Quando dei por mim, estava em pé diante da porta do quarto de Scorpius. Ela estava totalmente aberta, mandando a luz do abajur em um feixe triangular diretamente para o corredor escuro. Ele não percebeu minha presença, talvez pela falta de luz no corredor, talvez pela concentração nas cordas do violão e na melodia que tocava. Eu tinha mais convicção na última suposição. Sua voz colocava as palavras sobre os acordes espaçados daquela forma que eu já o tinha visto fazer, como se suas cordas vocais fossem feitas do mesmo metal das cordas do instrumento e ele pudesse tocá-las com os dedos.
Scorpius não errou nenhum acorde e a letra parecia uma declaração errônea para si mesmo de alguma coisa. Eu prestei atenção nas frases cantadas pela primeira vez por Johnny Cash há mais de sessenta anos; Apenas observei enquanto ele cantava o último verso de I Walk the Line e terminava a melodia com um longo acorde que não existia na versão original.
- Você poderia ser um cantor country se quisesse – eu disse e ele ergueu o rosto, percebendo minha presença. – Um inglês fazendo música tradicional americana? No mínimo, chamaria a atenção.
Ele riu e dobrou as pernas, ainda mantendo o violão nos braços. Deu duas batidinhas no colchão, numa indicação óbvia para que eu me sentasse ali. Novamente a música me chamara, novamente estava sentada na cama estreita, novamente estávamos naquela situação... E novamente, eu procurava dizer alguma coisa idiota para conseguir a atenção dele e entrar no quarto que ainda permanecia um mistério. Pelo menos, eu tinha resolvido parte dos problemas dentro de mim.
Imaginei se ele já tinha digerido a informação que eu passara mais cedo ou se ainda estava pensando no beijo que eu dera em Michael... Ok, era pretensão minha achar que ele poderia sentir ciúmes ou se preocupar comigo do modo como eu me preocupava com ele. Um quase beijo, uma lição de violão e alguns olhares não queriam dizer que ele gostava de mim como eu gostava dele. Eu não tinha parado para pensar nisso antes.
Me sentei na cama, do mesmo modo como tinha sentado na outra noite, porém, me permiti colocar as costas na parede e os pés descalços para cima. Deixei que Scorpius me observasse enquanto eu rodava os olhos pelo quarto. Eu não tinha reparado nos móveis, na decoração e em nada que estava ali dentro na outra noite. O lugar tinha exatamente o mesmo tamanho do meu quarto, mas os móveis estavam dispostos de modo diferente, fazendo com que o quarto parecesse um retângulo ao invés de um quadrado, como realmente era.
A cama, colada na parede, ficava na direção da porta; debaixo da janela estava uma estante larga, mas essa não era uma estante de livros, e sim, uma estante com uma montanha considerável de CD, discos de vinil e DVD, a maioria deles de música americana. Paralelo à cama estava um armário maior que o meu, com todas as portas abertas. Satisfiz minha curiosidade, encarando as roupas mal dobradas sobre as prateleiras. Não, não eram apenas camisas xadrez e jeans claros que infestavam o armário; havia também muitas peças escuras e eu consegui enxergar o antigo uniforme da escola, ainda pendurado em um dos cabides.
- Se divertindo? – ele me perguntou, também olhando o armário.
- Você é quase uma afronta ao nacionalismo – eu disse, enquanto via que ele largava o violão ao lado da cama. – Seus discos são de música americana, suas roupas refletem a “vida campeira” do caubói e, eu tenho notado que você tem pronunciado um “erre” mais visível.
- Tem, é? – ele parecia surpreso.
- Se eu denunciar você ao parlamento, você vai ser exilado! – brinquei.
- Rá rá – ele desdenhou minha piada, mas riu com vontade. – Eu apenas acho que country americano com sotaque inglês tira todo o charme da música – se explicou sem o menor sotaque inglês, como se tivesse vivido toda sua vida no Tennessee e olhou para o violão. – E eu pretendo visitar a América um dia.
Aquele olhar sobre o violão não era apenas aleatório. Ele amava música, não precisava ser um especialista em Scorpius Malfoy para entender. Ele era talentoso e todo aquela dedicação à música não era algo aleatório, tampouco. Os segundos passaram e eu tive cada vez mais certeza de que ele viveria da música se pudesse e esse desejo de visitar os Estados Unidos parecia uma fuga.
Mandei meu olhar para a parede onde estava a porta de entrada. Ali estava uma das partes do quarto que era mais parecida com o meu: uma escrivaninha com muitas gavetas sustentava um computador grande e uma pilha enorme de livros com títulos variados, mas todos remetendo a estudos especializados dentro do mundo bruxo. Inclinei minha cabeça e consegui ler dois títulos dos livros maiores: Adivinhação no dia a dia e 1352, Revolta dos Duentes.
- Antes ou depois dos exames para Auror? – perguntei e vi seu rosto mudar.
Os olhos dele pularam do violão para os livros na mesa e os dois pólos não pareciam se encaixar. Enquanto falamos sobre música, ele era aquele Scorpius brincalhão que parecia apto a cair em qualquer armadilha. Em contrapartida, quando mencionei a palavra Auror, uma aura de responsabilidade e seriedade caiu sobre ele, deixando suas costas retas, seu rosto duro e a voz rígida.
Não precisava ter a menor noção de psicologia para ver que ele levaria aquela profissão muito a sério. Eu estava mais confiante nele depois daquela conversa com minhas primas, mas eu não tinha parado de verdade para pensar nos resultados dos exames em setembro e muito menos sobre qual seria a reação de cada membro daquela família, caso Scorpius falhasse. Ele entendia a gravidade, acredito que era por isso que ele assumia aquela faceta.
- Depois. Provavelmente durante uma das minhas férias depois de trabalhar duro por uns cinco ou seis anos – ele disse, com o plano perfeitamente arquitetado. – Preciso me firmar no emprego e mostrar que posso ser muito mais do que eles pensam que eu sou.
Me surpreendi e, e eu não poderia dizer que minha surpresa era totalmente positiva, porque aquele não parecia o Scorpius que eu conhecia. Scorpius fazendo planos a longo prazo? Não parecia algo que ele faria. Eu abri a boca e fiz uma pergunta que estava entalada em mim há muito tempo, mas que nunca antes eu tinha tido coragem e intimidade suficiente para fazê-la. Com a constatação de sua paixão pela música e de sua noção de responsabilidade recente para com o mundo da magia, eu senti que não haveria melhor momento.
- Você está fazendo isso por você ou porque quer se provar para eles?
Eu usei a palavra eles para ilustrar que eu falava do mundo da magia, mas em nenhum momento entre a minha pergunta e a resposta dele, eu pensei que talvez as principais pessoas a quem ele queria se provar e mostrar que era muito melhor do que as pessoas pensavam que ele era, fossem sua própria família e as pessoas mais próximas. Eu tinha certeza de que ele queria mostrar para o pai que podia ser importante entre os bruxos; queria mostrar para a mãe que ele valia alguma coisa; queria mostrar para minha mãe que fez jus à chance que ela conseguiu e queria fazer com que todos os bruxos do mundo vissem que, apesar de carregar aquele sobrenome, ele era uma boa pessoa.
- E os dois motivos não são a mesma coisa? – contrapôs e eu fiquei quieta.
Eu tinha a impressão de que Scorpius não havia nascido para coisas tão rígidas e regradas quanto o Ministério da Magia e muito menos, para o trabalho árduo e perigoso de um Auror. Quando eu o olhava e tentava adivinhar onde ele estaria em dez anos no futuro, eu não o enxergava engravatado caminhando pelo ministério envolto em relatórios e em investigações avançadas sobre bruxos suspeitos. Eu o imaginava sentado na varanda de uma casa de interior com o violão no colo e aquela voz ressoando pelo campo...
- Não tem como separar esse dois fatores, Rosie – ele se inclinou para frente, pousando as mãos nos joelhos ao me explicar. – Eu quero me provar para todos eles ao mesmo tempo em que eu faço isso por mim mesmo, para me sentir bem para andar por aí com a cabeça erguida. É isso, eu quero visitar o Beco Diagonal e quando alguém me perguntar o meu nome eu quero dizer o maldito sem desviar os olhos, sabe? Eu quero que as pessoas me respeitem, que vejam que eu posso ser tão competente quanto seu primo James, por exemplo. Quero que vejam que eu posso ser mais do que o delinqüente da escola e o filho de Draco Malfoy, o bastardo dentro da linhagem dos Greengrass.
Ele suspirou e todas as linhas de seu rosto estavam rígidas, apertadas, envoltas em uma aura de determinação e uma espécie leve de raiva. Eu sentia tudo aquilo emanar dele, aquela vontade de se provar, e eu acreditei nele. Sorri e estiquei minha mão até segurar aquela que ele ainda mantinha sobre o joelho. Eu não pensei quando fiz isso e, no intervalo de tempo enquanto eu apertava sua mão e ele me correspondia, eu pensei que ele poderia ter me afastado, dito que eu estava enganada... Não, ele me correspondia.
- Não está certo os outros fazerem seu nome – eu disse, me ocupando em virar o corpo na direção dele e inclinar a cabeça. Eu estava com os olhos fora de foco enquanto dizia as próximas palavras; palavras tiradas do âmago, tão profundas elas me pareceram. – A sua iniciativa de voltar ao mundo bruxo e esfregar na cara de todos eles que eles estavam errados, é louvável e eu admiro você por isso. Por ter a coragem de enfrentar todos eles, de querer manter a cabeça erguida... É algo que você devia ter feito desde o início.
Quando minha mãe disse que ela viveria no mundo trouxa, porque Draco não queria voltar ao mundo bruxo, eu achei errado. Achei errado ele resolver se esconder ao invés de mostrar a todos que ele tinha pagado por seus erros e que merecia uma segunda chance. Meu discurso para os Weasley pareceu infundado quando Draco apagou o sobrenome do cotidiano bruxo. Um dia eles haviam sido importantes, mas agora eram apenas uma piada. Eu estava feliz que Scorpius resolvesse abraçar a causa e recuperar a dignidade da família.
- Mas no início eu não tinha essa carga que eu carrego hoje – argumentou, balançando a cabeça e dando um aperto singelo na minha mão. Era exatamente como o toque eu me lembrava: rústico, mas suave. – Eu precisava da convivência com meu pai, das palavras sábias da sua mãe e da sua presença irritante.
Concordei com um sorriso.
- Lembra quando eu disse que você era uma provação? – eu assenti e ele continuou. – Acho que você era a provação final. Fazer Rose Weasley acreditar na minha mudança e conversar amigavelmente comigo depois de toda a bagunça que eu fiz na escola que ela colocava em ordem me parece um grande avanço.
- Definitivamente – confirmei e vi que ele sorria.
Sorria mostrando todos os dentes com uma satisfação que eu nunca antes tinha visto em seu rosto e em todo o seu ser. Ele estava leve, aliviado e inclinava o corpo para frente, na minha direção, porém eu só conseguia me sentir tensa. Me sentia com o coração apertado porque eu realmente gostava desse garoto e qualquer passo na direção dele queria dizer um passo mais distante da minha família. Pensei na minha mãe e na casa estar visivelmente vazia. Pensei na proposta do meu pai e em como isso resolveria um dos meus problemas. Morando longe de Scorpius, eu até poderia arriscar conversar com minha mãe sobre ele, sobre gostar dele e sobre como eu contaria para os Weasley.
Porém, eu parei quando cheguei ao último pensamento. E se minha mãe não aceitasse meu sentimento mesmo assim, mesmo estando longe da fonte? Droga, era uma coisa da qual eu não poderia fugir. Eu tinha certeza de que ela tinha entendido a minha explosão, a minha declaração e que me procuraria naquela noite mesmo para conversar. Caso ela não trouxesse o assunto à mesa era porque estava fingindo ou seu corpo estava sendo usado por extraterrestres. A bruxa mais inteligente de seu tempo não ter entendido os sentimentos da filha? Improvável.
- E nossos pais? – perguntei, mudando de assunto bruscamente. Scorpius parou de se inclinar na minha direção e o sorriso ganhou outra entonação. – Não cheguei a ver se eles estão lá embaixo.
- Estão na casa dos Johnson – informou, revirando os olhos e se mexendo na cama. A lateral do corpo agora estava encostada na parede e os joelhos tocavam minhas coxas. – Meu pai ligou para falar sobre o seu trabalho temporário e Anna estendeu um convite para o jantar.
- Mesmo? – eu me admirei, já que conhecia minha mãe e Draco por serem mais afastados da vizinhança. Eles não costumavam tomar chá com ninguém e serem mais cordiais com qualquer um deles além de um cumprimento ou simpáticos na empresa de Draco. – E você não foi por quê?
- Tenho uma dor de cabeça incessante cada vez que ouço o sobrenome Johnson, quase como as pessoas têm quando ouvem Malfoy – ele brincou, mas eu não gargalhei. Apertei os lábios e revirei os olhos, mas fiquei feliz que ele não tivesse ido ao jantar onde Lisa, provavelmente, colocaria as garras sobre ele.
- Ok, agora o motivo de verdade, por favor.
- Eu queria estar em casa quando você voltasse – ele disse numa velocidade rápida, mas que pareceu a velocidade de um milênio para os meus ouvidos afetados. Eu pisquei e pendi a cabeça para o lado, com um sorriso idiota tomando conta dos meus lábios.
Eu quis dizer alguma coisa, mas não consegui. Não havia palavras que coubessem àquele momento. Tudo o que precisávamos era o silêncio; o silêncio e os pensamentos fora de funcionamento por algum tempo. Mordi o lábio inferior e observei enquanto o corpo de Scorpius se inclinava na minha direção novamente. Minha mão continuava presa a dele e eu tinha certeza de que ele sentira meu pulso acelerado fazê-la pulsar também. Quando sua boca estava a milímetros da minha e eu sentia a respiração bater diretamente no meu nariz, ele parou e me olhou com os olhos profundos; piscinas profundas, quentes de desejo e bons sentimentos.
- Você não vai fugir dessa vez? – perguntou e eu não respondi em voz alta.
Balancei negativamente a cabeça depois de soltar um sorriso ruidoso. Ele sorriu como eu e eu joguei meus braços ao redor de seu pescoço, puxando a cabeça para perto de mim e capturando os lábios que eu queria tanto sentir. Ele correspondeu no mesmo instante, mas eu só consegui entender o que estava fazendo depois de alguns centésimos de segundos.
As mãos de Scorpius já tinham ganhado minha cintura e eu sentia o toque rústico em contato com a pele das minhas costas. Ele era suave e rude ao mesmo tempo, usando de uma intensidade a qual eu respondia muito bem, pois o toque de suas mãos e a língua entrelaçando a minha eram algo que eu estava ansiosa para sentir; algo que começara a me deixar excitada. Era exatamente como eu imaginava e eu já não sabia o que fazia. Com meus pensamentos desligados durante aqueles instantes, eu não tinha consciência de nada.
Minhas mãos seguravam aquele rosto enorme com força, sentindo o beijo até o último fôlego. Minha língua explorava sua boca e aos poucos eu fui sentindo o gosto de café. Eu adorava café. Afastei meu rosto por alguns segundos e respirei fundo, sentindo o peito magro em contato com o meu respirar tão fundo quanto eu. Pensei em dizer alguma coisa, mas aquela boca estava me puxando novamente. Obedeci, claro.
E dessa vez não havia apenas insinuação; eu realmente estava ficando excitada e louca por mais do que um beijo. Scorpius deve ter sentido a mesma coisa que eu, pois com um só movimento esticou as pernas e me fez cair sobre ele. Com os joelhos tocando as laterais de seu corpo e com o tronco inclinado sobre o dele, eu sentia meu corpo pulsar. E essa pulsação me fez ser impulsiva, me fez segurar a barra da camiseta dele e puxá-la sobre sua cabeça.
Tal pulsação passava de mim para ele, dos meus lábios para os dele, e em questão de segundos depois que eu tinha plena visão do peitoral pouco desenvolvido e altamente sensual, ele fez o mesmo com a minha camiseta. E eu estava usando sutiã sentada sobre ele... Minha mãe piraria imaginando algo assim dentro de sua casa. Droga, isso não era bom, minha mãe podia chegar a qualquer momento e eu não queria que ela visse aquela cena; nem que imaginasse.
- Não, espera – eu disse, por entre dentes, quando os lábios dele tocavam minha clavícula e as mãos avançavam do meu quadril para o fecho do sutiã simples preto. Ele parou e eu caí ao seu lado no colchão, com os olhos presos no teto.
- O que foi? – ele estava preocupado.
- Não moramos sozinhos – foi o que eu disse e ele afundou no colchão, entendendo o que eu falara. Frustração era a palavra de ordem e ela não vinha apenas de mim, mas assumia todo o clima do quarto, antes luxurioso.
Os olhos dele estavam presos no teto como os meus anteriormente, mas eu me virei de lado no colchão com a cabeça apoiada na mão, enquanto o cotovelo sustentava o peso do tronco. Apenas os olhos dele viraram para mim e eu sorri ao encarar aquela expressão frustrada novamente.
- Porque você não estudou adivinhação? Seria mais fácil a aluna mais brilhante da escola conseguir adivinhar quando eles vão chegar... Aquele livro não me ensinou nada – ele brincou, apontando para o Adivinhação no dia a dia.
- Não estudei adivinhação porque eu nunca precisei adivinhar se os horários deles coincidiam com a casa vazia – ironizei, me abaixando e tocando seus lábios com delicadeza dessa vez.
Ele retribuiu com a mesma delicadeza, talvez até mais, do alto de sua suavidade latente. Não me senti envergonhada por ainda estar usando apenas sutiã... Voltei a me deitar na cama e passei o braço ao redor do tronco dele. Os músculos pouco desenvolvidos pulsando ao meu toque. Senti os lábios de Scorpius no meu cabelo e cerrei os olhos. Eu queria sentir isso para sempre, esse toque, a respiração na minha pele.
- E como foi na casa dos seus avós? – perguntou, de repente curioso.
- Quer saber mesmo?
- Se eu perguntei – sua voz era irônica.
- A neta pródiga volta para casa – informei, aconchegando a cabeça no peito dele e sentindo uma de suas mãos acarinhar minhas costas nuas. - Sou uma Weasley de novo.
- Está orgulhosa?
- Talvez – eu disse, tentando parecer sincera e talvez eu tenha conseguido, embora eu não quisesse soar duvidosa. Eu estava orgulhosa de estar bem com minha família novamente.
Eu queria continuar ali, dormir ali e quem sabe ser acordada pelos lábios de Scorpius no meu cabelo, mas ouvimos o som do trinco da porta de entrada da casa e eu me levantei num impulso só. Merda, eles estavam em casa! Enquanto eu estava maluca atrás da minha camiseta, Scorpius continuou deitado com as costas no colchão, me olhando tranquilamente.
- Você pode voltar para cá depois que eles forem dormir, sabia – ele disse quando eu alcancei a porta, depois de vestir a camiseta e tentar ajeitar meus cabelos. – Ninguém vai notar.
- Vou pensar disso – eu sorri e corri até meu quarto, tendo total consciência de que essa idéia era a idéia mais suicida que eu já pensara em acatar.
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N/A: Oi gente! Como passaram esses dias? Eu passei bem, minhas férias terminam essa semana, eu preciso de um emprego, estou morrendo congelada... Nessas horas ideio o Rio Grande do Sul! Mas, estou MUITO feliz com os comentários, com os leitores novos *-* Vocês são incríveis, sério!
Rá, o capítulo mais esperado entre todos eles, espero que gostem. Espero que gostem da descrição do beijo, da intensidade... Eu gostei bastante, ainda mais nessa coisa do desejo a flor da pele. Sabe como é, jovens, uma cama, paixão (paixão, não amor) Quero comentários, choramingos, criticas, tudo isso, por favor! Bjs, até a próxima!