Tal boate não era muito agradável à primeira vista; talvez porque eu não fosse muito íntima de lugares mais underground, se eu podia chamar o lugar, de nome Jones, daquela maneira. Era um prédio vintage de esquina, com dois andares, mas que não devia ter duas pistas de dança; as paredes eram altas, pintadas de um preto fosco e com as janelas superiores vedadas. Estacionei na rua em frente, onde uma montanha de gente estava na fila para entrar.
Não eram muitas pessoas, mas para o volume de gente que Oxford tinha, a quantidade de gente na fila de entrada da boate era considerável. Assim que eu e Scorpius nos colocamos atrás de duas garotas com uma imensidão de brilho nos lábios, era possível se escutar que lá dentro tocava William It Was Really Nothing[2]. Nem um pouco ruim.
- Ponto para a música – eu disse para Scorpius, buscando minha identidade dentro da bolsa, mesmo que ainda tivessem dez pessoas na nossa frente, esperando que os dois seguranças conferissem as idades e fizessem as comandas.
- Que bom – Scorpius fingiu alívio, colocando a mão no peito.
Eu me limitei a rir, observando as pessoas ao redor. Mesmo que a festa estivesse acontecendo dentro do prédio fosco, ainda havia muita gente do lado de fora: alguns jovens num canto bebiam direto de uma garrafa de cerveja, do outro lado duas meninas fofocavam olhando para dois rapazes que atravessavam uma multidão de gente encostada em um carro.
Os dois vinham na direção de Scorpius, sorrindo satisfeitos. Vinham com copos de cerveja nas mãos e se vestiam tão discretamente, com camisetas e calças escuras, que poderia se jurar que vestiam exatamente a mesma roupa. Scorpius os percebeu e sorriu de volta, erguendo uma das mãos.
- Nosso caubói veio! – o mais alto disse, cumprimentando Scorpius com a cabeça. Ele até poderia ser bonito, com seu cabelo militar e os olhos estreitos, mas tinha algo muito estranho no modo como ele mexia o pescoço, como se fosse uma cobra pronta para o bote.
- É, já que eu fui intimado – Scorpius respondeu dando de ombros. Perto dos rapazes discretos ele parecia mesmo fantasiado; a camisa xadrez verde escuro de botões combinava perfeitamente com os jeans escuros e com as botas simples. Pelo menos ele não estava usando botas típicas sulistas. Eu tive a derradeira curiosidade de invadir o armário de roupas dele e ver se apenas aquele tipo de coisa habitava as prateleiras. – Esta é Rose.
Ele apontou para mim, de repente, como se quisesse mudar de assunto. Os rapazes não pareciam ter percebido a minha presença até aquele momento, então os olhos caíram sobre mim com tamanha curiosidade e intensidade que eu me assustei. Tentei sorrir, mas só consegui dobrar um pedaço da boca e erguer as sobrancelhas. O outro rapaz, que não tinha se pronunciado ainda, adiantou-se e apertou seus lábios contra a minha bochecha numa explosão de intimidade.
- Michael – ele disse. Quando se afastou pude ver que os olhos eram tão verdes que não pareciam ser reais, mas que podiam dar essa impressão devido à pele bronzeada excessivamente. Onde ele arranjava aquele bronzeado estando em Oxford, eu não sabia dizer.
- Doug – o outro, do corte de cabelo militar, se apresentou também, mas não me beijou. Ele se limitou a esticar uma das mãos para apertar a minha. – Você que é a recém chegada na cidade, irmã do caubói?
- Recém chegada sim, irmã do caubói não.
- Mas é a mesma família – Michael afirmou, tomando sua cerveja.
- Não – eu corrigi, detestando aquele comportamento mesquinho.
- Rose é minha irmã postiça – Scorpius interveio, apontando para frente onde os seguranças apenas esperavam nossas identidades. – Como está lá dentro, vocês não vão entrar?
- Está bem legal apesar de a Lisa estar contando vantagem sobre a viagem para os Estados Unidos no mês que vem, mas a música está muito boa! – Doug respondeu, torcendo a boca e remexendo no bolso.
- Nós entramos daqui a pouco – Michael disse, enquanto eu entregava minha identidade e Doug retirava um cigarro fino de dentro de tal bolso.
Eu percebi imediatamente o que era e Scorpius também percebeu. Seus olhos se estreitaram e ele se adiantou muito rápido para entregar a identidade ao segurança e ignorar o cigarro de maconha que os “conhecidos” haviam saído da festa para fumar. O segurança nos entregou as comandas e, mais do que rápido, Scorpius me empurrou para dentro da boate com a mão nas minhas costas.
- Tentando fugir? – eu disse, depois que estávamos lá dentro e ambos olhávamos para os lados, identificando o local.
- Sempre – ele disse, com os olhos colados no globo de luz que projetava bolas coloridas nas paredes de madeira falsa.
- Se eu não estivesse aqui, você iria com eles?
- Talvez.
- Isso é ruim! – eu argumentei, já exaltada, desviando os olhos da pista de dança quadriculada e me virando para ele. – Quando você brincou com precisar de um responsável, eu não achei que seria aos moldes de uma clínica de reabilitação, Scorpius!
- Porque você coloca tudo na enésima potência? Caramba, é só um cigarro de maconha, não são inacabáveis filas de cocaína! – Scorpius ergueu os ombros, focando os olhos em mim.
Deixei que meus olhos se estreitassem com aquela observação. Eu nunca tinha experimentado qualquer tipo de droga ilícita, sequer havia fumado cigarros convencionais, mas eu sabia que a coisa não era tão grave quanto costumava parecer. O problema de Scorpius era diferente, e era por isso que eu estava alterada.
- O problema não é o fato de aquilo ser maconha, Scorpius – eu ironizei, olhando ao redor novamente, deixando bem claro que eu havia voltado ao meu estado de calma e que eu ignoraria o fato pelo resto da noite; mas ao mesmo tempo deixava claro que eu queria que ele pensasse naquilo. – O problema é que com você é tudo na enésima potência. Não existe apenas um cigarro, mas dez.
Me voltei totalmente ao ambiente da boate, notando o que antes não havia percebido. Era um lugar incrível com suas mesinhas redondas espalhadas ao redor da pista de dança. As luzes e a distância do restante do espaço não me deixavam enxergar perfeitamente o que havia ali dentro, mas ao fundo havia um grande bar, para onde eu comecei a caminhar, ignorando se Scorpius me seguiria ou não.
- Lugar bonito – ele praticamente gritou as minhas costas, evitando bater nas pessoas enquanto me seguia. Havia muita gente ali dentro, muito mais gente entre dezoito e trinta anos que eu achei que Oxford poderia ter.
- Também achei – concordei, deixando que minha cabeça balançasse com a nova melodia que se instalava.
O mais estranho era que o DJ pulava de um estilo para outro completamente diferente; mal havia terminado Let’s be Friend[3], já havia começado Zero[4] na seqüência. Meu lado musical reclamou, mas eu tinha certeza que isso seria interessante no decorrer da noite. Realmente, se eu tivesse ficado em casa veria que meus livros não eram tão agradáveis quando comparados àqueles primeiros minutos de festa. Parei no bar, me dependurando no balcão para alcançar a cartela com as bebidas; Scorpius fez o mesmo, praticamente se jogando sobre mim para enxergar a cartela.
- O que você vai querer? – perguntei, esticando a cartela na direção de Scorpius, já tendo o meu pedido de um Blue Lagoon na ponta da língua. Observando o atendimento que os três barmen faziam, pude notar que eu tinha mais chances de conseguir qualquer drinque antes de Scorpius; isso pelo simples fato de eu ser mulher.
- Cerveja – ele se colocou de costas para o balcão.
Consegui a atenção de um dos barmen e fiz meu pedido no mesmo instante em que um furacão passou esbarrando em mim e se jogou sobre Scorpius num abraço pouco casto para uma “conhecida”. Ela tinha gritado o nome dele antes de se jogar sobre ele e a voz dela me deixou incomodada; era anasalada, irritante, como quem se recuperava de uma gripe recente. Lisa, eu constatei dentro de mim mesma, me preocupando em pegar as bebidas que o barmen me passava, já que Scorpius estava se afogando naquela montanha de cabelos loiros. Tomei um gole do meu drinque enquanto esperava que Lisa se afastasse o suficiente para eu poder entregar a cerveja de Scorpius.
- Feliz Aniversário – ele finalmente conseguiu dizer, afastando a menina enquanto se esticava para pegar a cerveja que eu avançava na direção dele.
- Achei que você não vinha mais – ela lamentou, jogando uma mecha do cabelo para trás sem dar atenção a mais nada ao seu redor.
- Depois da sua intimação? – ele brincou, olhando para mim pela primeira vez e eu não consegui decifrar aquele olhar. Era algo entre um pedido de socorro e uma satisfação... Eu não tinha, mesmo, entendido. Preferi não interromper e apenas observar.
- Ah, os fins justificam os meios – ela se gabou, inclinando a cabeça para o lado numa falsa expressão inocente. – O importante é que você veio e o pessoal está todo aqui, numa mesa lá no fun...
Ela já tinha segurado a mão de Scorpius e pretendia levá-lo por entre a multidão, quando ele estancou os passos dela apontando na minha direção. Eu, que tinha meu drinque em mãos e estava apenas observando, congelei quando ela se voltou para mim. A expressão em seu rosto passou de animada para “surpresa desagradável” em um milésimo de segundo.
- Rose – Scorpius me apresentou, bebendo de sua cerveja e se limitando a observar a reação de Lisa. Eu me deixei ficar quieta por alguns instantes, erguendo de leve um dos lados da boca. Não podia negar que o jogo era interessante.
Minha análise durou muito menos tempo do que a dela: cabelos alisados artificialmente, calça de couro apertada, sandálias de salto muito alto, blusa com generoso decote... Ela era exatamente do modo como eu achava que seria. Os olhos azuis dela desciam e subiam pelo meu ser com uma vagareza sem igual. Olhos que eu podia jurar que eram lentes de contato.
Mas ela tinha toda uma beleza clássica por trás da minha primeira impressão maldosa. Tinha um tom de pele claríssimo, que combinava perfeitamente com os cabelos loiros muito claros, o que miseravelmente me fazia pensar que ela é que poderia ser confundida como uma irmã de Scorpius; as maçãs do rosto eram altas, as sobrancelhas soberanas e, eu daria tudo para ter seios daquele tamanho.
- Rose – ela repetiu com a voz anasalada, como quem precisava se acostumar com meu nome. Lisa tinha no rosto a expressão de susto que poderia lhe render um Oscar se ela estivesse em um filme. E tudo isso porque Scorpius tinha levado uma menina à festa. Ora, ela não sabia que a irmã postiça do caubói estava na cidade?
- Lisa – eu disse, me esticando e batendo minha bochecha com a dela. Apesar do salto, ela não era muito mais alta do que os meus 1.64cm. Ficamos em silêncio por algum tempo até que eu decidi falar e acabar com aquela aflição que ela deveria estar sentindo. Scorpius apenas observava; um sorriso maroto trancado nos lábios finos. – Irmã postiça.
Minhas palavras saíram devagar; mais devagar do que eu queria que elas saíssem. O rosto de Lisa se transfigurou em mais uma expressão que usufruía toda e qualquer linha que seu rosto pudesse ter. Ela ergueu as duas sobrancelhas soberbas e arregalou os olhos. De repente, ela havia mudado novamente e seu rosto estava com ares mais leves e ela sorria; tudo em prol do alívio que ela passara a sentir. Eu deixei minha cabeça pender, enquanto ela colocava uma das mãos no peito e suspirava alto, visivelmente aliviada.
- Você me deu um susto, garota! – ela disse.
- Me desculpe – eu pedi, sem realmente sentir alguma coisa.
- Achei que você já sabia que a Rose estava na cidade – Scorpius observou.
- É, eu sabia que a filha da sua madrasta estava na cidade – respondeu, voltando a segurar a mão dele e tencionando puxá-lo. Scorpius não saiu do lugar. – Só não pensei que ela fosse assim, achei que era – ela parou e me olhou novamente, mas dessa vez não tinha aquela análise de antes, ela me olhava apenas para tentar encontrar uma palavra que descrevesse a decepção de ver uma menina tão comum vinda de Londres. – diferente.
- Mais simpática? – Scorpius brincou e Lisa o acompanhou em uma risada que não parecia tão natural assim. Eu ergui as sobrancelhas e dei aos dois a minha mais bela expressão blasé.
- Não liga para ele, Rose – Lisa me advertiu.
Ela sorriu na minha direção e puxou Scorpius pela mão através da multidão. Eu os segui, mas não tinha a menor vontade de caminhar até os amigos de Lisa e muito menos de continuar vendo aquele mel que ela derramava cada vez que se virava para o meu “irmão postiço”.
Eu me presto para cada coisa, pensei comigo mesma quando chegamos a tal mesa em que os amigos dela estavam. Havia apenas cinco pessoas ao redor daquela mesa; entre eles os dois amigos de Scorpius que tinham nos cumprimentado do lado de fora da boate. Quando me viu, Michael se ergueu oferecendo o banquinho alto, mas eu recusei com um simples aceno de cabeça.
- Pessoal – Lisa apontou para mim. – Essa é Rose, irmã do Scorpius.
- Oi Rose – todos responderam ao mesmo tempo, movendo as mãos no mesmo momento, como num cumprimento ensaiado. Era quase como se eu estivesse numa reunião dos alcoólicos anônimos. Eu me segurei para não rir, ao invés disso, tomei um grande gole do meu drinque.
- Michael, Doug, Hannah, Meena e Jason – ela apontou para os cinco na ordem em que eles estavam sentados. Cada um deles balançou a cabeça quando seu nome foi citado. Não pude deixar de notar que as meninas eram como clones de Lisa; ambas loiras com roupas espalhafatosas demais.
- Você veio de Londres, não é? – perguntou Meena.
- É – respondi, morrendo de vontade de me afastar de todos eles e correr para a pista de dança. Não era sempre que eu tinha a oportunidade de, ironicamente, dançar Dancing With Myself[5] em uma boate.
- Está sentindo falta? – ela voltou a perguntar.
- Muita – mas eu não soube se eu estava sendo cem por cento sincera.
- Morei lá até meus quinze anos, depois fui despejada aqui – ela parecia brava; inflou as bochechas e enterrou o rosto dentro de um copo que provavelmente tinha alguma coisa muito forte, porque Hannah, ao seu lado, fez cara de nojo e voltou-se ao seu refrigerante.
Fiquei mais alguns minutos me balançando no mesmo lugar, já que não tinha muito que fazer e Dancing with Myself já havia terminado. Durante todo esse tempo, eu terminei meu drinque e observei a pista de dança, fugindo da visão nojenta das investidas sem sucesso que Lisa direcionava a Scorpius. Ele permanecia com as costas na parede, balançando a cabeça e batendo um dos pés no ritmo da música, mas seus braços não se moviam na direção dela e muito menos os olhos se focavam nela por mais do que alguns segundos.
- Olá estranha – ouvi a voz vir de trás de mim e me virei rápido. Era Michael quem vinha animado segurando um Blue Lagoon em uma das mãos e uma garrafa longneck na outra. Ele lançou o drinque na minha mão. – Notei que o seu acabou.
- Obrigada.
- Londres, então...
- É – eu afirmei, bebendo meu drinque recém trazido e ainda me balançando virada para a pista de dança. Eu não tinha a intenção de deixar uma entrada para as investidas de Michael; ele não me inspirava algo bom. Não assim de imediato.
- E o que você fazia lá?
- Trabalhava, estudava, essas coisas básicas – eu tentei não me aprofundar no assunto ou senão acabaria me entregando quanto ao mundo bruxo. Eu não era burra a ponto de entregar que eu era bruxa, mas bastava que mais alguns goles daquele drinque entrassem no meu organismo e eu entregaria o jogo.
- Tinha tempo para se divertir?
- Não – eu disse, me voltando para a mesa a fim de deixar claro que eu queria que ele saísse do meu pé. Michael se virou também e se postou na minha frente. – Tchau – anunciei, irônica, levando o drinque comigo para a pista de dança. Eu não me importava de ir sozinha, contanto que Michael saísse de perto.
Por um momento eu consegui dançar sozinha; era um movimento libertário. Fechei os olhos e praticamente me deixei declamar a letra de Hole in my Heart[6], mas me vi parada no meio da pista sem saber o que fazer quando um country mais antigo com vocal feminino começou a tocar e alguns casais de dançarinos rápidos começaram a se formar na pista.
Me preparei para voltar para a mesa dos amigos de Lisa, mas quando me virei Scorpius estava na minha frente, com a mão esticada. Sorri e deixei que ele me guiasse em alguns passos da música estranha, mas que tinha uma melodia bonita. E a essa altura da festa, o pouco álcool dos dois drinques que eu tinha bebido se fazia muito mais do que presente no meu organismo.
- Está fugindo? – ele perguntou, enquanto eu pisava no pé dele tentando aprender a seqüência de passos. Confirmei com a cabeça. – eu também.
- Imaginei – eu disse. – Conhece isso?
- E você não? – ele se admirou e eu neguei. – Johnny Cash e June Carter[7]!
- Você não tem cara de quem dança. E bem! – observei, de repente, ignorando todo o restante da conversa. Eu deveria ter citado alguma coisa sobre June Carter ou ter feito alguma brincadeira sem graça sobre Johnny Cash; algo que o deixaria, no mínimo, magoado, mas eu fiz tal observação. Como assim?
- Você está quase bêbada, Rose Weasley, sua opinião não vale nada – Scorpius proferiu baixinho, dando um giro que me deixou mais tonta ainda. – Mas você não sabe de muita coisa sobre mim. E tenho dito.
[2] Da banda The Smiths.
[3] Da cantora Emily Osment.
[4] Da banda Smashing Pumpkins.
[5] Do cantor Billy Idol.
[6] Da dupla Alphabeat.
[7] Jackson.
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N/A (enorme, por sinal): Olá gente! Então, passei um sufoco com medo de nunca mais conseguir entrar no FeB por causa dessa coisa da camiseta. Ufa, acho até que vou comprar uma e tentar garantir a existência do site até o final da vida! rsrs Bem, voltando ao que interessa: espero que vocês gostem do capítulo, trabalhei duro nele essa semana fazendo mil e uma revisões, mudando alguns fatos e acrescentando algumas conversas... Virou um dos meus favoritos no final das contas! Participem da campanha inexistente: "Faça um autor feliz, como? comente!"
Ah, antes de eu me despedir, queria esclarecer uma coisa: lá em cima, depois que o cigarro de maconha entra na história e a conversa gira em torno disso, não existe nenhuma incitação da minha parte, ok? Sou a favor do "cada cabeça, uma sentença", então não julguem, por favor. É uma parte importante da história ressaltar as recaídas em "excessos" do Scorpius de algum jeito; achei que esse foi um bom jeito de retratar, já que o alcool já tinha sido retratado.
Então, tchau, gente, até a próxima semana! :*