A ceia servida era composta de peru, salada alemã de batatas, arroz com passas e uma outra infinidade de pratos que dariam para alimentar um batalhão. Entretanto, Hermione quase não conseguia sentir o gosto da comida tendo os olhos de Rony cravados sobre ela observando seus mínimos movimentos como um predador estudando sua presa. Tentava agir naturalmente, mas era impossível não notar a presença máscula do outro lado da mesa de frente para ela. Agradeceu aos céus por ter Lilian Talbot a seu lado, e logo ambas estavam entretidas em uma conversa sobre o universo materno esquecendo-se temporariamente do marido que parecia devorá-la com os olhos.
Notou que ele também havia engrenado uma conversa com Geoffrey sobre as novas tecnologias que seriam aplicadas na nova fábrica da Austrália. Entretanto, vez por outro seus olhos se encontravam, e ela mergulhava no olhar azul repleto de promessas.
Após o jantar os homens se reuniram para conversar e tomar conhaque enquanto as mulheres reuniram-se na cozinha para ajudar Gina a pôr tudo em ordem. Hermione conseguiu relaxar enquanto ajudava a guardar a louça e saboreava um cálice de licor de jabuticaba, um presente de um amigo brasileiro de Harry.
- Vamos combinar. – disse Ângela Ramson enquanto ajudava a secar os pratos – Que Bryan não me ouça, mas seu marido é um arraso Hermione. Com todo respeito.
- Tenho que concordar. – disse Lilian Talbot com um sorriso – Geoffrey que não me escute também ou estarei em maus lençóis.
- Ei – interveio Gina fingindo indignação – estão falando do meu irmão.
- Desculpe Gina querida, mas não sou cega. – disse Ângela sorrindo e virou-se para Hermione – Espero que não se aborreça.
- Não se preocupe. – respondeu retribuindo o sorriso.
- Só achei que são muito tímidos um com o outro. – observou Lilian – Não os vi sequer darem um beijinho em público.
- Hum querida – disse Ângela – esses casais tímidos em público pegam fogo entre quatro paredes.
Hermione sentiu o sangue subir à sua face e deu um gole no licor tentado disfarçar o embaraço, enquanto as mulheres divertiam-se contando as peripécias de seus maridos. Terminaram de arrumar a cozinha e sentaram-se nos bancos em volta do balcão mármore, com a garrafa de licor no centro.
- Adorei esta noite Gina. – disse Lilian – Sempre temos que viajar para o interior para a casa dos parentes de Geoffrey no Natal e agradeci aos céus quando ele me disse que iríamos passar o Natal com vocês.
- Eu é que fico feliz por tê-los aqui. – anuiu Gina com simpatia.
- Esse licor de jabuticaba é uma delícia. – observou Ângela saboreando um pequeno gole do liquido em sua taça – É brasileiro, você disse?
- Isso mesmo. – concordou Gina – Foi um amigo de Harry que trouxe quando foi em viajem para lá.
- Dizem que o Brasil é lindo. – foi a vez de Lilian falar com um sorriso conspirador – Cheio de lugares exóticos, praias desertas para se fazer amor onde quiser.
- É mesmo? – perguntou Gina e brincou – Vou falar com Harry para viajarmos para lá nas próximas férias.
As mulheres riram juntas.
- Acho que este licor está me dando idéias demais. – falou Lilian jocosamente – É afrodisíaco?
- Não que eu saiba. – respondeu Gina – Mas está me dando idéias também.
- E você Hermione? – perguntou Ângela – Está aí quietinha, não fala nada. Tenho certeza que está sonhando acordada com o maridão.
- É verdade Ângela – disse Lilian – está com os brilhantes e sonhadores.
Hermione apenas sorriu e levou a taça aos lábios bebericando sua bebida. O que poderia responder? Olhou para Gina que veio em seu socorro.
- Ei meninas, minha cunhada é tímida. – falou sorrindo-lhe – Ela não gosta de compartilhar de suas fantasias.
- Até eu que sou mais boba. – debochou Ângela.
E o riso tomou conta do ambiente novamente.
- Ah Hermione – insistiu Ângela – não vai dizer nada sobre aquele deus grego que você tem em casa?
Sentiu certo desconforto, afinal não tinha um casamento verdadeiro e não poderia revelar tal detalhe de sua vida intima. Apenas Harry e Gina sabiam da real situação de seu casamento, mas o que tinha de mal em aderir àquela brincadeira.
- É como a Gina disse, minhas fantasias só compartilho com meu marido. – e sorriu – É mais saboroso.
- Espertinha. – falou Lilian e todas caíram na risada.
- O que é tão divertido? - perguntou Harry entrando na cozinha aproximando-se da esposa e enlaçando-a pelos ombros aproximou-a de si.
- Estamos falando mal dos nossos maridos. – disse Gina olhando em volta para as outras mulheres e piscando divertida.
- Ah é? – perguntou Geoffrey enlaçando Lilian pela cintura – E o quê a senhora Sra. Talbot estava falando do seu marido.
- Nada demais, apenas que vocês maridos preferem a companhia da garrafa de conhaque à nossa. – respondeu Lilian dando de ombros fingindo-se indiferente.
- Nunca em minha vida meu amor. – disse Geoffrey apaixonado, beijando a esposa nos lábios.
- Embora às vezes seja bom tomar uma boa dose de conhaque e falarmos mal de nossas mulheres. – disse Bryan em tom de brincadeira.
- Ah é Sr. Ramson? – disse Ângela afastando-se do marido fingindo-se magoada – Então esta noite irá dormir no sofá em companhia da sua garrafa de conhaque.
- Retiro o que disse. – falou Bryan abraçando e beijando a mulher.
Hermione apenas observava a cena e todos aqueles casais explicitamente apaixonados e quis, intimamente, que seu marido a amasse daquela maneira. Queria poder estender sua mão e tocá-lo, sentir o calor e o cheiro que se desprendia dele, queria poder aquecer-se em seu abraço, escorar a cabeça em seu peito largo, entregar-se a ele. Mas haviam coisas demais envolvidas, complicações demais que possivelmente levariam ao fim de seu breve casamento.
Perdida que estava em pensamentos só tomou consciência da presença de Rony quando ele pousou uma mão possessiva em sua cintura e encostou-a em seu peito. Hermione sentiu um calor incrível espalhar-se por seu corpo e tentou desencostar-se, porém ele deslizou a mão para seu abdômen e a manteve junto a si numa posição muito intima. A palma da mão dele transmitia mais que calor deixando-a subitamente tremula, ele moveu um pouco mais a mão e ela sentiu os mamilos despontarem em sinal de excitação. Levantou a cabeça lentamente virando-a para o lado e ergueu os olhos mergulhando no olhar acariciante, sentindo um desejo avassalador atravessá-la fazendo-a instintivamente aconchegar-se mais ao peito musculoso.
Ficaram assim, mergulhados um no outro como se nada mais no mundo existisse ou importasse. Hermione sentia-se lânguida e quente, a saudade que sentira dele cortando-a como uma faca afiada e não existia nada que ela quisesse mais naquele momento que estar com ele, estar nos braços dele, ser sua mulher em todos os sentidos.
- Uau! Faz tempo que não vejo um casal se olhar com tanta paixão. – foi o comentário de Lílian Talbot e que os trouxe de volta à realidade.
Hermione abaixou os olhos sentindo-se corar enquanto Rony a mantinha presa em seus braços, recostada sobre seu peito, a mão possessiva ainda prendendo-a de encontro a ele.
- Lílian querida você poderia ser mais discreta. – disse o marido sorrindo-lhe.
- Desculpe Hermione querida – disse Lílian nem um pouco constrangida – mas, estava apaixonante observá-los.
Hermione afastou-se de Rony constrangida, passou os dedos pelos cabelos tentando manter-se calma e com o pretexto de ver a filha saiu da cozinha apressada.
- Você deixou-a constrangida Lílian. – observou o marido com ar de censura.
- Não se preocupe Bryan. – acalmou-o Gina – Minha cunhada é muito tímida, mas eu tenho que concordar com Lílian a paixão desses dois é visível.
- Você é um homem de sorte, Rony. – disse Geoffrey com um sorriso.
- Sim. – respondeu Rony passando os dedos pelos cabelos e sorrindo resignado.
- Que noite maravilhosa Gina. – disse Ângela ainda abraçada ao marido.
- É mesmo. – concordou Geoffrey – Pena que tudo o que é bom acaba logo.
- E quem disse que a noite tem que terminar agora? – disse Harry.
- Harry – começou Geoffrey – está ficando tarde e temos que ir.
- Então por que antes de irem não fazemos um pequeno baile para os adultos? – propôs Harry abraçando a mulher por trás pela cintura.
- Eu gostei. – disse Gina sorrindo.
- Não sei. – hesitou Geoffrey – Já está tarde e Willian deve estar dormindo.
- Melhor ainda. – rebateu Gina – Acredito que as crianças estejam dormindo, então vamos colocá-las na cama e aproveitar um pouco da noite.
Os casais hesitaram por um momento, mas logo todos concordaram em esticar a noite mais um pouco. Foram todos para sala e lá encontraram Hermione sentada no sofá de couro com Ellora no colo adormecida nos braços. Tiago e Willian estavam deitados cada um em um sofá dormindo a sono solto.
- Eles dormiram. – comentou Hermione ao vê-los entrar na sala – Brincaram tanto que se cansaram.
Harry aproximou-se e pegou Tiago nos braços, o menino protestou por um instante e logo estava dormindo com a cabeça escorada no ombro do pai.
- Vou colocá-lo na cama. – disse ele para Gina e olhou para Rony – Traga Ellora e Geoffrey pegue Willian, venham comigo.
Geoffrey levantou o filho do sofá e Rony pegou Ellora dos braços de Hermione seguindo Harry pelas escadas até o andar superior.
- Está ficando tarde Gina. – disse Hermione – Acho melhor irmos para casa, as crianças estão cansadas.
- Não se preocupe Mione. – falou Gina – Tem espaço de sobra para eles dormirem.
- Mas...
- Hoje é noite de Natal Mione e como as crianças estão dormindo nós, adultos, vamos aproveitar um pouco. – disse sorrindo e encaminhou-se até o aparelho de som e logo o ambiente foi tomado pela música suave e Gina desligou as luzes da sala mantendo apenas os abajures ligados, criando uma atmosfera romântica.
Poucos minutos depois os homens desceram tendo Harry à frente, Rony vinha por último e perguntou divertido.
- O que temos aqui?
- Um baile improvisado. – disse Gina indo para os braços do marido – Vamos dançar um pouco. Tudo bem que não é uma pista de dança, mas dá pra improvisar.
Rony observou os casais se unirem e começar a se mover no ritmo lento da música, deslizou seus olhos pelo ambiente até pousá-los sobre a mulher sentada no sofá que observava os outros casais, enquanto tamborilava os dedos suavemente sobre o joelho acompanhando o som suave da música.
- Ei vocês dois. – disse Bryan – Não vão se juntar a nós.
Hermione virou-se e viu Rony aproximar-se a olhando fixamente e sentiu seu estômago retorcer-se. Ele parou de frente a ela e estendeu-lhe a mão em um convite mudo.
- Acho melhor não. – começou – Eu não sou boa dançarina.
- Ora Mione – disse Harry – estamos em casa, não precisa se preocupar.
Ela sabia que ele estava fazendo aquilo de propósito, jogando-a para Rony e ela não teve opção senão aceitar a mão estendida. Assim que seus dedos tocaram a mão dele foi como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. Rony a conduziu até um espaço mais reservado da sala onde havia espaço para se mexerem e enlaçou-a pela cintura fina aproximando-a de seu peito.
Começaram a mover-se suavemente, Hermione manteve a cabeça virada para o lado evitando encará-lo. Seu rosto ficava na altura do peito dele o que a fazia sentir o perfume masculino mais intensamente. Olhou em volta e viu os casais beijando-se ansiosos como adolescentes, a luz baixa dando mais privacidade.
Virou o rosto para novamente encarar o peito de Rony. O perfume inebriante dele a estava entorpecendo, o calor do corpo musculoso a envolvendo confundindo seus sentidos. As mãos dele começaram a massagear suavemente suas costas enviando ondas de excitação, fazendo-a esquecer-se dos casais à sua volta. Sentiu-o deslizar uma mão por suas costas trazendo-a para mais perto, a respiração pesada dele de encontro à sua testa.
Quando deu por si estava com a cabeça escorada sobre o peito forte enquanto ele a embalava ao compasso da canção que vinha do moderno aparelho de som. Pensou por um momento que mesmo sendo todos eles bruxos viviam confortavelmente sem utilizar magia, embora ela tivesse que confessar que não abandonara de todo o mundo mágico e vez por outra recorria ao uso da varinha.
Entretanto, seus pensamentos foram novamente atraídos para as mãos que deslizavam por suas costas. As carícias leves acendiam-na fazendo-a ansiar por mais e sem pensar deslizou a mão pelo peito musculoso sentindo a rigidez dos músculos, o calor aconchegante, o bater forte do coração.
Rony respirou fundo quando ela deslizou a mão por seu peito e, num efeito automático, suas mãos pressionaram as costas delgadas trazendo-a para ainda mais perto. Os seios comprimidos contra seu peito fizeram com que sua ereção aumentasse tornando-o duro como pedra e teve que lutar para manter seu controle ou a teria pegado nos braços e deitado com ela diante da lareira. Teria que esperar até a hora em que estivessem em casa e então ela não teria como fugir. Cingiu-a mais forte com seus braços não permitindo que ela se afastasse, embora para sua surpresa ela ainda não tivesse tentado.
Outra música sucedeu-se a primeira e eles continuaram abraçados movendo-se lentamente, os olhos fechados esquecidos do mundo ao redor. Como que tomando conhecimento da realidade, Hermione abriu os olhos e levantou a cabeça encontrando um par de olhos azuis brilhantes olhando-a com intensidade e desejo.
Como se estivesse hipnotizada ela viu Rony abaixar a cabeça em direção a seus lábios, ela podia sentir a respiração dele em sua boca e, então quando ele estava prestes a beijá-la ela virou a cabeça para outro lado desviando-se dos braços dele.
- Já está tarde. – disse sem olhá-lo – Vou buscar Ellora para irmos embora.
Rony olhou-a por um momento com a expressão carrancuda e passou os dedos pelos cabelos num gesto de denotava toda a sua impaciência.
- Deixe que eu vou buscá-la. – ofereceu – Diga a Gina que já vamos.
E saiu pisando duro em direção às escadas. Ela suspirou e ajeitou os cabelos, sabia que não seria capaz de resistir a ele por muito mais tempo. Na verdade, não queria resistir a ele, porém a imagem daquela foto não lhe saía da cabeça. Ele de mãos dadas com aquela mulher que era um fantasma de seu passado. Suspirou novamente e aproximou-se de Gina tocando-lhe o braço.
- Nós já vamos.
- Mas ainda é cedo. – protestou Gina desvencilhando-se dos braços de Harry – Vocês poderiam dormir aqui esta noite.
- Não Gina obrigada – recusou – estou cansada e vamos para casa.
- Tudo bem. – resignou-se – Veja se pode vir almoçar aqui amanhã.
- Vou tentar. – disse sorrindo e abraçou a cunhada.
- A noite foi maravilhosa. – disse ela enquanto abraçava Harry.
- Eu também gostei muito. – concordou ele e sussurrou em seu ouvido – Lembre-se do que eu disse, dê uma chance a vocês dois.
Ela apenas olhou-o com compreensão e afastou-se. Rony já estava com Ellora adormecida nos braços, beijou a irmã e despediu-se de Harry e dos outros convidados.
Em poucos minutos tomavam o caminho para casa.
Hermione esforçava-se para não olhar para o homem a seu lado. A saudade que sentia dele ardia em cada poro de sua pele, e temia entregar o que sentia caso ele a tocasse. Olhou discretamente para ele, as mãos fortes seguravam o volante a boca estava apertada e a expressão era séria e concentrada. Virou-se no banco para observar a paisagem branca iluminada pelas luzes noturnas, tinha que parar com aquilo, deixar de sonhar.
Rony manobrou o carro para a garagem interna e desligou o motor, saltando em seguida. Abriu a porta para Hermione sem olhá-la, então abriu a porta de trás e inclinou-se para retirar a criança adormecida do banco de trás. Acomodou-a em seus braços e rumou para dentro da casa em silêncio, subindo as escadas em seguida com Hermione atrás de si.
Depositou a filha cuidadosamente na cama e afastou-se saindo do quarto em seguida. Hermione começou a trocar a filha sem entender o comportamento do marido, mas internamente aliviada por ele não insistir em conversarem.
Qual não foi sua surpresa ao vê-lo encostado na parede no corredor, obviamente esperando por ela. Os braços cruzados sobre o peito e uma expressão cansada no rosto bonito, tentou passar direto para seu quarto quando sentiu dedos de aço segurando seu braço.
- Estou cansada Ronald. – informou encarando-o.
Ele soltou-lhe o braço e passou os dedos nos cabelos desencostando da parede. Respirou fundo e voltou a encará-la, os olhos nublados.
- Você quer o máximo de distância possível de mim. – aquilo era mais uma afirmação que uma pergunta.
- Ronald...
- O que você quer Hermione? – perguntou ele com voz cansada.
- O que quer dizer com isso? – devolveu a pergunta.
- Eu não consigo entendê-la. – disse ele encarando-a – Em um momento você me faz acreditar que sentiu minha falta como quando dançamos na casa de Harry e agora me trata como se eu não existisse. Se não a tivesse segurado sequer teria me desejado boa noite.
Ela estava confusa. Uma parte sua queria gritar que o amava e que sentira demais sua falta, mas a outra parte, aquela que não conseguia esquecer o passado parecia falar mais alto.
- Você ainda me odeia por ter feito amor com você aquela noite na sala da Grifinória. – disse ele como se lesse seus pensamentos.
- Não é nada disso Ronald.
- O que é então? – perguntou exasperado aumentando o tom de voz – Será que vou ter que viver o resto da vida tentando adivinhar o que você quer? Por Deus Hermione! Passei um longo tempo fora para lhe dar espaço, por que a via triste e agora percebo que o que você quer na verdade é que eu nunca mais apareça na sua frente.
Aquelas palavras a machucaram. Ele não sabia o que se passava dentro dela, o quanto sofria por não poder tocá-lo e se entregar inteira a ele. Lágrimas brotaram de seus olhos.
- Vá embora se quiser. – disse furiosa segurando as lágrimas – Vá se juntar à sua amante se é o que deseja, mas não venha me acusar de nada quando foi você que resolveu ir embora sem se importar com nada. Pouco importa para você sua filha e menos ainda sua esposa.
Ele olhou-a por um momento e segurou-lhe o pulso arrastando-a para as escadas.
- Vamos conversar lá em baixo. – disse enquanto andava – Não quero acordar a menina.
- Não temos nada para conversar. – disse ela tentando soltar o braço sem sucesso.
Ele não lhe deu ouvidos e continuou seguindo para a sala tendo Hermione atrás de si quase correndo para alcançá-lo.
- Solte-me seu bruto. – pediu ela quando chegaram ao andar de baixo – Não tenho nada para falar com você.
Rony soltou-lhe o braço e ela massageou a área dolorida. Mas, na verdade, ela tentava apagar o contato dos dedos dele em sua pele que formigava.
- Temos muito que conversar Hermione. – disse ele encaminhando-se para o bar que ficava no canto da sala e servindo-se de uma generosa dose de uísque que ele bebeu em um só gole servindo outra em seguida e virando-se para ela – E vamos começar por esta história absurda de eu ter uma amante. De onde tirou tal idéia?
Hermione olhou para ele com os olhos sofridos.
- Vai negar que esteve com Lilá na Austrália?
Rony olhou-a incrédulo.
- O que está dizendo?
- Não seja cínico Ronald Weasley. – a voz estava tremula tamanha a raiva que sentia – Vi uma foto em que vocês pareciam muito íntimos e de mãos dadas.
Ele deu um longo gole na bebida e pousou o copo sobre a mesa de centro dando dois passos em sua direção e parou quando a viu recuar.
- O que você viu não quer dizer nada. – fez uma pausa e como ela permaneceu em silêncio ele prosseguiu – Lilá realmente foi para a Austrália e nós nos encontramos em um restaurante por coincidência. Ela sentou-se em minha mesa, conversamos e jantamos. Foi isso que aconteceu, ela não é minha amante.
- E as mãos dadas? – perguntou com os olhos marejados – Não tente negar o óbvio.
- O que é óbvio Hermione? – perguntou frio – Você viu uma foto e achou que estivesse me vendo na cama com ela.
- Não seja cruel. – disse ela afastando-se dele e indo para perto da lareira – Eu vi a maneira como você olhava para ela.
- Não seja estúpida Hermione. – desabafou furioso vendo-a encolher-se – Você viu uma foto e um pedaço de papel não mostra nada. Mas se quer realmente saber o que aconteceu naquele restaurante eu vou lhe contar.
Passou os dedos pelos cabelos e deu alguns passos incertos pela sala, parou e encarou-a seu olhar furando-a como se fosse um prego em sua pele.
- Eu estava jantando e Lilá chegou e sentou-se em minha mesa. Minha vontade foi mandá-la embora, mas não poderia fazer aquilo então fizemos a refeição juntos. – fez uma pausa e prosseguiu – Conversamos durante a refeição e ela tentou me seduzir o tempo todo, esfregando o decote na minha cara, tentando pegar a minha mão e me convencer a trair você. E eu recusei Hermione, teria sido fácil levá-la para a cama.
- Quem me garante que não levou? – perguntou com raiva – Você ficou seis meses longe sem voltar para casa uma única vez.
- E o que teria adiantado voltar para casa? – e soltou uma risada mordaz endurecendo a face em seguida – Eu estou aqui agora Hermione e você me ignora, não fala comigo a menos que seja para me acusar, não suporta que eu a toque ou chegue perto de você. – fez uma pausa e prosseguiu cruel ficando a poucos passos dela - Às vezes me pergunto por que me casei com você, por que você não é uma esposa, é apenas uma mulher frígida e amargurada.
Hermione encarou-o com os olhos marejados e sem pensar ergueu a mão e desferiu-lhe uma tapa no rosto.
- Não tem o direito de falar assim comigo. – disse ela esmurrando o peito largo com fúria – Você me obrigou a este casamento, você me obrigou a deixar minha vida, me chantageou, disse que ia tirar minha filha de mim. Eu odeio você, odeio você, odeio você.
- Chega! – esbravejou ele segurando-a pelos braços chacoalhando-a – Chega Hermione. Não agüento mais esse ódio e essa repulsa que sente por mim. – os olhos dele brilhavam quando falou – Você apenas me acusa. Eu não sabia que você tinha engravidado, eu não sabia que tinha uma filha e se fosse por você eu jamais saberia você disse à minha filha que eu havia morrido. Nós éramos jovens e eu fui irresponsável ao fazer amor com você sem proteção, eu me casei com você para tentar dar uma família à minha filha, nossa filha, mas você não quer. Não dá para viver assim Hermione, você não suporta minha presença, não fala comigo, sequer olha pra mim. – fez uma pausa, a respiração pesada ainda segurando-a forte pelos braços – Não entendo por que tudo deu tão errado.
Ela não respondeu e ele a soltou afastando-se dela. Hermione sentiu um frio intenso transpassá-la, fazendo-a sentir-se vazia, seu corpo tremulou e ela teve que se apoiar no sofá para não cair. Queria se render a ele queria que ele viesse até ela e a pegasse nos braços e afastasse aquele frio intenso que sentia, mas ele não faria isso. Ela o havia afastado, o havia mandado embora novamente. Como queria ser forte e esquecer o passado, entregando-se ao futuro sem medo. Ela era tão corajosa quando jovem e agora se tornara uma mulher medrosa e o medo a estava afastando de seu único amor.
- Ronald? – chamou baixinho.
- O que você quer Hermione? – perguntou ele soltando um longo suspiro e esfregando a nuca, sem voltar-se, no entanto.
Ela queria abrir seu coração e confessar o que sentia, queria-o loucura, mas não tinhas forças para isso.
- Você quer o divórcio? – a voz não era mais que um sussurro rouco.
Ela o viu distender os músculos tensos das costas. Ele permaneceu em silêncio por um longo tempo deixando-a em uma expectativa torturante até que se voltou para ela, o rosto sem expressão.
- Você quer o divórcio Hermione. – afirmou com a voz cansada – E se é assim eu não posso fazer mais nada.
Ela respirou fundo, o coração falhando as batidas. Sentia como se uma parte de si estivesse morrendo, os olhos ardiam por causa das lágrimas e ela sentiu que estava tudo acabado. Seu breve casamento estava acabado, o sonho de uma vida tinha sido jogado fora e ela sabia que parte daquilo era culpa dela. Reunindo toda a coragem de que dispunha fez o que seu coração mandava naquele momento.
- Eu não quero. – falou Hermione num fio de voz e baixou os olhos antes de completar – Não quero que vá embora de novo.
Rony olhou-a por um momento com a expressão neutra. Então lentamente se aproximou parando a poucos passos dela, o cheiro másculo invadia o cérebro de Hermione entorpecendo-a, fazendo-a desejá-lo com ardor. Ela o viu ergueu a mão e tocar-lhe o rosto enxugando as lágrimas que teimavam em descer de seus olhos.
- Estou aqui Hermione. – disse ele com os olhos escuros e a voz suave.
- Ellora vai sentir sua falta. – disse desvencilhando-se do toque o que fez com que ele desse um longo suspiro e deixasse cair a mão ao longo do corpo.
- Ela vai ser minha filha para sempre. – disse ele encarando-a sério – O divórcio não vai alterar isso.
- Você está mesmo decidido. – disse ela tentando aparentar uma indiferença que estava longe de sentir – É o melhor mesmo para nós.
- Acho que sim. – disse seco e completou – Boa noite, Hermione. Vou dormir, voei por muitas horas e estou cansado.
- Boa noite, Ronald. – respondeu.
Ela observou-o subir as escadas e desaparecer no escuro do corredor, então lentamente deu a volta e sentou-se no sofá escorando-se nas almofadas deixando as lágrimas correrem livremente por seu rosto.
Ronald entrou no quarto tirou a jaqueta e jogou sobre uma cadeira. Abriu a camisa expondo o peito forte, tirou os sapatos e as meias e sentou-se na beirada da cama apoiando os cotovelos nos joelhos com a cabeça entre as mãos. Sentia os músculos tensos e uma sensação incrível de impotência o dominava. Ele tinha conseguido fazê-la casar-se com ele mesmo sobre uma chantagem que sabia jamais levaria adiante, mas não conseguira derrubar as barreiras erguidas entre eles.
Havia momentos em que ele tinha ímpetos de tomá-la à força, mas jamais fizera isso com mulher alguma não seria com sua esposa que agiria como um troglodita. Ela o enlouquecia tanto por esquivar-se dele como com sua simples presença, toda vez que ele a olhava sentia seu sangue correr mais rápido e um desejo avassalador tomava conta dele. Por vezes sem fim ele tivera que se controlar, tivera que aplacar sua fome dela com banhos frios e passava noites rolando na cama procurando pela maciez da pele cheirosa.
Passou os dedos pelos cabelos em um gesto de impaciência e soltou uma imprecação. Não queria deixá-la, mas tampouco poderia forçá-la a conviver com ele. Doía em seu peito saber que teria que se afastar novamente de sua pequena menina que ele aprendera a amar com devoção. Levantou-se e rumou para o banheiro, talvez a ducha quente aliviasse a tensão de seus músculos e o relaxasse.
Alguns minutos depois Rony voltava para o quarto com uma toalha branca em volta da cintura e os cabelos molhados jogados para trás. Sentou-se na cama escorando-se nos travesseiros, os pensamentos em turbilhão embora o corpo estivesse cansado não conseguia relaxar e dormir. Seus sentidos encontravam-se presos na mulher que deixara sozinha na sala com os olhos marejados e uma fragilidade tão aparente que o fazia sentir-se culpado. Esticou-se na cama com os braços musculosos atrás da cabeça e sem conseguir mais conter o cansaço adormeceu.
Era madrugada quando Rony acordou de repente com uma sensação estranha no peito, levantou-se de um salto, vestiu a calça do pijama que ficara esquecido na ponta da cama e descalço saiu do quarto caminhando pelo corredor tomado pela penumbra. Foi direto para o quarto da filha, entrou e viu que a criança dormia tranqüilamente com os braços acima da cabeça como um bebê, sorriu afinal ali estava seu bebê, ajeitou-lhe as cobertas e saiu do quarto parando em frente à porta do quarto de Hermione.
Sentiu vontade de entrar e saber como ela estava, mas achou melhor não arriscar. Estava alerta e seria difícil conciliar o sono, quem sabe um copo de leite morno como o que sua mãe costumava lhe dar não resolveria. De repente, a imagem de seus pais formou-se diante de seus olhos eles haviam morrido havia quase sete anos e, embora ele evitasse pensar neles, era inevitável a saudade que tinha dos abraços espalhafatosos da mãe e da eterna paciência do pai. Respirou fundo tentando dissipar o nó amargo que se formara em sua garganta, a vida tinha que continuar fosse qual fosse a situação.
Afastou tais pensamentos da cabeça e rumou para a sala decidido, não seria um copo de leite que faria com que relaxasse e resolveu tomar algo mais forte mesmo tendo bebido na casa de Harry, precisa relaxar, entretanto qual não foi sua surpresa ao chegar na sala e encontrar Hermione encolhida no sofá, tocou-lhe o rosto e viu que estava fria e tremia levemente. Ficou um instante a olhá-la, ela estava ainda mais linda do que se lembrava parecendo uma menina. Viu-a gemer, sem hesitar pegou-a nos braços e ela imediatamente aconchegou-se a seu peito escondendo o rosto na curva de seu pescoço.
Chegando ao quarto depositou-a cuidadosamente na cama enquanto encaminhava-se até a lareira e acendia o fogo nas toras de madeira, em poucos minutos um calor aconchegante espalhava-se pelo aposento. Seus olhos pousaram sobre a mulher encolhida sobre os travesseiros e seu coração se encheu de algo que ele nunca havia sentido até ali e não soube explicar o que era, mas sabia que era algo mais que simples desejo da carne.
Atravessou o quarto e postou-se aos pés da cama permaneceu ali por um momento, então se aproximou mais e retirou os sapatos dos pés delicados, pegou o cobertor felpudo e cobriu-a com cuidado. Retirou-lhe o cabelo do rosto e ficou a observando enquanto as chamas da lareira davam um tom dourado à pele de seda, sentiu uma pontada em sua virilha e seu corpo respondeu no mesmo instante e estava decidido a afastar-se antes que fizesse alguma coisa de que se arrependesse quando a ouviu balbuciar.
- Não me deixe. – a voz era apenas um sussurro – Está frio.
Voltou-se e percebeu que ela estava com os olhos semicerrados, era a voz do sono que se manifestava. Virou-se para retornar a seu quarto quando sentiu o toque suave em sua mão, permaneceu por alguns instantes ainda de costas e quando se voltou encontrou-a com os olhos abertos e sofridos fixados nele.
- Não faça isso Hermione. – disse ele sério – Não quero se arrependa depois.
Ela soltou os dedos dele e ele pôde perceber o sofrimento que nublou os olhos castanhos. Ela encolheu-se entre as cobertas olhando para ele com lágrimas borrando-lhe a visão, então ela virou-se de costas e ele pôde ver a subir e descer suave dos ombros delicados. Ela estava chorando.
Rony respirou fundo e esfregou o peito, não agüentava mais vê-la sofrendo daquela maneira, entretanto ela poderia sofrer muito mais se ele permanecesse ali. Deixando a prudência de lado, sentou-se perto da cama e tocou-lhe o ombro sobre a coberta chamando por seu nome.
- Hermione.
No mesmo instante ela virou-se para ele e foi para seus braços chorando baixinho escondendo o rosto no peito forte. Ele a abraçou e embalou como se fosse uma criança, massageando-lhe suavemente as costas então quando ela se acalmou ele afastou-a com cuidado de si olhando-a nos olhos mantendo-a entre seus braços.
- Não me deixe Ronald. – pediu ela erguendo a mão e tocando o queixo azulado com a ponta dos dedos – Não me deixe.
- Hermione. – ele disse seu nome como uma súplica – Sabe o que vai acontecer se eu ficar.
Com uma ousadia que ela mesma não sabia possuir, deslizou os lábios delicadamente no peito forte arrancando dele um gemido abafado sentindo imediatamente o corpo dele reagir junto a seu quadril.
- Não me deixe. – pediu ainda com os lábios grudados na pele masculina.
Rony afastou-a de si por um instante e deslizou os olhos pelo rosto, os lábios vermelhos e convidativos, o pescoço suave, os seios insinuantes sob o decote generoso que por estar deslocado dava a ele uma visão ainda mais ampla dos montes de creme. Deslizou os dedos pela pele sedosa até embrenhar os dedos nos cabelos sedosos apertando-os o que fez com que um gemido suave saísse dos lábios entreabertos da mulher.
Hermione umedeceu os lábios com a ponta da língua e erguendo a mão deslizou o dedo languidamente pelo peito largo coberto de pêlos macios e aquilo foi mais do que Rony podia suportar, com um grunhido ele tomou os lábios rosados nos seus tentando controlar-se a beijando com suavidade, mas logo a urgência que tomava conta de Hermione o contagiou e o beijo tornou-se desesperado. Aquele era um beijo proibido, esperado e desejado.
Hermione separou os lábios permitindo a Rony aprofundar o beijo, invadindo sua boca com a língua imperiosa e exigente. Ela correspondia com ardor e agarrou-se aos ombros dele deslizando os dedos até encontrar a cabeleira macia. Rony separou-se dela por um instante para recuperar o fôlego e logo a estava beijando novamente com fome redobrada, beijaram-se por um longo tempo procurando-se quase com desespero.
Rony abandonou-lhe os lábios tocando a pele suave do pescoço feminino com a boca ávida arrancando um gemido rouco dela. As mãos experientes desataram o laço do vestido afastando delicadamente o tecido do ombro expondo a pele sedosa para seus lábios acariciantes. Desceu a boca um pouco mais até encontrar a borda do sutiã rendado e neste momento ele sentiu-a retrair-se. Ergueu a cabeça por um momento fixando-a com os olhos nublados pelo desejo.
- Não me resista. – pediu ele num sussurro rouco voltando a beijar os lábios macios de maneira erótica acabando com qualquer resistência por parte dela.
Hermione deixou de lado o medo e entregou-se completamente. Aos poucos, para não assustá-la ele a despiu deixando-a apenas com a lingerie. Afastou-a por um momento e seus olhos percorrem cada centímetro da pele exposta sentindo o desejo crescer dentro dele. Deitou-a suavemente nos travesseiros então se apoiando no cotovelo passou a tocá-la com a ponta dos dedos deslizando-os suavemente pela pele arrepiada dela enquanto beijava-a com ardor. Encontrou o fecho frontal do sutiã e abriu-o expondo os seios fartos tocando os mamilos eriçados com as pontas dos dedos até deixa-los como setas, arrancando gemidos dela que eram engolidos pela boca exigente.
Deixou-lhe os lábios e percorreu a pele suave com a língua deixando uma trilha de fogo por onde passava até alcançar os seios palpitantes de mamilos intumescidos que ele tomou nos lábios sugando-os avidamente enquanto Hermione gemia arqueando as costas oferecendo-se sem pudor à boca morna que a levava às alturas.
Quase com reverência Rony desceu os lábios pela pele do ventre achatado até encontrar a barreira da calcinha que ele retirou com cuidado expondo os cachos castanhos de sua intimidade, subiu novamente e beijou-a com ânsia enquanto deslizava um dedo para encontrar o calor da carne feminina. Hermione soltou um gemido e tremeu ao senti-lo massageá-la com movimentos lentos aumentando a umidade dela.
Sem deixar de beijá-la Rony livrou-se da calça do pijama e Hermione sentiu o membro enrijecido de encontro à sua coxa e correspondeu com maior ardor ao beijo. Rony moveu novamente sobre ela espalhando beijos por onde passava até alcançar seu ponto mais sensível e instigá-la com a língua em um passeio arrebatador.
Ele era agora mais experiente que da primeira vez e ela sentia-se derreter afastando mais as pernas dando-lhe total acesso ao seu corpo, abrindo-se como uma flor que desabrocha na primavera. Rony continuou beijando e sugando até que sem conseguir mais resistir Hermione foi engolfada por uma onda de calor que se espalhou por todo seu corpo fazendo-a arquejar e chamar seu nome.
Rony ergueu-se e observou a pele corada do rosto e os seios que subiam e desciam numa dança inebriante enquanto, de olhos fechados, Hermione tremia e procurava-o com as mãos. Abraçando-a ele beijou-lhe os lábios uma vez mais com luxuria, afastou-se por um momento e com um último resquício de consciência perguntou:
- Estamos sem proteção. – disse ele junto aos lábios rosados – Quer mesmo continuar?
Hermione abriu os olhos por um momento olhando para ele encantada pela preocupação dele em protegê-la, ergueu a mão e tocou o queixo azulado.
- Você é meu marido. – murmurou – Confio em você.
O olhar dela era como uma carícia e erguendo-se o beijou suavemente. Rony não precisou de mais nada e movendo-se sobre ela começou a penetrá-la com cuidado enquanto sugava a pele do pescoço com ânsia, Hermione soltou um gemido de desconforto que o fez parar no mesmo instante.
- Estou machucando você? – perguntou olhando-a preocupado.
- É que faz muito tempo. – disse ela tímida.
- Hermione...
- Sim. – respondeu ela sorrindo com suavidade – Só houve você.
E naquele momento ele rendeu-se completamente e soube o que era aquele sentimento que crescia em seu peito. Ele amava sua esposa, amava a mulher que lhe dera o bem mais precioso da vida de um homem, amava a mulher frágil que se entregava a ele sem reservas. Olhando-a por mais um momento ele baixou a cabeça e capturou os lábios em um beijo apaixonado, então começou a mover-se devagar para que ela se acostumasse a ele.
Hermione arqueou os quadris para acomodá-lo melhor dentro de si e passada a dor inicial ambos se entregaram a uma dança mais antiga que o próprio tempo em que seus corações batiam em uníssono e seus corpos se completavam alçando um vôo até o infinito, ouvindo a música que vinha de seus corações e onde a única coisa que importava era estarem um nos braços do outro.
Os corpos molhados de suor moviam-se em sincronia e logo Hermione sentiu um prazer intenso espalhar-se por seu corpo quase a fazendo perder os sentidos, então foi a vez de Rony derramar-se dentro dela e desabar sobre seu corpo com um gemido rouco e o corpo trêmulo. Passados os espasmos, ele rolou para o lado e trouxe-a para junto de si aconchegando-a a seu peito. Ambos ainda ofegavam e Hermione ergueu os olhos para a face do homem amado. Como fora tola de afastá-lo tantas vezes quando o que ela mais queria era estar entre aqueles braços acolhedores e sentir-se inteira e mulher como naquele momento.
Rony baixou os olhos para encontrar um par de olhos castanhos olhando-o como numa carícia, então baixando a cabeça beijou-a apertando-a mais de encontro ao peito. Ajeitou as cobertas sobre ambos e logo adormeceram seus corpos satisfeitos e entrelaçados exaustos do amor que compartilharam.
N/A.: Gostaria de agradecer aqui aos e-mails carinhosos que recebi.
Saibam que fazem a alegria de uma pobre e louca autora.
É um grande prazer recebê-los, tentei responder a todos embora alguns tenham voltado devido à caixa cheia do destinatário.
Desculpem-me se não me lembro de todos os nomes, mas creiam que são todos muito valiosos e especiais.
Jamais imaginei que receberia tantas mensagens de incentivo.
Um braço forte a todos e espero que este capítulo possa agradar, caso contrário malhem à vontade...rs...rs....
Muito obrigada.
Outro abraço.
Fran Reis |