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9. Aceita ou não aceita?


Fic: Um noivo para mamãe


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“É grave o estado de saúde de rapaz atropelado em frente ao shopping center na tarde de ontem. A polícia ainda não identificou o agressor.”
“Barril de petróleo atinge novo recorde de preço esta manhã, e fecha acima dos 100 dólares o barril!”
_ “Só grave?!”
– Draco pensou, descontente, sentado em frente à TV ligada e fingindo que não estava interessado.
_Hei! É o shopping onde o Josh trabalha! – Lily exclamou ao lado de Draco. – Será que foi ele quem foi atropelado? – perguntou, assustada.
_Lily, o Josh não é o único rapaz que trabalha naquele shopping. Aliás, ele nem falou que a vítima era um funcionário. – Gina tentou tranqüilizá-la.
_Mas e se for ele, mãe?! – ela se levantou, preocupada. – Me leve ao shopping! Eu preciso saber se é ele!
_Mesmo que seja. – Draco interferiu, vendo o perigo no pedido da menina. – O que você tem a ver com isso?
_Draco! – Gina ralhou.
_Bobagem, na minha opinião! – Draco argumentou. – Se fosse algum conhecido de vocês a notícia já teria chegado.
_Mãe! Por favor! – Lily insistiu.
_Lily... – Gina repetiu. – Não foi o Josh. Fique sossegada.
_Mas mãe, ele... Ele nunca mais deu notícias! Além disso, eu...
_Você o que? – Gina desconfiou.
Insegura, Lily olhou da mãe para Draco e, como que pressentindo o perigo, resolveu mentir. – Nada... Só queria vê-lo de novo... Posso, pelo menos, ligar para a loja?
_Você sabe o número? – Gina perguntou, penalizada.
_Deve estar na lista, não? – ela respondeu.
_Tem razão. – Gina cedeu. – Ligue então.
_Valeu, mãe! – mais contente, Lily correu até a estante onde ficava o telefone e começou a procurar o número da loja na lista telefônica.
_Gina, acho que está na hora de ir para casa. – Draco se levantou, tenso. – Nos vemos amanhã, no ensaio do casamento?
_Claro. – Gina respondeu, com um sorriso amarelo. – Até amanhã.
_Não vejo a hora. – Draco respondeu, sorridente. Deu um beijo nela e deu um tchauzinho para Lily, tão rápido que nem pode ver a língua que ela mostrou para ele.
Antes de aparatar, Draco ainda pode ouvir a menina gritar um “Achei!”.
_Alô. – uma voz arrastada atendeu do outro lado da linha.
_Stephane? É a Lily! Eu quero falar com o Josh!
_Lily! – Gina ainda ralhou.
_Por favor. – Lily consertou.
_Hum... O Josh? O Josh não está.
_Não? E onde ele está? – Lily insistiu.
_Ele foi comprar material para a confecção das bonecas.
_Quando?
_Hoje de manhã. – ela respondeu, insegura.
_Ah é? – Lily desconfiou. – Quer dizer então que ele não foi atropelado ontem à tarde?
_Atropelado? – Stephane forçou surpresa na voz. – Não. Imagine!
_Hum... Quando ele chegar você pede para ele me ligar?
_Claro. É só isso? Eu estou realmente ocupada.
_É sim. Obrigada. Tchau.
Mal a menina teve tempo de se despedir e Stephane já havia desligado o telefone.
_Mais alguma coisa, Malfoy?! – ela perguntou, irritada.
_Você sabe que é melhor assim, Sandler. Se a pirralha descobre que o Potter foi atropelado vai dar um jeito de descobrir onde ele está e vai convencer a Gina a levá-la para visitá-lo. Aí nossos planos vão por água abaixo. – falou, tranqüilamente, observando algumas bonecas.
_Eu te pedi para não machucá-lo, Malfoy. Você não cumpriu a sua palavra!
_Você tinha que mantê-lo afastado da Gina e, no entanto ele quase se encontrou com ela! – Draco perdeu a paciência. – Eu disse que tiraria todos que estivessem no meu caminho! E é bom você ficar bem quietinha, Sandler, ou a comunidade bruxa terá um aborto a menos de que se envergonhar! – ele falou, muito próximo do rosto dela.
_Você é cruel, Malfoy! – Stephane retrucou, com lágrimas nos olhos.
_Cruel?! Eu? – ele sorriu. – Não fui eu que separei pai e filha, que privei um homem de seu passado, nem nada.
_Eu, pelo menos, me arrependi do meu erro! – ela gritou.
_Se arrependeu? – Draco perguntou. – E porque não foi contar a Gina que o namoradinho dela está vivo?
_Você sabe que eu não posso! Além disso, você não deixaria, não é? Com certeza tentaria matá-lo, como fez ontem!
_Com certeza. – Draco deu meia volta para sair da loja. – E posso tentar terminar o serviço, Sandler. Por isso, acho bom você ficar bem longe de qualquer um da família da Gina até sábado, ok?


_Qual é o estado dele, doutor? – Stephane, preocupada, perguntou.
_Estável... O que pode ser bom ou ruim. – o médico respondeu para ela.
Ambos observavam Harry por trás do vidro da UTI. Ele estava deitado lá, pálido e cheio de arranhões, ataduras na cabeça e cheio de fios aqui e ali que monitoravam suas funções vitais. Stephane não podia deixar de pensar que tudo aquilo era culpa dela e de sua vontade de retornar de cabeça erguida ao mundo da magia. Ela mal ouvia o que o médico dizia.
_Bom porque não houve piora, mas ruim porque também não houve melhora... Infelizmente o corpo de seu noivo parece estar inerte, e não dá nenhum sinal de que vai sair do coma.
_Ah, não diga isso, doutor! – uma lágrima escorreu por seu rosto.
_Minha função é manter a família informada de tudo, srta Sandler. As notícias boas e as ruins. E eu devo dizer que a srta deve se preparar para o pior...
_Não! Eu me recuso! – ela se descontrolou. – Josh não vai morrer! Ele vai sair dessa! Eu tenho certeza!
_Todos esperamos que sim, srta Sandler. – o médico falou de cabeça baixa.
_Eu... Eu posso ficar lá com ele, doutor?
_Não é permitido acompanhante na UTI, srta Sandler, mas a srta pode ficar aqui fora o tempo que quiser...
_Obrigada...
O médico se foi e Stephane ficou ali, sozinha, olhando para a figura aparentemente sem vida de Harry. Uma série de coisas passando por sua cabeça. Flashs de tudo que havia feito para conquistá-lo, e de tudo que havia vivido depois de consegui-lo. A angústia que sentiu ao descobrir que a vida de Harry Potter era muito mais completa que a dela própria, e que ela o havia impedido de viver tudo isso. Todas as mentiras que contara antes e depois de conhecer Draco Malfoy, e a vontade de levar tudo isso à tona, contar tudo para Gina e Lily, perder Harry para sempre.
_ “Eu não posso fazer isso... Longe deles Josh está mais seguro.” – ela o olhava ainda, atenta. – “Draco acabaria com ele, e comigo também.” Quando você se levantar daí, Josh, nós vamos embora dessa cidade! Vamos para bem longe! Vamos, finalmente, construir uma vida nova e... Eu te darei outros filhos, para compensar a que eu impedi que você conhecesse! – ela espalmou a mão sobre o vidro, como se pudesse tocá-lo à distância. – Eu prometo que você vai ser feliz longe da sua família! Prometo!


Lily não estranhou o fato de Josh não ter ligado para ela nos dias que se seguiram. Ela tinha certeza de que Stephane não passaria o recado. Mas saber que ele estava bem já era o suficiente para ela. Sabendo que Josh não havia sido atropelado e que não estava em estado grave num hospital qualquer, era apenas uma questão de tempo até ela dar um jeito de se encontrar com ele. E isso era tudo que ela queria...
O tempo estava passando e o casamento de sua mãe se aproximando. Os vestidos de noiva e de dama já haviam chegado. Quase todos os dias uma coruja trazia um pacote de tamanho ou cor diferente, com um cartão pomposo de algum dos “aliados” de Draco, parabenizando o casal pelo matrimônio.
Toda aquela movimentação só deixava Lily mais e mais chateada. Em todos os anos que ela havia convivido com o fato de que Draco era o novo namorado de sua mãe, e depois noivo, ela nunca havia se sentido tão sem chão quanto aquela semana, a última semana que ela teria para tentar separar os dois.
_Desista, Lily. – Rony falou para a sobrinha durante o jantar. – Você já tentou de tudo e não conseguiu. Desista.
_Mas tio... – Lily havia convencido a mãe a passar mais tempo na casa de seu tio Rony. Era sua última tentativa de deixar Gina culpada por estar se casando e fazê-la desistir.
_Seu tio tem razão, Lily. – Hermione tomou seu lugar a mesa, ao lado do cadeirão onde o filho mais velho do casal esperava para ser alimentado. – Nem essa chantagem emocional que você bolou está dando certo. – ela completou enquanto levava a colher de papinha até a boca do bebê.
_Posso dar comida para ele, tia? Não estou com fome. – Lily pediu.
_Pode. – Hermione deixou.
_Eu não me conformo por Josh ainda não ter tentado falar comigo, sabe? Eu mandei até a Edwiges atrás dele, mas...
_Você mandou uma coruja entregar uma carta para um trouxa?! – Rony quase se engasgou com a comida.
_Hum... Mandei. Eu estava brava com ele e não estava nem aí se ele ia se assustar ou não com a coruja! – ela respondeu, emburrada.
_Mas Lily! – Hermione interveio. – Sua mãe poderia estar respondendo a um inquérito agora! Imagine só?!
_Ela seria presa por causa disso? – a menina perguntou, entre assustada e animada. – Presa ela não teria como se casar com o Malfoy! Eu devia ter pensado nisso antes!
_Ok, mocinha! – Rony tomou as rédeas da situação. – Agora já é demais! Essa sua mania de querer consertar tudo já está passando dos limites! Eu também não gosto do Malfoy, e nem entendo porque a Gina resolveu se casar logo com ele, mas você está exagerando!
_Lily... Por mais difícil que seja, tente imaginar que sua mãe estará feliz, como nunca antes, hein?
_Feliz com o Malfoy, tia? – Lily perguntou, colocando a colher em forma de vassoura sobre o prato colorido do bebê. – Eu duvido. – ela se levantou, chateada. – Mamãe não ama o Malfoy. Ela só vai se arrepender desse casamento. Boa noite! – triste, Lily subiu para o quarto de hóspedes que os tios haviam arrumado para ela.


Maquiagem, cabelo, vestido, sapatos, buquê... Gina estava pronta. O grande dia havia chegado. Ela estava parada em frente ao espelho, dando os últimos retoques no traje de seu casamento e, ela tinha que admitir, pensando em como estaria se sentindo se aquilo tudo estivesse acontecendo há 10 anos atrás, e se o noivo fosse Harry. Ela se permitiu até sorrir.
_Você está mesmo feliz? – Lily apareceu na porta do quarto da mãe. Também já estava pronta.
_Oi. – Gina sorriu mais ainda ao ver a filha toda arrumada. – Por que não estaria? – ela se virou e desceu do banquinho. – Que tal estou? – ela deu uma voltinha.
_Linda! – Lily sorriu, com sinceridade. Levantou-se e parou ao lado da mãe, de frente para o espelho. – Hum... Quando eu me casar quero ficar uma noiva tão linda quanto você, mãe!
_Vai ser mais linda ainda, Lily! Ai que inveja eu tenho desses seus olhos, sabia?! – ela riu, enquanto ajeitava o arranjo na cabeça da filha.
_Mas eu só vou me casar quando tiver certeza absoluta de que estou perdidamente apaixonada. Se não vou preferir ficar sozinha!
_Ah... Não comece, Lily. – Gina fechou a cara e foi até a cômoda, onde seu buquê repousava dentro de uma bonita caixa.
_Ainda está em tempo, mãe. – Lily a seguiu. – Por favor!
_Eu já me decidi, Lily! – ela segurou o buquê e se olhou no espelho novamente, para ver como ficava com o figurino completo. – E nem você vai me fazer mudar de idéia. O Draco me ama, e eu posso aprender a amá-lo também. – ela suspirou. – Ele me surpreende a cada dia, e eu gosto disso. Sei que seremos felizes! – ela sorriu, confiante.
_Se você acha... – Lily suspirou, finalmente desistindo, e saiu do quarto, a tempo de não ver o olhar inseguro que sua mãe dispensou a seu próprio reflexo.


_Eu vim assim que pude, doutor! Quer dizer que ele melhorou?
Stephane chegou ao hospital toda descabelada. Havia fechado a loja às pressas assim que recebera o telefonema do hospital. Harry havia apresentado melhoras e seria tirado da UTI.
_Não foi uma recuperação de verdade, mas foi o suficiente para tirá-lo da unidade de tratamento intensivo. A srta poderá ficar com ele no quarto agora.
_Que bom! – Stephane sorriu, emocionada. – E o coma?
_Nenhum sinal de melhora. É como eu te disse no outro dia: ele pode acordar esta noite, e pode não acordar nunca mais...
_Ele vai acordar, doutor! – ela falou, com esperança. – Eu tenho certeza que vai! Qual o quarto dele?
_A enfermeira vai te levar até lá, srta Sandler. – o médico sorriu, educadamente.
Uma enfermeira veio imediatamente ao encontro dos dois e levou Stephane para o quarto em que Harry estava. A aparência dele parecia ligeiramente melhor, e a quantidade de fios conectados a ele era bem menor.
A funcionária saiu do quarto, dizendo que poderia ser chamada a qualquer momento se ela precisasse de alguma coisa. Stephane puxou um banquinho para o lado da maca de Harry e se sentou ali, emocionada. Segurou a mão dele, e ficou em silêncio por alguns minutos, apenas observando-o, até não se conter e começar a chorar.
_Me desculpe, Josh. – ela falou depois de alguns instantes. - Eu sinto muito mesmo! Isso tudo é culpa minha! – soluçou. – Eu devia ter me empenhado mais em te manter afastado daquela família, do Malfoy, mas eu nunca imaginei que ele realmente seria capaz de... – ela respirou fundo, incapaz de continuar.
_Se eu soubesse... – suspirou novamente, e começou a acariciar o rosto dele. – Ele vai se casar hoje, sabia? – ela olhou para o relógio. – A cerimônia começa em uma hora. O Malfoy fez questão de me avisar. Dentro de uma hora Gina estará casada e nunca mais poderá fazer parte de sua vida. E quando você acordar nós vamos para bem longe, e você nunca mais a verá, ou a sua filha... Mas isso não te fará falta porque você nunca se lembrará de Gina e nem fará idéia de que Lily é sua filha, então...
Três batidas na porta interromperam o raciocínio de Stephane.
_Com licença. – uma outra enfermeira entrou. – A srta pode vir à recepção? Há alguns papéis que precisa assinar.
_Claro. – ela respondeu, solícita. – Eu já volto, meu amor. – ela beijou a mão de Harry e saiu do quarto.


_Gina? – a noiva ouviu seu pai chamando-a do andar de baixo. – Já está pronta?
_Estou. – ela saiu do quarto, sorridente. – Vamos?
_Nossa! – Arthur olhou para sua única filha, vestida de noiva, pronta para se casar. – Você está magnífica!
_Obrigada. – ela terminou de descer e enlaçou o braço do pai, para acompanhá-lo até a carruagem-portal. – E a Lily?
_Já está na carruagem. Ela não está muito feliz, não é?
_Ela vai se acostumar, pai. – Gina tentou não se abalar.
_Tem certeza que ele é o cara...
_Draco mudou radicalmente desde a época em que o conhecemos, pai. Tenho certeza de que é com ele que eu quero me casar. – ela terminou a frase já em frente à carruagem, sendo ajudada pelo pai a subir.
_Vamos, querida! Sorria! – Arthur pediu a neta.
Lily abriu um sorriso forçado que logo se fechou. Não demorou para que a luz azulada surgisse em volta da carruagem e os tirasse dali.


A noite chegou fria, silenciosa, melancólica. Um ar de incerteza pairava por todo o lugar. Ninguém conseguia sorrir, fingir estar à vontade. Seria no dia seguinte. A grande jornada em busca de paz, ou da morte.
Todos já tinham ido para sua cama. A sra Weasley proibiu qualquer um de ficar acordado por muito tempo, mas era difícil pegar no sono diante de tantas expectativas. Ele não se sentia completamente preparado, mas tinha que fazer aquilo, e tinha que fazê-lo sozinho. Não queria mais mortes, não queria perder mais alguma pessoa querida. Iria sozinho. Estava decidido.
_Harry? – Gina sussurrou o nome dele. Não queria assustá-lo, mas foi em vão.
_Gina? Ainda está acordada? – Harry perguntou, depois de se refazer do susto que levara.
_Não consegui pegar no sono. – ela respondeu, terminando de descer as escadas e caminhando até ele, perto da janela, por onde ele olhava para a paisagem escura que cercava a Toca àquela hora da madrugada. – Aliás, sou capaz de jurar que ninguém mais conseguiu pegar.
Ela segurou as mãos dele. Elas estavam geladas.
_Por favor, Harry. – ela pediu mais uma vez. Sentiu os olhos marejarem, embora houvesse prometido que não choraria mais.
_Eu tenho que ir, Gina! – ele respondeu, desviando o olhar do dela. Não agüentava vê-la tão desesperada, sentia que poderia perder a convicção diante daquele olhar, mas ele sabia que tinha que fazê-lo.
_Pelo menos me deixe ir com você!
_Nem pensar! – ele voltou a encará-la.
_Então leve o Rony e a Mione! Não vá sozinho, Harry!
_Eu não pretendo arriscar a vida de mais ninguém Gina. Essa guerra é minha e de Voldemort. E muita gente já morreu tentando me salvar. Ta na hora de retribuir, e de acabar de uma vez com tudo isso. E eu tenho que fazer isso sozinho!
_Deixa de ser tão teimoso, Harry! – as lágrimas já rolavam sem esforço algum. – Você não precisa fazer isso sozinho! Você não foi a única vítima de Voldemort! Milhares de bruxos te acompanhariam nessa viajem...
_E dezenas deles morreriam, Gina! Eu não quero isso! – ele foi firme. – Eu já tomei minha decisão e nem você será capaz de mudá-la! – ele se virou de costas e voltou a olhar para o horizonte.
Gina respirou fundo. Conhecia aquela determinação e sabia que, se não havia conseguido convencê-lo com mais aquela tentativa, não conseguiria mais. Conformada, ela enxugou as lágrimas e caminhou até ele. O abraçou pela cintura e encostou a cabeça nas costas dele. Sentiu-o suspirar, e sentiu-se reconfortada quando as mãos dele sobrepuseram as suas.
_Se você tem mesmo que ir... – ela começou. – Pelo menos se despede direito de mim.
_Como assim? – Harry perguntou, confuso.
_Você sabe do que estou falando. – ela se afastou e virou-o de frente para ela. – Se você vai embora, pelo menos me deixa com alguma lembrança sua. Algo realmente forte. – ela disse vencendo o acanhamento e olhando nos olhos dele.
Harry sorriu, tocado pelas palavras dela. Depositou, suavemente, as mãos em seu rosto e a beijou, delicadamente. – Eu tenho esperado por isso há algum tempo, Gi, mas não acho que esse seja o momento, ou o motivo certo...
_É o meu corpo! – ela respondeu. – Eu decido quando é o momento certo, e eu digo que é agora!
_Você não acredita que eu vá conseguir voltar. – ele afirmou.
_Eu realmente quero que você volte, Harry, e vou ficar te esperando, mas nós dois sabemos que isso que você está fazendo é, praticamente, um suicídio!
_Então não acho que você deva se entregar para mim só porque acha que vai ser a última vez que nos vemos! – ele se afastou dela novamente, mais inseguro ainda diante das palavras dela.
_Mas eu quero. E não é só por achar que nunca mais eu vá te ver, mas porque eu te amo! – ela foi até ele mais uma vez, e o puxou pela mão. – Vem comigo.
_Para onde?
_Você vai ver... – ela o olhou com um sorriso maroto nos lábios.


Dor, cansaço, fome, fraqueza, medo... Estava morto ou vivo? Havia conseguido ou não? Onde estava? Ele não sabia. Ele não enxergava nada. Com certeza havia perdido os óculos mais uma vez. Certamente haviam se espatifado durante o duelo.
Ele podia perceber que era dia, pois seus olhos estavam incomodados com a claridade, mesmo mal podendo abri-los. Alguma coisa os estava mantendo fechados, algo parecia ter colado suas pálpebras.
_ “Deve ser sangue...” – pensou, e então tudo escureceu, e ele não viu mais nada...
***
_Oh, graças a Deus! Que bom que você acordou! – uma voz feminina furou-lhe os ouvidos e fez sua cabeça latejar.
Harry abriu os olhos, mas só viu um borrão muito próximo de seu corpo. Borrão que com o tempo foi se tornando mais nítido, embora não completamente. Ele percebeu que era uma moça, e que estava sorrindo.
_Quem é você? – perguntou.
_Meu nome é Stephane. Stephane Sandler. Eu te trouxe para cá. Acho que você sofreu um acidente muito sério! Mas agora está tudo bem, e eu vou poder, finalmente, saber seu nome! – ela apoiou-se na cama dele, com um sorriso amigável.
_Meu nome? – ele se espantou com o esforço que teve que fazer para responder a pergunta tão óbvia. – Eu... Eu não sei! – respondeu, assustado.
_Como não sabe? – a moça de sorriso sincero o olhava, preocupada. – Você não se lembra do seu nome? Não se lembra de nada mesmo?
_Não! Não consigo me lembrar de nada! – ele começou a se agitar. – Não me lembro de nada! De nada!
_Calma! – ela sorriu, satisfeita. - Fique calmo, por favor! – Stephane se levantou e deu um copo de água para ele. – Eu estou aqui! Vou cuidar de você, e juntos vamos descobrir tudo que aconteceu, ok? Pode contar comigo para o que você precisar!
***
_Sua mãe não vai gostar nada se ver seu vestido sujo de sorvete. – um homem parou ao lado dela, sorrindo bondoso.
_O quê? – ela olhou para ele assustada. – Vestido? – ela olhou para baixo a tempo de afastar o sorvete que, ao invés de sujar seu vestido, sujou o chão. – Nossa! Eu nem me dei conta de que ainda estava vestida assim!
***
_ “É Josh...” – ele pensou. – “Acho que você falou demais!” – ele apoiou o cotovelo ao lado do teclado e ficou, pacientemente, esperando uma resposta dela. – “É linda mesmo...” – pensou, olhando a foto dela. Maximizou a tela, apertou a tecla ‘Print Screen’ e guardou a foto.
Gininha “Minha vida é um caldeirão de lembranças...” escreve: Nunca vou esquecer o Harry, ñ importa com quem me case. Ele foi especial para mim.
***
_No que posso ajudá-lo, então? – Josh virou-se de frente para Draco, que teve um leve sobressalto. Josh teve a impressão de já ter visto aquele rosto antes. Como isso freqüentemente acontecia, achou melhor perguntar. – Nos conhecemos de algum lugar?
_Temo... – Draco ainda o encarava. Percorreu sua testa com os olhos, rapidamente. Não havia cicatriz, nem óculos, mas o cabelo era o mesmo e os olhos também. – Temo que não, senhor? – ele perguntou, desconfiado.
_Pode me chamar apenas de Josh. – ele respondeu, simpático. – Em que posso lhe ser útil, senhor?
_Malfoy. – Draco respondeu, observando cada reação de Josh. – Draco Malfoy.
_Malfoy? – Josh perguntou, pensativo.
***
_Caramba! – Harry se assustou.
Edwiges deu um pio de contentamento e pousou sobre o balcão. Ficou pulando de um lado para o outro, piando feito louca, enquanto Harry se encolhia contra a parede atrás do balcão, imaginado o que aquela coruja poderia querer ali.
***
Ele vai se casar hoje, sabia? – ela olhou para o relógio. – A cerimônia começa em uma hora. O Malfoy fez questão de me avisar. Dentro de uma hora Gina estará casada e nunca mais poderá fazer parte de sua vida. E quando você acordar nós vamos para bem longe, e você nunca mais a verá...



_ “Nunca mais.” – aquelas duas palavras ficaram ecoando em sua cabeça, como badaladas de um sino.
Aos poucos ele começou a distinguir a claridade, os sons do lugar foram chegando aos seus ouvidos, as sensações de dor e formigamento começaram a tomar seu corpo. Ele balançou a cabeça. Sentiu os dedos das mãos e dos pés se contraírem involuntariamente.
Abriu os olhos. A claridade o deixou ligeiramente cego. Ele colocou a mão na frente dos olhos, e aos poucos foi se acostumando com a luz do dia que entrava pela janela do quarto de hospital em que estava.
Ele se sentou devagar, sentido o quarto girar ao seu redor. Algumas cenas, provavelmente sonhos, começaram a dançar em sua mente. Ele tentou se concentrar em algumas. Tudo que via era Gina estática, imóvel. Era uma foto.
_ “Gina...” – ele se permitiu sorrir. – “Mas o que foi que aconteceu? O que é que eu estou fazendo aqui?” – ele tentou se levantar.
Queria chamar alguém que lhe explicasse o que estava acontecendo. Ele viu algumas peças de roupa dobradas sobre um móvel, caminhou até lá e ficou olhando-as. Não lhe eram estranhas, mas também não se pareciam com as roupas que costumava usar. Percebeu que havia algo no bolso da calça. Era um bilhete. Forçou os olhos o máximo que pode, e leu:
DANE-SE A PRUDÊNCIA! NÃO TÔ NEM AÍ SE VOCÊ VAI ACHAR MUITO ESTRANHO ESTA CARTA ESTAR CHEGANDO POR CORUJA! SÓ ESTOU TE ESCREVENDO PARA TE AVISAR QUE ESTOU MUITO, MAS MUITO CHATEADA COM VOCÊ, JOSH! VOCÊ PROMETEU QUE VIRIA FALAR COM MINHA MÃE, MAS NÃO VEIO. AGORA, GRAÇAS A VOCÊ, ELA VAI SE CASAR EM UMA SEMANA! SÓ PARA VOCÊ SABER, MINHA MÃE VAI SE CASAR NA IGREJA DE STA EDWIGES, NO SÁBADO, ÁS 18 HORAS. POR QUE VOCÊ NÃO PASSA LÁ PARA DAR OS PARABÉNS A ELA?! MUITO OBRIGADA POR NADA, SEU MENTIROSO! TCHAU! L.P.
_ “L.P.?” – ele franziu o cenho. – L.P.? Lily? – duvidou. – Lily Potter!
Seu corpo ficou tenso, o coração acelerou, ele estava completamente perdido e mais uma enxurrada de lembranças começaram a invadir sua mente. A garotinha ruiva com vestido de festa, as conversas com uma mulher que lhe deixava balançado, a visita de Malfoy a loja onde ele trabalhava, Stephane... Ele voltou a ler o bilhete.
MINHA MÃE VAI SE CASAR NA IGREJA DE STA EDWIGES, NO SÁBADO, ÀS 18 HORAS.
_O nome dele era Harry. – ela sorriu. – Eu tenho um monte de fotos dele no meu quarto. Meu tio e minha tia me deram um monte, mas só da época em que ele era criança. Eles diziam que ele era super legal e corajoso, e que amava muito minha mãe!
_Lily! – ele repetiu mais uma vez. Suas mãos tremiam agora e seu coração parecia que ia explodir de tão forte que batia. – Lily é minha filha! – então seus olhos começaram a se encher de água, sua boca se abria num sorriso involuntário, que se misturava à vontade incontrolável de chorar. – Esse tempo todo... Era de mim que ela falava! – ele mal podia acreditar. – Ela é minha filha, com a Gina! – ele sorria e chorava, tudo ao mesmo tempo. – E Gina vai se casar?! – ele parou de repente, como numa daquelas cenas cômicas de filme.
_Você me ameaçou! – Harry respondeu, enquanto caminhava ao lado dele.
_Eu sei... – Draco colocou as mãos no bolso e baixou a cabeça, tentando parecer envergonhado. – É que... – ele suspirou. – Gina é uma mulher incrível! – ele olhou para Harry, passando sinceridade. – E eu sou um pouco... Ciumento. Lily me fez acreditar que você estava mesmo interessado em Gina e eu... Não suporto a idéia de perdê-la! Eu a amo! – ele parou, Harry parou com ele. – Você já amou alguém, Josh?

_Com o Malfoy?! – ele se perguntou sem acreditar nas próprias palavras.
Ele ficou completamente atordoado, era informação demais de uma vez só. A única coisa de que ele tinha certeza era de que tinha que encontrar Gina, falar com ela, mesmo que não houvesse mais tempo. Decidido, Harry pegou as roupas dobradas sobre o móvel e começou a se vestir. Quando o tênis era a última peça que faltava, a porta de seu quarto se abriu.
_Josh! – Stephane levou um susto e tanto, assim como Harry. – Oh, Josh! Você acordou! – ela correu em direção a ele e o abraçou. Lágrimas de felicidade molhavam seu rosto. – Eu estava tão preocupada com você, Josh!
_Você mentiu para mim. – foi tudo que ele disse.
_O-o quê? – ela se afastou, confusa. – Do que você está falando, querido? – ela perguntou calmamente, imaginando que ele estivesse delirando por causa de algum medicamento.
_Eu me lembrei de tudo, Stephane. – ele a olhava, sério.
_Tudo? – ela ficou séria, embora tentasse disfarçar.
_Tudo que aconteceu desde o meu acidente, ou melhor, da batalha contra Voldemort! – ele voltou a calçar o tênis.
Stephane ficou imóvel e sem palavras. Não podia acreditar que depois de tantos anos, graças às tramóias de Draco, Harry tivesse recuperado a memória. Agora ela não sabia como reagir. Não tinha idéia do quanto ele havia descoberto com a volta de suas memórias.
_Que bom! – ela sorriu. – Então... Então você já sabe seu verdadeiro nome? Pode me dizer qual é!
_Você sabe exatamente como eu me chamo, Stephane! E você mentiu para mim!
_Como assim?! – ela se apavorou.
_Eu ouvi o que você disse enquanto eu estava desacordado, Stephane. Cada palavra!
_Josh eu não...
_O casamento é hoje? – ele perguntou apenas.
_Que casamento? – ela tentou desconversar.
_Não tente me fazer de bobo, Stephane. Pode ser a última chance para eu esquecer o que você fez.
Ela respirou fundo. Seria tão mais fácil dizer que não. Que o casamento já havia acontecido e que não havia mais nada que ele pudesse fazer. Mas ela teve medo do que ele faria se descobrisse mais uma mentira.
_S-sim... – ela respondeu, finalmente. – Mas você não pode fazer mais nada. Você nunca chegará à igreja a tempo! Você nem sabe onde será a cerimônia!
_Sei sim! – ele tirou o bilhete de Lily do bolso da calça e mostrou para ela. – Minha filha me deixou o endereço!
_Como?
_Conversamos depois, Stephane.
_Josh! – ela gritou enquanto ele atravessava a porta do quarto. – Você não pode sair assim! Você acabou de sair de um coma! Josh! – mas ele já estava longe, e nem mesmo os enfermeiros poderiam pará-lo agora.


Gina estava magnífica, e ninguém tinha condições de dizer o contrário. Seu vestido branco, escolhido depois de muita procura, marcava-lhe o corpo bonito. O arranjo perolado na cabeça, que se sobressaía em contraste com seus cabelos vermelhos, brilhava quase tanto quanto seus olhos e seu sorriso, pelo menos até as portas da igreja se abrirem e ela se dar conta de que não havia mais volta.
O homem que a esperava no altar definitivamente não era aquele com quem ela sonhara desde criança. Os passos lentos de Lily em sua frente, jogando as pétalas a esmo, sem emoção, lhe diziam que ela talvez pudesse ter se precipitado.
Contrariando essa sensação estranha, via-se o sorriso satisfeito de Draco a esperando no altar. Seus olhos e seu sorriso sim, brilhando exatamente como se espera de um noivo no dia de seu casamento.
O corredor da igreja, que agora parecia ter quilômetros de cumprimento, finalmente acabara. Lily, emburrada, chegou primeiro em frente ao altar. Nem ao menos olhou para Draco. Virou-se para a mãe e pegou o buquê. Então tomou seu lugar em frente aos padrinhos da noiva, de frente para a multidão que assistia a cerimônia.
Draco desceu os poucos degraus que o separavam de Gina. Sorridente, deu-lhe um beijo na mão e enlaçou seu braço, levando-a até a frente do padre. Os dois se ajoelharam, e a cerimônia teve início.


Harry estava correndo há alguns minutos, mas sentia-se como se tivesse corrido quilômetros a fio. Ainda estava fraco por causa do acidente. Já nem sentia a dor na perna que sentiu logo que acordou, tamanha quantidade de adrenalina agora circulando por seu corpo. Ele foi obrigado a parar para respirar. Apoiou-se num poste e puxou a máxima quantidade de ar que conseguiu.
_Eu devia ter pego um táxi... – sussurrou para si mesmo.
Mas sabia que no estado emocional em que se encontrava, dificilmente tomaria alguma decisão lógica. Sentindo uma dor muito incômoda na lateral do corpo, ele pegou mais uma vez o bilhete em suas mãos. Olhou para um relógio na rua, a cerimônia já havia começado.
_Nunca vai dar tempo! – pensou com o coração na mão.
Abriu o bilhete mais uma vez e ficou reparando, com dificuldade, na letra caprichada, embora visivelmente nervosa, de Lily. Sorriu.
_Tem que dar tempo! – ele olhou em volta, tentando decidir qual seria o melhor caminho a tomar. Qualquer um deles demoraria demais. – “A não ser que eu... Mas e se não der certo? Faz tantos anos!” – ele começou a debater. – Dane-se! – falou, decidido. – Se, pelo menos, alguma parte de mim chegar na igreja já está bom!
Harry guardou o bilhete novamente no bolso, respirou fundo, se concentrou no lugar em que queria chegar, e aparatou, sem ligar para os muitos trouxas que viram, espantados, ele sumir do nada.


Gina percebeu que Lily não parava de suspirar. Tampouco olhava para o altar. O buquê estava displicentemente seguro em suas mãos, como se ela nem percebesse que ele estava ali. Ela contornava o desenho do piso da igreja com o pé. O coração de Gina se apertou em seu peito. Será que era a decisão certa?
_Ginevra Molly Weasley... – ela se assustou ao ouvir o próprio nome, então voltou sua atenção para o padre. - ...aceita Draco Lucius Malfoy como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
Foi o instante que Lily escolheu para olhar pela primeira vez para o altar, para sua mãe, como uma última tentativa de fazê-la desistir daquele casamento. A igreja se encheu de expectativa, principalmente por parte dos parentes da noiva. Gina parecia sentir a tensão atrás dela. Ouviu passos. Será que algum de seus irmãos resolvera sair para não presenciá-la responder?
Lily também ouviu os passos e, curiosa, procurou saber de quem seriam. Sentiu o coração acelerar de emoção, e não se conteve.
_Josh! – gritou, pouco se importando com o papelão que estava fazendo, em seguida correu em direção ao amigo.
Assustada com o grito da filha, e mal acreditando que conheceria o tal Josh exatamente no dia de seu casamento, Gina se virou de costas. Ainda ouviu Draco chamar seu nome, mas a curiosidade a venceu.
Harry não sabia se olhava para Gina, ou se olhava para Lily. Quando ouviu a menina gritar o nome pelo qual o conhecera, não teve dúvidas: foi para ela que olhou. Seu coração disparou quando viu a menina descer correndo do altar em sua direção. Todos os momentos que já havia passado com ela, todas as conversas que tivera, todas as vezes que a menina insistiu para que ele fosse seu padrasto, passaram diante de seus olhos, mais borrados ainda por causa das lágrimas que insistiam em se formar.
Ele apoiou um joelho no chão no exato momento em que a menina o alcançava. Lily enlaçou seu pescoço num abraço apertado, e ele a abraçou de volta, como se nunca o tivesse feito antes. De certo modo era a primeira vez que ele o fazia. Era a primeira vez que Harry abraçava, de fato, sua filha.
_Você veio! – Lily falou, ainda agarrada a ele, um sorriso de orelha a orelha.
_Eu vim. – ele respondeu, com a voz embargada.
_Harry? – Gina sussurrou do altar. Tão baixo que Harry se perguntou se havia ouvido ou imaginado.
Ele desviou sua atenção de Lily para o altar. Viu Gina olhando para ele com uma expressão meio desesperada, meio incrédula. Do lugar de onde Lily havia saído, Hermione olhava para o amigo as mãos cobrindo a boca com espanto. Rony, logo a seu lado, estava de boca aberta, parecendo petrificado.
Ao lado de Gina, Draco o olhava com raiva, mas permanecia quieto, provavelmente fingindo que estava tão surpreso quanto todos os outros que agora formavam um coro de burburinho por toda nave. Muitos se levantaram para ver melhor o que estava acontecendo, e o padre levou as mãos aos céus, completamente perdido, quando a noiva começou a descer, lentamente, as escadas em direção àquele desconhecido que havia aparecido para estragar a cerimônia.
_Harry? – Gina repetiu, enquanto se aproximava.
Lily se soltou de Harry para ver o que acontecia atrás dela. Viu a mãe se afastando de Draco, os olhos molhados, o rosto contorcido em confusão, se aproximando de seu amigo Josh. Tinha certeza que a semelhança de Josh com seu pai faria Gina desistir de tudo. Com um sorriso maroto ela olhou da mãe para Harry, e não entendeu porque ele também chorava.
_Ha-Harry? – Gina repetiu pela terceira vez, agora há alguns centímetros dele.
_O nome dele é Josh, mãe! – Lily a corrigiu, mas nenhum dos dois estava dando atenção para ela agora.
Gina estendeu a mão trêmula até o rosto de Harry, como se quisesse ter certeza de que ele não era uma ilusão, um sonho. – É... É você mesmo? – ela perguntou, ainda sem acreditar no que via.
Harry não conseguiu formar nenhuma palavra, então simplesmente sorriu. Gina sorriu de volta, ainda atordoada. Era emoção demais, e seu corpo não resistiu. Ela desmaiou.
_Mãe! – Lily gritou, assustada, mas Harry havia conseguido ampará-la antes que caísse completamente.
Era o que faltava para a igreja se tornar uma confusão só. Os convidados começaram a sair do lugar, os fotógrafos que deveriam registrar a cerimônia começaram a fotografar desesperados por uma boa imagem que pudesse ser vendida ao Profeta Diário ou qualquer outro veículo que pagasse bem.
Rony e seus irmãos tiveram que lutar para abrir caminho entre os curiosos. Ninguém podia acreditar no que havia acontecido. Rony se ajoelhou ao lado da noiva desmaiada, mas olhava mais para o velho amigo do que para a irmã inconsciente.
_É você mesmo, Harry? – perguntou com os olhos arregalados.
_Abram espaço! Abram espaço! Ela precisa respirar! – a voz autoritária de Hermione foi ouvida fazendo todos os curiosos se afastarem um pouco. - Harry! – ela exclamou ao conseguir atravessar a multidão.
_Acho melhor a tirarmos daqui! – Harry falou, ignorando temporariamente a emoção dos amigos, e a total confusão de Lily, que assistia a tudo sem entender absolutamente nada.
_C-claro! – Rony concordou, e pegou a irmã nos braços, percebendo que Harry não o conseguiria, e a levou para a sacristia.
_Por que todos estão te chamando de Harry? – Lily perguntou, finalmente.
Ele olhou para a menina, mas antes de alcançar os olhos dela, alcançou os de Draco, que vinha caminhando em direção a eles, com cara de poucos amigos. Harry e Draco ficaram se encarando, mas nenhum dos dois fez nada. Draco passou direto por seu rival e a filha, Harry decidiu que teria tempo para acertar as contas com ele.
_Josh! – ela puxou a mão de Harry, pedindo atenção. – Por que estão todos te chamando pelo nome do meu pai?!
_Esse é o meu nome, Lily. – ele se ajoelhou na frente dela e falou. – E tem muito mais coisa que você já, já vai entender, mas agora é melhor termos certeza de que sua mãe está bem, ok? – ele se levantou novamente e fez um sinal para que ela o seguisse.
Lily deu alguns passos incertos seguindo Harry, mas seu cérebro estava trabalhando rápido demais. O mesmo nome, os mesmos olhos, a mãe desmaiando ao vê-lo, e Draco simplesmente desistindo do casamento, só podia ter uma explicação. Lily estancou onde estava, olhando para o homem a sua frente. Harry não percebeu que ela havia parado, e continuou em direção a sacristia.
_Harry! – foi tudo que ele ouviu antes de ser atacado pelo abraço desesperado da amiga Hermione.
Passado o primeiro susto, Harry pode até sorrir com aquele gesto que lembrava seus tempos de escola. Ele retribuiu o abraço da amiga que chorava em seu ombro. Rony estava parado logo atrás dela, com um sorriso no rosto. Todos os outros Weasley também estavam ali, todos olhando para ele emocionados.
_M-meu Deus! – Hermione conseguiu falar em meio a soluços. – Mas como? Você estava... Você...
_Aposto que há uma boa explicação para isso, Mi. – Rony segurou a mulher pelos ombros e a fez se sentar. – Agora fique calma! Olha o seu estado! – ele conjurou um copo de água para ela e depois se virou para o amigo. Os dois se abraçaram saudosos. – Como é que pode? – ele não resistiu em perguntar.
Em pouco tempo Harry estava sendo cumprimentado e abraçado por todos os Weasley. Os filhos dos amigos olhavam para o mito que eles conheceram nos livros da escola e que havia virado um mártir, mas que ressurgira do mundo dos mortos exatamente no dia do casamento da ex-namorada. Era inacreditável!
Era a sra Weasley quem abraçava Harry demoradamente no momento em que Gina começava a despertar.
_Vô! A tia Gina ta acordando! – um dos muitos Weasley alertou.
A sra Weasley soltou Harry, possibilitando que o coitado voltasse a respirar direito. Todos abriram caminho entre ele e o sofá em que Gina havia sido colocada. Ele abriu os olhos lentamente e ficou olhando o nada, como se quisesse entender o que estava fazendo ali. Não tinha certeza se estava sonhando ou se estava acordada.
Harry aproximou-se dela e se agachou ao lado do sofá. Gina percebeu a aproximação de alguém, mas quando resolveu conferir de quem se tratava ficou imóvel novamente. Era como se olhasse, mas não acreditasse no que estava vendo. Mais uma vez o toque se fez necessário. Ela depositou uma das mãos na face dele. Dessa vez Harry retribuiu segurando a mão dela e beijando-a. Gina não precisou de mais nada. Sabia que não estava sonhando, mas sim acordando de um pesadelo.
Gina sorriu e abraçou Harry de uma vez. As lágrimas voltaram a rolar de seus olhos, assim como de todos que assistiam a cena. Os dois se afastaram para poderem se olhar nos olhos, ver as mudanças que aqueles dez anos haviam operado. Nenhum dos dois precisava de palavras. Haveria muito tempo para elas. Gina acariciava o rosto de Harry, mexia em seus cabelos, prestava atenção em cada traço daquele rosto que ela ainda não conhecia direito. O rosto de um homem, não de um rapaz.
_O que aconteceu com sua cicatriz? – Gina perguntou de repente, num dos momentos em que, mexendo no cabelo dele, ela descobriu-lhe a testa.
_Minha cicatriz? – ele levou a mão à cabeça, automaticamente. – Ainda está aí! – ele falou. Podia senti-la sob os dedos.
_Não ta não! – Gina respondeu.
_Afinal de contas o que aconteceu? – Rony se intrometeu na conversa, afinal, todos estavam curiosíssimos.
_Nem eu sei direito! – ele se sentou ao lado de Gina no sofá. – Não acredito que já faz dez anos! – ele começou a refletir. – Quer dizer, eu me lembro de tudo que aconteceu desde que eu acordei num quarto de hospital, mas é como se não fosse eu!
_E, de fato, não era! – Hermione falou então. – Impressão minha, ou você é o tal Josh de quem Lily tanto falava? – ela se aproximou do amigo, muito mais calma.
_É mesmo! – Rony concordou. – Lily te chamou de Josh quando você chegou. Caraca! – ele bateu uma mão na outra. – Se eu ouvisse a Lily teria te descoberto há muito mais tempo!
_Como assim, Rony? – Gina perguntou.
_Lily, acredite, foi até meu escritório com pó de flu me pedir para levá-la ao shopping para falar com o tal Josh! Só que eu estava em horário de serviço, então a mandei sozinha! Se tivesse ido junto teria reconhecido o Harry há muito mais tempo!
_Você mandou a Lily sozinha para o shopping, Ronald? – Hermione gritou. – Como?!
_Faz diferença agora? O importante é que a menina estava o tempo todo tentando nos levar até o Harry e ninguém deu ouvidos a ela!
_E como poderíamos? – Gina perguntou. – Ela sempre inventava histórias a respeito do Harry e de pessoas que se pareciam com ele.
_Isso agora já é outra história! – Harry deu fim à discussão. – O fato é que você não era o único que poderia ter me descoberto antes, Rony. – ele se levantou, sério. – O Malfoy sabia que eu estava vivo! Ele foi até a loja em que eu estava trabalhando! Ele sabia que era eu!
_Como assim, Harry? – Gina se assustou. – O Draco sabia que você estava vivo e não me falou nada?
_E você duvida? – Rony retrucou. – Ninguém nunca entendeu por que você resolveu se casar logo com aquele trasgo. A Lily vivia tentando te alertar, mas você é tão teimosa.
_Por falar nisso, cadê a Lily? – Gina perguntou então.
_Ela estava bem atrás de mim. – Harry respondeu, olhando em volta em busca da filha. – Lily?
Todos saíram da sacristia para ver se a menina estava na nave da igreja.
_Onde será que ela está? – Gina perguntou.
_Ela deve estar confusa, coitada! – Hermione falou. – Vai ver está sentada nas escadas lá fora. – e todos saíram para averiguar.
_Também não está. – Harry foi o que chegou primeiro.
_Ah, Lily! O que será que ela está aprontando agora? – Gina colocou as mãos na cintura, incrédula.
_A menina deve estar querendo ficar um pouco sozinha, querida. – a sra Weasley falou. – Imagine o tamanho da surpresa que a coitada não teve.
_Sim, mas sair sozinha?
_Alguém viu para onde o Malfoy foi? – Harry perguntou, de repente.
_Ele saiu há algum tempo, Harry. – alguém falou.
_Você não acha que ele está com ela, acha? – Gina perguntou. – Ele não tinha por que?!
_Talvez o fato de, graças a ela, o Harry ter voltado bem no dia do casamento não seja relevante o suficiente, seria? – Rony foi irônico.
_O Draco não faria nada com ela. – Gina disse, incerta.
_Ele tentou me matar, Gina. – Harry falou, então. O semblante carregado. – E se ele não está com a Lily... Pode estar com a Stephane! – ele desceu as escadas correndo.
_Aonde você vai, Harry? – Hermione gritou.
_Preciso ter certeza de que uma pessoa está bem. Continuem procurando a Lily! – ele dizia enquanto se afastava da igreja.
_Vai atrás dele, Rony! – Hermione mandou.
_Eu vou também! – os gêmeos falaram.
_Eu também! – Gina gritou.
_Vai assim? De vestido de noiva?! – uma de suas cunhadas perguntou.
_Não vou arriscar perdê-lo de novo! Procurem a Lily e me dêem notícias!


_Uma coisinha tão simples, Sandler! – Draco andava de um lado para o outro dentro da loja escura. Seu traje de casamento já todo desalinhado, os cabelos arrepiados de tanto que ele os bagunçara em seu desespero.
_Como você queria que eu o segurasse, Malfoy?! – Stephane perguntava, aos prantos.
_Me deixa sair daqui, Malfoy! – Lily esperneava, batendo nas vitrines tentando chamar atenção de quem passava, mas a loja estava enfeitiçada agora.
_Eu mandei você ficar sentada! – Draco gritou com ela. A segurou pelo braço e a lançou para perto de Stephane.
_Você não manda em mim! – ela retrucou. – Você não é meu pai, e não vai ser nem meu padrasto mais! – ela riu.
_Eu não sou seu pai, não é?! – ele foi para cima dela com uma das mãos em riste.
_Pára com isso, Malfoy! – Stephane se colocou na frente da menina.
_Eu não sou seu pai, não é?! – ele ignorou Stephane, mas desistiu de bater em Lily. – Seu pai é o Potter patético! Ou Josh, se preferir! – ele a olhava alucinado, então começou a rir. – Sabia que você estava tentando me separar da sua mãe usando seu próprio pai? – ele ria como um louco. – E sabia que ela sabia de tudo? – ele apontou com a varinha para Stephane.
Lily olhava de um para outro, confusa e assustada. – Então ele é mesmo meu pai? – perguntou com a voz fraquinha.
_É! – Draco gritou, assustando-a. – E se você não o conheceu antes a culpa é dela! – ele apontou mais uma vez. – Ela te privou da companhia do seu paizinho por 10 anos, Lily! Tudo porque ela queria ter um filhinho bruxo com ele!
Lily olhou para Stephane indignada: - Você sabia que ele era um bruxo?
_Ela é um aborto! – Draco gritou novamente. – Um maldito aborto que queria voltar para o nosso mundo, e precisava do bruxo mais famoso de todos os tempos para fazer isso!
_Você sabia que eu era filha dele? – ela perguntou cada vez mais nervosa.
_Eu não sabia de nada, até ele me contar! – então ela apontou para Draco. – Ele sabia de tudo há meses, e não contou nada para sua mãe nem para você, e ainda ameaçou o Josh! Ele tentou matá-lo! Josh foi sim atropelado na frente do shopping, mas ele me obrigou a mentir para você! – ela acusou.
_Você é mesmo um monstro, Malfoy! Bem que eu tentei avisar a mamãe! Ainda bem que esse casamento não saiu! – ela gritou com marra.
_Sua pestinha atrevida! – Draco investiu mais uma vez contra Lily, mas dessa vez foi interrompido por um grito que veio de fora da loja.
_Malfoy! Eu sei que você está aí!
_Potter? – Draco falou, a meio caminho de bater em Lily. – Parece que agora a festa vai estar completa! – ele sorriu. Apontou a varinha em direção a porta e caminhou para abri-la.
_Você não vai fazer nada com ele! – Stephane se levantou, brava, mas Draco apontou a varinha na direção dela e ela teve que parar.
Draco abriu a porta, mas ao contrário do que esperava, Harry não estava sozinho, e ele se viu diante de três varinhas prontas a atacá-lo. Sem a menor chance de se defender sem se machucar, Draco baixou a varinha e ainda teve tempo para uma ironia.
_Você não é nada sem seus amigos, não é Potter?
_E você não é nada nem sem, nem com os seus, Malfoy. – Harry retrucou apenas.
_Mãe! – Lily correu de dentro da loja para os braços de Gina, quase derrubando Draco no meio do caminho.
Fred, Jorge e Rony ficaram responsáveis por desarmar Draco e prendê-lo até a chegada dos aurores. Stephane estava encolhida perto do balcão, envergonhada. Harry entrou na loja e foi até ela.
_Você está bem?
Ela apenas balançou a cabeça, confirmando que sim.
_Ótimo. – ele se virou de costas, friamente.
_Jos-Harry... – Stephane chamou. – Será que um dia você vai me perdoar?
Harry olhou com sinceridade para ela. – Sinceramente? Não sei, Stephane.
_Eu não sabia que você tinha uma filha! – ela se defendeu. – Se eu soubesse...
_Se você tivesse realmente me ajudado a descobrir quem eu era desde o começo, nós dois teríamos descoberto isso há muito tempo! – ele se impacientou.
_Jo... Harry... Ah! Sei lá! – Lily chamou.
Harry se virou para ela divertido, embora preocupado com a reação dela. Se agachou para ficar na mesma altura que ela.
_Então você realmente é o meu pai? – ela perguntou.
_Sou. – Harry sorriu, contente por ela não estar parecendo tão brava.
_E você jura que não sabia? – ela insistiu.
_Juro! – ele respondeu. – Só descobri isso hoje, e aí corri para a igreja, tentando chegar a tempo de impedir que sua mãe se casasse.
_Eu disse que você conseguiria fazê-la desistir, não disse?! – ela ralhou. – Agora... Você não tem cicatriz, nem usa óculos!
_E para ser seu pai eu tenho que ter cicatriz e usar óculos? – ele perguntou.
_Bom... É! – ela falou.
_Não por isso! – uma outra voz surgiu do nada na loja, sobressaltando a todos. – Eu retiro o feitiço que coloquei em seu pai, garotinha.
_Duas Stephanes?! – Lily indagou enquanto Augustine apontava a varinha para a cabeça de Harry.
_Augustine, na verdade. Irmã de Stephane.
_Hei! – Rony apontou a varinha para ela, então. – Como vamos saber que você não vai fazer algo de ruim para ele?
_Acho que minha situação e de minha irmã já está bastante ruim, meu caro! – ignorando as outras duas varinhas que se viraram para ela, Augustine desfez o feitiço e a famosa cicatriz em forma de raio voltou a marcar a testa de Harry.
_Eu sei que o que minha irmã fez não se justifica, Potter, e eu confesso que deveria ter tentado pará-la, mas só queria ajudá-la, e você era uma das poucas chances que ela tinha de realizar um desejo antigo. Agora que você já recuperou a memória, já está de volta com sua família, eu pediria que se lembrasse do quanto Stephane te ajudou, e esquecesse da parte ruim.
_Isso vai ser difícil, Augustine! Olha quanta vida ela me impediu de viver. – ele estendeu o braço em direção à Gina e Lily.
_Acredite! Você foi mais feliz com ela do que seria com sua família!
_O quê?! – Gina se indignou.
_Pense bem! Durante dez anos você nunca teve o menor vislumbre de sua vida de super herói da comunidade bruxa. Sentiria-se culpado por ser pai de uma garota cuja mãe você não teria a menor idéia de quem era. Sentiria-se mal por não amá-la, por nem ao menos se lembrar que a amava. Admita, Potter, se sua filha nunca tivesse entrado nessa loja, você estaria vivendo bem com a Stephane, e continuaria até agora se esse acidente não tivesse lhe trazido de volta a memória. Releve! Não estou dizendo para você perdoá-la, para serem amigos, apenas para esquecê-la!
_Augustine! – Stephane protestou.
_Quieta, Stephane! Ou você prefere ir para Azkaban? Porque, mesmo não sendo bruxa, é para lá que você vai se ele te denunciar!
_Harry... Acho que ela tem razão. – Gina se aproximou de Harry e Lily. – Vamos tentar apagar esses dez anos de sofrimento das nossas vidas, não é?
_Pode ser... – ele falou, ainda muito chateado.
Não demorou para os aurores aparecerem e levarem Draco para Azkaban. Harry decidiu não delatar Stephane, que ficou livre, sendo punida apenas pelo remorso que vinha sentindo desde que descobrira toda a verdade sobre a vida de Harry Potter.
O fim desastroso do casamento de um dos solteiros mais ricos da comunidade bruxa, e a aparição, depois de dez anos, do menino-que-sobreviveu, foi capa de todos os jornais e revistas bruxas durante semanas.
A volta de Harry foi comemorada com uma grande festa na Toca, com direito a reunir todos os antigos amigos da época de Hogwarts e os importantes aliados da Ordem da Fênix. Essas mesmas pessoas se reuniram semanas depois, para celebrar o casamento de Gina e Harry. Uma cerimônia muito mais simples do que seria a dela com Draco, mas sem dúvida muito mais aguardada.
Lily não teve dificuldades para começar a chamar Harry de pai, nem para se acostumar com o fato de que o nome dele não era Josh. Ela recuperou com entusiasmo os dez anos perdidos longe da companhia dele, e nem achou ruim quando teve que dividi-lo com o irmãzinho que chegou algum tempo depois, quando ela finalmente foi para Hogwarts se juntar aos primos na Grifinória.
FIM!
N/A: Finalmente! Mais uma fic acabada!
Quero, mais uma vez, pedir desculpas pela demora em postar o nono e último capítulo dessa fic, mas como vocês imaginam, e como eu já disse, estou com pouco tempo. É hora de entregar uma série de coisas na faculdade e eu estou com a cabeça cheia de coisas, menos de idéias para as minhas fics.
Peço desculpas para aqueles que vão achar o final dessa fic muito cheio de clichês, mas eu gostei do resultado. Pelo menos a parte do casamento foi exatamente como eu imaginei desde o início.
Talvez alguns de vocês vão reclamar do fato de a noite de amor de Harry e Gina não ter sido explicitada, mas essa é uma fic livre, e eu não vi necessidade de colocar essa parte nela. Deixo isso com a imaginação de cada um.
Para terminar peço, por favor, que vocês não deixem de comentar. Seja para elogiar, seja para dizer que não gostaram do final. Apesar de parecer algum tipo de chantagem, como eu já vi em alguns N/A, os comentários realmente me impulsionam a escrever, fazem minha imaginação começar a fluir de acordo com os comentários que vocês deixam.
Ok então! Espero que vocês gostem do final, e quem sabe, que leiam as outras três fics que eu estou escrevendo, e que estão empacadas, mas que vão sair, se Deus quiser: As peças que o coração prega, E se o príncipe virar um sapo? e Tudo se transforma.
Bjos a todos! Espero os coments!

N/A2: Não percam! Em breve, atualização de TUDO SE TRANSFORMA, E SE O PRÍNCIPE VIRAR UM SAPO E AS PEÇAS QUE O CORAÇÃO PREGA.

Comentem, por favor! Minha imaginação se alimenta dos comentários de vcs! :D

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