Na: Vixiiiii, oioioioioi
Eu não acredito que finalmente consegui terminar o capítulo! Nem sei o que dizer, achei que ele nunca ia sair... o.o
Quero agradecer loucamente pelos 2.000 comentários *---*, estou toda, toda boba. Nunca pensei que, ah, sei lá. Muito, muito, muito³³³ obrigada. Sei que nem mereço.
Venho também me desculpar pela demora. Eu nunca tinha demorado tanto assim para att MMAPA. Mas é que a criatividade - que já não tenho em grandes cotas - decidiu me abandonar por um grande período de tempo. Além de, como já disse, estar estudando bastante.
Era para eu ter att atualizado meses antes, em fevereiro, mas as coisas complicaram. Então decidi que de março não passava, já que era aniversário de 2 anos (o.o - dois anos!) da fic. Então mais problemas, meu pc quebrou, meus documentos atualizados nele, e uma onda de desanimo me atingiu...
Sinto muito. Me desculpem...
E agora chega de papo:
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Capítulo 28
Harry perpassou os olhos pelo rosto adormecido e relaxado de Hermione, deslizando uma das mãos por sua bochecha. Sorriu fracamente.
Apesar de respeitar o desejo da amiga, tratando de ignorar a atual situação deles. Fingindo que nada acontecera, que permaneciam no suave e acolhedor véu da ignorância. Como se ainda estivessem aquém da realidade, quando ainda eram apenas os melhores amigos platônicos de sempre. Uma pergunta insistente o perturbava, quase com zombaria: no fim das contas, que situação era esta?
Seria este linear entre a admissão de que naquela amizade havia ou algo muito errado ou algo definitivamente desconsiderado e ignorado até então?
Ora, ele não acreditava que houvesse algo errado entre ele e Hermione, tampouco que a noite que tiveram fosse um erro. E quanto a este “algo” desconsiderado, o quê, em nome de Merlim, poderia ser?
Uma atração, talvez?
O moreno riu com ironia. Atração? Aquilo de ontem mais parecia uma necessidade primitiva e muito bem conhecida por ambos.
Não. Não era atração o que estivera todo tempo desconsiderando, descartou mentalmente, ainda afagando Hermione distraidamente.
Sempre estivera ciente de sua fraqueza – por assim dizer – por Hermione. Ela sabia provocá-lo, ela sabia tocá-lo, ela o tinha nas mãos. A questão é que, mesmo sabendo disto, a morena nunca se preocupara em derrubar as barreiras. Hm, melhor dito: sempre estivera preocupada em não o fazer.
Assim como ele próprio, o homem concedeu por fim. Ele conhecia todo e qualquer toque que fazia Hermione estremecer, cada ponto sensível do corpo da amiga. E aprendera mais alguns, ele riu gostosamente ao ponderar sobre o assunto, seus olhos encontrando um brilho masculino – uma espécie de olhar que ele costumava dispensar muito eventualmente à amiga, quando muito ‘provocado’ - ao fitar Hermione.
Gostava de provocá-la, de experimentar, sempre e quanto autorizado. Sentia prazer de vê-la ou senti-la arrepiar-se ou estremecer sob ele, sob seu toque; adorava vê-la tentando negar que o fizera e o quão desconcertada e falsamente amuada podia ficar...
A atração era reconhecida por ambos os corpos, ainda que não admitida em voz alta, não era preciso ter o QI de Hermione para se dar conta disto.
Talvez esse fosse todo o problema no fim das contas. Era difícil tirar as mãos de cima da amiga, admitia. E, talvez por conta disto, as pessoas – em principal os namorados dela. Os ex namorados – achavam que por trás dos toques gentis e brincalhões – ou nem tão brincalhões assim... – havia uma segunda intenção – certamente nada pueril.
Então a culpa era mesmo dele... Não se detinha ou se constrangia na presença de nenhum possível namorado de Hermione. Na verdade, ele se tornava até mesmo mais atrevido – por assim dizer.
A quem estava tentando enganar, francamente. Sim, a culpa era sempre dele nessas ocasiões. Sabia disso. Sentia-se mal pela amiga e pelo que fazia inconscientemente. Qual era a novidade?
Harry suspirou. - Só um ponto que precisava repassar – murmurou para si mesmo.
Talvez machucasse menos se reconhecesse que ela estava muito melhor sem aqueles tolos.
Hei Potter? Você se deu conta do que disse?
O moreno deslizou uma das mãos entre os cabeços e depois da nuca para frente com rispidez.
É, havia sim.
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O loiro sorriu com arrogância, cingindo-a pela cintura. – Espere e verá, srta. Weasley – os lábios dele perpassando sua bochecha. Então lhe lançou um olhar de desafio, como se esperasse que a ruiva se afastasse de imediato.
Mas, apesar da careta que Gina fizera, ela permaneceu entre os braços dele, meio rígida, é verdade, mas ainda assim sob seu toque.
-Escute Ginny - murmurou zombeteiro ao seu ouvido. – O acordo também vale pra você, caríssima.
Ela se voltou de imediato para ele, afastando-se o suficiente para não sentir os lábios dele em contato com seu rosto. – O que quer dizer?
-A questão é: poderia você ser tão amorosa como a Granger? – então riu. – Se continuar assim toda vez que eu a tocar, e acredite, eu vou – seu tom se tornou sério por um momento. – Vencerei a aposta facilmente.
Ela o encarou ofendida. – Eu sei do que se trata a aposta, Malfoy, mas não sei se percebeu... entre você e eu, não é necessário fingimento. Como pôde perceber, suponho, nossos ‘amigos’ ainda estão muito longe para nos ouvir ou até mesmo ver com nitidez suficiente para perceber que eu não tenho disposição alguma para aturá-lo – disse com ironia. - Estamos cientes que nossa “relação” é uma farsa, não é querido? – o olhar que ela lhe lançou o fez corar levemente.
Recompondo-se, Draco ergueu a sobrancelha. – Então me dê um desafio de verdade. Não aja como se você uma virgenzinha assustada, o papel não combina com você, doçura – acrescentou resvalou sua face com o indicador.
Gina ergueu o queixo com altivez. – Logo estará ciente do que sou capaz para vencer uma aposta, Draco, meu querido.
O sorriso que ela lhe ofereceu foi açucarado. E o homem se deu conta de que Gina realmente faria de tudo para ganhar aquela aposta. Assim como ela podia pôr, em segundos – independente de no momento odiá-lo com todas as suas forças -, a máscara de mulher apaixonada e outras facetas que pudessem lhe fazer vencer.
Draco estreitou a vista. Acontece que Gina não era a única a ter várias facetas, tampouco era ela a única que desejava o tão cobiçado prêmio da disputa...
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-Vocês encontraram Harry e Hermione? – foi a primeira coisa que saiu dos lábios de Vitória, depois de questioná-los se havia apreciado o passeio e perguntar educadamente se desejavam limonada.
Os bruxos se entreolharam, o brio de desafio lhes alcançando com velocidade.
-Na verdade não, Vick – Gina foi logo dizendo. – Nós estávamos entretidos com outras coisas... – comentou deixando seu corpo pender sobre o “marido”, de modo que se tocassem; para apaziguar o gesto, lhe ofereceu um sorriso inocente, olhando de lado para Draco. Oh, ela havia conquistado o primeiro ponto a seu favor. - Sinto muito... – acrescentou para a mulher.
O bruxo deslizou a franja dela para o lado, afastando de seus olhos, distraidamente, enquanto comentava dando de ombros:
– Acredito que estejam aproveitando esse tempo para uma saudável caminhada, talvez uma boa ‘maratona’ – ele riu meio maroto.
Gina quase lançou um olhar carrancudo a Draco, mas sorriu pra ele. Está bem, admitia, fora uma boa resposta o lance do cabelo. Merda.
-A propriedade é muito grande... – a mulher trouxa tentou dizer.
-Não se preocupe tanto, querida - Draco tornou a encará-la, um sorrisinho sarcástico nos lábios. - Eles não irão se ‘perder’.
-E se for o caso... Eu os deixaria “perdidos”, se fosse você – Gina acrescentou rindo-se.
Pequeno acordo tácito. Não podiam exagerar, não a principio.
Eles não foram como Harry e Hermione, que desde o começo não escondiam de ninguém a “grande e feliz história de amor” que tinham. Sendo sempre bem explícitos. Francamente, até demais.
Haviam sido discretos. Talvez “discretos” seja até mesmo um grande elogio para descrevê-los...
Então, agora as coisas deviam correr devagar, a princípios com pequenos e simples gestos, mas significativos, ou apenas olhares; toques ocasionais indicando proximidade, intimidade. Mas nada exagerado. Nada de “meu desesperado amor por você, dezenas de vezes maior que ontem”; seria, no mínimo, suspeito, assim pensavam.
Tinham que ser surpreendidos, ou melhor, fazer os outros acharem que os estavam surpreendendo.
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Só havia passado trinta minutos.
E apesar de Gina achar que estava cometendo um tremendo engano - mais um em sua lista formidável - Estava a se divertir horrores com a nova forma de ser de Draco. Ou tentando.
Era tão diferente.
Não podia descreditá-lo, estava a se esforçar. Não chegava a ser doce, ou visivelmente carinhoso, mas inegavelmente passava a impressão de intimidade entre eles. A tocava mais – não de uma forma pegajosa, como se estivessem no início de namoro.
Na maioria das vezes, lá estava ele perpassando sua mão sobre sua franja, colocando-a atrás de sua orelha. Oh, era exasperante. Ele agia como se fizesse isto todo tempo, como se fosse instintivo.
Como ele havia dito mesmo? A maneira como a franja cobria seus olhos o desagradava. Como era petulante!
E ela... – “oh, não acredito que estou fazendo isso!” – bem, ela lhe roubava olhares. Ocasionalmente espiava Keyla com outros olhos, sem esconder um “se tocar, quebro seu braço”. Vez ou outra lhe tocava o ombro, ou a perna. Pensava que, para o momento, era suficiente.
Ela podia brincar de flertar com Draco. Até podia quebrar – ou arrancar – de bom grato um braço e uma perna de Keyla, Vitória e o diabo a quatro enquanto fingia ser uma espécie de esposa ciumenta.
Mas esses choques... Deus, eles tinham que parar.
Ela se assustava quando ele a tocava, a respiração umas três vezes cessara com um repentino movimento dele. Tivera que se controlar para não pular de susto, e correr. Para longe.
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Harry suspirou pesadamente.
Sem acreditar que expusera sinceramente sua opinião quanto aos antigos namorados e/ ou noivos de Hermione. Antes, jurava de pés juntos e até a morte sob a mira de uma varinha que chegava a simpatizar com os sujeitos em questão, mas no fundo entendia que os tipos não prestavam para sua melhor amiga e companheira.
“Companheira”, melhor dito. Hermione morava com ele, em quartos separados. Uma saudável relação platônica de amizade e cumplicidade. Hm... ao menos até o momento em que saíra de seu apartamento.
Por aqui, as coisas eram um pouquinho distintas. “Do tipo: volta de 360 graus” Harry refletiu em motejo.
Não, não estava reclamando. Só era desconsertando ter a noção que sua relação com a amiga evoluíra assim, tão profundamente, por conta de uma farsa que, se supõe, só deveria ter durado uma noite, apertos de mãos, olhares cúmplices e, no máximo, beijos ocasionais muito – muito - mais discretos do que trocaram.
Aquela sua amizade com Hermione evoluíra mesmo? Porque... Sim, eles se tocavam mais – como se fosse possível... -, e atingiam um os lábios do outro de uma maneira nunca ousada anteriormente. Zombavam do limite tacitamente estipulado, de maneira que, francamente, não imaginara ultrapassar com Hermione. Apesar disto, uma conversa “simples” que deveriam ter, estava se tornando tabu.
O que o “dormi com minha melhor amiga – e não me arrependo” poderia fazer com eles? O que a visível esquiva de Hermione poderia fazer? E, em nome de Merlim, por que estava tão, tão interessado em descobrir, se uma sensação familiar de receio o instruía para meramente deixar de lado?
“Afinal, está tudo tão bom não é?” – alguma parte de sua mente afirmava.
Acontece que havia uma porção maior que retrucava: “Covarde!”, acrescentando: “Não seja covarde. Vá em frente” – “E de uma vez por todas”, “Encare os fatos, já é hora”.
Aos fatos: fora ludibriado para que pudesse comparecer, como marido de Hermione, a uma festa trouxa de pessoas odiosas; fora tão verossímil em sua atuação que, fica subentendido, acabara tomando gosto pela coisa – estupidez número 1 – já que estava, novamente, fingindo ser o marido apaixonante e apaixonado de Hermione, só porque insistira na infeliz idéia de que no mundo trouxa, com os “amigos” trouxas dela, poderia relaxar – estupidez número 2, mas quem está contando?
Uma das amigas de Hermione estava dando encima de si com descaro e, por conta disto, Hermione estava uma pilha de nervos naquele lugar. Provavelmente não pela súbita paixão de Vitória por ele, mas sim por conta da maldita farsa que tinha de encenar, Hermione, afinal, detestava mentiras.
E só para completar lindamente a lista: Dormira – fizera amor – com sua melhor amiga.
E, pra quê negar? Um “excede as expectativas” estaria muitíssimo aquém da realidade. Não que estivesse em sua mente a situação. Não com freqüência, pelo menos...
Tudo fora repentino – quando a tocara, na cozinha, não imaginara que a teria em seus braços mais tarde. - E tudo fora delicioso.
Surpreendente, de uma forma agradável. Demasiadamente.
Hermione era sempre tão racional, tão metódica. Mas pela noite... Ela retirara aquela máscara de arrogante sabedoria. Tornara-se uma curiosa. Sem razão, apenas instintos, desejos, gemidos. Uma mulher sensual.
Deus misericordioso, ele sentia a boca seca só de lembrar o olhar que a morena lhe lançava.
Nunca mais poderia lhe dispensar beijos castos sem pensar que já estivera dentro de sua boca. Acreditava que jamais poderia tocá-la inocentemente, sem ter o pensamento perdido numa das imagens de Hermione nua sob ele que merecera uma gravação mental, a qual ele fizera questão de ter.
Sabe, amava profundamente Hermione. A sua melhor amiga. E desejava o melhor para ela.
Mas agora, uma pequena parcela dele, bem egoísta por sinal, desejava que ela fosse feliz, mas sem nenhum marmanjo por perto. Como outro homem poderia tocar e descobrir o que ele tocara e descobrira dela, com ela?
Era tão... estranho.
No fim das contas, era só encenação.
O homem deixou de lhe afagar a cabeça, de encarar o nada insistentemente como não percebera que fazia. Deixou de respirar por um instante, sentiu um estranho desconforto na boca do estômago ao fitar outra vez a amiga, que ainda dormia. Finalmente, puxou ar repentinamente.
Não era?
Harry franziu o cenho, um tanto ou quanto alarmado.
Santo Deus.
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(continua)
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Na²: Desculpem os erros, eu terminei há umas horas e desde então estou tentando postar - sem sucesso - aqui... Sinceramente, acho que o floreios me odeia... ¬¬'
E eu sinto extremamente pela demora.
Como viram o capítulo não tem nada de espetacular, na verdade ele sequer tem algo demais. Ainda assim, espero que gostem.
Na³: Agradeço muito, muito, muito por todos que ainda estão por aqui. Em especial à Deborah Black, Andréa Pismel da Silva, Josy, Hynara, Jackiie Lupin, Vivika Malfoy, Fleur Black, Pati Black, Jan Potter, Gwen Back. Todos os aniversariantes. E principalmente a todos que comentaram! xD
Acreditem em mim, estou tentar postar desde às 21:30 de ontem...
Beijo Forte!
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O quê que eu posso contra o encanto
Deste amor que eu nego tanto,
Evito tanto e que, no entanto,
Volta sempre a enfeitiçar...
(retrato em preto e branco – Ana Carolina)
Amo essa música. |