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4. Primeiro Dia de Aulas


Fic: Era para ter sido apenas um jogo. Aviso on.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Oiii... olha só o 4º cap. aew!! Eu demorei pra postar, é verdade, mas se bem que eu nem tive tantas razões para postar de imediato, até agora eu só tenho 3 recados. =(
Mas que triste... ** ... como vcs tem coragem de fazer isso comigo? Snif, Snif... comentem, por favor!!!!!!!!
Esse cap. tá meio grande, eu confesso, mas eu tentei pôs o máximo de diálogos que eu consegui, pra que não ficasse muito cansativo!!

QUERO COMENTÁRIOS... PLIX... QUERO COMENTÁRIOS!!!!
BJU GENTE!!

oOoOoOoOoOoO


O dia não tardou a amanhecer, e estava bastante agradável, finos e delicados flocos de neve caiam pelos jardins da escola, mas o sol insistia em raiar majestoso ao horizonte, o que de forma alguma diminuia o frio dentro do castelo.
Hermione despertara, ainda muito sonolenta. Sentou-se na cama e soltou um longo bocejo. Olhou para os lados e havia notado que o dormitório estava simplesmente vazio, completamente despovoado. Não entendeu, estava sonolenta e seu raciocínio caminhava bastante lento. Ergueu sua cabeça para o alto da parede atrás de si e ao fitar o relógio bruxo de parede, teve um colapso de nervosismo.
Não podia acreditar que estava atrasada, não podia acreditar que havia acordado tão tarde. Como suas colegas de quarto poderiam tê-la deixado dormir tanto, como Gina poderia ter feito isso com a amiga, embora Hermione estivesse extremamente zangada com a ruiva e não tinha idéia de como faria para fitá-la aquela manhã e o que diria a Harry quando este tivesse conhecimento de que Hermione já sabia tudo a respeito do namoro e de todas as aventuras na Toca.
Sabia que já havia perdido boa parte do café da manhã e se não se apressasse o perderia por completo, e isto não seria nada agradável, já que aquela manhã seria bastante conturbada, teria as piores aulas do dia e as piores que poderia ter.
Tomou um banho bem rápido e vestiu seu uniforme de qualquer jeito, pondo a capa e agarrando seu material que estava em uma poltrona bem próxima da porta.
Seguiu para a sala comunal e se deparou novamente com um ambiente completamente despovoado, o que só a deixou cada vez mais estressada, por ter sido esquecida naquela torre, enquanto todos os seus amigos se divertiam em seu primeiro café da manhã em Hogwarts.
Caminhava apressada pelos corredores, guardando com grosseria seus livros dentro da bolsa que carregava em um dos ombros, lamentando ter acordado tão tarde e não ter tido tanto tempo para fazer isto com calma. Tinha a ligeira impressão de que havia esquecido algo naquela torre, talvez fosse algum livro, o que a deixou bastante desorientada, era quase inaceitável para ela assistir uma aula sem seus livros. Resolveu esquecer e se concentrar no caminho. Passara tanto tempo longe de Hogwarts que chegava a temer não saber mais o caminho de sua casa até o luxuoso Salão Principal.
Seus cabelos batiam de leve em seu rosto, conforme a brisa gélida, que adentrava pelas janelas próximas, batia em seu rosto. Tentava guardar um livro grosso e pesado dentro de sua bolsa, tinha dificuldades para fazer isso, foi quando sentiu seu corpo encostar em algo, num grande impacto, fazendo com que seu livro caísse no chão e com que ficasse levemente atordoada.

- Olhe por onde anda, sangue-ruim.

Hermione cerrou os olhos por alguns segundos, segurava a bolsa nos ombros e respirava ofegante, por toda aquela sua pressa. Ouviu aquela voz aguda e irritante, não quis acreditar que havia cruzado justo com aquelas pessoas, quando estava atrasada para um fim de café da manhã. Ouviu uma risada cínica bem atrás de si, e reconheceu imediantamente, podia sentir a respiração do loiro bem atrás de sua nuca. Tirou alguns fios de cabelo da face, e resolveu encará-os.

- Peça desculpas, sangue-ruim... – aquela voz irritante, que tanto lhe causava náuseas.

Hermione se manteve em silêncio, encarando aquela que tanto odiava. Pansy trazia na face um sorriso no canto de seu lábio, e podia ver que ela estava se divertindo com aquela situação. Sentiu seus nervos à flor da pele. Aquele, definitivamente, não estava sendo um bom dia. Havia acordado tarde, sozinha em sua torre da Grifinória, faminta e atrasada para o café da manhã. Estava detestando aquela manhã, simplesmente porque tudo estava dando errado, e porque não suportaria ter de aturar um bando de sonserinos que se divertiam com sua ira.

- Eh, peça desculpas a ela, Granger.
- Faça o que Draco disse, sangue-ruim... ou vai ter que aprender bons modos à força. – Pansy era realmente irritante, seus cabelos negros e longos caim sobre um de seus ombros e esbanjava uma tremenda antipatia.

Hermione escutou, ao longe, uma risada que ela não conhecia, uma risada grave e sarcástica. Procurou por um isntante o dono dela, mas se deteve a fitar a sonserina a sua frente, que parecia cada vez mais se divertir com aquilo tudo. Molhou a garganta e criou coragem.

- Eu não preciso pedir desculpas a alguém que não me respeita.
- Ohh... que feio, Granger, vai mesmo agir tão mau educadamente? – Draco fazia expressões engraçadas, tinha no canto dos lábios um certo sorriso, estava bem atrás da castanha, a poucos centimetros de sua nuca.
- Ah, Draquinho, isso não é novidade para nós, é? – Pansy fitava ao seu redor, foi então que Hermione se deu conta das pessoas que estavam ali. – Muito típico de uma sangue-ruim.

Hermione pôde escutar, novamente, aquela mesma risada arrogante, e agora conseguia fitar o seu dono. Era um rapaz alto, pele não tão clara e olhos profundos. Gargalhava como se tudo que Pansy dissesse realmente tivesse alguma graça. Crabbe e Goyle sorriam, ao lado da sonserina, estavam de braços cruzados e pareciam a postos para defendê-la caso Hermione quisesse agredi-la, o que naquele momento não parecia ser uma má idéia.

- A minha educação depende da sua, Parkinson. – Hermione manteve-se autoritária. – Agora saia da minha frente que estou atrasada.
- Ah, então é assim? – Pansy se aproximou mais da moça, a encarando de perto. – Então vamos nos tratar de igual para igual? Muito interessante... vou adorar ofende-la a todo o instante, e eu sei que você não tem muito talento para ofensas, sangue- ruim.
- Acha mesmo? – Hermione agora se permitiu esboçar um sorriso no canto dos lábios. – Você não espera pra ver, Parkinson.
- Oh, que ‘meda’. – fez um gesto divertido com as mãos, com uma expressão falsa de susto e soltou uma leve gargalhada, o que Draco desprezou naquele momento. – Suma da nossa frente, sangue-ruim, não queremos nos contaminar com a sua presença.
- Suma você da minha frente, sua vaca. Sua presença é desprezível. – Hermione pronunciara ríspida, trazia ódio na face.
- Ei, vaca não, sabe-tudo. Trate de me respeitar ou eu...
- Vamos embora. – Draco puxara Pansy pelo braço, com uma certa grosseria, entediado com aquilo tudo. – Não precisamos perder nosso tempo com pessoas inúteis.

Draco lançara um olhar arrasador para Hermione, que lhe dirigira muitos outros olhares de ódio, o que deixou o loiro extremamente contente, pois tudo o que queria era faze-la irritar-se.
Hermione abaixou-se com cuidado, para pegar seu livro, ainda muito furiosa, quando uma mão foi de encontro ao seu livro antes que ela mesma pudesse fazer isso.

- Eu lhe ajudo.

Hermione pôde notar que era o mesmo rapaz que soltava as tão irritantes e arrogantes gargalhadas, sempre que Pansy a ofendia. Reparou no rapaz por um instante, fitando-o com cautela, ainda com muito ódio na face. Era um rapaz muito elegante, tinha os cabelos negros e bastante bagunçados, de certa forma, isto a fazia lembrar-se de Harry, e aquela lembrança lhe causara uma onda de fúria naquele momento. Estava atormentada com todos os recentes acontecimentos: a traição de Harry e toda a inocência de Gina, e ainda a cara de pau de Harry de não lhe dar explicações. Retornou a analisar o sonserino a sua frente, agora muito mais atenta e muito mais inexpressiva. O rapaz tinha um olhar profundo, olhos negros e intensos, fitando-a por um breve instante. Vestia suas vestes sonserinas e trazia em seu ombro esquerdo sua bolsa, onde segurava com o mesmo braço a alça da mesma.
Hermione não pensou duas vezes, deixou de fita-lo e retirou o livro das mãos do moreno com uma grande grosseria, voltando a fitar o loiro que agora a observava com uma expressão indecifrável.

- Foi um grande desprazer encontrá-los aqui. – e dirigiu um olhar de desprezo a Pany.
- Pois foi um prazer irritá-la, Granger. – Draco lhe fitara com um pequeno sorriso em seus lábios.

Hermione dirigira um último olhar a todos eles e seguira novamente o seu caminho até o Salão. Agora carregava o livro nas mãos e já caminhava mais lentamente. Tomaria mais cuidado dali em diante para não cruzar com pessoas mais indesejáveis e não se irritar mais do que já estava. Seu dia estava sendo uma droga, e cruzar com todos aqueles sonserinos logo pela manhã não havia sido um aboa idéia, porque agora estava realmente com o seu humor em baixa.

- Se pretende ir para o Salão, sentimos muito, Granger, vai ter que passar fome esta manhã.

Hermione não parara seu caminho, nem sequer os fitara, continuara seu percurso, sem dar atenção às palavras de Draco, irritada, tentando controlar sua ira para não pular no pescoço daqueles indesejáveis e asquerosos sonserinos. Pôde ouvir uma onda de risadas vindo deles. A de Draco se expandia pelo ambiante, uma risada vitoriosa, que ela conhecia bem, e aquela risada arrogante que agora lhe deixara muito mais aborrecida do que já estava, seguida pela risada aguda e irritante da vaca da Pansy.
Seguiu seu percurso em silêncio, remoendo em sua mente as recordações daquela discussão matinal, odiando-os mais do que tudo. Odiando-os por terem feito-a se estressar mais do que já estava naquela manhã, por terem a humilhada da forma como o fizeram, e por terem a atrasado mais do que a moça já estava atrasada. Se aproximou da porta que dava acesso ao Salão, quando esta se abriu bruscamente e alguns jovens saíram por ela.

- Hermione, está atrasada. – Rony se aproximava da castanha, carregava um pedaço de torda em uma das mãos, que em segundos foi arremessada com grosseria para dentro de sua boca.
- Sério, Rony? – Hermione o fitara, irritada. – Você me surpreende às vezes.
- Hum... mas que mau-humor, Mione. – Gina se aproximou dela.
- Não estou de mau-humor, Gina, só não estou a fim de aturá-los. – impaciente, depositou o livro direto em sua bolsa. – Como pôde me deixar dormir até tarde, sabia que eu teria aula esta manhã.
- Desculpe, Mione, achei que tivesse programado seu despertador para acordá-la a tempo.
- Ah, esquece, Gina... – cada vez mais impaciente, agredia-os sem necessidade. – Esqueçam todos vocês, a última coisa que quero é perder meu tempo com asneiras.
- Não fale assim da gente, Hermione. – Rony termira de pôr o seu último pedaço de torta na boca.
- Desculpe, Rony, o problema não é com você. – Hermione fitara de leve o rapaz elegante a sua frente, Harry parecia desconfortável com o comentário da castanha.
- O que quer dizer com isso, Mione? – Gina estava curiosa, e parecia raivosa.

Hermione a observou por um tempo, fazia com que seu ódio transparecesse por sua face e seus olhos com uma grande facilidade. Entortou o pescoço para o lado e por cima dos ombros de Rony tentou fitar o Salão, quando se deparou com uma sala deserta, as mesas ligeiramente vazias e uma grande quantida de elfos fazendo a limpeza.

- Que droga, estou com fome. – Hermione tentara se esquisar da pergunta da ruiva.
- Podemos arranjar alguma coisa pra você lá dentro, ainda dá tempo. – Harry apontara para o salão.
- Não adianta. – Hermione balançara a cabeça em tom negativo.
- Pode tentar a cozinha. Acredito que tenham coisas lá e nenhum elfo para te expulsar de lá.
- Boa idéia, Rony. – Hermione sorrira ligeiramente contente por saber que teria uma chance de se alimentar. – Podem ir indo na minha frente, me encontro com vocês daqui alguns minutos.

Hermione nem ao menos se despediu dos amigos e seguiu direto para a cozinha. Sabia que existia uma passagem secreta, em um andar próximo dali, uma passagem que dava acesso à cozinha de Hogwarts. Uma vez soubera dela por Fred e Jorge, e sua barrigada agora roncava cada vez mais forte, mas sabia que era de felicidade por saber que mataria sua fome antes daquelas primeiras aulas de ano letivo.
Não havia demorado muito, e já seguia para a sua primeira aula. Era Transfiguração e não estava muito contente por isso, embora tivesse uma grande facilidade nesta disciplina, mas adoraria que fosse uma aula mais interessante logo pela manhã. Seu humor pareceu ter melhorado depois que pôde desfrutar de uma quantidade razoáel de grandes guloseimas de café da manhã. Rony estava certo, havia muita comida na cozinha de Hogwarts e simplesmente nenhum elfo por perto.
Caminhava apressada pelos corredores, mas observava bem tudo a sua frente, a última coisa que queria era ter que esbarrar com todos aqueles desprezíveis sonserinos novamente. Quando cruzou um corredor próximo à sala de Transfiguração, deu de encontro com Harry, que esbarrara nela de leve, sorrindo e pedindo desculpas por isso.

- Tudo bem, Harry.
- Conseguiu matar a sua fome?
- Ah, sim... – sentiu-se contente por isso. – O que fazia ai?

Fitou com ligeira rapidez o corredor de onde Harry saira e procurou por algo ou alguém. Espremeu os olhos e, ao fundo, viu uma mancha vermelha sumindo de sua vista. Sentiu uma grande pontada em seu peito, seu coração acelerou e sentiu novamente todo aquele desconforto em seu estômago.

- Estava... conversando com uma pessoa. – respondera rápido, sem encará-la.
- Ah, sei... – Hermione tentou também não fita-lo.
- Sabe?
- Hã? – o encarava agora, bastante atordoada. – Você acabou de dizer... que estava conversando... com uma pessoa.
- Sim, eu disse...
- Então...

Harry soltou uma leve gargalhada e voltou a fita-la. Hermione estava ainda inexpressiva e bastante aborrecida. Seu humor, que a tão pouco tempo parecia ter voltado ao normal, agora estava novamente o pior que poderia estar. Pensou por algum momento: se tivesse saído mais cedo da cozinha ou se simplesmente tivesse apressado mais seus passos em direção à sala de aula, poderia ter chegado a tempo de presenciá-los juntos, Harry e amiga ruiva que lhe roubara o grande amor de sua vida, sem nem mesmo ter noção do que o havia feito. Caso chegasse mais cedo, talvez pudesse pular no pescoço daquela ruiva maldita que a havia traído, ou simplesmente deixa-la de lado e pular no pescoço daquele idiota que a fez criar esperanças de um amor falso. Poderia fazer um grande barraco e contar a Hogwarts que Harry era um grande traidor, mas pensou que pudessem fazer piada de sua situação e, portanto, se permitiu se contentar com aquilo. Era melhor que não tivesse presenciado nada, o ódio que iria corroê-la naquele momento certamente seria muito maior e faria mais estragos do que esse que estava dominando-a agora.

- A gente nem conversou direito, depois que retornamos à escola, não é mesmo?
- Verdade... – Hermione apenas concordara.
- Podemos conversar?
- Agora?
- Não... claro que não. – Harry sorrira, a fitando com uma expressão doce.
- Tudo bem... eu tenho mesmo que conversar com você. – Hermione o fitava com um certo ódio transparecendo em seus olhos.
- Nós temos muito o que conversar... – Harry parecia ter perdido todo o bom humor, e estava agora cabisbaixo.
- Vamos pra sala... – Hermione tomou iniciativa e se pôs a caminhar pelos restantes de corredores a sua frente.

Já estavam bastante atrasados, Hermione até contava com a idéia de chegar e já encontrar sua professora em sala, mas por sorte não estavam muito longe de sua classe. Seguiram ambos em silêncio, Harry se permitia, às vezes, em momentos em que Hermione parecia distraída, observa-la por um breve espaço de tempo, parecia ter algo entalado em sua garganta, estava sendo dominado por uma onda intensa de vontade de abrir todo o jogo a Hermione.
Ao chegarem à classe, para alívio de ambos, McGonagall ainda não havia chegado, e os alunos ainda se encontravam fora da sala. Muitos formavam rodas de amigos e discutiam animadamente uns com os outros.

- Ali! – Harry apontara para a grande porta que dava acesso a sala. – Rony, Neville e Simas.
- Ótimo... – respondeu entendiada, a última coisa que queria era papo com outras pessoas.

Caminharam em direção às portas e passando pelos alunos, Hermione notara a presença dos indesejáveis sonserinos. Estavam todos reunidos, em um grupo de cinco pessoas. Pôde ver Pansy, aquela que mais detestava, de papo com o rapaz das gargalhadas arrogantes, pareciam entretidos no que conversavam, podia vê-lo jogar olhares sedutores para Pansy e a mesma retribuindo com sorrisos melosos e atrevidos. Sentiu-se mal naquele instante, por aquela cena deplorável. Ao lado dos dois, Crabbe e Goyle soltando gargalhadas e discutindo aparentemente besteiras. Draco estava encostado na parede, entre seus dois capangas, tinha uma das pernas dobrada e apoiada sobre a parede. Gargalhava quase tanto quando os dois amigos, e Hermione se atreveu a fitá-lo por um tempo maior do que em relação aos outros. Draco tinha um belo sorriso, definitivamente, era um sorriso atraente e sedutor, simples e ao mesmo tempo com aquele seu ar arrogante.
Ao passarem por eles, Harry apressou seu paço e desviou seus olhos para o lado oposto em que os sonserinos estavam, o que definitivamente não desejaria era arranjar encrencas com aqueles estúpidos. Mas Hermione se atrevera encará-los, no exato momento em que passara ao lado deles. Jogou um olhar penetrante a Draco, transparecendo por ele todo o ódio e repulsa que sentia pelo sonserino.
Draco retornou os seus olhares, muito mais penetrantes e odiosos. Esboçou no canto de seus lábios um leve sorriso maroto, fazendo com que Hermione se corroe-se de raiva, e para sua infelicidade, fez com que ele percebesse isso, quando desviou seus olhos para o seu caminho e soltou um leve suspiro, agarrando com força a sua bolsa caída em seu ombro,

- E aí, Mione, a minha idéia foi boa?
- Muito, Rony. Valeu por ter me lembrado daquilo, eu estaria até agora morrendo de fome se não fosse por você. – soltou um sorriso em agradecimento.
- Ótimo.
- Sobre o que estavam falando? – Harry se encostara na porta, próximo a Rony.
- Ah, porque não pergunta a esse idiota do Simas? – Rony desviara seu olhar dos jovens.
- Por quê? – Hermione não entendia, estava séria.
- Rony é mesmo um poço de ciúmes, não é? – Simas soltara uma risada, o que deixou Rony de orelhas vermelhas.
- Eu só estou defendo-a de cretinos e safados como você.
- Ei, Rony, vai com calma com as ofensas, foi só um comentário que eu fiz. – Simas se distanciara de Rony, já que este parecia agora bem mais próximo dele.
- Eh, mas foi um comentário maldoso.
- Que comentário? – Harry estava curioso.
- Por que não repete, Simas, não tem mais coragem? – Rony já estava vermelho de raiva. – Depois que eu disse que foi uma ousadia sua e uma safadeza da sua parte, o que aconteceu? Ficou com medo deles também resolverem defendê-la?
- Ah, Rony, fala sério. – Simas estava impaciente, ainda sorrindo. – Você leva tudo ao pé da letra. Sabe, Harry, foi só um elogio, e ele encarou como se eu estivesse interessado.
- Vai me dizer que não está? - as orelhas de Rony estavam vermelhas. – Se não estivesse não teria dito aquilo.
- Interessado em quem, Simas? – Harry sorria, divertido com a discução, dando uma palmada de leve nas costas de Simas.
- Não atiça que o Rony tá quase pra cometer assassinato. – Simas sussurra para Harry, mas Hermione havia ouvido e se permitiu dar uma pequena gargalhada. Pensou que talvez seu mau-humor tivesse passado, esperava que fosse isso.
- Você vai ver só, Simas... você vai ver do que sou capaz se eu souber de algo. – Rony lhe apontara um dedo no rosto de Simas, que ficou levemente corado.
- Por que não compartilha com a gente, Simas. – Harry sorria, divertido com a cena de um Rony enfurecido e um Simas amedrontado com a fúria de Rony.
- Sinceramente, Harry, você que passa mais tempo com ele, faça esse cabeça de vento entender que foi só um comentário. E por favor, diga que concorda comigo, porque sei que homem e já deve ter notado, né, Harry?! – Simas lhe jogara um olhar maroto. Harry não entendera mas continuava a rir da situação.
- De quem estão falando, Simas? – Hermione deixava de rir do momento e já estava curiosa, começou a olhar para os lados, a procura de alguém que pudesse ser o tema daquela discussão, mas ainda não entendia a fúria do ruivo.
- Ah, Hermione... eu só disse... – Simas deixara escapar um riso, vendo Rony se enfurecer – Eu só disse que a Gina é mó gostosa. – Simas pronunciara e afastara-se do ruivo, uma distância razoável para que Rony não partice para cima dele.
- Calma, Rony. – Harry segurara Rony pelo braço, impedindo que ele fosse na direção de Simas.

Hermione estava sentindo-se desconfortável naquele momento, fitava distante o piso sob seus pés, mantendo os olhares distantes dos rapazes. Harry estava corado, toda a animação de antes agora se resumia em silêncio e olhares atordoados. O sorriso que mantinha no rosto segundos atrás, agora já não havia mais em sua face, e Hermione sentiu uma pontada de felicidade ao vê-lo desajeitado com a situação. Quando soubera tudo a respeito dos dois, pela própria ruiva, só pensara no ódio que estava sentindo de ambos, e ainda sentia esse mesmo ódio. Harry era um grande cara-de-pau por ter feito isso com ela, e ela não pretendia perdoá-lo tão cedo por isso.

- Ei, Harry, faça esse Rony entender a preciosidade que ele tem na família. Diga, Harry, você não concorda comigo? – Simas ainda estava distante, e ria.

Harry segurava Rony com força, tentando mantê-lo longe de Simas.

- Patético... – Hermione se pronunciara, olhando para Simas. – Isso não é um comentário adequado para se fazer diante do irmão da pessoa de quem você está comentando. Você não saca essas coisas, Simas?
- Ah, Mione, não vem com essa, tá certo? – Simas pareceu bravo com a moça. – Eu não disse nenhuma mentira, ele deveria se sentir contente por saber que alguém olha pra irmã dele.
- Você fala da Gina como se ela fosse qualquer uma. – Rony estava furioso, Harry ainda o segurava e ainda mantinha os olhares distantes. – Ela não é qualquer uma Simas.
- As pessoas crescem, Rony... – Simas se aproximava, sorridente. – Você tem que entender isso, Rony: as pessoas crescem, as crianças crescem e se tornam belas moças... de pernas bem torneadas, seios fartos, quadris bem definidos... Ahhh... e aquelas sardas no rosto... e aquelas no pescoço?! O que é isso, Rony, definitivamente, sua irmã cresceu maravilhosamente bem.

E Simas esboçou um sorrido maroto nos lábios, fazendo gestos com os olhos como se estivesse delirando de desejos pela ruiva, e fazia gestos com as mãos demonstrando as formas de seu corpo.
Harry não pôde aguentar os comentários do amigo e partiu pra cima do mesmo. Simas se assustou com a atitude e pareceu tremer diante da fúria de Harry. Harry foi rápido e agarrou-lhe pelo colarinho, o imprensando na porta que dava acesso a sala. Estava exaltado mas por sorte não gritava, apenas sussurrava as suas palavras enquanto Rony observava e agradecia Harry mentalmente por ter tomado uma atitude. Hermione estava assustada com a discusão, mas ficara aliviada quando vira que Harry estava agindo pacífico com Simas, embora tentasse sufocá-lo.

- Não ouse falar assim da Gina, Simas. – Harry o comprimia contra a porta. – Você passou dos limites, cara, não tem o direito de se referir a ela dessa forma.
- Ei, Harry, vai me machucar desse jeito.
- Eu deveria, pra você aprender a não tratar as pessoas dessa forma, como se Gina fosse qualquer uma. – Harry estava furioso, mas pronunciava suas palavras o mais baixo que podia, para que não provocasse uma confusão.
- Eu só fiz um comentário, cara, não precisava ficar todo nervosinho por causa disso.
- A questão, Simas, é que você não tem noção das coisas que diz. Você ofende a Gina desse jeito, ela não é uma qualquer que mereça seus contornos sendo descritos de forma tão canalha por um idiota como você. Eu exijo que você respeite a Gina, ela não é um objeto para ser observada e comentada desse jeito, tá entendendo?

Hermione estava furiosa pela atitude de Harry, sabia que ele estava defendendo a ruiva não em consideração a Rony ou por serem amigos, sabia exatamente porque Harry estava fazendo aquilo. E essa certeza a deixava cada vez mais mau humorada. Por sorte, os jovens pareciam mais entretidos em suas conversas e aventuras do que naquela pequena discussão que se iniciava bem ao seu lado. Fitou todos a sua volta e deu graças por aquilo não chamar a atenção dos outros.
Hermione se corroia de raiva, seu mau-humor parecia ter voltado e ela se detestava por deixar que isso acontecesse consigo. Pôs-se a fitar os alunos a sua frente, dando fim aqueles sussuros de Harry defendendo Gina até sua última gota de suor. Era deprimente para ela saber que havia sido trocada pela sua melhor amiga, e não queria pensar naquilo naquele momento. Sentiu seus olhos embaçarem, mas tentou se esquivar daquelas idéias e lembranças.
Fitando atenta os alunos a sua frente, não pôde deixar de fitá-los: os malditos sonserinos de que tanto odiava.
Hermione procurou, impaciente, pela silhueta do loiro que tanto a irritava, estava um pouco distante de onde ela estava, era incrível a quantidade de alunos ali fora, esperando pela chegada da professora. Sonserinos e Grifinórios, cada vez mais impacientes por aquela espera. McGonagall parecia extremamente atrasada, mas deu graças a Merlin por isso, não queria que a professora surgisse e presenciasse aquele discusão bem atrás de si.
O achou, finalmente. Pressionou os olhos de leve, com uma ponta de ódio, direcionou seus olhares para ele, e se corroeu de ódio mais do que nunca quando viu Pansy bem a sua frente, com aquele sorriso fingido no rosto e aqueles olhares sedutores para cima do loiro. Hermione tinha absoluta certeza de que ela fazia isso para enfeitiçá-lo, para atiçá-lo, e era incrivel como ela sempre conseguia. Hermione se perguntava, seria Pansy atirada demais, ou Draco fácil de mais? Não sabia ao certo, mas preferiu acreditar que fossem os dois ao mesmo tempo.
Draco entrelaçava um de seus braços na cintura fina da morena, comprimindo-a em seu corpo, “um contato sensual”, Hermione analisara. Draco sorria para a morena, aquele sorriso sarcástico que tanto ela detestava, e Pansy retribuia, com sorrisos de ponta a ponta. Avivou sua audição, definitivamente deixando de ouvir os sussuros de Harry e Simas bem atrás de si e se pôs a oberservar os sonserinos.

- E como foram suas férias de verão, Draquinho?
- Não vamos falar sobre isso, certo?! – Draco se adiantara até a face da morena, mas Pansy desviara seu rosto.
- Por que não? Só porque estivemos distantes? – soltara um sorriso sarcástico, que Draco retribuira irônico.
- Sem sombras de dúvidas.
- Certo, você nunca é sincero, né? – Pansy paecia ter se enfurecido, tentou se esquivar dos braços do loiro, mas ele não deixou. – Você nunca diz nada que me faça ficar contente.

Pansy tentara se afastar, dele, mas ele a prendera fortemente contra seu corpo. Com a mão livre acariciou-lhe os cabelos, fitando-a nos olhos, um olhar profundo, penetrante. Fitava seus lábios em certos momentos, mas não tentara beijá-la porque sabia que Pansy se esquivaria, era uma sonserina de gênio forte, teria de lidar com isso.

- Você quer que eu minta dizendo coisas que te façam ficar contente?
- Pode ser. – alisara os cabelos do loiro. – Eu teria esperanças de que as suas mentiras algum dia se tornassem verdades. Sabe, essas coisas acontecem, às vezes.
- Não, Pansy... – Draco apertara sua cintura. – Se você insistir nisso, eu te largo... você sabe...
- Fala como se nem se importasse com o que eu sinto.

Hermione sentiu uma pontada de felicidade quando viu que Draco a tratava com frieza, esnobando os sentimentos da sonserina. Seu humor pareceu melhorar quando viu que ela estava sendo humilhada por ele, porque sabia que ela não passava de um brinquedinho para Draco, um brinquedinho que ele poderia deixar de achar graça a qualquer momento, e jogá-lo fora, ou simplesmente doá-lo a qualquer outro que achasse graça nele.

- Eu não me importo... – Draco fora ríspido. – Sabe que eu não me importo com sentimentos. Não venha me cobrar aquilo que você já sabia que não poderia ter de mim desde o início, mais do que qualquer pessoa, você já deveria saber disso, Pansy.

Draco tentara se esquivar da moça, mas ela o segurara com força pela nuca, uma de suas mãos acariando as costas do loiro. Hermione sentiu náuseuas daquela cena, era desprezível vê-los juntos, um casal que ela detestava. Pansy não mediu esforços e o beijou com vontade, sendo correspondida calorosamente pelo loiro. Virou-se para trás, de leve, e viu que a discussão entre Harry e Simas ainda continuava. Pensou em um momento em dar um fim naquilo, já estava farta daquela ceninha de ciúmes da parte de Harry. Tudo o que sedejava era que tudo não passasse de um pesadelo, de que tudo não passasse de uma ilusão. Queria acreditar que aquilo não estava acontecendo com ela, queria acreditar que Harry ainda a amava, ainda a desejava e que Gina ainda era a sua bobinha e ingênua melhor amiga, aquela com quem podia dividir seus segros, e poderia ignorar sempre que quisesse as confissões amorosas de Gina a respeito de seus sentimentos por Harry. Muitas vezes, crente de que seu relacionamento com Harry não passaria de uma simples aventura, se viu aconselhando Gina a esquecê-lo, perder suas esperanças em relação a ele, em relação àquele sentimento. Sentia-se mal por isso, e muito mais agora, porque via que não estava arrependida por ter feito isso com a amiga ruiva, embora todo esse seu trabalho não tenha surtido efeito algum.

- Não acredito que você tem coragem de beijar essa coisa, Pansy.
- Cala a boca, Alan. – Pansy interrompera o beijo e respondera ríspido ao moreno.

Hermione ouviu, mais alto do que nunca, aquela risada arrogante que agora detestava ouvir. Pansy estava enfurecida e Draco muito mais irritado com o rapaz.

- Fica na sua cara. – Draco ainda a segurava pela cintura, e com a mão livre entrelaçava seus dedos nos cabelos negros e longos da sonserina. – Se contente, inveja mata, sabia?
- Ahh... claro. – Alan fez pouco caso do que Draco dissera. – Acha mesmo que eu tenho inveja? Acha mesmo que eu queira uma Pansy quando eu posso ter um mar de moças belas, atraentes, sedutoras e... – aproximou-se do casal e com um sorriso malicioso pronunciou de forma baixa, mas Hermione pôde escutá-lo. – ... e virgens. Pansy não preenche todos esses requisitos, não é mesmo?

Alan soltou sua risada arrogante e foi seguido pelas risadas altas de Crabbe e Goyle, enquanto estes se juntavam aos outros para também tirarem sarro daquela situação. Hermione estampou um leve sorriso em seus lábios, viu que Pansy ficara furiosa com o comentário e fitara perigosamente o rapaz sonserino ao seu lado, como se estivesse planejando algo de ameçador em sua mente. Draco sorria com o comentário do amigo, discreto, mas ainda sorria daquela situação.

- Você é um estúpido, Alan. – empurrara o sonserino com uma força que não fora o suficiente para movê-lo mais do que dois passos para trás. – Eu deveria fazê-lo engolir todas essas suas palavras arrogantes, mas eu creio que possa me vingar em um outro momento mais oportuno. Você deve estar realmente tirando sarro com a minha cara, ou é realmente muito ingênuo. Mesmo que exista nesta escola alguma moça mais bela, atraente e sedutora do que eu, e misteriosamente alguma que tenha todas essas qualidades e ainda seja virgem, ela jamais daria a mínima pra você, seu imbecil, porque você é patético.

Alan sorrira com a fúria da sonserina e Draco pareceu se irritar com a ousadia do amigo em ofender a garota da forma como estava fazendo. Ficou sério por um momento e tentou fazê-lo calar-se, o que Alan simplesmente nõa fez, porque não obedeceria ao Malfoy, mesmo que fossem amigos e mais próximos do que sempre foram.

- Pare de ofendê-la, Alan. Ou eu mesmo vou fazê-lo engulir as suas palavras, escreva o que estou te dizendo.
- Ah, e vai defender essa coisinha, agora?
- “coisinha”? Como ousa se referir a mim dessa forma?
- AH, Pany, se controla, vai...
- Já chega, Alan. Você já disse o que queria ter dito, some daqui agora e vê se deixa a gente em paz. – Draco disse, um tanto entediado mas bastante irritado.

Pansy estava carrancuda, todo o seu bom humor parecia ter desapecido em um estralar de dedo, mas ainda tinha um sorriso vitorioso nos lábios após as palavras do sonsernino, abraçara Draco naquele exato momento e sussurrara algo no ouvido do loiro, algo que Hermione não havia conseguido escutar, mas aquela atitude a havia deixado bastante irritada. Pareceu mudar de humor ao ver a exibida da sonserina encostar os lábios nos ouvidos do sonserino e lhe dizer algo que talvez fosse algum tipo de malícia. Mas Draco não demonstrara nenhuma excitação, não respondera, não sorrira, nem sequer estampara na face expressão alguma.

- Sabia que me defenderia Draco. – Pansy enlaçara com as mãos a sua nuca, aplicando em seus lábios um beijo doce e rápido, após fofocar algo em seu ouvido, que Hermione relutava para suportar sua curiosidade.
- Eu só faço isso porque sei que se não fosse por mim, ninguém o faria, Pansy.
- Ah, meu caro... – Pansy acariciara seus cabelos, ainda o fitando muito profundamente, novamente um ar de que estava trabalhando com sua mente repugnante em alguma resposta a altura da provocação do loiro. Pansy depositara as mãos nas costas de Draco e com um gesto delicado erguera o capuz que fazia parte de suas vestes na cabeça de Draco, cobrindo sua face. – Eu sei muito bem o que o leva a fazer isso, Malfoy. Você só precisa de um tempo para aceitar a situação.

Ajeitara a toca sobre os cabelos loiros do rapaz e lhe abraçara atrevidamente, roçando seus lábios com ligeira impaciencia nos dele e se entregando a um caloroso beijo, em pleno corredor de Hogwarts, diante da sala de aula. Por sorte, ninguém parecia se importar com aquilo, na verdade, Hermione parecia realmente a única a se importar com aquela cena. Detestou aquela sonserina naquele momento, quando ela cobrira o rosto de Draco com aquela toca e impedira que ela pudesse ver as expressões de Draco no segundo seguinte em que dissera que ele precisa de “um tempo para aceitar a situação”. Não entendia ao certo o que aquela frase queria dizer, mas a vaga idéia que tinha a deixou estremamente furiosa, sentiu seu estômago se revirar, como quando acontecia sempre que cruzava com Harry pelos corredores ou sempre que pensava nele. Pensou que talvez fosse apenas um desconforto por odiar aquela sonserina irritante, um ódio antigo que nutria por ela desde há muito tempo atrás, e agora a detestava muito mais por ter coragem de se submeter a uma cena daquelas. Pensou que como monitora poderia aplicar-lhes uma detenção por ferirem a imagem da escola e agredirem a integridade de seus alunos, mas achou que era exagerado de mais e se viu observando-os atentamente.
Pansy tinha um jeito sensual de possuí-lo, mesmo que fosse apenas um beijo. Draco se entregava a moça, em todas as cituação, se entregava aos charmes da sonserina. Beijavam-se calorosamente: Draco com as mãos enroscadas em sua cintura, a apertando forte e a trazendo cada vez mais para perto de si; Pansy encravando suas unhas nas costas do loiro, enquanto possuia seus lábios de forma feroz. Hermione não tinha acesso a cena daquele beijo, o capuz de Draco cobria-lhe a face e impedia que Hermione visse suas expressões ou mesmo o beijo. Se detestou por um instante por estar ali perdendo seu tempo observando aquilo tudo, se viu corroer-se de um ciúme repentino.

- Espero que você tenha aprendido a lição, Simas. – Rony aumentava o tom de voz, apontando um dedo na cara de Simas, que estava bastante corado com a situação. Hermione despertara de seu transe e finalmente tirara os olhos dos sonserinos irritantes. – Se voltar a fazer qualquer tipo de comentário sobre a minha irmã novamente, eu acabo com você, seu...
- Ei, Rony... – Hermione se intrometera na discução. – Vocês não podem resolver isso depois, em um momento realmente apropriado pra isso? Estamos em um corredor, em frente a uma sala de aula, a espera de uma professora idiota que não aparece...
- Ah, que se foda, Hermione... eu deveria é socar esse atrevido na frente da escola toda pra ver se ele aprende de uma vez que com a minha irmã ninguém mexe, ninguém toca se quer em um fio de cabelo dela. – Rony estava decido.

Hermione girara os olhos em sinal de impaciência, soltou um sorriso sarcástico e ignorou o show de ciúmes de Rony. Harry engoliu a seco quando ouviu o amigo pronunciar as últimas palavras, sabia que aquilo tinha sido um sinal para ele, mas estava tão atordoado com a situação que nem sequer conseguia pensar em nada a respeito daquilo.

- Que se foda você, Rony... você e essa sua estupidez idiota. – Hermione alterara o tom de voz, fitara Rony com um olhar sobressaltado, furioza. – Você e essa sua superproteção imbecial. Você e essa sua arrogância. Pensa mesmo que todo mundo tem que ficar sempre debaixo de suas asas, que todo mundo tem sempre que fazer o que você quer e o que você deseja que façam?! Se liga, Rony... as pessoas têm direito à expressarem suas opiniões, e não tem simplesmente que partir pra cima de todos que tentam fazer isso.
- Nossa, Hermione... obrigado pelo o apóio. – Simas sorrira para a moça.
- Me poupe, Simas... se manca... tô pouco me lixando pra você. – respondera impaciente para o garoto, e virou a cabeça num gesto ligeiro.

Sabia quem estava procurando e quando um grupo de grifinórias se afastara de sua visão, os viu no mesmo lugar onde estavam segundos atrás, na mesma situação de antes. Uma onda de calor percorreu seu corpo e sentiu que aquilo era fúria. Aquele maldito capuz que cobria a face do maldito sonserino não a deixava ver a face do mesmo e não a deixava odiá-lo como gostaria de odiá-lo. Aquela risada arrogante que invadia sinistra seus pensamentos, ecoava em sua cabeça e parecia cada vez mais se intensificar. Estava ficando maluca com aquela situação toda, estava se importando com pessoas que não significavam nada para ela, mas misteriosamente alguma coisa estava mudando em sua cabeça, estava criando necessidades estranhas: necessidade de fitá-lo, necessidade de odiá-lo, de tê-lo por perto e sobre seu campo de visão, necessidade de acreditar que presa a essas necessidades conseguia esquecer que a sua maior necessidade era amar aquele a quem jurara amor eterno uma vez em seu passado, alguém que não dava mais a mínima para ela.

- O que tá havendo com você, Mione... não precisa ser grossa, tá certo? Você não tem irmãos, não sabe o que é ver um deles sendo ofendido por alguém...
- Cala a boca, Rony, eu não ofendi a Gina, eu a elogiei... o que essas férias fizeram com você, Weasley?
- Cala a boca você, Simas. Se liga, ela não é o tipo de garota que mereça ouvir uma grosseria dessas que você disse como elogio.
- Ahhh... Calem a boca, seus idiotas. – Hermione aumentara o tom de voz, mesmo que ainda não fosse tão audível o bastante para que os outros colegas se assustassem. – Ah, querem saber de uma coisa, não me encham mais...

Hermione os fitou uma última vez e deu as costas para os amigos, estava furiosa, com os nervos à flor da pele, e por uma razão que ela chegava até mesmo a desconhecer. Seu mau humor definitivamente estava de volta e ninguém seria capaz de fazê-la voltar a seu estado nomal. Respirou pesadamente e caminhou para longe daqueles amigos irritantes, que só sabiam discutir e a razão de toda aquela discusão era simplesmente uma das pessoas que estava odiando mais do que tudo naquele momento. Gina não merecia toda aquela proteção, defesa, toda aquela considereção. Era mesmo alguém quen não merecia comentários tão atrevidos, como o de Simas, mas não era mais a bobinha e infantil Weasley, era agora alguém que mesmo não merecendo aquele tipo de atrevimento poderia lidar facilmente com ele e não sairia lesada por isso.
Apressou seu passo e não muito distante de onde os amigos estavam, viu-se obrigada a passar ao lado daqueles sonserinos que tanto detestava. A risada arrogânte cada vez mais forte em sua cabeça, as pontadas fortes que agora sentia em suas têmporas, sentia sua cabeça latejar, sentia que poderia a qualquer momento ter um colapso nervoso naquele corredor. Estava pouco se lixando pras aulas que teria naquela manhã e para aquela importante primeira aula do dia. Se McGonagall tivera a capacidade de atrazar-se da forma como o havia feito, não via porque não se ausentar de suas aulas naquela manhã. Para se confortar e acreitar que não era algo tão sério o que estava fazendo, porque como uma aluna exemplar e uma monitora responsável não poderia se dar ao luxo de matar aulas, mas tentou pensar que fosse realmente a idéia correta: era capaz de cometer maluquices naquela aula caso permanecesse a espera da professora e se se prestasse a assistir aquela aula; seria capaz até de transfigurar o primeiro sonserino idiota que lhe atirasse algum olhar de deboxe em qualquer coisa repugnante que liberasse sua raiva da vida, dos amigos traidores e dos amores imcompreendidos. E se Draco lhe dirigisse algum olhar, o mais inocente que fosse, Hermione não pouparia esforços, transformaria aquele sonserino em uma doninha quiquante naquele exato momento. Sorriu breve com a idéia e confessou para si mesma que matar aquela aula era a decisão mais correta.
Passou tão furiosa pelos sonserinos que nem notou que havia dado de ombros com Draco e Pansy, ainda naquela deplorável cena de amassos em pleno corredor e diante de duas turmas inteiras do sétimo ano. Se assustou com o impacto, mas ao ver que houvera se esbarrado com eles deu as costas para os dois e seguiu o restante do caminho, mas foi interrompida antes mesmo que pudesse ter dado mais de seis passos.

- Ei, sangue-ruim imbecil... você realmente faz juz ao lugar de onde vem, não é mesmo?!

Hermione sentira seu sangue ferver, aquela voz irritante ecoando em sua cabeça, aumentando cada vez mais as dores que sentia na mesma, aquilo tudo a deixou com os nervos mais à flor da pele do que já estavam. Cerrou os olhos com força em uma tentativa frustrada de amenizar as dores de cabeça e soltou uma respoiração pesada, recompondo-se da raiva.

- Para com isso, Pansy... não provoque mais do que já provocamos esta manhã. – Draco tirara o capaz de suas vestes que cobria sua cabeça e fitara sério a sonserina, com um olhar que a repreendia pelo o que havia feito. A puxou pelo braço e tentou fazê-la virar-se para o lado oposto, a fim de dar um fim naquela discussão antes mesmo que ela se inicia-se.
- Pare de defendê-la... eu sei o que estou fazendo. – Pansy se soltara do loiro.
- Do que foi que você me chamou? – Hermione se virara para ela, andara alguns passos até a sonserina, com a face banhada de ódio. – Não... melhor, o que foi que você disse a meu respeito?
- Ah, além de idiota é surda? Ou só está se fazendo de burra pra ganhar tempo e imaginar alguma ofensa que possa me dirigir? – Pansy estava triunfante com seu sorriso meio lábio. – Como eu disse, Granger, você não é boa em ofensas...
- Não, eu sou sim boa em ofensas... – contorceu os olhos de leve, ¬¬ , fitando fundo os olhos da sonserina. – Vacas como você não merecem somente ofensas, merecem humilhações...
- Ei, Granger... não me chame de vaca...
- Para com essa cena idiota, Pansy, não vê que está chamando a atenção? – Draco tentou virá-la para o lado oposto.
- Me larga, Draco, que todos saibam de uma vez o quanto essa sangue ruim é patética.
- Não comece uma nova discução, Pansy... – Draco segurou firme o pulso da sonserina. Pansy enrugou o cenho e o fitou curiosa. – Poupe suas sálivas com que não merece nossa atenção...
- Pois saiba que quem não merece a minha atenção aqui são vocês... – Hermione se adiantara mais um passo a frente, furiosa, com alguns fios de cabelos caídos sobre o canto do rosto. – Eu não tenho tempo para perder com dois imbecis que resolvem discutir a relação em pleno corredor.
- Acha mesmo que isso é discutir a relação, Granger? – Draco se sobrepudesera a sonserina, pôs-se como superior diante da grifinória. – Isso é uma questão de noção de circunstâncias. Esse não é momento certo para querermos te rebaixar... seria necessário que toda Hogwarts estivesse presente, seria muito mais interessante ver a sua cara de sangue-ruim corar quando notasse que todos saberiam de verdade o quanto a Granger é uma completa idiota...
- Engula as suas palavras, Malfoy, está perdendo seu tempo, porque tudo o que você diz não tem a menor importância pra mim.
- Isso é o que você pensa, sangue-ruim. – Pansy voltara a ofendê-la, dessa vez ao lado de Draco e tentando afastá-lo de perto de si.
- Patética é você, Parkinson, que não se dá ao respeito nem mesmo diante de duas casas inteiras.
- O que quer dizer com isso? Está querendo dizer que sou uma... – parou antes que dissesse alguma palavra estupidamente ofensiva.
- Isso mesmo... Pena que tenha demorado tanto para notar isso.
- Sua imbecil... – Pansy ficara cara a cara com Hermione, raivosa, os cabelos negros caindo sobre os ombros. – Você não é ninguém para me ofender dessa forma.
- Ah, e quem foi que disse que eu não sou boa em ofensas?
- Não... isso foi trapaça, você não tem o direito de surgir e ousar me ofender de forma tão maliciosa.
- Quem é você pra falar isso? Você não passa de uma... – Hermione interrompera, evitando que pronunciasse algum nome realmente ofensivo. – Nesse momento, você não tem direito algum de defesa.
- Sua vagab...
- Pansy!! – Draco a segurara pelo pulso e a afastara de Hermione, antes que ela terminasse o que tinha a dizer e antes que desse continuidade ao ato que pretendia executar naquele momento, quando ergueu uma das mãos em direção ao rosto da castanha.
- Me largue, seu idiota. – Pansy se defendia, estava tomada por uma forte raiva. – Você fica ai defendendo essa sangue-ruim e não diz nada a respeito do que ela esta insinuando que eu seja... me largue...
- Você passa dos limites, Pansy... você provoca... merece mesmo receber ofensas bem no meio das fuças pra aprender a não atiçar os inimigos em momentos não apropriados. – Draco a levara para uma distância razoável de Hermione.

Hermione tinha no canto dos lábios um sorriso sarcástico, por algum momento pareceu se divertir com a derrota da insuportável Pansy vaca-Parkinson. Fitou a sua volta e percebeu que tinha uma platéia atenta a tudo o que estava acontecendo. Se viu corar naquele instante ao notar que Harry e Rony também prestavam atenção, ao fundo, e também sentiu-se enfurecer quando viu que eles estavam paralisados e não pareciam dar a mínima para ela, nem um dedo haviam movido para defendê-la daquela discussão.

“Que se foda... vai ver só com quem meche...” Hermione pensou consigo mesma.

Abriu a boca com pressa para falar algo, talvez fosse ofender a sonserina mais do que já havia ofendido, ou talvez fosse ofender Draco e os sonserinos que estavam com ele. Mas antes que conseguisse pronunciar algo, Draco fora rápido e se pusera bem a sua frente, fitando sério a face da castanha. Pansy se debatia nos braços de Alan, que a segurava como se ela fosse um monstro feroz tentando ser domado. Draco tinha um ar superior em sua face e também trazia fúria em seus olhares penetrantes.

- Você tem que aprender a ficar na sua, sangue-ruim, tem que aprender a baixar a cabeça quando superiores falam.

Hermione soltara um riso falso, descrente nas palavras do loiro, desviando os olhares para os rostos de alunos a sua volta, ansiosos por uma discussão.

- E olhe para mim quando falo com você, Granger...
- Vai se ferrar, Malfoy... – Não pensara em mais nada naquele momento, senão em soltar-lhe um palavrão nas fuças. – Você e esses seus sonserinos idiotas que acham que são superiores. Não percebe que não há superior nenhum aqui? A sua mentalidade é a mais infantil da de todas daqui, você não merece nem um pingo de atenção por parte de ninguém...
- Se eu fosse você não diria isso... o único aqui que não tem a menor superioridade é você. Sempre foi assim, e será sempre assim. Você nunca foi importante pra ninguém e ninguém há querer te dar alguma atenção. Some daqui, Granger, antes que te diga mais coisas más e você caia em lágrimas porque eu sei que é uma grifinoriazinha sensível e boba.
- Então diga... vai logo, Malfoy... diz tudo o que quiser dizer pra mim... – Hermione gesticulava enquanto se aproximava inconscientemente cada vez mais do loiro. – Está redondamente enganado a meu respeito, eu sou muito capaz de suportar quais que sejam as “verdades” que você tenha a me dizer...
- Não... não é capaz. – Draco não se importou com aquela aproximação, e nem mesmo Hermione notara. O ódio que transparecia em suas faces os impedia de ver nada que não fossem saus faces irritantes. – Não quero que pensem que eu sou do tipo que maltrato criancinhas indefesas pela escola...
- Você é um covarde, isso sim... – se estressara com o sorriso sarcastico que o loiro fora capaz de lhe direcionar. – Um covarde igual ao pai... igual a família podre a qual pertence... um destino cruel, Malfoy, mas eu não sinto nem um pouco por isso...
- Não ouse ofender meu pai... – Draco se irritara com o comentário da castanha, fechara a cara no mesmo instante e lhe agarra por um dos braços, a fazendo aproximar-se bem mais do que já estava próxima a ele. – Nunca ouse ofender a minha família. Uma sangue-ruim querendo dar lições de moral, lições de sangue... aonde você pensa que vai com essa idiotisse?
- Um cretino... um covarde... é isso o que você é. Um cretino que não sabe respeitar as pessoas e que exige respeito de todas elas. Um cretino que acha que pode ofender a todos e não aceita seu ofendido por todos, que acha que pode ofender a família de todos e não aceita que todos ofendam a sua família. Um cretino que não se toca o quanto é incoveniente para as pessoas. E um covarde... porque tem medo de dizer na cara das pessoas aquilo que realmente acha delas, porque você vive de implicâncias e ofensas, mas você desconhece verdades, Malfoy... eu seria capaz de te dizer muitas.
- Guarde suas salivas para trocar com o idiota do Potter-cicatriz... – Draco aperta mais forte seu braço, puxando Hermione para mais perto de seu rosto e fazendo com que ela mostrasse na face uma expressão de dor ao ser mais agressivamente puxada. – Eu sei sim o que são verdades, Granger, e eu seria muito capaz de lhe dizer muitas, e você nem imagina quantas ou que tipos de verdades seriam.
- Então diga... – fez um gesto com a cabeça, estampando um sorriso sarcástico em seu rosto, tinha a leve impressão de que havia em algum momento roubado aquele sorriso do próprio Draco, sentiu-se repugnante por isso, mas aquele sorriso era mesmo fantástico, era capaz de provocar até mesmo o mais sarcástico dos sonerinos.
- Só não sei se você estaria preparada para ouvi-las todas de uma só vez.
- Covarde... como eu imaginava. – sorriu vitoriosa e novamente extremesseu com a dor de mais um puxão agressivo.

Hermione pôde ouvir uma pequena onda de murmúrios vindos da roda de alunos em volta deles, que observavam atentos aquela discussão, no exato instante em que Draco lhe dera mais um puxão, apertando cada vez mais forte seu braço e a trazendo cada vez mais forte para perto de si. Hermione o fitava séria, em momento algum mantivera os olhares longes dos olhos do sonerino, sabia que se ela se distraisse ele poderia tentar algo contra ela, eram bruxos, isso não seria problema para ele. Hermione sentiu seu quadril ir de encontro ao dele e sentiu seu corpo delineado tocar ao seu, por um instante pareceu uma aproximação interessante. Não sabia como fora capaz de fazer aquilo, mas ele pareceu notar.

- Está gostando, não é? – um sorriso malicioso no canto de seus lábios, do jeito que só o próprio sabia esboçar. – Não é sempre que se pode estar tão perto de um sonserino, não é mesmo?

Hermione não teve palavras para responder a provocação do loiro. Pensou por um instante que ele pudesse estar lendo seus pensamentos, não teria de forma alguma deixado claro que havia sentido prazer com aquele toque de seus corpos. Permaneceu a fitá-lo, e Draco não o deixou de fazer também. Ao longe ambos escutavam os gritos irritantes de Pansy pedindo para que Alan a soltasse, mas este parecia bem divertido com a situação, provocara tanto a Pansy, que agora a tinha nos braços, presa a ele e ele não pretendia solta-la por nada.

- Não seja patético. – resolveu criar coragem e viu que os murmúrios a sua volta haviam cessado. Aquela cena era mesmo muito divertida, se analisada por outro ângulo: estavam todos atentos a cada movimento dos dois, e seus dois melhores amigos petrificados ao fundo, como se Hermione fosse uma estranha pra ambos. – Me solte de uma vez ou eu...
- Ou você? – Draco a interrompera curioso. Seus olhares eram realmente penetrantes, pareciam realmente invadir sua mente de tão profundos que eram. Hermione se recordara por um instante de um momento parecido com aquele, em que esse mesmo olhar penetrante tentara invadir sua mente. – Acho que você gosta de usar essa expressão “... ou eu...”, não é mesmo, Granger?

Hermione notara a volta dos murmúrios ao seu redor, e sabia o porquê. Ninguém intendera a indireta do loiro, pelo simples fato de que não estavam presentes no momento em que fora pega de surpresa pelo sonserino, da mesma forma como estava naquele momento, segurada a força e próxima ao extremo um do outro.

- Você nunca me deixa concluir o que tenho a dizer... como pensa querer saber o que tenho a propor?
- Eu não quero saber o que vem depois desse seu “...ou eu...”, porque não sei se seria agradável saber. – a fitou afastando um pouco do seu corpo para longe dela, mas apertando cada vez mais forte o seu braço.

Hermione podia sentir o anel sonserino em seu dedo afundando em sua pele com a força com que Draco fazia apertando seu braço.

“Onde está a droga dessa professora que não aparece. Se ele continuar apertando assim, acho que vou ter que amputar meu braço...” , Pensou tentando se desviar daqueles olhares profundos.

- Me solta de uma vez, Malfoy, já me machucou o bastante. – pedira. – Eu estou falando com você. Pare de sorrir, não tenho cara de palhaço para ficar rindo da minha cara. Que droga, me solta...

Hermione tentava, inutilmente, se soltar das garras de Draco. Com a mão livre tentava retirar a mão de Draco que a apertava, mas era inútil, sua força não se comparava com a do rapaz, era como se tentasse erguer uma rocha com as mãos.

- Me larga, Malfoy... – era inútil, mas o sorriso sarcástico de Draco já a estava tirando do sério. – Não sabe que tenho alergia a serpentes asquerosas como você?
- Muito criativo da sua parte Granger. – Draco sorrira, era um sorriso aberto, não de canto de lábio, Hermione não entendera, mas adorara vê-lo sorrir. – Aonde está o Potter-fedorento? Ele te largou, foi? Não o vejo por aqui.

Draco começou a procurá-lo por entre os alunos, fitava sem interesse as caras a sua frente, fazia aquilo apenas como uma encenação, estava pouco se lichando para o fato de Harry estar ali ou não.

- Cale a boca Malfoy. E vê se me solta logo...
- Que mal criada, você, hein, Granger... Vai defender o Potter agora?
- Eu defendo os meus amigos, Malfoy... eu defendo as pessoas com quem eu me importo e que se importam comigo.
- Oh, que lindo! – fez uma falsa expressão de excitação.
- Não... peraê... – Hermione franzira o cenho, pensativa, desviara os olhos de Draco, mas logo voltara a encará-lo. – Acho que vou te dar um crédito, só por hoje, Malfoy.
- O quê?
- Se me soltar.
- Do que está falando? – e puxou Hermione para perto de si, o que pra ela já não fazia tanta diferença, estavam tão próximos que mais próximos que aquilo parecia impossível.
- Não vou defendê-lo... fique a vontade e diga o que quizer a respeito dele. – fez expressão de pouco caso. Hermione pôde escutar vindo dos alunos um audível “Quê?” que ela sabia que era de Rony, certamente sem entender a atitude da castanha.
- Ah, posso? – Draco sorrira, incrédulo. – E porque eu posso?
- Não perca tempo, Draco, detone o idiota do Potter e a faça corroer-se de raiva. – Alan se pronunciara depois de tempos calado, ainda lutando para manter Pansy quieta.

Draco sorrira, talvez pensasse mesmo em ofender Harry, talvez aquele fosse um plano de Hermione, achando que se desse trela para o Malfoy ele se cansaria de querer pegar no pé de Harry e dela mesma. Hermione escutou, mais uma vez, aquela risada arrogante, cerrou os olhos por um segundo...

- Pare de rir seu sonserino idiota. Sua opinião não importa a ninguém.
- Como? – Alan se revoltara, e nem havia notado, mas tinha soltado Pansy nesse exato instante.
- Ah, me poupe de mais sonserinos imbecis dispostos a discutir esta manha. – revirou os olhos, Draco apertou seu braço e ela fez expressão de dúvida. – Quer parar com isso?
- Alan é meu amigo e sonserino, não ouse ofendê-lo. Se tem alguém aqui que tem que ser ofendido, esse alguém sou eu. – era ríspido – Isso não quer dizer que eu não possa, também, ofendê-la.

Draco sentira alguma coisa quente encostar em seu pescoço, logo abaixo de sua orelha, assustou-se com a aparição repentina de Pansy ao seu lado e sorriu cinicamente ao ver que ela apontava sua varinha para ele naquele momento.

- Solte-a, agora, Draco.
- O quê?
- Foi o que eu disse, Draco, solte a sangue-ruim agora.
- Ei, não me chame disso novamente, sua vaca.
- Cale a boca, Granger. E vaca é a sua mãe...
- A sua, Parkinson... Lave a sua boca antes de dirigir a palavra a mim. – Hermione a fitara, em fúria.

Os murmúrios aumentavam, estavam muito ansiosos por uma discussão de verdade. E se alguém ali tivesse que inicia-la, Pansy era perfeita para esse trabalho.

- Tire essa coisa de perto de mim, Pansy. – Draco respondera não fitando nenhuma das duas ao seu lado.
- Então solte a Granger, Malfoy.
- O que é isso, Parkinson? Tentando me defender? – Hermione sorrira sarcástica
- Nunca te defenderia, sangue-ruim. Fique na sua, nada te diz respeito.
- TIRE ESSA COISA DE PERTO DE MIM, PANSY.
- NÃO GRITE COMIGO, DRACO...
- EU NÃO ESTOU GRITANDO COM VOCÊ, PANSY, QUE MERDA...
- Estúpido.
- Idiota.
- CALEM A BOCA. – Hermione atrevera se intrometer.
- Fica na sua, garota... – Pansy disse.
- Eu não vou ficar na minha não. Olhem só a cena que vocês estão criando.

Draco e Pansy se entreolharam e em seguida fitaram os alunos a sua volta, assustados com os gritos.

- Solte essa idiota da Granger sangue-ruim, Malfoy... AGORA!
- Então tira esse droga de perto de mim, Pansy. Vai acabar fazendo uma besteira com isso.
- Eu poderia mesmo fazer, pra você aprender a não esquecer que eu existo.
- O quê?
- EU EXISTO, Malfoy. Larga essa idiota e presta mais atenção no que eu digo. Você só sabe implicar com essa idiota ai, ela não merece a sua atenção, Draco.
- Ah, e você merece?
- Vai mesmo me comparar a ‘essazinha’?
- Ei... eu estou aqui... – Hermione estava impaciente.
- Você age como uma infantil, Pansy. Tire-essa-droga-de-perto-de-mim. – Draco fitava a sonserina com uma expressão de furia na face.
- Não enquanto não soltar essa idiota e parar de se importar mais com essa sua implicância imbecil por ela.
- O que estão querendo dizer com isso? – Hermione estava curiosa.
- Infantil, Pansy, isso que você é. – E Draco apertou dessa vez bem mais forte o braço de Hermione, agora sim ela havia sentido dor com aquilo. – Eu implico com todo mundo...
- Ai... que merda, você tá me machucando, Malfoy. – Hermione estava cansada de não ser ouvida.
- Não, Draco, não mesmo... – Pansy apontava cada vez mais a varinha a Draco. – Você é obsecado por implicar com essa imbecil sangue de lama. Que merda, Draco, pelo menos uma vez vê se se importa comigo.
- Ahh... como você é melosa, Pansy. – Draco revira os olhos e finalmente soltara Hermione...

Hermione estava contente por finalmente ter se soltado daquele sonserino. Seu pulso estava vermelho, queimava e a dor era quase insuportável, embora não se comparasse a nada grave. Alisava com alívio seu braço, com os olhos fechados e agradecendo por aqueles minutos de tortura terem chegado afim.

- Patético, Malfoy, você só sabe implicar com as pessoas e esquece dos amigos. – Pansy apontara a varinha bem diante da cara de Draco, que fizera uma cara de repulsa.
- Por que tem que usar essa droga? Por que a gente simplesmente não conversa?
- Porque você é um imbecil, não me daria esse direito.
- Uhhh... roupa suja não se lava assim tão abertamente, meus caros. – Hermione fizera uma expressão divertida, fitando ainda seu braço, vermelho pela força que Draco aplicara nele.
- Cala a boca, sangue-ruim... – Pansy virara os olhos para Hermione, que assustada a fitou séria. – Deixe o meu namorado em paz, está certo?! Suma da nossa frente, agora...
- Quê? – Draco fitara Pansy, assustado. – Namorado?
- É, a coisa já está tão séria assim? – Hermione tinha um sorriso sarcástico em seus lábios. – Será mesmo que você conseguirá ser fiel, Malfoy?
- Ah, não enche Granger... e não fica imaginando coisas, Pansy.

Draco olhara para o chão, desviando seus olhos dos olhares metralhadores de Pansy e soltara um riso breve, mas um sorriso bonito, prazeroso. Hermione sorriu junto dele ao vê-lo rir daquilo. Pansy se enfureceu e viu que todos a volta deles agora também riam e murmuravam coisas que ela não entendia.

- ARG... EU TE ODEIO MALFOY. – gritou o mais forte que pudera e apontou decidida sua varinha para Draco, parecia pronta para jogar-lhe algum feitiço.

Hermione notou a idéia da sonserina e tratou de pôr em punho a sua própria varinha. Não pensou duas vezes, precisava defendê-lo, se realmente Pansy pretendia lhe jogar algum feitiço naquele momento. Com a varinha em punho apontou diretamente para Pansy, conseguindo que ela desviasse seus olhos de seu alvo e a fitasse. Draco se assustara com a atitude repentina da castanha e agora fitava, sem entender, ambas as moças.

- SOLTE A VARINHA, PARKINSON... Agora!
- HA HA.... – era uma risada falsa e iritante. – O que foi isso, Granger? Um disturbio mental repentino? Ou está pensando em defendê-lo?
- Eu já disse, solte a varinha, agora!
- E porque eu te obedeceria, sangue-ruim?
- Porque sou monitora. Quer alguma razão maior?
- E o que isso importa. Draco também é, e se quisesse poderia ter tomado alguma atitude a respeito.
- Ah, você não quer discutir sobre esse sonserino repugnante, quer? – Hermione ainda a fitava, com a varinha em punho, apontada para a morena, enquanto esta apontava para Draco. – Malfoy é uma exceçãa, Pansy, ou ele esquece que é monitor e tem certas responsabilades nessa escola, como evitar que sonserinas descpntroladas como vocês saiam apontando suas varinhas para qualquer um, ou ele faz isso se propósito só pra causar desordem.
- Ei, Granger, me dê ao menos o direito de defesa... – Draco a fiatara, dando um passa em sua direção.
- Não se mova, Malfoy. – Pansy apontara cada vez mais sua varinha para o loiro. – O que você pensa que tá fazendo? Já se divertiu bastante a custa dessa idiota, agora esquece essa imbecil de uma vez.
- O que é isso, Pansy? – Draco encarava a sonserina, com o cenho levemente franzido. – Cena de ciúmes? Isso não combina com você.
- AH, combina sim, Malfoy. – Hermione esboçara um sorriso. – Ceninhas como essa são a sua cara Parkinson... você é realmente uma barraqueira nata.
- Não ouse me ofender, sangue-ruim... ou eu jogo um avadra em você nesse exato momento.
- Então tente... – Hermione estava enfurecida, e os alunos a sua volta assustados.
- Vocês são patéticas... QUEREM LARGAR A DROGA DESSAS VARINHAS? – Draco se exaltara
- Eu posso tirar pontos da Sonserina por isso, Parkinson... solte sua varinha agora mesmo. – Hermione tentou mostrar autoridade.
- Não pode não. – Draco a fiatara, com um leve sorriso nos lábios. – Monitores não podem tirar pontos de casas.
- Droga... tinha esquecido. – Hermione lamentara. – Mas eu ainda posso aplicar uma detenção em você, Parkinson, por agredir uma norma da escola sobre o uso proibido de varinhas pelos corredores.
- Ah, é mesmo? – Pansy não parecia amedrontada.

Draco revirara os olhos, em sinal de repulsa por aquela discussão idiota e infantil. Muitos alunos já haviam se afastado o bastante para se esquivarem de um possível duelo que pudesse acontecer naquele corredor. A discussão parecia chegar ao fim, embora Pansy ainda insistisse em manter sua varinha em punhos e apontada para Draco, enquanto Hermione apontava a sua varinha para Pansy e fazia ameaças cada vez mais infantis. Draco sentia tédio por toda aquela discussão. Colocou a mão dentro das vestes e apalpando conseguiu pegar sua varinha e por sua vez apontou para Hermione, enfuricido.

- Solte a sua varinha, Granger...
- Como? – Hermione sorrira, incrédula.
- Isso mesmo... solte a sua varinha.
- Você acha que isso é brincadeira, Malfoy... eu só estou tentando manter a ordem por aqui, com essa sua namorada estérica que acha que pode apontar sua varinha para qualquer um em quanquer momento.
- Não sou estérica, certo?
- Cala a boca, Pansy. – Draco e Hermione gritaram em coro, o que os deixou bastante confusos, fitando-se curiosos.
- Não me mandem calar a boca! – Pansy apontara cada vez mais sua varinha para Draco, o que o retirou daquele transe repentino em que encontrara-se, fitando Hermione.
- Largue essa varinha de uma vez, Pansy. Não dificulte as coisas. – Hermione voltara a fitar a sonserina ainda com sua varinha apontada para a cara dela.
- Você não tem que se meter em uma discussão que é apenas nossa. – Pansy se referira a Draco.
- Me poupe Pansy. – Draco demosntrara impaciência. – Solte a sua varinha também, Granger. Ou eu seria obrigada a tirar pontos de sua casa, como monitor.
- Tirar pontos? Você não pode...
- Ops... tinha esquecido. – Fez uma cara arrogante, sarcástica. – Então vou ser obrigado a lhe aplicar uma detenção por agredidir uma norma de Hogwarts.
- Sério? – Hermione demonstrara raiva. – Então também serei obrigada a aplicar-lhe uma detenção por agrediter essa mesma norma de Hogwarts.
- Ótimo... detenção em trio. – Drado sorrira. – Muito interessante. Vai ser uma detenção muito interessante, Granger.
- Patético, Malfoy. – Hermione abaixara a varinha, ainda a segurando, ato que foi repetido segundos depois por Draco. – Você se diverte com isso, mas deveria estar usando sua autoridade em Hogwarts para preservar a escola e para manter a ordem na mesma... mas insiste em ousar da sua arrogância.
- Você leva as coisas muito a sério, Granger. – Draco tentara se aproximar dela, mas sentira a varinha de Pansy precionar seu pescoço. – Que merda, Pansy. LARGA ISSO.
- Não grite!!! – Pansy estava furiosa.
- É você que não leva nada a sério, Malfoy!! – Hermione o fitava, apreenssiva, e ele fazia o mesmo.
- Muito mais interessante, não acha?
- Não... definitivamente, não!
- Você é ingênua... ainda tem muito a aprender.
- Que tipo de discussão é essa, Draco? – Pansy se intrometera. – O que vai querer fazer agora, além de perder seu tempo com essa idiota? Ensinar-lhe lições de vida?
- Eu poderia... – ergueu uma de suas sombrecelhas, ainda fitando Hermione. – Mas seria perda de tempo.

Hermione fitara Draco com uma certa curiosidade transparecendo em sua face, Pansy ainda muito furiosa com sua varinha estendida na direção de Draco. Draco tinha na face uma expressão indecifrável, embora seu sorriso cínico no conto dos lábios significasse muito para a castanha. Os alunos ali presentes estavam assustados com aquela discussão, não sabia ao certo como tivera início e nem sequer sabiam ao certo que tipo de sentimentos estavam em jogo. Pansy estava confusa e parecia querer discutir sua relação com Draco na frente de todos, enquanto este parecia ignorá-lo o máximo que conseguia. Hermione estava furiosa e não deixava batido o ódio que sentia pelo sonserino, mas estava confusa com a repercussão daquela discussão.
Como que libertados por um transe profundo, Draco, Hermione e Pansy, presos cada um em seus pensamentos e momentos, se apressaram a guardar suas varinhas em suas respectivas vestes, ligeiros e temerosos. Escutaram passos pesados vindo pelos corredores e em pouco tempo uma passagem havia sido aberta entre todos aqueles alunos, dando caminho à professora até os alunos causadores de todo aquele tumulto.
McGonagall caminha apressada, e assim que seus passos ecoaram por aquele corredor todos estremesseram a espera de qualquer reação brava que pudesse partir da professora.

- Não, senhores... não precisam guardar suas varinhas. – McGonagall chegara a tempo de presencia-los ainda com suas varinhas nas mãos.

“Que droga... era só o que me faltava.” – Hermione pensava consigo, ainda com a varinha nas mãos, por não ter conseguido guardá-la a tempo.

“Certo, estamos ferrados.” – Draco pensara, retirando sua varinha das vestes, por ordem da professora, com uma expressão amedrontada, fitando sério a professora.

“Se nos dermos mal, será culpa dessa sangue-ruim.” – Pansy se recusara a mostrar sua varinha, já a tinha guardada em suas vestes e tinha na face uma expressão antipática.

- Lamentável... – McGonagall se aproximara dos jovens, os fitando séria. – Dois monitores envolvidos em uma situação como essas. Estão cientes de que inflingiram a norma de Hogwarts quanto a praticar feitiços pelos corredores?
- Professora, nós podemos explicar... – Draco se atrevera a pronunciar qualquer coisa que fosse.
- Desculpe-nos, professora... – Hermione o interrompera antes que ele dissesse qualquer beiteira. – Mas não usamos feitiço.
- Isso não está em jogo, Srta. Granger. – McGonagall era ríspida. – Eu os vi com suas varinhas em punho e não duvido que fossem capazes de iniciar um duelo bem em frente a minha sala de aula.
- Não, professora. Não era essa a nossa intenção. – Draco se pronunciara novamente.
- Nós não pretendiamos usar feitiço, professora, estamos cientes das normas. – Hermione o seguira.
- Prometemos não repetir mais isso, professora. – Pansy finalmente dissera algo.
- Acha mesmo que eu poderia confiar em suas palavras, Srta. Parkinson?
- Não vejo razão para desconfiar delas, professora.
- Pois eu vejo, Srta. , porque eu conheço a todos vocês e sei que seriam sim capazes de repetir tal ato.
- Professora, nós...
- Não, Malfoy, fique calado. – Hermione o interrompera. – Professora, eu posso explicar.
- O que acham que eu deva fazer com os senhores? Que tipo de punição seria mais apropriada? – McGonagall os fitava por trás de seu óculos minúsculo.
- Não é necessário, professora. – Draco se sobrepusera a Hermione.
- E por que não, Sr. Malfoy? Inflingiram uma norma da escola.
- Mas nós...
- Não, Malfoy... você só vai nos encrencar. – Hermione sussura para o rapaz.
- Deixe que o Sr. Malfoy diga, Srta. , ele também é capaz de explicar os fatos. – McGonagall fitara Hermione, séria.
- Por favor, Granger. – Draco empurrara Hermione de leve, bastante divertido. – Como eu dizia, professora...
- Ahh... sinceramente. A senhora não acha que esse panaca saberia dar alguma explicação, acha? – Hermione não deixara que ele concluisse.
- Ei, quer fazer o favor de ficar na sua, Granger?
- Nõa enche Malfoy, eu só não quero que você nos prejudique, certo?
- E por que o Sr. Malfoy isso, Srta. Granger? – McGonagall tentara desconcerta-la.

Hermione pareceu sem palavras, estava com medo de que Draco resolvesse se divertir com aquela situação e os prejudicasse. Draco era realmente astuto o bastante para apronatar alguma e piorar aquela situação. Hermione não podia suportar a idéia de que seria punida pela diretora de sua casa por ter sido pega com sua varinha em punhos, e sabia que não mereceria punição serevera, afinal, não havia feito feitiço algum, mas sabia que McGonagall não levaria isto em consideração, a professora era rígida e os puniria severamente.
Draco sorrira sarcástico por ver Hermione sem ação, não sabia como dizer a professora que temia que o sonserino sacaneassem como eles, e resolveu manter-se calada. Os alunos ali próximos fitavam aquela cena curiosos, como se esperassem por uma cena estupenda em que os alunos fossem humilhados pela vice-diretora e punidos severamente pela mesma.

- Para minha sala, os três. – McGonagall ordenara, séria.
- Mas professora, deixe-me explicar... – Draco se adiantara, mal-humorado.
- Para minha sala, Sr. – McGonagall não dera chances. – Me esperem pacientes e cientes da confusão em que se meteram.

Minerva virou-se para os alunos a sua volta, enquanto Hermione, obrigada, dirigia-se para fora daquela imensa roda de alunos, seguida por Pansy e Draco, ambos também mau-humorados.

- Viu o que fez? – Hermione escutara Draco sussurrar ao seu lado.
- O QUÊ? – Exaltara a voz e vira a professora lhe direcionar um olhar de repreensão. Se recompôs e continuou. – Como tem a cara de pau de me dizer uma coisa dessas?
- Porque talvez você realmente seja a grande culpada. – Pansy se pronunciara, ao lado do loiro. – Se não tivesse esbarrado de propósito na gente, não estaríamos nessa situação.
- E se não tivesse nos ofendido tanto como o fez, não estaríamos tão encrencados, Granger. – Draco falava sério, o que deixava Hermione cada vez mais confusa.
- Vocês são idiotas. – Hermione desviara os olhares deles. – Cretinos, não são capazes nem de confessarem a culpa que têm.
- Eu não tenho culpa de nada, e McGonagall entenderá... – Draco sorrira sarcásticamente, fitando Hermione de canto de olho.

Hermione estava furiosa e Draco sorriu por vê-la daquele jeito. Um sorriso verdadeiro, como Hermione presenciara algumas vezes. Um belo sorriso...

---- CONTINUA...

N/A: esta fic continuara a partir desse ponto, o prox. cap. mostra os três seguindo para a sala de McGonagall e a tal conversa da professora com os mesmos. O dia ainda não acabou, certo? heheh...

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