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3. Surpresa


Fic: Adoráveis Férias Infernais - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Estava parada em frente à casa de dois andares feita inteiramente de tijolos à vista marrons por mais de dez minutos. O motor do meu carro quase não fazia barulho e eu o havia desligado assim que estacionara em frente à casa. Minha mãe não tinha um cachorro para avisar da minha chegada e as cortinas pesadas da sala de estar cobriam a visão que eles tinham da rua. Eu estava praticamente escondida.


- Ok – eu repeti comigo mesma pela terceira vez dentro daqueles dez minutos. Minhas mãos estavam coladas na direção e meus olhos na rua pacata em frente. Talvez eu conseguisse alugar um quarto no Três Vassouras ou no Caldeirão Furado por um bom preço. Talvez eu... Não era a primeira vez que eu pensava em ir embora dali.


Olhei mais uma vez para a fachada da casa amigável. O jardim era bem cuidado e o muro baixinho era coberto por erva daninha. Na entrada de carros, havia uma caminhonete muito limpa sobre um chão de cimento ainda molhado; o carro de Draco que fora lavado. Eu sabia, ainda, que dentro da garagem larga, jazia o carro popular pequeno pouquíssimo usado de Hermione. Minha mãe não gostava muito de carros e como seu trabalho consistia em apenas atuar no mundo bruxo, ela só precisava aparatar.


Era uma casa muito bonita, rústica, com um gramado enorme e um jardim coberto por árvores frutíferas que pareciam miniaturas. Eu duvidava que não houvesse magia na criação daquele jardim. Não parecia haver movimento dentro da casa, pois não havia sombras por trás da cortina escura. E embora eu soubesse que eles estavam apenas esperando pela minha chegada, eu ainda mentia descaradamente para mim mesma que eu poderia ser um estorvo.


- Não que isso não seja uma mentira propriamente dita – eu comecei a dizer, com a intenção de tentar me enganar de maneira mais aceitável, mas me interrompi quando meu telefone começou a tocar e uma sombra chegou muito próxima à cortina. Eu vi o braço da sombra tocar a cortina e levantá-la para olhar o lado de fora, enquanto eu atendia a chamada de minha mãe. – Oi, mãe!


- Rose? – ela perguntou e a sombra projetou o corpo para frente; eu quase podia ver os olhos dela se pressionando para tentar distinguir se a sombra dentro do carro era eu.


- Estou aqui na frente – eu disse, tirando uma das mãos do volante e pegando minha bolsa. Tentei respirar fundo, mas não consegui, apenas tossi. Não havia mais como fugir.


- Entre de uma vez, garota – ela ralhou comigo, mas sua voz era mais ansiosa do que severa. – Temos um jantar especial para você!


- Ah, mãe – eu abri a boca para protestar, mas ela já havia desligado o telefone, a sombra já havia desaparecido da janela e a porta rústica em madeira escura estava sendo aberta.


Projetei meu corpo para fora do carro, lançando a bolsa nos ombros e a chave do carro no bolso das calças, caso houvesse uma oportunidade de fugir. Eu não estava a vontade, mas coloquei um sorriso involuntário no rosto ao ver minha mãe correr até mim. Atrás dela, Draco carregava Arthur no colo, sorrindo amistosamente. Torci para que Scorpius já não estivesse na casa.


- Achamos que você tinha desistido de vir – Draco comentou, enquanto minha mãe se ocupava em me olhar de cima a baixo e me abraçar logo em seguida. Eu ri com o comentário. Mal sabia ele que eu também tinha pensado diversas vezes em não vir!


Hermione tinha exatamente a mesma aparência de sempre. Fazia quase um mês que eu não via minha mãe pessoalmente... Me senti totalmente displicente depois que me deixei pensar nisso. Os cabelos dela estavam presos em um coque, o que evidenciava os traços firmes de seu rosto e as poucas rugas que brotavam ao redor de seus olhos castanhos, como os meus.


- Suas coisas já estão no seu quarto, mas eu deixei apenas a cama arrumada para hoje – Hermione sempre fora uma pessoa muito prática, isso se podia ver por suas prioridades. Antes mesmo de me perguntar como eu estava, se tinha viajado bem, ela quis me situar. – arrumamos o resto no final de semana!


- E sim, eu estou muito bem, mãe – eu ri, dando um beijo na bochecha dela, enquanto ela me olhava novamente de cima a baixo. – O que foi?


- Você está tão magrinha! – ela se virou para o marido, me segurando pela mão. Não era um ato protetor; eu o entendia como uma maneira de ela tentar compensar o tempo que passávamos separadas.


Eu dei de ombros; ela sempre fazia o mesmo comentário quando me via. Adiantei-me para Draco, que ainda segurava Arthur, e lhe abracei rapidamente. Não havia maneiras de não ser simpática com ele; eu via o sorriso enorme brotar nos lábios da minha mãe quando ele estava por perto, quando ele segurava a mão dela, quando eu era simpática com ele... E não me custava nada.


- E como está o meu monstrinho favorito com olhos iguaizinhos aos meus? – eu brinquei, deixando minha voz tão aguda que irritou a mim mesma. Arthur sorriu, como a criança sapeca que era e se jogou nos meus braços. Dei-lhe um beijo na bochecha e ele bateu as mãos em palmas desajeitadas.


Arthur era uma verdadeira mistura de Hermione e Draco. Ele tinha os olhos castanhos, grandes e um rostinho ainda redondo, próprio de bebês. Seus cabelos eram tão claros e lisos quanto os de Draco, e as semelhanças com o pai não terminavam aí. Arthur, apesar de ainda ser uma criança, já portava aquele ar típico da família Malfoy.


Eu estava sorrindo, apertando as bochechas enormes de Arthur quando percebi a sombra saindo de casa e se aproximando de Draco. Meu coração parou de bater e senti meus dentes trincarem. O que ele ainda estava fazendo ali? Scorpius vinha sorrindo, mas não sorria para mim, sorria para Arthur. Apertei minhas sobrancelhas, quando o vi usando um avental de cozinha. Torci para que não fosse ele o cozinheiro naquela noite.


- O monstrinho está feliz por ter os cabelos iguaizinhos aos meus – a piada fez Hermione e Draco rirem, mas eu apenas ergui um dos lados da boca numa expressão sem graça. Eu não tinha paciência para ele.


Pode não ter sido sua intenção, mas eu senti aquele comentário bater diretamente nos meus cachos escuros desarrumados e voltar fazendo eco. Quem ele pensava que era para comentar alguma coisa sobre cabelo? Ou sobre qualquer outro tipo de coisa? Levei apenas um segundo para reparar totalmente nele; um segundo que pareceu uma hora, pois o que eu vi me deixou perturbada.


O que eu via não era parecia em nada com um rapaz inglês, mas sim com uma espécie de projeto de sulista americano estereotipado. Scorpius usava camisa xadrez de botões, calças jeans claras apertadas e botas escuras. A barba rala e o cabelo comprido até as orelhas eram apenas complementos. Segurei-me para não rir, se eu o fizesse seria mal-educado.


Eu nunca vira Scorpius fora da escola e sem o uniforme escuro de Hogwarts, sempre o evitara por sempre o ter enfrentado quando ele tinha suas crises de vandalismo e se comportava como um bandido, maltratando os outros alunos. Eu tinha a idéia de que ele era apaixonado por Johnny Cash e música Country, segundo algumas informações espaçadas que eu captara sem querer, mas nunca imaginei que ele andasse fantasiado como um estereótipo americano pela Inglaterra.


- Então – eu comecei, assim que as risadas de Hermione e Draco se esvaíram. Eu tinha consciência de que minha voz soaria desagradável e também tinha certeza de que todos ali, com exceção de Arthur, teriam consciência disso também. – Você está aqui.


- É – ele concordou comigo, sorrindo sem mostrar os dentes.


- Scorpius vai ficar com a gente durante um certo período também, Rose – minha mãe interveio, interrompendo qualquer briga ou mal-educação que qualquer um de nós dois pudesse proferir.


Eu abri um sorriso inexpressivo ao ouvi-la dizer isso. Eu não sabia o porquê, mas eu tinha certeza de que a expressão “certo período” dentro da frase dela queria dizer: “muito tempo”. Na melhor das hipóteses, Scorpius tinha arrumado um emprego e havia passado de delinqüente a amante de música solitário. Draco bateu palmas fortes, me acordando daquele devaneio de esperança e apontou para o interior da casa.


- Vamos entrar? – convidou, segurando as costas de Hermione, enquanto os dois me empurravam gentilmente para dentro. Arthur também bateu suas mãozinhas sorrindo para Scorpius. – Ou então a lasanha especial do Scorpius vai esfriar.


E não é que ele era mesmo o cozinheiro da noite? Soltei um sorriso ruidoso, percebendo o olhar dele cair com malícia sobre mim. Não era uma malicia propriamente dita, mas sim aquela malícia típica de seus olhos azuis, parecidos com os de Astória. Eu conhecia aquele garoto o suficiente para saber do que ele era capaz, nunca fora flor que se cheirasse e agora se ocupara em preparar o jantar no dia da minha chegada? Era, no mínimo, estranho.

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Comentários: 4

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Enviado por Angel_Slytherin em 19/02/2012

Capitulo simplesmente perfeito... melhor, FIC SIMPLESMENTE PERFEITA!!! *-* 
Ja estou apaixonada! hehehe
 

Nota: 5

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Enviado por Camila Rosa em 29/08/2011

Ai minha nossa amei o Arthur fofo demais.

Draco lindo como sempre.

E quanta relutância hein?

É só ignorar, ou tem algo a mais?

 

beijos

Nota: 4

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Enviado por Annabel Evers em 10/05/2011

A Rose que você descreve é um personagem intrigante. Não vou especular nada sabe, sou do tipo de leitora-que-não-sabe-analisar-obra. Mas, sem dúvida, com certeza vem muitas confussões com tantos gênios diferentes numa mesma casa...

Não posso negar: quase morri de rir com o Scorpius que vc descreveu. Me acostumei cm Scorpius Malfoy sendo um típico ingles e não um amante de música cautrey *escrevi certo?*!!!

Anciiiiosa pra ler +!!! Ñ demore para att..!

Nota: 5

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Enviado por Felipe S. em 08/05/2011

To começando a achar que a Rose tem algum mal resolvido com a mãe. Fiquei com a sensação que ela fala com certa mágoa em relação à mãe. Acho que toda essa relutância de entrar na casa vai muito além do orgulho ferido e da presença de Scorpios, até pq, naquele momento, ela nem lembrava da presença dele.

To achando que toda essa pose de menina orgulhosa é mera fachada pra esconder os sentimentos. Ah, MUITO bom. Vou parar de viajar e esperar o próximo capítulo pra poder especular com mais detalhes. Não demore para atualizar. :**

Nota: 5

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