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9. As espadas do guerreiro


Fic: A noiva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO NOVE


—Você o instigou a dizer isso, não é verdade, Harry?
Harry não se incomodou em responder essa pergunta absurda. Era verdade, Gina era um nome estranho, e Harry tinha coisas muito mais importantes a fazer do que ficar detido no umbral, discutindo esse assunto com ela.
Deixando-a zangada, Harry e Bill desceram os três degraus que levavam ao Grande Salão. Para falar a verdade, teve que dar um bom empurrão em Bill para fazê-lo caminhar.
Cheia de curiosidade, Gina olhou ao redor. A sua direita, erguia-se um muro de pedra, alto como uma igreja. Ao tato, as pedras eram frias e suaves como gemas polidas, sem uma mancha ou uma bolinha de pó que maculasse a cor castanho-dourada. Uma escada de madeira subia até o segundo nível, onde formava um ângulo com um balcão que se estendia por todo um lado do edifício. Gina contou três portas no piso superior e supôs que seriam os dormitórios de Harry e dos familiares.
Certamente a construção não oferecia muita intimidade. A área era tão aberta que qualquer um que estivesse no salão ou na entrada podia ver quem entrava ou saía dos habitações de acima.
O salão principal parecia ter sido feito para gigantes. Tinha uma aparência desolada, embora impecável. Bem em frente de Gina havia uma sólida lareira de pedra. O ar da imensa habitação estava aquecido pelo fogo que ali ardia.
O salão era o maior que Gina já vira. Claro que só conhecia o do pai, e supôs que na verdade era insignificante: o salão do pai se perderia naquela amplidão. O cômodo era amplo como um prado e estava dividida por um comprido corredor central de juncos que terminava na lareira. À esquerda, abrangendo só uma pequena parte do salão, havia uma mesa com uns vinte tamboretes. À direita, havia outra mesa de idênticas dimensões. Poucos metros atrás dessa segunda mesa, havia um biombo alto de madeira. Gina imaginou que a divisão ocultava a despensa.
Harry e Bill estavam sentados à mesa, junto à lareira. Como nenhum dos dois guerreiros prestava atenção nela, Gina rodeou o biombo, olhou atrás dele e se assustou ao ver ali uma cama sobre uma plataforma alta. Vários ganchos estavam fixos no muro, atrás da cama, e pelo tamanho das peças de roupa penduradas, Gina adivinhou que Harry devia dormir. Implorou para estar enganada.
Um soldado passou junto à jovem e depositou a bolsa de viagem de Gina sobre a plataforma: Gina compreendeu que havia adivinhado corretamente. O soldado lhe dirigiu um olhar assustado, resmungou em resposta ao agradecimento de Gina por haver trazido a bagagem, e depois fez um gesto para que se afastasse quando outro homem corpulento trouxe uma banheira circular de madeira que colocou no canto mais afastado, depois do biombo.
Gina tomaria o banho mais silencioso de sua vida, e isso era tudo. Sentiu que se ruborizava só de pensar na falta de intimidade. Claro que o biombo ocultaria sua nudez, mas qualquer que entrasse no salão ouviria o ruído e não teria dúvidas sobre o que estava fazendo.
Gina retornou junto a seu marido, decidida a descobrir onde estava a cozinha para poder pedir o jantar. Colocou-se ao lado de Harry e esperou um longo instante, mas o homem não lhe deu atenção. Bill estava lhe passando um relatório e Harry escutava apenas o que ele dizia. Gina se sentou sobre o banco junto a Harry, apoiou as mãos sobre o colo e esperou, paciente, até que o marido terminasse.
Seria grosseiro interromper, e Gina sabia que tampouco devia queixar-se. Afinal de contas, era a esposa de um senhor importante, e se era necessário que ficasse sentada esperando a obter a atenção de Harry até a alvorada, ela esperaria.
Depois, sentiu muito sono para pensar em comer. Ia levantar-se da mesa quando duas mulheres entraram depressa no salão.
Os vestidos de ambas ostentavam as cores dos Potter, e por suas aparências Gina soube que eram criadas. As duas tinham cabelo escuro, olhos castanhos e sorrisos sinceros, até que a viram.
Nesse instante, os sorrisos se desvaneceram. A mais alta, de fato, dirigiu a Gina uma expressão hostil.
Gina lhes devolveu a mesma expressão, pois estava fatigada demais para tolerar semelhante tolice. “Amanhã”, pensou, “terei tempo de tentar conquistar a amizade das mulheres. Por agora, pagarei na mesma moeda”.
Um soldado, de traços muito parecidos com os das duas mulheres, entrou no salão. Parou atrás delas, apoiou suas mãos sobre os ombros delas e olhou fixamente para Gina. Tinha o cabelo quase tão negro quanto o semblante que dirigia a Gina.
Gina pensou que esse sujeito já tinha decidido odiá-la e supôs que seria porque era inglesa. Ali, Gina era uma estranha. O clã de Harry levaria tempo até aceitá-la. Só Deus sabia quanto ela mesma levaria até acostumar-se com eles.
Harry não reparou na chegada dos intrusos até que Gina lhe deu um empurrãozinho com o pé. Olhou-a irado por interrompê-lo, e viu o trio que aguardava perto da entrada. Imediatamente, esboçou um amplo sorriso e as duas mulheres corresponderam. A mais alta das duas correu para ele.
— Venham conosco! —exclamou Harry—. Sirius —completou, ao ver que o soldado carrancudo se aproximava dele—. Depois do jantar, escutarei seu relatório. Você trouxe Elizabeth?
—Sim —respondeu Sirius em voz entrecortada.
— Onde está?
—Queria ficar na cabana, aguardando notícias de Carlos.
Harry assentiu. Ao ver que Sirius dirigia o olhar a sua esposa, lembrou-se dela.
—Esta é minha esposa —afirmou em tom indiferente. E acrescentou: —Chama-se Gina —logo se voltou para a esposa:
—Este é Sirius. E esta é Viviana —assinalou com a cabeça à mulher que estava junto ao guerreiro carrancudo—. Sirius e Viviana são irmãos, e primos-irmãos de Helena.
Gina tinha suposto que eram irmãos, pois tinham o mesmo cenho franzido. Mas estava muito concentrada na explicação de Harry para preocupar-se com a grosseria dos irmãos. Onde estava Helena? E quem era essa Elizabeth que Sirius acabava de mencionar?
Harry interrompeu as reflexões de Gina fazendo um gesto para a última integrante do trio:
—E por último, mas não menos importante, esta é minha Cho — anunciou, com um tom carregado de afeto—.Aproxime-se, menina —disse—. Deve conhecer sua nova senhora.
Quando Cho cruzou depressa o salão, Gina compreendeu que na verdade era uma mulher. Cho parecia ser só uns dois anos mais jovem que a própria Gina, mas o rosto adorável tinha uma expressão infantil. Além disso, irradiava um ar de inocência.
Cho fez uma estranha reverência à Gina e sorriu com doçura. Disse com a voz de uma menina pequena:
— Tenho que gostar dela, Harry?
—Sim —respondeu Harry.
— Por que?
—Porque isso me deixará feliz.
—Então, gostarei dela —retrucou Cho—. Embora seja inglesa. —O sorriso se alargou, e adicionou—: Senti falta sua, milorde.
Sem dar a Harry tempo de responder, Cho correu para o outro extremo da mesa e se sentou entre Sirius e Viviana.
Gina continuou observando Cho por um tempo, até que compreendeu o que acontecia. Era uma dessas pessoas especiais que são infantis a vida toda. O coração de Gina se comoveu por Cho, e também por Harry que manifestava tanta bondade.
—Cho também é irmã de Sirius? —perguntou Gina.
—Não, é a irmã de Helena.
—Quem é Helena?
—Era minha esposa.
Harry voltou-se outra vez para Bill, antes que Gina pudesse fazer outra pergunta. Um grupo de criadas que entrou apressadamente no salão atraiu a atenção da jovem. Imediatamente, o estômago de Gina começou a grunhir à vista das travessas com comida que as vigorosas mulheres traziam.
Cobriram a mesa com bandejas feitas de pão velho, cavado. Frente a Gina depositaram uma grande travessa com cordeiro. Gina tentou não enjoar, mas a vista e o aroma da carne revolveram seu estômago. Gina detestava cordeiro desde que passou mal, quando menina, depois de comer uma porção dessa carne em mal estado.
Fatias de queijo, umas amarelas, outras alaranjadas com nervuras vermelhas, apetitosos bolos transbordantes de amoras purpúreas e pães redondos morenos e salpicados se adicionaram ao menu. O jantar se completava com jarras de cerveja e garrafas de água.
Harry ignorou a comoção que tinham provocado as criadas no salão. Quando entrou um grupo de soldados, saudou cada homem com um movimento de cabeça e voltou a interrogar Bill.
Começava a impacientar-se com seu segundo chefe. Embora Bill respondesse direta e eficientemente todas as perguntas do senhor, não lhe concedia toda sua atenção pois continuava contemplando Gina, que estava ao outro lado da mesa.
Ante a ofensa involuntária, a voz de Harry adquiriu um tom áspero. Gina olhou para seu marido.
— As novidades o desgostam? —perguntou, quando conseguiu que ele lhe prestasse atenção.
—Carlos desapareceu.
— Quem é?
—Um de meus soldados —explicou Harry—. Tem patente similar à de Bill, embora desenvolva tarefas diferentes.
— Ele é seu amigo?
Harry partiu em duas uma parte de pão e ofereceu uma metade a Gina, enquanto lhe respondia:
—Sim, também é um bom amigo.
—Quem é Elizabeth? —perguntou Gina—. ouvi que perguntou ao Sirius se...
—É a esposa de Carlos.
— Oh, pobre mulher —disse Gina com um tom de simpatia—. Deve estar muito aflita. Não é possível que Carlos simplesmente tenha se atrasado?
Harry moveu a cabeça. Não entendia por que Gina se preocupava tanto, já que não conhecia o homem. Mas a simpatia de Gina o agradava.
—Não está atrasado —afirmou—. Esposa, uma demora seria um insulto para mim. Não, algo lhe aconteceu.
—Deve estar morto, pois se não, estaria aqui — interveio Bill, dando de ombros.
—Sim —concordou Harry.
Os outros soldados escutavam a conversa sem perder detalhe, advertiu Gina. E notou também que todos eles deviam conhecer o inglês tão bem quanto Harry. Todos estiveram de acordo com o comentário de Bill.
—Não pode saber se estiver morto.—disse Gina. Aquela atitude fria lhe pareceu bárbara—. É cruel falar desse modo sobre um amigo.
— Por que? —perguntou Bill.
Gina não fez caso da pergunta e, em troca, formulou outra:
— Por que não estão buscando-o?
—Neste momento, estamos procurando por ele nas colinas —respondeu Harry.
—É provável que pela manhã encontrem seu corpo —agourou Bill.
—Bill, não acredito que seja tão indiferente quanto parece, não é mesmo? —perguntou Gina —. Tem que acreditar que seu amigo está vivo.
— Tenho que acreditar?
—Todos deveriam acreditar —afirmou Gina, percorrendo com o olhar todos os que estavam sentados à mesa—. Sempre temos que ter esperanças.
Harry dissimulou o sorriso. Não fazia uma hora que sua esposa estava no lar e já dava ordens.
—Seria uma esperança falsa —respondeu—. E não é necessário que se mostre tão ofuscada, esposa.
Harry fez os soldados participarem da conversa. Todos começaram a falar ao mesmo tempo, dando sua própria opinião a respeito do que poderia haver acontecido com Carlos. Embora não estivessem de acordo com respeito ao modo em que Carlos tinha sido assassinado, todos concordavam numa coisa: Carlos estava morto.
Durante o resto da comida, enquanto cada um expunha sua própria teoria, Gina guardou silêncio. Depois se fez evidente que o desaparecido era importante para todos os presentes e, mesmo assim, não abrigavam esperanças.
Nem Viviana nem Cho fizeram nenhum comentário e mantiveram os olhos fixos na comida.
Harry tocou o braço de Gina e quando esta o olhou, ofereceu-lhe uma parte de cordeiro.
—Não, obrigado.
—Comerá isto.
—Não.
Incrédulo, Harry ergueu uma sobrancelha. Tinha a audácia de discutir com ele diante de seus próprios homens. Era inconcebível.
Gina viu que parecia atônito e chegou à conclusão de que ele não gostava que o contradissessem.
—Não quero cordeiro, mas de todos os modos, agradeço.
—Você comerá —ordenou Harry—. Está fraca, e precisa se fortalecer.
—Já sou forte o bastante —murmurou Gina—. Harry, não posso tolerar o cordeiro. Não o retenho no estômago. Até o aroma me enjoa, mas o resto da comida é muito boa. Não poderia engolir um bocado mais.
—Então, vá banhar-se —indicou o marido, e franziu o cenho ao ver outra vez refletida a fadiga nos olhos de Gina—, Logo ficará escuro, e com a escuridão fará um frio que impregnará até os ossos, se não estiver na cama.
—Você também sofrerá com o frio nos ossos? —perguntou a moça,
—Não —respondeu Harry, sorrindo—. Os escoceses somos feitos de uma madeira mais forte.
Gina riu e esse som musical atraiu a atenção de todos.
—Você retruca usando minhas próprias palavras —assinalou. Harry não respondeu.
—Harry, onde dormirei?
—Comigo —respondeu, num tom que não deixava lugar a discussões.
—Mas, onde? —insistiu Gina—. Harry, dormiremos aqui, atrás do biombo, ou num dos dormitórios de cima?
Girou para assinalar o balcão e de repente se congelou. Deus era testemunha de que não podia acreditar no que seus olhos viame estes se abriram assombrados!
Gina, de frente para a entrada, viu que havia armas por todos lados. Enchiam as paredes do teto até o chão, em ambos os lados da entrada, Mas não era o fato de que o marido tivesse um arsenal completo o que deixava Gina atônita... e sim a espada pendurava no centro da parede mais afastada!
Era uma espada magnífica, hercúlea, que tinha incrustados no punho grupos de pedras preciosas vermelhas e verdes, que pareciam uvas graúdas. Contemplou a espada vários minutos antes de examinar as outras armas e logo as contou. Em total, havia cinco espadas que pendiam entre maças, garrotes, lanças e outras armas que não conhecia,
Voltou a contar para estar segura: sim, eram cinco espadas.
E todas pertenciam a Harry. Oh, como deve ter rido quando Gina se ofereceu para gastar seus xelins trabalhosamente economizados para lhe fabricar uma! E embora Gina fizesse papel de tola, a conduta de Harry foi pior, pois a permitiu fazê-lo.
Estava tão envergonhada por sua própria ingenuidade que não podia olhar para o marido. Continuou contemplando a parede e disse:
—Bill, todas essas armas pertencem a meu marido, não é?
—Isso mesmo —respondeu Bill, de olho em Harry para avaliar a reação do amigo diante da mudança no comportamento de sua esposa. Harry notou que a voz de Gina tremia e que ruborizava. Parecia muito estranho a ele, pois a jovem havia se mostrado muito dócil, quase tímida durante o jantar. Quase não falou uma palavra!
Harry observava a sua esposa, mas, quando por fim Gina se voltou para ele, no semblante do guerreiro se instalou um amplo sorriso.
Gina travou os punhos na cintura e teve a audácia de olhar seu marido com semblante carrancudo. A transformação da mulher assombrou Bill. Tinha-a considerado tímida, mas mudou de opinião ao ver esses olhos furiosos, de um tom violeta intenso. Lady Potter já não parecia tímida, mas sim pronta para a briga.
Era com Harry com quem estava disposta a brigar. Acaso não conhecia o temperamento feroz de Harry? Bill chegou à conclusão de que, sem dúvida, não o conhecia, pois do contrário não o teria desafiado com semelhante atrevimento.
—Bill, na Inglaterra, o que pertence ao marido também é propriedade da esposa. Aqui acontece o mesmo?
Perguntou-o sem afastar o olhar de seu marido.
—Sim —respondeu Bill—. Por que pergunta, milady? Há algo em especial que a interesse?
—Sim.
— O que? —perguntou Bill.
—A espada.
—Uma espada, milady? —perguntou Bill.
—Não, Bill. Não uma espada —esclareceu Gina—. A espada. A que está lá, no centro da parede. Quero essa espada.
Uma exclamação coletiva se ergueu no salão, e a boca de Bill se abriu. Passou o olhar sobre a mesa, sabendo que todos tinham ouvido a conversa e pareciam tão perplexos quanto o próprio Bill.
—Mas essa é a espada do senhor —gaguejou Bill—. Sem dúvida...
A risada de Harry cortou a explicação.
—Uma esposa não poderia nem mesmo erguer essa espada —disse-—. Não, uma simples mulher não teria a força suficiente; mais ainda, uma mulher incapaz de comer cordeiro.
Gina deixou a provocação continuar por um prolongado momento.
— Há adagas que uma esposa possa levantar com sua força insignificante? —perguntou por fim, dirigindo a seu marido um sorriso muito doce.
—É obvio.
—Nesse caso, possivelmente...
—Gina, seria muito fácil arrebatar uma adaga dessas mãos tão pequenas.
Gina fez um gesto de assentimento. Harry se decepcionou ao vencer com tanta facilidade esse jogo de desafios. Gina lhe fez uma reverência e se encaminhou para o biombo. Harry contemplou o suave meneio de seus quadris até que notou que os homens também o observavam. Clareou a voz para chamar a atenção e manifestou seu desgosto.
Gina já estava quase fora da vista quando exclamou por cima do ombro:
—A menos que estivesse dormindo, Harry. Nessa circunstancia, minhas mãos pequenas teriam força suficiente, não acha? Desejo-o bons sonhos.
A risada de Harry a seguiu depois do biombo.
— Por acaso entendi mal? —perguntou Bill—. Ou sua esposa acaba de ameaçar matá-lo?
—Não entendeu mal.
—Mesmo assim você ri?
—Pare de franzir a testa —disse Harry—. Não corro perigo. Minha esposa não me faria o menor dano, pois não está em seu caráter.
— É inglesa, Harry.
—Você a entenderá quando a conhecer melhor.
—É muito bonita —disse Bill, sorrindo—. Não pude deixar de reparar.
—Pude ver que notou.
—Sim... bom, passará um tempo até que me acostume —admitiu Bill, incômodo ao saber que o senhor o tinha surpreendido olhando para sua esposa—. Os homens dariam sua vida para salvá-la, Harry, mas, para ser honesto, não sei se algum dia jurarão lealdade a ela. Por ser inglesa, claro.
—Tinha esquecido esse fato —respondeu Harry—. Cada vez que abre a boca, seu sotaque me recorda. Talvez, com o tempo, Gina consiga conquistar a confiança dos homens. Eu não o exigirei.
—Eu achava que ela era tímida, mas agora não estou certo.
—Gina é tão tímida quanto eu -disse Harry—. Não abriga muitos medos. Gosta de dizer o que pensa: esse é outro de seus numerosos defeitos. Mas é muito pouco dura para seu próprio bem, Bill.
—Entendo.
— Por que demônios sorri? —perguntou Harry.
—Por nada, milorde.
—Agora me escute —prosseguiu Harry—. Quero que cuide de Gina cada vez que eu me ausente. Não a deve perder de vista, Bill.
—Teme problemas?
—Não —respondeu Harry—. Limite-se a cumprir o que ordeno sem me fazer perguntas.
—Certamente.
—Quero que a adaptação de Gina seja a mais fluída possível. Não é muito forte.
—Você já me disse isso —assinalou Bill, sem pensar.
Harry compôs uma expressão colérica para demonstrar seu desagrado com o comentário.
— A visão do sangue a desgosta.
—Como a do cordeiro assado.
Os dois homens riram. Mas a risada não durou. Assim que Harry contemplou os rostos dos que estavam sentados à mesa deixou de rir. Todos os soldados olhavam atentos para o biombo. Era possível que não confiassem na esposa do senhor, mas sem dúvida se sentiam cativados por ela.
Gina não tinha idéia da comoção que tinha provocado.
Criadas organizavam seu banho sob a supervisão de uma mulher de cabelos cinzas e falar suave, chamada Molly, até que terminaram e saíram.
Molly ia sair quando Gina lhe perguntou onde era a cozinha.
—No quinto dos infernos —murmurou Molly—. OH, Deus, não queria dizer isso, senhora!
Gina conteve a risada, pois a pobre mulher parecia mortificada e não queria incomodá-la mais ainda.
—Não contarei a ninguém —prometeu—. O que queria dizer é que a cozinha está numa construção separada?
Molly assentiu com tanto vigor que o coque de cabelo, alto no cocuruto, se balançou.
—Alguns invernos, o tempo é tão ruim que temos que abrir passo até lá com a neve pelos joelhos. Faz um frio terrível, moça.
— Você me mostrará onde é?
— Para que quer vê-la?
—Como agora sou a ama, talvez faça certas mudanças —explicou Gina—. Acredito que a cozinha teria que ser transferida para mais perto do edifício principal, não?
—Fala sério, moça? —perguntou Molly, evidentemente entusiasmada. Com expressão grave, murmurou—: Contudo, eu a aconselharia a não mencionar as mudanças, ao menos diante de Viviana. Ela se considera a ama. Essa sim que é bastante mandona.
Gina sorriu.
—Isso também terá que mudar, certo?
O sorriso radiante da anciã demonstrou que tinha ganhado uma aliada para toda a vida.
—Será melhor que se banhe antes que a água esfrie—aconselhou Molly antes de partir.
Enquanto se despia, Gina pensou nos comentários de Molly e meteu-se na banheira sem fazer ruído. Não queria incomodar, pois Harry e seus homens estavam do outro lado, mas no momento em que lavou o cabelo e se deu uma boa esfregada, estava tão cansada que já não se importava se a ouviam ou não. Ficou um tempo sentada na água que esfriava até que saiu, secou-se, vestiu uma camisa e se meteu na imensa cama.
Levou quase meia hora mais desembaraçar o cabelo e secá-lo um pouco. A espada de Harry não saía da cabeça de Gina. Foi humilhante o modo como a deixou exortá-lo a respeito de como era necessário que um cavalheiro tivesse uma boa espada. Mas não pôde evitar um sorriso: não conseguia permanecer zangada com Harry. Até soltou uma gargalhada suave ao recordar que tinha sugerido que treinasse com Rony. Era provável que Harry pensasse que ela tinha o cérebro de uma ovelha. Sem dúvida, pensaria que era tão ignorante quanto um camundongo de campo.
O último pensamento de Gina antes de dormir foi revelador: desejava que Harry viesse para a cama. Que o Céu a ajudasse; estava se apaixonando por esse escocês bárbaro!

Vejo como Harry continua olhando para o biombo. A cadela inglesa já o seduziu. Acaso seu amor por Helena foi tão superficial que pôde substituí-la com tanta facilidade?
Ele não lembra do que aprendeu. Possivelmente já tenha entregado o coração à sua noiva. Deus, assim o espero! Desse modo, a morte da mulher será mais dolorosa.
Estou impaciente por matá-la.



Na.: Obrigada pelos comentarios, mais tarde posto mais 1 CAP
beijoooooo

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

Nossa essa pessoa odeia Harry e quer que ele sofra muito, eu ainda acho que é uma mulher!

Nota: 5

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