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6. Prisioneira


Fic: Revenge


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Hermione deixaram o iate na costa, um pouco fora dos limites do governo da Costa Rica, não queriam ninguém enxerido observando o iate. Por proteção, lançaram um feitiço de confusão sobre o iate e então partiram para a costa em uma pequena e rápida lancha. Os dois passariam o dia por lá, fazendo pesquisas em locais trouxas e bruxos e comprando mantimentos para os manterem por uns dois meses.

O clima estava tenso naquela sala, o pouco ruído pertencia à lareira e de um ou dois cochichos enquanto o lorde, sentado na cabeceira da mesa de reuniões, olhava para cada um dos 10 comensais que ali estavam com certo desagrado e fúria. Não gostara das notícias que estava recebendo. A sua direita, uma posição de honra, Snape olhava para o homem a esquerda do lorde com desagrado e Lucius correspondia a tal olhar. Alguém entrou naquele aposento, um tanto amplo e escuro, e foi falar com um dos homens que estavam sentados a mesa, era o último do lado direito, seu nome era Noot. O comensal que “invadira” o local saiu rapidamente, parando só para se curvar levemente para o lorde, mas sem encará-lo nos olhos.

_Meu lorde, acabei de receber informações sobre o cargueiro. -Falou Noot aumentando seu tom de voz. Voldemort nada falou, então Noot apenas continuou. _A ordem da fênix apareceu e está interferindo na nossa ação.

_Como eles ficaram sabendo? -Perguntou um comensal de cabelos brancos ao lado de Snape.

_Eu mandei enviar alguns dos comensais sobre o meu comando para o local como reforço. -Disse Noot mais uma vez, como se tentasse se desculpar pela notícia ruim, sentindo um arrepio gélido descer por sua espinha quando os olhos do lorde cravaram nos seus.

_Ordene mestre e eu mesma irei acabar com aqueles vermes. -Falou Belatriz em tom servil e meio insano.

_Deixe como está Bella. -Falou Voldemort pela primeira vez, causando uma espécie de arrepio coletivo nos comensais.

_Mas mestre essa missão era de extrema importância e somente nós e McNair sabíamos dela. -Falou Lucius tomando a palavra e recebendo um olhar assassino de Belatriz por interromper o lorde. _Provavelmente temos um espião entre nós e ele terá que pagar. -Um frio gélido tomou conta de quase todos os comensais, a maioria olhava para Snape assim como Lucius. _Quem sabe alguém que já teve contato com a Ordem da Fênix ou com o ministério? -A mensagem não fora muito sutil, pois falar aquilo era o mesmo que dizer que Severo Snape era o espião.

_Concordo com Lucius, meu Lorde. Devemos investigar esse círculo com cuidado para saber quem fora o traidor e ele, ou eles, devam sofrer por isso. -Fala Snape de forma tão fria e cortante como se realmente desejasse que o traidor pagasse. _E se meu Lorde assim quiser, eu mesmo farei isso e entregarei o traidor diretamente em suas mãos e, se julgá-lo indigno te tal ato, eu mesmo o mato. -A ausência de sentimentos na voz de Snape causou arrepios até em Belatriz e trouxe dúvidas se Snape seria realmente o tal traidor.

_Creio que isso não possa ser realmente possível. -Disse Malfoy estreitando os olhos para o companheiro, que apenas o encarou com uma frieza inabalável. _Visto que todos nós desse círculo estamos ocupados demais com os preparativos da guerra tanto estratégicos como em linha de frente, por tanto, sugiro alguém de fora desse círculo, mas de confiança, alguém imparcial.

_E quem sugeres Lucius? -Perguntou Voldemort de modo manso, o que causou medo nos demais, até Snape quase vacilará em sua máscara de frieza.

_Sugiro que meu filho, Draco, siga a linha de investigação. -Disse Lucius da forma mais firme que conseguia. _Ele será imparcial e se reportará somente ao senhor. E, visto que ele foi criado entre os comensais de mais alto escalão, além de conhecer razoavelmente a todos aqui e ser de extrema confiança.

_Eu concordo. -Falou Belatriz. _Os Malfoy são fiéis ao lorde e, mesmo que o traidor seja um parente, eles o entregariam ao lorde. Havia certo prazer na voz de Bella ao insinuar uma possível culpa de Lucius, este estreitou os olhos perigosamente.

_Muito bem, está decidido. Depois da reunião Draco Malfoy deverá vir a mim. -Disse Voldemort de forma decisiva e não toleraria que tocassem no assunto de novo. _Agora vamos a outras questões.

_O comensal no ministério trouxa disse que só espera a ordem do mestre para anunciar a rendição. -Falou Alecto, evitando olhar nos olhos do mestre das trevas, ela tremia levemente.

_Temos novas rotas para suprimento por mar. -Disse Zabine de forma calma. _Também temos notícia de nossos comensais em outros países, as infiltrações nos ministérios da França, Itália, Alemanha e Espanha estão correndo bem e em breve poderão ser mais úteis ao meu lorde.

_A Bulgária já declarou publicamente seu apoio ao Lorde e fechou as fronteira para quaisquer países que não o apóie. -Disse Malfoy de forma rápida. _Também temos notícias dos centauros na floresta proibida e eles estão tentados em aceitar uma aliança desde que a floresta proibida seja deles definitivamente.

_E quanto aos dragões? -Perguntou Voldemort olhando para Belatriz, esta sorriu feito uma criança.

_Estamos encontrando certa resistência de alguns tratadores na Romênia, nada que nós não possamos persuadir, principalmente pelo Weasley, que lá trabalhava, estar aqui na Inglaterra. Ele era o principal obstáculo. -Falou a comensal sorrindo.

_E nossas experiências? -Perguntou Voldemort olhando para Snape.

_As poções que o lorde pediu o desenvolvimento estão em fase de teste, usamos trouxas para testá-las assim como vários feitiços, em breve os resultados estarão sobre sua mesa. -Disse Snape de forma eficiente e fria, o único comensal a falar assim com Voldemort.

_Ótimo. -Falou Voldemort estreitando os olhos vermelhos sangue. _O ministério bruxo será tomado em seis dias e ataques deverão ser feitos em Liverpool e na Irlanda, em Dublin. O ministério irlandês tem tantos comensais quanto o inglês. -Uma leve pausa onde quase todos prendiam a respiração. _Com o ataque, nosso espião no governo trouxa irá anunciar a rendição, mas enquanto isso quero que Mcnair e Rodolfo Lestrange vão a França para que os preparativos para a tomada do país seja feito. -Todos concordaram com um aceno de cabeça. _Nesses seis dias preparem-se, não quero ninguém fora do país, e estejam alerta a qualquer chamado meu. -Um silêncio quase sem vida se instalou no local. _Reunião encerrada. -Quando o mestre disse isso todos se levantaram, ou melhor, quase todos, Snape ficara no seu lugar. _Severo, traga-me o Jovem Malfoy.

_Sim meu Lorde. -Disse Snape saindo da sala, não sem antes lançar um olhar sem vida para Lucius que esperava a porta.

Gina estava folheando o livro de feitiços que fora de seu irmão no ano anterior, porém mal conseguia absorver o que estava escrito, pois sua mente estava nos membros da ordem, incluindo o pateta de seu irmão, que estavam em missão. Era muito injusto, que Rony, seu irmão obtuso e que nunca tirava grandes notas, pudesse ir a uma missão e ela, que era uma ótima aluna de feitiços e DCAT, tivesse que ficar na ordem esperando os “adultos” voltarem das missões.

De repente ouviu um barulho no andar debaixo, o barulho era seco e logo deu lugar ao silêncio. Se fosse o pessoal voltando das missões haveria uma grande algazarra e não um barulho discreto seguido de silêncio. Pegou sua varinha e guardou o livro dentro da gaveta do criado mudo, abriu a janela e, depois de uma olhada discreta, verificou que não tinha ninguém a espreita, então foi até onde guardava sua vassoura, mas antes que pudesse subir, um feitiço a partiu em duas.

-Parada Weasley, não acredito que queira se machucar. –Ela não precisaria se virar para saber de quem era a voz arrastada e presunçosa.

-Então resolveu assumir seu lado comensal? –Gina pergunta jogando a varinha sobre a cama que era de Hermione e se virando lentamente.

-Não que eu tivesse muita opção. Mas logo essa chatice de guerra termina e vou poder levar de novo minha vida de rico e poderoso, com todo o luxo que eu tenho direito. –Draco tinha um sorriso de canto e fazia sinal para que ela se aproximasse.

-Será que dá ao menos para você destruir um pouco o quarto? –Gina pergunta depois de, entediada, revirar os olhos.

-Para que alguém venha te salvar? –Draco pergunta rindo ironicamente.

-Não há ninguém mais aqui. Todos saíram em missão e só a garotinha inocente e frágil ficou. –Gina tinha o tom sarcástico com uma pontada de rancor. –Pelo menos agora eles se arrependerão de não terem me deixado ir.

-Tudo bem, só porque você está sendo boazinha. –Draco fala enquanto lançava uns feitiços destruindo móveis. –Está bom assim? –Assim que ele pergunta, Gina vai até seu criado mudo, pega uma faca com a qual cortava uma fruta e corta a mão, depois a sujando com sangue e passando sobre sua cama.

-Agora está perfeito! –Ela enrolara um pano na mão e se aproximava de Draco.

-Primeiro depõe contra sua melhor amiga e agora isso... céus, ainda bem que não sou seu amigo! –Draco fala completamente surpreso, enquanto prendia os pulsos dela atrás das costas.

-Não encontramos ninguém, senhor. –Um comensal aparece à porta e reporta a Draco, observando que ele havia feito uma prisioneira.

-Ordene a todos que retornem a base, eu levo a prisioneira. –Draco tinha a voz empostada e uma postura ereta, típico de alguém que está no comando. Ao que parecia, o seu pequeno deslize ao não matar Dumbledore havia sido esquecido, talvez porque a operação tivesse sido um sucesso ao final.

Era uma noite silenciosa naquela pequena vila do interior da Itália. Estava tão calma que chegava a estranhar, devido aos mais novos acontecimentos e ataques de bruxos a diversos trouxas. Porém, isso parecia não abalar uma família que morava naquele vilarejo, risadas eram ouvidas vindas de dentro da casa, uma alegria pura.

Olhando mais de perto, nessa casa se encontraria uma típica família na hora do jantar: à cabeceira da mesa estava um homem de cabelos brancos e olhar sério, mas carinhoso, ao direcionar os olhos para as crianças; à direita desse homem está outro, bem mais jovem, aparentando ter cerca de quarenta e três anos, cabelos castanhos escuros que já demonstrava alguns fios brancos; à esquerda do homem de cabelos brancos havia uma mulher que aparentava ser um tanto jovem, cabelos longos e negros, os olhos cor de mel e a pele branca, despreocupada falava algo com o homem de cabelos castanhos; ao lado dela estava uma menina que devia ter cerca de oito anos, uma cópia da mãe se não fosse os cabelos castanhos do pai; a frente da menina havia um menino mais velho, cerca de doze anos, com cabelos negros e se parecia muito com o homem de cabelos grisalhos em sua juventude; na outra ponta da mesa estava mais uma mulher, já demonstrando certa idade, cabelos brancos com poucos fios negros que resistiram ao tempo, os olhos incrivelmente azuis pareciam felizes em ver uma traquinagem do menino.

Mas fora da casa, longe desse clima familiar, havia certa agitação na vila. Três carros chegaram e de um deles desceu um homem alto com cabelos avermelhados e ralos. Ele foi até uma casa onde bateu na porta três vezes, a porta se abriu e o homem entrou sorrateiramente, seus companheiros que estavam de fora apenas esperavam, alguns fumando, outros apertando cruzes em seus peitos e rezando algo em italiano. O som alto de discussão é ouvido, em seguida o de lamentos, então o silêncio reinou mais uma vez na Villa, quebrado talvez pelo abrir da porta da casa. O homem de cabelos acobreados saiu mais uma vez, só que agora era seguido por outra pessoa, mais um homem, que em sua face demonstrava tristeza, tinha os mesmo cabelos acobreados que o primeiro só que em maior volume. Havia ainda, atrás desse homem, um rapaz com cerca de dezoito anos, com cabelos negros e olhos castanhos.

_Pietro, entre no carro. -Ordenou o homem de cabelos acobreados e ralos, o rapaz entrou na camionete que ele apontava, subindo na caçamba dela e se juntando a mais alguns outros e que pareceram não notá-lo. _Carlo, você mostra o caminho. -Falou ao outro homem mais jovem, pelo jeito e feições, eles eram parentes.

_Sim, irmão, eles estarão nos esperando lá. -Disse o mais novo, agora entrando num carro, sentando no banco de motorista. O homem alto deu a volta no carro e se sentou ao lado do irmão.

O caminho fora breve, eles percorreram um pouco da vila, viram algumas pessoas olharem para fora das janelas, mas logo se afastavam ao ver o pequeno comboio de carros e percebendo que eles carregavam armas. Logo a tensão tomou conta do ar, finalmente eles pararam. Era um lugar não muito afastado, ainda se podia ver casas da vila, algumas velhas outras mais novas, desligaram os faróis e logo mais um grupo de seis pessoas chegaram e acenaram para os carros. Os dois irmãos de cabelos acobreados saíram do carro, o maior deu o que parecia ser uma pistola para o mais novo, que havia dirigido.

_Carlo quem é este? -Perguntou o que parecia ser o líder do pequeno grupo que acabara de chegar, apontando para o homem alto de cabelos acobreados e ralos.

_Meu irmão. -Falou Carlo em tom baixo de voz. _Ele veio de outra cidade, irá nos ajudar. -O pequeno grupo olhou para os demais e viram o armamento deles, depois olharam para casa, precisariam de ajuda. _Vamos.

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A alegria ainda dominava naquela casa um tanto grande, o fogo da lareira que havia na cozinha brilhava com força e o calor das chamas se espalhava pela cozinha. O patriarca da família sorria de uma coisa que seu filho lhe disse, mas quando ia dizer algo parou de repente, pensou ter visto luzes do lado de fora e ficou um pouco apreensivo, aqueles tempos eram complicados. Não querendo estragar a alegria de sua família, deixou de lado, devia ser apenas um carro que passara na rua.

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Sem o patriarca perceber, dezenas de homens circulavam a casa a fim de não deixar uma saída sem vigia, alguns deles carregavam pequenos galões com um líqüido meio amarelado e que tinha um cheiro muito forte. Enquanto isso, setes homens ficavam na porta da frente, entre eles o rapaz, Pietro, e seu pai Carlo, e o líder do grupo: Antony. Todos se olharam, então o líder fora até a porta e sem cerimônias a chutou. A porta abriu com força, quase saindo das dobradiças, um silêncio que anunciava a morte se instalou e ele sorriu, entrando naquela casa onde os impuros assassinos moravam.

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A família se silenciou quando ouviu a porta ser aberta com violência, o patriarca da família fez sinal para um pequeno elfo ir ver o que era, enquanto isso pegou a varinha em seu bolso, num primeiro instante pensou que fossem comensais ou meros seguidores de você-sabe-quem, o temível bruxo inglês. Ia se levantar, quando um forte estrondo foi ouvido em sua casa, parecia um canhão aos ouvidos da família. As crianças tremeram e foram para o lado da mulher jovem e se abraçaram a ela, o homem que estava a direita do patriarca se levantou com olhos sérios, risadas foram ouvidas, ele pegou sua varinha e olhou para a esposa que abraçava as crianças.

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Os homens entraram naquela casa e a acharam estranha a primeira vista, objetos nunca antes vistos parecendo de prata e ouro, algumas fotos que se mexiam e a estranha luz que iluminava o cômodo, mesmo não havendo lâmpadas. A casa parecia mais segura por dentro do que por fora, o som de passo apressados como o de uma pequena criatura foi ouvido e Antony engatilhou a espingarda que segurava. Assim que aquele pequeno monstro apareceu, disparou e viu o corpo do serzinho voar até a parede e cair ainda de olhos abertos, com surpresa, mas já sem vida.

Analisou aquele ser por um segundo, parecia um pequeno demônio, ouviu ao longe algo como “Madre de Dio”, ali estava um ser do tamanho de uma criança de uns cinco ou seis anos, grandes orelhas que lembravam asas de morcego, um nariz muito comprido e olhos exageradamente grandes para a cabeça pequena, o rosto parecia enrugado. Nunca vira aquilo em sua vida e pensou que somente seres demoníacos como bruxos podiam criar aquelas aberrações.
Foi tirado de seus pensamentos quando ouviu passos, agora mais pesados, e mandou um de seus homens ficar escondido ao lado da parede, bem em cima do pequeno “demônio”, este o atendeu tomando cuidado para não pisar no sangue daquela coisa.

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O homem mais novo foi à frente do pai, viu no chão do corredor um sangue mais escuro que o humano, ia dar mais um passo quando foi atingido no rosto por algo muito duro e caiu sentado no chão, ouviu um som estranho e quando abriu os olhos, ainda meio atordoado, viu um enorme cano em sua direção, sabia o que era uma arma trouxa, mesmo sem já ter visto uma.

_Expelliarmus. -Falou o homem mais velho, apontando a varinha para o estranho que apontava aquela coisa ao seu filho. O homem não soltou a arma, mas esta desviou pra cima, disparando um som alto demais para o velho bruxo, que viu um buraco se abrir no teto da sala.

_Estupore. -Falou o bruxo caído no chão, apontando para o trouxa que foi lançado para trás, caindo desacordado em arco até bater no chão.

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Carlo e Pietro viram um dos subordinados de Antony atingir com a coronha da espingarda um homem que se vestia estranhamente, este caiu sentado no chão, mas desmaiou em seguida. Ouviram uma voz mais velha, o companheiro que apontava a arma para aquele bruxo, a desviou para o alto e atirou no teto, em seguida o homem no chão falou algo estranho aos seus ouvidos e o amigo foi lançado para trás, os olhos estavam fechados e ele estava um pouco pálido, como se estivesse morto, mas se percebeu que ele respirava de forma lenta.

_Matem esses desgraçados. -Urrou Antony. Uma saraiva de tiro foi em direção do homem que ainda estava caído, mas então um homem mais velho de cabelos brancos apareceu à vista de todos e disse mais uma coisa estranha aos ouvidos dos demais, mas Pietro entendeu como algo em latim e uma redoma azulada protegeu aos dois bruxos.

As balas ricocheteavam para o lado, uma acertou alguém na perna, que caiu ao seu lado, então Pietro percebeu que estava atirando olhou para a pistola em suas mãos e parou de atirar, não notara quando começara a fazer aquilo, mas então as conseqüências vieram a sua cabeça, estava ali não por justiça, mas por vingança, não uma vingança sua, mas sim de seu tio, Antony. Fora lá para matar pessoas que ele nem conhecia.

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Na cozinha, as crianças se abraçavam a mãe, que pedia calma em tom baixo. A mulher mais velha olhava aquilo com uma sombra em seus olhos, não deixaria sua nora nem seus netos passarem o que ela passou no passado, malditos comensais. Então o som de vidro quebrando chegou aos ouvidos dela, logo o cheiro de fogo chegou as suas narinas e não era fogo de lareira. Levantou-se e correu para uma porta, que levava para a cozinha, quando a abriu, viu que o chão estava em chamas, apertou fortemente a varinha em suas mãos e um jato de água acertou o fogo, antes que se espalhasse muito. Parou para pensar um pouco, aquele não era jeito de comensais. A porta foi abaixo com um forte estrondo.

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Na sala, os tiros haviam cessado, visto que era inútil acertar os dois bruxos. Ninguém notou Pietro tremendo levemente ao ver o sangue de um dos companheiros. O estranho escudo azul sumiu e logo veio um raio vermelho sangue e, por pouco, um deles não foi atingido. Olhou de relance para uma janela, viu um dos subordinados de seu tio sorrir e piscar para ele, aquele sorriso lhe trouxe calafrios, o homem estava gostando do que ia fazer.

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Os dois bruxos, vendo que os tiros pararam, desfizeram o escudo e logo lançaram feitiços estuporantes para todos os lados, mas os trouxas estavam mais atentos. Tinham que sair dali, mesmo dois bruxos não podiam fazer muito contra tantos trouxas, não sem matá-los. Um grito veio da cozinha, o que desconcentrou o homem de cabelos brancos. Um forte estampido, o som de vidro quebrar e algo quente em seu peito, foi tudo que o patriarca daquela família sentiu, ouviu e viu, em seguida ele caiu de olhos fechados, mas não morto.

_Pai. -Urrou o bruxo de cabelos castanhos, amparando o pai antes de ele atingir o chão. Sentiu suas vestes se mancharem com o sangue de seu pai, que ainda estava vivo. Olhou para onde veio o tiro, uma janela a frente, apontou a varinha para o homem que atirara e estava sorrindo vitoriosamente. _Avada Kedavra. -Urrou em fúria, o homem segurando seu pai com apenas um braço e todos os trouxas sentiram um calafrio mórbido, era como se a morte caminhasse ao seu redor, o raio verde explodiu na janela destruindo um pedaço da parede e o homem, que estava do lado de fora tombou morto.

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Logo a cozinha estava cheia de homens com armas estranhas, a mulher não entendeu o porquê de trouxas estarem ali, pelo menos não no começo, mas logo mudou quando ouviu o som alto daquelas armas, que eles carregavam. Viu ao seu lado um rombo na parede, ouviu a voz de seu filho e um forte barulho na parte da frente da casa, mas essa distração foi fatal, com uma velocidade que somente alguém bem preparado podia ter, um dos homens que carregava apenas uma nove milímetros chegou até a matriarca da família e sem piedade a atingiu na face com a coronha da arma. Ela sentiu a dor lhe invadir a face e o gosto de sangue em sua boca, em seguida ficou zonza, largou a varinha sem querer e ia cair se o homem não a amparasse pelo braço e a jogasse de novo em direção a sala de jantar. Caiu ainda tonta, olhou para o lado e viu sua varinha e a pegou rapidamente, antes que o homem fizesse outra coisa, e apontou a varinha para ele.

_Petrificus Totalis. -Disse a mulher de cabelos brancos apontando para o homem, que juntou as mãos ao corpo e os pés também. Ele caiu para trás pesadamente e paralisado, mexendo apenas os olhos em sinal de aflição. Ela logo apontou a varinha para outros que entravam na cozinha. _Wingardim Leviosa. -Disse apontando para um caldeirão e depois fez um forte aceno com a varinha, o caldeirão voou nos homens derrubando alguma coisa quente, alguns gritaram, um caiu no chão com as mãos nos olhos.

Ia aproveitar a chance e ir direto para onde sua nora e seus netos estavam, quando ouviu mais um forte barulho como o de um canhão. Uma dor lancinante tomou conta de sua perna, mesmo assim não parou, mancou até onde a nora estava e a encontrou encostada a parede.

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Ao ver sua nora percebeu que seu filho entrava na cozinha carregando o pai, ficou preocupada ao ver tanto o filho quanto o marido com manchas de sangue, mas notou que era seu marido que estava ferido. Correu para ele, tentou localizar o ferimento, mas havia muito sangue. Um forte estouro foi ouvido, mais alto do que aquelas armas trouxas, e do outro lado mais pessoas chegavam.

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Ali estavam os bruxos, acuados e rendidos, dois feridos. Carlo parecia feliz com isso, viu aquele que matara o seu companheiro levantar a varinha e, antes que ele dissesse algo, atirou na mão dele. Gritos de criança chegaram aos seus ouvidos e viu que tinha um mulher jovem agarrada a duas crianças, fez sinal para que alguém se aproximasse dela, um dos seus homens tentou, mas parou ao receber aquele olhar assassino, ela estava protegendo as crianças. Olhou para o outro bruxo caído, segurando o que um dia fora sua mão.

_Matem todos. -Disse o homem dando as costas, mas parou ao ver seu sobrinho Pietro o encarando de forma estranha. _O que foi?

_Tem crianças aqui. -Disse Pietro em um fio de voz que foi audível a todos, alguns pareciam concordar com ele, matar crianças era demais.

_Não são crianças, são monstros, e quando crescerem serão perigosos. -Disse Carlo de forma fria e cortante, uma parcela do pessoal concordou.
_O único monstro que estou vendo é você. -Falou alguém as costas de Carlo, este se virou e viu a mulher de cabelos brancos o encarar com nojo. _Estupore. -O feitiço foi em sua direção com rapidez, mas alguém se colocou a sua frente, viu o companheiro cair desacordado, uma saraiva de tiros e a velha bruxa tombara, talvez morta. Os tiros pegaram também aos outros dois homens, o mais jovem caído no chão se contorcia ainda consciente.

A mulher que estava com as crianças, as deixou e correu para o homem com varinha em punho, um raio azul atingiu o chão a frente de Carlo e um forte barulho é ouvido, quase todos caíram, inclusive o próprio Carlo. Este tinha os olhos injetados de ódio quando conseguiu ver direito, a mulher tentava acordar o homem de cabelos castanhos, olhou para o canto onde as crianças estavam, pegou uma arma qualquer no chão e apontou para as crianças, sorrindo triunfante ao ver o olhar de desespero da mulher. O disparo pareceu ecoar pelo local ao mesmo tempo em que a mulher dizia algo, sentiu um forte tranco em sua perna, olhou para baixo e viu que estava sem a perna direita, perdeu o equilíbrio e caiu, mas mesmo assim riu maniacamente ao ver seus companheiros dispararem na mulher, que apenas fechou os olhos chorando.

Foi então que percebeu uma movimentação rápida, olhou na direção das crianças e então viu o seu sobrinho em frente a elas, agarrou cada uma das crianças pela cintura de forma que as impedisse de correr para a mãe e, aproveitando um pouco seu físico, as levantou com uma certa facilidade e correu para a janela de vidro que tinha ali e pulou. Os demais perceberam o movimento e logo se viraram naquela direção, vendo o traidor que se levantava do lado de fora e corria o máximo que podia carregando aquelas duas crianças.

_Matem-no, mate o traidor e aquelas crias do inferno. -Urrava Carlo tentando se levantar. Disparos e mais disparos aconteceram, alguém ateara fogo em mais algum ponto da casa e então os três sumiram na escuridão, parece que saíram da vila visto que a casa já era afastada. _Me ajudem. -Disse Carlo. Dois de seus companheiros o ajudaram a levantar. Ele começou a se sentir tonto pela falta de sangue. _Me levem ao médico, o resto vá atrás dele, tentem persuadi-lo, afinal deve ter sido enfeitiçado por esses monstros. -Falara aquilo apenas pelo seu irmão, que o olhava aflito, mas se aquele traidor voltasse iria fazê-lo pagar.

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Pietro corria o máximo que podia com aquelas crianças, havia lágrimas em seus olhos, a culpa em seu corpo não iria deixá-las morrerem. Não queria isso em sua cabeça, participara de um ato odioso, cometera um pecado sem igual, ajudara a matar alguém um humano, bruxo ou não. Os tiros haviam parado há algum tempo, mas quando olhava para trás, ele ainda via o grande clarão, a casa fora queimada, essa era uma parte do plano original, mas parou de pensar nisso. Desviou de uma ou duas árvores, estava no bosque que havia perto da cidade, brincara muito ali quando pequeno e conhecia cada pedra daquele lugar. Por fim ele sentiu as forças de suas pernas se esvaírem e caiu, as crianças caíram do seu lado. Pela primeira vez ele ouviu o choro, vinha do menino. Estranhou o silêncio da menina, olhou cansado para eles, não sabia o quão longe eles estavam, perdera a nação de quanto tempo conseguira correr. Olhou para um canto e viu os restos de uma antiga casa, conhecia aquele lugar.

Quando pequeno diziam que lá existia um monstro, sorriu internamente, o maior monstro ali era ele, pelo menos era o que achava. Levantou-se sentindo suas pernas protestarem e caminhou até certo ponto, tirou umas folhas do chão e achou o que parecia ser um alçapão que levava para o porão da casa, sabia daquilo, era tradição quando pequeno alguém desafiar uma pessoa a ir até lá. Abriu o alçapão e viu a escada, ouviu passos e pegou as crianças pelos braços, elas levantaram rapidamente e os empurrou para o alçapão, não fora difícil, elas não resistiam. Quando elas desceram foi a vez dele, estava escuro no bosque, ninguém veria a porta e demoraria dias até alguém pensar naquele lugar. Fechou e desceu, lá em baixo era espaçoso não havia nenhum móvel, parecia ser um buraco no chão com alguns pedaços de madeira ou concreto, o que dizia que aquilo um dia fora um porão, pelo menos pensava assim. Encostou-se a uma parede e escorregou até o chão, olhou para as crianças brancas em choque, a menina caiu sentada no chão chorando, o menino permaneceu em pé. Fechou os olhos e quando os abriu o menino estava deitado ao lado da irmã, de olhos fechados, pensou ter dormido ou perdido a consciência, o que poderia ser verdade.

_Me desculpe. -Murmurou Pietro para as crianças sem se aproximar delas. _Eu não vou deixar nada acontecer com vocês, eu juro! É a única coisa que posso fazer.
Gina foi transportada para um calabouço através de uma chave de portal, Draco a colocou em uma cela vazia e trancou bem a porta com um cadeado que brilhava estranhamente. Ouviu pessoas gritando, pedindo para serem libertadas, outras pedindo por comida e ainda aquelas que preferiam xingar o comensal. Passou o resto do dia alternando entre chorar e ficar encolhida no canto resmungando baixo, até que alguém foi buscá-la. O comensal não lhe era familiar e apenas a pegou e arrastou por corredores, onde ela pôde ver que já devia ser tarde da noite. Tentou falar algo, mas ele parecia surdo, já que não mostrava nenhum sinal de que a ouvia.

-Bem vinda, Weasley! Gostou dos seus aposentos? –Draco pergunta de forma cordial, estava sentado em uma confortável cadeira a frente de uma mesa. Ela foi jogada sobre uma desconfortável cadeira de madeira, do outro lado da mesa.

-Muito engraçado, Draco. Aliás, custava ter me levado para um lugar mais decente, já que estou colaborando? –Gina estava mal humorada e olhava duramente par ao loiro a sua frente.

-Continue colaborando e eu prometo que melhoro as coisas para você. –Gina ergueu uma sobrancelha de modo interrogativo e Draco continuou. –Escreva aí todas as informações que tem sobre a ordem e então posso interceder por você.

-Draco... –Gina começa de modo paciente, como se fosse explicar a uma criança de cinco anos. –Você acha que eu, a menininha inocente e ingênua que não pode ir a missões, sei de alguma coisa? Eles não me deixam participar das reuniões e o imbecil do Rony não compartilha informações, está todo besta porque agora é maior de idade e membro da ordem!

-Não é possível que você não tenha escutado algo... ao menos uma pista sobre o Potter. –Draco parecia não acreditar que ela realmente era tão inocente assim.

-Harry não quer saber de nós, nos julga um bando de traidores e se um dia voltar será para se vingar. –Gina tinha o ar frustrado e Draco parecia também estar entrando no clima.

-Porque afinal você e o Rony testemunharam contra a Granger? –Agora Draco parecia curioso, talvez fosse uma boa hora de conquistar pontos com ele.

-Eu sabia que ela não gostava do Krum, foi ela mesma que me disse que havia terminado com ele porque além dele ser ciumento demais, estava interessada no idiota do meu irmão. Claro que se ele tivesse feito algo, eu não precisaria ter testemunhado contra ela, mas Rony não serve nem para tomar uma atitude com uma garota que claramente está afim. –Gina tinha o ar aborrecido e Draco pareceu se divertir com isso.

-E porque, exatamente, você a queria fora do seu caminho? –Draco parecia realmente interessado na história.

-Harry é rico, famoso e poderia ser ainda mais se agisse do modo certo, poderia ser a nova estrela do quadribol e o grande herói do mundo bruxo, mas ele cisma com a vidinha simples entre a meia dúzia de amigos dele! Quando namoramos eu tentei mudá-lo um pouco, torná-lo mais sociável, aumentar sua network, mas ele resistia e o pior é que Hermione era uma das principais causas disso, ela sempre tinha razão, ela sempre foi e sempre seria a número um dele. Na verdade era quase uma questão de tempo até ele notar que era louco por ela e não sabia. –Draco tinha uma expressão estranha, um misto de incredulidade e satisfação.

-O que está fazendo na Grifinória? Deveria estar na Sonserina! –Draco gargalhava de modo divertido, parecendo ter gostado do que ouvira.

-Hermione também poderia estar na Corvinal, mas está na Grifinória. –Gina retruca de modo irônico. –Quando convenci o idiota do meu irmão que ela era culpada e que ele deveria testemunhar, pensei que ela seria presa e eu teria até o julgamento do recurso para mudar o Harry, nunca imaginei que ele fosse libertar ela a força.

-Você não se sente mal ao saber que ela, sendo tão inocente e boazinha, sofreu muito mais que qualquer comensal por causa do efeito dos dementadores? Fora que, ninguém que mate um ídolo como Krum, poderia ter uma vida muito “fácil” na prisão. –Draco agora a analisava, provavelmente buscando seus reais sentimentos.

-Eu prefiro não pensar nisso, sem falar que seja lá o que ela sofreu, foi um preço muito baixo a pagar por agora estar com o Harry só para ela, bem longe da guerra, talvez em algum paraíso. –Era impossível conter a raiva e a inveja que sentia ao pensar que nada do que fizera dera certo.

-Então, pra você, o Potter não volta mais? Mesmo que o lorde tome o país. –Draco pergunta parecendo concentrado em algo distante.

-Sim. Harry já não tem mais nenhum amigo aqui, não quando ninguém fez nada pela Hermione. –Draco ficou subitamente mais sério, o que era sinal de que deveria mudar de assunto. –Mas eu ainda posso te ajudar, afinal existe muito mais que deseja saber sobre a ordem, não é? –Gina pergunta e vê que Draco parecia se interessar.

-Achei que não soubesse nada sobre os planos da ordem. –Draco parecia desconfiado e cauteloso.

-E não sei, mas não significa que não posso vir a saber. Basta você me deixar ir e tenho certeza de que ninguém mais me manterá afastada, não depois dos horrores que sofri na prisão e do risco que é ficar sozinha, fora meu ódio por todos os comensais. Então, poderia te passar todas as informações que você quisesse. –Draco esperou ela terminar para gargalhar, seu rosto ficara vermelho e havia lágrima em seus olhos.

-Gina, você realmente acha que eu sou tão tolo assim? Pensa que me falando todas essas coisas e se fazendo passar por alguém fria e calculista conseguirá me fazer confiar em você? –Draco pergunta enquanto ainda tentava parar de rir.

-Draco, eu testemunhei contra a Hermione e convenci meu irmão a fazer o mesmo, não acha que isso é uma prova de que eu posso ser tão inteligente e fria a ponto de ficar bem com os dois lados? Afinal, como você mesmo disse, essa guerra terminará logo e eu quero garantir que estarei junto aos vencedores, seja lá quem forem. –Gina estava calma e tentava demonstrar isto em sua postura a e tom de voz.

-Como eu poderia ter certeza disto? –Draco agora parecia ponderar sobre a proposta. –Preciso de uma prova muito convincente.

-Eu já imaginava que me pediria isto, pensei durante todo o tempo que me deixou naquela cela imunda em algo que pudesse servir como prova. Acontece que eu realmente não sei de nada importante ou significativo, Harry, Hermione e Rony sempre me deixaram de fora das coisas e a ordem bem mais. –Draco tinha uma expressão impassível no rosto, como se pouco ligasse para a situação dela. –Então, já que eu não tenho nenhuma informação, o que você acha que poderia provar minha fidelidade? –Gina se levantara e fora se apoiar na mesa, a frente de Draco, olhando-o nos olhos.

-Está tentando se insinuar pra mim, Weasley? -Draco tinha uma expressão indefinida, como se estivesse indeciso entre rir ou aproveitar a chance.

-Não pode negar que eu seja muito atraente, além disso, Harry nunca soube aproveitar o que tinha. –Draco pareceu entender o que ela havia dito e demonstrou um pouco mais de interesse. –E creio que seja a única coisa de valor que eu tenha a oferecer, nesse momento.

-O fato de eu aceitar sua oferta, não significaria que eu iria te libertar, você sabe que eu não posso me arriscar assim, não sabe? –Draco pergunta cauteloso, enquanto seus olhos analisavam o corpo da garota a sua frente.

-Se me prometer que me tira daquele buraco imundo e que me mantém longe dos outros comensais, já vai valer a pena. –Apesar de ser um pequeno passo, poderia ser o suficiente para conquistar a confiança de Draco e este era o melhor jeito de sair daquele lugar.

-Tira a roupa, devagar. –Draco pede um segundo depois, os olhos fixos nela. –O que foi, não esperava que eu fosse ser romântico e delicado como o Potter, não é? –Draco comenta sarcástico, provavelmente notando que ficara surpresa e um pouco sem jeito.

-Na verdade isso é algo que sempre me irritou no Harry, ele nunca soube ser homem, quando deveria. –Respirou fundo e falou com toda a calma e segurança que conseguiria demonstrar em uma situação tão tensa, os dedos já iam até o cinto, que tirava lentamente, observando o quão entretido Draco havia ficado.

Gina obedeceu a todas as instruções de Draco sem questionar, retirando as peças que ele queria, no tempo que ele pedia e pôde observar o quanto isto o excitava. Assim que ela já não havia mais o que tirar, Draco se levantou rapidamente, retirando a camisa de botões por cima da cabeça, mas parou ao ver que Gina sorria de lado enquanto lhe observa o tronco atentamente.

-Gostou? –Pergunta achando graça da reação dela, que mordia levemente o lábio inferior.

-Nunca disse que seria um sacrifício. –A resposta veio cheia de malícia, o que era confirmado pelo brilho dos olhos azuis, fazendo Draco rir brevemente, enquanto se aproximava, quase colando seus corpos.

-Você sempre sabe o que dizer, não é? –Pergunta observando-a interessado, estava achando muito interessante conhecer a caçula dos Weasley.

-Meus talentos para oratória, não chegam aos pés do meu talento para coisas mais interessantes. –Dito isto, Gina terminou com a pouca distância que havia entre seus lábios, uma das mãos dela embrenhando-se pelo cabelo loiro, enquanto a outra explorava o tronco forte, de pele clara e fria.

-Já terminou? –Draco, que havia acabado de se vestir, pergunta a Gina, que amarrava um dos tênis.

-Já. O que você vai fazer agora? –Gina, pela primeira vez, parecia um tanto insegura e assustada.

-Cumprir com minha parte no acordo, mas você terá que ficar quieta. –Draco conjurou uma venda e pôs nos olhos de Gina, que apenas assentiu.

Draco abriu a pesada porta de metal, havia um comensal dormindo do lado de fora, ao qual ele preferiu não acordar. Segurando Gina pelo braço, a guiou dois andares a cima e por alguns corredores, fazendo voltas propositalmente, para então adentrar em seu quarto, onde retirou a venda da garota. O local era bastante confortável, havia uma cama de casa luxuosa a direita, em frente havia um sofá e uma lareira, a esquerda um pequeno bar e a parede a frente da porta era coberta por uma estante cheia de livros, não havia janela.

-Este é o meu quarto, você será minha serviçal e, como ninguém tem permissão para entrar aqui, estará a salvo dos outros. Contudo, não garanto nada se sair por esta porta. –Draco a advertiu, observando-a atentamente.

-Tudo bem. Aquela porta leva a um banheiro? –Gina pergunta ao terminar de observar tudo.

-Sim. Pode começar a limpeza por lá, depois venha para o quarto. Não quero nenhuma poeira por aqui. –Draco instrui friamente e logo depois sai, a porta fez um barulho indicativo de que havia sido trancada.

-Desgraçado! –Gina xinga e soca a parede com raiva, imaginava que poderia ter conquistado um pouco mais do respeito de Draco, mas ao que parecia seria mais difícil do que imaginava. –Calma Gina, não havia o que você poderia fazer, afinal não venceria Draco e não sei quantos comensais sozinha, o máximo que conseguiria seria vários ferimentos e nenhuma assistência médica... também não dá pra se queixar da situação atual, visto que há algumas horas estava em uma cela imunda e úmida a mercê de qualquer comensal sádico. –Gina tentava se acalmar, precisava manter a cabeça fria e pensar em cada passo que daria em sua estratégia de escapar daquele lugar.

Após terminar a limpeza e tomar um banho quente, Gina sentia-se exausta, vestindo apenas um robe de Draco, havia apagado no sofá, em frente à lareira. Quando Draco entrou, trazia uma bandeja de comida, colocou-a na mesinha de centro a frente do sofá e observou o quarto a procura de sujeira.

-Acorda, Weasley. Trouxe comida. –Draco a sacode sem muita delicadeza e depois vai em direção ao seu malão. –Coma logo, antes que esfrie. –Sem olhá-la uma segunda vez, foi para o banheiro após pegar umas peças de roupa.

Gina, ainda sonolenta, se sentou e depois pegou a bandeja, avaliando a comida. Com desânimo, viu que era uma sopa rala de origem desconhecida, o cheiro não era tão mal, mas o gosto se assemelhava mais a água com sal e algo indecifrável. A fome a fez ignorar o gosto ruim, bebeu tudo o mais rápido que pôde e depois foi ajeitar o cabelo e se compor do melhor jeito possível, não estava animada para sequer olhar para a cara de Draco, mas precisava conseguir a confiança dele se quisesse sair dali o mais rápido possível.

-Obrigada pela comida. –Gina agradeceu assim que o viu sair do banheiro, ele vestia apenas a calça do pijama.

-Você não me serve de nada doente. –Draco resmungou antes de se deitar. –Mantenha-se escondida quando vierem trazer o café da manhã. –Sem mais, se deitou e fechou os olhos, abrindo-os só quando sentiu um movimento na cama ao seu lado. –O que pensa que está fazendo?

-Dormindo? –Gina responde se virando de frente para ele. Ela havia deitado no lado vazio da cama.

-Não na minha cama. Se vire no sofá ou no chão, na minha cama só quando eu ordenar. –A voz, assim como o olhar, estavam frios e ele demonstrava cansaço.

-Sim, mestre. –Apesar do tom irônico, Gina saiu sem discutir, não ganharia nada brigando com Draco naquele momento.

Harry e Hermione haviam aportado em Ponce, ao Sul de Porto Rico, não era a capital, mas era uma cidade grande no litoral. Percorreram todas as bibliotecas trouxas do lugar e checaram algumas bruxas que descobriram, para a surpresa de Harry, toda biblioteca trouxa, tinha, oculta em sua recepção, a indicação de uma biblioteca bruxa da cidade. Contudo não encontraram quase nada, ao cair da tarde fizeram as compras para o iate e deixaram na lancha, bem escondidas, antes de voltarem à cidade para jantar e também para fazer um pouco de turismo.

A cidade era muito bonita e o tempo era muito quente, as pessoas com que cruzavam pareciam mais à-vontade com o espanhol, mas não encontraram dificuldade em serem compreendidos no mercado ou no restaurante que foram, ao que parecia, na região havia um grande suporte para turistas, além do fato do inglês ser uma das línguas oficiais.

Harry tentou distrair Hermione nas horas seguintes, a amiga ainda estava muito concentrada em achar informações e por vezes se distraía ao passar pelos locais, o que fazia Harry ter que chamar sua atenção para algo interessante ou bonito. O jantar fora agradável e no restaurante ficaram sabendo de um luau que aconteceria na praia próxima ao local onde a lancha estava ancorada.

-Harry, não acho muito seguro ficar circulando por aqui. Além disto, seria bom que pegássemos logo o rumo de outro país, onde pudéssemos achar algo para nossa pesquisa. –Hermione novamente argumentava contra a ida ao luau e mais uma vez Harry ignorava.

-Mione, precisamos nos divertir, além disso, há milhares de turistas aqui, ninguém vai prestar atenção em nós se nos comportarmos como todos os outros turistas que vem pra cá, em busca do exótico e de diversão! –Harry parecia animado, enquanto a puxava pela mão pela praia, já podiam ouvir a música e ver as tochas que demarcavam o local da festa.

-Quem é você e o que fez com meu amigo? Porque o Harry que eu conheço, não gosta de festas. –Hermione fala de modo sério, parando e cruzando os braços.

-Não é que eu esteja tão empolgado assim, mas eu sei que você gosta. Lembro que dançou bastante no baile e pensei que ficaria feliz em poder dançar um pouco, rir dos turistas que tentam agir como nativos, sem falar que não seria nada mal experimentar um pouco de tequila. –Harry parecia determinado a ir ao luau e ao mesmo tempo preocupado com ela.

-Tequila! Você está louco se acha que vai beber tequila antes de pilotar a lancha, porque eu não sei pilotar e mesmo que soubesse, detesto gente bêbada. –Hermione tinha seu velho olhar McGonagall e parecia a monitora que não tolerava qualquer travessura.

-Ok, como você quiser. Esta noite você manda, quer dizer, tirando a questão de irmos ao luau, que é indiscutível. –Harry tinha um sorriso compreensivo, mas não iria ceder ao mau humor de Hermione.

-Não sei o porque dessa teimosia toda. –Agora ela voltara a andar ao lado de Harry.

-Porque quero te ver sorrir. Sei que gostaria de voltar à Inglaterra e se vingar de todos, mas tudo irá acontecer ao seu tempo, o importante é que não paremos de viver ou que vivamos somente para este objetivo. –Harry coloca seu braço direito na cintura dela de forma protetora, ambos estavam bem próximos da entrada do luau.

-Eu agradeço seu esforço, mas não creio que eu vá conseguir me divertir, sinto muito. –Hermione estava mal humorada pela pesquisa frustrada, mas também triste por não conseguir ser uma boa companhia.

-Não sinta, a noite só está começando e eu ainda não dei o melhor de mim. –Harry tinha um brilho estranho no olhar, o qual não agradou muito a Hermione.

Harry não estava errado ao supor que haveria muitos turistas no local, a maioria era de americanos e isto ajudava ainda mais a disfarçar a presença deles no local. A música era latina e com predominância da Salsa, havia bailarinos que dançavam e ensinavam os turistas a dançar, o bar era recheado de drinks das mais diversas cores e sabores, alcoólicos ou não, o que entreteve Harry e Hermione por um bom tempo. Porém, o que mais os divertia, eram os turistas que tentavam aprender a dançar e acabavam provocando quedas hilárias, ou o jeito como ficavam falando empolgados dos corpos das belas mulheres, com roupas minúsculas, que dançavam movimentando sensualmente o corpo.

-Sabe, eu realmente não entendia o porquê de você querer tanto vir pra cá, mas agora entendo perfeitamente! –Hermione fala ao notar que Harry observava um casal de bailarinos dançarem. –Está adorando estas roupas minúsculas e provocantes não é? –Hermione tinha um olhar acusador, mas teve que se segurar para não rir ao ver o quanto Harry ficara vermelho.

-É claro que não! Eu só estou apreciando a dança, parece difícil, mas bem interessante. –Harry se justifica gaguejando um pouco.

-Claro, imagino o quanto você esteja achando interessante. –Hermione ainda estava irônica, mas deixou pra lá, se levantando para pegar outro drink.

-Espera, eu to falando sério. O que você acha de pedirmos a eles para nos ensinarem? Pode ser divertido. –Harry propõe parecendo realmente interessado, o que a assusta.

-Harry você quase entrou em pânico ao saber do baile e foi um fracasso dançando valsa que é bem mais fácil! –Hermione parecia confusa e olhava para o amigo se perguntando se realmente era ele ou se ele havia pedido tequila no seu drink.

-Mas agora é diferente, você mesma viu os caras que se esborracharam no chão tentando dançar, quer dizer, se eu for mal, só vou ser como todo mundo, sem falar que você é a única que me conhece e não vai ficar rindo de mim. –Harry tinha o tom calmo e parecia realmente interessado.

-Sinto muito Harry, mas se você cair eu vou rir sim e ainda vou te lembrar do seu desempenho vergonhoso pro resto da sua vida! –Hermione tinha um sorriso no rosto, mal se segurava ao pensar em como seria ver Harry se embolando com a bailarina e derrubando os dois no chão.

-Mas você só vai fazer isso se for melhor do que eu, o que eu duvido já que é tão inglesa quanto eu! –Harry parecia se divertir com a idéia de ver Hermione indo mal em algo.

-Pois eu vou te mostrar que sangue europeu não tem nada haver com competência e habilidade. –Hermione deixou seu copo de lado e se mostrou disposta a aceitar o desafio.

Os dois bailarinos, como era o seu trabalho, aceitaram sem problemas ensiná-los, fazendo até uma aula a quatro com os passos básicos. O rapaz demonstrando a Harry e a moça a Hermione e depois os casais se formaram para tentar de fato dançar algo. Harry, como o esperado, teve bastante dificuldade, volta e meia pisava no pé da bailarina, mas não caiu nenhuma vez. Já Hermione, apesar de ter começado insegura, estava se saindo muito bem, apesar da timidez a impedir de realmente se soltar.

Duas horas depois, os dois estavam passeando pela praia, comentando divertidos da festa, quando Hermione começou a ver os barcos e ficou séria, atitude que Harry entedia. No luau eles puderam se esquecer dos problemas, mas ver o barco os lembrava de que eram fugitivos e que foram traídos por aqueles em que mais confiavam.

-Não fique assim, nós vamos achar algo sobre o tal Kuan e tudo vai melhorar, tenho certeza de que não será tão difícil assim. –Harry fala mais uma vez a abraçando e aquecendo.

-Tem razão, mas não consigo deixar de ficar ansiosa. –Hermione tinha o olhar perdido e algo a inquietava, como se algo pudesse estar atrapalhando seus planos.

-Quem procura por mestre Kuan? –Uma voz grave e um pouco asmática veio da beira da praia. Harry e Hermione olharam o sujeito, que os fitou por instantes e depois entrou na cabine de seu barco.

Harry observou o barco de madeira, parecia ter algumas décadas, o nome estava em espanhol e havia uma série de bugigangas pelo barco. Trocou um olhar com Hermione e viu que esta devolvia o olhar desconfiado, mas que deixava claro não haver alternativa. Eles entraram no barco um tanto grande do estranho bruxo. Havia diversas coisas penduradas aqui e ali, suvenir para turistas e algumas coisas bruxas. O velho sentou num canto do barco, fumando algo mal cheiroso. Harry e Hermione olharam para o teto alto e viram que este era improvisado. O velho fez sinal para que os dois se sentassem, estes olharam para os lados para saber onde e encontraram dois banquinhos quase de frente para o homem.

_Que informações você tem sobre Kuan? -Pergunta Harry vendo que o silêncio ia ser maior do que ele queria. O velho deu uma boa tragada no cachimbo e depois soltou a fumaça, que saiu esverdeada, mas não se desfez. Ela ficou parada em frente a eles, então começou a tomar forma do que parecia um humano e um dragão serpente chinês.

_Tenha respeito ao falar do mestre Kuan, criança. -Falou o velho, sua voz meio asmática carregava certa autoridade e poder. _ Mestre Kuan foi aquele que ensinou quase tudo que Dumbledore sabe. -Aquela revelação assustou os dois bruxos que lutavam em imaginar um Dumbledore jovem aprendendo com alguém, era algo irreal e por um instante imaginaram que o tal mestre devia ser realmente velho. _Há alguns anos houve uma grande superpopulação de dragões que começaram a se organizar mais em bandos, não importando a quais espécies pertenciam. -A fumaça com forma de dragão serpenteou pelo barco fazendo os dois jovens a acompanhar com os olhos. _Dentre esses dragões, um se destacava, o mais forte entre eles, um enorme dragão negro chinês. Ele era considerado indomável, mas mestre Kuan o derrotou e o submeteu ao seu poder. Dizem que ele o enviou ao palácio de jade para proteger a entrada do templo imortal, onde os antigos deuses do oriente se reúnem, mas na verdade ninguém sabe o que aconteceu com o dragão. -A figura do homem de fumaça lutava com o dragão de fumaça no ar, então ambos se chocaram e se dissiparam.

_Palácio de Jade? -Perguntou Harry olhando para Hermione, essa deu de ombros, não sabia do que o velho homem falava.

_Mestre Kuan, ao derrotar o dragão, ajudou a controlar a super população de dragões que pararam de se unir em grupos muito grandes e passaram a se concentrar mais em locais menos populosos. -Falou o velho feiticeiro, Harry olhou para ele com interesse. O homem alto, já de idade, era negro com grandes olhos castanhos escuros, não tinha cabelo, mas possuía uma barba espessa e curta em um tom cinzento. O homem mais uma vez tragou um pouco do cachimbo e soltou a fumaça, que tomou formas de pássaros que voavam para fora do barco e desapareciam. _Para que querem encontrar, Mestre Kuan?

_Precisamos de instrução e infelizmente Dumbledore não mais se encontra entre nós. Não temos poder o suficiente para lutar contra Voldemort, nem contra aqueles que nos traíram. -O bruxo ouviu a explicação de Hermione com calma, a analisou por inteiro como se visse através de sua carne.

_Um pouco de ódio é bom. -Falou o velho feiticeiro deixando o cachimbo de lado. _Mas muito pode lhe cegar os olhos e trazer conseqüências das quais vocês se arrependerão. A respiração do homem parou um instante, como se lembrasse de coisas ao qual o tempo apagara. _Vão à China nas Montanhas Huangshan, se realmente quiserem ver mestre Kuan, não será vocês a encontrá-lo e sim ele que irá encontrá-los. -O velho feiticeiro pegou o cachimbo mais uma vez e deu uma boa tragada, em seguida começou a soltar a fumaça que parecia não acabar mais, encobrindo a visão dos dois jovens, que meio desorientados saíram do barco tossindo. Quando olharam para trás, o barco não estava mais lá.



N/A: Oi, o cap demorou um pouquinho, mas foi bem grande para justificar a demora rsrsrs Espero que tenham gostado e continuem comentando.

N/A²: O que acharam do D/G? Comentem falando deles e do que estão achando dos movimentos de guerra, isso ajudará bastante a escrevermos o próximo capítulo.

Danny Evans: Harry continua sendo fofo com Hermione, aliás, fico curiosa para saber o que achou do lual rsrsrsrs. A MCG é claro que ficaria do lado da Mione né, agora é ver que aliados mais vão se juntar a ela.

*MaRy* : Acho que todos que traíram o Harry traíram a Hermione então é tudo um pacote só, com destaque pra Gina e pro Rony rsrsrsrs.

Emerson Luiz Tolotti : Agradecemos o elogio e pode ter certeza de que nos esforçaremos para estar em alto conceito com você e os demais leitores.

MiG.Potter : Hahahaha essa sugestão foi boa, mas eu acho que o Harry não é tão suscetível aos seus hormônios, no entanto, veremos. Entendo o seu lado ao querer que foquemos em H/H, mas não seria bom, até porque essa parte DG não teria existido.

x Kita Malfoy x: Depois de tudo o que a Gina disse ainda acha que o Rony seja um TRAIDOR? Rsrsrsrs

Ricardo Pacheco [Penny] : Calmaria ainda não aconteceu, mas a tempestade ta rolando, cenas de batalhas com o selo BlackWolf.

Mizita : Vai rolar gente nova, mas não exatamente companheiros. Na capa seria o Voldemort, o Harry e a Mione.

may33 : A princípio não tem continuação não, vai ser grande mesmo rsrsrsrs.

rosana franco : Você tem razão, eles não são amargos, mas estou tentando deixar tudo equilibrado. Mas se você achar que eu to exagerando, pode reclamar que eu dou uma suavizada!

Nick Granger Potter: Sim, Harry está furioso e mais pra frente, talvez próximo cap, os dois conversem sobre isso e aí o tempo vai fechar! Hohohoohoho

Diana Gryffindor : Acho que esse cap explica suas dúvidas, mas se não explicar, é só perguntar que eu respondo no próximo. Quanto aos Weasley, acho que depois de tudo o que a Gina disse, dá pra entender pq reagiram daquela forma, não dá?

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Comentários: 1

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Enviado por Tronos em 19/05/2011

Só tenho duas coisas a dizer...

Primeiro, a Gina é uma ***** filha da **** l******, aquela *******, como ela pode **** ***** ******* 

**********************************

Segundo. Esse velho fumando cachimbo é largo hein... 

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ótima fic.

Nota: 5

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