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13. Desncanso


Fic: A noiva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO TREZE

Quando retornaram aos estábulos, Harry estava carrancudo e Gina, sorridente. Bill e o sacerdote, de pé nos degraus de entrada ao castelo, observavam-nos.
—Gina está lhe dando o que fazer —comentou Bill.
—Eu a ouvi ameaçar cravar uma adaga num dos McPherson —adicionou o padre Weasley.
—Ela o fez —confirmou Bill—. Tem que ser valente para ameaçar o velho guerreiro e a seus homens como ela o fez!
— Por que acha que foi só uma ameaça?
—Bom, estou certo. É impossível que saiba arremessar uma adaga.
—É muito parecido com o lorde, Bill, pois aceita todos seus julgamentos. Harry já tirou suas próprias conclusões a respeito de lady Gina. Em seu lugar, eu teria uma mente mais aberta. Se Gina afirma que é capaz de cravar uma adaga numa pessoa, eu considero que é capaz de fazê-lo. Deve ter tido que proteger alguém. Sim, é muito mais destra do que a consideram você e Harry. Lembre-se do que digo, rapaz.
—Harry se queixa de que é muito tenra —replicou Bill.
—Também é forte —respondeu o padre Weasley—. E tampouco se adaptará tão pacificamente como Harry supõe. As faíscas acabam de começar a voar.
Tanto Bill como o padre Weasley se voltaram para observar como Harry ajudava sua esposa a desmontar. Harry segurou Gina por mais tempo que o necessário, e do jeito que os dois se contemplavam, nem o clérigo nem o soldado quiseram interferir. Os dois homens se viraram e se afastaram, sorrindo como tolos.
Harry sabia que tinha que retornar a suas tarefas, mas não pôde resistir a tentação de roçar outra vez a boca de Gina com a própria. Se Donald não tivesse interrompido, a teria beijado novamente. Harry entregou as rédeas de Fogo Selvagem. Gina o saudou com um gesto e começou a afastar-se.
— Aonde vai agora? —perguntou Harry, só para retê-la um instante mais.
—Vou trocar esse vestido rasgado —respondeu Gina—. Mas antes tenho que conseguir algumas velas.
Harry quis acompanhá-la, mas Donald o fez mudar de idéia.
—Harry, posso falar com você?
— Do que se trata? —perguntou Harry, enquanto levava o cavalo ao interior do estábulo.
—Trata-se da égua da senhora —começou Donald—. Não me agrada incomodá-lo com um problema tão insignificante, mas não sei como tratar este animal tão teimoso. Não come. E se continuar tentando sair de sua baia, quebrará uma pata. Já quebrou três pranchas.
—Coloque-a em outra baia —sugeriu Harry.
—Já tentei —respondeu Donald.
Harry ouviu fogo Selvagem chutando as pranchas e conduziu o cavalo à baia danificada. Assim que Harry se aproximou e a acariciou, a égua de Gina se tranqüilizou.
—Agora está tranqüila —disse, sorridente.
—É porque seu cavalo negro está perto dela —respondeu Donald—. Quando pode vê-lo ou cheirá-lo, se acalma. Está acostumada com ele. Milorde, o que acha de deixar-los juntos?
—Meu cavalo a mataria.
—Não acredito —apressou-se a dizer Donald—. E se continuar sem comer, ela adoecerá.
Harry decidiu experimentar imediatamente a sugestão do Donald. Se o cavalo machucasse Fogo Selvagem, ele poderia interferir antes que fizesse muito estrago.
Assim que o enorme cavalo negro entrou na baia de Fogo Selvagem, começou a comer o alimento da égua sem dar-lhe atenção. Fogo Selvagem se rebelou contra a invasão de seu território, mas o cavalo estabeleceu rapidamente sua superioridade, soltando um relincho agudo que fez Harry sorrir. O cavalo dilatou as narinas e deu uma forte patada nos quartos traseiros da égua. Fogo Selvagem se intimidou. Já não havia lugar para recuar, mas de toda maneira ela o tentou várias vezes. O cavalo a deixou fazê-lo e, por fim, Fogo Selvagem deixou de lado a bravata e compartilhou o alimento com o macho. Só em uma ocasião tentou empurrá-lo.
—Meu cavalo é tão possessivo quanto eu —assinalou Harry.
— Como, milorde? —perguntou Donald, confuso pelo comentário.
—Não tem importância —disse Harry. Sorriu, pensando em Gina. Então, recordou o comentário do padre Weasley de que Gina queria um quarto próprio—. De nenhuma maneira! —murmurou, pensando que a égua era mais sensata do que sua própria senhora.
Harry não queria deixar a questão passar por alto e falaria imediatamente com Gina. A esposa só dormiria na cama de Harry. Mas não seria rude na repreensão, pois não queria que Gina chorasse outra vez. Entretanto, manteria-se firme e, como dizia Gina, isso era tudo.
Gina não tinha idéia da preocupação que provocava no marido. Compreendeu-o ao ver que tinha tomado a direção errada. Depois de uma agradável conversa com o ferreiro, decidiu conhecer os moradores das outras cabanas agrupadas junto ao muro traseiro.
—Todos estão comendo —informou o ferreiro.
—Henry, acredita que poderei dar uma olhada no interior de cada choça? —perguntou.
—É óbvio, senhora —afirmou o homem calvo—. Eles se sentirão honrados quando lhe disser que você tem interesse em conhecê-los.
Gina não se apressou em subir a encosta da colina. Deteve-se para recolher flores silvestres de doce perfume que cresciam perto do muro, e logo seguiu seu caminho. Acreditou ouvir um ruído atrás dela e se voltou para saudar a pessoa que se aproximava.
Mas não havia ninguém, e pensou que o vento a tinha enganado.
Gina olhou para o interior da cabana do trabalhador de pedreira, caminhou até a última choça, o curtume, e chegava lá quando recebeu um forte golpe nas costas. O ataque foi tão súbito que a fez cair de joelhos. A porta se fechou de repente, e Gina sufocou uma exclamação incrédula.
A choça não tinha janelas, e dentro estava escuro como boca de lobo. Murmurando uma maldição, começou a vasculhar o chão de terra, procurando as flores que haviam caído.
Gina acreditou que o vento tinha empurrado a porta sem lhe dar tempo de sair.
Desistiu de seguir procurando as flores na escuridão; ficou de pé e se sacudiu o pó da saia.
“Se Harry me visse agora, pensaria que sou tão desajeitada como um potro recém-nascido”, pensou.
Ainda não tinha tomado consciência do perigo, e não se assustou até que sentiu cheiro de fumaça. Tentou abrir a porta mas ela não cedeu.
Não se deixou dominar pelo pânico. Golpeou a porta com todas suas forças, gritando o nome de Harry. A pequena choça se estava convertendo em um inferno. Em menos de um minuto, todo o telhado estava em chamas.
Os gritos da moça logo se converteram em gemidos fracos. Um pedaço de madeira caiu perto dos pés de Gina.
A jovem se afastou, surpresa de que algo tão simples se fizesse tão difícil. Contemplou fascinada a rosa de caule comprido que segurava, até que o calor começou a encrespar as bordas das pétalas.
As chamas abriam caminho rumo à moça. A choça se encheu de fumaça e se fez difícil suportá-lo.
Gina caiu, ofegando e sentiu a frescura do chão de terra no rosto.
Negou-se a acreditar que ia morrer. Harry chegaria a tempo para salvá-la. Tinha prometido protegê-la.
“Deus, faça com que se apresse! Não deixe que ele fique sozinho outra vez! Precisa de mim. Ainda tem que me dizer que me ama”, pensou.
E onde diabos estaria?
De repente, Gina ficou furiosa. Uma vez que a salvasse, lhe aplicaria um bom sermão a respeito dos méritos de ser rápido.
Senhor, estava perdendo a cabeça! A explosão de fúria arrebatou os últimos vestígios de forças. Gina fechou os olhos e começou a rezar.
Através da fumaça, chegou-lhe o grito angustiado de Harry, e Gina forçou um fraco sorriso. “Obrigado”, murmurou ao Criador.
Harry acabava de empreender o caminho colina acima quando ouviu os gritos e então viu as chamas no telhado da cabana. Conteve o fôlego e começou a correr. Quando alcançou Bill, estava enfurecido. Sabia que Gina estava ali dentro. Sabia.
Harry e Bill chegaram à choça ao mesmo tempo. Os dois viram o tronco apoiado contra a porta. Bill o tirou com um chute no mesmo momento em que Harry derrubava a porta e a jogava no chão.
O terror lhe deu forças renovadas. E quando viu Gina, a fúria o consumiu de tal modo que seu rugido atormentado quase atirou abaixo as paredes da choça.
Antes que as paredes caíssem, Harry havia retirado Gina para fora e a tinha nos braços. Ajoelhou-se no chão, protegendo-a com os braços, temeroso de respirar até ter certeza de que a mulher também respirava. A tosse dilaceradora de Gina deveria haver demonstrado que estava viva, mas a mente de Harry estava muito aturdida pelo medo para pensar com claridade.
Levou algum tempo até recuperar certo grau de calma. Bill se ajoelhou junto a ele.
—Harry, deixe que ela respire um pouco de ar —murmurou, sem reconhecer sua própria voz.
Gina abriu os olhos e viu o rosto angustiado de seu marido sobre ela. Tentou sorrir entre as lágrimas. Quando as idéias se clarearam um pouco, notou que Harry também tinha os olhos úmidos. Pensou que a fumaça deveria ter irritado seus olhos.
Quando estendeu a mão para acariciar a testa de seu marido, notou que ainda segurava uma das flores murchas. Soltou-a, e começou a acariciar a testa de Harry.
Ao mesmo tempo, Harry tocou a testa de Gina.
—Prometi que nunca o deixaria. —A voz de Gina soou como a de um velho resmungão.
—Não permitiria isso. —A voz de Harry soou como folhas secas ao serem pisoteadas.
Os dois sorriram.
—Você está bem agora, Gina? Não está ferida? A expressão carinhosa que apareceu nos olhos de Harry deixou Gina assombrada.
—Sabia que me salvaria.
—Sabia?
—Porque se importa comigo, Harry Potter.
Gina tinha imitado à perfeição o sotaque de Harry, e o homem assentiu, contente com a resposta. Ficou de pé, mantendo a cabeça de Gina sob seu próprio queixo. Quando se voltou para descer a colina, viu que uma multidão de soldados se reunira.
—O acidente não a afetou —exclamou.
Gina tentou afastar-se um pouco para fazer um gesto aos soldados, mas Harry encaixou a cabeça outra vez com força contra seu peito em um abraço de urso.
Sem querer, a fez tossir novamente. Contente, Gina pensou: “Este homem não tem consciência de sua própria força”. Tampouco entendia o quanto eram reveladoras suas ações.
Gina o sentiu tremer. E enquanto esperava que ele fosse salvá-la, ouviu-o gritar o nome dela. Querendo ou não admiti-lo, Harry começava a amá-la, embora fosse só um pouquinho.
Essa descoberta fez Gina esquecer esse quase encontro com a morte.
—Você não perdeu seu tempo em vir me resgatar, Potter —disse.
— É mesmo! —replicou-lhe Harry, sorridente—. Corri como o demônio.
—Afinal de contas, não sou tão pouco importante para você, não é mesmo?
Não lhe respondeu até que chegaram à entrada do castelo.
—Não, não é.
Depois de um prolongado momento, Gina compreendeu que Harry não lhe diria nada mais mas, mesmo assim, estava muito satisfeita com ele. “Dentada a dentada”, recordou-se. Isso era o que ela mesma havia dito ao padre Weasley quando lhe assegurou que poderia comer um urso gigante, e assim conquistaria Harry Potter. Voltou a rir, mas daquela vez, de sua própria tolice. Como era possível que tivesse levado tanto tempo para compreender que necessitava do amor de Harry tanto quanto ele necessitava o dela?
—Lady Potter, como pode rir? —perguntou Bill. Abriu as portas e seguiu o casal para dentro da casa—. Eu ainda estou tremendo de raiva.
—Eu estava rindo porque acabo de compreender algo muito importante —respondeu Gina—. Não será dentada a dentada, mas beijo a beijo, sabe? Há uma grande diferença. E não explicarei mais nada.
—Sem dúvida, a fumaça afetou sua mente —interveio Harry, sacudindo a cabeça.
—Bill, por que está tão furioso? —perguntou Gina, olhando para o rosto do soldado por sobre o ombro de Harry—. Não acha que isto foi minha culpa, não?
Antes que Bill pudesse responder, Gina se voltou para Harry.
—O vento provocou o acidente, marido. Era tão forte que empurrou a porta contra minhas costas. Sem dúvida, era muito forte —continuou, ao ver que os dois homens a olhavam incrédulos—. E uivava. Sabem que soou como se alguém estivesse rindo de mim? Harry, por que tem essa expressão cética? Não acredita em mim?
—Acredito, sim —disse Harry.
—Sabemos que não foi por sua culpa, milady —interveio Bill—. A porta foi... —Ao ver um gesto de Harry, não concluiu a explicação.
—O que aconteceu com a porta, Bill?
—Estava empenada, isso —respondeu Bill, apressadamente.
—Sim, foi isso —admitiu Gina.
—Bill, vá ordenar um banho para Gina. Depois, volte à colina e comece a interrogar os criados. Sem dúvida, algum deles nos dará uma resposta importante.
Harry levou Gina para o outro lado do biombo, e a deixou com suavidade sobre a cama.
—Depois do banho, ficará na cama o resto do dia —ordenou.
— Por que?
—Porque precisa se recuperar —explicou Harry.
—Já me recuperei —protestou Gina.
A obstinação da mulher fez que Harry sacudisse a cabeça.
—Garota, neste momento deveria estar chorando, e não sorrindo docemente para mim. Por acaso ignora que é muito frágil?
— Devo ficar de cama porque sou frágil? Harry, isso não faz sentido!
Sentou-se na borda da cama com o rosto manchado de terra, o cabelo enredado, as mãos sujas apoiadas com graça sobre o colo. Para Harry, parecia a coisa mais bela que pusera os olhos. Criadas entraram trazendo baldes com água, e Gina saudou a todas alegremente. Não só lembrava os nomes das criadas mas também os dos filhos e os maridos. Harry estava impressionado:
A memória de Gina era notável. Ao perguntar a cada mulher pelos parentes, demonstrava afeição.
Harry notou que as mulheres tratavam Gina com o mesmo afeto.
Até a velha Hessie, a cozinheira principal, de eterna expressão azeda, sorria para a senhora.
— A senhora vai se levantar para dirigir os homens nos... trabalhos da cozinha? —perguntou, depois de dirigir ao senhor um olhar tímido.
Gina manteve o sorriso.
—Hessie, meu marido já viu a brecha —murmurou—. E não tenho intenções de abandonar o trabalho. Eu...
— Eu me ocuparei disso —assegurou Harry.
— Fala sério?
Gina se mostrou extremamente satisfeita, e Harry se perguntou se esse não seria o propósito de sua esposa desde o começo.
—Carlos pode dirigir os soldados depois de que eu lhe explique o que quero que se faça —afirmou Harry, sublinhando o “eu”, mas o sorriso de Gina mostrava que, mesmo assim, a esposa levava a melhor —. Até que o salão esteja terminado, cobriremos o buraco com tábuas.
— O salão? Não entendo —admitiu Gina.
—Não quero que a cozinha esteja diretamente ligada ao salão —esclareceu Harry—. Se fosse assim, ao meio-dia a fumaça encheria o salão. Faremos um corredor coberto para ligar os dois edifícios. Isso a satisfaz?
Supôs que não, pois lhe dirigiu uma expressão dúbia.
— Qual seria o comprimento desse corredor?
—Não muito comprido —prometeu Harry, perplexo consigo mesmo.
Então sim, Gina assentiu, satisfeita.
—Viu, Hessie? —estava sorrindo—. Eu lhe disse que Harry compreenderia que esta mudança era necessária. —Notou o olhar feio do marido e se apressou a adicionar:
—Tudo que se refere ao clã é importante para ele. —Então disse a Harry—: Disse a Hessie que, para você, os soldados e os criados têm a mesma importância.
Foi a vez de Gina assombrar-se.
—Isso é verdade —disse o homem—. Não era necessário que você dissesse isso a Hessie —fazendo um gesto à criada —. Ela sabe quanto vale.
Imediatamente, a criada ergueu os ombros com ar orgulhoso. Depois, fez uma reverência e saiu.
—Agora tome seu banho, esposa, antes que o vento esfrie a água —disse Harry.
Harry não abandonou o sorriso até que passou para o outro lado do biombo, e então deixou de fingir. Começou a andar de um lado para outro diante da lareira, tentando achar um sentido a essa atrocidade. Era verdade; alguém tinha tentado matar a sua preciosa Gina! Se não tivesse chegado a tempo...! Se tivesse ficado um minuto a mais nos estábulos...
—Harry, ninguém viu nada.
Harry deixou de caminhar quando Bill lhe falou. – Fale baixo — ordenou — Não quero que Gina escute esta conversa.
—Gina já está escutando – gritou a citada do outro lado do biombo.
Harry não ocultou sua exasperação e se aproximou mais de Bill.
—Gina, não escute —gritou.
—Não posso evitar —respondeu Gina—. Harry, já reparou que não temos a menor privacidade? Perguntei ao padre Weasley se ele achava que podia transferir nossas coisas para um dos quartos de cima. Ele falou com você?
—Deveria ter-me perguntado.
—Você estava ocupado.
—Não parece que ela acabou de escapar de um incêndio, não acha, Bill?
—É muito mais forte do que imaginamos —disse o amigo em tom suave—. Pode ser que o padre Weasley tivesse razão, afinal —Bill falou em voz baixa para que a senhora não o ouvisse, mas foi inútil.
—Claro que o padre Weasley tem razão, Bill —cantarolou Gina—. Não se esqueça de que ele é um homem de Deus.
—É um de nós —afirmou Harry—. E quando o... descubra...
—Harry, assim que me responder, vou tapar os ouvidos para não escutar a conversa. Não duvido de que meu desejo lhe parecerá razoável. Poderíamos mudar para o andar acima antes que...
— Mudarmos...
— Claro, é obvio —exclamou a jovem.
Harry riu. Oras, ela não queria uma habitação apenas para ela. Disse para si mesmo que nunca tinha pensado que Gina abrigara uma intenção tão cruel. O que acontecia era que sua esposa tampouco tinha explicado o que era o que pretendia.
—Amanhã nos mudaremos para o andar de cima —respondeu.
—Obrigada, Harry.
—Uma esposa não precisa agradecer a seu marido. Ande, ocupe-se do banho e não me interrompa mais.
Harry empregou o tom mais duro de que foi capaz, mas a gargalhada de Gina demonstrava que não fora suficiente. Desapontado, deixou cair os ombros.
—Diga-me o que pôde averiguar —pediu a Bill, apoiando-se outra vez contra o suporte da lareira.
—Henry teve uma longa conversa com Gina e depois voltou a suas tarefas. Como sabe, nosso ferreiro não tem um ouvido muito bom. Disse que estava trabalhando e não ouviu ninguém chegar nem sair. Interroguei todos eles, Harry.
Bill abanou a cabeça.
—Todos estavam almoçando.
—Alguém deve ter visto...
—Harry, a colina estava deserta — interrompeu-o Bill—. por que não quer contar para Gina?
—Não quero assustá-la —admitiu Harry.
—Ela precisa estar de sobreaviso.
—Não, nós cuidaremos dela. Só vou contar quando descobrir quem foi. Não a deixaremos sozinha outra vez. Quando eu não puder estar com ela, Sirius ou você estarão.
Bill assentiu.
—Eu também não queria assustá-la —murmurou—. Gosto dela —admitiu—. Não posso acreditar neste ato malvado.
Nesse momento, chegou-lhes a voz de Gina que cantava uma balada inglesa bastante maliciosa enquanto se banhava, que provocou sorrisos e sobrancelhas levantadas no admirado público.
—Ela se comporta como se nada extraordinário tivesse acontecido —apontou Harry, sacudindo a cabeça.
—Eu entendo porque quer ter o dormitório no andar de cima... —disse Bill—. Para falar a verdade, milorde, escuta-se até o menor som.
Harry assentiu.
—Que ninguém entre no salão —ordenou, enquanto se separava da lareira.
— Aonde vai, Harry?
—Para a cama.
—Para a cama? —repetiu Bill, sem poder acreditar—. Ainda não é meio-dia.
Harry dirigiu uma expressão irritada a seu segundo em comando.
—Providencie para não me incomodem —disse Harry.
Finalmente, Bill entendeu, e caminhou sorrindo para a entrada, com a intenção de montar guarda diante das portas duplas.
—Bom descanso, Harry—gritou em tom divertido. Gina tinha terminado o banho e estava de pé na banheira quando Harry veio para o outro lado do biombo. Assim que o viu, Gina sufocou uma exclamação e se sentou outra vez, tratando de cobrir os seios com os joelhos erguidos.
—Não estou vestida —informou. Era óbvio.
Harry não se deteve. De repente, Gina sentiu que ele a levantava contra seu peito e se voltava com ela nos braços. Antes que atinasse a lhe perguntar que diabos estava fazendo, o homem a tinha estendido sobre a cama. Não teve tempo de sequer ruborizar-se. Harry segurou suas mãos acima da cabeça e a cobriu com seu próprio corpo.
Não a beijou, apenas se acomodou sorrindo com aquela expressão malandra no rosto.
O peito nu de Harry tocava os seios de Gina, as coxas com as coxas, e a jovem não podia deixar de esfregar os dedos dos pés contra as pernas do homem.
Harry tinha tirado suas botas, e Gina registrou esse fato em sua mente aturdida, e compreendeu que talvez seu marido quisesse fazer amor com ela.
—Harry, está pensando o que eu acho que está?
—Agora está usando meu manto —respondeu. Isso é o que penso.
—Não estou usando nada —murmurou a mulher.
—Está. Tem as costas apoiadas sobre o manto da cama, e eu cubro a frente de seu corpo com o meu. Sim, não há dúvidas de que está usando meu manto.
Gina não foi capaz de contradizê-lo.
—Marido, é assim que pensa em fazer-me descansar? —perguntou em tom provocador.
Harry negou, e a decepção de Gina não pôde ser mais evidente.
—Descansará —disse o homem.
—Não estou cansada.
—Vai ficar —Separou-lhe as pernas e se colocou entre elas.— Quando eu terminar com você, estará muito cansada, eu garanto.
Harry se mostrava excessivamente arrogante para o gosto dela. Soltou as mãos do apertão frouxo do homem e o rodeou pelo pescoço.
—E eu prometo que você estará igualmente cansado quando eu terminar com você, marido.
Se a paixão que via no rosto de Gina já não o tivesse afetado, Harry teria sorrido. Os olhos da mulher tinham adquirido um intenso tom violeta. Movia as pernas contra o corpo dele. Quando se aproximou dele para que a proximidade dos corpos fosse mais íntima, Harry soltou uma exclamação de desejo.
Mordiscou-lhe os lábios para frustrá-la, e logo apanhou todo o lábio inferior de Gina em sua boca. Ela suspirou, dizendo sem palavras como gostava disso. Harry rodeou seu rosto com as mãos para impedir que se movesse e se lançou a um beijo faminto. Faria amor com ela muito lentamente, por mais que Gina o provocasse.
Os lábios da mulher eram suaves, dóceis, e quando por fim a língua de Harry penetrou a fundo dentro da boca morna, Gina começou a exalar esses eróticos gemidos que ressoaram no fundo de sua garganta. Harry arremeteu, assolou, deu e tomou até que Gina puxou-o pelo cabelo, pedindo mais.
As exclamações da mulher o fizeram esquecer suas boas intenções. O deslizar da língua de Harry em sua boca tomou Gina audaz. O homem depositou no pescoço de Gina beijos úmidos e quentes, fazendo-a estremecer. A mulher lhe acariciou os ombros, as costas, as nádegas, fazendo-o tremer por sua vez.
Os dois se despiram, e logo Gina o forçou a estender-se de costas e se deitou sobre ele. Assim que a mulher começou a esfregar-se contra ele, Harry segurou-lhe as pernas entre as suas. Gina se apoiou nos cotovelos e tremeu outra vez ao ver o desejo que ardia nos olhos do homem.
—Quero acariciá-lo como você me acaricia —sussurrou—. Por favor, Harry! Seu corpo me pertence, como o meu a você, não é?
O homem adivinhou suas intenção quando Gina baixou o carnudos lábios e começou a desenhar um rastro de beijos sobre o peito de Harry, para baixo. Quando a língua de Gina desenhou um círculo à volta de seu mamilo direito, Harry deixou escapar um som sibilante. Os dedos da mulher eram mágicos e o queimavam. E a boca... Deus querido, a boca de Gina fazia coisas que lhe tiravam o fôlego! Continou deslizando mais e mais para baixo, até que alcançou o objetivo da busca e, quando Harry tentou detê-la, mordeu o lado interno de sua coxa. Então, o homem deixou cair as mãos dos lados do corpo, num gesto de rendição total.
No começo, Gina se mostrou desajeitada, mas seu entusiasmo fez que a inocência fosse ainda mais excitante. Quando por fim o tomou em sua boca, Harry fechou os olhos e deixou que aquele fogo o consumisse. Foi uma agonia. Um deleite. Só a deteve quando sentiu que estava a ponto de derramar sua semente, e soube que não seria muito gentil com ela. Mas a ansiedade de encher Gina por inteiro, de dar-lhe uma satisfação plena, antes até de alcançar a própria, o fez ser ainda mais rude.
Pelo jeito, Gina não se importou. Para falar a verdade, a exigência da moça foi tão áspera quanto a de Harry. Cravou as unhas nas suas costas e se arqueou contra ele com tanto vigor que o homem já a tinha penetrado antes de ter mudado por completo de posição. Estendidos de lado, face a face, contemplaram a paixão no olhar do outro. Tinham o fôlego agitado e a pele escorregadia de suor, e o maravilhoso aroma do amor enchia a atmosfera que os rodeava.
—Amo seu sabor —murmurou Gina—. Você gostou...?
— Oh, Deus, como eu gostei...! —Gemeu forte quando a mulher lhe rodeou o quadril com uma perna—. Não se mova, por favor, não...
Gina quis dizer que não se moveria, mas a sensação que teve era tão maravilhosa que não pôde deter-se. Harry deslizou a mão entre os corpos dos dois e a tocou no lugar exato que Gina precisava com desespero que a tocasse.
Começaram a mover-se em uníssono, e a cópula foi selvagem, primitiva, arrasadora.
E cheia de amor.
Harry já não podia esperar. Sentiu as coxas de Gina ao redor de si, os primeiros espasmos da rendição e, imediatamente derramou sua semente nela.
Passou muito tempo até que pôde mover-se. Então girou até ficar de costas, com Gina por cima.
Desejou não havê-la matado com tanta paixão. Sorriu pela idéia tão arrogante e admitiu que fora aquela mulherzinha luxuriosa quem havia estado a ponto de matá-lo.
Quis lhe dizer como estava satisfeito com ela, e também ouvi-la dizer o mesmo dele, mas logo decidiu que não. Queria mais que isso, muito mais que bonitas palavras de elogio.
Já era hora de que daquela mulher compreender qual era seu dever, mas pensou que não teria que se ver obrigado a explicar-lhe. Queria que o compreendesse sem necessidade de explicação.
Tinha o dever de amá-lo.
Ao entender por que queria que Gina o amasse, sentiu o impacto como um golpe. Harry já estava apaixonado por ela.
Em nome de Deus! como era possível que houvesse acontecido? Era a mulher mais obstinada em suas idéias, mal humorada e teimosa que já havia conhecido “Nenhum outro a amaria”, disse para si mesmo, e sorriu ante sua própria mentira. “Claro que a amariam, mas é minha!”
Com um suspiro de resignação, Harry fechou os olhos e abraçou Gina com força. Ouviu a respiração ofegante de sua esposa e sentiu que o coração dela pulsava no mesmo ritmo que o seu. “A paixão de Gina também me pertence”, pensou.
“E meu coração lhe pertence” Harry bocejou sonoramente e imaginou que nunca superaria esta estranha fraqueza.
Sua doce mulherzinha precisava descansar, pensou, bocejando outra vez. Ficaria com ela uns minutinhos mais até ter certeza de que ela estava dormindo.
Foi seu último pensamento antes de começar a roncar.

Agora ele sabe que alguém tentou matar sua esposa. Pela noite, todos terão se informado do pecado. Ela estará bem vigiada. Ele não quererá correr riscos. “Mantenha-a a salvo.”
Não entende que ela ainda não estava destinada a morrer. Eu sou muito mais audaz que ele, mas queria poder me vangloriar com alguém de minha proeza. Claro que não me atrevo; pelo menos tenho que lhes fazer acreditar que chegaram a tempo. O fogo não passaria desapercebido. Eu sabia.
O que quero ver agora é a tortura dele, não sua angústia. Não concretizarei o assassinato até amanhã... Talvez, até depois de amanhã se posso controlar minha ansiedade.
Ainda posso ouvir o grito dele dizendo o nome dela. Acho que começou a amá-la. Se for assim, esta lição será até mais doce...
Quando ela morrer, quero tocá-la.





Na.: Bom a pedidos, eu postei mais um CAP. Vocês não sossegam o faxo neh! Pobre autora de coração mole....

Galerinha, so quero lembra-las de uma coisa importante, a qual eu coloquei la no prologo:

Esta historia não é minha, é da Julie Garwood. Eu, assim como em o lobo e o segredo, apenas passo ela para os personagens que a gente tanto ama, assim a historia fica amis gostosa ainda de se ler. Mudo alguns nomes e caracteristicas, mas só. Voces podem conseguir este livro em qual quer site de download de e-books, claro que eu prefiro que voces continuem aqui neh hehe comigo, mas a escolha e de voces.


Bjs..


Tonks b.

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Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 25/04/2012

Ualllllllll uma pessoa obstinada a matar Gina O.O amandooooooo *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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