Alvo havia ido para casa naquele dia com uma Capa da Invisibilidade. Era uma capa verdadeira. Disso, Alvo tinha certeza. Por isso, no dia seguinte, não contou a ninguém que a tinha.
Havia tanta coisa que Alvo não sabia sobre o seu pai. Sabia que ele tinha - há muito tempo - derrotado o maior bruxo das Trevas. Mas não sabia de tudo. Alvo sempre escutou histórias de como seu pai havia derrotado o Lord Voldemort, o pior bruxos das Trevas dos tempo; só que Alvo queria escutar da boca de seu próprio pai.
Alvo foi para o Ministério da Magia cedo. Tinha muitas coisas para resolver, dentre elas, Azkaban.
Ele gostava de ser um auror. Sentia que estava fazendo algo bem maior do que ele. Caçar Comensais da Morte, era bom. Alvo queria acabar com os seguidores de Voldemort, que achavam que valia a pena resistir. Quem eles estavam seguindo, se Voldemort morrera? Era o que Alvo não entendia.
Os Comensais que estavam já soltos e agora os que fugiram, vão torturar, matar pessoas inocentes, como já estavam fazendo antes da fuga. Quando Alvo captura um e lhe dizia que ele tinha que se render, pois não havia ninguém para segui, eles riam da cara dele. Isso o deixava irritado e frustrado. Será que realmente existia alguém? Alvo não sabia. Mas iria descobrir.
Alvo chegou ao Ministério e foi direto para o Quatel General dos Aurores, tinha que saber o que acontecera. Ele sabia que havia gente o esperando. Aguardando ordens e - Alvo torcia - novidades. Depois, ele e mais um grupo de aurores iriam ver Azkaban. Alvo precisava ver com os seus olhos o que acontecera.
Ao passar, várias pessoas o olhavam e o cumprimentavam. Aqueles que apenas o olhavam, o acusavam de não estar em Azkaban no dia da fuga. Mas os ignorava. Sabia que não tinha culpa.
Quando ele chegou ao Quartel General dos Aurores, encontrou aqueles que ele mandou inspecionar Azkaban depois da fuga, e também aqueles que Alvo não havia mandado para lá junto com os outros.
- Bom dia - cumprimentou Alvo, fechando a porta ao passar.
- Oi, Alvo - disse Teddy Lupin. Alvo assentiu.
Alvo foi até a mesa e se sentou em uma cadeira, onde se encontrava os demais aurores.
- Então, o que houve? - perguntou Alvo.
- Não sabemos os certo - disse Mike Sammers. - Quando chegamos lá, tudo estava bombardeado e sem a maior parte dos Comensais.
- E olha só - falou Teddy -, o ministro mentiu para nós.
- Como assim? - perguntou Alvo.
- Ele havia falado que tinha tirado os dementadores de Azkaban - respondeu Jane McPhee. - Mas quando chegamos lá, adivinha quem estava guardando as outras celas?
- Dementadores - respondeu Alvo.
- Isso mesmo - respondeu Teddy.
Teddy Lupin costumava ser mais agitado, como o Tiago. Mas agora estava mais sério e trabalhava com Alvo na maoir parte do tempo.
- Ouvimos dizer que o minstro estava furioso com você, Alvo - disse Mike.
- Sim. E eu sei o por quê. Foi ele que falou para eu gaurdar a casa dele - respondeu Alvo. - Sam está com medo.
- De quê? - perguntou Teddy, sem entender.
- Voldemort voltar do além. Veja bem, há muito, Azkaban foi invadida e vários Comensais fugiram. E agora, acontece isso de novo. Tire suas conclusões. - Falou Alvo.
- E você acredita nisso? - perguntou Alex Dans.
- Claro que não - respondeu Alvo com firmeza. - Voldemorte está morto. E vocês sabem que não há feitiço para ressucitar os mortos.
- Sei que você não acredita, Alvo. Mas não seria melhor averiguar? - perguntou Jane.
- Ok. Mas será uma viagem desnecessária, pois eu sei que ele está morto. - Respondeu Alvo.
- Como? - perguntou Jane.
- Meu pai é Harry Potter, Jane. Será que ele não me contaria se o bruxo que matou meu avós, voltasse de lá de onde quer que ele esteja? - falou Alvo. Todos ficaram em silêncio.
- Quero ir à Azkaban - disse Alvo, quebrando o silêncio. - Preciso ver eu mesmo o que aconteceu. E depois dar uma palavrinha com o senhor ministro.
(...)
- Eu odeio esses dementadores - disse Alex.
- Eu também - disse Alvo, andando em meio aos escombros de Azkaban. Seu Patrono - um leão - na frente deles.
Azkaban estava quase vazia. Porém, ainda havia presos. Aqueles que não eram do cerco de Voldemort. Eles iriam interrogar alguns deles para saber um pouco mais.
- Jerry Wood - disse Alex parando em uma das poucas celas inteiras e com algum prisioneiro. - Preso por torturar uma família de trouxas nas frente de vários outros touxas.
Jerry estava magro e pálido. Parecia que não comia e nem bebia alguma coisa há muito tempo.
- Todo seu - disse Alex, abrindo a cela. Os dementadores sempre na escuridão, mas de olho neles.
- Eu sabia que um dia você viria - disse a voz fraca de Jerry.
- Então vao colaborar e nos dizer o que aconteceu? - perguntou Alvo.
- Eu vou apodrecer aqui mesmo - disse Jarry dando de ombros.
- Isso é um sim? - perguntou Alvo.
- Eu já vi seu pai. Você é cara dele.
- Eu perguntei se você vai me responder o que aconteceu aqui - disse Alvo, sem paciência.
- Vou. É melhor do que vcoê entrar na minah cabeça. Já basta esses daí - apontou para os dementadores.
- E então...?
- Quem você acha que foram?
- Comensais da morte.
- Sim. E eles estavam seguindo, ao que me parecia, uma mulher - disse Jarry.
- Você viu o rosto dela? perguntou Alex.
- Você acha mesmo que eles, mesmo vindo resgatar seus comparsas, iriam mostrar seus rostos? - perguntou Jerry.
- Claro que não - murmurou Alvo. - Mais alguma coisa?
- Não... Depois de terem bombardeado tudo e libertaram os presos, eles foram embora. - Disse Jerry. - Mas tem uma coisa, sim.
- O que - perguntou Alvo.
- Eu estou morrendo de fome. Tem como me dar um copo de suco de abóbora, uma barra de chocolate ou um pão doce?
- Alex - falou Alvo. Alex conjurou um copo de suco e um pão doce.
- Só porque colaborou. - Disse Alvo, fechando a cela. - Vamos Alex, quero falar com Sam.
Eles saíram de Azkaban e aparataram.
Já na porta do gabinete, Alvo bateu para poder entrar.
- Entre -disse a voz do ministro. Alvo entrou.
O ministro estava curvado, assinando alguns papéis, quando viu Alvo para ali.
- Alvo - disse Sam. - Fui informado que você foi até Azkaban.
- Fui. E fui informado, e vi com os meus olhos, que o senor ainda deixa dementadores guardando a prisão - falou Alvo. O Ministro da Magia o olhou.
- Eu tive de colocá-los lá. Eles são melhores para guardar a prisão. - Respondeu o ministro.
- O senhor já parou para pensar, que os dementadores são criaturas das Trevas? Que eles possam ter facilitado a entrada dos Comensais?
- Era melhor opção para...
- Já parou pensar também, que foi a sua culpa pela fuga na prisão? - interrompeu-o Alvo. - Porque foi o senhor que colocou dementadores lá. E eles adoras as Trevas.
- Quem é o ministro aqui? É você Alvo? Eu posso tirá-lo do caogo de auror chefe.
- Eu sei quem é quem, ministro. Obrigado. E eu sei também, que o senhor não vai me tirar do cargo, pois eu sou o melhor auror que o Ministério já teve. - Respondeu Alvo. Sam o olhou furioso, porém ele sabia que o que Alvo estava certo.
- Está na hora do senhor fazer o melhor para o mundo bruxo, mininstro. Porque desta forma, não está dando certo - disse Alvo saindo do gabinete, deixando um ministro furioso e surpreso.