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3. Sentimentos à flor da pele


Fic: Dividida entre o amor e o ódio. - ÚLTIMO CAPÍTULO POSTADO!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 3 - Sentimentos à flor da pele


 


Por que no amor, não existe regras.”


 


- Como vão às coisas, Harry? – perguntou à oriental, com o queixo apoiado em uma das mãos. Hermione bufou impaciente e ela fingiu não ouvir. Uma mulher muito bonita serviu Hermione de Cerveja Amanteigada e ela tentou se concentrar no seu copo.


 


- Vou ótimo, Cho, e você? – perguntou, fingindo interesse. Ou realmente interessado.


 


- Ah, Harry, estou bem, mas... – ela segurou as mãos dele – Sinto muito sua falta. Queria compensar o tempo perdido, sabe?


 


- Cho... – ele retirou as mãos debaixo das delas. – Você é incrível, mas eu já estou com alguém.


 


- Com ela? – ela apontou para a castanha que observa tudo com muita irritação – Não acredito que você vai me trocar por ela!


 


- Cho, pare com isso! – Harry pediu, envergonhado com o escândalo que a menina começava a fazer.


 


- Então é isso? Vai me trocar pela Granger? – perguntou aos berros, atraindo a atenção de todo o Três Vassouras.


 


- É o que parece – Hermione falou pela primeira vez, sorrindo para Cho com fingida pena – Harry, eu vou pagar, ok? Espere-me na Dedosdemel – ela se levantou e deu beijo no rosto do garoto, enfurecendo ainda mais a oriental.


 


- Com licença, Cho, foi um prazer revê-la – falou Harry, educadamente, mas a garota não respondeu e saiu furiosa do lugar. Harry riu da sua antiga paixão e saiu logo em seguida.


 


Hermione terminou de pagar, despediu-se de Rony, Neville e Luna e saiu. Caminhava distraidamente quando esbarrou-se em alguém. Já estava começando a pedir desculpas, mas as palavras morreram em sua boca quando ela viu quem era.


 


- Olhe por onde anda, Granger! – berrou Malfoy, sacudindo a roupa – Agora que você encostou-se em mim, essa roupa não serve mais.


 


- Já não servia a partir do momento em que você a vestiu, mas se prefere pensar assim...


 


- Há-há, muito engraçado, Granger.


 


- Você achou, Malfoy? Fantástico – ela desviou do garoto, mas ele segurou a mão dela – O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?


 


- Calminha, Granger, sei que nenhum garoto nunca te tocou assim, ainda mais um lindo como eu, mas não precisa ter um ataque cardíaco – disse o loiro, arrastando-a a força para algum lugar.


 


- ME LARGUE AGORA, SUA LOIRA OXIGENADA! – berrou Hermione, tentando de alguma forma fazer com que ele a largasse – MALFOY, ME SOLTA OU EU VOU GRITAR!


 


- Você já está gritando, Granger – comentou, divertido com a situação – E não vou te soltar.


 


- ONDE ESTÁ ME LEVANDO? – berrou, nervosa.


 


- Cala a boca, Hermione, você é muito chata! – reclamou Malfoy, soltando-a. Eles estavam em frente à Casa dos Gritos, que para Hermione, já não era mais tão assustadora assim.


 


- Her-hermio-one? – gaguejou, engasgando-se – Endoideceu de vez, sua loira burra? Não temos intimidade alguma, muito menos somos amigos, então para você continua sendo Granger!


 


- Foi o que eu disse! – rebateu já suando frio – Eu disse Granger, e não Hermione!


 


-Disse Hermione! – ela se aproximou dele.


 


-Eu disse Granger! – aproximou-se mais ainda.


 


-HERMIONE! – mais um pouco.


 


-GRANGER! – agora eles estavam a três centímetros de distancia e qualquer movimento em falso seria fatal... Para ela.


 


Seja forte Draco, seja forte. Ela é um sangue-sujo, uma sabe-tudo irritante. Metida, chata, ridícula! O que seus amigos iriam pensar?, dizia um lado da mente do garoto. Porém, a outra parecia bem mais tentadora: Deixe de besteira, você gosta dela. E se eles fossem seus amigos de verdade, entenderiam. Olhe só pra ela, olhe como é linda... Beije-a!


 


E foi isso que Draco fez. Encostou os lábios no dela, mas foi rápido, pois na mesma hora, ela se afastou assustada e deu-lhe um tapa. Ele cambaleou para trás e ela recuava cada vez mais, aos tropeços. O pânico estampado nos olhos e a boca aberta em forma de ''O''. Ele tentou se aproximar e pedir desculpas, mas não conseguia.


 


- NUNCA MAIS FAÇA ISSO! – gritou Hermione, cada vez mais longe dele – QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA BRINCAR ASSIM COMIGO?


 


- Hermione... Desculpe, eu não sei...


 


- NÃO ME CHAME DE HERMIONE! – ela correu assustada, deixando mais uma vez, um Malfoy totalmente desorientado.


 


Hermione correu o mais rápido que pode para longe dali. Estava com medo, confusa com tudo que havia acabado de acontecer. Para ela, tudo não passava de uma brincadeira de mau gosto feita por Malfoy e seus amigos. Na cabeça dela, Malfoy não era capaz de se apaixonar, ainda mais por ela. Na cabeça dela.


 


Ela avistou Harry ao longe, na frente da Dedosdemel, olhando para todos os lados. Ainda correndo, chegou até ele.


 


- Harry... Desculpe... Atraso... Eu... Malfoy... Corri... – ela tentava falar, mas estava totalmente sem fôlego.


 


- Mione, acalme-se. Olha, comprei isso pra você – Harry disse, entregando uma pequena caixinha para a garota – São Diabinhos de Pimenta.


 


- Obrigada – agradeceu e pegou o minúsculo pacote, ainda ofegante – Aonde quer ir agora?


 


- Que tal a Zonko's? – sugeriu, animado – Ou podemos ir à Casa dos Gritos e...


 


- NÃO! – bradou, nervosa.


 


- Por que não, Mione?


 


- Ah... É que lá... Não tem mais graça e... – começou, atrapalhada – Harry, acho que vou voltar para o castelo, sabe? McGonagall e eu estamos resolvendo uns assuntos e...


 


- Que assuntos são esses que tanto resolvem? Desde o começo do mês que vocês trocam segredinhos. O que é, Mione?


 


- Ah, Harry, é uma pena que não possa contar. Não estou fazendo por total vontade. Só estou meio que retribuindo o favor que ela fez para mim no terceiro ano. Aquele do vira-tempo...


 


- Eu me lembro – segurou o queixo dela delicadamente – Precisa mesmo ir?


 


-Preciso – ela o fitou fraternalmente – Harry Potter, não faça essa cara!


 


- Nos vemos lá então – deu um beijo na testa dela – Tchau Mione, e tome cuidado. Segure firme sua varinha e...


 


-Harry, eu sei me cuidar. Já sou uma mulher, caso não tenha notado.


 


-Notei, Mione, pode ter certeza – ele acenou e saiu.


 


-Notou? – indagou em alta, mas de forma que só ela ouvisse. Um sorriso bobo se formou e ela caminhou até as carruagens que levavam ao castelo.


 


Assim que chegou lá, McLagenn deu um jeito de acompanhá-la até a sala da diretora da Grifinória – mesmo que Hermione insistisse que não precisasse. Por fim, ele a deixou em paz quando ela chegou em frente à sala de Minerva. Ela bateu na porta e entrou quando ouviu a permissão da mulher.


 


- Com licença Profaª McGonagall, queria falar comigo?


 


- Oh sim, Srta. Granger. Como anda os preparativos daquilo que lhe pedi? – perguntou afobada – O natal é amanhã, como já sabe. Está tudo em ordem? Pronta?


 


-Sim, Profaª McGonagall, pronta. Mais alguma coisa?


 


-Não, minha querida. Obrigada. Sei que vai arrasar. Pode ir.


 


Ela corou levemente e saiu. Falou a senha para a Mulher Gorda e assim que chegou ao quarto, jogou-se na cama. Estava cansada demais até para tomar banho. Teria de monitorar os corredores mais tarde, então achou melhor dormir um pouco. Mal terminou de pensar e caiu no sono. Um sono com sonhos perturbadores, como já estava acostumada.


 


Levantou-se do mesmo jeito de sempre. Os cabelos grudados na testa e no pescoço de tanto suor e aos gritos, por causa do mesmo pesadelo. O que mais a perturbava era o fato de ver Harry morrer diante dos seus olhos e não poder fazer nada. No sonho ela era segurada por braços fortes, mas nunca conseguiu ver o rosto da pessoa, e toda vez que tentava fazer isso, acabava ficando com dor de cabeça. Tomou banho e ficou no mesmo dilema de sempre: o que vestir. Optou por colocar uma calça jeans preta e justa, uma blusa azul escura de mangas até o cotovelo e a mesma sapatilha que foi a Hogsmeade. Preferiu não passar nada no rosto nem se enfeitar demais, afinal, estava na escola e só ia monitorar os corredores, onde não tinha chance alguma de encontrar alguém interessante. Triste engano.


 


Desceu tão apressada para não se atrasar que acabou se esbarrando em Harry e Gina, que vinham conversando alegremente. Quando viu o casal – mesmo que só de amigos – tentou conter o máximo possível do ciúme que sentia, pois Harry nem seu namorado era. Sorriu para os dois e continuou andando, sem antes mandar que eles fossem dormir e dizendo que precisava contar uma coisa à Gina. Não se preocupava com Gina, pois sabia que ela era louca por Dino, mas e Harry? Todos sabiam o quanto ele gostava de Gina, apesar dele negar até a morte tais comentários. Andou mais depressa quando ouviu uma voz seca e arrastada se aproximar.


 


- Granger, preciso falar com você! – a garota não parou e Malfoy andou mais rápido – Granger, volte aqui agora! – mas a garota já havia sumido de sua vista – Filha da mãe!


 


-*-


 


- Feliz Natal, Mione! – berravam Gina e as gêmeas Patil quando Hermione desceu até o Salão Comunal só de camisola e com o robe totalmente aberto. Estava com tanto sono que nem viu Rony, Harry, Simas e Neville, que olhavam para ela sem reação.


 


- Bom dia meninas – disse alegremente e finalmente viu os garotos. Fechou o robe rapidamente e se sentou na poltrona – E meninos.


 


Todos abriram seus presentes, felizes e excitados demais. Naquele ano, a maioria achou mais seguro passar o Natal em Hogwarts, e por conta disso, a festa seria mais animada. Eles riram, tomaram café e passearam durante toda a manhã pelos jardins. Alguns até se arriscavam a chegar muito perto do lago, e quando a Lula Gigante nadava irritada até eles, todos riam, afastando-se.


 


Quando começou a se aproximar da comemoração à noite, Hermione e todas as garotas resolveram subir e escolher suas roupas. Somente algumas delas sabiam o segredo de Hermione com Minerva e até as gêmeas juraram guardá-lo.


 


A gêmea Patil foi a primeira a terminar de se arrumar. O vestido era longo, verde e com algumas lantejoulas. Prendeu o cabelo em um rabo de cavalo, travou uma luta com o pó de arroz e saiu para a festa que já parecia ter começado. Gina estava com os cabelos soltos e um vestido longo de cor preta, colado na cintura. Usava uma sandália de salto alto em um tom acinzentado, da mesma cor da sombra. Hermione corria de um lado pro outro, tentando achar o outro pé do sapato que pegara emprestado da mãe. Gina a havia convencido de usar um vestido trouxa que haviam comprado no centro de Londres. Quando finalmente terminou de se arrumar, não conseguiu acreditar no que seus olhos viam. Era outra pessoa. O vestido era de um marfim claríssimo e apenas uma alça grossa prendia o ombro de Hermione. Ele começava apertado no tórax da menina e à medida que descia, ia ficando esvoaçante. Gina não mexeu muito no cabelo da garota. Apenas fez um coque bonito e deixou alguns fios soltos, igual ao do baile do quarto ano. Hermione calçou uma sandália de salto preta e desceu.


 


 

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