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Visualizando o capítulo:

11. Floresta Proibida – Parte 1 de


Fic: Renascido do Inferno - Aviso nos Coments 10 04


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Saudações

Primeiro, peço desculpas pela demora em postar. Sério mesmo. Tive “n” problemas que me roubaram o tempo. Faz pelo menos uns 20 dias que tenho trabalhado até bem depois da meia noite e isso acaba com qualquer um.
Estive um pouco adoentado, também. Como trabalho muito e sempre correndo e me alimentando mal, bem, fui levantar uma CPU do tempo em que cachorro era amarrado com lingüiça e terminei de arrebentar minhas costas. Resultado, massagens, fisioterapia e o escambau. Um dia perdido e mais dois meio de molho!
Bem, peço perdão. O Capítulo finalmente ficou pronto.
O capítulo a seguir foi dividido. É, eu sei. Vocês vão reclamar. Eu sei.
Se eu fosse leitor, iria reclamar também.
No entanto, como não sou, posso lhes garantir que foi necessário. Mesmo.
Não quero mais fazer capítulos além de 20 páginas.
E Não quero mutilar a história, então precisei dividir o cap.
Veremos o ocorrido na Floresta Proibida.
Veremos o porquê o Rony e o Blaise se odeiam.
Veremos a Gina praticamente implorando que Harry se decida.
Veremos....
Veremos... um monte de coisas.
Respondendo uma pergunta de um leitor: Por que o Autor não responde os comentários individualmente? Bem, eu procuro responder durante o capítulo seguinte no desenrolar da história. Agora, se desejam que eu responda uma a um, bem, cada cap deve demorar ao menos um mês a mais para ser postado, preferem que eu faça isso? Se preferirem, beleza. É só me avisar.
Para quem me pediu fotos do Draco, bem... estou procurando mas não encontrei nenhuma que se adeque ao que me pediram.
Falar nisso, vocês foram conhecer Apollyon???
Não??


Cortadora de Almas? Chega aqui, chega? Tem umas pessoas que você PRECISA CONHECER!!!


"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível."
( Albert Einstein )
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Hogwarts 6º ano de Hermione – Dia seguinte ao ocorrido na Sala de Transfiguração. – Corredores de Hogwarts – 21:30

- Ainda não entendi, Granger. – comenta preocupada Cho Chang olhando para os lados e não vendo ninguém.
- Não é tão difícil compreender. – fala Hermione séria. – Você me deve uma. Não te denunciei. Agora, o meu preço é esse. Ensine-me.
- Tem certeza de que quer aprender? – pergunta Cho sorrindo.
- Não seja boba. Vi que Cormaco estava “fora do ar” com o que você estava fazendo. – fala Hermione sorrindo. – Ensine-me!
- Granger, não é tão fácil assim. – fala Cho sorrindo. – Precisaríamos de um homem para eu te ensinar na prática.
- E quem disse que eu quero aprender a parte prática? – pergunta Hermione a olhando como se ela fosse idiota. – Quero apenas uma descrição da parte teórica. A parte prática, eu vou colocar em prática, “depois”, entendeu?
- Certo, certo. – fala Cho sorrindo. – Venha. Entre nessa sala. Vou te ensinar como levar um homem a loucura, apenas usando suas mãos e boca. Mas não conte a mais ninguém. Isso é uma... Tradição de família.
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Hogwarts 6º ano de Hermione – 3 dias depois do ocorrido na Sala de Transfiguração. – Jardins de Hogwarts – Sábado – 12:15

- E então você não olhou os braços dele, olhou? – pergunta Gina sapeca para Hermione enquanto caminhavam em direção ao lago.
- Não... Deu tempo. – fala Hermione encabulada.
- E agora? – pergunta Gina sorrindo.
- Eu... Não sei. – fala Hermione preocupada.
- Você o ama? – pergunta Gina.
- Não sei. – fala Hermione indecisa. – É difícil explicar.
- Entendo você. – fala Gina séria. – Às vezes, devemos... Tomar a iniciativa.
- Como você faz com o Harry? – pergunta Hermione zombeteira.
- Estou de saco cheio de esperar ele tomar uma atitude. – fala Gina cansada. – Se ele não se decidir, talvez eu acabe fazendo algo.
- Por exemplo? – pergunta Hermione curiosa.
- Já viu como o Blaise está bonitão? – pergunta Gina sorrindo e apontando para Blaise e Draco que conversavam baixinho próximos dali, encostados em uma árvore.
- O que vocês estão aprontando? – pergunta Hermione curiosa ao se aproximarem dos dois Sonserinos.
- Vamos... Acobertar vocês dois. – fala Blaise rindo baixinho junto com Gina.
- Por quê? – pergunta Hermione curiosa enquanto olhava para Draco e vendo ele tão surpreso quanto ela ao ouvir Blaise falar.
- Boa ação da minha vida. – fala Blaise rindo. – Se mandem. Vamos ficar aqui conversando por alguns minutos e se aparecer alguém assoviamos para dar o alarme.
- Como é? – pergunta Draco olhando para os lados e não vendo ninguém olhando.
- Não percam tempo. – fala Gina apressando-os.
Draco toma a iniciativa e puxa Hermione pela mão, levando-a até um local mais retirado onde não seriam vistos. Coloca-a contra uma árvore e a beija loucamente, como se sua vida dependesse de sentir o contato com o corpo dela.
- Eles...não...te...largam? – pergunta Draco beijando-a alucinadamente, descendo para o pescoço dela. – Tento...ver...você...faz...dois...dias.
- Harry ...e....Rony... suspeitam...de...algo. – responde Hermione puxando a cabeça dele de encontro a sua, mal deixando ele respirar.
- Dane-se...o....Cenoura...Ambulante...e..o...Santo...Potter! – responde Draco beijando o pescoço dela.
- Rony...quer...te...pegar! Quer... dar...o...troco!– fala Hermione puxando novamente a cabeça dele para cima e beijando os lábios dele com pressa.
- Não...tenho...medo...dele! – responde Draco colocando suas mãos na cintura dela e roubando um beijo mais demorado.
- Espere... ouça.... – fala Hermione concentrada. – Droga. Eles estão assoviando.
- Porcaria! – reclama Draco olhando por entre as árvores e vendo Rony se aproximar. – É o Cenoura Ambulante! Mas que Droga!
- Hoje à noite! – fala Hermione sorrindo ao beijá-lo novamente, agora com pressa. – Sala Precisa. 23:00hs.
- Feito. E agora? – pergunta Draco ansioso.
- Vou subir. Gina e eu conversaremos com Blaise enquanto você volta ao castelo pela estufa. – fala Hermione o beijando novamente.
- Não vou fugir dele! – fala Draco indignado.
- Faça o que eu digo. – pede Hermione lhe dando um selinho. – Nos vemos depois, durante a procura por ervas na Floresta Proibida. Se fizerem duplas, podemos ficar juntos.
- Eu não vou. – lamenta Draco triste. – Snape pediu minha ajuda para cuidar de algumas poções. Tome cuidado na Floresta. É perigoso. Tenho péssimas recordações daquele lugar.
- Então à noite. Sala Precisa. Não falte. – fala Hermione dando um selinho nele e caminhando por entre o jardim até chegar perto da Gina que conversava com Blaise.
- Como se eu fosse louco em faltar. – comenta Draco baixinho caminhando em outra direção.
Quando Rony chegou viu que Gina estava conversando muito alegremente com Blaise. Nunca gostara dele. Além, ainda era amigo de Draco Malfoy. Mas como Hermione estava junto com eles, imaginou que nada havia de errado e continuou a caminhar.
Draco por sua vez rodeou o caminho e entrou no castelo pela estufa.
Para seu azar, não notou Pansy que acompanhava seus passos à distância. Ela tinha presenciado o encontro.
“Já sei o que fazer para me livrar da Granger!” – pensa Pansy sorrindo perversamente. – “Um triste acidente na Floresta! Será uma tragédia, é claro! Já tomei todas as providências necessárias e o plano segue conforme eu previ.”
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Hogwarts 6º ano de Hermione – Jardins de Hogwarts – Sábado – 16:30 hs – Aula prática de Herbologia

- Vamos lá. – fala a professora de Herbologia. – As duplas já estão definidas. Já sabem as ervas que devem procurar. Fiquem sempre ao alcance da voz. Não se distraiam na floresta. Voltem em uma hora. O tempo está fechando rápido e chove em breve. Caso precisem de ajuda, lancem faíscas vermelhas. Cuidado com os animais.
Caminhando lentamente, todas as duplas se separam e partem para a Floresta. Hermione e Pansy, juntas, assim como Harry e Rony.
- Tome cuidado, Granger. – fala Pansy logo que perderam os outros de vista.
- Cuidado com o que? – pergunta Hermione curiosa.
- Tem muitos animais ferozes por aqui. – fala Pansy sorrindo. – Não quero ver você machucada.
- Preocupe-se em não se machucar. – fala Hermione coletando algumas ervas. – Eu sei me cuidar.
- Ok, então. – fala Pansy sorrindo e coletando ervas.
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Hogwarts 6º ano de Hermione – 3 dias depois do ocorrido na Sala de Transfiguração. – Sala de Poções– Sábado – 17:15 hs

- Para que mesmo precisa de minha ajuda? – pergunta Draco curioso enchendo alguns frascos de poções. – Na certa, não para encher esses frascos com poções.
- É claro que não. Eu pedi que viesse para lhe entregar isso. – fala Snape sério entregando um pergaminho lacrado. – É de sua mãe. Ela conseguiu me entregar discretamente durante a última reunião. Leia. Depois, se quiser enviar uma resposta, darei um jeito.
“Draco. Estou bem. Snape é, o último recurso e amigo que nos resta. A situação é muito confusa. Faça o que lhe pediram. Sei que não quer. Mas não tem escolha. Com saudades, Tiuthan!” – leu Draco e compreendeu que era uma carta de sua mãe, Narcisa. “Tiuthan” era um apelido que apenas os dois usavam. E também um código. Significava que o que estava na carta era correto. Se fosse mentira, ela assinaria com outro apelido.
- Entendo. Agradeço pelo esforço, professor. – fala Draco sério.
- Por que não aceita que eu o ajude? – pergunta Snape sério.
- A missão é minha. Sou que quem devo cumprir. – fala Draco fechando sua mente.
- A sua arrogância pode por tudo a perder. – fala Snape irritado.
- Muitas coisas podem por tudo a perder. – comenta Draco e com um movimento da varinha, queima o pergaminho recebido. – Ainda não necessito de sua ajuda. Tenho... planos em movimento.
- Algum desses planos envolvem a Granger? – pergunta Snape criticamente.
- Não. – responde Draco calmo.
- É um divertimento, então? – pergunta Snape sorrindo.
- É claro. – responde Draco rindo e mentindo. – O que foi, Professor Snape? Pensou que eu me envolveria com uma Sangue Ruim? – pergunta rindo com a mente fechada o mais forte que conseguia.
- É difícil entender suas motivações. – fala Snape curioso sem conseguir ler a mente de Draco.
- Não queira entender minhas motivações, professor. – fala Draco com a voz inexpressiva.
- Sabe o que está em jogo. Seu pai já falhou, se você falhar, sua mãe pagará o preço. – fala Snape friamente.
- Estou ciente disso. Não irei falhar. – fala Draco sério enquanto enchia mais alguns frascos de poções de cura e discretamente transferiu alguns para o bolso de sua camisa sem que Snape percebesse.
“Poções de cura! Poções Revigorantes! Um prêmio inesperado. Nunca se sabe quando serão úteis, não é mesmo?” – pergunta-se Draco sorrindo satisfeito por ter enganado Snape. Discretamente tinha roubado 3 poções de cura e duas revigorantes e posto no bolso da camisa, enquanto Snape buscava mais alguns frascos.

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Hogwarts 6º ano de Hermione – 3 dias depois do ocorrido na Sala de Transfiguração. – Floresta Proibida – Sábado – 17:35 hs – Aula prática de Herbologia

- Vamos voltar, Granger. – fala Pansy preocupada.
- Ainda não terminamos de coletar as ervas. – fala Hermione séria de costas para Pansy.
- Não está vendo que nos afastamos de todos os outros? E que tem uma tempestade se aproximando? – pergunta Pansy muito preocupada. – Vamos embora! Agora! Se não quiser ir, eu vou sozinha!
- Se quiser ir, vá. Eu ainda quero coletar mais duas ervas e... – fala Hermione voltando-se para Pansy que já recuava correndo desesperada tentando sair para fora da Floresta antes da chuva cair. – Covarde. Com medo do escuro ou de uma chuvinha. – fala Hermione debochada, voltando a se abaixar para pegar uma outra erva.
Foi quando ouviu um barulho diferente. Quando tentou se levantar, ouviu algo que a deixou apavorada.
- Impérius!!!
E Hermione, de pé, ficou estática, apenas esperando para receber suas ordens.
- Jogue fora sua varinha. Sua sacola de ervas. E corra em direção ao centro da floresta proibida. Não volte. – ordenou uma voz fria. – Agora vá!!
- Sim. – responde Hermione jogando sua varinha e a sacola de ervas. Logo a seguir, começou a correr em direção ao centro da floresta proibida. Nem ouviu a risada que alguém largou às suas costas, no momento exato em que a chuva começava a cair. Nem percebeu também quando essa pessoa apontou a varinha para as nuvens e murmurou um novo feitiço.
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Hogwarts 6º ano de Hermione – 3 dias depois do ocorrido na Sala de Transfiguração. – Estufa de Hogwarts – Sábado – 18:15 hs – Aula prática de Herbologia

- Todos aqui? – pergunta a professora de Herbologia enquanto ouvia os trovões e raios que caíam lá fora do castelo. – Tragam suas ervas e as deixem aqui. Segunda-feira iremos transplantá-las.
- Onde está Hermione? – pergunta Lilá.
- Não a estou vendo. – comenta Harry.
- Nem ela, nem a Pansy. – concorda Rony.
Nisso, Pansy entra, completamente ensopada. Em seu rosto, estava a marca do pavor.
- O que foi, querida? – pergunta a professora. – Onde está sua companheira?
- Ela... não quis vir...eu vim sozinha. – fala Pansy tentando recuperar o fôlego.
- Você a deixou sozinha? – pergunta Harry incrédulo.
- Eu a chamei. Várias vezes. Ela não quis vir. Eu corri. Tenho medo de tempestades. – fala Pansy quase chorando ao ouvir os raios e trovões que riscavam o céu. A chuva era forte e açoitava o castelo com uma fúria inacreditável.
- Eu não acredito que a deixou sozinha. – grita Rony pegando nos braços de Pansy. – Sua idiota.
- Pare com isso, Weasley! – fala a professora seria. – Lilá, avise Snape. Precisamos organizar uma equipe de busca! Colin! Peça para os elfos prepararem térmicas de café quente, roupas para o frio e luvas. Rápido.
- Por que avisar Snape? – pergunta Rony baixinho ao ver Lilá e Colin saírem correndo.
- Por que ele está no comando até a volta de Dumbledore, lembra? Ele anunciou isso ontem. Dumbledore está viajando, sei lá para onde. – responde Neville sério.
- Vamos para a floresta. – fala Harry decidido encaminhando-se para a porta.
- Ninguém vai a lugar algum sem nos prepararmos antes. – fala a professora séria. – Vamos organizados. Será mais fácil. Caso contrário iremos perder mais alguns alunos durante a tempestade.
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Hogwarts 6º ano de Hermione – 3 dias depois do ocorrido na Sala de Transfiguração. – Sala de Poções– Sábado – 18:35 hs

- Professor Snape! Professor Snape! – grita Lilá entrando na sala sem bater.
- O que foi agora? – pergunta Snape furioso com a entrada intempestiva dela.
- Uma aluna se perdeu na floresta proibida. – fala Lilá tentando respirar direito.
- Como assim, se perdeu? – pergunta Snape curioso.
- Ela se separou do seu parceiro enquanto colhia ervas. – fala Lilá respirando fundo para recuperar o fôlego.
- Mas quem seria idiota o suficiente para fazer isso? – pergunta Snape furioso.
- A Granger! – responde Lilá para Snape que encara Draco sério.
- Que burrice. Só podia ser uma Sangue Ruim para ter uma idéia idiota dessas. – comenta Draco friamente como se não se importasse com Hermione, ciente que Snape avaliava suas reações.
- Maldita idiota. – fala Snape friamente enquanto saía da sala de poções. – Draco, venha comigo!
- Preciso mesmo? – pergunta Draco disfarçando.
- Eu não vou levar idiotas para o meio da Floresta Proibida! Preciso de voluntários que, pelo menos, saibam usar a varinha. E você é um voluntário! Por livre e espontânea pressão!! – fala Snape friamente caminhando em direção à estufa.
“Como se você pudesse me impedir de ir atrás dela!” – pensa Draco divertido. – “Assim que você virasse as costas, eu iria de qualquer forma! Mas me deu uma desculpa perfeita!”
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18:40 hs – Estufa de Herbologia

- Quem vai conosco? – pergunta Rony irritado olhando para seus colegas que estavam com medo de ir na busca.
- É muito perigoso. – diziam uns.
- Eu vou. – fala Simas decidido enquanto vestia uma jaqueta.
- Está chovendo. – diziam outros.
- Estou nessa. – fala Neville sério se arrumando também.
- É uma tempestade. – falavam outros com medo.
- Eu não saio daqui. Nem por todo o ouro dos duendes. – fala Dino Thomas.
- Então essa é a lendária coragem Grifinória? – pergunta Draco rindo ao entrar junto com Snape. – Sabe, eu acho que os Sonserinos tem mais coragem do que vocês, Grifinórios.
- E onde você estava, Malfoy? – pergunta Harry se aproximando de Draco. – E por que eu acho que você é o responsável pelo sumiço da Hermione?
- Primeiro, afaste-se, testa rachada. Seu hálito é horrível. Segundo eu estive no castelo, a tarde toda preparando poções. Terceiro, antes que eu me esqueça, vá a *******! Não te devo satisfações!– responde Draco sério.
- Seu cretino desgraçado... eu vou... – fala Rony tentando atingir Draco mas é seguro por Neville e Simas. – O que está fazendo aqui?
- O Sr. Malfoy gentilmente se ofereceu para ajudar. – fala Snape friamente ao terminar de conversar com a professora e com Pansy que ainda chorava. – É um voluntário para a busca da Srta. Granger.
- Não me ofereci droga nenhuma. – fala Draco desdenhoso enquanto vestia uma jaqueta para suportar o frio. Conjurou uma mochila e colocou outra jaqueta dentro dela, junto com a térmica de café e lanches que os elfos entregavam em bandejas. Sem paciência, virou a bandeja inteira dentro de sua mochila, junto com uma térmica de café. Vai até a bancada da estufa e pega uma toalha grande que estava ali, junto com algumas pequenas, colocando-as dentro da mochila também.– Voluntário uma ova! Fui obrigado a vir. Não tente me animar, professor! – mente ele disfarçando sua preocupação com Hermione.
- Que seja! Agora vamos nos dividir em duplas e dessa vez, fiquem em duplas! Sabemos mais ou menos onde ela estava. Vamos até lá e depois tentamos achar uma pista a partir daquele ponto. Blaise, O que está fazendo? – pergunta Snape curioso.
- Sou voluntário, Senhor. – fala Blaise já vestido com uma jaqueta e tendo uma mochila as costas, igual a Draco. - Vocês vão precisar de toda ajuda possível, Senhor. Sei me virar por conta própria, senhor.
- Muito bem. Está certo. Vamos precisar de reforço. Venha conosco. – ordena Snape sério.
Caminhando em direção a porta, Draco ficou feliz com o fato de Blaise estar junto a eles. Sorriu para seu amigo e este colocou a mão em seu ombro.
- Estou nessa pra te ajudar. Como está, Draco? – pergunta Blaise baixinho em seu ouvido.
- Apavorado, cara. Tenho medo de perdê-la. – fala Draco preocupado em voz baixa.
- Vamos achá-la. Não se preocupe. Não vai perdê-la. – fala Blaise apertando o ombro de Draco, como se pudesse incutir esperança em seu amigo.
Sem perder mais tempo, saíram para fora do castelo, enfrentando a fúria da tempestade. Era... assustadora. Raios riscavam o céu a cada segundo. Trovões e raios os deixavam surdos com sua força. A chuva os castigava de forma impiedosa, sem parar. Em segundos já estavam ensopados. O vento frio os fazia tremer.
Depois de 15 minutos de marcha rápida, conseguiram chegar até onde Pansy tinha indicado que era o lugar onde se separara de Hermione. Só que ela tinha indicado um lugar diferente. O ponto de partida para a busca, estava num lugar diferente de onde deveria estar. Ela havia mentido.
- Papoula e Zabini. – fala Snape apontando para uma direção.
- Hagrid, Simas e Neville. – fala Snape apontando para uma direção.
- Draco e Weasley. – fala Snape apontando em outra direção.
- Eu não vou com ele. – fala Rony irritado. – Prefiro ir com o Harry.
- Não quer ficar longe do namoradinho? – pergunta Blaise rindo.
- Vá a merda, Blaise. – devolve Rony furioso. – Seu... preto fedido!
- Aí, Cabeça de Fósforo! – fala Blaise furioso se aproximando de Rony com os punhos preparados para a briga. – Se quer encrenca, arranjou mais do que agüenta, seu racista sem vergonha!

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[foto meramente ilustrativa. Ele não estava vestido assim no meio de uma nevasca, é claro! Kakakaka! Valeu, Maris!]


- Agora não, Blaise. – fala Draco entrando na frente do amigo e olhando dentro dos olhos dele. – Agora não, meu amigo. Por favor. Depois! A vingança é um prato que deve ser saboreado lentamente.
- Vou acabar com este babaca! – rosna Blaise em voz baixa olhando para Draco.
- Você pode acabar com ele outra hora. – fala Draco sério. – Agora, temos outras preocupações.
- Muito bem. – fala Blaise se afastando um pouco dos outros. – Mas eu ainda acabo com ele.
- Potter, comigo. Não percam tempo. Uma hora! Depois voltem! Sem discussão! Sem teimosia. Se a acharem, ou acharem uma pista, lancem fagulhas verdes. Em caso de perigo, lancem fagulhas vermelhas. Agora vamos. – fala Snape e os grupos se dispersam rapidamente.
- Por que só uma hora? – pergunta Rony para Draco enquanto este rastreava o local, da melhor maneira que podia.
- Por causa do frio, sua anta! – reclama Draco irritado caminhando rapidamente e olhando em volta. – Se ela estiver nessa chuva, por mais de uma hora, estará morta! Hipotermia! Ela vai congelar! Nunca aprende nada na escola? Agora, pare de perder tempo e caminhe. Ou volte ao castelo e deixe de ser um estorvo!
- Vá na frente, Malfoy! Estou logo atrás de você! – fala Rony friamente.
“Vai ficar atrás sempre, seu idiota! Você é mais burro do que parece! E se provocar o Blaise, vai ser um idiota esmagado! Se ele não acabar contigo, eu mesmo acabo!” – pensa Draco sério enquanto iluminava com sua varinha com cuidado, até que acha a trilha por onde Pansy viera. Não ficou surpreso ao ver que ela mentira.
“O que foi que aprendi com Michel e sua unidade? Rastrear na floresta. Procurar grama pisada, galhos quebrados, distância entre pegadas!” – pensa Draco sério ao começar a correr pela trilha. – “Melhor andar rápido! A tempestade vai apagar a pista dela!”
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–19:00 hs – Floresta Proibida

Hermione estava estática. Finalmente tinha parado de correr. E só parara por que tinha caído no chão. Estava suja de barro. Suas mãos estavam feridas e tinha torcido o tornozelo esquerdo. Subitamente despertou. Olhou para os lados e ficou assustada.
“Onde estou? Como vim parar aqui?” – pergunta-se ela olhando para os lados e vendo somente a floresta que se dobrava frente à fúria da tempestade.
As árvores curvavam-se com o vento e a chuva caía com uma força que nunca tinha visto. O barulho do vento a deixava apavorada. Parecia haver animais próximo dali, uivando desesperadamente.
“Mérlin! Que frio! Estou congelando aqui!” - pensa ela preocupada. Leva a mão até a varinha e não a encontra. Procura ao seu redor, mas nada de encontrá-la. - “Parabéns, idiota! Sem varinha, com tornozelo torcido, sem poder caminhar, no meio da Floresta proibida, molhada e tremendo de frio. Agora só falta os animais selvagens me atacarem! Que bela idiota que eu sou!!”
Ouviu à sua esquerda, um barulho alto, como um rosnado. Virou-se e deu de cara com dois lobos que a olhavam e rosnavam ferozmente.

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“Perfeito! Agora não falta mais nada!” – pensa Hermione pegando um pedaço de madeira e segurando em suas mãos, tentando servir como uma muleta.
Com dificuldade, consegue se erguer e lentamente se aproxima de uma árvore centenária. Após alguns instantes de hesitação, consegue apoiar as costas contra a árvore, saindo assim do alcance da chuva e do frio. Mas não do alcance dos animais.
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– 19:15 hs – Floresta Proibida



- Nunca vamos achá-la, assim. – fala Rony irritado correndo atrás de Draco em meio à floresta proibida.
- Qual é o seu problema? – pergunta Draco irritado pelas constantes reclamações de Rony enquanto seguia a pista de Pansy. – Que droga, Weasley! Ela é sua amiga, ou pelo menos você diz isso. Agora quer desistir?
- Estamos andando sem rumo. Não temos um plano de busca. Não temos nada. – fala Rony nervoso. - Daqui a pouco nós vamos nos perder. É inútil continuarmos.
- Mérlin. E pensar que você está na Grifinória. – fala Draco com desprezo sem parar de caminhar. – Cadê a coragem Grifinória que tanto se orgulham??
- É sério, Malfoy! Tem animais aqui! Aranhas! Grandes! Acromântulas!! – fala Rony preocupado.
- E daí? Você é um bruxo, não é? – pergunta Draco com desprezo. Olhou mais para frente e encontrando, junto à vegetação, uma bolsa cheia de ervas. Um metro para o lado, encontra a varinha de Hermione. – Achei a varinha dela.
- Tem certeza? – pergunta Rony sério. – Como sabe que é a dela?
- Quanta burrice! – resmunga Draco irritado levantando sua varinha para o céu e disparando fagulhas verdes. – Só pode ser dela. A varinha está limpa. Se estivesse aqui há mais tempo estaria coberta de musgo. Fique parado. Não pisoteie o terreno. Vou tentar descobrir para onde ela foi.
- E os animais daqui? – pergunta Rony apavorado pisoteando todo o local, sem parar de caminhar ao redor de Draco enquanto olhava para a floresta sem cessar.
- Pare de caminhar!!! Se não parar eu te jogo na caverna das aranhas!! Está pisoteando as pistas, idiota!! – grita Draco furioso e nota que Rony finalmente tinha parado. – Pegue a varinha dela e comece a lançar fagulhas verdes, sem parar! Vou olhar para onde a trilha segue! Não saia daqui e não pare de lançar fagulhas verdes!!
- Entendi! – fala Rony apavorado lançando fagulhas verdes com a varinha de Hermione enquanto mantinha a sua apontando para os lados, assustado com o barulho da tempestade e imaginando ver acromântulas por todos os lados.
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–19:25 hs – Floresta Proibida

“Agora são 3 lobos!” - pensa Hermione assustada se encostando ainda mais na árvore. – “Quantos serão necessários até terem coragem para me atacar? Quatro? Talvez cinco? Eu queria ir embora! Mas não consigo caminhar. Estou com frio.”
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– 19:28 hs – Floresta Proibida

- É a varinha dela, sim. – fala Harry sério. – Reconheço a varinha dela.
- A trilha segue adiante, mas está ficando cada vez mais difícil seguir, pois a tempestade está apagando as pistas. – fala Draco chegando de volta. – Devemos continuar sem demora. Cada minuto perdido, diminui nossas chances de encontrá-la.
Snape olhou para seus acompanhantes e pensou seriamente no que fariam. A decisão que tinham que tomar iria ser muito grave, se desse errado. Mas sabia que não tinha opção. Nenhuma opção. Não era hora de ser sentimental e sim ser frio e prático.
A professora de Herbologia estava cansada. Não agüentaria muito tempo mais. A idade, além do esforço de correr em meio a tempestade a derrubariam em breve. Já estava arquejante. Olhou para Simas e Neville e viu o cansaço no rosto dos dois. Estavam esgotados. Olhou para Rony e viu nele um pavor que não conseguia entender. A cada pouco ele murmurava “aranhas” e apontava a varinha sem parar para as árvores. Em breve começaria a disparar feitiços aleatoriamente e acabaria machucando alguém. Olhou para o Potter e viu nele a determinação em continuar. Determinação, mas não força. Ele estava esgotado. Até poderia ir em frente, mas não conseguiria voltar.
Olhou para Blaise que conversava baixinho com Draco. Os dois estavam cochichando sem parar. Mas não pareciam cansados. Só que Draco insistia em continuar a procurar, sem ligar para o próprio desgaste. Além disso, estava com um brilho estranho nos olhos. Aquilo era perigoso.
Olhou para Hagrid e percebeu que ele provavelmente era o único a poder continuar. Mas precisariam dele para voltar ao castelo.
Analisou a si mesmo e descobriu que estava cansado. Ponderou rapidamente e descobriu que estava mais cansado do que imaginara. Se continuassem em frente, não teriam como voltar. Era preciso tomar uma decisão rapidamente. Teria que sacrificar uma aluna, mas salvar os outros. Não havia escolha mais lógica do que essa. A Srta. Granger iria morrer, mas poderia salvar os outros.
Olhou para o céu e as nuvens que via o assustavam. Neve! Aquela floresta iria se tornar a tumba de todos eles, se continuassem a procurar. A tempestade contínua cobrava seu preço. Se continuassem, acabaria com mais alguns cadáveres.
- É inútil continuarmos. – fala Snape sério depois de um tempo pensativo. – Estamos cansados, molhados, com frio e acho que vem neve por aí. Se ficarmos presos aqui, morremos todos.
- Vai continuar? – pergunta Blaise em voz baixa para Draco ao seu lado.
- Não posso abandoná-la. – fala Draco sério em voz baixa. – Sei que posso achá-la. Só preciso de tempo. E de cobertura. Preciso sair sem que me impeçam.
- Tome. Leve isso. Saia caminhando ao meu lado. Eles não vão te ver. – fala Blaise em voz baixa, entregando sua mochila para Draco que a coloca dentro da dele. Em seguida saem caminhando em direção a floresta de forma que Draco caminhasse ao seu lado, oculto. – Na mochila tem roupas, café, comida. Boa sorte, cara! Tome cuidado. Espero que volte.
- Valeu. Eu volto. Não se preocupe. – fala Draco sorrindo e se afastando em direção a floresta, contornando o grupo que não o viu partir, enquanto escutava, indiferente a discussão que rolava solta.
- Vai deixá-la morrer? – pergunta Harry furioso sem ver Draco se esgueirar e sumir na floresta, após um olhar para Blaise que se despede do amigo com um movimento da cabeça.
- O que quer que eu faça? Hein, Potter? – pergunta Snape furioso. – Olhe para cima!! Está vendo algo? Hein? Não! Não está e eu te digo por que não! Por que não temos nem como nos orientarmos! Não temos lua! Não temos estrelas! Não temos nada! E por que não temos? Neve!!! Vem uma nevasca e não demora. Agora, olhe à sua volta! Está vendo o estado de seus colegas? Estão todos esgotados! Não consegue entender?? Eu não vou arriscar a vida de mais meia dúzia de alunos por nada! Seria irresponsabilidade.
- Ela já deve estar morta, Harry. – fala a professora de Herbologia quase chorando. – Se ficarmos, morremos todos. Temos que voltar.
- Ela não desistiria de nos procurar. – fala Harry furioso. – Devemos continuar.
- Não podemos, Harry. – fala Hagrid sério. – Veja. Os primeiros flocos de neve já estão caindo. Essa nevasca veio fora de hora e época. É provavelmente conjurada. Se ficarmos, vamos todos morrer. Temos que voltar enquanto ainda podemos.
- Isto pode ser uma armadilha. – fala a professora de Herbologia. – Se for, estamos no meio dela e a escola pode estar indefesa. Devemos voltar. Pode ser o prenúncio de um ataque.
- Eu vou continuar. – fala Harry sério tentando ir em frente, mas é atingido por um feitiço de Snape e caí desmaiado.
- Não, Potter. Não vai. Não vou deixar você se matar. Vamos todos voltar. – fala Snape friamente. – Hagrid, pode levá-lo?
- É claro. – fala Hagrid colocando Harry nos ombros.
- Cadê o Draco? – pergunta Simas curioso.
- Estava aqui até agora. – comenta Neville olhando em volta e vendo Blaise sorrir debochado. – Blaise? Você viu o Draco?
- Acho que ele foi... no banheiro. – fala Blaise rindo até ver a cara de Snape.
- Onde ele está, Blaise? – pergunta Snape furioso e não tem resposta de Blaise que apenas sorri. – Draco Malfoy! Onde você se meteu??? - pergunta Snape aos berros.
- Voltem para o castelo. – grita Draco do meio da floresta já distante. – Eu vou achá-la! Não se preocupem comigo. Sei como sobreviver num ambiente desses. Voltem ao castelo!
- Venha conosco, Malfoy! – grita a professora de Herbologia. – Vai morrer se ficar aqui!
- Sei o que estou fazendo! – grita de volta Draco, com sua voz se afastando rapidamente e as palavras levadas pelo vento, mal podendo ser ouvidas. – Assim que eu a achar, eu volto.
- Por que isso? – pergunta Snape aos gritos. – Por que se arriscar por ela?
- Para provar que Sonserinos também tem coragem! – grita Draco ao longe, correndo entre a floresta sem parar.
- Maldito idiota. – fala Snape furioso. – Vamos voltar ao castelo. Tenho que avisar Dumbledore que agora temos DOIS alunos desaparecidos!
- Onde está sua mochila, Blaise? – pergunta Rony curioso.
- Sabe que não sei? Devo ter perdido por aí. Provavelmente no mesmo lugar em que você perdeu sua coragem. – fala Blaise sério não se importando com a caranca de Rony. – O que foi? Ficou brabinho, é??
- Eu vou quebrar sua cara. – rosna Rony.
- Para fazer isso, meu camarada, precisa ser macho. Para encarar o negão aqui, tem que ser homem! Tem que ter cabelo no peito. Coisa que você não tem! – fala Blaise de forma desdenhosa.
- Como é que é? – pergunta Rony se aproximando irritado.
- Se fosse macho, cara, ignorava as ordens de Snape e corria procurar sua amiga. – fala Blaise sério. – Mas você está tão apavorado com medo do escuro que prefere deixar ela morrer! Você não passa de um covarde. Um medroso com medo da própria sombra. Sempre que a situação aperta, você se acovarda. Graças a Mérlin que não tenho amigos como você. Vá lá! Vai atrás do Santo Potter. Quem sabe ele não te dá um carinho depois?
- Vou quebrar sua cara. – fala Rony furioso.
- Cai dentro, camaradinha. Vamos, cai dentro. – fala Blaise rindo. – Acabo contigo sem nem suar.
- Chega, vocês dois! – grita Snape furioso. – Precisamos localizar o castelo. Temos que sair do frio antes de morrermos congelados.
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–19:40 hs – Floresta Proibida

“Agora são 5 lobos!” - pensa Hermione preocupada.– “Quando será que vão atacar”?
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“Eles só me observam. Estão esperando eu dormir.” – pensa Hermione sentindo sua mente fraquejar. Foi quando viu os flocos de neve caindo por sobre a floresta, misturados à chuva fria.
- “Neve? Está nevando! Sempre adorei neve. Agora, vou morrer por causa dela! Isso se os lobos não me atacarem antes!” - pensa ela começando a se desesperar.
Sentia frio. Sentia fome. E sentia que estava pegando no sono. Sabia, também que não deveria dormir. Se dormisse, talvez nunca mais acordasse.
“Onde estão meus amigos? Não sou importante para eles? Ninguém vem atrás de mim?” – pergunta-se ela triste.
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–19:48 hs – Floresta Proibida

Draco caminhava diretamente à frente. Já tinha entendido o que tinha acontecido a Hermione. Só havia uma resposta.
“Alguém, provavelmente Pansy, a submeteu a um Impérius e a mandou correr para o centro da Floresta!” – pensa Draco nervoso. – “Não sei se conjurou a tempestade também, mas com certeza, a neve foi obra de um feitiço. Droga! Está ficando difícil enxergar! Não consigo mais encontrar a pista dela! Agora é na sorte!”
“Tem que existir um feitiço para achá-la! Mas qual? Ela não vai resistir a esse frio! Não sem uma varinha para se aquecer!” – pergunta-se Draco desesperado caminhando por entre as árvores, já cobertas de neve, seguindo uma trilha que pouco a pouco era apagada pela neve. – “Vamos lá! Pense, seu idiota! Pense!”
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–19:58 hs – Floresta Proibida

“Perdi a sensibilidade do meu corpo. Minhas mãos estão geladas. Meu corpo não me obedece mais. Está todo amortecido pelo frio. E os lobos estão se aproximando.” – pensa Hermione chorando baixinho.
“Não adianta mais me iludir. Vou morrer aqui! Ninguém vem me salvar! Nenhum amigo se importa comigo! Vou morrer!” – pensa Hermione sentindo um medo inexplicável. – “Mas se devo morrer, pelo menos quero fazer minhas orações. Do mesmo jeito que aprendi com minha mãe. Será que ainda lembro?”
Concentrou-se e começou a rezar baixinho. Sem dar importância a que algumas palavras fossem levadas pelo vento. Sem se preocupar com os raios que continuavam a cair por sobre a floresta. Sem se preocupar com os lobos que estavam a menos de 20 metros, salivando por antecipação. Sabiam que em breve teriam carne fresca.
“Pater noster, qui es in caelis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum;fiat volúntas tua, sicut in caelo, et in terra.Panem nostrum cotidiánum da nobis ódie;et dimítte nobis débita nostra,sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem;sed líbera nos a malo. Amén!” – reza Hermione baixinho. ao ver os lobos se aproximando e rosnando enquanto faziam isso.

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–20:05 hs – Floresta Proibida

“Não adianta! Sem conseguir uma pista, um cheiro, algo que dê uma indicação, será completamente inútil! O que Michel me ensinou não funciona no meio de uma nevasca! Pode funcionar numa floresta tropical, mas não no meio de uma nevasca! Tudo está branco. Não enxergo direito!!” – pensa Draco desesperado, correndo e caindo sem parar. Sentia uma angústia imensa dentro do peito. Um sentimento de perda que não podia explicar.
“Ela está morrendo! E eu não posso fazer nada!” – pensa ele desesperado.
Subitamente parou de caminhar. Não existia mais trilha alguma para seguir. Sabia que não iria conseguir. Dessa forma não. Perdera a trilha dela em meio à neve. Respirou profundamente e ergueu sua voz com ódio. Com mais ódio do que jamais sentiu em sua vida.
- Um sinal!!!! É só o que peço!!! Um sinal!!!! – urra Draco desesperado olhando para o céu. – Me dê um sinal!!!
Como se o céu ouvisse suas súplicas, um raio cruzou o céu, vindo do leste, apontando para oeste, onde caiu, a menos de 1 km de onde estava. Draco olhou para aquilo e sorriu. Já tinha seu sinal. Começou a correr para onde o raio havia caído. Colocou cada grama de força que ainda tinha, naquela corrida. Sabia que o tempo era curto. Sentia que ela estava morrendo.
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–20:10 hs – Floresta Proibida

“E assim termina tudo! Hermione Granger, morre sozinha. Abandonada por seus amigos. Esquecida por todos. Nem sequer serei enterrada. Meu corpo será dilacerado por lobos famintos!” – pensa Hermione assustada ao ouvir o estrondo do raio, que caiu a menos de cem metros de onde estava. Destruiu uma árvore que acabou caindo no chão. Os lobos agora uivavam sem parar, enquanto se aproximavam dela.
“Tinha mais uma oração que minha mãe me ensinou. Como era mesmo?” – pergunta-se Hermione ao notar que um dos lobos, provavelmente o líder, estava a menos de 5 metros dela e rosnava pronto para o ataque. Seus dentes enormes brilhavam no escuro.
“Ave, María, grátia pléna, Dóminus técum; benedícta tu in uliéribus, et benedíctus frúctus ventris túi, Jésus.Sáncta María, Máter Déi,óra pro nóbis peccatóribus nunc et in hóra mórtis nóstrae.Amen.” – reza Hermione sorrindo para o lobo a sua frente.
- Agora está tudo pronto. Estou… pronta… para… morrer… agora. – fala ela em voz baixa.
Sentia que estava ficando louca. O cansaço estava a derrubando. Provavelmente sua mente estava querendo poupá-la do fim. Por que a próxima coisa que escutou não foi o rosnado de um lobo.

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–20:11 h – Castelo de Hogwarts – Sala de Dumbledore

- Eu já avisei Dumbledore. – fala Snape tomando um gole de café quente, tentando se aquecer. – Ele ordenou que fiquemos no castelo. Não devemos ir atrás dos dois. Ele deve voltar amanhã pela manhã e daí faremos nova busca, se a tempestade permitir.
- Isso é um erro!! – fala Minerva furiosa. – Deveriam ter continuado a busca.
- Mesmo? – pergunta Snape de forma mordaz. – Mas você sinceramente acredita que eu deveria ter continuado a procurar no meio da tempestade? Já viu como está lá fora??
- Vi, Snape e não estou pensando direito. – fala Minerva se desculpando. – Desculpe. Sei que fez tudo o que podia ser feito.
- Estive observando a tempestade. – fala o professor de feitiços. – A chuva é natural. Mas a nevasca, não. Foi conjurada.
- Então esse súbito desaparecimento de Hermione pode ser um atentado? – pergunta Minerva assustada.
- Quem teria interesse em matá-la? – pergunta Snape desdenhoso. – Se fosse contra o Potter eu ainda acreditaria. Contra ela? Quem se importa com ela, afinal de contas?
- O jovem Malfoy não desistiu. Ele parece se importar com ela. – fala Minerva séria. – Por que será?
- O garoto é teimoso. Jamais vai admitir que não pode superar o Potter. – fala Snape desdenhoso e inventando uma mentira. Ele sabia o porquê Malfoy estava fazendo aquilo. Sempre soube. Por mais que Draco fosse bom em esconder pensamentos, era péssimo para esconder sentimentos. – Para ele é simplesmente uma chance de esfregar na cara do Potter que ele fez algo que o Potter não conseguiu.
- E conseguirá encontrá-la? – pergunta Minerva preocupada.
- Sinceramente? – pergunta Snape tomando mais um gole de café. – Duvido.
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–20:12 hs – Floresta Proibida

Correr. Escorregar. Cair. Levantar. Correr. Escorregar. Cair. Levantar. Correr. Escorregar. Cair. Levantar. Correr. Escorregar. Cair. Levantar. Sem parar. Sem descanso. Sem pensar em mais nada. Notou que havia animais selvagens por ali. Contou meia dúzia de lobos. E eles uivavam.
Lembrou-se do que tinha aprendido com Michel há pouco tempo atrás. Ele o havia ensinado a rastrear animais, quando lhe ensinara a lutar e a atirar com armas trouxas. Levou-o até sua Unidade Militar e contou que Draco havia salvo sua vida e de sua irmã. O Comandante da Unidade ficou surpreso, mas aceitou que Draco tivesse um treinamento “informal e sem muita prática, estritamente teoria”.Besteira! Agradecidos, os demais membros da unidade de Michel o ensinaram na prática coisas que ele jamais esqueceria. E que seriam sempre úteis.
“Nunca se aproxime de um animal se ele estiver faminto. Ou se estiver protegendo seus filhotes. Ele lutará até a morte! Se estiver em um bando, é melhor fugir! Se tiver que lutar, se não tiver outra escolha, seja cruel! Os animais entendem isso. Ataque logo o líder e imponha sobre eles, o medo de te enfrentar. Mas nem sempre isso dá certo!” – lhe falara Michel enquanto olhavam a distância uma tigresa e seu filhote.
“E se não der certo?” – perguntara Draco curioso.
“Corra! Sem olhar para trás. Sobreviver é o que importa! Mas seja rápido!” – brincara Michel rindo da resposta que ele lhe dera.
Agora, Draco corria sim. Mas direto ao encontro do grupo de lobos. Notou que Hermione estava encostada numa árvore. E que ela não se mexia. Ao lado dela, a neve se acumulava.
Viu a respiração dela formar uma nuvem de vapor. Sabia que ainda estava viva. Mas sabia também que não teria muito tempo. Apontou sua varinha para o líder do bando e urrou com toda a força que tinha.
- Sectusempra!!!
Notou quando o lobo foi atingido e caiu, com o pescoço decepado. Mirou no grupo de lobos que estavam parados, surpresos por verem ele correndo ao seu encontro e gritou de novo.
- Bombarda!!!
E viu mais três lobos serem feitos em pedaços pelo feitiço explosivo.
O último lobo, saltou em direção a sua garganta. Por instinto, Draco ergueu seu braço e o lobo o mordeu com força no antebraço esquerdo, fazendo com que ele soltasse a varinha enquanto gritava de dor. Sua jaqueta fora rasgada e seu braço também.

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No instante seguinte, estavam os dois embolados, rolando no chão, lutando furiosamente. Não havia mais razão. Não havia mais humanidade. Eram dois predadores numa luta de vida ou morte, disputando uma presa cobiçada por ambos. Um predador que vestia roupas, mas ainda assim, um predador. Lutava com todas as suas forças para proteger a si e a Hermione. O lobo lutava por comida e por vingança, enquanto aumentava a pressão de sua mordida, já tendo sentido o gosto do sangue de sua presa.
Sem ter sua varinha e assustado demais para usar sua magia, Draco sentia a força e a pressão que o lobo colocava em sua mordida. Quando percebeu, estava de costas no chão, tendo o lobo por sobre ele, mordendo e tentando rasgar ainda mais seu braço esquerdo que já sangrava de forma abundante, enquanto que com suas patas tentava rasgar o rosto de Draco que defendia-se como podia.
Foi quando Draco colocou sua mão direita sobre a cabeça do lobo e urrou com ódio.
- Avada Kedavra!
E o lobo, tombou morto, por sobre ele.
“Bicho nojento. Miserável! O que foi? Provou meu Sangue Puro e gostou? Bicho desgraçado!” – pensa Draco furioso soltando a cabeça do lobo de seu braço. Levantou-se e pegou sua varinha. Olhou para seu ferimento e viu que uma das artérias principais tinha sido atingida. Sangrava de forma abundante.
Com um movimento da varinha, parou o sangramento e fez os primeiros socorros possíveis. Notou, porém, que estava contaminado. A saliva do lobo tinha entrado em contato com seu sangue. Iria, com certeza, infeccionar. Com outro movimento da varinha, consertou sua jaqueta e limpou o sangue que estava por sua roupa. Em seguida, eliminou o sangue do chão. Não podia deixar sangue humano por ali, ou atrairia ainda mais predadores.
Por fim, aproximou-se de Hermione e ajoelhou-se ao lado dela, tentando acordá-la. Mas foi inútil. Ela estava azul de frio.
- Acorde! Vamos Hermione! Acorde, Sangue Ruim idiota! – fala Draco dando tapinhas no rosto dela e nada dela reagir.
“Hipotermia, nível 3. Ela vai morrer. Preciso aquecê-la, mas como?” – pergunta-se Draco desesperado. – “Pense, seu idiota! Pense! O que o médico da unidade de Michel te ensinou? Pense idiota!!!”
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–20:14 hs – Hogwarts – Salão Comunal da Grifinória

- E vocês a deixaram lá?? Eu não acredito!! – grita Gina furiosa.
- Não nos deixaram prosseguir. – fala Rony em voz baixa.
- E desde quando ordens já impediram vocês de se meterem em confusão? – pergunta Gina de volta.
- É fácil para você falar isso. – rosna Rony furioso. – Você não estava lá!!
- Ainda bem. Por que se eu estivesse, eu estaria, há esta hora, junto com Draco, procurando por ela. – fala Gina friamente.
- Virou defensora do Malfoy agora, foi? – pergunta Harry ciumento.
- Sempre defendi quem tem coragem. – fala Gina seca. – Pelo visto Draco tem, e vocês dois não!
- Então agora ele é o Draco, então? – pergunta Harry seco e ciumento.
- Se ele salvar Hermione, não me importo em chamá-lo de loiro lindão!! – grita Gina furiosa saindo da sala Comunal em direção a seu quarto.
Sentou-se sobre sua cama e chorou. Chorou por sua amiga. E chorou por Draco.
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–20:15 hs – Floresta Proibida

“Preciso retirá-la do frio! Urgente!” – pensa Draco preocupado. Olhou para os lados, procurando uma proteção contra a tempestade e a nevasca que caíam sem cessar.
Depois de alguns instantes, notou uma caverna, próximo de onde estavam. Com esforço, e sem ligar para a dor no braço, levantou Hermione no colo se aproximou, cambaleando da caverna.
Entrou na caverna e usou um Lumus para enxergar melhor. Ficou satisfeito ao não encontrar sinais de animais por ali. Percebeu, também, que dentro da caverna estava mais quente. E bem mais confortável. Ainda lembrava do que Michel lhe ensinara em pouco mais de uma semana.
Passara com ele pelo local onde ele treinava, junto com seus colegas de equipe. Uma equipe especial. Das chamadas Forças Especiais. Preparada para intervir em qualquer lugar do país. Uma equipe que ninguém admitia que existia, oficialmente. Uma equipe treinada para fazer tudo o que fosse necessário. De ataques clandestinos contra traficantes de drogas dentro da Floresta Amazônica, ou então resgates em ambientes inóspitos. Aprendera em uma semana, o que eles levaram anos para aprenderem. Claro que a maior parte eram técnicas de luta e sobrevivência. Além de truques e artimanhas em armadilhas. Tivera uma “base” do que fazer. E fora convidado a retornar um dia e treinar para valer.
“Uma caverna, Draco, não é simplesmente a morada de animais.” – lhe explicara um sargento, membro da unidade de Michel. – “Lembre-se, ela foi a primeira morada fixa dos homens das cavernas.”
“E por quê?” – perguntara Draco.
“Por que é segura, seca, confortável, e de fácil defesa. Mas tem mais uma coisinha.” – falara o sargento sorrindo. – “Geralmente os animais procuram cavernas para descanso. Principalmente por que a maioria delas, possui água dentro dela. Às vezes é um poço. Outras vezes um rio subterrâneo. Uma caverna, geralmente oferece abrigo contra os elementos, contra os animais, e água, em caso de emergência. Basta procurar direito!”
Era isso que Draco procurava agora. Água. Precisava encontrar água, urgente. Caminhou com Hermione no colo, insensível a dor que sentia no braço.
Notara que Hermione não tremia de frio. Sabia o que aquilo significava. Ela estava em Hipotermia nível 3. O mais perigoso dos tipos de Hipotermia. Geralmente... fatal. Precisava aquecê-la! Urgente! Por isso precisava de água. Quente.
Desceu pela caverna e finalmente encontrou o que procurava. Bem no fundo da caverna, havia um pequeno poço de água. Não mais do que dois metros de diâmetro. Olhou atentamente para a água e não viu animais dentro dela. Não viu cobras, vermes ou qualquer coisa do tipo.
Colocou Hermione no chão e com sua varinha murmurou um feitiço, aquecendo a água do pequeno poço. Testou a temperatura e notou que ela tinha ficado morna. Aproximou-se de Hermione e a despiu completamente. Pegou um frasco de poção de cura e uma revigorante que tinha “tomado emprestado” de Snape e a obrigou a beber. Notou que ela engolia as poções com dificuldade. Sua pele estava fria. Gelada. E em seus dedos, viu as marcas por queimaduras causadas pelo frio extremo a que fora submetida. Despiu-se também, e com ela nos braços, entrou dentro do pequeno poço de água que tinha aquecido. Mergulhou lentamente, permitindo que o corpo dela absorvesse o calor, lentamente. Até que deixou apenas o nariz e a boca dela fora da água.
“Mérlin! Ainda bem que conheci o Michel nas férias. Espero que isso dê certo! Tem que dar certo!” – pensa Draco apavorado, mergulhando Hermione na água morna, lembrando o que um outro colega de Michel lhe contara sobre um resgate.
“Tem gente que morre por que é imbecil. Acredita que um idiota foi escalar uma montanha sem proteção adequada? Duas horas depois nos chamaram para resgatar o cara. Quando o encontramos estava congelando. Quase morreu! Foi o tempo de colocá-lo no helicóptero e voar para o hospital!” – contara ele.
“E se não tiver hospital por perto?” – perguntara Draco curioso com aquilo.
“Bem, aí complica um pouco as coisas.” – falara o sargento pensando por um momento. – “Mas tem maneiras. Sempre tem. Basta manter a calma. Primeiro, aqueça a vítima. Não muito rápido ou ela morre por arritmia cardíaca. Não faça massagens. Vá a aquecendo lentamente. Até que ela recobre a consciência. Isso pode demorar. Não pode ter pressa. Nada de fazer caminhar a força, nem dar nada alcoólico também. Remova a roupa molhada e dê um jeito de aquecer a vítima com calma. Sem pressa. Caso contrário, o choque térmico também mata! Tem que ter paciência. Não pode ter pressa. Você pode estar apavorado querendo que se recupere rápido, mas lembre-se, NADA DE PRESSA. E, ainda pode acontecer da vítima ter ataques cardíacos em função da elevação da temperatura. Mantenha a cabeça fria. Lembre-se sempre que ENQUANTO ESTÁ RESPIRANDO, AINDA PODE SER SALVA!” – falara o sargento.
“E se não estiver respirando?” – pergunta Draco curioso.
“Seguinte, meu loiro! Eu gosto de você. E principalmente das cervejas que está pagando para nós! Sem falar que salvou a Michele, pela qual todos somos apaixonados!” – falara o sargento da unidade de Michel rindo junto com todos os membros da unidade enquanto bebiam num raro momento de folga. – “Mas se a pessoa parou de respirar, e você não conseguiu reanimá-la, só resta uma coisa a fazer.”
“O que?” – perguntara Draco.
“Resta admitir, que às vezes, a pessoa não pode ser salva. Existem limites para o que você pode fazer. Saiba que, em muitas das vezes que somos chamados para resgates, só nos resta recolher os corpos. Tem coisas, que não podem ser feitas. Quando é a hora da pessoa partir, a pessoa parte. Simples assim! A morte, por mais temível que seja, é uma realidade. E chega, para todo mundo! Cedo ou tarde, todos morrem.” – falara o sargento sério.

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–20:45 hs – Hogwarts – Salão Principal de Hogwarts

“Moleque idiota. Eu sei que ainda está vivo. Se tivesse morrido eu já teria morrido também! Mas que droga!! Tem horas que dá raiva destes planos do Dumbledore! Se ele morre, eu morro junto. Maldito Voto Perpétuo!!” – pensa Snape irritado ao se sentar junto a mesa para jantar.
“Agora, onde eles podem estar?” – pergunta-se Snape preocupado. – “Praga! Não tem nada que eu possa fazer. Preciso aguardar! Mas reconheci o estilo de Belatriz nessa armadilha. Ah, reconheci sim. Será que mandaram um recado para o Draco? Como podem ter descoberto sobre ele e sobre a Granger??”
“Sei que ele foi discreto. Mas então, quem pode ter contado a Belatriz?? Quem será o idiota que está colocando a MINHA VIDA EM RISCO???”
– pergunta-se Snape ao começar a se servir
Foi quando um patrono entrou no salão principal. Não reconheceu o patrono. Nunca o tinha visto antes. Caminhava com cuidado pelo salão, olhando ao redor, como se estivesse levemente curioso, mas com imponência, com arrogância.

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Veio, por fim, até Snape que tocou nele com sua varinha e ouviu a mensagem em sua mente. Ficou surpreso por alguns instantes antes de perceber os olhares dos demais professores sobre ele. Começou a rir baixinho.
“Só faltava essa!” – pensa ele divertido.

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–20:40 hs – Floresta Proibida - Caverna

Dormência, sonolência. A sensação de estar sendo embalada. Não sentia peso.Apenas cócegas nos pés e nas mãos.Sentia que estava flutuando. Num lugar quente. Num lugar seguro. Não abriu os olhos. Não tinha forças para isso ainda.
- Mãe? - murmurou Hermione. - Já é hora de levantar?
- Não sou sua mãe, mas com certeza é hora de acordar. - fala Draco sorrindo feliz ao ver que ela recuperara a consciência. Por várias vezes aquecera a água do poço. Cada vez mais. E mais. E mais. Agora, parecia uma piscina turca. Com água quente.Tão quente que o vapor elevava- se dela sem parar.
- Draco? - pergunta Hermione murmurando e tentando abrir os olhos.
- Shhhhh! Fique calma. Você está segura agora.- fala Draco sorrindo aliviado.
- O que aconteceu? Por que está tão quente? - pergunta Hermione ainda sem sentir o peso do seu corpo.
- Eu tive que ser meio drástico. - fala Draco sorrindo.- Você estava com hipotermia e tive que te aquecer de algum jeito. Só tinha esse. Sinto muito.
- Sinto coceira nas mãos e nos pés. - murmura Hermione.
- É normal. Eram os locais mais atingidos pelo frio. Agora, o sangue está voltando a circular nestes locais e você vai sofrer com formigamentos. Fique calma. Não fale. Daqui a pouco estará bem melhor. Agora,beba essa poção. É a última. - fala Draco lhe fazendo tomar mais uma poção de cura.
Infelizmente era a última que ele tinha. Já era a quarta poção que dera a ela. Três de cura e uma revigorante. Agora só sobrara uma revigorante. Olhou para seu braço, que tinha sido mordido pelo lobo. Sentia ele latejar. As marcas dos dentes do lobo estavam claramente visíveis. Sabia que precisava de atendimento médico. Sabia que ia infeccionar. Podia ter tomado uma das poções de cura. Mas isso iria deixar Hermione sem elas. Por fim,optou por se arriscar.
Depois de beber a poção, Hermione dormiu novamente. Ainda estavam dentro da água. Draco a deixava flutuar na água, apenas segurava sua cabeça fora da água. Sorriu quando imaginou a cena que ela faria por estarem os dois nus, dentro da água.
“Ela vai fazer um escândalo,com certeza!”- pensa Draco divertido. -“Ah,droga! Preciso avisar o Snape que estamos bem! Agora, como fazer isso??”
Ficou pensativo por alguns instantes. Em seguida lembrou-se de algo que tinha aprendido com Flamel no Brasil.
“Espero que Snape conheça isso.”- pensa Draco mentalizando uma mensagem e enviando seu patrono direto a Snape.

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–20:46 hs – Hogwarts – Salão Principal de Hogwarts

“Bem devo admitir que o patrono dele é...interessante.Um Tigre Siberiano! Bem incomum. Cheguei a pensar que seria uma cobra, ou um escorpião!” - pensa Snape divertido.- “Senão vejamos. O que eu sei sobre os Tigres Siberianos? São misteriosos, sua sensualidade e sexualidade estão sempre à flor da pele, são belos, são sedutores, são fortes, são flexíveis. São solitários por natureza. Tem força, iniciativa, mistério, silêncio, instinto de sobrevivência aguçado, velocidade, graça, coragem. Além disso, são completamente indomáveis e extremamente violentos com quem invadem aquilo que consideram seu território!” - pensa Snape sério.
“Bem se eles estão bem, fico mais tranqüilo. Agora, como é que ele aprendeu a mandar mensagens pelo patrono? Quem o ensinou?Achei que só os membros da Ordem de Fênix sabiam disso.” - pensa Snape curioso.

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–21:15 hs – Floresta Proibida - Caverna

Cansado.Era assim que Draco se sentia agora. Além de o dia ser estressante, ainda tivera que andar em meio a tempestade e a nevasca. Somado a preocupação e o desespero que sentira enquanto procurava Hermione, além da luta contra os lobos...bem,o corpo também precisava de descanso. Além de tudo, a água estava quente e isso aumentava mais seu sono.
“Não adianta querer dormir.Assim que ela se recuperar,preciso sair em busca de lenha. Precisamos de fogo para nos aquecermos. E preciso aquecer a comida. Merlin! Minhas roupas e as delas ainda estão ensopadas!” - pensa Draco cansado.
Notou quando Hermione se mexeu, dando sinais de que iria despertar de seu sono. Aparentemente já estava bem. Os ferimentos causados pela tempestade e pela nevasca já tinham sido curados. Apenas o tornozelo dela o preocupava. E o seu braço, que latejava horrivelmente.Era difícil mexer o braço.Estava começando a inchar.
“Tenho umas 18 horas antes de cair, vítima da infecção. Antes disso já estarei fraco. Posso precisar de ajuda. Agora, se a tempestade passar eu posso lançar fagulhas vermelhas. Mas se quem conjurou a tempestade ainda estiver por aqui, estarei entregando nossa posição para ele. Melhor tentar chegar ao castelo sem chamar a atenção!” - pensa Draco e vê que Hermione desperta e abre os olhos.
- Como se sente?- pergunta Draco preocupado.
- Bem.Apenas um pouco grogue. - fala ela sorrindo para ele.Ainda boiava na água. Draco apenas a abraçava e a olhava preocupado. - O que aconteceu?
- Você resolveu conhecer a Floresta Proibida, no meio de uma nevasca. - fala Draco sério. – E resolveu brincar com lobos, também.
- Ah, Merlin!- fala Hermione preocupada fechando os olhos assim que ele terminou de explicar.
- O que foi agora?- pergunta Draco preocupado.
- Estamos numa piscina natural? - pergunta Hermione.
- Sim. - responde Draco sério.- Quer dizer, mais parece um poço.
- Estamos os dois dentro da piscina? - pergunta Hermione triste.
- Sim. - responde Draco esperando uma explosão da parte dela.
- Nus?? - pergunta Hermione em voz baixa.
- Sim. Peladinhos da silva.Como viemos ao mundo. - responde Draco sorrindo e vendo ela morder o lábio inferior.
- E você está me abraçando há quanto tempo?- pergunta Hermione com a voz sumida.
- Bem... acho que mais de uma hora.- fala Draco rindo.
- Oh, Merlin! - fala Hermione em voz baixa
- O que foi? - pergunta Draco.
- Como assim, o que foi?- reclama Hermione. - E você ficou me olhando enquanto eu estava nua?
- Bem...foi inevitável! - defende- se Draco.- Eu precisava cuidar de você!
- Ah, Merlin!- fala Hermione em voz baixa completamente envergonhada.
- Não existe motivo para vergonha, Hermione. - fala Draco sorrindo.- Afinal eu já tinha visto você nua antes, lembra?
- Era diferente!- reclama Hermione se soltando dele e se afastando sem olhar para ele.- Droga, Draco!!
- Ora, desculpe. - fala Draco rindo. - Na próxima vez eu deixo você morrer congelada, prefere assim?
- Será que dá para fechar os olhos até eu sair daqui e me vestir?- pergunta ela irritada de costas para ele.
- Por quê? - pergunta Draco sorrindo de forma irônica enquanto sentava-se na borda do poço. - Eu conheço todo o seu corpo. Cada pedacinho dele. Sei de cada pequena pinta que tem nele!
- Draco!!! - grita Hermione furiosa e olha para ele que estava sentado na borda do poço, “com tudo a mostra”. Ficou envergonhada e virou novamente de costas.- Droga, Draco!!!Vá se vestir!!
- Ok. Eu me visto.- fala Draco rindo e saindo do poço em definitivo.
Pegou sua roupa e com o movimento da varinha, a secou. Em seguida, secou a de Hermione também. Vestiu- se com toda a calma do mundo, notando que ela o olhava quando ele se distraia. Sorriu baixinho e entregou as roupas dela.
- Preste atenção, Granger! Eu vou sair da caverna em busca de lenha. Precisamos de fogo para nos mantermos aquecidos, caso contrário teremos que ficar nus dentro da piscina de novo, entendeu? - pergunta Draco sorrindo.
- Entendi.- responde Hermione irritada ainda de costas para ele.
- Dentro da minha mochila tem alguma comida e café numa garrafa térmica. Deve ter roupas, também. Eu não devo demorar.- fala Draco sorrindo.
- E minha varinha?- pergunta Hermione.
- Só temos a minha. - fala Draco sério. - Volto em poucos minutos. Fique calma. Não vou te abandonar.
- Eu espero você voltar. - fala Hermione em voz baixa.
Com um cumprimento de cabeça, Draco sai da caverna. Com as roupas secas e protegido tanto quanto possível do frio, caminhou para fora. A nevasca estava ainda pior do que antes. Era difícil enxergar a mais de 5 metros de distância.
Viu os lobos que matara já sendo cobertos pela neve. Olhou mais à esquerda e encontrou os restos da árvore que o raio havia derrubado. Com esforço foi até ela e usando sua varinha, cortou vários pedaços dela. Com um feitiço de levitação, voltou a caverna, os trazendo em esforço. Ao chegar na entrada da caverna, conjurou uma barreira, para impedir a entrada de outras pessoas ou animais. Não queria surpresas enquanto descansavam.
Chamou por Hermione e entrou na caverna. O que viu a seguir o deixou surpreso.

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–21:30 hs – Hogwarts – Salão Principal de Hogwarts

Dumbledore apareceu caminhando rapidamente e se aproximou de Snape que ainda conversava com vários professores. Observou que as mesas estavam em silêncio, preocupados com os alunos desaparecidos.
- E então? Alguma novidade? - pergunta Dumbledore sério.
- Sim. Draco acaba de me enviar o patrono dele. Disse que a encontrou e que estão bem. Ela parece estar com hipotermia mas não corre risco de morte. - fala Snape sério.
- Aquele Tigre Siberiano era o patrono de Draco? - pergunta Minerva curiosa.
- Sim. - responde Snape ainda surpreso. - Não sabia que ele podia conjugar um Patrono nessa idade. Achei que fosse somente coisa do Potter.
- O jovem Draco é muito poderoso. - fala Dumbledore pensativo. - Um Tigre Siberiano, você disse, Severus? - pergunta a Snape que confirma com um movimento de cabeça. - Interessante.
- O que é interessante? - pergunta a professora de Herbologia.
- Uma das características dos patronos é se adequar a natureza de quem o conjura. - fala Dumbledore sorrindo. - E o Tigre Siberiano, é conhecido, segundo o povo Udege da Mongólia, como o Amba (Grande Soberano). [Fato verídico] Também o consideram como o protetor da planta médica, Ginseng.
- O que é Ginseng? - pergunta Minerva perdida.
- O ginseng (Panax sp.) é uma planta utilizada na medicina chinesa há milhares de anos para incrementar a longevidade e a qualidade de vida. - explica sorrindo a professora de Herbologia. - Os trouxas a conhecem e a usam com parcimônia, pois sabem de seus efeitos benéficos.
- Para que serve? - pergunta o professor de feitiços.
- Sabe-se que o ginseng proporciona melhora na circulação sangüínea, gerando, por via de conseqüência, melhora generalizada na disposição física e mental. Alguns pesquisadores acreditam que a atuação do ginseng com a vacina anti-gripe melhora a imunidade do sistema contra a doença. - explica sorrindo a professora de Herbologia. - Algumas pessoas acreditam ainda, que o ginseng também melhora o desempenho sexual, atuando numa rígida ereção. Está última ainda sem comprovação científica.
- Bem... - fala Dumbledore rindo. - Vamos avisar os alunos que eles estão bem. Acredito que até o amanhecer a nevasca pare e possamos ir em busca deles.
- Você estava certo sobre o garoto.- fala Snape sério quando ficou só com Dumbledore.
- Ele ainda pode ser salvo, Severus.- fala Dumbledore sério.
- Mas, infelizmente, esse relacionamento com a Srta. Granger pode colocar os dois em risco.- fala Snape preocupado.- E eu também, em virtude do Voto Perpétuo.
- De fato. Precisamos nos preocupar com isso, também.Quem acha que conjurou a nevasca?- pergunta Dumbledore.
- Belatriz. Com certeza. Provavelmente estava rondando por aqui e resolveu mata-la como vingança. Aproveitou e tentou matar mais de um, usando a tempestade. Se duvidarmos, pode estar por aí, tentando encontrar os dois.- fala Snape crispando os lábios.- Terei uma reunião com eles amanhã e a questionarei, discretamente.
- Será impossível esconder de Voldemort a atitude “abnegada” de Draco salvando a Srta. Granger.- fala Dumbledore preocupado.
- Já pensei numa desculpa adequada.- fala Snape sorrindo.- E acho que Draco também.
- Qual?- pergunta Dumbledore curioso.
- Ele gritou enquanto partia: Para provar que Sonserinos também tem coragem!- fala Snape rindo.
- O garoto é esperto.Muito esperto.Esperto até demais.- fala Dumbledore sorrindo.- Deu uma desculpa pública para um assunto privado.

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–21:32 hs – Floresta Proibida – Caverna

Draco observou-a em silêncio. Aquilo o deixou sorrindo. Hermione havia rasgado uma das toalhas pequenas e improvisado ataduras, com as quais, amarrou e imobilizou seu tornozelo machucado.
Em seguida, tinha estendido a toalha maior sobre um local limpo e colocado as térmicas de café e os alimentos sobre a toalha. Ela também tinha vestido a jaqueta que estava em sua mochila.E sorriu quando ele entrou com a lenha.
- Tudo bem?- pergunta ela sorrindo.- Você está azul!
- Está frio pra burro lá fora.- fala Draco arrepiado.- Precisamos fazer fogo, urgente. Ou vamos congelar de novo. Como está seu tornozelo? - pergunta Draco preocupado.
- Bem melhor. - fala Hermione firmando o pé no chão e caminhando mancando. - Eu.. consigo caminhar, mas não por muito tempo.Como faremos para ir embora? - pergunta ela.
- Ainda está nevando e não vai parar tão cedo.- fala Draco dando de ombros ao colocar a lenha no chão e com um movimento da varinha,iniciar o fogo. - Teremos que passar a noite aqui. Além disso, você ainda não está bem o suficiente para partirmos. Amanhã veremos isso.
- Como eu me curei? - pergunta Hermione ao se sentar sobre a toalha, próxima ao fogo recém aceso.
- Eu tinha algumas poções de cura e revigorantes . - fala Draco dando de ombros.
- Ainda tem alguma?- pergunta ela séria.
- Só uma revigorante.- fala Draco se sentando do outro lado da fogueira. Cada movimento que fazia com o braço, sentia fisgadas de dor. - Por quê?
- O lobo te mordeu, não foi?- pergunta Hermione séria. – Vi que você está poupando seu braço. Ele te mordeu muito?
- Não há por que se preocupar, Hermione. – fala Draco tentando sorrir.
- Deixa eu ver seu braço? – pergunta Hermione se levantando e se ajoelhando à sua frente. – Quem sabe eu possa fazer algo.
- Não há nada que você possa fazer. – fala Draco sorrindo mas sem mostrar o braço que estava oculto pela jaqueta. – Já fiz os primeiros socorros. Quando voltarmos ao castelo, Snape poderá tratar de forma adequada os ferimentos. Agora, eu quero comer algo. Estou louco de fome. E a noite vai ser longa.
- É, eu também acho que sim. – fala Hermione sorrindo cansada.
“Por que ele não me mostrou seus ferimentos? Orgulho? Ou por que ele tem algo a esconder? A marca de Voldemort, talvez?” – pergunta-se ela lembrando das constantes suspeitas de Harry, enquanto lhe entrega um pouco de café na tampa da térmica.
- Promete que nunca mais vai correr para a Floresta? – pergunta Draco cansado enquanto bebia um gole de café.
- Ora, se eu correr, você vem atrás! – fala ela rindo baixinho ao se sentar ao lado dele e sorrir. – Aliás, por que veio, Draco?
- Você me disse que era para te encontrar hoje à noite, lembra? – fala Draco rindo. – Só que mudou o local sem me avisar. Não era para ser na Sala Precisa?
“Sim. Eu mudei o local. Mas não o que vou fazer com você hoje. Afinal, aprendi um bocado com a Chang. Mesmo que só na teoria!” – pensa Hermione divertida.

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- 22:20 hs. – Hogwarts – Corredor próximo a Sonserina

- Avise seus colegas que Draco a encontrou. Eles estão bem, mas impossibilitados de retornar hoje, por causa da nevasca. Acredito que só retornem manhã. – fala Snape sério para Blaise que abre um sorriso.
- Eu sabia que ele ia conseguir. – fala Blaise rindo.
- Sabia tanto que o ajudou a fugir de mim na floresta? – pergunta Snape sério.
- Ele não viria sem ela, professor. Eu conheço o Draco. Quando enfia algo na cabeça, nada o detém. Ainda mais se for por causa da Granger. – fala Blaise sorrindo.
- Melhor tomar cuidado com quem você fala sobre isso.- comenta Snape friamente.- Este...relacionamento, não deve ser comentado.
- Estou ciente disso, professor. - fala Blaise em voz baixa enquanto olhava ao seu redor e não via mais ninguém. - Não tornarei a comentar.
- Ótimo! Avise seus colegas e depois os Grifinórios de que eles estão bem. - fala Snape.
- Ah, qual é? Eu não quero ter que falar com o Weasley!! - reclama Blaise chateado. – O cara é um mala completo!!! Um maldito racista que eu odeio!
- Bem, antes você do que eu. - comenta Snape divertido se afastando.- Considere isto como...uma punição por ter ajudado Draco a fugir de mim no meio da floresta.
- Praga! - reclama Blaise irritado. Entra no salão comunal da Sonserina e avisa que eles estavam bem e que só voltariam no dia seguinte. Seus colegas se animaram imediatamente.
Blaise notou que Pansy não parecia muito animada. Ficou desconfiado e resolveu que iria investigar aquilo.
Por fim, dirigiu-se até a entrada da Grifinória. Encontrou uma garota do primeiro ano e pediu que ele chamasse Gina.
“Já que tenho que avisar, bem...por que não ela?” - pergunta–se Blaise sorrindo. Não demorou muito e Gina apareceu, com os olhos marcados pelas lágrimas.
- Sim, Blaise? - pergunta Gina com a voz preocupada. - Alguma notícia deles?
- As melhores.- fala Blaise sorrindo. - Ele a encontrou e estão em segurança. Só que só voltam amanhã.
- Eu sabia! - grita Gina animada abraçando Blaise que sorri da alegria dela.- Eu sabia que ele ia conseguir.
- Acalma-se, garota! - fala Blaise em voz baixa rindo. - Daqui a pouco você vai acabar espalhando o segredo deles.
- Ah, Merlin, desculpe!!- fala Gina rindo ainda mais e abraçando Blaise novamente. - Obrigado por avisar.
- Não foi nada. - fala Blaise feliz vendo a alegria dela.
Infelizmente, neste momento, Rony e Harry apareceram.
- Mas o que significa isso?? - pergunta Rony furioso.
- Fica calmo, medroso. - fala Blaise rindo e soltando Gina. - Só vim avisar que Draco encontrou Hermione e estão bem.
- E isso significa que pode ficar agarrando minha irmã, seu preto safado??? - pergunta Rony furioso se aproximando de Blaise.
- Olha, Cabeça de Fósforo, eu estou me segurando para não bater em você.- fala Blaise sério. - Não me provoque! Eu não tenho que te dar satisfação nenhuma. E antes que eu me esqueça, vá se ferrar!
- Ora seu... – fala Rony levantando os punhos e indo em direção a Blaise que o olha e sorri.
- Chega, Rony! - grita Gina furiosa entrando em sua frente. - Ele vem nos trazer notícias de Hermione e você age assim???
- É que... - Rony tenta explicar mas Gina o corta.
- Sem mas! - fala Gina séria. - Blaise, obrigado pelas notícias. Te devo uma.
- Não esquenta. Preciso ir. - fala Blaise sorrindo para Gina e se afastando dali pensando em como bater em Rony.
Gina entra no Salão Comunal, mas Harry a pega pela mão, a impedindo de se afastar.
- Por que o abraçou? - pergunta Harry seco.
- Quem disse que eu te devo satisfações? - rebate Gina. - Você é meu namorado por acaso?
- Não, é só que....- começa Harry e pára de falar.
- Quando se decidir, avise. Até isso acontecer, não me questione! Não tem esse direito. E não estou vendo você muito alegre pelo fato do Draco ter encontrado a Hermione ainda viva. - fala Gina séria se afastando dos dois sem dar tempo de falarem algo.
- Espere aí! – grita Rony a alcançando e segurando em seu braço, já longe dos olhos e ouvidos de Harry. – Não quero ver você perto daquele preto novamente.
- O que diabos está acontecendo com você, Rony? – pergunta Gina incrédula. – Desde quando você virou um racista?
- Dane-se! Eu não quero você perto dele, entendeu??? – pergunta Rony irritado. – Não gosto dele. Não gosto mesmo! E ele sempre anda junto com o Malfoy! Coisa boa não saí dali, com certeza!
- Quer saber? Vá se ferrar! Tomo minhas próprias decisões e tenho meus amigos! Se não gosta deles, o problema é seu!!! Seu.... idiota! – fala Gina com raiva puxando seu braço e se soltando. – Nunca esperei ouvir algo assim de você. Nunca me senti tão decepcionada como agora! – fala Gina entrando no salão Comunal da Grifinória e avisando aos gritos que Hermione tinha sido encontrada.

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Tempo Atual - 20:30 hs. – Sala de Dann’ell - Londres

“Mas o que diabos está acontecendo?” - pergunta-se Dann’ell preocupado ao desligar o telefone.- “Tem algo muito errado nessa história!”
Usa o interfone e chama a secretária que entra em sua sala com uma relação de mensagens o esperando.
- Chame Blaise. - fala Dann’ell sério.
- Ele já está esperando aí fora. Chegou há alguns minutos e parece preocupado. - responde a secretária.
- Peça para ele entrar e cancele todos os meus compromissos dos próximos dias.- fala Dann’ell preocupado.
- Sim, senhor. - responde a secretária saindo e chamando Blaise com um gesto de cabeça.
- Sente-se, Blaise. Temos problemas.- fala Dann’ell ao cumprimentar Blaise.
- Eu sei. - fala Blaise sério sentando-se. - Foi por isso que eu vim. Fui informado que tem algo acontecendo por baixo dos panos e que se refere ao Draco. Algo sério. Algo prejudicial.
- É a mesma informação que acabei de receber de um dos meus informantes.- fala Dann’ell sério.- Tem alguém que você conheça que pode conseguir uma informação melhor?
- Tentei todos meus agentes no Ministério mas ninguém sabe de nada certo. Parece ser serviço interno. Uma vingança pessoal. - fala Blaise. - Mas... o que eu ouvi indica uma reportagem no Profeta Diário.
- Hummm. Agora eu posso tentar descobrir algo. Tenho um informante lá dentro. Deixe-me ver o que consigo.- fala Dann’ell pegando o telefone e discando um número. - Tome um chá, Blaise. Já vamos ver o que descobrimos.
Blaise levanta-se e se serve de chá enquanto olha pela janela do edifício onde estava. A vista de onde estava era linda.
Lembrou-se de quando conhecera Dann’ell. Ele o procurava. Blaise era recém formado em Administração e Direito Bruxo e tentava um emprego. Mas todas as portas eram-lhe fechadas, misteriosamente.
Seus pais tinham morrido durante a guerra. E sua fortuna apreendida pelo Ministério. Sobrou apenas o suficiente para se formar. Mas nada de conseguir um emprego. Suas idéias eram bem aceitas, mas misteriosamente as portas lhe eram fechadas, sem maiores explicações.
Quando estava entrando em desespero e praticamente passando fome, Dann’ell se apresentou e disse que Draco o queria como Administrador das Empresas Malfoy. Ou da parte “legal” das empresas.
Blaise aceitara no mesmo instante. Hoje era reconhecido como um dos mais influentes administradores do mundo bruxo. Sabia que Dann’ell era o braço direito de Draco e que ele, Blaise, era o braço esquerdo.
Nunca se esquecia de que estava na pior, quando Draco o chamara. Hoje, a situação era bem diferente.
Ganhava maravilhosamente bem. Morava numa linda casa. Fazia suas festas. Tinha suas namoradas ocasionais. Mas jamais se casara. Sabia que nunca poderia dar a uma mulher o que desejava.Filhos. Tinha tentado todos os médicos, bruxos e trouxas, mas não havia nada a ser feito. Seu nome, o nome de sua família, morreria com ele. Ele tinha descoberto que era estéril. Nunca poderia ter filhos.
“Draco nunca esquece um amigo!” - pensa Blaise sorrindo. - “E jamais perdoa um inimigo! Assim como eu! Levei meses para descobrir quem andara fechando as portas para mim. E quando descobri, não fiquei surpreso. Eu nunca suportei Rony Weasley mesmo!! Enfim, eu o deixei em paz por que Draco me pediu.Ele me disse que a vingança é um prato que deve ser saboreado, lentamente. Sem pressa! Por isso é que eu nunca fui atrás do Cabeça de Fósforo! Ainda!”
- Aqui está, senhor! Acaba de ser entregue. - fala a secretária entregando um envelope lacrado para Dann’ell e saindo em seguida.
Dann’ell abre o envelope e vê o Profeta Diário recém impresso, que só seria distribuído dentro de 6 horas. A foto de Draco na página principal já deixava claro que era um problema. E a manchete abaixo dela, só confirmava os piores receios dos dois. Ao terminar de lerem a reportagem, estavam furiosos.
- Traição!- grita Dann’ell dando um soco na mesa.
- Isso significa o Beijo do Dementador para o Draco! - fala Blaise preocupado.- Aconteça o que acontecer, ele não deve voltar à Inglaterra. Nunca mais!
- Isso não é o pior! Vai ter Caçadores de Recompensa atrás dele agora!- fala Dann’ell sentando-se preocupado.
- Chame-as! - fala Blaise sério.
- Tem que existir outra maneira. - fala Dann’ell sério.
- No momento não temos outra escolha. - fala Blaise preocupado. - Ligue para elas. Avise as Black Angels! Draco precisa de proteção. Com urgência. A situação está muito pior do que imaginávamos.
- Droga!Odeio quando essas coisas acontecem. Simplesmente odeio!!- fala Dann’ell pegando um telefone celular e discando uma série de números.
Blaise pegou o jornal e viu quem tinha dado informações para a Reportagem de Capa. Não precisou procurar muito. Logo abaixo da reportagem estava o nome do responsável pelo fornecimento de informações: Autor Rony Weasley!!
- Eu já deveria ter acabado com esse cretino!! Eu implorei ao Draco para acabarmos com ele! Mas ele nunca aceitou!! Maldito Auror desgraçado!!- rosna Blaise furioso.
- É! – fala Dann’ell enquanto aguardava a ligação ser completada. - Draco devia ter nos deixado acabar com esse imbecil antes. Isso agora vai virar uma caçada sem fim. Agora, Draco está literalmente ferrado!!

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Tempo Atual - 21:37 hs. – Província de Shannxi – Vale do Wei – República Popular da China – Missão Nº 275 das Black Angels – Protocolo da Missão: Eliminar um traidor. Ordens Específicas: Sem Sobreviventes!!

- Querem ajuda? – pergunta Isis sorrindo ao ver a careta de suas duas colegas.
- Só se for para cuidar das minhas unhas. – fala Potyra. – Desses idiotas nós damos conta. Você pega o chefe?
- Pego. – fala Isis calma. – Temos que ser rápidas. Ele tem contatos militares e a base aérea chinesa é perto daqui. Pelo que Dann’ell falou, ele espera um importante membro do governo chinês para fecharem um acordo que vai prejudicar o Draco. Sem piedade! As ordens foram claras. Sem sobreviventes!
- Muito bem. Está esperando o que? – pergunta Avril séria. – Melhor andar rápido. Esta umidade está acabando com meu cabelo.
- Ok, divirtam-se. – fala Isis sorrindo e se mesclando as sombras do muro. Escalou rapidamente e do alto do muro, saltou direto até o alpendre da casa, onde, com um movimento rápido, lançou-se novamente, até o segundo andar da casa, numa pequena sacada.
Olhou pela janela e não viu ninguém no aposento. Olhou para suas colegas Black Angels e confirmou com um movimento de cabeça. Assim que elas atacassem, ela iria invadir a casa e procurar pelo líder.
- Isis em posição. – fala Potyra ao ver a colega esperando. – Vamos começar a brincadeira?
- É claro. – fala Avril sorrindo. – Quantos têm aqui?
- São 25 homens, além do chefe, segundo o que Isis contou hoje à tarde. – fala Potyra calma.
- Por que ela está no comando, afinal? – pergunta Avril pegando em sua mochila duas Uzi Israelenses com silenciador.
- Por que é a vez dela. – fala Potyra calma, pegando um M16 e checando a munição. – A última missão fui eu. E a penúltima foi você.
- Ok, então. Procedimento padrão? – pergunta Avril sorrindo.
- É claro! Somos donzelas delicadas e refinadas. Devemos bater no portão para anunciar nossa chegada. – fala Potyra rindo baixinho enquanto colocava duas cargas de C4 no portão da propriedade e um detonador por controle remoto.
Afastaram-se um pouco e a seguir, detonaram os explosivos, jogando o portão para dentro do pátio, matando 3 seguranças que passavam por ali.
- Toc, toc! – fala Avril rindo e pulando para dentro do pátio, já abrindo fogo com as Uzi, abatendo 4 adversários que a olhavam espantados.
- Alguém em casa? – pergunta Potyra pulando para dentro do pátio com o M16 em ação, espalhando a morte com seu fuzil enquanto emitia seu grito de guerra! As balas dos fuzil de assalto deixavam uma trilha de fogo e destruição. Antes de esgotar a munição do fuzil ela já tinha deixado 8 adversários mortos.
Os demais, barricaram-se atrás de um tanque de metal e ficaram atirando de lá, sem se exporem.
- Matem-nas!!! - berra um dos adversários, tentando encontrá-las no pátio, mas elas tinham desaparecido entre as sombras.
Foi quando viu Avril, simplesmente parada, ao seu lado, com uma adaga Sai em cada mão e rindo de forma perversa.
Um segundo depois não viu mais nada. A adaga entrou em seu olho esquerdo e atravessou seu cérebro. Seu colega, ao lado dele, tentou mover sua arma para atingi-la, mas não teve tempo. A segunda adaga estraçalhou sua garganta fazendo com que sangue fosse espalhado rapidamente. Quando os outros tentaram achá-la novamente, ela já tinha sumido.
Potyra, por sua vez, jogou-se atrás de algumas caixas e sorriu divertida ao ouvir o zunido das balas, despedaçando as caixas. Sabia que não estava num lugar seguro. Sabia que tinha oito inimigos atirando em si. Mas sorriu ainda mais ao jogar duas granadas de fragmentação e ouvir as duas explosões em meio aos atacantes que foram despedaçados, bem como o tanque onde eles se abrigavam.
- Sobrou algum? – pergunta Avril séria ao ver os destroços do tanque de metal onde os inimigos estavam abrigados.
- Acho que não. – fala Potyra séria ao ver um dos inimigos ainda se arrastando, como podia, sem as pernas que tinham sido decepadas pela explosão. – Quer dizer, além desse, acho que não! – fala Potyra apontando uma Colt 40 para a cabeça do inimigo e a explodindo com um tiro certeiro.
- Vamos ver se Isis já terminou? – pergunta Avril. – Além disso, quero ver se encontro algo para beber.
- Mérlin! Que saudades de uma caipirinha. – fala Potyra suspirando ao entrarem na casa. – Preciso voltar ao Brasil. Só lá mesmo para conseguir isso.
- Nem me fale. – brinca Avril sorrindo. – Você ainda nos deve uma festa de carnaval, lembra?
- Como se vocês me deixassem esquecer! – ri Potyra ao caminharem atentas pela casa em direção aonde se ouvia vozes em Mandarim e o barulho de espadas sendo chocadas.
- Isis está se divertindo. – comenta Avril rindo ao ouvir os sons do combate.

Isis caminhara sorrateira pela casa. Silenciosa como a mais leve brisa, pisava no chão de madeira, sem provocar ruídos. Escutou o canto da lâmina inimiga ao sair da bainha. Logo à frente, um homem que tinha cerca de 40 anos, com uma espada nas mãos.
- Não deveriam ter vindo aqui.- fala ele em Mandarim.- Mas fico feliz que tenham vindo. Vou poder matar as três Black Angels numa única noite.
- E por qual milagre do destino isso iria acontecer? - pergunta Isis também falando em mandarim, enquanto sua varinha se tornava uma Cimitarra e ela assumia uma posição clássica de ataque.
- Vocês acharam que eu não me preparei para a visita de vocês? - pergunta ele rindo. - Tenho homens na defesa desta casa. Vocês não têm como fugir! Vou mandar a cabeça de vocês de volta ao Rei para mostrar meu desprezo por ele.
- Ah, claro!- fala Isis sorrindo debochada.- Você fala daqueles idiotas que minhas colegas estão trucidando lá fora? Fala sério, não dou dois minutos para elas virem até aqui.
- O que? - pergunta ele furioso. - Você acha que elas podem dar conta de meus homens? Vocês não passam de mulheres!!!
- Somos mulheres, claro. Fico feliz que tenha percebido. E sim. Podemos acabar com todos eles! Afinal, as ordens foram claras! Nenhum dos seus deve sobreviver. - fala Isis rindo de forma sádica e começando o ataque. – Ninguém trai o Rei de Azkaban e sobrevive!!
Moveu sua cimitarra em um ângulo de ataque e notou que seu adversário a bloqueou e contra-atacou num movimento de estocada. Isis sorriu e percebeu que ele não era um adversário fraco em esgrima, mas estava longe de ser alguém ao seu nível.
Brincou um pouco com ele, até que notou que suas colegas chegaram. Num movimento rápido, atacou-o, de baixo para cima com sua cimitarra, abrindo o corpo de seu adversário, do umbigo ao pescoço.
Quando ele soltou a lâmina e caiu de joelhos, Isis, inverteu o movimento da cimitarra e decepou o pescoço dele. A cabeça rolou no chão, até que Avril a parou com o pé.
- O Rei de Azkaban manda saudações, babaca! – fala Isis em voz baixa. – Espero que apodreça no inferno.
- Tudo bem? - pergunta Potyra sorrindo.
- Tudo. E lá fora?- pergunta Isis, limpando sua espada e a convertendo novamente numa varinha.
- Sem problemas. Tudo resolvido. - fala Avril pegando a espada do adversário e a olhando com desejo. – Hummmm! Uma Hanzo. Se não se importar, ficarei com ela.
- Por mim, tudo bem. – fala Isis dando de ombros. - Acho que deveríamos tirar férias, antes que Dann’ell nos chame novamente. Sei de uma praia no arquipélago de Fiji e...- pára de falar ao sentir uma vibração no bolso interno de seu sobretudo. Pegou o celular em suas mãos e suspirou cansada. Com um olhar curioso, reconhece o número. – Ele parece ter o dom de saber quando acabamos um serviço. – comenta ela sorrindo.
- Deve ser por isso que ele nunca nos dá folga! – fala Potyra rindo.
- Nem brinca. – fala Avril sorrindo.
- Fale, Dann’ell! – responde Isis sorrindo ao atender o telefone celular. - Devagar, calma. Espere! Fale mais devagar! Sei! Sei! Não, é claro que não temos como chegar ao Brasil em menos de 72 horas! Estamos no meio da China, esqueceu??
- Brasil? – pergunta Potyra surpresa. – Estamos na época do Carnaval!
- Rio de Janeiro. – fala Avril de forma sonhadora.
- Como? O Draco foi solto? - pergunta Isis surpresa e vendo o sorriso de alegria que apareceu no rosto de suas companheiras.
- Draco está livre? - pergunta Potyra sorrindo.
- O Rei, fora de Azkaban?? - pergunta Avril rindo ainda mais.
- Isso merece uma festa!!! - gritam as duas felizes, mas logo ficam em silêncio ao ver o olhar que sua colega lhes mandava.
- Entendi. Não, é claro que entendi. Vamos dar um jeito. Assim que chegarmos, entramos em contato. - fala Isis pelo telefone.- Quanto tempo? Já te falei, em menos de 72 horas não dá pra chegar!!
- Acho que vou ao cabeleireiro.- fala Avril sorrindo ao pensar em Draco.
- E eu preciso de uma manicure.- fala Potyra.
- COMO É QUE É? Ele foi para o Brasil com quem???? - grita Isis no telefone.- Me diz que está brincando??? É sério?????
- O que será que ouve? - pergunta Avril baixinho.
- Deve ser algo muito sério. - responde Potyra.
- É CLARO QUE ENTENDI!! ESTAREMOS NO BRASIL EM 24 HORAS!!! - grita Isis pelo telefone celular, furiosa com a notícia recebida.- COMO? VAMOS ROUBAR UM JATO DA REPUBLICA POPULAR DA CHINA É CLARO!!! FALO CONTIGO DEPOIS QUE SAIRMOS DAQUI!!! - grita Isis desligando o telefone com violência.
- O que aconteceu? - pergunta Potyra preocupada.
- Sacanearam o Draco! - responde Isis pensativa enquanto olhava para um mapa da região na parede da sala. Notou que existia uma base da força aérea chinesa próximo dali.
- Como assim, sacanearam? - pergunta Avril curiosa.
- Dann’ell não conseguiu explicar direito! Ofereceram um acordo! Draco aceitou, acreditando que era verdade! Saiu de Azkaban e está caçando o Potter para o Ministério! E agora, o traíram!! – reclama ela irritada caminhando para fora da casa, com suas duas amigas juntas a ela.
- Traíram o Rei? Eles não tem noção do perigo, não? – pergunta Potyra furiosa.
- Ninguém trai o Rei e sobrevive!!! – resmunga Avril. – Vou exterminar pessoalmente o responsável.
- Não se eu o pegar primeiro. – reclama Isis entrando na garagem da casa e encontrando um Humve. – Vamos nesse. – fala Isis abrindo a porta do jipe e entrando. Procura as chaves, mas não as encontra.

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- Draco foi para o Brasil? - pergunta Potyra sorrindo.- Puxa, vou voltar para casa.
- Sim!! Draco foi para o Brasil!! Com ela!!! - responde a Isis arrancando os fios do painel, fazendo ligação direta. Demorou um pouco, mas conseguiu. Logo o motor roncava alto. - Entrem logo! Temos que pegar um avião!!
- Com ela? Quem? – pergunta Avril curiosa ao entrarem no carro e fecharem as portas. – E por que está me dando esse olhar de é melhor nem querer saber?
- Com quem ele foi para o Brasil, Isis? – pergunta Potyra séria.
- Com a Dama de Ferro!!! - reclama Isis engatando uma marcha arrebentando o portão da garagem. Rumou em direção ao portão da propriedade e acelerou fortemente o jipe, levantando uma nuvem de poeira sem se importar em passar por sobre os corpos dos seguranças mortos.
- Os dois? Sozinhos e sem vigilância?? Ah, Merlin!! - comenta Potyra.
- Ele não tem chances! Ele ainda sonha com ela! - comenta Avril irritada. – Praga!!! Não duvido que tenha sido ela a armar essa traição para ele!!
- Isso não é pior! Dann’ell disse que armaram para ele em Londres. Não importa o que ele faça, será condenado ao Beijo do Dementador se for pego! Ele precisa de proteção! Por isso estamos indo para lá!! - fala ela dirigindo loucamente enquanto rumavam para a base aérea. No portão da base, dois soldados armados.
- E o que estamos fazendo aqui? - pergunta Potyra irritada.
- Precisamos de transporte! O governo chinês vai, gentilmente, nos “emprestar” um avião! - resmunga ela acelerando ainda mais o carro e atropelando os dois guardas e derrubando o portão. Com uma guinada á direita rodando a mais de 120 Km/h em direção a pista de decolagem.
- Eles vão nos emprestar um avião? - perguntam Avril e Potyra ao mesmo tempo, curiosas, enquanto pegava suas armas.
- Vão! Eles só precisam ser convencidos disso! - resmunga Isis parando o carro ao lado de um jato executivo que transportava um influente membro do governo. O jatinho tinha acabado de ser abastecido. – Esse serve. – fala ela entrando no jatinho e apontando suas armas para o piloto que as olha apavorado.
- Pilote! Brasil! Agora! - fala Potyra em Mandarim para o piloto enquanto encostava a pistola na cabeça dele, que apavorado, ligou os motores e decolou, assim que Isis fechou e lacrou a porta do avião.
- Isso não vai dar certo! - resmunga Avril ao amarrar os passageiro e uma aeromoça.
- O que não vai dar certo? - pergunta Isis irritada ao ver que voavam lentamente.
- Draco e aquela...coisa! Juntos!! - explode Avril furiosa. - Não vai dar certo. Ele vai sofrer de novo!
- Estamos proibidos de matá-la, acredito que se lembrem? - pergunta Potyra, igualmente furiosa.
- Sim. Eu me lembro. Mas numa luta, uma bala perdida, quem sabe? - pergunta Avril e vê suas colegas sorrirem cúmplices. - Agora, manda essa idiota acelerar este avião. Temos pouco tempo. Draco precisa de ajuda! Eu vou, pessoalmente, torturar a Dama de Ferro se ela traiu o meu Draco!
- Seu Draco? – pergunta Potyra. – Tem algo que você não está lembrando! Ele é o Meu Draco!!
- Ponham-se em seus lugares. – fala Isis séria. – Vocês duas sabem que ele é Meu!

*******************************************************************************************
Final do Capítulo::

O que??? Ele deixou tudo no ar??? De Novo??? Mas que **************** além de ser um *********** e um ******************************!!!! Seu ***********, ************* e *********!!! Eu odeio esse autor!!!!! Odeio tanto que vou fazer algo que não faço!!!

VOU COMENTAR!!!

Sei que você respeita muito a natureza, caro leitor, de modos que:
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Kakakaka!
Sério pessoal, precisei dividir o capítulo! Desculpe, mas se eu não faço isso, o capítulo ficaria com quase 40 páginas. Além disso, eu queria colocar as Black Angels para trabalhar. No next cap, teremos a história delas, e de como se encontraram com Draco. Além, é claro, da... surpresa, de Hermione para Draco, na caverna. E... mais uma surpresa, para ambos. Até!!

Quero deixar um agradecimento a todos vocês que comentam. São poucos, é verdade, mas agradeço. Do fundo do Coração.
Agora, se quiser comentar o cap, eu ficaria muito feliz em ler vossos comentários.

Por fim, acho engraçado alguns comentarem que querem que eu atualize para lerem logo. Sério, pessoal, dá um trabalho danado fazer uma fic. Se estiver com vontade de ler algo a mais, bem..... kakakakaka! Apollyon está lá, aguardando sua visita.



Um abraço a todos.
Até +
Claudiomir

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Comentários: 2

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Enviado por Daphne Alves dos Santos Garcia em 24/06/2016

Sera que os comentarios sumiram ao longo dos anos?

Nota: 5

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Enviado por Flor do Inferno em 10/02/2014

Achei muito fofa a cena na caverna, enfim o capitulo esta muuuuito bom mesmo, melhor que todos que já vi, huum foi a pansy que fez aquilo com a Herms kkk malvada essa sonserina, tadinha da Mimi ♥

Nota: 5

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