Estava frio para o final de julho; pleno verão, mas os termômetros não marcavam mais de vinte e cinco graus. Mesmo assim eu vestira meu biquíni, colocara os óculos de sol na bolsa, entrara no meu carro e estava dirigindo com toda a calma do mundo até o tal lago misterioso de Oxford. Eu passara tão rápido por minha mãe e Draco na cozinha, logo depois do almoço, que não houve tempo de eles me perguntarem onde eu estava indo e se queria companhia.
Faria alguma diferença ir sozinha? Eu tinha um mapa, um celular com bateria completa e um frasco novo de protetor solar. Não que eu realmente fosse precisar, constatei olhando para o céu parcialmente encoberto pelo parabrisa, mas com os dois primeiros itens em mãos, pelo menos, eu não estaria completamente despreparada caso me perdesse. Não havia o menor motivo climático para eu me ausentar de casa naquele sábado, mas isso era melhor do que ficar trancada no meu quarto, tentando adivinhar o momento em que Scorpius estava fora de vista para eu não precisar me encontrar com ele.
Era isso que eu vinha fazendo há uma semana: me ausentando da convivência familiar sempre que podia; me ausentando de casa pelo maior tempo possível, mesmo que fosse para estacionar em uma rua pacata e ler um livro; me trancando no quarto e apenas saindo para o almoço e o jantar e, mesmo assim, comendo o mais rápido possível para não ter que trocar qualquer palavra com Scorpius. Todos na casa sabiam que tinha algo errado, não era possível que ninguém percebesse, mas eu não estava pronta para encará-lo. Não tão cedo, enquanto eu ainda passava horas deitada com o rosto enterrado no travesseiro, ensaiando o que eu diria caso o assunto viesse à tona.
Scorpius não seria aquele que traria o assunto à tona. O papel de desencavar coisas era meu; a personalidade tranqüila que ele tinha adquirido parecia ser contra remexer em coisas que já tinham passado. Eu tinha o trabalho de negar para mim mesma, mas eu queria que ele tivesse insistido um pouco. Eu era uma babaca, uma menina que não tinha crescido, pelo visto... Era ridículo fugir e era ainda mais ridículo esperar que ele viesse até mim querendo conversar, querendo me convencer de que seria bom ignorar o lado ruim das coisas. Durante meus ensaios, eu tentava bolar conversas complexas, onde eu era bem resolvida comigo mesma e onde eu não ficaria vermelha de vergonha.
Doce ilusão, pensei quando estacionei o carro no gramado que cercava o lago de água esverdeada. Não precisei de sorte para encontrar o lago e os arredores praticamente vazios. A contar algumas crianças que brincavam em uma caixa de areia ali perto, jogando os flocos sobre seus próprios cabelos enquanto as mães se distraíam com um papo que não deveria ser interessante, e um grupo de adultos que almoçavam na margem oposta, eu estaria sozinha. Sozinha para me esconder atrás de fones de ouvido e debaixo de um sol que esquentava pouco. Eu estava sendo involuntariamente patética e eu odiava ficar desse jeito.
Desci do carro, espalhei um tecido resistente, que encontrara por entre algumas peças de roupas antigas na garagem, por sobre o gramado e busquei minha bolsa, tencionando me distrair com a carta de Lily enquanto o tempo passava despercebido ao meu redor. Abri a carta de um só puxão, rasgado o envelope coberto pela letra caprichosa da minha prima. Meus olhos se estreitaram quando eu puxei a carta de dentro do envelope rasgado; ela não era como eu esperava. Eu tinha a esperança de encontrar rolos de pergaminho escritos, me contando tudo o que acontecera com os Weasley e com meu pai naquele mês em que eu estava morando com minha mãe e o “ex-presidiário”, mas havia apenas algumas linhas em metade de uma folha.
- Como assim, Lily?! – não pude me conter.
“Você tem o dom de deixar as pessoas preocupadas, sua maluca! Não fique sem dar notícias por mais do que alguns dias, entendeu? Eu criei uma conta de e-mail, para que as coisas não fiquem tão espaçadas entre a gente e espero que você me escreva todo o dia... Sinto sua falta. Pelo menos, enquanto você morava aqui eu podia visitar você na sua casa durante essas férias que parecem intermináveis. Odeio as férias de verão; elas deveriam ser proibidas, mesmo para estagiárias lindas e inteligentes como nós. Mas espera, como assim o delinqüente juvenil (que afinal não é mais juvenil) está morando com você?! Ele não atentou contra você?! Pior, ele não tentou nada com você?! Que nojo! Enquanto isso, as coisas por aqui estão bem, estou na Toca passando o último mês de férias. Seu pai pediu que eu dissesse que ele está bem. Também, com as novidades que ele... Opa! Quer saber, não vou me meter nisso... Amo você, beijo, Lily”
Fechei a carta sem entender muita coisa, mas eu quase podia ver o rosto pequeno de Lily enquanto ela escrevia a carta com tal urgência que não havia se importado em ter deixado o pergaminho com manchas de tinta preta. Eu esperei que ela se desesperasse com a presença de Scorpius no quarto ao lado, mas não imaginei que ela pensasse em ele “tentar alguma coisa” comigo... Balancei a cabeça, afastando aquele pensamento e fincando algo mais preocupante no meu cérebro já gasto de pensar em Scorpius: meu pai tinha novidades. Lily tendia a ser exagerada em certas coisas, mas o que significava ela não querer se meter? Eu previa que dali não sairia algo bom. Fiz uma nota mental a mim mesma para escrever a ela novamente, pedindo seu e-mail e exigindo saber o que estava acontecendo com meu pai!
Joguei a carta na bolsa e busquei meu tocador de MP3, pulando as músicas até encontrar aquela que estava pulsando na minha cabeça desde a hora em que eu me levantara. Long Road Out Of Here[1] reverberou pelos fones enquanto eu tirava a camiseta larga e colocava os óculos escuros. Continuei usando shorts, o que não prejudicaria em nada o meu bronzeado mal sucedido, já que o sol havia praticamente desaparecido do céu naquele momento. Me joguei para trás e cerrei os olhos, me deixando hipnotizar pela voz de Juliette enquanto meus pensamentos corriam desenfreados entre meu pai e Scorpius.
Por estar com os fones de ouvido, eu conseguia ignorar toda e qualquer presença perto de mim, então não percebi imediatamente quando uma sombra se apossou de um espaço no meu tecido resistente. Senti que o tecido se mexeu levemente e abri meus olhos devagar, me assustando com os olhos incrivelmente verdes de Michael; mesmo por trás das lentes escurecidas dos meus óculos. O meu susto foi maior do que qualquer pensamento medroso sobre a novidade de Ron Weasley, então joguei meu corpo para cima; pulei sentada.
- Você ficou maluco, garoto?! – perguntei desconcertada, arrancando os fones dos ouvidos. Meu coração batia muito acelerado, eu quase podia ouvi-lo.
- Não – ele se colocou a rir, mas logo em seguida ficou muito sério e baixou os olhos para o meu dorso quase nu. Eu não consegui ficar vermelha, tampouco ter tempo de dizer alguma coisa que o impedisse de pensar o que ele estava pensando. – Você é gostosa, garota de Londres!
- Cala a boca – mandei, empurrando os óculos para o alto da cabeça e buscando minha camiseta. – O que você está fazendo aqui, afinal?
- Almoço em família – ele apontou para o grupo de pessoas na outra margem. Uma figura mínima do outro lado percebeu que ele estava se referindo a eles e ergueu uma das mãos. – Vi você sozinha, e de biquíni... Não perdi tempo.
- Que sensível – ironizei e ele encarou o tubo de protetor solar que eu não pretendia usar. Abriu um sorriso e eu vi que ele tinha algo a dizer. – O que foi?
- Ninguém vem aqui para se bronzear – informou, baixando os óculos de sol que tinha no alto dos cabelos claros e ficou na mesma posição que estava no tecido: mãos para trás, com o dorso esticado na direção do sol fraco.
- Elas vêm para nadar? – tentei.
- Menos – respondeu, se calando e respirando fundo.
Acompanhei o comprimento de seu corpo para notar que ele vestia bermudas cáqui e camiseta simples preta, além dos chinelos com tiras de borracha. A verdadeira ilustração de um final de semana de verão. Michael era bonito, no mínimo sensual com a pose de menino relaxado e sendo dono de olhos peculiares. Não consegui não imaginar Scorpius naquela mesma situação; usaria as mesmas roupas country? Baixei os óculos escuros também e tentei novamente:
- As pessoas vêm aqui para que? – estava interessada em me distrair com outra coisa ao invés de o que Scorpius vestiria, o que Scorpius diria, o que Scorpius etc... Eu não precisava dele na minha cabeça enquanto Michael se aproximava de mim, apenas esperando que eu desse os sinais suficientes. Ou será que eu precisava? Fora apenas meu senso que me travava na semana passada?
- Passar a tarde, descansar... Nada muito parecido com férias de verão, se você quer saber a minha opinião. Eu mal consigo me lembrar da última vez que eu nadei – ele parecia imensamente chateado com isso.
- Pois eu me lembro – eu disse, nostálgica. Era muito mais fácil conversar com ele do que eu achei que seria. Ali, deitado embaixo do sol e sem a habitual lata de cerveja na mão, ele parecia uma ótima opção. – Há sete anos, na França.
- Menina rica – brincou.
- Menina oportunista – corrigi. – Minha mãe tem família lá.
- E porque você não volta? Porque Oxford e não França?
- Porque eu não tenho dinheiro, não tenho casa e tenho problemas mentais – acrescentei a última circunstância por conta dos últimos acontecimentos, esperando que Michael não entendesse e muito menos que me perguntasse sobre. Ele apenas riu. E a situação era engraçada, se não fosse trágica. Tragicômica, sim.
Ele não perguntou mais nada e não disse mais nada, parecia apreciar aquele silêncio tanto quanto eu. Ficamos enterrados naquele silêncio durante alguns minutos, tempo suficiente para que as nuvens dessem uma trégua e o sol aparecesse com força. Eu podia jurar que só com aquele aparecimento, a temperatura tinha subido alguns graus. Michael puxou um cigarro comum do bolso e o acendeu sem me incomodar, já que o vento levava a fumaça para longe do meu nariz sensível. Eu não disse nada; e fiz isso porque eu realizei que não me importava o suficiente com o bem estar dele para interferir. E esse pensamento me levou até Scorpius. Sacudi a cabeça.
- E as pessoas não entram no lago por quê? – perguntei de repente, colocando o único assunto que me veio à cabeça na mesa. Me perguntei se Michael não estava dormindo de tão quieto que ficara depois de fumar seu cigarro.
- Acho que ninguém disse que podiam – ele estava sendo irônico, era claro. Ele tinha a voz rouca e eu senti que ele se ergueu e ficou virado para mim, apoiado em um cotovelo. Abri meus olhos quando ele recomeçou a falar, dizendo as palavras tão lentamente que eu demorei um bocado para visualizar a cena. – Quer ser a primeira e fazer meus parentes ficarem com vontade?
- Duvido que eu seria a primeira a entrar nesse lago, Michael.
- Ninguém aqui entrou antes e você veio preparada.
- Deve estar fria – argumentei me erguendo um pouquinho e ficando com o rosto próximo ao dele. Não fora minha intenção, porque eu pretendia olhar o lago, encarar aquilo que talvez fosse resumir minha tarde, mas gelei quando Michael mordeu o lábio inferior.
A sensação que tomara conta de mim não fora nem um pouco parecida com a que eu sentira quando estive na mesma tensão com Scorpius. Meu corpo estava congelado, parecendo que nunca recuperaria os movimentos novamente, mas eu ainda me sentia viva, quente, um pouco apreensiva. Aquela mistura dentro de mim era confusa, contraditórias. Michael era uma criatura peculiar; peculiar e com braços que eu queria tocar, com olhos que eu queria enxergar muito de perto, mas tais vontades pareciam tão distantes de mim que não pareciam pertencer a mim.
- Eu esquento você depois – ele disse baixinho, convencido, se aproximando ainda mais de mim e esticando uma das mãos até que ela parou na minha barriga. Não consegui ir contra aquilo, embora me sentisse mais alheia ao movimento do que nunca. Vi que ele semicerrou os olhos e fiz praticamente o mesmo, com a diferença de que os meus olhos estavam tão fechados, com as pálpebras pressionas com força uma contra a outra, que meus cílios desapareciam.
Michael avançou com o rosto muito devagar, como quem ainda pedia minha permissão. Eu não disse nada e não fiz nada, deixei que ele avançasse e que ele se encarregasse de convencer meus lábios a segui-lo. Eu sabia que só tinha deixado que ele me beijasse para tentar esquecer a sensação que tive na outra noite com Scorpius. A única coisa que eu consegui, entretanto, enquanto ele avançava com a língua e sua mão explorava minha barriga e meus quadris, era comparar o que eu sentia. E por mais que eu odiasse admitir, Scorpius ganhava. Afastei-me dos lábios dele quando já não agüentava mais o vai e vem dos músculos. Eu ainda tinha fôlego de sobra, mas de repente gostei da idéia dele e me ergui nos pés.
- Você vem? – perguntei, baixando os dedos até a barra da camiseta e a arrancando por sobre a cabeça. Michael ficou parado durante um momento, apenas olhando enquanto eu tirava os shorts jeans também, ficando apenas com o biquíni pouco usado, mas comprado há muito tempo. Meus cabelos voaram rebeldes com o vento que de repente bateu e eu me senti arrepiar ao mesmo tempo. O temor de entrar na água me fez tremer ao mesmo tempo em que Michael se erguia e tirava a camiseta pela cabeça, largando-a ao lado das minhas roupas.
- Já que você está me intimando – ele brincou e me puxou pela mão.
Quando chegamos à beira do lago, eu me senti acovardar. Puxei minha mão de volta e parei, observando enquanto Michael já tinha seus pés na água esverdeada. Olhou para mim com os olhos peculiares e esticou a mão de novo, segurando a minha com mais força. Seria muito rude se não fosse um tipo muito mascarado de gentileza em me encorajar.
- Pronta? – ele me perguntou quando eu coloquei os dois pés dentro da água e senti um frio terrível tomar todo o meu corpo. Num primeiro momento eu não entendi o que ele quis dizer com aquilo, mas quando ele me ergueu no colo, deixando meu corpo dependurado em seu ombro, como se eu fosse uma criança fujona, eu entendi o que ele queria fazer.
- Não! – eu disse, quase aos gritos.
- Esse é o melhor jeito de ignorar o medo de água fria, querida.
- É maldade! – eu tentei argumentar, porém ele havia avançado tanto no lago que a água já batia em sua cintura. Cerrando os olhos, me preparei para qualquer coisa que pudesse vir sem aviso algum.
- Pronta? – ele reeptiu com a voz baixa, colocando uma das mãos no meu quadril e voltando a me segurar nos braços, como um bebê. Estava impressionada com a capacidade que ele tinha em me manipular em seus braços daquele jeito. Apesar de pesar pouca coisa comparada a minha altura, eu não pesava menos de cinqüenta quilos.
Minhas mãos envolveram seu pescoço com uma rapidez extrema. Não consegui dizer nada, apenas me preparando para a queda que viria a qualquer segundo. Eu não sabia se Michael me jogaria na água antes ou depois de ter minha resposta, na dúvida, apenas soltei as mãos de seu pescoço e cerrei os olhos. Antes de apenas enxergar uma negra parede, vi que ele sorria; um sorriso maluco e um tanto psicótico. Eu não me permiti sorrir, estava tremendo.
O impacto com a água aconteceu em um milésimo de segundo, mas eu senti cada partícula dela tocando meu corpo como se o tempo tivesse sido desacelerado consideravelmente. A altura que Michael havia escolhido não era satisfatória para o meu mergulho, então minhas nádegas tocaram o fundo arenoso antes que eu pudesse ficar sem ar. Empurrei meu corpo para cima e abri os olhos, começando a tremer de frio, instantaneamente, quando cheguei à superfície. Michael não estava visível quando eu olhei ao redor.
Abri a boca para chamá-lo, mas senti mãos tocando minhas pernas e eu fui puxada para baixo. Por um instante eu senti medo, mas no instante seguinte já estava com a cabeça para fora d’água, assim como Michael, e ele ria com vontade. Ele estava feliz e se divertia na água e eu não consegui não ser empática. Eu também não me divertia na água há sete anos, seria bom lembrar daquela tarde nostalgicamente enquanto o verão do ano seguinte não chegasse. Eu não saberia calcular o tempo que ficamos ali entre brincadeiras que envolviam maior tempo de respiração presa ou imitação de animais marinhos.
- Se divertindo? – eu perguntei, enquanto ele boiava de barriga para cima. Sua bermuda estava totalmente encharcada, colando no corpo e deixando que eu visse formas que não deveria me preocupar em ver. Eu estava de um lado mais raso do lago, onde podia estar sentada no fundo arenoso e tendo a água me cobrindo até o pescoço.
Ele sorriu depois da minha pergunta e abriu os olhos, olhando rapidamente para o céu, mais nublado e mais escuro, e para os pelos arrepiados de seus braços e peito. Estava ficando frio e em breve escureceria totalmente. Estava na hora de abandonar a brincadeira. Eu me ergui e corri para o carro, onde eu tinha uma toalha e roupas secas. Eu podia me trocar ali mesmo.
- Michael! – berrou a figura mínima que acenara para ele mais cedo. Ela vinha correndo na nossa direção e chegou perto de nós no mesmo momento em que Michael se colocara ao meu lado. Era uma garota baixinha, mais velha do que ele e tinha o cabelo castanho descendo em ondas compridas pelas costas. Usava saias longas e um colar de flores de madeira.
Michael olhou dela para a família e eu fiz o mesmo. Nada no rosto dela e nem no rosto dos familiares dizia que eles estavam zangados, pelo contrário. A família ao menos olhava para nós e a garota tinha um sorriso enorme estampado no rosto, não havia como não notar a semelhança com Michael. Tinham os mesmo olhos verdes peculiares. A voz dela era muito aguda quando falou, esticando a mão para me cumprimentar, mas a puxando logo em seguida quando eu mostrei que estava molhada.
- Sou Gaia, irmã do Michael.
- Rose – eu disse devagar, acenando com a cabeça.
- Quer vir sentar com a gente? Vimos que você veio sozinha e – ela olhou discretamente para o meu biquíni. – você parece ser de fora da cidade e conhece o Michael... Pensamos que gostaria de sentar com a gente.
- É um dia de família – eu argumentei, tirando a água do cabelo, louca para que aquela conversa terminasse e eu pudesse me secar; estava, mesmo, ficando frio. – Não acho que seja uma boa ideia.
- Posso garantir que ninguém naquela mesa pensa desse jeito – Michael sussurrou e Gaia concordou com a cabeça, sorrindo com os lábios pressionados. Ela tinha um ar etéreo. Eu gostei dela.
- Ok – foi apenas o que respondi.
E depois de me secar e juntar minhas coisas, eu me dirigi para junto da família do garoto, sendo o centro das atenções por alguns instantes enquanto contava que era enteada de Draco Malfoy. Conheci os pais e os tios de Michael, além do noivo de Gaia... Os holofotes saíram de mim quando eu contei que era pesquisadora do Ministério do Meio Ambiente em Londres. Agradeci internamente a Scorpius por aquela idéia, porque as pessoas normalmente não perguntavam mais nada sobre as minhas “pesquisas” quando eu mencionava o governo e o meio ambiente na mesma frase.
[1] Juliette and the Licks.
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N/A: Olá queridos, obrigada pelos comentários no capítulo anterior...! :D Vi que decepcionei algumas pessoas que queriam ver um beijo, né? rsrs
Desculpa a demora em postar, mas eu estava num momento bem crítico na faculdade, finalmente está terminando semestre, e não estava com tempo. Hoje consegui me focar no capítulo para dar aquela revisão esperta, porque eu sou chata com isso, por mais divertido que seja, sempre quero melhorar uma frase, sempre acho que cabe um diálogo ali no meio e sempre acho que pode ser melhor do que está. Na verdade, sempre pode, mas se eu me prender nisso não escrevo nada novo nunca!
Ok, foco no capítulo. Gosto desse capítulo e estou chegando à conclusão que é dificil algum capítulo que eu não gosto. Este é um capítulo diferente, mostra uma Rose diferene, eu acho. Ou mostra uma Rose que sempre existiu e que todo mundo sabia que existia, mas que ela nunca mostrava. Aqui, ela se revela, menina boba.
Bom, espero que gostem do capítulo e espero ler tantos comentários quanto eu imagino que vai ter! Gostei dessa pá de novos leitores e novos comentadore; como não gostar não é?! Beijos, acho que posto o 15 na quarta feira, meu níver *-* Presente para mim mesma!