N/A: demorei mas tah ai...!!! cont.!!!
Desculpem pelos erros, pela minha demora em atualizar e tals... ^^ mas leiam, certo?
Bjux...
E plix... COMENTEM!!
=P
oOoOoOoOoOoO
Hermione se desvencilhou o mais rápido possível dos pensamentos que invadiam a sua mente no exato instante em que vira Draco esboçar em seus lábios aquele sorriso que ela costumava sempre admirar no loiro: um sorriso raro. Mas podia ver todo o sarcasmo do louro naquele mesmo sorriso, que admirava e se encantava.
Hermione estava exausta por aquela discussão insignificante que rendera uma grande encrenca para os três. Caminhava em passos largos, pensativa, a varinha guardada em suas vestes e as mesmas esvoaçando-se pelo caminho. Era uma manhã fria e podia sentir a brisa gelada roçando desconfortável em sua pele sensível. Draco e Pansy seguiam atrás de Hermione, calados, a princípio, lado a lado, e Hermione podia escutar os passos pesados de ambos.
- Agora não, Pansy!
Hermione escutara um sussurro nada discreto de Draco bem atrás de si, e se permitiu achar alguma graça em toda aquela situação. Pansy tentara alisar seus cabelos, em um ato de demonstração de carinho, mas Draco fora ríspido e havia se afastado da mnorena nesse mesmo instante. Ele estaria mesmo furioso, mas aquilo tudo, para Hermione, era uma grande comédia, se visto por um ângulo diferente. Hermione nunca imaginara que pudesse algum dia perder seu tempo em uma discussão insiginificante e que não acrescentaria nada de bom em sua vida. Perdera muito mais do que simplesmente seu tempo discutindo exaustivamente com os dois sonserinos que mais odiava em toda Hogwarts, perdera sua paciência, também, e isso a deixava extremamente irritada. Jamais permitira que o Malfoy lhe fizesse perder a paciência, ou que deixaria tão facilmente que Pansy, a sonserina arrogante que Hermione sempre detestara, lhe ofendesse tão audaciosamente como o fizera minutos antes.
Draco caminhava ao lado de Pansy, muito a contra gosto, fitava o caminho a sua frente, perdido em seus pensamentos e bastante irritado com tudo aquilo. Trazia na face a mais profunda expressão de raiva e ódio, e não tentava esconder todo aquele sentimento corrosivo que só o deixava cada vez mais atordoado. Pansy estava impaciente, sentia-se a mais humilhada em meio a toda aquela discussão, embora ela tenha sido, na verdade, aquela que mais havia humilhado.
- Qual é, Draco... já era... – Pansy o fitara, séria. – McGonagall não vai melhorar as coisas... que droga... se você não tivess...
- Como é que é, Pansy? – Draco se virara para a morena, irritado e a fitando profundamente com seus olhos cinzas. – Vai querer dizer que eu provoquei toda essa discussão idiota? Que é por causa de mim que vamos nos dar mal com a professora?
- É, Draco! – Pansy não exitara, apesar de notar que Draco poderia tentar qualquer coisa no estado em que estava. – Você tinha que dá continuidade àquela discussão, não é mesmo? Sabe, Draco... eu poderia ter resolvido aquele problema sozinha com a sangue-ruim, quando ela nos empurrou. Mas você tinha que querer bancar o herói, e só fez as coisas piorarem...
Draco parara de andar e Pansy automaticamente fizera o mesmo. Fitavam-se ambos apreensivos, emanando de seus olhares e de suas expressões os mais terríveis sentimentos que podiam nutrir um pelo outro naquele momento. Hermione notara que ambos haviam parado de caminhar e viu que aquilo renderia uma nova discussão. Sentiu seu sangue ferver quando ouvira Pansy chama-la de “sangue-ruim”, e tudo o que desejava naquele momento era poder fazer a sonserina atrevida engolir todas as suas ofensas. Hermione parou sua caminhada e os fitou atenta, com uma de suas sobrancelhas franzidas, sem entender muito do que estava se passando a sua frente.
- Você é uma grande cara-de-pau, Pansy. – Draco pronunciara algo, depois de alguns segundos em silencio, apenas a fitando, sério. – Foi você quem iniciou essa droga de discussão.
- Mas você não precisa ter se intrometido. Eu sou muito capaz de resolver meus problemas com grifinórias atrevidas, sem a ajuda imprestável de um Malfoy que acha que pode mesmo se intromenter sempre nas coisas que eu faço. – Pansy era ríspida e parecia esconder todas aquelas palavras há muito tempo em sua garganta.
- Ah... e por acaso o que foi que você fez? Agiu como deveria agir? – Draco se aproximara da morena, e Hermione se concentrara mais na cena. – Você não tem senso, Pansy. Não precisava ter dado início àquela discussão, não havia a menor necessidade de mostrar que gosta de ofender as pessoas.
- Eu estava agindo de forma correta, Draco... o que há com você? De repente fica cego e não percebe mais que tem gente que acha que é o centro das atenções e que pode nos tratar do jeito que bem pensa que pode. Ela realmente fez juz ao sangue, isso é verdade...
- Certo. – Draco desviara por um instante seus olhares dos olhares raivosos da sonserina, fitando por alguns segundos o ambiente a sua volta e, em fim, voltando a fita-la. – Mas vai mesmo me culpar, como se eu tivesse causado essa discussão idiota?
- O que acha, Draco? Você não agüenta se manter calado nem se quer um minuto, quando viu que podia ofender a sangue-ruim não pensou duas vezes, não foi? O fez...
Pansy tinha um ar arrogante na face, e pronunciava, sarcástica, as suas palavras, fazendo com que Draco se irritasse com aquela atitude da sonserina. Hermione obserava a cena calda, mas viu que era hora de fazer algo e dar um fim àquilo. Seu nome não havia sido citado, mas falavam a respeito dela do início ao fim, e não admitiria ser tratada daquela forma. Aproximou-se de ambos sonserinos, e antes mesmo que qualquer um deles retornasse àquela pequena discussão, Hermione tomou a palavra.
- Você é realmente uma ignorante, Parkinson! – estava furiosa e se contralava para não tentar agredir a sonserina irritante. – Acha mesmo que pode me chamar dessas coisas? Não sou uma grifinoriazinha qualquer e não admito que me chame de “sangue-ruim”. – pronunciou muito a contra-gosto. – Eu exijo respeito, Parkinson... e se não é capaz de te-lo por mim, sinto muito, mas vai ter que aprender a me respeitar nem que eu precise fazer você perder todos os seus dentes...
- Ohh... me assusta desse jeito, Granger. – Pansy soltara uma expressão de sarcasmo. – Vai procurar o que fazer, sangue-ruim... e deixa a gente em paz. Já nos encrencou bastante...
- Você vai ver, sua vaca... – Hermione fizera mensão de avançar até Pansy, caminhara o resto de espaço que havia entre ela e a sonserina, decidida a lhe direcionar um soco na face, mas foi quando sentiu ser puxada para trás fortemente por Draco.
- Isso, Draco... agora passa a mão na cabeça dela e diz que ela pode me acertar um soco em um momento em que nós estejamos sozinhas, e você não precisa dessa faxada toda, porque eu sei que você nunca me defenderia, Draco... você é um cretino, que só pensa em si mesmo...
Pansy despejara tudo o que queria dizer na cara do sonserino, extremamente irritada e com um tom de voz bastante audível. Não estavam tão longe do local onde aquela discussão intrigante entre os três havia começado, sabiam disso, e sabiam que a qualquer momento McGonagall poderia surgir por aqueles corredores, destinada a puni-los por provocarem a desordem em Hogwarts. Draco ainda segurava Hermione com força, pela cintura, impedindo que ela tentasse agredir Pansy, o que se tornava algo realmente difícil de se fazer, pois Hermione parecia furiosa e tentava se libertar dos braços do sonserino a todo custo.
- O que acha que eu estou fazendo, Pansy? Isto não é defendê-la? – Draco indagara, relutando contra a fúria de Hermione.
- Me larga seu idiota... essa vaca precisa aprender lições de respeito... e eu sou perfeita pra ensiná-la.
- Você é uma perfeita idiota, Granger... isso sim! - Draco puxara Hermione para trás com toda a força que tinha para executar aquele ato e a afastara de certa forma agressiva para longe dele e de Pansy.
- Não ouse falar comigo dessa forma, Malfoy!
- Eu falo como eu quero, com quem eu quiser, Granger. – Draco se sobrepusera sobre a castanha.
Hermione engoliu em seco e sentiu uma grande vontade de pular no pescoço daquele louro atrevido bem a sua frente. Draco a fitava com uma expressão séria, não demonstrava sarcasmo nem sequer parecia divertir-se com a cena. Mas ainda trazia a sua fiel arrogância na voz e nas expressões de ódio. Seus olhares profundos fundiam-se com os olhares agora bastante amedrontados de Hermione.
- Não comigo, Malfoy! – Tomara coragem e resolvera responder-lhe àquela arrogância. – Comigo não, Malfoy. Ou você...
Hermione estremeceu e não pôde concluir o que vinha dizendo. A expressão antes amedrontada houvera se tranformado em uma expressão decidida e quase tão arrogante quanto a de Draco, mas tudo não demorara muito para resumir-se, ao final, em uma simples expressão de dúvida e confusão. Draco a agarrara pelo pulso direito, no mesmo local e quase tão fortemente como havia feito minutos atrás, diante de duas casas inteiras do sétimo ano e antes que Pansy resolvesse incluir sua varinha naquela discussão e antes que todos os três estivessem se submetendo a uma cena deplorável em que suas varinhas estavam em punhos.
- “Ou você”... Granger? – Draco aproximara seu rosto do da castanha, penetrando seus olhares acinzentados cada vez mais fundo nos olhares confusos de Hermione. – Então, com você é sempre tudo muito alternativo, não é mesmo?
- Por que nunca me deixa terminar o que tenho a dizer? – Hermione tentara mudar sua expressão e agora parecia trazer mais determinação em sua face.
- Não antes que eu possa influenciá-la de alguma forma no que possa vir depois desse seu “ou você...”... – Draco sorrira de canto de lábios, e Hermione não pôde deixar de fitar aquele sorriso que tanto lhe causava raiva. – Vamos, termine...
Hermione o fitara mais séria, agora, ajeitara seu braço que havia sido agarrado pelo loiro e inevitavelmente acabara encostando seu corpo bem mais perto do que já estava próximo ao do sonserino. Não tentou demonstrar nada com aquela aproximação indesejável, permanecendo com os olhares atentos aos do louro.
- Ou você vai sofrer as conseqüências, Malfoy!
- Ahh... – Draco sorrira, era um sorriso largo, muito parecido com aqueles que Hermione gostava de vê-lo esboçar, porque sempre lhe dava um ar atraente. – E isso que acabou de acontecer tem alguma coisa a ver com essas “conseqüências”?
Draco apertara com mais força o braço da grifinória, a puxando de forma proposital, fazendo mensão ao momento anterior em que o corpo de Hermione havia se encostado muito mais próximo do que já estava ao do rapaz. Sorriu sarcástico e Hermione sentiu seu sangue ferver, não sabia ao certo o que responder ao garoto, mas não podia deixa-lo vencer aquela brincadeira de ironias.
- Não, Malfoy... – e tentara soltar-se do louro, em vão. – Eu não perderia meu tempo com você... as conseqüências serão piores, acredite...
- Pior do que isso, Granger? – e a aproximou novamente para perto de seu corpo, fazendo com que Hermione estremecesse ao contato bastante inexperado e agressivo. – Esse contato já é a coisa mais repugnante que existe, Granger... então acho que essa já é uma das conseqüências por eu resolver trata-la mal...
- Tem razão, Malfoy... Então me solte, antes que vomite em minhas vestes, já que eu sou tão repugnante.
- Eh... acho melhor mesmo... eu não quero passar mal logo pela manhã... sabe, ainda tenho um dia muito interessante pela frente...
Draco soltara Hermione, afastando-se do corpo da mesma, recuando alguns passos para trás e ainda a fitando muito apreensivamente. Hermione não conseguira esquivar-se dos olhares do sonserino, mas também o fitava e trazia em seus olhares um misto de sentimentos que nem sequer poderia saber ao certo quais seriam eles. Não pensara em nada naquele momento, apenas naquela discussão imprevista que tivera com o loiro, e nas palavras irritantes do mesmo, chamando-a de repugante.
- Que lindo... Meus parabéns, caros amantes... Ei, Draco, por que não a imprensa contra a parede com força, rasga suas vestes e a possui aqui mesmo, no corredor, hein? Ou será que agora você é do tipo romântico e vai chama-la para ir á Hogsmeade com você no primeiro passeio que houver?
- Cala a boca, Pansy!! – Draco se irritara e fitara com ódio a sonserina ao seu lado.
Hermione não conseguira desfazer-se do transe em que se encontrava e ainda o fitava muito apreensiva, nem sequer sentia seu pulso latejar pelo contato agressivo do sonserino segundos atrás. Draco não lhe direcionara mais nenhum olhar, apenas tratara de metralhar Pansy com um de seus olhares acizentados e penetrantes, seguindo a passos largos o resto do caminho até a sala de McGonagall, que não ficava muito distante de onde estavam.
Pansy não deixaria aquela situação barata, sentia-se traída e humilhada pelo loiro, e não admitiria que a pessoa que mais amava lhe tratasse daquela forma. Não ousou fitar Hermione, mas fizera questão de passar ao lado da castanha e lhe dar de ombros, fazendo com que Hermione se desenquilibrasse e finalmente voltasse à tona com seus pensamentos atordoados.
- Volte aqui, Draco... – Pansy seguia a passos largos, bem atrás de Draco. – Pode me escutar ao menos uma vez, se isso não for pedir demais à você, Draco?
- Não tenho que escutar as suas babaquices, Pansy. – Draco não parara, nem a fitara. – Se quer mesmo agir de forma tão arrogante, certo... vou trata-la do jeito que merece...
- Não... Draco... quem é arrogante aqui é você... – Pansy o puxara pelo braço e conseguira para-lo para que a escutasse. Posicionara-se frente ao loiro e o fitara com a cara mais cínica que conseguia ter.
Hermione despertara de seus pensamentos e seguira na direção dos sonserinos, em passos largos para que pudesse alcançá-los. Havia percebido que não poderia continuar com aquilo, aquela discussão toda deveria cessar em algum momento, e estava certa de que aquele era o momento correto para isso. McGonagall os puniriam severamente, disto tinha certeza, e não queria que fossem ainda mais punidos se fossem presenciados em mais uma discussão.
- Escuta, Draco...
- Escuta você, Pansy... – Draco se adiantara... mas fora interrompido logo em seguida.
- Escutem vocês, tá legal...
- Não se intrometa, Granger...
- Me intrometo o quanto eu quiser, Malfoy... – Hermione lançara ao loiro seu olhar mais metralhador.
Antes que qualquer um deles pudesse dizer algo, foram interrompidos pelo som ecoante de passos vindos de corredores próximos dali. Hermione permaneceu sem ação naquele exato momento, pareceu não raciocinar ao certo o que aquilo significava, mas sabia que não podiam ser vistos em uma nova discussão em pleno corredor. Pansy se mantivera calada, mas avoada como sempre havia sido, não deu a mínima para aquele som de passos que se intensificavam cada vez mais. Mas antes que pudesse dizer algo, ainda com sua expressão cínica, fitando Draco de forma ameaçadora, foi puxada bruscamente por seu braço e carregada em passos ligeiros para longe dali.
- McGonagall... corram!
Draco sussurrara o mais baixo possível, assim que viu que Pansy iria dizer algo. Sabia que aqueles passos eram da vice-diretora e sabiam que não poderiam ser vistos naquele corredor, quando haviam recebido ordens diretas da professora para que se direcionassem o mais rápido que conseguissem até a sala da mesma. Pansy não teve tempo nem de sequer soltar algum tipo de exclamação que fosse, e percebeu que não era a única a ser puxada violentamente para frente, em passos rápidos. Hermione também era carregada pelo sonserino e também trazia na face a mesma expressão de Draco, sentiu sua adrenalina aumentar e agradecera ao rapaz por aquela atitude, caso contrário, corriam o risco de serem pegos em flagrante e punidos mais do que seriam punidos.
Draco não parecia se importar com aquele toque de suas mãos com as mãos da jovem grifinória, e Hermione também parecia não dar à minínima àquilo. Pensavam apenas em se distanciarem o mais rápido possível daqueles corredores e chegarem depressa à sala da vice-diretora.
- Vá com calma... – Hermione estava ofegante, suas vestes esvoaçavam-se ferozes pelo caminho, assim como as de Draco e de Pansy e seus cabelos encaracolados soltos sobre os ombros, conforme o vento gélido invadia os corredores pelos quais passavam.
Draco não soltara nenhuma das duas em momento algum, corriam apressados pelos corredores restantes e por sorte não havia muitos. Chegaram, em fim, em frente a porta de carvalho que dava acesso à sala de McGonagall. Pansy se soltara rápido das mãos de Draco e correra em direção à maçaneta, abrindo a porta com rapidez e adentrando a sala, sem nem mesmo fitar os dois que estavam bem atrás dela.
Hermione pareceu acordar de um sonho no isntante em que ouvira o rangido estridente da porta quando Pansy a abrira, e isso a fez perceber as condições em que se encontrava: estava parada a frente da porta, agora aberta e escancarada, ao lado de Draco Malfoy e tinha sua mão direita presa fortemente a de Draco, podia sentir o anel sonserino que ele trazia em seu dedo afundar na palma de sua mão.
Draco segurava com força a mão frágil e delicada de Hermione, e também pareceu se importar com aquele simples toque de suas mãos e, tentando disfarçar, olhara de relance para a sua mão atada à da moça. Sentiram-se desconfortáveis naquele momento e isso podia ser notado facilmente por ambos. Draco soltou a mão de Hermione com uma certa rudeza, mas o mais discreto possível, não querendo que parecesse algo repentino. Respirou fundo e tentou não fita-la, foi quando adentrou a sala e seguiu até uma estante próxima ao sofá em que Pansy se sentara, observando os livros enfileirados na mesma. Hermione não tardou e logo entrou na sala, fechando com cautela a porta e entregando-se ao mais profundo silêncio.
Não demorou muito, apenas alguns minutos de longo silêncio, onde Hermione não fitara nenhum dos dois sonserinos por nenhum momento, e percebeu que nenhum dos dois também tentara fita-la, e logo McGonagall surgira em sua sala, observando por sobre seus óculos minúsculos os jovens em pé a sua frente.
- Sentem-se.
Fora ríspida e nenhum dos três exitara. Aquela seria a hora da verdade e Hermione tentava ter esperanças de que nenhum dos sonserinos tentasse prejudica-la.
- Não quero demorar nesta conversa... ainda tenho aulas à ministrar e uma sala inteira atordoada com uma certa discussão que foram capazes de provocar, esta manhã. – McGonagall seguira em passos lentos até sua mesa, sentara em uma poltrona bastante confortável e apoiara as mãos magras e enrugadas sobre a mesa.
Draco estava desconfortável naquela cadeira, ajeitava suas vestes e tentava fitar pontos distintos, não queria que seus olhares encontrassem os da professora. Pansy estava bastante tranqüila, não demonstrava preocupação em relação àquilo, ajeitava continuamente seus cabelos negros sobre os ombros, fitando os objetos sobre a mesa da vice. Mas Hermione parecia amedrontada com aquela situação, era quase inadimissível para ela que fosse ser punida por provocar uma discussão em pleno corredor. Como aluna exemplar, não se imaginava sendo punida por nada do tipo.
- Inacreditável, senhores... – McGonagall tentava atingi-los. – Dois monitores e uma aluna da qual não recebo tantas queixas, envolvidos em uma discussão infantil, aproveitando-se do breve tempo em que estive ausente neste primeiro tempo de aulas.
- Desculpe, professora... – Pansy se pronunciara, fitando a vice com sua cara cínica e irritante. – A senhora diz : “breve tempo” em que esteve ausente?
- Sim, srta.!
- Devo discordar, professora. Esperamos por quase meia hora a sua chegada para o início de nossas primeiras aulas do dia... a senhora deveria agir mais pontualmente, principalmente tratando-se de nosso primeiro dia de aulas.
- Muito bem apontado, Srta. Parkinson. – McGonagall ajeitara com leveza os óculos meia lua em seus olhos. – Devo pedir desculpas aos senhores por tal ato aparentemente irresponsável esta manhã, mas creio, Srta., que se eu não tivesse motivos realmente fortes e verdadeiros eu não teria sido tão desleal a nossos horários.
Pansy sentira um ar sarcástico vindo de McGonagall e se sentiu levemente corada por isso. Draco se ajeitara em sua cadeira, ainda muito desconfortável e Hermione tentara acalmar-se, estar diante da diretora de sua casa e sabendo que seria punida não a deixava tranqüila de nenhuma forma possível.
- Os senhores estão cientes do grande erro que cometeram, não é mesmo? – a diretora pronunciara-se novamente. – Sabem que inflingiram uma norma de Hogwarts que diz exatamente ser proibido o uso de feitiços pelos corredores de Hogwarts? Estão cientes de que...
- Mas não usamos feitiços, professora. – Draco a interrompera.
- Poderia permitir, Sr. Malfoy, que eu conclua o que tenho a dizer-lhes?
- Desculpe. – pronunciou, muito a contragosto, abaixando a cabeça e fitando seus sapatos.
- Como disse... estão cientes, não é mesmo, do erro que cometeram inflingindo esta norma de Hogwarts que os senhores, creio, conhecem perfeitamente bem?
Hermione fitara a professora com uma certa expressão de curiosidade, e se pusera a falar.
- Mas, professora... se me permite dizer-lhe, nós não usamos feitiços, apenas... mantivemos nossas varinhas em punhos.
- Isso não importa, Srta. Granger, sei que pretendiam usar feitiço e caso eu demorasse mais um pouco, talvez pudesse até presenciar um grande duelo entre os senhores. Estão cientes do erro, não estão?
- Mas não usamos feitiços... então não inflingimos regra alguma. – Pansy se irritara
- Srta. Parkinson, tente manter o seu tom de voz o mais baixo possível, certo?
- Mas que droga, professora, aquela discussão fugiu de nosso controle, mas podemos jurar que...
- Então afirma, Sr. Malfoy, que estavam fora de controle naquele momento em que cheguei e os presenciei com varinhas em punho?
- Não, eu disse que...
- Sr. Malfoy, então confessa que poderia ter realmente utilizado algum tipo de feitiço naquela discussão inapreciável, já que parecia fugir do controle dos senhores...
- Não foi isso que eu quis dizer, professora... nós não prentendíamos usar magia...
- O Sr. acha mesmo que eu deveria acreditar em suas palavras? – McGonagall o fitava por sobre os óculos, com sua face pálida e magra.
- Claro que deve, professora... – Pansy se intrometera... – Nós...
- Srta. Parkinson, aguerde o momento em que possa dizer o que acha a respeito, certo?
Pansy ficara desconcertada, jogara uma mecha de seus cabelos lisos e escuros para trás e se pusera a fitar a diretora muito apreensivamente, levemente aborrecida.
- Nós estamos dando nossa palavra, professora... não usamos magia e nem pretendíamos utilizar, naquele momento. Prometemos não repetir mais aquilo, prometemos não causar mais nenhum tumulto e nenhuma discução infantil como aquela. – Draco concluira, bastante entediado.
- Escutem uma coisa, senhores... é lamentável saber que dois monitores tão aplicados estejam sendo punidos por inflingirem uma regra de Hogwarts que deveriam conhecer tão bem. Os senhores não são primeiranistas, inexperientes e ingênuos, já deveriam estar acostumados com as normas do castelo e já deveriam estar cientes de que essas normas devem ser seguidas à risca...
- Mas não usamos magia, professora... – Hermione se pronunciara, após algum tempo em silêncio.
- Isso não está em jogo, Srta. Granger. Eu sei que seriam capazes de usarem magia, a qualquer momento. E o meu trabalho é punir alunos que pensam que podem inflingir as regras de nossa escola e saírem ilesos desses descumprimentos de normas. Quer teiram usado ou não magia, senhores, inflingiram a norma, porque não custaria muito e estariam estuporando uns aos outros naquele momento.
- Isso não é verdade... – Hermione dissera...
- Professora, eu posso explicar tudo...
- Não, Malfoy.
- Como não, Granger? Nós não praticamos feitiços, não inflingimos regra alguma...
- Quem decide aqui, Sr. Malfoy, sou eu... eu decido como puni-los. E quem decide quem deve explicar os fatos sou eu, Srta. Granger... Tem algo contra o Sr. Malfoy nos exclarecer o ocorrido?
- Ahh... – Hermione revirara os olhos, fitara incrédula a vice diretora e lançara alguns olhares reprovativos a Draco. - A senhora ainda tem dúvidas de que essa doninha albina e quicante seria capaz de qualquer besteira só pra nos prejudicar?!
Hermione fitara a professora por algum tempo bastante irritada, mas após algum tempo sentiu-se bastante desconcertada, pois agora não era observada atentamente somente pela vice, mas também por Draco e Pansy, bastante atentos a jovem castanha. Hermione ficara desconcertada com todos aqueles olhares reprovativos sendo jogados incessantemente sobre a mesma, quando sabia que não havia dito nada de tão grave ou mesmo mentira alguma.
Draco trazia expressões de ódio, os olhares vidrados na grifinória e bastante aborrecido por ter sido xingado perante a professora de Transfiguração. Para Draco, era inadimicível deixar uma grifinória sangue-ruim o insultar perente um superior, ou mesmo diante de qualquer um que fosse. Pansy encarava Hermione com uma expressão reprovativa, com aqueles seus olhares cínicos e arrogantes, como se tentasse dizer através de seus olhares e da transparência de suas espressões : “Nenhuma sangue-ruim ofende o meu Draco.” .
Já McGonagall mantinha os seus olhares atentos à castanha de forma que reprovava Hermione pelo modo como ousava se referir a um aluno e como ousava se comportar diante da diretora de sua própria casa. Os olhinhos apertados por de trás dos óculos meia-lua, um olhar autoritário e que emanava uma leve onda de irritação.
- O que foi? O que eu fiz? O que eu disse demais? – Hermione estava assustada, todas aquelas faces viradas na sua direção e aquele silêncio todo...
- Nunca ouse me ofender, Granger. – Draco tomara a palavra e quebrara o silêncio formado após as palavras de Hermione.
- Ah, me poupe, Malfoy! Será que nem aqui você pode deixar de querer achar que tem alguma autoridade sobre mim?
- Ah, eh?? E será que nem aqui você não pode esquecer que me odeia e deixar essa sua implicância de lado? Precisa mesmo me ofender sempre?
- Como??? Ahh... – Hermione se ajeitara em sua cadeira e revirara os olhos, em sinal de impaciência. – Você é muito cínico, Malfoy...
- E você se acha muito esperta, sangue-ruim...
- Eiiiii...
Hermione exaltara a voz, fitando Draco e parecendo bastante ofendida. McGonagall e Pansy reviravam suas cabeças a todo o momento para os lados em que ambos monitores estavam, atentos àquela breve discussão que se iniciava. Hermione se endireitara em sua cadeira e fitara McGonagall, incrédula por ver que a professora não dissera nada a respeito da ofensa atribuída a ela pelo louro.
- O que a senhora diz disso, professora? Será mesmo que sou eu aqui que gosto de ofender você, Malfoy?
- Ahh... muito interessante... você me ofende e não aceita que eu te ofenda também, neh? – Draco esboçara um leve sorriso maroto no canto dos seus lábios.
Ao virar-se para a professora, Draco dera de cara com os olhares reprovativos da mesma. O sorriso maroto antes estampada no conto de seus lábios agora se resumia em uma expressão séria e desconcertada.
- O que significa isso, Sr. Malfoy? Que tipo de linguajar é este que o Sr. usa? Peça desculpas a Srta. Granger, antes que eu dobre a sua punição, Sr. !
- QUÊ? – Exclaramara alarmado.
- Eh, peça desculpas a mim, Malfoy. – Hermione se curvara mais para frente e apesar de ter Pansy entre eles, tentou curvar-se mais para o lado em que ele estava.
Hermione trazia no rosto um sorriso sarcástico, como se estivesse se divertindo com toda aquela situação.
- Nunca, Granger...
Draco aumentara seu tom de voz, o que fez com que todos ali estremecessem àquela cena. No mesmo instante, Draco erguera-se da cadeira em que estava sentado e ficara bem a frente da grifinória. Trazia na face o ódio mais profundo que podia sentir naquele momento, parecia irritado.
- Você é um idiota mesmo, Malfoy. – Hermione dissera, rispidamente, o fitando bem acima de sua cabeça.
- Nunca, Granger... eu nunca vou pedir desculpas pra uma Granger. Se tem algo que você merece, é ser ofendida, sangue-ruim!
Draco pronunciara igualmente de forma ríspida, fitando com um certo ar de nojo a jovem grifinória bem abaixo de si, em sua cadeira. Hermione sentira seus nervos a flor da pele, sentira sua respiração ficar ofegante, sentira o ódio corroê-la por dentro, no instante em que vira que o sonserino havia se levantado de sua cadeira, apontando um dedo na direção de sua face e dizendo coisas agressivas a ela. Sabia que não conseguiria se controlar e tentaria dizer-lhe coisas a altura do que o louro havia dito sobre ela. Pensou, seriamente, na hipótese de sacar sua varinha novamente e estuporá-lo diante da professora, mesmo que por esse ato ela tivesse que sofrer a consequência de ser expulsa de Hogwarts.
- NUNCA!! Nunca... ouse... se dirigir a mim dessa forma, Malfoy!
Hermione também havia se levantado de sua cadeira e estava agora de pé bem a frente do sonserino por quem agora sentia o mais profundo ódio. Estavam face a face, fitavam-se ambos odiosos e podia-se ver um leve sorriso de Draco, o que mostrava que ele se divertia em poder irritá-la e ofendê-la. Não havia se importado com o momento, Draco apenas precisava ofendê-la, precisa mostrar que era realmente um verdadeiro Malfoy: cretino e inconsequente.
- E você, Granger, nunca ouse levantar a voz pra mim, certo?
- O quê? – Hermione se aproximara dele, mais do que já estavam próximos, pelo fato de que Draco ao levantar-se de sua cadeira havia se posto bem a frente de onde a moça estava sentada. – Acha que tem o direito de me ofender quando bem entende? Acha que eu tenho sempre que ficar calada? Não sou como esses idiotas que têm medo de um Malfoy cretino e infantil... EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ, certo!? Ou você tenta me respeitar ou eu...
- “Ou eu” o quê, Granger? – Draco agarara seu pulso rapidamente, sem deixar que Hermione pudesse concluir o que tinha a dizer.
Hermione esboçara na face um leve sorriso maroto e continuara a fitá-lo, divertida, sem nem mesmo sentir as dores no pulso pela força com que Draco aplicava no mesmo. O mesmo braço, o mesmo pulso que há algum tempo atrás Draco também agarrara rapidamente e precionara de forma ameaçadora, sempre fazendo com que seu corpo entrasse em contato com o corpo delineado da grifinória.
- Eu sabia que você ia fazer isso... – Hermione sorria divertida com tudo. – Muito boa a ceninha, Malfoy. Agora a professora pode ter uma ótima idéia de como eu consegui essa marca tão vermelha em meu pulso.
Hermione empurrara Draco com força com a mão que trazia livre, fazendo com que ele se afastasse dela, e com um puxão agressivo conseguiu libertar-se dasa garras do sonserino. Alisara por um momento seu pulso, ainda fitando o rapaz e com o seu ar sarcástico. Tinha-se por vencida e sentia-se contente por isso.
McGonagall acompanhara tudo de onde estava, calada, apreensiva e curiosa por saber do que os jovens monitores seriam capazes naquela discussão infantil e nada apropriada ao momento. Ao ver que Draco havia agarrado o braço de Hermione, fazendo com que a mesma não concluisse o que tinha a dizer ao rapaz, McGonagall estremecera diante da cena, vendo que aquela discussão deixava de ser apenas uma discussão verbal.
Hermione tentara desfazer o sorriso em seu rosto, um sorriso de um mero vitorioso, e virara-se para a professora, a fitando com um certo ar de indagação, com o punho levantado na altura de seus ombros.
- Isso explica porque eu tenho sempre que perder a cabeça e cometer erros, professora?
McGonagall soltara um leve suspiro assustado ao ver o pulso de Hermione vermelho e bastante machucado pela força que Draco aplicara sobre ele em momentos anteriores. Podia-se ver a marca, de leve, do anel sonserino que Draco costumava usar.
- Isso é mentira, professora. – Pansy erguera-se de sua cadeira, bastante arrogante, depois de algum tempo calada, fitando a cena de uma Granger mostrando um pulso bastante avermelhado e um Malfoy extremamente desconcertado, apreensivo pela reação da professora.
- Cala a boca, Pansy!! – Hermione se virara para a sonserina e lhe despejara rispidamente.
- Não me mande calar a boca, grifinoriazinha sabe-tudo.
- E não tente me ofender também, Parkinson... eu não vou ter pena de você, vai ver com que se mete.
- Você é uma idiota, isso sim... o que tá querendo com esse teatrinho? – Pansy encarava Hermione de forma autoritária. – Quer mesmo infernizar o Draco para a professora e ver se consegue fugir das conseqüências da discusão que VOCÊ, Granger, provocou?
- Como é, garota?
Hermione estava bastante exaltada, já não tinha mais o pulso erguido e à mostra para a professora, mas sim a face voltada para a sonserina irritante que parecia bastante exaltada. Pansy trazia no rosto as piores expressões de ódio, enquanto Draco ainda insistia em manter-se calado. Talvez Draco estivesse temeroso de dizer algo e cometer algum erro diante da vice-diretora, ou talvez ainda estivesse se remoendo de ódio por ter permitido que Hermione o derrotasse diante da própria professora.
- Você escutou perfeitamente bem. – Pansy se aproximara da mesa da professora e tentou encará-la o mais amigavelmente possível. – Eu disse a verdade, professora, quando disse que a Granger causou toda aquela discussão que a senhora presenciou no corredor.
- Isso não é verdade!!
- Como pode ser tão falsa, Granger... vai mentir até para a diretora da sua própria casa? – Pansy sorrira marotamente.
- Eu não provoquei discussão alguma... vocês é que fizeram com que eu perdesse a cabeça. Vocês é que me ofenderam, e eu somente me defendi.
- Ah, Granger, esse teatrinho não cola mais, ta certo?!
- NÃO EH TEATRINHO, PANSY! Se liga, como pode ser tão cara de pau, garota?
Hermione estava irritada, não poderia permitir que uma sonserina impertinente a prejudicasse naquele momento. Sentiu que precisava fazer algo a tempo, antes que a professora começasse a acreditar no que Pansy estava dizendo. Estava desconcertada com a situação, apesar de saber que não tivera culpa alguma naquila discussão, temia que McGonagall pudesse realmente puni-la como sendo a mentora de todo o tumulto causado naquela manhã.
McGonagall ainda se mantinha calada, apreensiva, observava toda a cena a sua frente e analisava com cuidado toda aquela situação. Puniria os jovens da maneira que achasse conveniente, e a idéia que tinha deles, naquele momento, era a pior que McGonagall poderia ter.
- Ah, Granger, você pode enganar a qualquer um, mas a mim não, ta certo?! – Pansy se exaltara. – Você adora implicar com a gente, você adora achar que é melhor do que os outros. Mas isso não é verdade. Deixa a gente em paz, Granger. Por SUA causa nós viemos parar aqui.
- Por minha causa? E quem foi que começou aquela discussão idiota, Parkinson?! – Hermione pronunciara seu nome com uma certa repugnância. – Por acaso não foi você quem se virou pra mim e disse coisas a meu respeito? Não foi você que me ofendeu?
- Eu? Ahh... interessante. Quer mesmo me culpar, não é?! – Pansy se fizera de desentendida e revirara os olhos, entediada.
- Não... – finalmente, Draco dissera algo.
McGonagall desviara seus olhares das jovens e direcionara-os ao louro, bem ao lado delas, que há muito tempo se mantivera em silêncio e agora finalmente resolvera protestar ou opinar naquela nova discussão. Draco havia permanecido calado durante todo aquele tempo esperando um momento ideal para que pudesse cessar aquela nova discussão tão infantil quanto à discussão pela qual seriam punidos. Se aproximou lentamente da mesa da professora e fitou as alunas, bastante entediado. Revirou os olhos por uma vez e se apoiou no tampo da mesa, não se importando com a presença da professora.
- Não, Pansy! – Draco olhou para a sonserina, bastante irritado, falava ríspido e sério. – Ninguém aqui tá querendo jogar a culpa em ninguém, porque se é pra ter culpa, todos nós temos.
- O quê? – Pansy se irritara ao vê-lo protestar. – O que pensa que tá fazendo? Quer mesmo me desmoralizar? Você sabe que essa idiota da Granger que é a culpada por aquela discussão. Não sabe?
Pansy pronunciara a última parte com um certo ar de autoritarismo, como se quisesse faze-lo entender que era para confirmar o que estava dizendo. Não sabia o que estava acontecendo para que Draco resolvesse discordar do que Pansy estava dizendo, sabendo que aquilo tudo era uma grande cena para que McGonagall não os punisse, aproveitando-se e fazendo com que Hermione se tornasse a culpada por tudo.
- Sei... sei sim, Pansy! – Draco se desencostara da mesa e fitara Hermione com um ar bastante irônico. – Mas eu também sei que nós também tivemos culpa.
- HÃ!? – Pansy exaltara o tom de sua voz.
Hermione não podia entender o que estava acontecendo. Não podia imaginar que Draco pudesse estar realmente querendo defendê-la ou pudesse realmente estar discordando de Pansy. Eram sonserinos, cúmplices, sabia que poderiam querer prejudica-la diante da professora e suas incertezas confirmaram-se quando viu que Pansy tentara jogar toda a culpa sobre suas costas, mas não imaginava que Draco pudesse querer reverter aquela história.
Naquele momento, todo o ambiente fora tomado por uma enorme onda de silêncio. A professora analisava com cautela aquela situação e tentava tomar uma decisão rápido a respeito do que faria com os jovens. Hermione mantinha-se em pé, ao lado de Pansy. Estava bastante confusa e demonstrava isso abertamente, franzindo suas sombrancelhas sempre que olhava de Draco para Pansy.
Draco estava bastante tranqüilo, parecia bem depois de todo o seu fracasso quando Hermione se soltara dele e mostrara seu pulso a professora. Draco fitava com um ar maroto as alunas a sua frente. Podia-se notar, quase que invisivelmente, um leve sorriso arrogante em seus lábios. Os cabelos louros caindo estilosamente sobre seus olhos, aqueles olhos azuis acizentados e profundos, que tanto fazia com que Hermione perdesse o chão e se entregasse aos mais profundos sonhos e comas mentais. As vestes sonserinas sobre o corpo, aquele brasão sonserino pulsando em seu peito e aquele ar arrogante de um monitor, estampando no mesmo peito sonserino o brasão que fazia dele monitor de sua casa. Arrogância que emanava por seus poros, sarcasmo que podia-se ver sendo transmitida em seus olhares e todo o divertimento que podia-se notar muito invisivelmente, mas que era possível saber o quanto Draco se divertia com aquela situação.
- Detenção. – McGonagall fizera com que sua voz ecoasse pela sua sala, aproveitando o espaço de tempo em que os jovens se mantinham em silêncio. – Uma semana de detenções, com Filch. Os três. E exercícios extras em todas as disciplinas.
Draco se assustara com o último pronunciamento da professora, mas não ousou retirar de sua face o sorriso arrogante que vinha mantendo. Hermione se mantivera em silêncio diante da professora, bastante incrédula que aquilo estava contecendo. Pansy parecia irritada, não podia acreditar que sofreria detenções ao lado de uma grifinória, seu sangue sonserino pulsava forte em suas veias em protesto àquele decreto da vice-diretora.
- Os senhores mostraram, abertamente, o quanto são irresponsáveis e que não têm o menor respeito por mim e uns pelos outros. Esta deveria ser uma conversa civilizada e eu deveria dar-lhes o sermão que sempre dou àqueles alunos que inflingem regras. E os senhores inflingiram muitas hoje. Desacato à professor, desordem... espero que estejam cientes da confusão em que se meteram. Este incidente estará em seus certificados e espero não ter que perder mais do meu tempo nesta conversa nada civilizada da parte dos senhores. Podem se retirar, por favor.
McGonagall levantou-se de onde estivera sentada e seguiu até a porta de sua sala, ajeitando seus óculos meia lua durante sua caminhada. Draco, Pansy e Hermione permaneceram no mesmo local onde estavam, fitavam-se entre si, bastante atordoados com tudo e ofendidos com a professora.
- Por favor, voltem para a sala de aula e tentem não provocar mais nenhuma desordem durante minha breve ausência durante esta aula.
Pansy fitara Draco uma última vez antes de sair da sala. Ajeitara suas vestes em seu corpo e jogara algumas mechas de seu cabelo para trás de seu ombro. Draco a fitou igualmente odioso, mas ainda com o sorriso maroto nos lábios, o que deixou Pansy estremamente irritadiça. Pansy serguira confiante até a porta, passando pela professora e não lhe dirigindo a palavra.
Hermione observara a troca de olhares de ódio entre ambos sonserinos e ao ver Pansy se retirar da sala pôs-se a observar Draco, com olhares muito mais odiosos e metralhadores do que os da sonserina irritante. Draco retribuía seus olhares, mantendo o sorriso maroto estampado em seus lábios, majestoso.
Draco ainda encarava Hermione quando seguiu na direção da mesma, dando poucos passos até ela, levando-se em consideração o fato de que já estavam muito próximos um do outro. Hermione não pareceu se importar com a aproximação do rapaz, permanecera onde estava e ainda o encarando muito atenciosamente.
- Conseguimos, Granger! Uma detenção a três. Isso vai ser muito interessante...
Hermione pôde notá-lo alargar mais seu sorriso e morder de leve seu lábio inferior. Sentiu-se desconcertada pelas palavras do louro e não sabia ao certo o que aquilo poderia significar. A última coisa que Hermione poderia querer era ter que suportar uma semana de detenção com os sonserinos que mais odiava em toda aquela ecola.
Draco se afastou da castanha e seguiu para fora da sala, passando por McGonagall e não digindo palavra alguma à professora. Seguiu majestoso por seu caminho até a sala de aula, logo atrás de Pansy. Hermione tentou se desvencilhar de todo o transe e resolveu retirar-se da sala antes que McGonagall a enchutasse de lá a força. Ao passar pela professora dirigiu-lhe um singelo e pouco sonoro “Desculpe!”, que não foi questionado pela professora.
Hermione seguiu em passos largos até a sala de aula, queria chegar o quanto antes, para que não tivesse que cruzar com a professora pelos corredores , mas sabia que mais a frente estaria Draco e Pansy, e não queria chegar à sala junto aos mesmos, mas mesmo assim apressou seus paços. Hermione estava atordoada com todos os fatos e exausta por tudo, caminhava pensativa mas fora capaz de notar, muito a frente, Draco e Pansy caminhando um ao lado do outro.
Draco conversava com Pansy durante a caminhada até a sala e Hermione tentava manter-se distante o bastante de ambos para que não iniciassem uma nova discussão por aqueles corredores. Era cada vez mais visível que Hermione e os sonserinos não conseguiam se manter juntos em um mesmo ambiente sem que pudessem se agredir verbalmente e, diante das marcas em seu pulso, também fisicamente.
Hermione parecia submersa em um profundo mar de pensamentos, remoia cada detalhe daquela discussão na sala da vice-diretora e em toda a discussão antes mesmo da presença de McGonagall, fora da sala. Eram detalhes importantes, que lhe corroíam a mente. Sentiu uma pontada de culpa por ter aceitado as provocações de Pansy, de início, mas sentia o ódio consumi-la cada vez mais.
Deixou-se perder seu tempo observando os sonserinos alguns metros distantes de si, caminhando pelos mesmos corredores que ela, e estremesseu quando notou Draco entrelaçar seu braço pela cintura fina de Pansy, a puxando para mais perto de si e depositando em sua face arrogante um beijo que Hermione sabia que era estralado. Hermione franziu suas sobrancelhas, balançando a cabela de leve como que tentando afastar pensamenos ruins, tentando não acreditar que podia ser verdade. Era inacreditável saber que Draco e Pansy poderiam ter feito as pazes depois de uma manhã tão conturbada e a marcada por discussões de ciúmes entre eles.
“Sonserinos, e eu ainda perco meu tempo com eles...” , pensou consigo mesmo vendo-os abraçados e aparentemente amigáveis.
oOoOoOoOoO
- Ei, Draco... aqui!! – Alan gritara e apontara para uma mesa ao seu lado, assim que Draco adrentara a sala de aula.
Antes mesmo de chegarem até lá Draco já havia se separado de Pansy e ao entrar na sala foram recebidos muito euforicamente por seus amigos sonserinos, curiosos por saberem o que havia se passado diante da professora de Transfiguração. Pansy se disperçara para algumas mesas logo atrás da mesa em que Alan se encontrava sentado e que Draco passou a dividir com o mesmo.
Pansy fofocava com suas amigas, entre risinhos e muitos sussurros, enquanto alguns sonserinos cercavam Draco e o enchiam de perguntas e exclamações. Hermione não demorou muito para entrar na sala, preferiu chegar desacompanhada e logo após os sonserinos. Entrou sorrateira, bastante pensativa e fitou a todos muito apreensiva, esperando a tão tenebrante onda de olhares indagantes sobre ela, que não tardou muito e logo todas as atenções na sala estavam direcionadas a ela.
Podia sentir os olhares perfurando sua nuca e isso a deixou levemete desconfortável. Caminhou pelo corredor entre as mesas e tentou achar alguém com quem pudesse dividir uma mesa. Logo à frente, agora já a fitando sério, estava Harry. Podia vê-lo esboçando um sorriso leve ao vê-la se aproximando. Havia um assento vazio ao lado dele e mais a frente, em outra mesa, estava Rony, também a fitando e tentando esboçar um sorriso simpático em seus lábios.
Hermione observou Harry atentamente e permaneceu séria, estava atordoada de mais com todos os acontecimentos recentes que nem sequer lembrara de ser educada com seus amigos. Mas Hermione não fazia a menor questão de ser simpática com Harry, ainda sentia ódio pelo mesmo e agora muito mais por saber que o rapaz havia permitido que Hermione se envolvesse naquela discussão com os sonserinos, quando tudo o que ela precisava era de amigos dispostos a defendê-la.
Rony acenou para que ela se aproximasse de onde estava sentado, e viu Harry, bem atrás do ruivo, repetir o mesmo aceno. Ambos apontavam as mesas vazias ao seu lado e aparentemente guardadas especialmente para ela por ambos rapazes. Mas Hermione não suportaria enfrentá-los naquele momento, suas idéias estavam embaraçosas em sua mente e não sabia ao certo o que estava se passando em sua cabeça. Sabia que não conseguiria olhar para Harry e não ter vontade de pular em seu pescoço ou de dizer-lhe verdades, e sabia que não suportaria ouvir Rony tagarelando em seu ouvido, quando tudo o que queria era paz.
- Hermione!!
A castanha parara e se virara rapidamente, procurara o dono daquela voz. Fitara a sala e vira Parvati acenando euforicamente bem ao fundo da sala, com um grande sorriso estampado em seus lábios e apontando para uma mesa também vazia, ao seu lado. Analisou por alguns segundos as opções que tinha e resolveu dar as costas aos amigos e seguir até a grifinória, ainda muito séria.
Draco conversava com seus maigos, contava a eles o castigo que recebera da professora de Transfiguração e tentava ser o mais dramático possível. Muitos sonserinos o rodeavam e riam de forma escandalosa quando Draco parecia contar algo extremamente engraçado. Alan, bem ao lado do louro, ria alegre com o depoimento do amigo e Hermione tentava se desvencilhar do som ecoante da risada tão arrogante do sonserino, que ela detestava ter de escutar. Draco estava bastante divetido entre os amigos, mas por vezes toda a sua felicidade parecia desaparecer e ele tratava de estampar na face pálida a expressão mais entediada possível. Pansy estava logo atrás de Draco e ria com algumas amigas, às vezes se entrometendo na conversa que vinha da roda de rapazes sonserinos.
Hermione dera meia volta e seguira em direção ao fundo da sala, carregando sua bolsa nos ombros e os cabelos esvoaçando-se pelos mesmos. Passou ao lado dos sonserinos e soltou um certo suspiro nesse momento, como se eles lhe trouxessem lembranças exaustivas. Draco notara quando a grifinória passara ao lado da mesa em que estava, e tentou disfarçar olhando-a de canto de olho, embora soubesse que seus amigos jamais notariam. Sua expressão antes divertida se resumira em segundos a uma expressão séria e entediada. Ao vê-la sumir de sua vista, tentou fitar algum ponto distante da sala e se permitiu perder todo o bom humor que vinha mantendo. Ajeitou alguns fios de cabelo que caiam sobre seus olhos, embaraçando de leve os cabelos louros.
- Então, Draco, vai mesmo ter que cumprir detenção com a sangue-ruim? – Alan perguntara ao amigo, dando-lhe um leve toque com o cotovelo.
- Ahh... não tenho outra opção, tenho? – não fitara o sonserino, ainda com a expressão entediada de antes, e este acabara por ter sido o seu maior erro, conseguira fazer com que o amigo desconfiasse de algo.
- O que foi? Por que essa cara de poucos amigos? – Alan sorria
- Eu tô cansado e irritado por tudo isso... como queria que eu estivesse?!
- Certo...
Aos poucos os sonserinos iam se disperçando pela sala, que já estava tomada por uma enorme onda de múrmurios, levando-se em conta o fato de que a professora estava ausente àquele tempo de aula e não havia nada que os alunos pudessem fazer a não ser conversar. Hermione se sentara ao lado de Parvati e discutia com a amiga sobre tudo o que havia acontecido, contando-lhe detalhes do decreto da professora. Harry e Rony estavam calados, não entendiam porque Hermione fizera aquilo com eles. Harry não entendia as razões de todo o mau humor de Hermione, principalmente as razões de toda a ira da castanha por ele. E Rony simplesmente não sabia por quais motivos a amiga poderia ter se irritado com ele, já que não fizera nada com a moça que pudesse perturbá-la.
- Então...?! – Alan se pronunciara, ao lado de Draco, o encarando com um meio sorriso.
Já não havia mais sonserinos em volta de ambos e nem tantas indagações sobre Draco. O soserino se assustara com a pergunta repentina do amigo e se virara rápido para ele, franzindo as sombrancelhas sem entender.
- Então o quê?
- Como foi com a Granger sangue-ruim?!
- Hã... como assim? Eu já disse, todos nós estamos em detenção.
- Não é isso que eu estou perguntando, Draco, quero saber se vocês ainda discutiram à caminho da sala da professora.
- Ahh... – Draco se desviara dos olhares e do meio sorriso do amigo, fitando a sala de aula, sem rumo. – Sim!
- Sabia... – Alan alargara seu sorriso.
- Como assim sabia?
- Ah, Draco... já parou pra pensar que vocês não conseguem ficar juntos nem um minuto se quer sem que um implique com o outro?
- Como é? – Draco franzira a cenho, entediado, deixara que alguns fios caissem em seus olhos com o movimento que fizera com a cabeça em direção ao rapaz. – Nós nos detestamos, é por isso que implicamos um com o outro.
- Sim... sei...!!!
- Claro que sabe... – Draco se irritara. – Hogwarts toda sabe que eu detesto a fedida da Granger.
- Eh... se você está dizendo. – Alan suspendera os ombros e sorrira marotamente.
- Sim... eu estou dizendo!!
- Ótimo... – Alan sorrira ainda mais ao ver que Draco estava bastante exaltado com aquelas indiretas que ele tentava jogar.
Draco fitara Alan por algum tempo ainda com o cenho franzido e muito atordoado com os comentários do amigo. Disperssara seus olhares pela sala e não notara quando se pôs a fitar Harry, muito apreensivo e demosntrando um ódio aparente em sua face.
- Ele não tentou defendê-la. – Alan se pronunciara novamente, seguindo os olhares de Draco.
- Hã?
- E o ruivo também não tentara defendê-la.
- Grande coisa!
- Eh, Draco, mas pra ela acho que não é bem assim.
- Que se foda.
- A sangue-ruim deve mesmo ter ficado irrita com esses idiotas por não terem tentado defendê-la. – e Alan soltara um riso de leve. – Ela deve estar ignorando os imbecis.
- E daí? – Draco se virara para Alan, ajeitando-se na cadeira e bastante irritado. – Por que tá se preocupando com isso, Alan? Que se fodam esses grifinórios idiotas.
- Eu só tô comentando...
- Pois não comente sobres esses idiotas perto de mim, certo?!
- Ok! – Alan fizera uma expressão falsa de medo, ao ver Draco exaltado com ele pelos comentários. – Não precisa ficar irritado, tá legal...
- EU NÃO TÔ IRRITADO! – Draco pronunciara alto, porém não tão alto o bastante para que os outros ouvissem.
Alan soltara uma gargalhada bastante divertindo vendo Draco irritado e não querendo admitir. Era uma de suas risadas arrogantes que deixavam Hermione com os nervos a flor da pele. A castanha não deixara de escutar a gargalhada e, curiosa, fitou os sonserinos por alguns segundos, balançando a cabeça em sinal de protesto pelo comportamento do moreno, dono da risada que Hermione tanto detestava. Não sabia dizer ao certo porquê, mas não se simpatizara com o jeito de Alan, e não poupava esforços para demonstrar isso.
- Ah, Draquinho, não precisa ficar irritado com o que aconteceu. – Pansy sussurrara ao pé do ouvido de Draco. – Nós vamos estar juntos, isso não é ótimo?!
Draco sentira os dedos de Pansy alisarem delicadamente seus fios de cabelo e por algum tempo relaxara com aquele toque da garota, mas não estava com cabeça para as carícias de Pansy. Retirara as mãos da garota com uma certa grosseria e não a fitara por nenhum momento.
- Não, Pansy... isso não é nada bom!!
- Ahh, Draquinho... eu sei que será muito bom... você não precisa mentir. – e Pansy novamente alisara os cabelos de Draco, sussurrando suas palavras ao pé do ouvido do rapaz.
Draco revirara os olhos e ouvira uma risada discreta de Alan. Puxou com uma certa grosseria as mãos da sonserina e fizera com que ela se afastasse dele. Pansy não havia gostado da atitude do louro, mas manteve um sorriso sarcástico em seu rosto, parecendo não se importar com toda a grosseria do rapaz.
- Cara, Draco, você tá ferrada! – Alan tentara falar baixo, cutucando Draco com o cotovelo.
- E você ainda tem dúvidas disso?
- A Pansy é o seu karma, meu caro... nem adianta fazer essa cara de poucos amigos.
- Ahh, e quer que eu dê pulos de alegria por saber disso?
- Não... só não demostra isso perto dela, ou você será um Malfoy morto! uHUAhuA...
- E você um azarado se continuar me provocando desse jeito.
Draco fechara a cara e deixara de fitar o amigo, que ainda se entretinha em sua gargalhada.
Hermione ainda conversava com Parvati, um tanto desanimada e bastante cansada. Tinha seus pensamentos dispersos em sua mente e não formulava bem suas idéias. Os múrmurios na sala permanaciam, cada vez mais audíveis. Draco e Alan conversavam aniamdos, embora Draco ainda estivesse com sua expressão entediada.
Depois de alguns longos minutos Hermione deixara a mesa em que estivera sentada com Parvati e se direcionara em direção às mesas em que estava Harry e Rony. Despediu-se da amiga e caminhou em passos largos até os jovens, tentando caminhar por entre o mar de alunos que engarafavam os corredores entre as mesas. Fora inevitável que a moça não passasse pelo corredor em que Draco e Alan estavam.
- Eh, Draco... eu entendo o porque de toda essa implicância com a sangue-ruim.
- Como? – Draco não entendera o comentário.
Hermione havia passado naquele exato momento, desviando dos alunos apressadamente. Suas vestes se esvoaçavam pelo ar e seus cabelos ondulados caiam leves sobre seus ombros. Mesmo com as vestes, ainda era possível ter uma boa idéia de como eram seus contornos físicos. Alan a fitava descaramente, aquele olhar sonserino caçador, e Draco tentara acompanhá-lo. Franzira as sombrancelhas ao ver que ele encarava Hermione e por alguns segundos pôs-se também observa-la de onde estava sentado. Observou seu andar, as suas vestes caídas sobre o corpo, os cabelos esvoaçando-se de leve pelo ar, e lembrou-se de que estivera, por muitas vezes, muito próximo dela. Podia lembrar facilmente de seu cheiro, da maciez de sua pele e dos contornos finos e delicados de seu corpo. Balançou a cabeça de leve tentando desfazer-se de tais pensamentos e não percebera que Alan agora o fitava com um ar divertido na face.
- E eu acho que você devia disfarçar melhor, Draco... se a Pansy te vê dando em cima dela desse jeito, ahhh...
- O quê? – Draco se desfizera de seus pensamentos, justo no momento em que Hermione sentara ao lado de Rony, jogando seu material de forma agressiva sobre a mesa. – O que há com você? De onde tirou essa idéia idiota, Alan?
-Ora, você tava quase babando por ela.
- Eu? Ahh... e quem foi que encarou a sangue-ruim como se quisesse comê-la com os olhos?
- Você! – Alan sorria divertido.
- Não... eu nunca faria isso.
- AH, não faria mesmo? – Alan cutucara o louro com força, fazendo com que Draco escorrega-se levemente da cadeira em que estava sentado.
- O que há com você, afinal... anda vendo coisas onde não há nada, Alan.
- AH, Draco... tá legal! Mas pode confessar, ela é ou não é muito atraente? – e Alan fitara a castanha novamente, fazendo uma expressão de interesse.
- Ela é uma sangue-ruim.
- Eu sei! – Alan afirmara. – Mas ela é sim muito atraente.
- Como pode ser tão galinha, Alan. Te conheço há tanto tempo, será que nunca vai mudar?
- Eu? Galinha? Ah, né, Draco... como se você também não fosse...
- Mas eu tenho bom gosto, ao menos. – Draco dissera, ríspido. – E você perde seu tempo dando em cima de uma sangue-ruim metida a sabe-tudo.
Draco fora ríspido, agia indiferente, como se enojasse aquele assunto. Fitou por alguns breves segundos a grifinória a sua frente, mas logo tratara de mudar a direção de seus olhores. Alan sorria divertido por ter conseguido afetar Draco com os seus comentários.
- Você é mesmo um cara de pau, Draco... eu sei que você tá afim dela, e não vai sossegar enquanto não ficar com ela. – Alan sorrira, observando Hermione por alguns rápidos segundos.
- De onde tira essas coisas, Alan? Você só pode estar louco. – Draco revirara os olhos, entediado com aquela conversa. – Eu nunca ia me interessar por uma sangue-ruim, muito menos querer ficar com alguma. E não vai ser com a Granger que isso vai acontecer.
- Eh, você não dá mesmo o braço a torcer, não é? – Alan rira de forma provocanete.
- EU NÃO TÔ AFIM DA GRANGER, ALAN!!!
Draco se irritara por ver o sonserino duvidar de sua palavra, não acreditando que ele dizia a verdade quando afirmava não estar interessado pela Hermione. Draco agarrara com força o colarinha da camisa de Alan e segurara com força trazendo-o para mais perto de si, alguns palmos distantes um do outro.
Draco pronunciara suas palavras baixo o bastante para que ninguém escutasse, mas alto o bastante para que Pansy, bem atrás de onde ele estava sentado, escutasse e se irritasse com o comentário.
Pansy se erguera de sua cadeira e se pusera ao lado da mesa em que Draco estava sentado, ainda agarrado ao colarinha do amigo sonserino e ainda irritado por tê-lo visto duvidar de suas afirmações.
- Ei, cara... vai me machucar desse jeito!!
- Isso é pra você não ousar duvidar do que eu digo... ainda quer discutir sobre isso?
- Não, Draco... quero que me solte... agora! – Alan estava furioso, agora. Todo o divertimento em sua face e a alegria de antes haviam desaparecido.
Draco fizera o que o sonserino pedira e após soltá-lo só foi capaz de ouvir Alan sussurrar algo que o deixou ainda mais furioso, mas se controlou para não provocar uma discussão naquele momento.
- Mas eu sei que eu estou certo! – fora um sussurro não tão baixo o suficiente para que Draco e Pansy não escutassem.
- O que significa isso, Draco? – Pansy se sobrepusera ao rapaz, bem ao lado de onde ele estava sentado.
- Isso o quê, Pansy?
- Ora... ainda se faz de desentendido?! – Pansy estava impaciente, os cabelos negros e compridos sobre os ombros. – Eu escutei muito bem a discussão de vocês. Eu exijo explicações, agora mesmo...
- Ah, Pansy... por favor. Não me faz perder meu tempo com essas suas crises de ciúmes. – Draco era ríspido e quase não fitava a sonserina.
- CRISE DE CIÚMES? VOCÊ É UM IDIOTA, DRACO!!
- Não grita!! – Draco pedira baixo para que ninguém escutasse.
- EU FALO NO TOM QUE EU QUISER, DRACO. Espero que nada do que o Alan disse seja verdade.
- E se for? – Draco atiçara a morena, a fitando um tanto divertido.
- Eu sabia!!!! – Alan exclamara, sorrindo.
- CALA A BOCA!! – Draco despejara sobre o sonserino, fazendo com que toda a sala desviasse as suas atenções para ele e a nova discussão que se iniciava.
- Se fosse verdade, Draco, você estaria muito encrencado, acredite. – Pansy respondera.
- Ahh, e você acha que eu tenho medo disso? – Draco metralhava Pansy com seus olhares.
- Se eu fosse você, passaria a temer muitas coisas, Draco.
- Mas não é! Você é só uma garota metida que acha que tem alguma autoridade sobre mim.
- Mas eu tenho! – Pansy o fitava séria, agora seu tom de voz mais baixo.
- Primeiro, Pansy: você não é ninguém!! E segundo: nada do que o Alan disse é verdade, você deveria me conhecer melhor, Pansy.
- Ahh, pensei que tivesse confessado. – Alan dramatizara uma expressão de decepção.
- QUE VOCÊ SE EXPLODA, DRACO...
- FODA-SE, PANSY.
- Certo, por hoje chega. – Alan se levantara de seu assento e dera a volta em sua mesa, seguindo na direção de Pansy.
Alan fora rápido e agarrara Pansy a força pela cintura. Alan era alto, assim como Draco, forte e melhor amigo do casal. Pansy se debatia em seus braços e tentava ofender Draco enquanto era arrastada para longe por Alan. Toda a sala observava a cena, e Hermione tentava não fitar os sonserinos, mantinha-se séria, esperando que toda a confusão cessasse e pudesse voltar a discutir com Rony.
- Me larga, seu idiota. Draco tem que ouvir algumas coisas. – Pansy se debatia, mas era arrastada com força pelo moreno.
- Ah, é... e por acaso toda a sala também tem que ouvir? – Alan fizera Pansy sentar-se em uma mesa um tanto distante de onde Draco estava. – Você não deveria se dar ao luxo de provocar tanta confusão, Pansy, o que vão pensar de você?
- Ah, que se foda, Alan... ! O Draco me paga... pode dizer isso a ele!
- Tah, eu digo. – Alan se apoiara na mesa em que Pansy sentara, movendo-se para mais próximo da sonserina, a fitando nos olhos e agora com uma expressão séria. – E também digo que você é uma idiota inconsequente.
- Como?
- É, Pansy, se liga! Presta atenção no que eu vou te dizer, não tenha dúvidas, Pansy, mas uma hora o Draco vai se cansar de você e ai vai ser tarde, ok?!
- C-como assim?
- Ele não quer uma garota de mente fraca e possessiva que fica provocando confusão por causa de um ciúme doentio e inconsequente... você sabe o que ele quer... ou cai na real de uma vez ou vai perdê-lo alguma hora dessas.
E dizendo isso, se afastara da mesa, soltando um beijo estalado no ar. Alan era realmente muito atraente, com seus fios negros caindo sobre os olhos e seu físico malhado, era capaz de atiçar muitos corações em Hogwarts.
Pansy ficara em silêncio, pensativa, remoendo tudo o que o sonserino dissera a ela e se corroendo de raiva por ter provocado uma nova discussão.
Alan retornara para a mesa e ao chegar até a mesma encontrara um Draco exausto, com a cabeça baixa, apaiada entre as mãos, seus fios loiros cobrindo sua expressão de exaustidão.
- Acho que agora ela deixa de ser um karma pelo menos por algum tempo. – Alan dissera, ao sentar-se ao lado de Draco, que erguera a cabeça nesse exato momento.
- Isso é impossível. Mas eu não me importo.
- Eh... então quase confessou, não foi?! – Alan sorrira, retornando ao assunto anterior.
- Vai mesmo continuar com isso? – Draco o metralhara com um de seus piores olhares.
- Confesa de uma vez que acha que ela é realmente muito bonita e atraente, ai eu penso em parar...
- Nunca!
- É por que acha, então!
- Como? – Draco se exaperara. – Eu disse exatamente o inverso disso...
- Não. Você disse nunca... nunca confessaria, porque é um idiota que tem medo de confessar que baba por uma sangue-ruim...
- Eu não babo por uma sangue-ruim!
- Ah, verdade. – Alan virara para encará-lo. – Mas que engano o meu, você baba pela Granger!
Draco fitara Alan com uma expressão séria e bastante irritada, metralhando-o com seus olhares profundos e corrosivos. Se desligara por um tempo e fitara Hermione de forma que pudesse analisá-la como um todo. Alan sorria por ver que estava prestes a fazê-lo confessar, e se pôs também a fitá-la.
- Não é nada mal. – Draco, em fim, dissera.
Alan sorrira vitorioso.
- Mas é uma sangue-ruim...
- E isso não tem a menor importância! – Alan concluira
- Como não?! Eu sou um Malfoy.
- Eu sei que é... mas tem coisa mais importante que o sangue, Draco... – Alan fizera uma expressão cômica de excitação e provocara um riso em Draco.
Ambos se deixaram levar por uma onda leve de diverssão. Draco, em certos momentos, tentava disfarçar e fitava Hermione por alguns breves segundos. Sorria alegre, um sorriso de ponta a ponta, que o deixava cada vez mais atraente.
- Aposto como não fica com ela. – Alan dissera.
- Como? – o sorriso de Draco sumira nesse exato momento, e dera lugar a uma expressão de curiosidade. – Porque diz isso?
- Ela não é do tipo fácil, e você, mesmo interessado, não iria conseguir conquistá-la.
- Tem tanta certeza disso?
- Então aposta? – Alan se virara para ele.
- Não. Eu não vou apostar uma idiotisse dessas. Mulher não se conquista, se pega, meu caro.
- Ohh, se elas escutassem isso, estaria perdido. – Alan sorrira, era engraçada expressão de Draco.
- Eu sou capaz de ficar com as garotas que eu quizer!
- Prove! – Alan estava decidido.
- Não tenho que provar isso pra ninguém.
- Então ninguém precisa acreditar nisso. – Alan atiçara
- Eu provo!!
- Ótimo! – Alan sorrira. – Aposto como não consegue ficar com a sangue-ruim.
- Ótimo. Aposto como consigo ficar com ela, e com qualquer outra garota que eu queira ficar.
- Ah, então quer mesmo ficar com ela?
- Não!! – Draco se defendera, rápido, meio sem jeito. – É uma aposta, certo?
- Certo!
Draco balançara a cabeça em sinal positivo e se pusera a fitar Hermione mais uma vez, dessa vez sem nem mesmo tentar disfarçar. A aposta estava feita, teria de fitá-la muito mais vezes. Alan estava contente, sabia que Draco poderia perder a aposta, afinal, tratava-se da intragável sangue-ruim. Mas Draco não tinha tanta certeza disso, sabaia melhor do que qualquer um que quando queria algo ia até o fim e sempre conseguia. Não seria diferente agora.
- Os termos? – Draco se virara novamente para Alan.
- Certo. Vai ter de ficar com ela no primeiro baile que tivermos em Hogwarts.
- No baile? É preciso Hogwarts toda presenciar? – Draco fizera uma expressão de susto.
- Quer desistir?
- Não!
- Ótimo! – Alan dissera. – Se você perder, Draco, se não conseguir ficar com ela na noite do primeiro baile que tivermos no castelo, terá de desfilar pelado pelo mesmo baile. Se não cumprir, vou azará-lo por isso.
Draco franzira o cenho, fazendo uma expressão de degosto, imaginando como seria aparecer nu diante de uma escola inteira em um baile. Mas não daria o braço a torcer, pois estava certo de que venceria a aposta.
- Certo! – Draco concordara, com um certo sorriso maroto em seus lábios. – Mas se você perder, Alan, é você quem desfila pelado pelo baile. E eu faço pior se não cumprir com o trato.
- Ok! – e Alan estendera a mão para que Draco apertasse.
Draco exitou por algum tempo, mas logo selou aquela aposta.
Sorriram, ambos, e se puseram a discutir sobre outros assuntos.
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- Porque não fala com o Harry, Hermione? – Rony indagara a castanha, sentado ao lado da mesma, vendo-a quieta, sem nem mesmo encará-lo.
- Não estou afim. – Fora ríspida e não ousara dizer mais nada.
Hermione mal havia conversado com Rony desde o momento em que sentara ao lado dele, e nem sequer havia olhado na cara de Harry, que desistira de tentar conversar com a moça, sentado bem atrás de onde ela e o ruivo estavam.
Hermione não estava disposta a encarar Harry e vê-lo querendo demonstrar algum tipo de preocupação. Sabia que Harry não se importava com ela, e a única forma que via de se desvencilhar de todo aquele sofrimento por saber que ele a havia traído com Gina era ignorando-o.
Hermione mal podia imaginar o acordo que estava sendo selado há algumas cadeiras atrás de si.
^^
oOoOoOoOoOo
N/A: Ai, Ai!!
Nooossa... demorei pra postar, verdade... mas cs sabem como eh complicado esse negócio de inspiração!! Heheh ^^ e tbm tem o fato de que eu andei bem ocupada nesses últimos dias, daí já viram... !!!
^^
Mas tá ai e eu tow muito contente pelo capitulo! Sei que eh meio bobinho, muitos diálogos, ofensas e brigas, e tals... mas eu tinha que escrevê-lo... tava na minha cabeça há um bom tempo!! Heheh
Hummmm... já tenho algumas idéias quando a detenção!!! =D
Fiquei triste quando vi que soh havia recebido 7 comentários!!!!!
Poxa... que tah havendo com vocês... mas que saco... se tem algo de mais bacana em escrever uma fic são os comentários que a gente recebe!!! Tem uns comentários ótimos aew... e eu tow muito contente por tê-los recebidos... soh tenho a agradecer todas essas pessoas!!
COMENTEM! Não custa nada... o dedo de vcs naum vai cair... vcs não vão morrer por isso!! ^^ e eh pra fazer uma autora felix!! =D
PLIX.... COMENTEM!! Nem que seja pra sugerir idéias... pra dizer que eu escrevo mal, que minha fic tá horrível, meus personagens estaum terríveis, e eu naum tenho futuro como fanfiqueira... e minha fic deveria ser deletada do site ou que ando mastigando peido e escrevendo coisas sem noção!! MAS COMENTEM!!!
=)
AhUhua
Lógico que eu naum ia fikr nada feliz em receber esses tipos de comentários!
^^
Quero agradecer à LuanaH², s2• ♥*KARYNA_DRACO*♥• s2, Japa Girl, Pontas Dolls Potter, Sonekinha_89 e Mione Malfoy pelos belíssimos comentários!
Tow meio sem tempo de respondê-los individualmente, mas nem preciso dizer o quando estou contente por ter recebido os seus comentários!^^
Continuem acampanhando minha fic e eu serei eternamente grata...
E obrigada a todos que comentarem daqui pra frente... eu agradeço muito a presença de todos!!!
=)
BJUX!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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