarrou-me e se atreveu a me beijar. Olhe só como ele deixou meu manto! —adicionou, girando para mostrá-lo.
— Você bateu em Philip —disse Harry—. Não em Justin.
— Não. Ele é...
— O irmão de Justin.
— Philip?
Harry assentiu lentamente. Ele não parecia estar brincando. Imediatamente, Gina sentiu que se formava um nó em seu estômago.
— Não entendo, Harry —murmurou—. Ele parece...
— Eles são gêmeos.
— Oh, Deus, gêmeos não.
Harry assentiu outra vez.
— Idênticos.
A jovem estava horrorizada. Além disso, reuniu-se uma multidão, fazendo mais intensa a humilhação.
— Maldição! —murmurou, em um tom alto o bastante para que Harry ouvisse—. Por que não me avisou? Machuquei o homem errado.
Imediatamente, deixou a arma cair e tentou ajudar sua vítima a levantar-se, para não ter mais que olhar a expressão sombria do marido. Mas Philip recusou a ajuda de Gina.
Era evidente que o pobre moço achava que ela era louca.
— Lamento havê-lo golpeado, Philip, mas ninguém teve a idéia de me informar que você tinha um irmão gêmeo, sabe? —adicionou, lançando a seu marido um olhar significativo—. Harry, vou comprar-lhe outra indulgência por esse pecado.
— A senhora não quis me bater? —perguntou Philip, enquanto seguia retrocedendo.
Gina estava cansada de persegui-lo.
— Se ficar quieto uns momentos, tentarei explicar-lhe o que aconteceu — prometeu.
Philip a olhou, suspeitoso, mas afinal se deteve.
— É verdade, não queria bater em você — repetiu ela —. Nem o conheço, senhor. Por que razão quereria prejudicá-lo?
Suas palavras pareceram acalmar o jovem, mas ele desistiu da decisão de perdoá-la quando Gina adicionou em tom indiferente:
— Eu queria derrubar seu irmão, é obvio.
— É óbvio? Iria bater em Justin? —Philip gritava de novo.
Na verdade, pensava dar várias pauladas em Justin, mas sabia que não era conveniente contar isso ao irmão. Pela expressão de Philip, via-se que não o agradaria. Era evidente que não sabia que Justin era um garoto mimado. Protegia-o, e Gina não podia deixar de admirar essa atitude, embora a julgasse equivocada.
Resolveu ser diplomática.
—Sim, ia bater em seu irmão, Philip. Sem dúvida a estas alturas você já sabe que ele tem as maneiras de um porco.
—Tragam Justin a mim—rugiu Harry, atraindo a atenção de Gina outra vez.
—Harry, você me disse que me ocupasse do assunto, e eu gostaria de...
—Eu me encarregarei —a interrompeu Harry.
— Como? —perguntou Gina, aflita pela expressão no rosto dele. — Você não vai machucar o garoto de verdade, vai, marido?
— Ele a tocou, Gina?
—Bom, sim —respondeu a jovem, antes de ver como o marido estava furioso—. Mas foi quase nada, Harry. Um abraço rápido e um beijinho...
— Eu vou matar o bastardo —interrompeu-a Harry, sem gritar, mas com um tom que fez Gina estremecer.
Gina começou a retorcer as dobras do manto.
Instantes depois, ela se encontrava na mais absurda das situações: de pé diante de Justin, defendendo a vida do garoto.
— Harry, ele é apenas um menino! Os Potter não matam crianças. Justin, fique calado —ordenou, ao ver que ele tentou protestar contra sua escolha de palavras—. Você é um menino, pois do contrário não teria feito algo tão ridículo como desafiar Harry. Por favor, Harry, deixa-o viver o tempo suficiente para que aprenda a se comportar!
Ela parecia a ponto de chorar, e isso convenceu Harry. Por fim, ele fez um gesto afirmativo.
O alívio fez Gina relaxar, mas o sentimento não foi duradouro. Assim que se separou de Justin, Harry se adiantou e, antes que pudesse detê-lo, ergueu o rapaz e o lançou pelo ar como uma flecha. Justin aterrissou de costas em meio a uma nuvem de pó.
—Harry, você prometeu!
—Não o matarei, amor —respondeu Harry—. Só lhe darei alguns golpes para lhe ensinar boas maneiras.
Essa espantosa afirmação levantou um clamor de aprovação. Gina notou que o próprio Colin concordava.
—Harry, se você o moer de pancadas, eu terei que passar o resto do dia fazendo curativos nele. Por acaso estragaria meu dia, me obrigando a permanecer junto a Justin?
Nesse instante, Harry segurava Justin pelo cangote. Sustentou-o no ar, mas olhou para Gina e perguntou:
—Dizia a verdade, Gina?
—Sobre o que? —perguntou a jovem, pensando por que diabos Harry estaria sorrindo agora.
—Sobre me amar.
Gina de repente deu-se conta de que estavam falando em gaélico.
—Estragou minha surpresa —disse a Justin, sem se importar que o rapaz mal pudesse respirar, e muito menos se desculpar.
— Proclamou seu amor diante de todos! Agora não negue —exigiu Harry.
— Antes, solte o rapaz —repôs Gina.
— Não, antes me responda.
— Sim, amo você! Então, está contente?
Com um rápido gesto do pulso, o homem jogou Justin ao chão, mas essa demonstração de força não inquietou Gina. Na verdade, era bem o contrário. Não apenas gostava da sensação causada por essa força, mas também dependia dela. Gina sorriu para Harry, por finalmente ter compreendido isso.
—Estou muito feliz —afirmou Harry.
—Asseguro-lhes que Justin não a tocou —gritou Philip, atraindo a atenção geral.
Gina sufocou uma exclamação e voltou a agarrar o bastão.
Harry a ergueu contra seu flanco. O resto das dobras desapareceu. Se Gina não o segurasse, o manto haveria caído.
— Alguém mais viu o ataque? —perguntou Harry aos presentes.
Os dois soldados aos que havia ordenado que seguissem Gina adiantaram-se.
—Nós fomos testemunhas —afirmou um deles.
—E nenhum dos dois interveio? —perguntou Harry, com semblante severo.
—Íamos interferir —disse o mais jovem—. Mas você nos ordenou que nos mantivéssemos a dez passos de sua esposa, para que ela não soubesse que a seguíamos, e quando quisemos correr até ela, já era tarde.
—Harry, por que fez que me seguissem...?
Gina interrompeu a pergunta ao sentir que seu marido apertava seus ombros, compreendendo que não queria dar explicações naquele momento.
—Eu vi como Justin a agarrava quando ela dobrava a esquina —continuou o primeiro soldado.
—E?
A mandíbula tensa de Harry manifestava uma fúria mal controlada.
—Justin manifestou sua admiração por sua esposa —disse o soldado—. Ouvi que ele dizia que os olhos violeta de lady Potter afrouxavam seus joelhos. Tendo em conta que Harold é nosso aliado, pensei que um de nós teria que ir buscá-lo, mas...
— Era seu aliado! —gritou Philip.
—Philip, não se altere assim—interveio Gina—. Eu só pretendia trazer Harry aqui fora para uma conversa séria com seu irmão—Ela deu uma olhada para o marido e disse—: Você estava ocupado.
—E você usou o bastão.
Gina pensou ter percebido uma faísca de diversão nos olhos do marido, mas não estava segura.
—Harry, o único modo que me ocorreu de obter que Justin me deixasse em paz foi prometer que lhe daria algo que na realidade lhe afrouxaria os joelhos. Foi um truque. O idiota acreditou que eu pretendia corresponder seus avanços, mas o que na realidade queria era você gritando com ele. É a pura verdade; sua voz é capaz de afrouxar os joelhos de qualquer um.
—Degradou-me e humilhou meu irmão — declarou Philip, exigindo outra vez a atenção de Gina.
—Não —retrucou Gina—. Vocês fizeram isso por si mesmos.
Se o rubor de Philip aumentasse um pouco mais, sua pele se incendiaria!
—Potter, meu pai saberá destes insultos, eu o asseguro.
Os dois irmãos correram para os estábulos e o povo se afastou para lhes dar passagem.
Colin, o soldado de confiança de Harold, não foi atrás dos jovens. Deteve-se junto de Harry.
—Potter, quais são suas condições?
—Ele tem uma semana.
Colin assentiu.
Quando o soldado partiu, Gina perguntou a Harry:
— Quem tem uma semana?
— O pai de Justin.
— O que se supõe que ele deve fazer durante essa semana? —perguntou, tentando entender.
—Tentará apaziguar meu aborrecimento.
—E se não conseguir?
—Haverá guerra.
Gina sabia que essa palavra espantosa seria pronunciada, mas mesmo assim ficou atônita. De certo modo, era tudo culpa dela. Tinha que ser. O padre Weasley não era mentiroso, e havia-lhe dito no dia anterior que, para ele, a vida nas Terras Altas era aprazível. “Até que eu cheguei”, completou Gina, para si mesma. Agora, por causa de sua intervenção com o garotinho doente, os Potter estavam em conflito com os McPherson, e faltava muito pouco para que tivessem que lutar contra os Ferguson porque, desde o momento em que dera abrigo a Hermione, Rony se mostrava frio como o gelo. E a todo isso se somava a preocupação com os parentes de Hermione Kathleen . Era provável que nesse momento eles estivessem marchando para as terras dos Potter.
E o pai de Justin acabava de se unir à lista de inimigos. Se as coisas seguiam por este rumo tão tortuoso, em uma semana não haveria sequer um guerreiro Potter vivo.
De repente, Gina se sentiu derrotada. Pela primeira vez na vida sentia a necessidade de chorar com vontade.
—Vou procurar Kathleen —murmurou.
—Está com Elizabeth. Ficará com o Carlos e sua esposa até manhã à noite, Gina.
—Por que?
—Não me questione.
—Harry, não fale assim comigo—sussurrou Gina—. Por que não posso ir procurar a nossa filha? Quero tê-la em meus braços.
Ao perceber a aflição da esposa, Harry se explicou:
—Se o fizer, estragará minha surpresa —disse, tratando de apaziguá-la, mas a reação de Gina o surpreendeu.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
—Eu tinha uma surpresa maravilhosa para você —gemeu. —Está arruinada, agora.
O padre Weasley se adiantou e deu uma torpe palmadinha em seu ombro:
—Vamos, moça! O dia ainda não terminou. O rei ainda...
—É provável que não venha —interveio Bill, acreditando que isso agradaria à senhora, ao recordar como ela havia reagido ao saber da visita de Edgar.
—Diabos! —exclamou Gina—. Agora sim que tudo está arruinado de vez! Harry quis desmentir e acalmá-la quando Gina se voltou para ele:
— Onde está Viviana? Quero lhe perguntar...
—Ela e Cho estão recolhendo seus pertences. Sirius! —chamou Harry—. Será conveniente que você também prepare suas coisas.
— Por que todos eles estão fazendo malas? —perguntou Gina.
—Eles estão partindo —afirmou Harry.
— Para onde vão?
—Sirius levará Viviana e Cho ao feudo de Brack. São primos afastados —explicou Bill.
—Para fazer uma visita prolongada? —perguntou Gina, secando os cantos dos olhos com o manto.
—Não —respondeu Harry—. Elas vão viver com a família de Brack.
— Por que? Não o entendo, Harry. Viviana e eu certamente podemos ser boas amigas —disse—. E Cho é irmã de Helena. Não pode lhe dar as costas. Não reconsideraria essa decisão?
—Não.
O semblante de Harry parecia esculpido em pedra. Gina se voltou para Sirius.
—Você voltará, não é mesmo?
Sirius assentiu e Gina se dirigiu outra vez a Harry:
—Vou entrar, agora. Se ordenar a alguém que me siga, voltarei a usar o bastão. Quero ficar sozinha alguns minutos.
Harry sabia que ela estaria a salvo, e aceitou. Por outro lado, Gina, sem esperar sua aprovação, já subia os degraus da entrada.
—Há convidados esperando no salão —ele gritou.
A porta se fechou de um golpe cobrindo suas palavras, e Harry suspirou. Voltou-se para os soldados e deu-lhes novas instruções, apressado para ir atrás de Gina. Parecia tão abatida. Harry também se sentia pesaroso pelas lágrimas que viu nos olhos da esposa. Possivelmente ela se sentiria melhor depois que ele lhe acomodasse as dobras do manto. Quem sabe depois poderia insistir para que ela lhe dissesse outra vez que o amava.
Gina viu que junto à entrada havia quatro soldados fornidos, e os mantos xadrez que vestiam indicavam que pertenciam a outro clã. Ela notou que havia um quinto soldado, de pé junto à lareira, que indicou aos outros que abrissem caminho para ela. Voltou-se para o homem e lhe fez uma breve reverência. Imediatamente, o soldado lhe fez um gesto bastante altivo com a mão, indicando que se aproximasse.
Naquele momento Gina não tinha vontade de conversar, mas as boas maneiras a obrigavam a, pelo menos, apresentar-se.
Desceu depressa os degraus, segurando o manto na cintura. Estava decidida a encerrar o irritante assunto o quanto antes possível. Logo, poderia enfim subir ao dormitório e chorar à vontade.
O soldado mais velho, de cabelos grisalhos, já estava à vontade. Tinha em uma mão uma taça de vinho e uma grossa fatia de queijo na outra.
Quando Gina estava a menos de meio metro dele, o homem se afastou do mantel da lareira. A jovem forçou um sorriso e, quando tentou pela segunda vez uma reverência adequada, o manto caiu ao chão. Foi a gota que transbordou o copo. As lágrimas começaram a rolar por suas faces; ela se abaixou e recolheu o objeto. Talvez ela tivesse conseguido controlar-se se o soldado não tivesse tido uma expressão tão simpática e amável.
—Querida senhora, o que a aflige?
Diabos, a voz desse homem também era amável! Seus olhos irradiavam compaixão e, pela idade, fez-lhe recordar seu pai, coisa que apenas piorou o ânimo de Gina. Já não se sentia apenas desventurada, mas também com saudade de casa.
—Não acredito que seja algo tão terrível —adicionou o soldado.
—Sem dúvida, se você soubesse os problemas que já causei aos Potter, também choraria —resmungou a jovem—. Provoquei tantas guerras que mal posso contá-las.
Ao ouvi-la, o soldado adquiriu uma expressão assombrada. Gina confirmou com um gesto de assentimento.
—Estou lhe dizendo a verdade. É inútil tentar esconder, pois se inteirará da confusão antes do final de sua visita. Se eu fosse covarde, meter-me-ia na cama e não sairia de lá pelo resto de meus dias.
—Possivelmente eu possa ajudá-la.
—Ninguém pode me ajudar, exceto o rei, claro, mas quando ele souber disto, provavelmente mandará que me chicoteiem.
Em sua pressa por explicar-se, Gina gaguejava.
—Eu tentava fazer o que era certo, sabe? Só que tudo o que na Inglaterra é certo, aqui não é. Não se pode dizer obrigado, porque tomarão como um insulto. Não se pode salvar a vida de um garotinho porque eles supõem que você o seqüestrou. Não se pode...
—Devagar, querida senhora —pediu o soldado—. Comece do começo. Quando falar de suas preocupações, vai se sentir melhor e eu desejo mesmo ajudá-la. Tenho bastante influencia aqui.
Parecia sincero.
—Não sei por onde começar esta lamentável confissão —admitiu Gina.
—Comece com a primeira guerra —sugeriu o homem.
Gina concordou.
—Provoquei uma guerra com os McPherson porque atendi o filho do lorde, que estava morrendo. Quando o menino melhorou, seu pai veio buscá-lo e me acusou de havê-lo raptado.
O soldado lhe dirigiu uma expressão de simpatia.
—É obvio que não seqüestrei o pequeno. Ao contrário, salvei-o da morte certa. Qualquer um pensaria que o pai seria grato.
—É verdade —respondeu o homem.
—Não foi assim. Disse-a ele que era um porco.
—O senhor?
—Não, acho que eu o chamei de cabra. —Gina encolheu os ombros.— Agora não importa. Ele voltou para casa enfurecido e agora os Potter não podem aproximar-se de suas terras. Tampouco podemos ir ao feudo de Ferguson, porque eu dei refúgio à esposa de Rony.
—Entendo.
—É obvio, Rony estava furioso.
—É obvio —disse o soldado—.Rony também ameaçou com a guerra?
—Não, mas pretende fazê-lo. Se Rony não tratar melhor a minha irmã, contarei ao rei que ele tem um temperamento irritável.
—O que acha que o rei fará?
—É muito provável que tenha uma conversa severa com Rony. Fará com que se ocupe de seus deveres para com sua esposa.
—Isso significa que você tem uma fé absoluta no rei Edgar?
— Oh, sim! —apressou-se a exclamar Gina—. Claro que não o conheço, mas Harry não poderia ser leal a um rei que não fosse bom. —Concluiu a afirmação com um rápido encolher de ombros.
O soldado sorriu.
—Entretanto, deve ter ouvido histórias maravilhosas a respeito de Edgar —insistiu.
— Céus, não! —repôs Gina. Enxugou-se as faces com o manto e adicionou: —Ouvi dizer que é um monstro.
A reação do estranho indicou que o comentário não tinha agradado.
—É obvio que escutei isso quando estava na Inglaterra —prosseguiu a jovem—. Agora sei que os rumores não eram verdadeiros. Harry não entregaria sua lealdade a um monstro.
—De modo que você é leal aos Potter, não é?
—A Harry e também a Edgar —esclareceu Gina, imaginando por que o soldado insistia em seguir com esse assunto—. Até posso entender por que Edgar quererá me estrangular quando souber dos problemas que causei.
—Estou certo de que ele será muito compreensivo.
—Senhor, ninguém é tão compreensivo. Também provoquei uma guerra com a família de Hermione Kathleen . A menina tinha sido espancada: agora é de Harry e minha. Meu marido está certo de que Edgar nos apoiará.
— Quem é essa Hermione Kathleen ?
—A filha de Helena.
— Ela foi maltratada?
—E como foi! —exclamou Gina—. É só uma garotinha —continuou—. Não podia defender-se. Bill disse que Kevin, o pai sangüíneo, se reviraria na tumba.
—O rei os apoiará —afirmou o soldado—. E agora, por favor, conte-me o que era esse alvoroço que havia lá fora quando eu cheguei.
—Justin me agarrou e me beijou. E, certamente, eu tinha que me desforrar; portanto, golpeei-o na parte de trás de suas pernas com um dos bastões de Harry.
Semelhante confissão provocou uma expressão surpreendida no semblante do soldado.
—Tenho certeza de que sua esposa teria feito o mesmo —continuou Gina—. Nenhuma dama gosta que um homem que não seja seu marido a apalpe.
—Não sou casado —retrucou o homem.
— E se fosse?
—Se fosse, tenho certeza de que minha esposa haveria feito o mesmo.
—Senhor, é muito gentil em concordar comigo.
— Harry sabe que você golpeou Justin?
—Sim... quero dizer, não. Na realidade, quem eu derrubei não foi Justin, mas Philip. É compreensível que cometesse esse engano, porque não sabia que os filhos de Harold eram gêmeos idênticos, até que Harry me contou.
— Depois que você golpeou Philip?
—Senhor, não é ocasião para rir. Não, este é um assunto sério.
—Peço-lhe desculpas, milady —respoondeu o soldado—. E o que aconteceu depois?
—Harry levantou o filho do senhor e o lançou voando pelo ar, como se fosse um tronco.
— Ele jogou Philip longe?
—Não, não —respondeu Gina—. Preste atenção —aconselhou—. Quem ele jogou foi Justin. Não deveria havê-lo feito, mas não posso ficar zangada com ele.
— Justin?
—Harry —replicou outra vez Gina, lhe lançando um olhar desgostoso por sua falta de atenção e disse—: Harry não devia ter jogado Justin longe, e ele arruinou minha surpresa.
De repente, ela começou a chorar outra vez.
— Come Harry arruinou...?
—Harry não estragou nada —soluçou a jovem—. Se quer mesmo ouvir a história, rogo-lhe que se concentre no que estou dizendo. Sabe o que é o pior? Eu queria ajoelhar-me diante o Edgar e lhe oferecer minha lealdade em gaélico. Harry não sabia que eu falava essa língua, sabe? Mas me ouviu gritando com Justin em gaélico e assim, é obvio, ficou sabendo. Vesti suas cores, mas não posso acomodar as dobras nem que minha vida dependa disso. Queria que tudo fosse perfeito quando me ajoelhasse ante meu rei. Também lhe diria que o amava.
— Seu rei?
—Não, meu Harry —respondeu Gina—. Eu honro a meu rei, senhor, mas amo meu marido. Suponho que se dá conta de que é assim que deve ser, não?
—Harry reparará o dano que você acredita ter causado —afirmou o soldado—. Por que não me mostra como oferecerá sua lealdade ao rei?
Gina achou a sugestão um tanto quanto estranha, mas não quis ofender o amável cavalheiro. Ele tinha ouvido pacientemente o relato de seus problemas.
—Suponho que a prática não me fará mal —disse em voz alta—. Possivelmente ele vá querer ouvir meus votos antes de me açoitar.
Gina se ajoelhou e inclinou a cabeça.
—Não tenho certeza se devo ou não pôr a mão sobre o coração —admitiu.
—Acredito que para o rei fará diferença —assegurou o guerreiro.
Gina fechou os olhos e pronunciou as palavras de lealdade. O soldado a ajudou a levantar-se. Parecia muito satisfeito com o esforço da jovem.
—E agora, eu a ajudarei a arrumar o manto —ele ofereceu.
Gina sorriu agradecida e se voltou para que pudesse realizar a tarefa.

Sob um arco da entrada do salão, Harry sorria, observando como o rei da Escócia acomodava o manto de sua esposa.



Na.: Ok, penultimo CAP vc pediram, entao esta ai...o proximo e o ultimo e é muito triste terminar fics...acho que como eu vcs vao ser obrigadas a reler esta...é linda neh?? hehehe....

Obrigada pelos comentarios e, no ultimo CAP eu escrevo AQUELA NC....milhoes de beijos e.... ateh

Comentarios decentes hemm, nada de uma linha...isso nao e comentar ouviram!!!! Sigam os exemplos da Nina, da Carol, da Denielle, escrevam uma short no lugar do comentario kkk


kisses


Sonhem com o Harry

heheheh


Tonks B

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 25/04/2012

Logo que ela começou a falar com o Rei eu achei que ele fosse o Rei *----------------------* maravilhosos capitulo!

Nota: 5

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