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1. O Encontro


Fic: O Despertar do Arcana Spiritum


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma semana depois do inicio das férias de verão, tudo estava normal na casa dos Dursley. Eram oito da noite, Petúnia tricotava na sala e Valter assistia ao jornal na TV, quando um rapaz de cabelos negros, olhos muito verdes e um corpo forte de um jovem de quase 16 anos, entra na sala vestindo uma calça jeans e uma camisa branca, ambas muito sujas e suadas, coladas ao corpo.


 


 - Tio Valter, já terminei de arrumar o jardim, tem mais alguma tarefa para mim? – Harry pergunta parecendo bem disposto, apesar do tom distante.


 


 O homem fica pensativo, olha para Petúnia e para Harry, respondendo depois de dois ou três minutos.


 


 - Não, acho que você já fez tudo. – Responde satisfeito.


 


 - Então eu vou tomar banho. Com licença. – Diz indiferente e, em silêncio e cabisbaixo, sobe as escadas rumo ao quarto.


 


 - Esse garoto está muito estranho, Valter. Desde que chegou de férias, quase não fala e só faz trabalhar como um louco! Faz todo tipo de serviço e só parando para comer e dormir. – Petúnia fala preocupada, mas baixo para que ninguém ouvisse.


 


 - Eu também não acho normal, mas é melhor assim. Nossa casa nunca esteve tão em ordem, o jardim está perfeito e meu carro vive brilhando! Não sei o que raios aconteceu com ele, mas espero que não acabe! – Comemora sorrindo e depois se voltando para a TV.


 


 O telefone toca e Petúnia atende.  - Alô?


 


 - Boa noite. Por favor, eu gostaria de falar com Harry Potter.


 


 Petúnia se assusta e, olhando para Valter, pede que aguarde.


 


 - Uma garota querendo falar com Harry. – Diz surpresa, assustando Valter.


 


 - Se é pelo telefone não deve ser nenhuma anormal. Talvez alguém querendo contratá-lo! – Ri enquanto Duda descia as escadas, mais gordo do que nunca.


 


 - Duda entrega o telefone pro seu primo e é melhor ir rápido porque ele ia tomar banho. – Petúnia pede dando o telefone ao filho, que contrariado sobe a escada.


 


 Ao chegar ao quarto de Harry, Duda vê que este não está e se dirige ao banheiro, onde bate na porta. - Moleque, telefone para você, melhor atender logo.


 


 Harry, sem camisa e descalço, abre a porta e pega o telefone, entrando no banheiro logo a seguir.


 


 - Esse moleque metido, se acha o máximo. Magricela! – Duda sai resmungando depois de Harry fechar a porta na cara dele.


 


 No banheiro, Harry que preparava a banheira para o banho atende a ligação. - Alô?


 


 - Harry! Que bom ouvir sua voz! – A menina fala animada.


 


  - Mione, é você? – Pergunta surpreso.


 


  - Desapontado? Esperando alguma garota? – Debocha quase irônica.


 


  - Claro que não! Você é a pessoa com quem mais queria falar agora. Só um minuto. – Diz entrando na banheira.


 


  - Você está ocupado agora?


 


  - Não, só tive que afastar o fone para entrar na banheira.


 


  - Se você está no banho eu posso ligar depois. –A voz soara estranha, poderia apostar que a amiga havia ficado sem jeito.


 


  - Não, por favor, ou você se importa?


 


  - Não, só não queria te atrapalhar ou incomodar.


 


  - Imagina, é até melhor que ninguém me enche.


 


  - Voltando ao assunto, eu ando preocupada, então minha mãe perguntou o que estava acontecendo comigo e eu falei que estava preocupada com você e queria saber como você estava, mas que Dumbledore havia proibido qualquer um de mandar cartas para você ou outra coisa do tipo. Então meus pais riram e meu pai disse que não entendia como uma garota tão inteligente podia ter se esquecido dos velhos métodos trouxas, como o telefone. Então eu vim na mesma hora pro meu quarto e estou ligando para saber como você está. – Resume, fazendo Harry sorrir pela atenção recebida.


 


  - Devo uma aos seus pais! –Diz e os dois riem. – Sabe, eu queria me desculpar pelo jeito que te tratei depois de tudo o que aconteceu. Eu fui um idiota. – Admite um pouco triste.


 


  - Esquece isso Harry, vamos falar de você. Quero saber como estão indo as coisas aí com seus tios.


 


  - Está tudo bem, eu não falo muito com eles e passo o tempo todo fazendo coisas na casa. Até concertei o telhado e o jardim está mais lindo do que nunca. Mas acho que amanhã já não vou ter mais nada a fazer e o pior é que já fiz as lições e a última coisa que quero é ficar sem ter o que fazer, e por conseqüência acabar pensando em Sirius e Voldemort.


 


  - Eu entendo que está sendo difícil para você, mas sinceramente acho que não devia ficar se matando de trabalhar por causa disso! – Fala em tom maternal e preocupado.


 


  - Eu sei que você deve achar que está sendo ruim, mas eu gosto de estar ocupado e depois do jantar eu estou tão cansado e dolorido que eu apago, durmo e nem sonho. Assim eles não implicam comigo e não tenho tempo para ficar pensando em coisas tristes ou tendo pesadelos com Voldemort ou a morte de Sirius. Além do que, não sei quem vai ser o próximo capitão do time de quadribol, mas seja lá quem for vai gostar do resultado, já estou bem mais forte e em forma! –Brinca e ri para descontrair o clima pesado.


 


  - Harry! – Reclama em tom de falsa indignação, mas sem conseguir segurar o riso. –Eu acho isso interessante, mas não é efetivo. Sabe, só fugir não vai adiantar. Você devia desabafar com alguém, pode ser duro, mas vai te aliviar, eu tenho certeza. – Volta a falar no tom maternal de antes.


 


  - Você por acaso teria paciência de me ouvir? – Pergunta quase implorando um sim.


 


  - É claro! Na verdade seria melhor fazer isso pessoalmente, mas faço por telefone mesmo e, se você quiser, tenho a noite toda só para você! – Fala bem animada no final e faz Harry dar um largo sorriso.


 


  - Tem mesmo a noite toda só para mim?


 


  - Claro! Pode contar com minha companhia, mesmo que por telefone. – Diz meio triste no fim.


 


  - E se eu convidasse você para me visitar, você viria? – Pergunta incerta.


 


  - É claro que sim! Mas seus tios não causarão problemas?


 


  - Não. Quer dizer... eles vão viajar para uma reunião no colégio do Duda, parece que ele andou arranjando confusão antes das férias, e como meu tio não gosta de dirigir a noite, eles só devem voltar no domingo de manhã. Então você poderia vir e eles nem ficariam sabendo. O que você acha?- Pergunta receoso.


 


  - Eu não acho isso muito certo, mas você está precisando de ajuda então eu vou falar com meus pais e amanhã sem falta estou aí! – Diz animada.


 


  - Certo! Então você pode vir em qualquer horário depois das nove, ok?


 


  - Claro! Amanhã, então a gente se vê.


 


  - Até amanhã e boa noite!


 


  - Boa noite e bons sonhos! – Ambos desligam e permanecem sorridentes, era ótimo estarem novamente juntos, mesmo que ainda fora do mundo bruxo, onde tudo ocorria em grande velocidade após o retorno oficial de Voldemort.


 


  Na manhã seguinte os Dursley estavam agitados e se movimentando na sala, fazendo os últimos preparativos para a viagem.


 


  - Moleque! – chama Valter e, Harry, que vestia uma camisa vermelha com inscrições pretas e em japonês, em detalhe no peito, e uma calça jeans escura com cinto que lhe caíam como uma luva e mostravam bem o seu corpo, aparece vindo da cozinha. – Nós já estamos indo comporte-se... – ele faz uma pausa e olha Harry de cima a baixo – O quê você vai fazer que está vestido assim? Vai sair? – Pergunta desconfiado e não gostando da ideia.


 


  - Vou à casa da senhora Figg. Ela me convidou para um chá, mas acho que é só para me pedir para fazer algum concerto na casa dela ou arrumar o jardim, por quê? – Rebate com ar entediado.


 


  - Hum… é bom fazer coisas pros vizinhos, assim eles não acham que você é só um vagabundo. – Diz pensativo.


 


  - Valter, é melhor irmos ou nos atrasaremos! – Petúnia fala da porta.


 


  - Certo. Onde está Duda? – Pergunta caminhando para a porta.


 


  - Já está no carro. Harry nada de bagunça! Quero tudo arrumado quando voltar.


 


  - Sim senhora, tia Petúnia. –Harry diz sério, olhando seus tios irem até o carro e depois partirem.


 


  Meia hora depois, Harry está na sala sentado no sofá, impaciente.


 


  “Droga, não sei por que eu to tão nervoso, afinal ela pode chegar a qualquer hora, mais provável depois do almoço. É melhor arranjar alguma coisa para fazer, talvez visitar a senhora Figg. Mas e se ela chegar e eu não estiver aqui? Isso é uma tortura!”


 


  A campainha toca e, com um pulo, Harry se levanta e todo sorridente vai até a porta.


 


  Ele abre a porta e vê uma jovem de cabelos castanhos, agora mais lisos e com cachos nas pontas, de olhos castanhos brilhantes e vestindo uma calça jeans escura, uma camisa branca bem justa e uma jaqueta jeans, segurando uma mala azul escuro. Ficaram alguns segundos parados se olhando de cima a baixo.


 


- Entra, por favor! – Convida fazendo um movimento para ela entrar, fechando a porta logo a seguir.


 


- Seus tios já foram? Quer dizer, eu quis esperar até 9:30h para evitar encontrar com eles caso se atrasassem.


 


- Eles se atrasaram um pouco, mas já foram há meia hora. Er... você vai ficar quanto tempo?- Pergunta sem jeito, olhando a mala.


 


- O fim de semana, aliás, preciso que me diga onde há um bom hotel aqui perto.


 


- Não sei, mas deixa isso para lá agora. Me dá sua mala, que eu vou deixar lá no meu quarto.


 


- Tudo bem, mas eu posso ir junto para conhecer seu quarto e dar um oi a Edwiges?


 


- Claro! Só que ela saiu ontem para caçar e ainda não voltou. – Responde indo para o quarto e levando a mala.


 


- Tudo bem. – Fala seguindo o garoto pela escada.


 


- Entra e fica a vontade. –Faz sinal para ela entrar no quarto e põe a mala entre a cama dele e o armário.


 


- Vejo que arrumou tudo ontem, não é? – Arrisca com um sorriso maroto, se sentando na cama e olhando o quarto.


 


- Eu queria te impressionar! – Confessa em tom de brincadeira, se sentando ao lado dela.


 


- Como você está? Quer conversar agora? – Pergunta atenciosamente, olhando para ele e ainda sorrindo.


 


- Quero. – Concorda com a voz meio embargada, mas se esforçando para manter-se com os olhos secos.


 


- Então, espera um pouco. – Pede tirando os sapatos e jogando a jaqueta no pé da cama, por trás dele. Depois pega o travesseiro põe contra a cabeceira da cama, onde se encosta fazendo sinal para ele se aproximar.


 


Harry que olhava confuso a cena, sorri ao perceber que ela, como sempre, havia entendido o que ele queria e se aproxima sentando de costas para ela, suas pernas. Hermione, que o aguardava sorrindo, o abraça forte quando ele se encosta a ela, de modo a apoiar a cabeça dele em seu ombro e entrelaçar os dedos aos seus. A posição era bem confortável a ambos e fazia ela se sentir como se pudesse protegê-lo de qualquer coisa, enquanto ele se sentia como se parte de seu fardo saísse de suas costas, ajudando-o a relaxar. Ficaram cerca de dois minutos calados, sentindo a presença um do outro.


 


- Quer falar sobre o que aconteceu no Departamento de Mistérios? – Pergunta suavemente, quase sussurrando, mas de forma protetora e segura, provocando um arrepio pelo corpo dele.


 


- Quero. – ele fez uma pausa onde respira fundo, buscando coragem e sentindo o cafuné que começara a receber – Primeiro quero te pedir desculpas por não ter te ouvido e não poder te proteger como devia...


 


- Não se desculpe, se Sirius realmente tivesse sido sequestrado, até recebermos qualquer informação sobre a situação real dele, poderíamos chegar tarde demais e aí sim, eu nunca me perdoaria por te impedir. E quanto a mim, não se preocupe, afinal eu fui porque eu quis, e se me desconcentrei e acabei ferida a culpa é só minha. Aliás, eu já escrevi a Dumbledore pedindo sugestão de algum tipo de programa de treinamento especial, para que aquilo não se repita e da próxima vez eu possa seguir com você até o final, porque nada me dói mais do que saber que poderia ter acontecido algo com você, e eu não estaria lá para ajudá-lo ou socorrê-lo. – Nesse momento Harry engole em seco, olhava nos orbes castanhos e via as mesmas culpas. – Harry, eu te prometo que vou ficar mais forte para poder estar ao seu lado, e que darei o meu máximo para que as perdas sejam mínimas.


 


- Eu também prometo que vou ficar mais forte e não vou deixar nunca mais de ouvir seus conselhos. Podemos treinar juntos e ajudar um ao outro, o quê acha? – Harry agora deixa um sorriso tímido aparecer.


 


- Eu acho perfeito! – Responde dando um sorriso que passa um misto de carinho, ânimo e confiança – Mas agora, me fala de Sirius.


 


- Certo. – Diz voltando à posição de antes, olhando um ponto fixo no armário a sua frente – Não tem muito que dizer, ele se foi e a culpa é minha porque não estudei Oclumência o suficiente e ainda caí na armadilha de Voldemort. – Agora a voz ficara mais embargada, os olhos úmidos seguravam à força as lagrimas.


 


- A culpa não é sua. – Fala em tom maternal e paciente, abraçando-o ainda mais forte. – Mesmo que você houvesse praticado oclumência todos os dias, não ia adiantar nada. Voldemort é mestre em oclumência e só precisaria de um pouco mais de esforço para conseguir o que queria! Você tem que treinar todos os dias para deixar cada vez mais difícil, até o dia em que consiga bloqueá-lo totalmente. Entendeu?


 


- Você tem razão, eu nunca havia pensado nisso. – Fala com um pouco de ânimo.


 


– Agora quanto ao que aconteceu, bom… vamos nos esforçar para que nunca mais se repita, afinal armadilhas devem ser a especialidade dele. Quanto a Sirius, primeiro quem estuporou ele foi Belatriz Lestrange e não você, e além do mais, se Sirius foi até lá, mesmo com ordens de Dumbledore para ele não sair, mesmo sabendo que depois de todos aqueles anos em Azkaban, ele estava fraco e fora de forma para duelar com Comensais da Morte, e mesmo sabendo que devia ser uma armadilha, me desculpe Harry, mas Sirius morreu porque foi burro e precipitado. E ao contrário de você, ele não teve nenhuma visão, nem tem a desculpa da idade e da falta de experiência por ter agido nesse impulso. – Harry que a encarava desde o começo da frase, agora fazia uma careta e ia falar, mas foi cortado por ela – E nem adianta fazer essa cara e tentar argumentar porque você sabe que é verdade, ele foi imprudente! Claro que fez tudo isso por amor a você, mas ele sabia que a ordem estaria lá com Dumbledore e, sinceramente, não devia ter agido de sangue quente. E antes que fale algo, eu gostava muito de Sirius e chorei muito a morte dele, ainda fico triste lembrando dos nossos momentos juntos, mas temos que ser racionais e parar de nos culpar por tudo e dar a devida responsabilidade para cada um. Eu também fiquei pensando que poderia ter feito tanta coisa para impedi-lo ou para contornar a situação, mas é só um monte de “se”, que infelizmente ninguém pode realizar. Você entende?


 


- Sim. – fala quase sem voz, voltando a olhar o ponto fixo no armário – Só queria poder fazer doer menos. Mas sei que com o tempo vai melhorar e só as lembranças boas vão ficar, de certa forma tudo vai voltar pro lugar.


 


- Vai sim, e eu e Rony vamos te ajudar a superar tudo!


 


- Sabe a profecia que quebrou?


 


- Sim, o que tem ela?


 


- Dumbledore foi testemunha da previsão e me contou o que havia nela. – Hermione se surpreende, mas mantém a calma e tenta controlar o nervosismo. 


 


- E você vai me contar?


 


- Claro, eu preciso te contar, quero saber o que você acha... -Nesse momento ele começa a falar da profecia, contando tudo que ocorrera no escritório de Dumbledore.


 


A tarde chega e Hermione ouve o choro e o desabafo de Harry, sem o interromper, apenas o abraçando bem forte, enquanto sentia as lágrimas dele molharem seu ombro. Agora ele estava sentado de lado para ela, com o rosto escondido, na junção do pescoço com o ombro, encolhido com os joelhos junto ao peito.


 


- Eu não aguento mais isso que chamam de vida! A cada dia me sinto mais só, perdido, eu não queria ser importante. Na verdade eu só queria morrer para poder encontrar minha família...


 


Nesse momento, Hermione, que até então apenas tentava achar um jeito de acalmá-lo, se assusta e deixa uma lágrima rolar pela sua face e, sem pensar, começa a cantar uma musica suave. Ao ouvir a voz doce e afinada, Harry parece se acalmar.


 


I'll stand by you (The Pretenders)


 


Oh, Why you look so sad?


Tears are in your eyes.


Come on and come to me now.


Don't be ashamed to cry,


Let me see you through,


Cause I've seen the dark side too.


When the night falls on you,


You don't know what to do,


Nothing you confess,


could make me love you less.


 


I'll stand by you.


I'll stand by you.


Won't let nobody hurt you,


I'll stand by you.


 


So,


If you're mad, get mad.


Don't hold it all inside,


Come on and talk to me now.


But hey, what you've got to hide?


I get angry too,


But I'm a lot like you.


When you're standing at the crossroads,


Don't know which path to choose,


Let me come along.


Cause even if you are wrong...


 


I'll stand by you


I'll stand by you


Won't let nobody hurt you


I'll stand by you


 


Take me in into your darkest hour


And I'll never desert you


I'll stand by you


And when,


When the night falls on you baby


You're feeling all alone


Walking on your own


 


I'll stand by you


I'll stand by you


Won't let nobody hurt you


I'll stand by you


 


Take me in into your darkest hour


And I'll never desert you


 


I'll stand by you


I'll stand by you


Won't let nobody hurt you


I'll stand by you


 


Won't let nobody hurt you


 


I'll stand by you


I'll stand by you


Won't let nobody hurt you


I`ll stand by you


 


Tradução:


 


Oh, Por que você está tão triste


Com lágrimas nos olhos


Venha ficar comigo agora


Não


Não tenha vergonha de chorar


Deixe que cuido de você


Porque eu tenho visto o lado negro também.


Quando a noite cai sobre você


E você não souber o que fazer


Nada que você confesse


Fará com que eu te ame menos


 


Eu estarei ao seu lado


Eu estarei ao seu lado


Jamais deixarei alguém te ferir


Eu estarei ao seu lado


 


Então,


Se você estiver zangado


Não segure tudo dentro de você


Venha e converse comigo agora


Ei, o que você tem tanto a esconder


Eu também fico zangada


Porque sou muito parecida com você.


Quando você estiver numa encruzilhada


Sem saber qual caminho escolher


Deixe me ir com você


Pois, mesmo que você esteja errado...


 


Eu estarei ao seu lado


Eu estarei ao seu lado


Jamais deixarei alguém te ferir


Eu estarei ao seu lado


 


Fique comigo em seus momentos mais tristes


E jamais te abandonarei


Eu estarei ao seu lado


E quando, quando a noite cair sobre você, baby


E você estiver se sentindo completamente só


Você não estará abandonado


 


Eu estarei ao seu lado


Eu estarei ao seu lado


Jamais deixarei alguém te ferir


Eu estarei ao seu lado


 


Fique comigo em seus momentos mais tristes


E jamais te abandonarei


 


Eu estarei ao seu lado


Eu estarei ao seu lado


Jamais deixarei alguém te ferir


Eu estarei ao seu lado


 


Nunca vou permitir que te magoem


 


Eu estarei ao seu lado


Eu estarei ao seu lado


Jamais deixarei alguém te ferir


Eu estarei ao seu lado


 


Fique comigo em seus momentos mais tristes


E jamais te abandonarei


Eu ficarei ao seu lado…


 


Ao ouvir a música, Harry começa a lembrar de todos os momentos tristes e felizes que havia passado com Hermione, o choro foi cessando e ao terminar a música, ele se afastou um pouco para poder olhá-la nos olhos, tentando entender o que estava acontecendo e tudo o que ele estava sentindo, buscando saber se ela também se sentia assim.


 


- Não importa o que aconteça você sempre poderá contar comigo, eu vou estar sempre do seu lado. E se por algum motivo eu não puder estar fisicamente perto de você, meus pensamentos estarão! -Ela leva a mão que estava no peito dele ao rosto de Harry, a fim de aparar gentilmente uma lágrima solitária que rolava no lado direito de sua face. - E se por acaso, na batalha final, acontecer de eu cair no meio do caminho – agora ambos deixam lágrimas, tímidas, escaparem pela face - saiba que eu vou estar ao lado de seus pais e de Sirius segurando a sua varinha junto a eles para que no último momento você vença e possa finalmente viver. Porque, Harry, você finalmente vai poder ser feliz quando essa guerra acabar e até poderá começar uma família...


 


- Só se você me ajudar… – A interrompe com a voz firme, apesar de sair quase como um sussurro, sem nunca deixar de olhar nos olhos dela.


 


- É claro que eu ajudo! – Responde sorrindo, porém se surpreendendo ao vê-lo se aproximar.


 


Não houve muito tempo, quando deu por suas bocas se tocavam deixando-a surpresa, sem reação. Entretanto, não conseguiu sequer pensar o assunto, seu corpo inconscientemente se limitou ao seguir ao do amigo. Por inexperiência e cuidado, o beijo começa devagar com os lábios se tocando suavemente e depois se capturando, bem lentamente para que ambos pudessem sentir a textura e o sabor dos lábios do outro, pouco depois, por iniciativa conjunta, passou a se aprofundar, no começo um toque tímido das línguas um pequeno reconhecimento da boca do outro e depois gradualmente ganhando paixão.   


 


Eles pareciam flutuar, tempo e espaço se perderam nas inúmeras sensações que começaram a explodir em si, não existia mais passado, presente e futuro. O calor que os aquecia vinha do corpo do outro, ele sentia o perfume de flores que vinha dela e ela a fragrância tão peculiar e masculina de Harry. A mão dele que no começo sentia a pele suave e macia do rosto de Hermione, começou a puxá-la para mais perto de si, bagunçar os cabelos dela conforme o beijo ficava mais apaixonado. Hermione, por sua vez passeava com a mão direita pelas costas dele, às vezes, arranhando-as suavemente e com a esquerda desarrumava lhe ainda mais os cabelos já rebeldes, os sons dos suspiros e gemidos abafados parecia excitá-los ainda mais. Isso junto a uma explosão de sentimentos que se confundiam e pareciam crescer tanto que eles iriam explodir em chamas.


 


Quando se afastaram ainda com os olhos fechados, como se quisessem guardar cada detalhe daquele momento, foram abrindo-os devagar, encontrando os olhos do outro que certamente nunca foram tão vivos como naquele momento. Ficaram parados e em silêncio apenas tentando recuperar o ar e o poder de raciocínio.


 


- Harry, eu entendo que você esteja se sentindo frágil e até carente, mas esse não é o melhor caminho… não acho que devamos fazer isso conosco... arriscar nossa relação por um momento de carência... – Fala em tom compreensível e gentil, mas de modo sério.


 


- Você não entendeu, não é? – Ela olha com uma expressão de quem caiu da vassoura no meio do caminho - Quando eu disse: “Só se você me ajudar!” E você respondeu: “-É claro que eu ajudo!...” – Vendo que ela ainda continuava sem entender ele para e, com um suspiro, desiste – Deixa para lá, você está certa! Me desculpe. – Diz se levantando e indo em direção a porta –Isso não vai mais acontecer! Vou preparar o almoço. – Tenta dizer sorrindo e sai.


 


Hermione, que ainda não entendia nada, olha para porta como que esperando ele voltar, mas depois se levanta em direção à mala.


 


 “Harry é doido! Me beija do nada, depois fala um monte de coisas e sai para fazer o almoço!? Ele quer me fazer perder o juízo, só pode!” -Ela abre a mala e tira uma blusa azul de dentro, já que a dela estava molhada pelas lágrimas do amigo. -“Porque o beijo foi tão bom? Não deveria ser assim, tinha que ser estranho, como se algo estivesse fora do lugar!” – Conclui desanimada.


 


Uns minutos depois Harry ouve barulhos de alguém correndo e sai da cozinha em direção à sala, preocupado. - Hermione! – Chama, mas logo a vê se jogando escada abaixo – Hermione, tá tudo b... ?


 


-Você não disse o que eu acho que disse, não é? –Exige seriamente, o olhar analisando-o.


 


-Como assim? –Pergunta genuinamente confuso.


 


-Aquela coisa de eu ajudar você… é uma coisa muito séria, não se pode brincar com… -Hermione começa hesitante, mas logo Harry a interrompe.


 


-Não estava brincando, mas você realmente entendeu? –Pergunta desconfiado.


 


-Não entendo como alguém tão inteligente pode ser tão desligada! Se bem que você não podia ser mais indireto e sutil, não é? Custava me explicar direito? Tinha que continuar misterioso! – O repreende totalmente sem jeito. –Mas para alguém que era apaixonado por Cho Chang, não acha que isso tudo é… repentino?


 


-Só eu sei como me senti quando a vi cair inconsciente, aparentemente sem vida, no departamento de mistérios. Foi como se tudo sumisse ao meu redor, via você imóvel e não ouvia ou sentia nada mais, nem meu corpo. Pensando com calma nessa reação lerda notei o quanto você significa pra mim. Não é só minha amiga, é a pessoa que está sempre lá quando preciso, seja para ajudar nas aulas ou pra ouvir inseguranças adolescentes ou ainda temores sobre a guerra. Você me dá conselhos não para se meter na minha vida, mas porque quer meu melhor, você cuida de mim, se preocupa comigo, me estimula a ser melhor não só como aluno, mas como pessoa. Não consigo imaginar minha vida sem você.


 


-Isso é incrível, droga, me fez até chorar. –Diz enxugando as lágrimas. –Mas não é o suficiente, envolvimento romântico exige atração, paixão…


 


-Acha mesmo que não temos isso? –Pergunta com um sorriso de canto, a lembrança do beijo marcada a fogo em sua boca. Hermione engole em seco, as mãos indo para os bolsos suprimindo a vontade de tocar seus lábios. –Nos dê uma chance, duvido que vá se arrepender. –Sussurra ousando se aproximar e a abraçando, provavelmente se aquela não fosse Hermione, jamais tentaria ousar tanto já que a chance de ser estapeado era significativa.


 


-Poríamos nossa amizade em risco, seria complicado.


 


-Não ouviu o que eu disse? Não há vida sem você ao meu lado, sou seu dependente. –Confessa olhando-a nos olhos. –Aceita ser minha namorada, prometo que nada nos separará.


 


-Porque eu nunca consigo dizer não pra você? –Hermione mal termina a pergunta e Harry a surpreende com mais um beijo, dessa vez mais apaixonado e plenamente correspondido.


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N/A: Fic começando a ser revisada, espero que gostem! Para quem está estranhando, juntei os antigos capítulos 1 e 2!

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Comentários: 2

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Enviado por Tronos em 19/05/2011

  Cara, essa menina é incrível, acho que todas as fics que já li nesse site, quando ia comentar sempre tinha um comentário dela.  Parabéns Rosanna...

   Bem... Agora, quando ao seu capítulo.

   Eu não poderia ter gostado mais, adoro capítulos que o Harry age com tanta segurança, também adora esse casal em particular, é um dos meus favoritos, com certeza !

Nota: 5

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Enviado por rosana franco em 27/03/2011

É incrivel como somente ela consegue fazer com que ele se abra e fale tudo aquilo que sente.

Nota: 5

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