Império Romano
Por Claudomir José Canan e Mira O’Connell
Capítulo Um
A carta de Hogwarts chegara naquela semana, avisando que a escola seria reaberta e que o corpo docente esperava todos os alunos de volta.
Harry Potter, naquele momento, estava na casa dos Weasley’s, segurando sua carta nas mãos, saudoso com relação à escola. Não pudera participar da reconstrução. Bruxos engenheiros haviam sido contratados para reeguer a edificação tal como sempre fora. A professora McGonagall estava acompanhada do professor Flitwick, para ajudar na reparação e administrar tudo. Vários grandes bruxos foram contatados para refazer os complexos feitiços que cercavam a escola, que havia perdido, durante a batalha, inclusive os feitiços que a protegia dos olhos de Trouxas.
Passos atrás de si. Harry virou-se, encarando um belo par de pernas nuas.
Ginny vestia um belo vestido de verão. Ela sentou-se ao lado dele, segurando sua mão e dando-lhe uma beijoca na bochecha. Quando seus lábios iam se tocar, ouvem um grito:
-Cuidado, eihn, Harry. Estou de olho! – Jorge aparece da cozinha, comendo um bolinho. Encostou-se no vão da porta e sorriu, maroto.
-Aposto que você não vê a hora de voltar, eihn? Para poder ficar com minha irmãzinha sem que nós estejamos no pé de vocês...
Harry sorriu, também maroto, e passou um braço ao redor dos ombros da ruiva, que fazia uma cara irritada para o irmão.
-Ora, Jorge, não seja tão ousado. Não vejo a hora de casar com a Gina. Porque aí, nem estando aqui, vocês poderão mexer conosco! - e riu, debochando do cunhado, que saiu de cara feia. Ginny virou-se para ele:
-Casar, é?
-É. Você não quer? – Harry tinha o sorriso de criança que ganha um doce no rosto. Estava feliz demais para que qualquer coisa pudesse atrapalhá-lo.
-Você sabe que sim – ela revirou os olhos.- Só acho que está muito cedo para falarmos sobre isso.
Harry deu de ombros.
-Tudo bem, então. Não tocaremos mais no assunto.
E ficaram sentados no batente da porta, olhando o jardim no final do verão.
Andares acima, Ron e Hermione conversavam animados. Ela segurava mudas de roupas do ruivo, enquanto ele arrumava seu malão calmamente.
-Nem acredito que voltaremos para Hogwarts. É quase um sonho.- ele dobrou mais blusas, sentando ao lado da garota depois. Ela lhe sorriu.
-Então... o que faremos?
-Bem, acho que não irá atrapalhar tanto, não é? Quero dizer, você também terá que estudar, e não teremos muito tempo para distrações...
-Hermione...
-Sim? –ela estava nervosa. Sabia que ele queria namorar, e ela também queria, mas....
-Prometo que não vou te atrapalhar. Você sabe disso. Mas não quero te perder para a Biblioteca. – Rony segurou a mão dela.- Tem que existir um equilíbrio, Mione.
-Tudo bem. – e lhe deu um selinho. –Mas se você não me deixar estudar, vai fazer meus deveres de casa toda vez que me atrapalhar!
O ruivo riu, e a abraçou.
-Claro, princesa, o que você quiser!
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24 HORAS DEPOIS, Já no Expresso de Hogwarts
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“Todos os Monitores, por favor, apresentem-se ao Vagão Principal para apresentação do relatório. Todos os monitores, por favor, dirijam-se ao Vagão Principal para apresentação do relatório....”
A voz mágica que soou pelo trem alertou os alunos, fazendo-os ficarem assustados. Nos anos anteriores, não havia tal procedimento.
Hermione Granger andava apresada para o primeiro vagão do trem. Estava no último, com seus amigos, e não poderia chegar atrasada.
Passou de um vagão para outro, quando deu de cara com Draco Malfoy saindo de uma das cabinas. Estava todo sujo, e passava a varinha por cima de manchas coloridas, limpando-as com feitiços simples. Ele xingava baixinho quem lhe havia atacado.
Malfoy parou quando percebeu a presença de outro ao seu lado. Olhou para cima, encontrando os olhos castanhos da Grifinória. Fez um muxoxo, respirando pesadamente.
-Passeando, Granger? – o desprezo era evidente, embora não houvesse mais a pose de arrogância que carregava aonde ia.
-Não, Malfoy. Sou Monitora-Chefe este ano. Vou para o vagão principal. Com licença.
Hermione desviou do loiro, e continuou caminhando. Porém, era seguida.
-Então somos dois –ele comentou segundos depois.
-Sei, Malfoy...- Havia desprezo na voz da garota.
-Verdade. Não sou Monitor-Chefe,que nem você, Sabe-tudo-cabeçuda, mas fui nomeado monitor.
Granger respirou fundo. Draco havia sido inocentado das acusações por causa dos depoimentos de Harry, Rony e dela mesma. Mas poderia voltar para cumprir sentença em Azkaban se o Trio desejasse. Mesmo assim, Hermione sabia que não valeria a pena brigar por tão pouco. Afinal, ele não a insultara tanto assim... tinha sido até algo perto de um elogio...
-Então foi por isso que saiu todo sujo de tinta, imagino...
Draco deu um grunido, fazendo mais barulho ao andar
-Pirralhos nojentos... – e falou mais alguma coisa inaldível. Depois disso, caminharam em silêncio até o começo do trem.
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Hogwarts, horas depois, sagão de entrada.
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Draco Malfoy estava com uma cara nada amigável. Zabini estava ao seu lado, porém parecia divertido. McGonagall reservara a Draco a tarefa de guiar os alunos novatos para o Salão Principal, como forma de redimí-lo, por ser seu último ano.
O loiro encontrava-se encostado numa pilastra, vendo os futuros bruxos e bruxas subirem a escadaria principal. Quando o primeiro dos garotos pisou no patamar de Draco, ele se afastou do amigo e foi para mais perto dos primeiranistas. Zabini deu um tapinha das costas de Malfoy, debochando.
-Boa sorte com a cresche, Draco! - e saiu, risonho.
Malfoy gruniu, e virou-se para os pequenos, que se aproximavam ansiosos.
-Muito bem, pirralhos, a noite de hoje irá marcar cada um de vocês como a pior ou a melhor noite de suas vidas. Eu os aconselho a não usar nenhum tipo de magia enquanto não tiverem certeza que poderão executá-la, e nem tentar feitiços com os outros alunos veteranos. Não é permitido duelar nos corredores, mesmo que você esteja falando com um Sangue-ruim nojento ou com um pobretão. –ele parou por um segundo – regra que não é válida para o Campo de Quadribol.
Respirou fundo, se preparando para continuar.
-É claro que se você for um Sangue-puro, não esqueça de atormentar a vida dos Sangu-
-O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, MALFOY?- O grito ecoou pelo Saguão de Entrada.
Draco sorriu, deliciado. Iria mostrar para essa CDF Sangue-ruim quem mandava naquela escola.
-Observem e aprendam.- e piscou para os alunos. Alguns deram risinhos debochados.
-Ora, ora, se não é a Srta. Hermione Granger Perfeita. Nossa mais respeitada e idolatrada Monitora-Chefe...
Hermione franziu o cenho, cruzando os braços no peito.
-Malfoy, o qu-?
-A Sangue- Ruim Sabe-tudo mais irritante que já tive o desprazer de conhecer... – Draco caminhou ao redor de Hermione, que o fuzilava com os olhos.
-A quem eu deveria agradecer por colocar tão insignificante criatura na minha frente? Quero dizer, olhe só pra você – ele acenou com a mão para o corpo de Hermione, e fez uma cara de nojo, aproximando-se até quase encostar o rosto no dela.- Você não é nada.
E afastou-se.
Granger gruniu, tirando a varinha do bolso da capa.
-Cale-se, Malfoy, eu posso colocá-lo de detenção.
-Não ia ajudar a me livrar de você, nem a melhorar seu Sangue, Cabeçuda.
-Malfoy, estou avisando...
-O quê? Vai me azarar? –ele tirou a varinha. – Não faria isso se fosse você. Não tenho medo de você, Granger...
Hermione respirou fundo, e ergueu a varinha, pronta para pronunciar um feitiço que faria o Sonserino se arrepender do que disse, porém foi interrompida pela porta do Grande Salão, que se abria e revelava um turbilhão de pessoas. À frente delas, a Profª McGonagall.
Um vulto vermelho chamou a atenção dos dois alunos, que, ao olharem para cima, viram uma Fênix, sobrevoando todos e indo em rasante direto para eles.
Hermione afastou-se de Draco, baixando a varinha, porém assustada demais para correr. Draco abaixou-se, tentando evitar ser atingido pelas enormes garras da ave. Porém, os dois foram envoltos por labaredas que expandiram e depois desapareceram junto com a Fênix.
Os alunos novatos acharam que era algum tipo de peça, e começaram a gritar vivas e bater palmas, mas os professores e alguns alunos estavam estarrecidos demais. Quando Harry e Rony conseguiram chegar à porta, o profº Flitwick estava analisando a magia que rondava o local, tal como um livro velho e em branco que aparecera exatamente no centro do espaço que houvera entre a Grifinória e o Sonserino. Minerva estava tentando contenter os alunos, colocando-os para dentro do Salão ou mandano-os de volta para suas Salas Comunais.
Harry viu uma mulher magra e de andar sinuoso caminhar até o professor. Os cabelos não lhe eram estranhos, e a pena verde-limão que flutuava ao lado dela, juntamente com um bloquinho de notas lhe traziam memórias de um passado não muito distante.
Foi Rony quem tirou suas dúvidas.
-Professora, o que Rita Skeeter está fazendo aqui?
-Ah, sr. Weasley, a srta. Skeeter veio fazer uma matéria sobre a re-inauguração da escola. Nós não esperávamos que Fawkes aparecesse depois de tanto tempo da morte de Dumbledore. E ainda desaparecer com dois alunos, sem explicação...
Ela começou a falar sozinha, empurrando um ou outro aluno curioso que ainda ficava para trás. Depois voltou-se para os dois grifinórios.
-Vão para seu Salão Comunal. Não há nada que possam fazer aqui.
-Mas a Hermione está com o Malfoy em algum lugar e...
-Sim, sr.Weasley, eu sei. Mas tenho certeza que Fawkes não faria isso por mal ou com intuito de causar problemas...
-É SÓ UM PÁSSARO!! Como ela poderia saber??
McGonagall olhou irritada para Rony.
-O senhor tem que confiar, Weasley. Não há nada que possamos fazer agora. Vou convocar um esquadrão do Departamento de Misterios, mas não sei quando se resolverá. As Fênix são criaturas muito poderosas. Ela só será encontrada quando quiser. E só nos deixará encontrá-los quando quiser, também. Por isso, simplesmente esqueça.
Minerva deu as costas e foi em direção à Skeeter e Flitwick. Deixando os amigos irritados e ofendidos.
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Algum lugar da europa ocidental. Dois mil e trezentos anos atrás.
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A labareda surgiu, espalhando uma luz alaranjada pela clareira, sem, no entanto, danificar nenhum animal ou planta ali presente.
Draco e Hermione caíram do vórtice, muito próximos um do outro.
O impacto expulsou o ar de seus pulmões, fazendo-os asfixiar por algum tempo. Draco foi o primeiro a recuperar a respiração, e sentou-se. Olhou ao redor e não gostou nada do que viu.
-Ahn, Granger?
-O quê? –ela rosnou, ainda respirando com dificuldade.
-É bom que você saiba falar alguma lingua antiga...
-Por quê, Malf-?
-Porque nós estamos seriamente encrencados.
Dizendo isso, Hermione levantou-se para se ver cercada de homens enormes, pálidos, com cabelos louros, ruivos e olhos claros. Vestes rasgadas e feitas de pele. Eles olhavam ameaçadoramente para os dois adolescentes.
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N.C.A.: Bem, é isso. Primeiro capítulo aqui. Espero que tenham gostado. Ele foi um puco meloso, é verdade, mas garanto que os outros não vão ser assim! (:
Deixem comentários com críticas ou sugestões. E Sejam bem vindos!
Mira O'Connell.
31.07.2011