FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

3. Planos, Brigas e Resoluções


Fic: O Despertar do Arcana Spiritum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

 


Já de noite, o casal está vendo TV e comendo pizza.


- Ah! Último pedaço. –Harry diz se fazendo de triste.


- Por mim, pode ficar com ele. Nem acredito que comi tanto! –Se recrimina.


- Que bobagem, não me diga que se acha gorda? – Pergunta incrédulo.


- Não, não acho, mas se eu continuar assim… Aliás, hoje comi bastante o dia todo. – Fala em tom de culpa.


- Deixa de ser boba! Vem aqui. – Ele puxa a garota para junto de si, virando-se para ficar de frente para ela – Eu gostaria de você de qualquer forma! – Ela vira os olhos – E fizemos muito exercício hoje, não?


- Até que sim, mas não é desculpa.


- Então, eu te ajudo a perder todas essas calorias que você acha ter ganhado. – Diz se aproximando e a beijando.


Ela põe a mão direita na nuca dele e passeia com a esquerda pelas costas, enquanto ele acaricia as costas e cintura dela. Aos poucos o beijo vai esquentando, mas antes que ele pudesse deitá-la, eles ouvem um baque e se separam bruscamente, sendo que Harry se levanta com a varinha em mãos.


- Calma garoto… desculpa o mal jeito. – Lupin diz vendo o susto que eles haviam tomado.


- Dumbledore pediu que nós levássemos vocês para a sede… pizza? – Tonks se interrompe ao ver a caixa em cima da mesa.


- Pode pegar, fiquem à vontade que vamos buscar as coisas. –Hermione fala se levantando.


- Tudo bem, Harry? – Lupin pergunta olhando para Harry que parecia estar em estado de choque.


- Sim, acho que sim. –Harry responde meio atordoado por ter que voltar para a casa de Sirius.


- Não se preocupe Harry, vai ficar tudo bem. Nós estaremos com você. –Hermione diz gentil, acariciando seu rosto.


- Na verdade, vocês ficarão sozinhos lá. Tudo bem? –Tonks pergunta parando de comer.


- Claro, se Hermione tiver comigo eu vou estar bem. – Confirma sorrindo para a namorada.


- Nesse caso vamos de uma vez! –Hermione fala, puxando-o pela mão para o segundo andar.


- Ei, esperem! – Eles param na escada – Nada de malão, Harry. A Edwiges você traz porque eu vou tomar conta dela, mas o resto não precisa que depois a gente leva para Hogwarts. Isso é para você também, Hermione, quando passarmos na sua casa é só para você pegar suas roupas e algo mais que precise para época de treinamento, até porque Dumbledore disse que Dobby vai poder providenciar tudo o que precisarem e poderá sair do local à-vontade. Portanto, pouca coisa, certo?


- Certo! – respondem em uníssono, depois subindo as escadas. 


Assim que voltaram se juntaram a Tonks e Lupin, que os aparatam para a casa de Hermione.  A sala era grande e decorada com tons claros, de muito bom gosto, nela estavam os pais de Hermione que se assustam ao vê-los aparecerem do nada.


- Mãe, pai. –Hermione diz indo abraçá-los. Ambos haviam levantado por causa do susto.


- Querida que bom vê-la. – Sr. Granger fala feliz, se recuperando do susto.


- Vejo que trouxe amigos, meu anjo. – Sra. Granger diz ao ver os outros três.


- Mãe! Não me chama assim na frente dos outros. – Reclama baixo e sem jeito.


- Deixa de ser boba Mione, ela é tua mãe. –Harry diz rindo, junto com os demais.


- Eu exijo que vocês prometam não comentar isso com ninguém, principalmente se tiverem o sobrenome Weasley.


- Nós prometemos. – falam em uníssono com a mão direita sobre o peito.


- Ótimo! Agora me deixa apresentá-los. Mãe, pai, esses são Lupin e Tonks e o Harry vocês já conhecem. – Fala apontando todos.


- Ah sim, como vai Harry?


- Graças a Hermione muito bem, senhor Granger.


- Não precisamos de formalidades querido, chamem-nos por Jane e John, ok? – Pergunta a mãe de Hermione.


- Sim, obrigado. –Harry fala sem jeito, enquanto os outros acenam com a cabeça.


- Então se sentem, por favor. –A Sra. Granger pede.


- Não, mãe. Eu tenho que arrumar uma mala para poder ir para aquele treino especial que falei. Você poderia vir comigo? E Harry, você poderia procurar o Bichento para mim? Ele deve estar no quintal.


- Claro Mione, é só me indicar o caminho.


- É só passar pela porta, seguir até aquele corredor e ir em frente.


- Ok, eu vou procurá-lo. Licença. – Depois de falar passa pela porta que dá no hall de entrada.


- Vamos mãe? –Pergunta ansiosa.


- Vamos, mas você tem que ir hoje? Porque a pressa?


- Porque temos que aproveitar todo o tempo possível. Já expliquei a vocês, não?


- Já, mas achamos que teríamos mais tempo com você. –O pai dela fala visivelmente triste.


- Pai, eu já expliquei tudo e o Lupin e a Tonks podem te explicar melhor. Agora vamos logo mãe. –Apressa tentando conter ao máximo a ansiedade.


- Certo, vamos. – Concorda estranhando o jeito da filha.


*****************************************************************


- Vai me dizer por que você me arrastou para cá? – Pergunta curiosa, sentando-se na cama.


- EutonamorandooHarry.  –fala rápido e muito nervosa.


- Hum? O que você disse?


- Que… eu… - Respira fundo – eu estou namorando o Harry!


- Você está falando sério? – Pergunta incrédula.


- Foi hoje mais cedo, ele me beijou e aí nos acertamos. –Conta entre nervosa e ansiosa pela reação da mãe.


- Pode parar, senta aqui e me conte detalhe por detalhe, quero saber de tudo! – Jane pede muito ansiosa e animada.


- Ok, mas lá dentro arrumando a mala. – Diz feliz pela aparente aceitação, porém tensa com o interrogatório que viria.


Cerca de meia hora depois.


- Mãe para de chorar! – Pede abraçada a mãe e fazendo carinho nela.


- É que minha filhinha está crescendo tão rápido, já tem até um namoradinho. – Diz se afastando e enxugando os olhos.


- Mas você não está feliz com isso?


- Claro, eu só tinha medo que você não conseguisse ser feliz, com todo seu histórico de problemas ao se relacionar com pessoas.


- Eu sei, e obrigada por ter me ajudado. – Fala sorrindo agradecida.


- Então eu vou ao banheiro lavar o rosto e já volto, afinal seu pai não pode desconfiar de nada. – Diz cúmplice.


A mãe de Hermione entra no banheiro e ela se senta na cama olhando para o quarto para ver se não esquecera nada.


- Entra. – Diz ao ouvir alguém bater na porta.


- Oi, trouxe o Bichento! – Harry fala entregando Bichento para Hermione.


- Obrigada, querido! – Agradece abraçando Bichento e dando um selinho em Harry.


- Ah não, olha só meu estado… – Hermione nota Harry um pouco sujo e com arranhões no rosto e no braço – Acho que mereço mais que isso, não? – Insinua em tom sedutor, fazendo-a mergulhar nos olhos verdes, enquanto se aproxima. Quando está a milímetros da boca dela ele sussurra – Acho que mereço uma grande recompensa.


Ao terminar de falar, ele passa o braço pela cintura dela e Bichento pula para o chão. Se entregando aquele clima que ele criara, ela o beija de modo apaixonado, porém tranquilo. Quando termina ele passa a beijar o pescoço dela, que parece despertar e o empurra.


- Minha mãe está no banheiro!  –Avisa baixo para não chamar atenção e aponta para trás onde a mãe dela deveria estar.


- Ah! Estava tão bonitinho. – Jane diz em tom meigo, rindo um pouco do rosto extremamente vermelho deles.


- Desculpe Sra. Granger… eu… a culpa foi minha e…


- Ei, calma, Harry. Vocês são namorados, não tem nada mais normal que se beijarem. – Ameniza sorrindo e se aproximando dele.


- De toda forma é melhor descermos. –Hermione diz ainda sem jeito.


- Claro, mas é melhor que vocês voltem ao normal, afinal vermelhos assim, vão chamar atenção. – Apesar do jeito doce na voz, os dois voltam a ficar bem corados.


- Desculpa mais uma vez Sra. Granger. –Harry fala muito envergonhado. – Não quero que ache que eu fico me aproveitando de quando ficamos sozinhos para agarrá-la.


- Não? Pois espero que isso mude, dar uns amassos de vez em quando faz muito bem para qualquer um. – Aconselha sorrindo cúmplice e segurando o riso ao vê-los quase roxos.


- Mãe, por favor, para com isso! - Hermione súplica.


- Tudo bem, só não esqueçam dos conselhos de quem já tem bastante experiência, afinal são vinte anos de casada.


- Claro Sra. Granger, e obrigado. Agora vamos, acho que já devem estar preocupados.


- Tudo bem, mas só se você me chamar de Jane, afinal já é da família! – Pede abraçando-o.


- Mãe, desse jeito até parece que temos algum compromisso. Ele é meu namorado e não noivo! – Diz virando os olhos e cerrando os pulsos. - Vamos antes que achem que fomos raptados! Eu levo Bichento e você as malas? – Pergunta a Harry.


- Claro! Estou louco para fazer magia. – Diz pegando a varinha e apontando para as malas – Wingardium Leviossa – As duas malas flutuam e com um gesto de varinha, elas passam à frente deles e depois pela porta que Hermione abre.


- Você também faz isso, meu anjo? – Jane pergunta olhando muito impressionada aquilo tudo, nunca havia visto alguém fazer magia.


- Claro, fui a primeira a aprender no primeiro ano. – Conta muito orgulhosa, fazendo carinho no Bichento.


- Ela geralmente aprende tudo primeiro e sabe bem mais feitiços que eu.


- Eu vejo que ela estuda muito.


- E vou me esforçar ainda mais nos treinos. Bichento, eu não vou poder te levar, então vamos nos ver só no dia do embarque ok? Não me olha assim! Também vou sentir saudades, mas mamãe e papai vão cuidar bem de você. – Bichento solta um miado e pula do colo de Hermione, que agora estava descendo as escadas. – Acho que ele está bravo comigo.


- Depois ele esquece, vamos cuidar bem dele, não se preocupe. – Hermione faz sinal positivo com a cabeça – E a Edwiges, Harry? Ela vai ficar com vocês?


- Não, Lupin vai cuidar dela para mim. Não poderemos enviar ou receber cartas.


- Então será que eu poderia cuidar da Edwiges? Eu estava pensando em comprar uma coruja para facilitar a nossa comunicação com Hermione e cuidar da Edwiges poderia ser bom, para ver se daria certo, entende?


- Claro, eu falo com Lupin e a deixo aqui, e quando vocês forem se despedir da Hermione eu a pego. Lupin também pode vir de vez em quando e ver como tudo está.


- Ótimo! Obrigada.


*****************************************************************


Depois de muitas despedidas eles vão à mansão Black e, logo que chegam, Lupin e Tonks saem deixando os dois sozinhos. No entanto, Harry mal notara, estava na sala, apoiado no sofá, observando o local e lembrando-se do seu padrinho.


- Vem, vamos dar uma volta pela casa. – Pega a mão dele e o afasta do sofá.


- Eu não quero.


- É melhor você enfrentar logo todas as suas lembranças e chorar logo tudo o que você tem que chorar. Eu vou estar aqui com você e acho que você confia em mim, não? – Pergunta abrindo os braços para ele abraçá-la.


- Tudo bem. – Concorda após hesitar um pouco, abraçando-a forte.


Mais tarde Harry está de pijamas em frente à janela do quarto que era de Sirius, olhando a noite sem nuvens quando Hermione entra no quarto e o abraça por trás.


- Está tarde, melhor irmos dormir.


- Eu não estou com sono. – Diz se virando para ela. – Pijamas?


- Achou que eu fosse dormir como? Camisola transparente? – Ironiza rindo da cara dele.


- Deixa de ser boba, é que você está sem robe e… – Explica sem jeito.


- É que eu pensei que você não fosse querer dormir sozinho. – Diz interrompendo-o.


- Você está dizendo que vai dormir aqui comigo? – Pergunta desconfiado.


- Eu disse que vou dormir com você e não qualquer outra coisa. – Responde olhando-o impaciente.


- Eu não quis dizer isso, mas é que eu achei que… talvez você pudesse achar inconveniente, pelo menos agora que somos namorados. – Explica meio sem jeito.


- Eu sei que você é um cavalheiro e, antes de qualquer coisa eu sou sua amiga, e se você quiser, não acho que tenha nada demais ficar aqui com você. Você quer?


- Claro! Eu sei que não vou conseguir esvaziar minha mente se ficar sozinho. – Admite cabisbaixo. -Você fica e canta para mim? – Pede fazendo uma carinha que ela adorava e não resistia.


- Cantar? Você quer mesmo isso? – Hesita não muito à-vontade com o pedido.


- Eu adorei a sua voz e aquela musica me fez muito bem. Por favor, vai! – Pede fazendo cara de cachorrinho sem dono.


- Ok, me convenceu! Mas não se acostume. – Avisa o guiando para cama, enquanto ele sorria largamente.


Ele se deita primeiro e ela a seguir, de modo que depois ele pudesse apoiar sua cabeça em seu ombro. Hermione pega os óculos dele e põe na mesinha de cabeceira, a seguir começando a cantar para ele dormir.


*****************************************************************


No dia seguinte Harry acorda primeiro e se levanta silenciosamente para fazer o café da manhã. Quando já estava terminando o preparo,  fazendo ovos mexidos e bacon, Hermione entra e o vê no fogão.


- Hum, o cheirinho está ótimo! – Elogia se aproximando.


- E espero que o gosto também! – Fala pondo tudo em dois pratos.


- Você está se sentindo bem? – Pergunta preocupada.


- Por culpa sua, sim! –Responde sorrindo para ela, que estava encostada na mesa, olhando para ele que vinha com os dois pratos, pondo-os, um de cada lado dela.


- Que bom, fiquei preocupada com você. – Diz acariciando suavemente o rosto dele.


- Como você disse, quando estou nos seus braços nada de ruim pode me acontecer. – Fala se aproximando e envolvendo a cintura da morena com os braços, fazendo seus narizes se tocarem.


- Está querendo um beijo de bom dia? –Pergunta se fazendo de inocente, mas pondo os braços em volta do pescoço dele, aproximando ainda mais seus rostos.


- Sabe que é uma excelente ideia. – Sussurra antes de beijá-la.


Enquanto isto, pela porta da mansão Black, os Weasley entram junto a Lupin e Tonks.


- Não façam barulho que eles ainda devem estar dormindo. – Molly diz bem baixinho.


- Que exagero, mãe! – fala Rony – Eles acordam cedo.


- Mas acho que ontem foram dormir tarde. –Lupin fala pensativo, mas em tom baixo como a Sra. Weasley pedira.


- É verdade, Harry não parecia nada bem ontem. –Tonks fala preocupada.


- Então é só não fazermos barulho para não acordá-los e pronto! –Gina conclui como se fosse óbvio.


Eles estão passando pela sala quando veem Dumbledore sair da lareira, o diretor parecia bem humorado e tinha apenas um pouco de fuligem na roupa.


- Olá a todos! – Dumbledore fala limpando a pouca fuligem.


- Olá! Vamos para cozinha. E quando tiver preparado o café, as crianças vão acordar os dois. – a Sra. Weasley fala mantendo o tom baixo.


- Não sei que crianças! – Rony resmunga num murmúrio.


- É melhor irmos logo e sem falatório, porque eles ainda devem estar dormindo e acho que o Harry teve uma péssima noite ontem. Pelo menos quando os deixamos ele estava quase chorando.


- Você tem razão Remo, mas acho que a Hermione deve ter dado um jeito de acalmá-lo. Não se preocupe tanto, afinal ele já não é mais nenhum garotinho. – Dumbledore fala tentando acalmar o ambiente tenso.


Lupin acena com a cabeça e eles entram em silêncio na cozinha. Ao entrarem, porém, eles se deparam com Harry e Hermione se beijando apaixonadamente, encostados na mesa. Demorou um pouco até superarem a surpresa e conseguirem processar a cena.


- Nossa! Tadinho do Harry, tão deprimido e tristinho! –Fred provoca usando o tom que a mãe usara e depois rindo muito.


Nesse momento Harry e Hermione se separam bruscamente e depois de uma rápida olhada para trás, se voltam para a pia, muito vermelhos e resmungando pelo azar.


- Quem diria que os pegaríamos dando uns amassos na cozinha! –Tonks fala sem conseguir segurar o riso.


- Quando eu ficar triste quero que você chame a Mione para me consolar. – Jorge pede à mãe também rindo.


- Mais respeito com a minha namorada! –Harry grita descontando a vergonha que sentia em forma de raiva pelo comentário de Jorge e pela reação de todos. Lupin e Gina tentavam segurar o riso, Dumbledore só olhava, Tonks, Fred e Jorge riam abertamente e Molly e Rony só observavam surpresos.


- Harry, calma. –Hermione pede ainda sem jeito.


- Na-na-namorada! Que história é essa? – Rony pergunta quase gritando depois do choque.


- Calma Rony, nós vamos explicar… – Hermione tenta ponderar.


- Não tem que explicar nada! Malfoy tinha razão! Primeiro Krum, um dos melhores jogadores de quadribol do mundo, famoso e muito rico. Agora o Menino-que-Sobreviveu, um dos bruxos mais famosos e ricos do mundo, não é? Como um simples Weasley pobretão teria alguma chance? – Urra ficando com o rosto mais vermelho que os cabelos e andando de um lado para o outro no espaço entre aqueles que haviam chegado e Harry e Hermione.


- Do que está falando? – Harry indaga entre surpreso e indignado.


- Isso que você entendeu seu TRAIDOR! – Termina a frase com um soco em Harry, derrubando-o.


- Harry! – Hermione exclama, indo ver como Harry estava.


- Vocês se merecem! Nunca mais quero vê-los! – Urra passando pelos outros e atravessando a porta da cozinha – Um Traidor e uma vagabunda, o par perfeito! – Berra já na sala, para que todos ouçam.


 


- O que vocês estão esperando, podem ir concertar a besteira que fizeram, agora! –Gina exige furiosa para Fred e Jorge, que saem correndo atrás de Rony.


- Você está bem, Harry? –Hermione pergunta limpando um pouco de sangue no canto da boca de Harry com um lenço e o ajudando a se levantar.


- Estou. Não foi nada. – Responde meio zonzo e ainda surpreso.


- Gina, o que está acontecendo afinal? – Pergunta uma Sra. Weasley muito surpresa e preocupada.


- É melhor todos sentarem, porque pelo visto a história é longa. – Dumbledore aconselha normalmente, já indo se sentar.


Dumbledore segue para a cabeceira da mesa, Tonks se senta mais para o meio no lado esquerdo da mesa, ao lado de Gina. Molly e Lupin se sentam no lado direito sendo que Lupin ao lado de Hermione. Harry estava na outra cabeceira logo ao lado de Hermione.


- Agora que todos já se sentaram eu vou explicar. Tudo meio que começou na quinta, na quarta de tardinha eu fui cobrir o Rony na loja dos gêmeos e peguei o Dino, meu ex-namorado se agarrando com outra, - algumas exclamações são ouvidas dos demais - e mesmo que eu não estivesse apaixonada por ele, fiquei chateada com isso tudo e o insensível do Rony veio me pedir para cobri-lo. Fiquei furiosa, eu queria ficar sozinha na minha cama e ele vem me pedir para ir para loja trabalhar no lugar dele, para que o Don Juan pudesse dar uns amassos nas galinhas com quem ele andava se encontrando desde que virou herói de quadribol! Explodi com ele e joguei na cara dele, que ao invés de sair com duas ou três garotas que ele mal sabia o nome, ele devia correr atrás de você que era a garota por quem ele era apaixonado…


- Ele o quê? – Hermione exclama surpresa.


- Desde que ele te viu no baile do quarto ano, que ele está a fim de você. Ele nunca me disse, mas até o Fred e o Jorge já tinham percebido, aliás, vocês dois são duas lesmas cegas que não notaram que eram loucos um pelo outro esses anos todos, não é surpresa que não tenham percebido nada! – fala para um Harry e uma Hermione chocados.


-Eu sabia de outros, mas o Rony nunca imaginei, ele nunca disse nada! –Harry diz ainda surpreso.


-Outros? Vocês estão loucos, só pode! –Hermione diz não conseguindo digerir aquelas informações.


-Hermione, muitos garotos passaram a observar melhor você depois que circularam os boatos do seu namoro comigo ou com Krum. Simas e Dino disseram que estavam curiosos para saber o que havia de tão especial em você. Rony disse que não havia nada, que você ainda tinha um gênio insuportável e era a senhorita regras, então os dois disseram que mesmo assim poderia valer apena tirar umas casquinhas. Claro que eu fiquei indignado com isso e os avisei para se manterem longe de você.


- Então é por isso que você disse que o Rony não estava interessado nela. –Tonks conclui pensativa.


- Mas é claro que o Rony não ia incentivar outros a saírem com ela! E, além disso, creio que ele acreditava mesmo nisso, então toda essa “galinhagem” era para compensar o jejum que a Hermione o faria passar. Então se declararia para Hermione quando voltasse a Hogwarts.


- Eu não acredito nisso! Então para ele eu sou algum tipo de iceberg? – fala num misto de raiva e riso – Eu não entendo o que eles têm na cabeça, se acham mesmo que eu sou tão difícil assim, porque esse interesse todo? – Pergunta tentando entender.


-Porque isso faz de você uma garota direita, do tipo que a família aprova, dá status e boa esposa. –Gina diz de modo tedioso. –Mas voltando a história, eu ia dizendo que explodi, então logo me arrependi e pedi desculpas, mas ele parece que ficou meio aliviado e resolveu desabafar, me perguntou se ele tinha chances com você, afinal eu sou sua melhor amiga…


- Você não deu esperanças, deu? – Hermione pergunta aflita.


- Claro que não Mione! Eu disse que para você, ele era como um irmão e que você gostava de outro, apesar de não correspondida…


- Porque você disse isso? Eu não estava interessada em ninguém! – Hermione diz confusa.


- Estava, mas não sabia. Eu disse para ele desistir logo e é claro que não disse quem era, se não aquela ceninha não tinha acontecido! – Diz revirando os olhos – Ele quis saber quem era, mas eu disse que não ia adiantar nada saber, porque, o que você sentia não era só uma paixonite de adolescente e sim amor…


- E qual foi à reação dele? – Molly pergunta, muito preocupada.


- Ele ficou meio deprimido e perguntou se não tinha mesmo nenhuma chance, então eu disse que era mais fácil eu sair com o Harry do que ele com a Mione! –Harry fica assustado e olha para ela ao ouvir isso – Calma, Harry, antes que pergunte, eu comecei a sair com aqueles garotos para te esquecer e, bom, nunca me apaixonei por nenhum deles, mas deu para entender o que é um relacionamento de verdade ! – Termina sorrindo, passando tranquilidade.


-Senso de proteção é algo muito importante em qualquer mulher. –Tonks observa tranquila.


- Mas voltando à história do tapado, ele ficou meio deprimido com isso afinal ela só o via como irmão. Então no dia seguinte ele foi curar as mágoas dele dando uns amassos com uma garota qualquer, nos fundos da loja, e para azar de todos, Malfoy ouviu um barulho na lateral e foi olhar o que era. Quando chegou lá, deu o flagrante no Rony e para perturbar disse que era bom mesmo ele se contentar com qualquer uma, porque a “sangue-ruim” nunca ia olhar para um pobre coitado, um simples Weasley, tendo Vitor Krum e Harry Potter, ricos e famosos correndo atrás dela.


- Eu não acredito que ele disse isso para o meu Rony! – a Sra. Weasley diz incrédula.


- Ele disse. E o Rony só não partiu para violência porque o Fred e o Jorge chegaram na hora e espantaram o Malfoy. Eles disseram que iam levar o Rony para casa e já voltavam, me deixando na loja com o Lino. Então quando cheguei em casa e fui falar com o Rony, vi que ele estava todo animado fazendo planos para conquistar a Mione. Vendo aquilo fui perguntar aos gêmeos o que eles tinham falado para ele, e aqueles imbecis deram a maior força para ele tentar, dizendo que ele podia ter tudo se ele lutasse. Dei uma bronca daquelas nos dois e eles me prometeram que iam falar para Rony desistir de você, só que parece que eles estavam adiando para depois! – Termina de falar furiosa.


- Eu não acredito! Tinha que ter o dedo podre do Malfoy nisso. – Harry fala muito irritado.


- Isso agora não importa mais. – Todos olham para Hermione que falava séria, mas com ar triste.  –O importante é saber o que vamos fazer sobre isso. – Diz olhando nos olhos de Harry.


- Eu não quero perder a amizade do Rony, mas - ele pega a mão dela – sinto que não poderia ser apenas seu amigo, sabendo que você não quer apenas isso. – Diz em tom suave e sorrindo para ela.


- Tem certeza Harry? – Dumbledore interrompe, perguntando seriamente.


- Como assim, professor Dumbledore? O senhor acha que a amizade do Rony é mais importante? – Hermione pergunta descrente do que ouvia, mas interessada na opinião de Dumbledore a quem sempre considerou muito.


- Não, na verdade eu acredito que se a amizade de vocês for realmente forte e importante para ambos, ele mais cedo ou mais tarde vai entender.


- Então não entendi. O que você quis dizer? – Harry pergunta muito confuso.


- Falo de Voldemort. Quando ele souber de vocês, se é que ele ainda não sabe, já que a sua mente é de fácil acesso para ele, Hermione vai passar a ser o alvo número um. Seria a pessoa perfeita para ser sequestrada, afinal ela vem de família trouxa e você seria capaz de fazer qualquer coisa, por mais inconsequente que fosse, para salvá-la. Seria um alvo fácil e muito efetivo. Você entende Harry?


- Sim. – Responde olhando a mesa, quase sem voz.


- Sim coisa nenhuma! – Hermione fala elevando o tom de voz, se levantando e batendo com as mãos na mesa, chamando a atenção de todos. – Eu sou responsável e sensata o suficiente para tomar minhas próprias decisões e não será um megalomaníaco preconceituoso que irá fazer minha vida parar como se girasse em torno dele! Voldemort sabe que a força do Harry vem das pessoas que ele ama e que o amam, que se não fossem os pais ou os amigos dele, Harry nunca teria sobrevivido todo esse tempo. Riddle quer transformar Harry no seu próprio reflexo, quer faze-lo se sentir sozinho, pois nem seu mais fiel comensal perderia a chance de traí-lo para tomar-lhe o poder. Harry tem tudo o que ele nunca vai poder ter, porque ninguém pode ser amado se não souber amar! Entendem? – Discursa com voz firme e tom sóbrio para mostrar a todos seu ponto de vista.


- Você tem razão. – Harry se levanta olhando para ela e fala seriamente, enquanto com suas mãos pega as dela. – Eu não vou deixar que ele me afaste de todos, não deixarei de viver por medo ou por qualquer outra coisa, ao contrário, vou mostrar a ele que mesmo no meio dessa guerra eu posso ser feliz. – Diz se aproxima de Hermione e leva sua mão esquerda ao seu rosto, fazendo um carinho suave. – Eu não tenho certeza se poderei sair vivo dessa guerra, mas se eu não puder, pelo menos vou ter certeza que fui o mais feliz que pude, porque estive ao lado da mulher que amo e sempre vou amar. – A declaração deixa os olhos castanhos úmidos.


- Eu também não sei se poderei ir até o fim com você, mas se eu cair no meio do caminho, saiba que eu vou ter sido a pessoa mais feliz do mundo, por poder não conhecer o Menino-que-Sobreviveu, mas sim o Harry, o garoto maravilhoso que me ensinou o que é amizade, confiança, carinho, paixão e amor. E não importa o quê aconteça, eu sempre te amei e sempre vou te amar, isso é algo que nem o tempo ou a morte pode mudar.


Ambos se olham emocionados, tocando a profundidade dos votos que haviam acabado de fazer ignorando completamente o tempo ou os demais presentes na cozinha.


- Hum-hum – Dumbledore os interrompe, fazendo todos olharem para ele – Eu sinto interromper um momento tão bonito, mas se estão decididos a iniciar o treinamento, eu acho melhor comerem para que possamos ir, certo?


- Claro. E me desculpem por ter perdido a calma ainda há pouco. – Hermione responde, limpando as lágrimas com as costas das mãos e se sentando para tomar o café da manhã, ainda intacto.


- Seus pais e Sirius, com certeza devem estar muito felizes por ver que você achou alguém que pode continuar de uma maneira brilhante à linhagem dos Potter! – Lupin fala com seu lado maroto, arrancando risinhos dos demais e deixando o casal muito corado.


- Falando nisso, Hermione, seus pais sabem desse seu namoro? – Molly pergunta preocupada.


- Minha mãe sabe, eu contei para ela ontem, quando fomos à minha casa. – Responde entre um gole e outro do suco.


- Por isso demoraram meia hora no seu quarto, não? – Lupin pergunta curioso.


- É, ela quis saber dos detalhes. – Fala rindo, mas ficando um pouco sem jeito.


- Imagino que ela deva ter demorado para acreditar que depois de todos esses anos insistindo para você olhar para o Harry, vocês tivessem se acertado, tão de repente. – Gina fala imaginando a reação da mãe de Hermione.


- Então sua mãe sabia que você e o Harry eram “almas gêmeas”? – Tonks pergunta muito curiosa.


- Sim, ela logo percebeu quando voltei para casa nas férias de natal do primeiro ano. – Fala rindo. –Algo sem noção nenhuma, mas vai entender.


- Então ela apoia esse namoro e esse treinamento? – Molly pergunta com o mesmo tom preocupado.


- Sim, ela sabe que eu tenho que treinar para não acontecer mais o que aconteceu no Departamento de Mistérios.


- O que minha mãe quer saber Mione, é se sua mãe não se importa de você ir para um lugar totalmente isolado com seu namorado por um ano inteiro! – Gina fala revirando os olhos.


Ao ouvir a explicação de Gina, Harry que estava bebendo suco, o cospe longe e Hermione se engasga com o bacon.


- Eu acho que eles ultrapassaram todos os tons de vermelho que conheço! – Tonks fala morrendo de rir, assim como Gina, enquanto os demais tentavam segurar o riso e a Sra. Weasley permanecia séria, encarando-os.


- Sua mãe esta a par disso? – Pergunta querendo ser bem direta dessa vez.


- Sim, ela está. – Hermione responde muito vermelha – E ela sabe que eu sou muito responsável e que Harry é um cavalheiro. Não se preocupe com isso. – Diz o mais rápido possível, tentando não olhar para ninguém.


- Hum… que bom, mas de qualquer forma é melhor conversarmos antes de irem, sim? – Molly pede com olhar maternal, mas muito severo para Harry e Hermione.


- Que exagero, mãe! Eles vão estar comigo e com o mestre que Dumbledore indicou, não sozinhos. Além do que, eu acho que vamos passar tanto tempo treinando que eles não conseguiriam pensar nisso! E mesmo que conseguissem, bem... venhamos e convenhamos que estamos falando das duas pessoas mais tímidas, responsáveis e lentas do mundo! – Gina fala não conseguindo segurar o riso no fim e sendo seguida de perto pelos demais.


- Obrigada pela “defesa” Gina, mas acho que a Sra. Weasley já sabe que ao contrário dos seus irmãos, nós somos pessoas sérias e responsáveis que sabem se comportar muito bem. – Hermione fala seriamente, pondo um fim no assunto, enquanto Harry só comia e observava tudo quieto.


- Então, que tal agora vocês contarem como foi que esse namoro começou? – Tonks pergunta muito curiosa.


Eles concordam e começam a contar a história desde o telefonema na sexta-feira.


Depois do café da manhã, os três jovens se despedem de todos e são levados, via chave de portal, ao sítio onde treinariam o equivalente há um ano naquelas férias de verão.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Tronos em 19/05/2011

  Eu não fiquei com pena dele. Por mim eu afogaria o Rony numa poça de chuva. 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por rosana franco em 27/03/2011

Sabe que eu fiquei com pena do Rony os gemeos só queriam ajudar,gostei muito da postura da Gina e da dicisão dos dois de continuarem juntos mesmo depois do que o diretor falou.Famos ver agora o treinamento.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.