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3. O "querido" diário.


Fic: Dilemas - A história de Narcisa Malfoy.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Narcisa Malfoy estava sentada em seu quarto com os pensamentos presos ao passado. Lembrava-se perfeitamente do dia em que viu seu melhor amigo perder-se para sempre. Perder-se nas íris verde-esmeralda que ela tanto detestava. Tentava a todo custo manter-se afastada desse tipo de lembranças, mas não adiantava. Sua mente, teimosa diga-se de passagem, praticamente a obrigava a reviver momentos como aquele.




******FLASHBACK ONE******



****** HOGWARTS, 19 anos atrás*******


“_Me desculpe. – uma voz grave se fez ouvir.

_Não estou interessada. – a voz feminina soou irritadiça.

_Me desculpe. – o rapaz tentou pela segunda vez.

_Poupe o seu fôlego! – a menina disse irredutível.


Lily Evans estava andando em passadas rápidas e seus olhos pareciam duas fendas verdes. Ela parecia estar chateada, bem chateada. E atrás dela vinha o rapaz dono da segunda voz: magro, alto, nariz adunco, olhos negros e arrependidos, cabelos oleosos até a altura do queixo. Severo Snape estava, literalmente, caindo em desgraça.”




******FIM DO FLASHBACK ONE******





Tinha ciúmes de Lily Evans pelo simples motivo de que ela podia ter a atenção de Severo sempre que quisesse, enquanto ela (mesmo no posto de melhor amiga Sonserina) tinha que praticamente correr atrás do jovem para obter algumas palavras afetuosas. Não que ela quisesse receber mais que afeto do jovem rapaz, mas sim pelo fato de que não gostava de perder. E perder a atenção de Severo era praticamente uma condenação à morte.


_Como eu fui estúpida.- ela falava consigo, enquanto suas mãos procuravam uma velha fotografia dentro da caixa de madeira-escura, ao centro da cama. Encontrou-a em seu antigo diário, da época da escola, e conteve um sorriso de nostalgia.


Suspirou ao ver o retrato do dia de seu casamento, onde um Lúcio Malfoy imponente enlaçava a bela esposa pela cintura esbelta, sem perceber que ela tinha uma fina lágrima escorrendo pelo canto dos olhos.

_Porque as coisas não puderam ser diferentes entre nós? – ela perguntou num tom nostálgico.


Levantou-se de súbito. Jurou que jamais choraria por ele novamente. Ele não a merecia. Qualquer um era digno de tê-la por esposa, mas não daquela maneira tão baixa. Tão vil. Lúcio Malfoy não a merecia, disse ela tinha certeza. Pegou, novamente, a fotografia de seu casamento e lançou-a às chamas crepitantes da lareira do aposento. Queria queimar todas as lembranças do dia mais infeliz de sua vida. Não queria ter-se casado com Malfoy. “Porque pragas o Lestrange foi ganhar a maldita aposta, afinal?”. Bellatrix é quem era o alvo daquela jogatina suja entre os dois Sonserinos: Malfoy e Lestrange. Ambos traiçoeiros e maus-caráter. Era a irmã Black mais velha a ser o prêmio do melhor lutador e não a mais nova, a doce e inocente Cissy. Ainda se lembrava de como tornou-se o mais novo alvo de cobiça, e de inveja, de algumas pessoas de Hogwarts.





*********FLASHBACK TWO*********





_Isso é completamente ridículo! – a loira falava nervosamente – eu nunca aceitaria me casar com alguém por uma aposta, Bella.

_É mesmo? Só que você não tem escolha, queridinha. – Bellatrix falou acidamente – você VAI se casar com o Malfoy, sim.

_Eu não o amo! – a mais nova disse levantando-se da cama de dossel, rapidamente. – você não entende!

_O que está acontecendo aqui? – uma terceira voz surgiu no aposento, surpreendendo a mais velha.

_Como conseguiu entrar? Esse dormitório é da Sonserina! – Bellatrix rugiu indignada.

_Tenho meus métodos. – Andrômeda disse friamente, encarando Cissy, que lhe lançava um olhar de agradecimento. – então? Vão me dizer porque estão trancadas aqui, discutindo feito doidas, enquanto metade das meninas estão dormindo amontoadas em frente à lareira?

_Não é da sua conta, agora saia já daqui! – Bellatrix falou avançando para a porta, abrindo-a – fique à vontade para se retirar, querida irmã.

_Não finja que gosta de mim Bella, isso não combina com você. – a irmã do meio falou, brandamente, sentando-se na cama e puxando Narcisa pela fina mão – Céus! Você está tremendo.

_Tire as mãos dela! – Bellatrix falou em fúria completa – você não tem o direito de se intrometer!

_Cale a boca, garota. – Andrômeda falou num semblante duro – sou tão Black quanto você.

_HÁ! –Bella riu – disso eu duvido muito, sua traidora de sangue.

_Não duvide de mim, Bellinha. Você sabe do que eu sou capaz. – ela falou friamente, fuzilando a irmã com o olhar.



Narcisa sentia-se perdida entre as duas irmãs, e sempre foi assim. Desde crianças, quando Bella a forçava a fazer alguma artimanha e ela acabava apanhando; e quando Andy a livrava dos castigos e fugia com ela para tomar um grande sorvete de limão. Agora, já na fase quase adulta, as mais velhas quase não se falavam e Cissy sentia-se de certa forma perdida com seus sentimentos em relação às duas. No momento, sentia-se confusa, pois a irmã que sempre a acolheu – Andrômeda – estava infringindo regras (visto que era uma Corvinal, fora da cama depois do toque de recolher, e estava no dormitório da Sonserina) para protegê-la das artimanhas da outra – Bellatrix- que tentava fazê-la aceitar um destino ingrato ao lado de um homem que ela não amava. “Cadê o Severo quando eu preciso dele?” ela pensou em desespero ao notar os olhares raivosos que as outras irmãs trocavam. Levantou-se delicadamente e pegou no braço de Bellatrix, que ainda encarava Andrômeda com fúria.


_É melhor você sair, Bella.

_O quê? – a morena perguntou indignada – é ela que está no lugar errado aqui.

_E você vai fazer o quê? – Andy perguntou debochada- mandar-me pra Azkaban por isso?

_Você vai pagar caro por isso, querida Andy. – Bellatrix falou baixo, quase cuspindo as palavras saindo do aposento, não sem antes encarar os profundos olhos azuis da irmã mais nova e resmungar – e você não vai escapar dessa.

_Ok, agora que o show acabou, vai me explicar porque estavam discutindo? – Andy falou deitando-se na cama, displicente.



Narcisa encarou-a com ar de reprovação e contentamento. Sentia-se tão mais feliz com a irmã do meio por perto que, às vezes, esquecia porque ela tinha sido renegada pela família. “Tudo culta daquele nascido-trouxa Tonks.” Ela pensou em desagrado ao notar o olhar que a irmã lhe lançava.



_A culpa nunca foi dele Cissy, e você sabe disso. – ela falou com pesar – sinto falta daquela casa.

_Não use sua legimência em mim, Andy. Não gosto disso, ok? –a loira disse cansada, sentando-se à beirada da cama. – Bella quer que eu me case com o Malfoy. – ela disse as palavras tão baixo, que Andrômeda poderia achar que pensou aquele despáltério.

_Como?

_Bella – a jovem loira falou encarando a irmã – quer que eu me case com o Malfoy.

_E porque ela quer um absurdo desses? – Andy perguntou cautelosa.

_Porque Malfoy perdeu uma aposta com Lestrange. –a loira disse nervosamente, roçando as mãos – eu não entendi direito. Acho que Malfoy e Lestrange apostaram que ficariam com uma Black.

_E porque não escolheram a Bellinha? – Andy indagou em tom óbvio – é ela quem não
presta na família mesmo, nem faria diferença.

_Pára com essa implicância Andy, estou desesperada aqui! – a loira apontou o óbvio – o que importa é que Malfoy perdeu e como prêmio de consolação ele quer a minha mão em casamento!

_Oras, é só isso? – Andrômeda disse mais calma – não precisa se preocupar então querida.

_Andy, acorda, pelo amor de Merlin!!! – Narcisa praticamente gritou, levantando-se – nossos pais adoram os Malfoy. É claro que papai vai concordar com essa palhaçada.

_E você?

_Eu o quê? – a loira perguntou sem entender.

_Não se casaria com ele porquê? – Andy perguntou com cuidado – você sabe, Malfoy é um completo estúpido, mas é bonito. E muito rico também, além de ser sangue-puro, coisa que faria nossa mamãe dar pulos de felicidade. – ela falou rindo, imaginando a cena. – porque negaria o pedido do loiro?

_Porque eu nem o conheço direito! – Narcisa respondeu indignada – não posso aceitar isso.

_E porque eu penso que você não está sendo totalmente sincera comigo, irmãzinha? – Andy perguntou analisando-a cautelosamente. – o que está acontecendo Cissy?

_Já disse pra não usar isso em mim! – a loira bradou com lágrimas nos olhos – é mlehor você ir embora daqui. Bella vai avisar aos Monitores-chefes que tem uma aluna Corvinal fora da cama.

_Estou pouco me importando pra ela. – Andy disse aproximando-se – porque está chorando? Por quem você está apaixonada Cissy?

_Ninguém. – ela mentiu descaradamente – não tenho ninguém.

_Bom, que seja. – Andy deu-se por vencida. Conhecia a irmã mais nova o suficiente para saber que ela jamais revelaria um segredo se não o quisesse fazer – mas saiba, que não importa o que aconteça, eu estou sempre com você.

_Obrigada Andy. –ela falou abraçando a irmã brevemente – agora vá. Ou vai se meter em confusão.

_Relaxe, com a Bella eu me entendo. – ela disse num sorriso enigmático, saindo do aposento.”





******FIM DO FLASHBACK TWO******



Narcisa suspirou, como no passado, ao recordar-se daqueles momentos. Fora tudo tão planejado em sua vida, tão previsto. Ela sentia-se impotente ainda hoje, tantos anos depois. Impotente por manter um casamento de aparências, por fingir que é uma comensal eficaz e, principalmente, por manter distância das pessoas que ela verdadeiramente amou um dia.



“E onde estava Severo para me salvar daquela desgraça?” ela pensou com desânimo e um sorriso triste na alva face, lembrando-se em seguida, que no dia do anúncio de seu noivado (em pleno salão comunal da Sonserina) seu melhor amigo não estava lá.





*****FLASHBACK THREE*****




Ele não estava em nenhum dos lugares em que ela podia ver, nem no mais escuro canto daquela imensa Sala Comunal. Nada. Simplesmente nada de Severo Snape. Então, ela depois de recuperar-se do susto do anúncio e dizer que sentia-se mal, fugiu da Sala Sonserina e foi atrás de seu amigo. E em um dos corredores ouviu a voz dele a pedir desculpas. Achou estranho e decidiu aproximar-se.



Viu o amigo atrás da Sangue-Ruim da Casa dos Leões. Sentiu o sangue ferver ao ver que a jovem ruiva esnobava o pedido de desculpas de seu amigo. “Severo nunca pede desculpas, sua retardada!” ela pensou com ganas de esganar a Grifinória, quando algo a fez estancar no mesmo lugar. Severo estava com o olhar mais triste que Narcisa um dia, sequer, chegou a sonhar que ele pudesse obter. Resetou-se. Ficou ali imóvel, observando os dois, à espreita.



“Severo Snape está em decadência! Pelo menos na minha opinião. Oras! Onde já se viu um Sonserino correr atrás de uma Grifinóriazinha de Sangue-Ruim?” ela pensou com escárnio, e com algo a mais em seu peito. Naquele momento, ela percebeu o que sentia, de verdade pelo amigo. Naquele dia ela passou a odiar Lily Evans. Porque? Porque naquele dia, ela soube que o dono de seu coração era, e sempre seria, seu fiel amigo Severo Snape.



Narcisa sentiu-se apunhalada quando, no dia seguinte, perguntou onde ele estivera e ele respondera com um simples: “Estudando na Biblioteca.” Seu ultraje foi tão grande, que ela não conseguiu refrear sua língua venenosa, dizendo-lhe que seria muito feliz com o seu adorado noivo, Lúcio.


_Noivo? – ele perguntou surpreso. – desde quando?

_Desde ontem ao fim da tarde. – ela respondeu seca – desde ontem quando você não estava no Salão Comunal pra me salvar dessa enorme palhaçada.

_Te salvar? – ele perguntou sem entender. – mas você sempre disse que se casaria com um homem rico, de sangue-puro e ideais como os dos Black.

_É. Mas isso não significava que eu aceitaria me casar com Malfoy! – ela falou irritada, com as bochechas coradas – eu realmente o detesto!

_Então não se case! – ele respondeu simples, voltando-se para o livro em que lia.

_Você não entende! – ela esganiçou, pegando o livro das mãos dele e atirando o exemplar na lareira do Salão Comunal. – eu não posso me casar com um homem que eu não amo!

_E o que eu tenho a ver com isso, afinal? – ele respondeu tentando controlar-se.

_Nada! – ela respondeu ainda mais revoltada – nada, Severo. – ela falou mais brandamente, atirando-se na poltrona ao lado da dele – mas eu gostaria que tivesse. – ela disse baixo. Tão baixo, que se não estivessem os dois sozinhos, ele não poderia ter ouvido.

_Cissy, me conte o que está te aborrecendo. – ele pediu com carinho ao ver os olhos azuis da amiga umedecendo- além do tal noivado, o que está te preocupando?

_Você. – ela disse num fio de voz.

_Eu?

_Você, sim. –ela falou enxugando uma lágrima com as costas da mão- ela não te merece Sev.

_Ela quem? – ele perguntou com os olhos arregalados.

_Evans. – Narcisa disse muito baixo – ela não te merece. Aquela Sangue-Ruim não merece você.

_Não chame a Lílian assim, Narcisa. –ele falou alterando a voz – você sabe que eu não gosto!

_Não brigue comigo por causa dela! –ela levantou-se ultrajada – vejo que você está cego. Tão cego que não enxerga o óbvio à sua frente! – ela falou saindo correndo pelo corredor que dava acesso ao dormitório feminino.



Não esperou para ver a cara de surpresa e o sorrisinho, que misturava tristeza e satisfação, surgir nos lábios finos do amigo. Narcisa não sabia o que pensar, só pensava que tinha estragado tudo entre os dois. Estragado o sentimento que nunca chegaria a se concluir e a amizade tão grande que os unia. Mal sabia o quão enganada estava.”




******FIM DO FLASHBACK THREE*******



“Se você soubesse o quanto foi e ainda é importante para mim, Sev.” Ela pensava quando um apito baixo soou de seu guarda-roupas. Correu até o imponente móvel, derrubando o diário aberto no chão, e abriu-o procurando pelo pequeno pedaço de vidro enfeitiçado que escondera do marido.



_Pronto. O que houve? – ela disse assim que a imagem do antigo amigo apareceu com cara de mau-humor. – Severo?

_Porque o mandou em atraso? –ele perguntou com a voz baixa.

_Desculpe, mas tive que me despedir. – ela falou rapidamente olhando para os lados. Se Lúcio a descobrisse, estava ferrada. – como ele está?

_Está bem. Parece um pouco assustado e até perturbado com alguma coisa. –ele falou e percebeu um leve desconforto aparecer na face pálida de Narcisa. – há algo que eu não sei não é?

_Draco tem-me feito perguntas. – ela disse vagamente.

_Sobre o quê? – ele indagou analisando-a.

_Sobre o pai. – ela disse rapidamente – nada com que você deva se preocupar, eu presumo. –ela comentou desdenhosa – já conseguiu o que o Lord te pediu? Sobre o Potter?

_Isso não é algo com o que você deva se preocupar, minha cara. – ele respondeu acidamente.- quer algum recado para Draco?

_Sim, diga que sinto muito e que ele está a salvo com você.

_Porque tem tanta convicção disso Cissy? – ele perguntou num semblante confuso.

_Porque eu confiaria minha vida à você. –ela respondeu rapidamente, após ouvir um barulho próximo a entrada do aposento – tenho que ir. Até.


E escondeu o espelho entre suas vestes novamente, no mesmo momento que a porta do quarto abriu revelando a figura cansada e, ainda assim, altiva de seu esposo.



_Lúcio. – ela falou levantando-se rapidamente – o que houve? Está com uma cara péssima.

_Com quem estava falando? – ele perguntou, sem rodeios, erguendo a sobrancelha em desconfiança.

_Eu? Com ninguém. –ela falou rápido. Rápido demais.

_Não minta pra mim, querida. - ele falou arrogante agarrando-a pelo braço.

_Não estou mentindo. – ela falou baixo – está me machucando!

_Você ainda não viu o que é machucar. –ele falou friamente, erguendo a mão pesada para a esposa.



Narcisa estava pronta para sentir o peso de sua omissão, quando a porta do quarto se abriu mais uma vez. Nunca, em toda sua vida, sentira-se tão grata por uma insubordinação como aquela. “Obrigada Merlin!” ela pensou em desespero ao notar a figura altiva e indesejada de sua irmã Bellatrix.



_Que está acontecendo aqui? – a morena indagou com avidez.

_Nada que te interesse. – Lúcio respondeu asperamente.

_O que quer, Bella? – Narcisa perguntou, soltando-se rapidamente do marido. – aconteceu alguma coisa?

_Sim, o Lord quer te ver, Cissy. – Bellatrix disse analisando a expressão irritada do cunhado – melhor você ir até lá.

_Certo. – a loira falou caminhando até a porta do aposento, às pressas – melhor eu ir, com licença. – falou enquanto passava pela irmã, sumindo pela escuridão dos corredores.

_O que está olhando, mulher? – Lúcio perguntou nervosamente.

_Ora, quem diria. – Bellatrix disse com um sorriso desdenhoso na face – Lúcio Malfoy, O poderoso, perdendo a cabeça.

_Não sei do que está falando. –ele disse pegando um objeto caído no tapete.

_O diário de Cissy? Interessante. – Bellatrix comentou displicente.

_O que sabe sobre isso? –Lúcio indagou claramente com o caderno de capa negra em mãos.

_Nada mais que você, querido. –ela disse sarcástica – ora vamos, Lúcio. Não vai ser tolo ao ponto de invadir a privacidade de sua digníssima esposa, certo?

_O que eu faço ou deixo de fazer não lhe diz respeito. – ele falou seco.

_Ui. Então o fato de ser passado para trás, mesmo que seja em pensamentos, já que a tola da minha irmã não tem coragem pra certas coisas – ela comentou pra si mesma – não lhe incomoda?

_Aonde quer chegar?

_Na paternidade de Draco, talvez. – ela disse encarando as próprias unhas, displicentemente.


Bellatrix sentiu o rosto arder, pela primeira vez na vida. Arregalou os olhos para o dono da ação e sentiu as bochechas formigarem. Sua ânsia de atacar, ferir e até mesmo matar, quem sabe, o homem a sua frente atingiram seu ápice. Ergueria a varinha tão rápido que nem percebeu que já estava sem ela. Lúcio a desarmara e ela não percebera. Com a voz embargada de cólera ela soltou o que estava preso em sua garganta há algum tempo.



_VERME. Patético. Inútil !!! – ela bradou nervosamente, encarando-o. – como ousa me bater?

_Quem escuta pensa até que tu não o gostas. –ele comentou num sorrisinho vil.

_Seu filho da... – ela disse bravamente partindo para cima dele. Tentava socá-lo, sem sucesso, pois seus braços eram curtos e sua força nula, perante a do homem.

_Controle-se Bellatrix. – o loiro disse imobilizando-a entre seus braços, de modo que ela ficou sem ter como se mexer – podem nos ouvir e acredite: seu querido marido não vai gostar de surpreender você em meus braços.

_Nojento. Solte-me. – ela falou esganiçada.

_Confesse: você tem medo que Rodolfo nos descubra ou só teme por sua imagem perante ao Lord? – ele provocou-a.

_Dê minha varinha. –ela disse entredentes.

_Humm... acho melhor não. –ele falou aproximando-se dela novamente – você fica mais interessante sem ela. –e terminou a frase beijando-a sofregamente.


Não perceberam que atrás da porta alguém vira tudo. Alguém cujos cabelos loiros e olhos azuis poderiam prejudicar-lhes num futuro bem próximo.




*******Dia seguinte, Casa de Severo Snape********




_Vamos Draco, seja rápido. – o homem de cabelos oleosos resmungava para o andar de cima pela terceira vez.

_Estou indo. – era a única resposta, sonolenta, que Snape recebia em resposta.


Rolou os olhos. Estava cansado de esperar o ‘príncipe’ terminar de acordar no andar de cima. Espiou para fora, através das cortinas empoeiradas da janela. Tempo frio, um pouco de neve e uma ventania desagradável. Severo tinha a sensação de que algo comprimia seu peito, na altura onde deveria haver um coração, mas não sabia exatamente o que era. “Algo não está certo, mas o quê?” pensava com o olhar perdido na paisagem branca do horizonte quando passos se fizeram presentes nos degraus da velha escada de madeira.



_Finalmente. – Severo falou virando-se. – pensei que fosse demorar mais meio século.

_Não consegui dormir. – Draco falou de cabeça baixa, caminhando em direção a um dos sofás puídos, largando-se num deles em seguida.

_Insônia? – Severo perguntou retirando alguns pergaminhos da mesa de centro, à frente do loiro – que aconteceu com você, garoto? – indagou estranhando o olhar cabisbaixo e as enormes olheiras no rosto pálido de Draco.

_Porque nunca me disse? – ele perguntou encarando-o pela primeira vez no dia.

_Do que você está falando? – o homem de cabelos oleosos perguntou com surpresa.

_De você e de... – ele engoliu em seco. – e minha mãe. Porque nunca me disse?

_Ok, agora você está me confundindo mesmo! – Snape sentou-se no outro sofá e respirou fundo – o que quer que você ‘ache’ que tenha descoberto não é o que parece.

_Eu não descobri. – o loiro disse ofendido – descobriram pra mim, eu acho.

_Draco, você está bem? – o homem perguntou preocupado – não está dizendo coisa com coisa e...

_Isso. – o loiro falou estendendo um caderno com aspecto antigo, de capa de couro de dragão. – as iniciais da capa, reconhece?

_N. B. ... claro que sim. Isso é de sua mãe, da época de solteira dela, acredito. – ele respondeu pensando. – mas o que isso tem a ver comigo.

_Dia 28 de setembro, Hogwarts. - o loiro começou a ler calmamente. – te lembra alguma coisa?

_O dia do noivado dela, acho.

_Pois bem, dia do noivado dos meus pais. Vejamos o que está escrito aqui... – o loiro passou os olhos por um canto da página onde encontrou em letras miúdas o que queria – sim, está aqui: “Dia mais terrível da minha vida. Porque o Sev deixou isso acontecer? Que idiota!”. Hum, acho que sua barra tava meio suja com ela, né?

_Draco o que você quer saber, afinal? – o homem perguntou analisando-o calmamente.

_Quero saber porque você “deixou acontecer” o noivado deles e porque você se oporia à isso? AH! E por que raios minha mãe é a única que consegue te achar no meio dessa balbúrdia de guerra? – ele perguntou rapidamente erguendo-se do sofá.

_Bom, eu não devia te contar isso, até porque Lúcio é seu pai, mas...

_Ele não é.

_Como? – Severo perguntou levantando-se.

_Não é meu pai. Pelo menos não o considero assim. – disse dando de ombros.

_Enfim, Lúcio não era o tipo de melhor amigo que alguém pudesse ter, entende? – Snape começou medindo as palavras - e sua mãe não era muito ‘fã’ dele também. O noivado aconteceu de maneira inesperada pra muita gente, inclusive para Narcisa. E acredito que quando sua mãe se referiu a mim como sendo ‘idiota’ por não ter impedido era porque ela confiava e acreditava que eu sempre estaria protegendo-a. – ele falou rapidamente – entenda-me Draco, sua mãe era a ‘Princesa da Sonserina’, eu era o melhor amigo dela. Somente.

_Isso é o que você acredita, de verdade? – Draco perguntou encarando-o novamente – realmente acha que ela gostasse de você como amigo...

_É o que éramos, e somos até então. Não tenho porque duvidar disso.

_Então me explica porque a única foto do casamento em que ela sorri é aquela em que você aparece. Me explica então porque, nesses anos todos, você tentou me proteger. – Draco aumentou a voz quando viu que o antigo professor iria protestar – e me diz PORQUE EU ESTOU AQUI ESCONDIDO POR UMA COISA QUE NEM SEI QUE FIZ?

_Calma. – Snape pediu enquanto andava de um lado para outro, sendo observado pelo antigo pupilo – bom, você está aqui comigo porque sua mãe confiou a mim sua segurança alguns meses atrás. Nunca tentei proteger você, especificamente, na Escola. Minha prioridade era a Casa da Sonserina e Sua Reputação.

_Sei... – Draco comentou rolando os olhos.

_E por último, eu não faço IDÉIA de que foto é essa que você está falando. – o homem mentiu descaradamente.

_Tô falando dessa foto. – Draco estendeu um pergaminho amarelado, onde uma Narcisa de dezoito anos sorria em seu vestido de noiva, com o braço entrelaçado ao de um Severo Snape de também dezoito anos e cara de preocupação. – essa foto escondida dentro desse caderno.

_Diário. – Snape interrompeu-o, pegando a foto – é um diário. Sua mãe o confiou a mim quando se casou com Lúcio. – ele explicou ainda meio boquiaberto – nunca tinha visto essa foto antes...

_Mentira?

_Verdade. – Snape falou recompondo-se – e isso não significa nada. Eu não tenho e nunca tive nada, absolutamente, nada com sua mãe, Draco.

_Veremos... – o menino murmurou, deixando o diário antigo aberto em qualquer página na mesa de centro da sala e encaminhando-se para a cozinha.



Severo Snape estava com a cabeça há mil pensamentos por hora. “Não pode ter acontecido, não agora. Como ela nunca me disse?” ele pensava nervosamente, quando pousou o olhar na mesa de centro da sala. Com o coração palpitando fortemente, abriu o diário de Narcisa na página do dia da formatura deles. Correu os olhos rapidamente entre as linhas escritas na caligrafia redonda e caprichada da loira e leu seu conteúdo tão rapidamente, que sentiu-se tonto. “Não pose ser! Eu não... ah Merlin! O que foi que eu fiz?” ele pensou em pânico ao notar o segredo contido que naquelas folhas. A fotografia bruxa do dia do casamento da amiga caída no velho tapete do chão da sala.





*******

Continua...

*******





N/A: E aí, povo td bem com vcs?
Desculpem a demora, mas estive com probleminhas de inspiração...aff...
Espero que tenham gostado do cap e que muitas dúvidas tenham srgido na mente de vcs, como por exemplo: se o diário da narcisa estava com Severo, que diário é aquele que o Lúcio pegou no chão do quarto? Hummm...
Se quiserem descobrir: COMENTEM!!!!

Ah, Primo Claus: Feliz aniversário, ADIANTADÍSSIMO!!! rs*

Vivika Malfoy.

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Comentários: 1

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Enviado por Ane Reis em 29/05/2016

Adoroooo dúvidas rsrsrsrs principalmente quem é realmente o pai do Draco? ??? Será que é o Severo Snape?? Eu acho que sim , por favor não demora a postar não e tira logo de uma vez essa dúvida vai, será que o Draco sozinho vai descobrir que a mãe dele pulou a cerca com o seu professor favorito? ?? Kkkkkk tomara que ele descubra isso rápissoe qual será a reação dele em ???

Nota: 5

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