- Alvo - chamou-o ministro. Alvo entrou no gabinete mais uma vez.
- Ministro - cumprimentou Alvo. Sabia que Sam era uma boa pessoa. Mas às vezes, Sam conseguia fazer coisas erradas e Alvo estava com medo do que o ministro queria falar. Poderia ser mais uma ideia de girico.
Sam indicou a cadeira para Alvo, que sentou-se nela. O ministro conjurou dois copos e os serviriu de uísque de fogo para ambos.
Alvo aceitou o dele e Sam foi se sentar na sua cadeira habitual.
- Por que o senhor me chamou aqui, ministro? - perguntou Alvo desconfiado. Ele nunca o chama se não para tentar brigar com Alvo.
- Alvo, você sabe que eu não vou mudar nada. - Começou Sam. Alvo ergueu uma sobrancelha. - Mas acho que você precisa de ajuda.
- Como assim, ministro? - perguntou Alvo sem entender
- Estou falando de sua equipe de aurores.
- Como assim? Minha equipe é muito competente! - disse Alvo alaramado. - Quem foi que prendeu vários Comensais para o ministro?
- Se voce não se lembra, Alvo, Azkaban está quase vazia. E aonde estava sua equipe, Alvo?
- Na porta da sua casa! - respondeu Alvo. Sam vacilou, mas se recuperou logo. - Nem sei por que o senhor fez isso. E quer jogar a culpa em cima da minha equipe?
- Acalme-se, Alvo - disse o ministro. - Não vou tirar ninguém de sau equipe Alvo, se é isso que você quer dizer. Só vou fazer um... pequeno acréscimo.
- Acréscimo?
- Sim. - Respondeu bebendo um gole de sau bebida. Alvo esperou. - O nome dela é Maya Lyn.
- Maya Lyn? - perguntou Alvo. Esse nome não era estranho para ele.
- Sim. Ela era de seu tempo de Hogwarts. Sonserina. - Informou o ministro, fazendo Alvo se lembrar de uma garota alta e de cabelos pretos e lisos até a cintura.
- E onde ela está? - perguntou Alvo.
- Acabou de chegar - disse o ministro, levantando-se, pois havia acabado de bater na porta. Alvo continuou em seu lugar. Ele não precisava de mais alguém em sua equipe.
- Ministro - cumprimentou ela. A voz dela era diferente. Era como... Música? Alvo não falou nada.
Ouviu passos - ela usava saltos - e uma cadeira ao lado de Alvo foi arrastada. Ele olhou para o lado. Aquela era Maya?
Maya agora estava linda. Ainda com cabelos pretos pela cintura, seu rosto estava mais acentuados, assim como a curva de seu corpo, agora perfeito. Alvo não soube o que fazer. Maya o olhou. Sua boca vermelha pelo batom, se estendeu em um sorriso malicioso. Alvo piscou.
- Bem, Alvo - disse Sam. - Esta é a sua mais nova companheira.
- O senhor está certo disso? - perguntou Alvo olhando para Maya.
- Sim, Alvo. Vocês precisam de mais ajuda.
- Mais ajuda - disse Alvo sarcástico. Maya o olhou. Um olhar penetrante.
- O quê? Tem preconceito em mulheres serem aurores? - perguntou Maya.
- Não, Maya. Tenho mulheres em minha euipe. É só que o ministro aqui, não gostou do que eu lhe disse certo dia. - Respondeu Alvo. Maya ergueu uma das sobrancelhas, curiosa.
- Você disse para eu fazer algo. E eu fiz. Maya é a segunda no comando. Então, as ordens dela valem também - falou Sam sem se importar com o que Alvo disse.
Alvo olhou para aquela mulher linda. Maya olhava para frente.
- Ok, ministro. - Disse Alvo. - Mas ela seguirá o meu comando.
Alvo levantou-se e colocou seu copo na mesa.
- Tenho que ir.
- Leve-a com você. Pode apresentá-la para a sua equipe - disse o ministro.
Alvo suspirou e a briu a porta, segurou-a para Maya passar. Ela não acreditava que isso estava acontecendo. Outra no comando? Ela ´so queria ver se ela era copetente o bastante.
- Tenha um bom dia, Alvo - falou Sam. Alvo saiu sem dizer nada.