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5. Capitulo 5


Fic: Melhores Amigos - EM ANDAMENTO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Obs1: Capitulo dedicado a Mione03 pelo aniversário dela que foi no dia 17. Por favor, espero que você me perdoe por não ter postado no dia!!!Como eu sempre digo: "Antes tarde do que nunca" e como pode ver eu não esqueci de você!!!hehehe...Parabéns!!!!Bjux!!!


CAPÍTULO V

— Você? — inquiriu Harry com cuidado.
— Eu detestaria desperdiçar uma passagem para as Ilhas Seychelles — Hermione explicou. — Você pode não gostar da idéia de passar uma semana em uma praia tropical, mas faz anos que eu não tiro férias.
Hermione avançava aos poucos para não assustá-lo, mas estava louca para convencê-lo. Seria perfeito para os dois.
— Eu poderia ir com você — prosseguiu ela. — Ando tão triste ultimamente, que não me arrisco a viajar sozinha. E se há essa chance de passar uma semana na praia, à custa de outra pessoa...
— Você agüentaria?
— E eu poderia ajudá-lo. Você disse que seria mais fácil se fosse acompanhado. Quem vai saber que eu não sou a noiva que você ia levar?
— Para começar, Aisling e Bryn.
— Depois do que eles fizeram com você, o mínimo que podem fazer é ficar calados. E as pessoas que você precisa impressionar não vão saber. Eu posso não ter os contatos de Aisling, mas sei conversar tão bem quanto ela. Talvez até melhor — acrescentou.
Harry olhou-a, confuso.
— Não parece certo, mas não consigo pensar em uma só razão para discordar.
— Parece errado porque você vai estar comigo e não com Aisling. Mas a gente se dá tão bem, Harry. Vamos lá... Algumas vezes, quando saíamos juntos, as pessoas achavam que éramos um casal por causa da nossa linguagem corporal, lembra-se?
— E se nós tivermos que dividir o quarto?
— Eu não me importo — disse Hermione, animada. — Até porque vai ser difícil ficar vendo Aisling e Bryn lá, Harry. Aliás, que porcaria de nome é esse? Parece que a mãe queria chamá-lo de Bryan e perdeu o a — Ela parou, notando que havia se perdido. — Onde eu estava?
Harry riu.
— Me convencendo sobre como seria difícil ir sozinho para as Ilhas Seychelles. Só que agora você estragou tudo. Eu nunca mais vou conseguir olhar para Bryn sem pensar em você!
Hermione sorriu, feliz ao ver um pouco de ânimo voltar ao rosto dele.
— Vamos lá, Harry. Será mais fácil com um amigo por perto!
— Isso depende do amigo — brincou ele.
— Eu estarei lá para lhe dar apoio e se isso significar que terei de passar por sua noiva para manter as aparências, ótimo. E se por isso tivermos de dividir o quarto, eu não vou reclamar. Nos conhecemos bem demais para isso.
— E se tivermos de dividir a cama?
Hermione hesitou, escolhendo as palavras com cuidado.
— Nós sabemos como são as coisas, Harry. Sei que você está apaixonado por Aisling e você sabe sobre Will. Não há espaço para mal-entendidos no nosso caso, não é?
Harry não sabia se era por causa dos dois uísques, mas a idéia dela estava começando a fazer sentido. Que mal poderia haver em dois velhos amigos dormirem na mesma cama? Especial­mente quando estava tão claro que ela continuava apaixonada por Will! Como ela acabara de dizer, não havia espaço para mal-entendidos.
Oferecer uma semana a Hermione na praia seria uma forma de tirar algo de bom daquela confusão com Aisling. Harry não se importava que ela achasse que ele precisava de mais apoio do que necessitava de fato. Tinha de admitir que seria bom viajar com ela. Ela encantaria a todos, menos, talvez, Aisling e Bryn... e sua presença facilitaria as coisas.
Ah, sim, havia muitas razões para levar Hermione consigo, mas a principal delas era que a queria por perto. Ele havia tido muitas conversas sobre casamento nas últimas semanas. Seria divertido estar com Hermione.
— E então? — perguntou ela.
— Então... vamos! — respondeu ele, sorrindo quando a viu pular de alegria. Era melhor Harry ter cuidado. Se abandonasse rápido demais o papel de noivo rejeitado, ela poderia achar que ele não precisava mais de apoio. — Acho que isso também fa­cilitará as coisas para Aisling.
Hermione estreitou os olhos castanhos.
— Mas essa é a minha maior preocupação!
— Sarcasmo, Hermione?
— É mais um serviço que podemos oferecer — ela afirmou, ainda mais sarcástica. — Francamente, Harry. Ela acabou de rejeitá-lo. Eu sei que ela é importante para você, mas acho um pouco precipitado você se desdobrar para tornar as coisas mais fáceis para ela. Que tal um pouco de raiva ou amargura? Acho que seria bem mais saudável!
— O problema é que eu não estou sentindo isso — Harry falou sabendo que, se estivesse mesmo apaixonado por Aisling, esta­ria exatamente como Hermione desejava. — Você não ficou com raiva e nem amarga por causa de Will — comentou ele. — E não é por isso que não está sofrendo, certo?
Hermione pensou em responder mas mudou de idéia.
— Você não espera que eu seja gentil com Aisling, não é? — perguntou ela. E Harry imaginou o que ela teria desistido de dizer. — Eu não sou tolerante como você.
— Ora, Hermione. Vamos apenas nos concentrar nos negócios, está bem? E claro que vai sobrar bastante tempo para você relaxar.
Hermione recostou-se no sofá e esticou as pernas, satisfeita.
— Quando nós partimos?
— Segunda-feira ao meio-dia — anunciou ele. — Eu virei buscá-la de manhã e nós iremos para Heathrow juntos.
— Você diz isso porque teme que eu me atrase!
— Eu sei que se dependesse de você, sairíamos cinco minutos antes da decolagem — disse Harry. — Eu não sei se agüento. Já que vamos fingir que somos noivos, por que você não finge ser uma pessoa normal e aparece na hora, só para variar?
Hermione mostrou a língua. Nunca havia perdido um avião. Era verdade que passara perto algumas vezes e que desistira de marcar seus trens antecipadamente, mas os aviões nunca saíam na hora mesmo!
— Aposto que você vai querer sair na segunda-feira quando o sol raiar e chegar lá quatro horas antes, só por segurança — brincou ela.
Hermione examinou mentalmente o próprio armário. Fazia tanto tempo que não tirava férias de verão, que todas as suas roupas de calor estavam fora de moda. Teria de ir às compras no dia seguinte. Harry não entenderia, mas para enfrentar Aisling pre­cisava estar bem preparada no quesito estilo. Nada óbvio de­mais, claro. Apenas o suficiente para Aisling achar que nunca estava com a roupa certa.
Mas Harry estava pensando em aspectos mais práticos.
— E o seu trabalho, Hermione? Eles vão deixá-la sair avisando tão em cima da hora?
Por que ele pensava naquilo? Havia tantas outras coisas mais importantes nas quais pensar. Relutante, Hermione parou de pensar no guarda-roupa criado especialmente para incomodar Aisling.
— Mais tarde eu vou ligar para a casa da minha chefe. Ela não vai gostar, mas não estamos com muito trabalho e eu fiz tantas horas extras ultimamente que tenho direito a alguns dias de folga. É uma sorte que Louise seja tão romântica — confidenciou ela. — Se ela começar a implicar, eu direi que resolvemos nos casar de repente e que você está me levando para as Ilhas Seychelles para comemorar.
Harry não parecia convencido.
— Não diga a ela que nos conhecemos há quatorze anos — pediu ele.
— Ah, eu não sei... — disse Hermione. — Louise sabe que nos conhecemos há muito tempo. Eu vou apenas dizer que tudo mudou de repente e que fomos pegos de surpresa.
Ela fez uma pequena pausa.
— Você acha que ela vai acreditar? — perguntou Harry, seco.
— Pode ser. Às vezes, as pessoas se apaixonam quando me­nos esperam.
— Parece muito convincente vindo de você.
Outro silêncio.
Por alguma razão, o coração de Hermione estava disparado. Não olhe para ele, pensou. Você vai bancar a boba. Mas uma força maior obrigou-a a olhá-lo e eles se encararam por um breve momento, antes de Hermione desviar os olhos.
— O mais importante é convencer Louise — redargüiu, trêmula.
— É claro — ecoou Harry. — É o mais importante.
Apesar de todos os seus esforços, Hermione encontrou os olhos dele novamente. Dessa vez, a pausa foi mais longa. Ela gostaria de dizer algo para romper o silêncio, mas sua mente estava em branco e tudo o que ela conseguiu pensar foi em como ele estava perto e em como seria fácil tocá-lo.
Girou a xícara nas mãos, como que fascinada, mas estava fortemente consciente da presença de Harry.
No fim, foi Harry quem falou primeiro.
— Tem certeza de que está tranqüila em fazer isso, Hermione? — perguntou, incomodado com a intensidade do momento.
— Ora, uma semana nas Ilhas Seychelles, vai ser um pouco chato, mas eu faço qualquer coisa por você!
— É que quando Aisling falou no assunto, você não pareceu muito animada.
— É porque ela não parava de falar nas atividades que vocês iam fazer juntos. Espero que não sejam obrigatórias — disse ela, preocupada. — Eu não vou ter de mergulhar, não é?
Harry meneou a cabeça.
— Se me amasse, você mergulharia — disse ele, solenemen­te. — Se pretende convencer as pessoas de que você é minha noiva, talvez devesse se esforçar para se envolver em algumas atividades.
Apesar da expressão totalmente séria, Hermione viu que ele es­tava brincando. Estava provocando-a!
— Eu direi a todos que a nossa relação se baseia na atração de opostos — ela rebateu, com firmeza. — Aposto que eu não serei a única pessoa a sair correndo para a praia. Assim, se não fizer diferença para você, eu vou concentrar minhas ofen­sivas lá. Depois de alguns dias deitada, ouvindo os cocos caírem e me refrescando à brisa do oceano Indico, eu conseguirei ser boa companhia para qualquer pessoa. Até para Aisling!

— Para onde você vai? — perguntou Gina quando Hermione ligou na manhã seguinte. — Com quem?
Impaciente, Hermione explicou tudo de novo. Já havia dito tudo uma vez a Luna. Agora que estava acostumada à idéia, parecia uma solução tão óbvia, que ela não entendia por que os outros estranhavam.
— Deixe-me entender... — Gina falou finalmente. — Você e Harry ficaram noivos sem nem falarem comigo e com Luna?
— É só por um semana — disse Hermione. — E é só fingimento. Não sei por que você está fazendo tanto escândalo. — Ela bufou. — Você e Draco fizeram exatamente a mesma coisa.
— Sim, e veja o que aconteceu — brincou Gina. — Tenha cuidado, Hermione. Fingir não é tão fácil quanto você imagina.
— Eu sei — respondeu Hermione, cujo principal problema não seria fingir que estava apaixonada por Harry, e sim fingir que não estava.
— Também vai ser difícil para Harry. Ele está mal com o fim do noivado com Aisling e vai ser duro vê-la ao lado de outro. Nem mesmo um sujeito prático como Harry vai conseguir pensar direito numa situação dessas.
— O que você está tentando dizer, Gina?
— Tenha cuidado — disse ela, lentamente. — Eu sei que você e Harry são velhos amigos, mas vocês vão ser atirados numa situação muito íntima e as coisas não serão as mesmas. É fácil imaginá-los terminando juntos.
— Eu pensei que você e Luna quisessem que terminásse­mos juntos — Hermione comentou, fingindo brincar.
— Só se for pelos motivos certos. Harry merece ser feliz e você também.
Mais tarde, naquele dia, quando encontrou Harry para o al­moço, Hermione continuava pensando na mesma coisa. Gina tinha razão. Ela teria cuidado, mas estava tão excitada que mal podia esperar até a semana seguinte. Foi ótimo almoçar com Harry numa tarde de sábado, como nos velhos tempos. Os dois esta­vam bem-humorados e relaxados e foi como se a tensão da noite anterior nunca tivesse existido. Aliás, tão bem, que Hermione teve de ficar se lembrando o tempo todo sobre Aisling.
— Eu liguei para ela hoje de manhã — Harry falou.
— E como foi? — perguntou Hermione, antevendo momentos ten­sos. — Horrível?
— Não. Foi tudo bem. — O próprio Harry estava surpreso com o quanto a situação parecera normal. — Eu a avisei que você ia no lugar dela e obtive a promessa de que ela e Bryn não diriam a ninguém que nós não somos um casal de verdade.
“Quanta generosidade”, pensou Hermione, irritada.
— Se eles não disseram nada, será fácil convencer os outros — prosseguiu Harry. — Se você tiver um anel pára desfilar, ninguém vai desconfiar.
Hermione baixou os olhos para os próprios dedos. Tinha um anel de prata na mão direita, mas nada que pudesse passar por um anel de noivado. Precisava de uma pedra preciosa. Talvez falsa. Era improvável que os outros percebessem a diferença.
Ela fez uma revisão mental das suas jóias. Tinha belos brin­cos e vários colares, mas poucos anéis.
— Eu não sei se tenho algo adequado — disse, em dúvida.
— Eu comprarei um. — Olhando para o relógio, Harry esva­ziou o copo e se levantou. — Venha, vamos fazer isso agora!
— Você não pode me comprar um anel.
— Por que não?
— Bem... não parece certo — argumentou Hermione, levantan­do-se com cuidado e aninhando-se no casaco. — E não é mesmo preciso. Por que eu não uso o anel que você comprou para Ais­ling? — perguntou ela, lembrando-se da belíssima jóia que vira no jantar.
— Eu a deixei ficar com ele.
— E ela ficou? — Hermione estava indignada.
— O que eu ia fazer com ele? — perguntou Harry, irritantemente racional como sempre.
— Poderia ter devolvido na loja!
Ele segurou a porta do restaurante para ela.
— Isso teria sido meio desagradável, não?
— É claro que não! — exclamou Hermione, estremecendo quando saíram. De repente, as Ilhas Seychelles pareciam ainda mais atraentes. — Não acredito que Aisling teve a cara-de-pau de ficar com o anel depois do que fez com você! Deve ter custado uma fortuna! Ah, você é cavalheiro demais para o meu gosto, Harry.
— Acho que se ela tivesse atirado o anel na minha cara, teria sido pior. Além disso, Aisling adorou o anel. E se ela queria guardar alguma lembrança minha, eu não me incomodo.
Era melhor fechar a boca sobre Aisling, pensou Hermione, lembrando-se do que Gina havia dito. Só porque Harry não parecia estar sofrendo, o anel não deixava de ser um ponto delicado. Talvez ele tivesse esperança de que ela voltasse para um ho­mem tão generoso.
— É que eu acho um desperdício de dinheiro comprar um anel para mim — Hermione obrigou-se a dizer, tentando afastar o assunto de Aisling.
— Nós não vamos ter nenhuma outra despesa no resto da semana — comentou Harry. — A CBC cobre até as despesas com bebidas, de forma que isso será uma despesa justificável. Se isso ajudar a conseguir aquele contrato, talvez eu até possa deduzir do imposto de renda! Olhe, foi ali que eu comprei o anel de Aisling — disse ele, arrastando uma Hermione relutante para o outro lado da rua.
— Nós não podemos entrar lá — protestou ela, olhando a vitrine discreta da joalheria. Não havia preços à mostra, o que era sempre um mau sinal, e o lugar parecia extremamente elegante.
E muito caro.
harry não parecia nem um pouco intimidado.
— Por que não?
— Para começar, eles podem se lembrar de que você comprou o anel de Aisling.
— Não se preocupe com isso. — Enquanto falava, Harry con­duziu-a na direção da porta da joalheria. — Vamos lá, Hermione, eles devem ter montes de clientes e já faz um mês que eu estive aqui com Aisling. E impossível que se lembrem de mim.
— Boa tarde, senhor — saudou um atendente atrás de uma mesa. — É um prazer vê-lo novamente. O que podemos fazer pelo senhor, hoje?
— Está vendo? — sussurrou Hermione, voltando-se para a porta. Mas Harry segurou-a com firmeza e forçou-a a prosseguir.
Ele não parecia nem um pouco incomodado por ter sido re­conhecido.
— Gostaríamos de ver anéis de noivado, por favor — disse ele, tranquilamente.
O atendente assentiu sem hesitar.
— Certamente. O senhor tem algo específico em mente? Dia­mantes, talvez? Ou esmeraldas?
— Esmeraldas, não! Elas não me dão sorte — interveio Harry, percebendo a referência ao anel de Aisling. — Eu comprei es­meraldas da última vez — comentou, tranqüilo, sorrindo e per­feitamente seguro. — Esta senhorita é muito diferente — afir­mou, puxando uma Hermione fortemente corada para a frente. — Você teria belas safiras?
— Ele deve estar imaginando o que diabos você está apron­tando — murmurou ela, quando o atendente foi buscar as jóias.
— Deixe que pense — respondeu Harry. — Não é da conta dele quantos anéis eu compro ou para quem. Se ele achar que eu vou voltar com freqüência, pode até me oferecer um desconto especial!
Quando a bandeja com os anéis chegou, Hermione ficou encan­tada com as opções. Gostaria que pelo menos houvesse preços para que pudesse escolher o mais barato.
— Não escolha o menor — disse Harry, lendo os pensamentos dela. — Vai me fazer parecer mesquinho. Escolha um que você realmente goste.
— Eu não sei... — Hermione estava insegura. Harry, então, esco­lheu um magnífico anel de safira com diamantes em volta.
— Aqui. Experimente esse — disse ele, estendendo a mão. — Você gosta? — perguntou, sem soltar a mão dela.
— É maravilhoso — ela respondeu, envergonhada. — Mas tenho certeza de que é caro demais.
— Pare de se preocupar com isso — pediu ele, exasperado. — Se preferir, você poderá devolvê-lo no final da semana e eu o devolverei à loja.
Ela não ia se sentir melhor, mas não podia dizer a ele.
— Está bem.
— Ótimo. Agora, relaxe e aproveite — disse ele, escolhendo outro anel. — Agora, prove este.
Acabaram optando por um anel simples de safiras e diaman­tes lapidados em formato quadrado, que cabia perfeitamente no dedo de Hermione. Ela admirou a jóia. Nunca usara nada pare­cido antes. A peça fazia o resto das suas jóias parecerem biju­terias baratas, mas agora que estava com o anel no dedo, ela não sabia se seria capaz de devolvê-lo.
Mas se preocuparia com aquilo depois. Por enquanto, Harry estava ao seu lado e havia uma semana toda com ele pela frente. Com ele e com o anel.
Quando Harry voltou após o pagamento, ela sorriu.
— É lindo — disse. Não fazia a menor idéia do quanto ele havia pago, mas certamente não fora pouco. — Eu vou tomar conta — prometeu Hermione, antes que ele recomendasse a ela para não perder.
— Faça isso — Harry falou, sorrindo.
— Obrigada, querido! — exclamou Hermione, olhando significa­tivamente para o atendente. Então, sem que Harry esperasse, ela o abraçou e sorriu, sedutora. — Eu agradecerei direito quan­do formos para casa. Isso é só para começar...
Originalmente, Hermione pensara em apenas dar um beijo no canto da boca de Harry. Mas agora que estava diante dele, com os braços em volta do seu pescoço e uma boa desculpa nas mãos, seria um desperdício perder a oportunidade. Se queria que o atendente admirasse e invejasse Harry, um beijo no rosto não era o bastante.
De qualquer forma, parecia que os lábios de Hermione tinham vontade própria. Assim que tocaram o rosto, eles foram atraídos para a boca de Harry e pousaram no melhor lugar do mundo. E apesar de estar beijando Harry de uma forma que nunca havia feito antes, aquilo não parecia errado ou estranho. Parecia per­feitamente normal.
Hermione sentiu Harry segurá-la pela cintura e puxá-la para si. Depois de um primeiro momento de estranheza, ele evidente­mente decidira se deixar levar e fazer perguntas depois. O pro­blema era que depois de ter começado o beijo, Hermione não sabia como terminá-lo.
Pior, ela não queria.
Com um esforço sobre-humano, conseguiu afastar os lábios por uma fração de segundo, antes de sucumbir ao desejo de mais um beijo e quando tentou novamente, foi Harry quem se­gurou-a com força, impedindo-a de romper o contato.
Era como se os beijos de ambos tivessem vontade própria, como se a doçura inicial tivesse dado lugar a algo mais perigoso, algo quase assustador que se alojou na base da espinha de Hermione. Harry deve ter sentido a mesma coisa porque foi ele quem, finalmente, rompeu o contato.
Olharam-se abalados por um longo momento, até que Harry conseguiu se recompor e disse:
— Acho que é melhor irmos.
Ele virou-se para agradecer o atendente, que arrumava os anéis na bandeja, com um sorriso discreto nos lábios. Enquanto isso, Hermione tentava se recompor. Ela sempre havia achado que a expressão pernas bambas era um clichê, mas de repente en­tendeu exatamente o que significava. E não eram só as pernas. Seu corpo inteiro parecia estar derretendo e ela pensou o que teria de fazer para sair dali sem ajuda.
Como que ouvindo seus pensamentos, Harry pegou-a pelo bra­ço e conduziu-a até a porta. Assim que saíram, ele soltou-a abruptamente.



Obs2:Oiiii pessoal!!!Capitulo postado!!!Espero que tenham curtido!!!!Até o final da semana tem mais!!!Bjux!!!Adoro vocês!!!!

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