Sei que os capítulos estão sendo bem chatos, com poucas emoções, sem lutas, mas é necessário, pois explica muita coisa que acontecerá mais adiante, espero que entendam...
Vou ficando por aqui... e uma ótima leitura pra vocês!
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Capítulo 6: Revelações inesperadas.
As duas garotas seguraram no rabo da ave que, juntamente com elas, sumiu em um crepitar de chamas. Jheny sentiu o chão fugindo de seus pés, fechou os olhos por breves instantes, ao reabri-los estava na sala de sua casa, ao lado de Hermione, que observava tudo atentamente.
__ Minha casa! Que saudades! Hum... Estou sentindo um cheirinho maravilhoso vindo da cozinha, mamãe está preparando o café da manhã! _ chegaram exatamente às sete horas devido à diferença de fuso horário. _ Vem comigo Hermione. _ Jheny saiu puxando a garota pelo braço.
__ Hey, vai com calma, Jheny. _ diz Hermione tentando acompanhá-la, mas esta já não a ouvia.
Chegando à cozinha, ao ver sua mãe, corre para abraçá-la, após algum tempo as duas ficam se encarando.
__ Minha filha, como estava com saudades suas, querida! Nossa, tem tão pouco tempo que não nos vemos, porém parece uma década! Como você está linda, a cada dia seus traços franceses se acentuam mais! _ diz Louise, ainda abraçada com a filha.
__ Ah, mamãe! Também estava morrendo de saudades da senhora e do papai! Vou falar sério, eu tenho onde puxar né!? A senhora está ótima! E o papai, onde está?
__ Saiu logo cedo, muito apressado, sabe como é né, ele anda trabalhando muito. E essa linda garota? É a que você se referiu na carta?
__ Ah, é sim. Desculpe, Hermione, acabei me esquecendo de você. Essa é minha mãe, Louise Willer.
__ Prazer em conhecê-la, querida!
__ O prazer é todo meu Sra. Willer. Sou Hermione Granger.
__ Quero que fique a vontade, sinta-se em casa viu?!
__ Ah sim, pode deixar.
Jheny olhando envolta percebe uma pessoa triste e amuada em um canto da cozinha preparando o almoço, como pudera não notar sua presença, ela devia estar magoada contigo. A garota aproxima-se e a abraça por trás.
__ Pensou que eu havia me esquecido de você? Pois errou! Minha amiga, minha irmã que não tenho! Que saudades!
__ Ah... Até que enfim me notou?! Achei que não viria falar comigo, sua moleca! Também estava morrendo de saudades de você! E a cada dia que passa se parece mais com sua mãe heim? Cara de uma, focinho da outra! _ brincou Joanne, a governanta da casa.
__ Como eu poderia esquecer-me de você, Joanne? Vocês exageram muito, continuo como sempre!
__ Então, querida, qual o motivo pelo qual veio assim tão urgente? _ perguntou Louise.
__ Preciso fazer uma pesquisa em meus livros de geografia, mamãe, aqueles trouxas, está lembrada?
__ Estou sim. O café ainda não está pronto, por que você não aproveita para mostrar a casa para a Sta. Granger?
__ È mesmo, qualquer coisa vou estar na biblioteca.
Jheny sai acompanhada de Hermione, que observava cada detalhe da casa. Esta era decorada a moda francesa, os móveis em madeira trabalhada, feitas por elfos no século XVIII. As duas fizeram um verdadeiro tour pela casa, entrando em quase todos os cômodos.
__ Vem, Hermione, quero que veja meu quarto agora! _ chamou Jheny, já entrando por uma porta.
__ Nossa! Que lindo! Parece até os quartos daqueles castelos dos contos de fadas trouxas. Eu sempre sonhei em ter um quarto assim.
Hermione, a princípio, piscava freneticamente os olhos, para ter certeza que estava vendo direito. Ficara maravilhada com a beleza, considerou-o o cômodo mais belo da casa.
Era um quarto bem grande. Ao centro da parede oposta à porta estava uma cama de casal enorme, dela subia um cortinado roxo, que se encontrava aberto, sobre o colchão um edredom em tons de lilás. Em ambos os lados da cama havia um criado-mudo, sobre um estava alguns porta-retratos e no outro um jarro com rosas brancas. Na parede esquerda estava uma penteadeira, de um lado, havia vários porta-retratos com fotos trouxas; ao centro vários produtos, dentre eles cremes, maquiagens, etc. Do outro lado, havia mais retratos, estes porém, com fotos mágicas. Havia, também, logo acima de cada uma das partes, grandes espelhos, proporcionando uma visão própria em três ângulos. Duas portas mostravam-se na parede direita; uma delas um closet, com vários tipos de roupas, sapatos e tudo o mais. A outra porta é um banheiro, que Hermione achou luxuoso. Todo ornamentado e decorado, assim como a casa em si.
__ Não pensei que ficaria assim, tão deslumbrada! Imagina quando ver minha biblioteca, então?! _ brincou Jheny.
__ O que? Sua biblioteca? Pensei que iríamos à biblioteca da sua escola! Você tem uma biblioteca em casa? _ pergunta Hermione, espantada.
__ Uai, qual o motivo do espanto? Ela não é completa, a da minha escola possui mais recursos, porém não tanto Hogwarts, é claro. Se quiser posso te levar lá pra conhecer, depois que terminarmos nossa pesquisa. Então, vamos até a biblioteca?
As duas garotas saíram caminhando tranqüilamente pelo corredor até a biblioteca. Ao entrarem Hermione quase caiu de costas.
__ É enorme, Jheny. Nunca vi uma biblioteca particular tão grande. A de Hogwarts é bem maior, com certeza, mas a sua é incrível. _ comentou, Hermione, maravilhada.
__ Ah... Também não é pra tanto! Você tem quer ver a do Tom, é ainda maior que a minha, pouca coisa, mas é.
Era uma sala bem espaçosa, com uma mesa ao centro, no canto esquerdo havia uma mesinha com um computador trouxa, e no oposto seis prateleiras. Nas cinco primeiras encontravam-se os livros bruxos, na última os trouxas, e alguns jornais.
__ A dele é maior? _ surpreendeu-se Hermione.
__ Pouca coisa, até a última vez que vi, eram sete ou oito estantes, se não me engano. Como minha escola tem poucos recursos, nossos avós franceses sempre nos mandavam livros; pra mim, que sou uma leitora assídua, principalmente. O meu pai, que me incentivava a estudar mais para vencer os limites existentes nesse país, sempre mandou trazer exemplares da Inglaterra pra mim também, e com minha mesada eu comprava outros. Então no meu quarto passou a não cabê-los, nisso me veio à idéia de montar essa biblioteca. _ explicou Jheny.
__ Nossa, vai gostar de ler. Até me supera! _ brincou Hermione.
__ Nas férias, a maior parte de minhas tardes eu passava aqui, quando não estava fazendo algum trabalho, ficava lendo e ouvindo algumas músicas. _ comentou Jheny, com olhar triste, porém logo se recompôs. _ Vem comigo, precisamos separar o material que pode nos ajudar.
As duas foram até as prateleiras e selecionaram os livros que possivelmente abrangiam o tema que tanto procuravam. Ao todo, deu em torno de vinte livros, que levaram até a mesa e separaram em duas pilhas. Iam começar a pesquisa quando Louise entrou na sala chamando as garotas.
__ O desjejum está servido, meninas, vamos comer depois vocês fazem essa tal pesquisa.
__ Boa idéia, mamãe, estou faminta. _ diz Jheny, sorrindo e esfregando a barriga.
Após tomarem um farto desjejum, voltaram para a biblioteca e lá passaram o resto da manhã. Até que Louise torna a chamá-las para o almoço. Todas se sentaram à mesa e saboreavam uma deliciosa comida mineira. Com direito a lasanha, salpicão e outras coisas mais. Depois aproveitavam uma sobremesa que Joanne fizera especialmente para Jheny, pois sabia que esta adorava torta de abacaxi.
__ Uai, mamãe, o pai não veio almoçar com a gente!
__ Deve ter acontecido algo no ministério, querida, mas daqui a pouco deve estar chegando.
Após terminarem o almoço permaneceram um tempo sentadas na sala conversando, depois as garotas foram para a biblioteca. Louise foi para a cozinha conversar com Joanne.
__ Estou preocupada com a Jheny. Temo sua reação ao saber a verdade, não sei se terei coragem suficiente para contar-lhe.
__ Acalme seu coração, Louise. Jheny é uma garota forte. Tenho certeza que saberá entender. Quando Miguel chegar vocês dois juntos contem pra ela. Eu acho melhor ela saber por vocês, do que pelos outros.
__ É você tem razão.
As duas continuaram conversando. Miguel chegou e foi até elas.
__ Oi, querida, desculpe-me por não ter vindo almoçar com você. Houve um imprevisto no ministério e não tive como lhe avisar. _ diz Miguel, dando um beijo na esposa.
__ Tudo bem, querido, não faz mal. Tenho que conversar com você seriamente. Ainda não contamos para Jheny o que houve.
__ Vamos contar, querida, não se preocupe. Ela é uma garota forte, vai saber superar isso! Tenho certeza.
__ Falando nisso tenho uma surpresa pra você! Por favor, queira me acompanhar?
O casal foi até a biblioteca, ao entrarem Miguel viu a filha e correu para abraçá-la.
__ Minha linda! Que saudades! Como você está?
__ Estou ótima, papai, e o senhor? Também estava com muitas saudades!
__ Estou bem, princesinha! Mas o que te trás aqui? E essa moça simpática, quem é?
__ Vim fazer uma pesquisa nesses livros da antiga escola. Esta é Hermione Granger, uma amiga da Inglaterra, que teve a bondade de me acompanhar. _ brincou Jheny, que deixou Hermione sem graça.
__ Ah que isso, Jheny. Não é pra tanto. Muito prazer, Sr. Willer. A Jheny fala muito bem de você!
__ O prazer é meu, Sta. Granger. Então, princesinha, quer dizer que anda falando de mim, heim?!
__ Eu juro que falei apenas coisas boas! _ Jheny enquanto fala levanta as mãos espalmadas, em sinal de defesa.
__ Eu sei, estava brincando com você! _ sorriu feliz, Miguel.
Do nada, Miguel troca um olhar significativo com Louise, o que não passou despercebido pela garota. Preocupou-se ao ver os rostos sérios de seus pais, que com certeza escondiam alguma coisa dela.
__ O que foi? De repente vocês ficaram tão sérios. O que estão tentando me dizer ou, melhor, esconder de mim? _ fala Jheny, olhando-os nos olhos.
__ Por favor, querida, quero que fique tranqüila, não se exalte, vamos te contar. _ diz Louise, procurando não deixar a filha nervosa.
__ Olha, princesinha, vou ser franco com você, como sempre fui. Sua escola, Salen, foi atacada pelos comensais, como seu padrinho previra. Por favor, sente-se. _ diz Miguel, indo até a última prateleira e voltando com um jornal nas mãos.
Jheny, até então, tentava acreditar no que o pai dissera, porém não conseguia, estava em estado de choque. Ainda descrente, a garota pega o jornal das mãos do pai, assusta-se com a notícia em primeira página.
“O terror mais perto do que imaginava,
Salen é tomada pelo Império Negro!”
“Há algum tempo atrás, o diretor da Escola de Magia e Bruxaria Salen, informou a comunidade bruxa que a escola seria atacada por Comensais, sendo a intenção destes, fechá-la. Pelos mesmos motivos, o diretor, achou prudente selecionar os cinco melhores alunos e os enviou para a Escola de Hogwarts na Inglaterra. Muitos pais não concordaram com tal atitude, julgando-o velho demais para a responsabilidade do cargo, por isso estaria caducando; mesmo assim, muitos ainda ficaram a favor. O fato é que na noite de ontem, aproximadamente às 22 horas, houve realmente um ataque a nossa escola. O Prof. Gabriel, juntamente com o corpo docente, adiantou-se em enviar os alunos seguros para casa; para isso usaram as lareiras e vários portais. Foi permitido apenas aos alunos maiores de idade permanecer na escola, tentando atrasar os Comensais até que a evacuação do local estivesse completa. Comentam que houve uma luta acirrada, toda via, todos os alunos mais novos foram para casa seguros. Por estarem em grande número, os Comensais, avançaram rapidamente acuando todos dentro das dependências da escola. Há registros de três mortes; uma professora de DCAT, Profª. Cláudia Sounth, e duas alunas, as irmãs Michele e Bárbara Richter. Ao adentrarem o castelo, foram diretamente atrás do Prof. Gabriel. Este já os esperava, relatos dizem que se travou uma batalha entre ele e o chefe dos Comensais. Um dos feitiços lançados colidiu com uma janela, quebrando os vidros, estilhaços voaram para toda parte, e um deles acertou o braço direito do diretor; impossibilitado de continuar lutando foi obrigado a fugir. Ao fazê-lo não deixou nenhum vestígio ou indicação para o lugar onde estaria, portanto, ninguém sabe dizer onde se encontra atualmente [...]”.
A notícia continuava relatando mais detalhes do acontecido, mas neste momento, Jheny, já não conseguia ler mais nada, pois chorava compulsivamente. Hermione ao ver seu estado ficou penalizada, não sabia o que se passava ali, porém imaginou que deveria ser muito sério para que a menina se descontrolasse dessa maneira.
__ Meu padrinho! Ele estava ferido, oh Merlim, o que terá acontecido com ele?! E a Prof.ª Cláudia e as primas da Helena? Como vou dar-lhes a notícia? _ diz Jheny, entrecortada pelos soluços.
Louise conjurou um copo de água com açúcar e deu para Jheny, tentando fazer com que se acalmasse. Miguel abraçou a filha carinhosamente, deixou que esta chorasse todo o sofrimento e tristeza que há muito guardava no coração. Passado algum tempo a garota se tranqüilizou, secou as lágrimas e disse com olhar determinado:
__ Mais do que nunca preciso ser forte, tenho que dar apoio aos meus amigos, sei que eles buscarão um porto seguro em mim, e não pretendo deixá-los na mão agora.
__ Essa é minha princesinha; o jeito e o coração puro de uma criança, porém com a personalidade e a determinação de uma mulher. Você cresceu e amadureceu muito, não esperava menos de você. _ disse Miguel, acariciando os cabelos da filha.
__ Obrigada pela confiança, meu pai.
__ Her... Jheny, não queria atrapalhar, mas posso saber o que houve que te deixou neste estado? Desculpe a intromissão, é que nunca a vi assim, fiquei preocupada. _ falou Hermione, constrangida.
__ Que isso, Mione, eu que lhe peço desculpas, acabei me esquecendo de que você não fala português. É que a minha escola, Salen, foi atacada. _ Jheny transcreveu a notícia para o inglês e foi lendo para Mione.
__ Sinto muito, Jheny. Sei o quanto isso significa pra você. Mas acredite, tudo vai se resolver, vamos colocar um ponto final em toda a maldade que Você-sabe-quem vem espalhando pelo mundo.
__ Eu sei, tenho todas as esperanças em Harry e em vocês! Mas precisamos fazer algo, não é mesmo? Ficarmos aqui de prosa não vai adiantar em nada, vamos terminar nossa pesquisa? _ brincou Jheny, forçando um sorriso.
As garotas voltaram suas atenções para a pesquisa, enquanto os pais de Jheny se dirigiam para o quarto. Louise estava impressionada com a filha, ela reagira bem melhor do que previra; realmente amadurecera muito, já se tornara uma mulher, embora não tivesse tanta idade assim.
__ Eu te disse, querida, que tudo se resolveria. Jheny é maravilhosa, não estou bajulando-a não.
__ Realmente, ela é uma garota espetacular. Fico feliz por ela ter encontrado bons amigos na Inglaterra, assim não se sentirá tão sozinha.
__ Pelo menos aparentemente, mas não tenho muita certeza não. Você sabe que na Europa ainda existe a xenofobia, principalmente quando se refere às pessoas de países subdesenvolvidos.
__ É eu sei, isso é o que me deixa mais preocupada. Ainda me pergunto se tomamos a decisão certa em mandá-la para lá. Por outro lado, se ela estivesse aqui, talvez pudesse ter acontecido o pior. Não gosto nem de pensar nisso.
__ Não pense então, querida. De qualquer forma sempre quisemos mandá-la para a França ou para a Inglaterra. Lembra-se!? Não importa o que aconteça, tenho certeza que ela se sairá bem.
***
A tarde transcorreu sossegadamente, por volta das seis horas, as garotas terminaram a pesquisa, entretanto, estavam tão cansadas que tomaram um café bem reforçado, um bom banho e foram recolher-se. Já no quarto, prontas para dormir, Jheny diz:
__ Mione, se você não se importa, eu gostaria de visitar as casas de umas pessoas. Se você não quiser ir, tudo bem eu entendo. Também não levarei a mal se você quiser voltar para a Inglaterra amanhã logo pela manhã.
__ Do que está falando? É claro que vou ficar e lhe acompanhar, eu já imaginava que iria mesmo querer fazer isso. Dou total apoio.
__ Obrigada.
Ambas viraram cada uma para um lado perdidas em seus próprios pensamentos, logo adormeceram, pois o dia fora cansativo e o próximo seria ainda pior.
As garotas acordaram sobressaltadas no dia seguinte, pois já era bem tarde. Levantaram e tomaram um café bem rápido e saíram andando pelas ruas de Belo Horizonte. Pelo caminho, Jheny foi mostrando os principais pontos turísticos da cidade. Foram primeiramente na casa das primas de Helena; que, juntamente com Jheny, estudavam juntas desde pequenas. Ao chegarem foram recebidas pelos pais das meninas.
__ Jheny, que prazer em revê-la! Que bom que veio! _ diz Regina, tia de Helena.
__ O prazer é meu, Regina. Como está tudo por aqui?
__ Ah, vamos seguindo a vida. Creio que já deve estar sabendo do ocorrido. _ respondeu Marcus.
__ Sei sim. E este é motivo pelo qual eu vim. Queria dizer que sinto muito, talvez se estivéssemos aqui isto não teria acontecido. Mas podem ter certeza que este ato ilícito não ficará impune.
__ Não se culpe por isso, meu bem. Isso foi uma fatalidade, ninguém podia impedi-los. Se vocês estivem aqui, talvez acontecesse o pior. É melhor não pensarmos nisso. Saiba que depositamos todas as nossas esperanças em vocês, que são garotos promissores.
__ Obrigada pela confiança. Prometo não decepcioná-los.
As meninas ficaram mais algum tempo conversando com o casal, depois saíram e se dirigiram para a casa dos pais de Tom. Após matar a saudade e conversar bastante, foram também na casa de Helena e dos irmãos Calvin e Hobbes.
Jheny convidou Hermione para ir a um lugar que adorava e considerava o mais belo da cidade; ali chegava a passar tardes inteiras.
__ Que lindo! Como se chama esse lago?
__ Lindo não é mesmo? _ responde rindo. _ Não é “lago” Mione, é lagoa. Chama-se Lagoa da Pampulha. Adoro este lugar, eu sempre vinha aqui, essa imensidão me passa tranqüilidade e paz. Muitas vezes o Tom vinha comigo, passávamos horas sentados aqui apenas observando a água, nesses momentos quase não conversávamos, somente a presença do outro confortava e expressava nossos sentimentos sem precisar de palavras vazias.
__ Realmente, este ambiente é muito bom. Você sente muita falta daqui né?
__ Sim eu sinto muitas saudades de tudo. Passei praticamente todos os melhores momentos de minha neste país, junto de meus pais. Também passei dificuldades e momentos ruins e, neste exato lugar, eu buscava refúgio e consolo. Era como se fosse minha realidade subjetiva.
__ Entendo como se sente, esses acontecimentos estão sendo muito difíceis, mas você tem pessoas que te amam de verdade e, com certeza, irão te apoiar sempre.
__ É verdade, mas elas também precisarão de meu apoio e, como já disse, buscarão forças em mim; preciso estar bem para poder ajudá-los, não posso fraquejar no momento que mais precisam de mim.
As duas ficaram em silêncio por um bom tempo, durante o trajeto de volta a casa pouco conversaram. Ao chegarem, a garota pediu à mãe que lhe preparasse algo em especial que gostaria de levar para a Inglaterra, seus colegas haviam pedido.
Terminaram de arrumar as malas, Jheny acabou pegando algumas coisas adicionais que estava precisando, despediram-se de Louise e Joanne e foram até o Ministério para despedirem-se de Miguel.
__ Que pena meninas que vocês já precisam ir, gostaria que ficassem um pouco mais conosco.
__ Eu até que gostaria de poder ficar, papai, mas precisamos mesmo ir. Assim que puder eu volto, mesmo assim, estaremos sempre nos correspondendo né?
__ Claro, princesa! Tome muito cuidado lá e respeite seu primo, não fiquem brigando. Estude e se esforce bastante.
__ Ok papai, não se preocupe, vai dar tudo certo.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Espero que estejam gostando, pois ninguém comenta nada, não dizem se estão gostando ou não. Mas mesmo assim obrigada a todos que tem acompanhado a postagem dos capítulos.
Promento que o próximo capítulo será bem divertido, apesar da tristeza inicial, creio que vão gostar, não percam! rsrs
Beijão a todos... |