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5. Negação


Fic: Adoráveis Férias Infernais - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Meu quarto não passava de um quadrado de doze metros quadrados abarrotado de caixas de papelão de todos os tamanhos com um colchão de viúva arrumado no chão. Empilhei minhas malas na parede da janela de venezianas e me joguei no colchão, ainda com as roupas que viajara. Eu sentia a calça jeans mascar meus músculos e a camiseta estampando a Estrela da Morte[1] ficar pequena demais; aquilo não acontecia realmente, mas a sensação que eu tinha se aproximava tanto do desconforto que eu imaginava se conseguiria dormir à noite.


Subira para o quarto ainda ignorando a presença de Scorpius, apenas acenando um “boa noite” com a cabeça. Estar atirada naquele colchão, com os olhos fechados, era quase como estar em casa novamente. Mesmo abrindo os olhos, eu não enxergava muita coisa, pois mantinha a luz desligada; parecia que aquilo estancava minhas lágrimas, ajudando que minha respiração ficasse regular.


Minha boca se crispou quando eu realizei que não tinha recebido nenhuma coruja com uma carta urgente do meu pai preocupado. Tudo bem que o restante da família não se preocupasse o suficiente para entrar em contato comigo, mas se morar na “toca do inimigo” não acordava o instinto paterno de Ron Weasley, o que acordaria? Eu bufei, me virando no colchão e afundando o rosto no travesseiro. Meu travesseiro; Se eu me esforçasse seria como estar em Londres novamente.


Estiquei meus dedos para a bolsa, que eu deixara ao lado do colchão e puxei o tocador de MP3. Deixei o volume muito alto e enfiei os fones nos ouvidos, ainda mantendo os olhos fechados; Molly’s Chambers[2] explodiu tão alto em meus ouvidos que eu achei mais fácil fingir que ainda estava em casa e tentar dormir. Com mais alguns segundos, eu dormiria, tinha certeza.


Eu já havia atingido a inconsciência quando a luz do quarto se acendeu, machucando meus olhos protegidos pelas pálpebras fechadas; me acordando de súbito. Percebi que as músicas já haviam avançado tanto que agora eu escutava Untouched[3]. Abri os olhos devagar, me erguendo nos quadris. Era Hermione quem avançava meu quarto, fechando a porta atrás de si. Tirei os fones de ouvido e desliguei o tocador. Ela sentou-se em frente a mim no colchão.


- Você já estava dormindo? – perguntou, aninhando-se junto a mim.


- Mais ou menos – respondi, tentando prender minha juba de cabelos castanhos no alto da cabeça. Meu pai dizia que eu era uma Hermione melhorada pelo sangue Weasley; isso antes de eles brigarem. – Esqueci que você disse que queria conversar comigo... Desculpe.


- Exatamente – ela foi pragmática na resposta, o que me deixava com aquela sensação de que teríamos uma longa conversa sobre algo que não me agradaria. Eu já sabia qual seria o tema do tópico.


- Mãe, desculpe pelo meu comportamento lá embaixo – pedi, antes que ela dissesse estar decepcionada com meus modos ou com a minha atitude destrambelhada de provocar o rapaz no meio do jantar.


- Não vou dizer que está tudo bem – ela começou, me fazendo subir uma sobrancelha. Como assim? Não é esse o dever de uma mãe? – Mas não posso ser muito dura nessa conversa porque eu, ao menos, me expliquei.


- Do que você está falando?


- Scorpius – ela disse, segurando minha mão. – Eu sei que vocês tiveram muitos problemas na escola e continuaram sem gostar um do outro mesmo depois do meu casamento.


- Você não sabe da metade das coisas, mãe – eu disse com a voz baixinha, mas esganiçada. Quase conseguia sentir as lágrimas entaladas na minha garganta invadirem meus olhos com força. Mas eu não choraria por causa de Scorpius, e sim por uma união de coisas.


- Bem, eu posso imaginar – ela concordou, erguendo um dos cantos da boca ao ver meus olhos marejados. – Mas eu acredito que Scorpius mudou e é por isso que ele está conosco durante esse verão e...


- E? – perguntei quando ela se interrompeu.


- Acredito também que ele passará a morar conosco, dependendo do resultado dessas férias – ela completou sem olhar para mim.


Senti uma espécie de repulsa tomar conta de mim. Scorpius moraria com a minha mãe dependendo de seu desempenho nesse verão? Num primeiro momento me distraí com a idéia de ele morar em Oxford e estar sempre presente quando eu visitasse Hermione, mas logo em seguida perguntei a mim mesma o porquê de a moradia definitiva depender do verão.


- Como assim? Depender do resultado das férias? – ecoei meus pensamentos, franzindo as sobrancelhas.


- Scorpius está numa fase de teste, eu diria – ela começou a explicar. – Você já sabe que ele foi criado por Astória – minha mãe fez uma pausa dramática quando disse o nome da mulher. Eu a admirava tanto por ter conseguido superar o fato de Draco ter engravidado a Greengrass enquanto dizia amá-la. – que ela não foi uma boa mãe, e que isso se refletiu no comportamento dele durante a escola.


- Err – eu concordei sem concordar.


- Scorpius sempre foi um garoto rebelde e sem idéia das conseqüências de seus atos; ele nunca teve a presença paterna por perto e era como se ele fosse um estranho na casa dos Greengrass. – ela ponderou com a cabeça e eu sabia que ela começaria a defesa. – Acontece que Draco saiu de Azkaban e os dois começaram uma relação fraternal. Você não tem como saber por que não convive com Scorpius há três anos, mas ele realmente está mudado.


Eu inclinei a cabeça, erguendo uma sobrancelha. Tive vontade de rir, mas eu sabia que se eu risse estragaria todo o clima de defesa jurídica que minha mãe havia criado e também que isso seria um incentivo para as lágrimas que jaziam, como em bolsas, nos meus olhos. Permaneci quieta, esperando Hermione se preparar para terminar a frase, porém mantive a descrença dentro de mim. Eu não começaria a desatar todos os contrapontos que eu tinha preparado enquanto ela não terminasse. Eu sabia o quanto ela odiava que seu raciocínio fosse interrompido.


- A presença de Draco pareceu animá-lo a ser um rapaz bondoso, como sempre deveria ter sido. – ponderou com a cabeça novamente, desviando o olhar dos meus olhos descrentes. – Ele voltou a ter pretensões de carreira e estudo e, inclusive está trabalhando durante essas férias. Draco está orgulhoso. – sorriu.


- E? – perguntei, quando ela mordeu o lábio depois de sorrir.


- Ele não tinha para onde ir – admitiu depois de um silêncio em que pesava se me contava aquele fato ou não. Agora eu tinha certeza de que se não me segurasse eu riria, quase sem me importar em quebrar o clima ou de deixar as lágrimas caírem.


- Então ele está aqui, se comportando e sendo um bom rapaz, porque Astória o expulsou de casa? – eu resumi, com um sorriso nos lábios.


- Às vezes, precisamos de um grande choque da vida para acordarmos, Rose. – Hermione começou, apertando minha mão. Percebi que a nota de decepção em sua voz parecia vir principalmente pela minha insensibilidade quanto à situação delicada de Scorpius. Parei de rir imediatamente, de repente lembrando, pela primeira vez durante aquela conversa, que o quarto de Scorpius ficava ao lado do meu. E se as paredes não fossem grossas o suficiente? – O garoto não teve a mesma sorte que você teve!


Fiquei em silêncio enquanto ela respirava fundo.


- Draco está confiando nele, se orgulhando dele – Hermione começou a conclusão de sua defesa. – Eu sei que Scorpius quer manter a confiança e o orgulho de Draco intactos. Foi por isso que ele cozinhou hoje, foi por isso que ele tem se comportado e se esforçando para ser o filho que ele acha que Draco merece. E ele se sente bem fazendo isso, o que é mais importante. Eu – ela fez uma pausa, baixando os olhos para nossas mãos. – espero que você ajude.


- Mãe! – eu tinha a voz esganiçada.


- Rose, por favor – ela pediu, cerrando os olhos por um segundo.


Eu precisei de um minuto antes de conseguir responder. Sentia as lágrimas virem muito fortes e, agora, eu tinha certeza de que não conseguiria segurá-las. Eu estava relutante; sentia que poderia querer ajudar, mas aquelas palavras pareciam apenas verbos e substantivos em uma análise sintática; nada mais do que isso. Respirei fundo antes de responder à Hermione.


- O que você quer que eu faça? – perguntei, exigindo ao máximo de mim mesma para que aquelas lágrimas não caíssem. Minha voz já saíra embargada; eu choraria na próxima frase que dissesse, eu tinha certeza.


- Pare com essa provocação quanto ao passado do garoto na escola – ela começou, com o olhar mais doce que uma mãe podia dar, mas com a intensidade da mais brava delas. – Ele não precisa ser lembrado a todo o momento que foi um completo imbecil – ela pigarreou discretamente depois da palavra. – durante os anos em Hogwarts.


- Mãe – comecei, deixando que, finalmente, algumas lágrimas caíssem. Ela sabia que não era apenas por conta daquela situação que eu chorava. Ela sabia que a união de coisas ficara maior do que as minhas defesas e que eu estava explodindo. – É difícil dizer isso, negar isso. Mas você não sabe o que eu já vi Scorpius fazer. O quanto eu já cuidei das pessoas a quem ele atingiu.


Hermione inclinou a cabeça, mantendo o olhar doce, mas mesmo assim exalando aquele senso de justiça natural de seu ser. Eu queria que ela me abraçasse, mas ela só o faria depois que eu terminasse, eu sabia. Ela queria que eu desse minhas desculpas, minhas negações, olhando nos olhos dela. Mesmo que os meus estivessem borrados pelas lágrimas e eu não conseguisse enxergar nada nitidamente.


– Você sabe qual foi a maior alegria da vida escolar de Lorcan e Lysander Scamander? Scorpius ter se formado. – me referi aos gêmeos, filhos de Luna e Rolf Scamander, vítimas preferidas do bando de Scorpius. Hermione ficou em silêncio. – Me desculpe, mas eu não posso... Eu não consigo – me corrigi. – acreditar que ele tenha mudado assim, tão rápido. Simplesmente, é um conceito que vai demorar algum tempo para mudar. E isso, se mudar.


Hermione ficou mais alguns segundos me olhando antes de mexer um músculo sequer. O abraço que eu esperava que ela me desse veio com a mesma intensidade que eu esperava, talvez um pouco mais. Eu não poderia precisar o tempo em que ficamos abraçadas, mas eu deixei que as lágrimas caíssem com maior vontade e quando percebi, ela me soltara e eu soluçava como uma criança. Soluçava assim como nunca vira Arthur soluçar quando estava muito triste. Minha mãe sorriu, segurando minha mão novamente.


- Eu confio em você, Rose – ela disse, tocando meu rosto com a mão livre. – E sei que quando você menos esperar, ou perceber, vai gostar do Scorpius como se ele fosse um grande amigo seu. – Eu ergui um dos cantos da boca, deixando que meus olhos fossem manchados com aquela descrença de antes. – Apesar de termos ficado sem o convivio uma da outra durante esses anos, eu conheço você melhor do que você mesma. Essa dureza toda – ela beijou minha bochecha – não funciona comigo. Você ainda é minha garotinha.


Hermione me abraçou novamente e eu chorei mais ainda. Chorei tudo que parecia preso em mim; chorei ainda mais do que chorara quando descobrira que a minha tão amada independência conquistada me estava sendo arrancada sem nem aviso e que eu deveria voltar ao ponto de origem. Chorei e solucei tanto que quando dei por mim já estava de manhã e eu acordava ao lado de Hermione no meu colchão. Havíamos dormido ali mesmo, no lençol molhado pelo meu choro nervoso. Ela ainda segurava minha mão.




[1] Base bélica usada por Darth Vader no filme Star Wars.


[2] Do álbum Youth and Young Manhood da banda Kings of Leon.


[3] Do álbum Hook me Up da banda The Veronicas.



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N/A: Esse é um dos capítulos que eu considero mais importantes, porque mostram algumas coisas que antes apenas se especulava. Eu acho a Rose uma pessoa complicada e escrever as coisas pela cabeça dela é tão difícil que às vezes eu acho que faço alguma coisa muito errada, tipo mudanças de idéia muito rápidas ou aparentar coisas que não deveriam aparentar, sei lá. Se alguma coisa assim acontecer, me avisem! Mais uma vez, obrigada pelos comentários e eu sou gulosa! Quero cada vez mais comentários!

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Comentários: 7

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Enviado por Angel_Slytherin em 19/02/2012

Que capitulo mais lindo! Mais cheio de sentimento... eu simplesmente não sei o que dizer! Foi real demais, intenso demais! 
Parabéns!!

Beijos
Angel_S 

Nota: 5

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Enviado por Camila Rosa em 29/08/2011

Nossa amei o desabafo. Ela necessitava disso.

Porque foi acumulando como uma bola de neve  e quando caiu levou tudo que tinha envolta.

Ainda acho suspeito todo esse mau sentimento em relação ao Scorpios.

E Draco foi bem safado em ter Hermione e Astoria na mesma época.

beijos

Nota: 4

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Enviado por Vitória Macmillan. em 03/07/2011

Ela só pode é guardar alguma mágoa de Hermione. Acho que ela tenta ser melhor, e o fato de ela usar o nome e não chamá-la de mãe, contribui muito à isso.

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 21/05/2011

Tipo, entendo o dilema de não querer usar "minha mãe" exaustivamente e, devo confessar, não consigo pensar em uma outra alternativa. O máximo que consigo sugerir seria tentar transmitir carinho ao se referir à Hermione.

Nota: 5

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Enviado por MaryBo em 18/05/2011

Nossa, Felipe, agora que tu falou e eu perguntei para mais uma porção de pessoas, a coisa da Rose se referir à mãe como Hermione torna tudo muito mais impessoal, né? Eu acho que a percepção de mágoa que tu tenha pode vir disso, mas eu garanto que é um erro na narrativa. Eu achei que escrever "minha mãe" para qualquer coisa seria repetitivo demais, então eu coloquei "Hermione" em algumas sentenças. Mas vou tentar mudar isso, porque não é a impressão que eu queria passar.

Nota: 1

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Enviado por Felipe S. em 18/05/2011

O que me deixa mais curioso é o fato da Rose se referir à mãe como Hermione o tempo todo. Me passa uma relação abalada. Não sei explicar, sinto que a Rose tem muitas mágoas, muitas mesmo. 

Scorpius foi um idiota com uma relação difícil com a mãe, isso muda muita coisa. Acho que esse rancor todo que a Rose carrega tem mais coisas por trás do que o desprezo por um simples valentão, parece mágoa por alguma atitude feita, algo como ela já ter se apaixonado por ele e ter sofrido, algo que provocou muita dor, não sei ao certo.

Se você está aparentando algo que não gostaria, não sei, mas estou dizendo as impressões que tenho, espero que ajude. Quanto ao fato de você achar que ela muda de ideia muito rápido, bem, não percebi isso não. Pelo contrário, tenho a sensação de que ela se recusa a mudar de opinião.

Avulso: Essa música da The Veronicas é muito boa. *___*

Nota: 5

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Enviado por pokie. em 18/05/2011

Gostei bastante da conversa entre ela e Hermione, e acho que o que ela disse sobre a dureza toda da Rose não funcionar com ela, foi tão digna de MÃE! Adorei. Foi o ponto para Rose liberar tudo o que sentia. Agora to curiosa para saber como ela irá agir com Scorpius de agora em diante. Esperando mais!! :)

Nota: 5

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