Capítulo 12
- Consegui, Malfoy.
Hermione e Draco sorriram um ao outro e repentinamente ele abraçou-a forte, parecendo não querer largar mais. Ela terminou o abraço e o fitou com uma cara divertida.
- Não tente flertar comigo, Draco. Fiz o que fiz porque odeio injustiças, só isso.
- Se eu quisesse flertar com você, Hermione, já o teria feito desde quando Nicholas falava de você como a misteriosa professora de Poções. O tempo lhe fez muito bem, está mais bonita do que nunca. Mas eu não estragaria o seu romance com Snape, não sou burro em conseguir briga com ele gratuitamente. E agora, com a sua ajuda e a de Potter, vou reconstruir a minha vida, e a princípio sem romances.
- Uau Malfoy, vejo que mudou completamente. Melhor assim, Severo já não gostou nada da aparição de Harry por aqui. Eu posso lhe jurar que vi uma capa preta saindo do bar que estávamos justo na hora da confusão.
- Boa história. – Draco sentou-se na cama. – Qual confusão?
- Ah, o dono do bar derrubou cerveja amanteigada no Harry e ele se irritou tanto que nem percebeu que o fulano estava sob a maldição Imperius.
- Que tipo de ‘auror’ o Potter é? Até eu, depois de tanto tempo, reconheceria uma Imperius!
- Em parte tem razão, Draco. Mas deixe as suas farpas para depois.
- Devia ter sido divertido...
- Na hora não foi, e eu vi os olhos do senhor, no mesmo instante reconheci a maldição.
- Certamente.
- Então...-disse Hermione com uma expressão pensativa. – tenho quase certeza que Severo amaldiçoou aquele senhor..não sei porque.
- Vá falar com ele, oras.
- Se eu falar, ele vai me interrogar sobre os meus mistérios, pensa que não conheço Snape? Ele se remói por dentro porque não usa a Legilimência em mim, se fosse outra pessoa já o teria usado. – fala Hermione pesarosamente, mexendo em seus cabelos. – Que fique tudo fique como está.
Finalmente a primavera chegou, e com ela a frieza entre Snape e Hermione aumentara. Desde aquela confusão no bar, só haviam se dirigido a palavra pouquíssimas vezes, nada além do formalismo. Hermione não visitou mais Draco, já que toda a história se tornou pública.
A situação ficou bem insuportável, e somente uma pessoa percebera o distanciamento dos dois: McGonagall. Se ela torcia a favor ou contra, ninguém sabia. Depois daquela conversa que as duas tiveram, Minerva resolveu não se meter mais: nem para atrapalhar, nem para ajudar. Que se entendessem sozinhos.
O Ministério levou em consideração o pedido de Harry, e uma audiência foi feita; inclusive Hermione votou a favor de Malfoy. Logo após duas sessões, Draco foi declarado inocente perante o mundo bruxo, mesmo que algumas pessoas ainda o julgassem como um Comensal. Ele estava estampado em todos os jornais, e por esta maneira Snape soube do envolvimento de Hermione.
“Draco Malfoy, filho do ex-Comensal Lúcio Malfoy, declarou a sua inocência perante o Ministério, alegando que foi obrigado a receber treinamento de Voldemort devido à servidão de sua família às Artes das Trevas. Toda a sua história foi revelada, desde a sua primeira tarefa ao Lord, a qual Severo Snape finalizou, até a sua vida de fugitivo.
Uma das peças fundamentais para a comprovação de sua inocência foi Hermione Granger, amiga de Harry Potter que teve grande participação na última Guerra. A jovem, além de ter deposto a favor de Malfoy, o ajudava enquanto era fugitivo. Na página a seguir, leia a avaliação de Rita Skeeter sobre a notícia.”
Snape não acreditou no que leu. Todo este tempo ela se encontrava com Draco bem debaixo dos seus olhos. A vontade de rasgar aquele jornal era imensa, mas queria ver o que aquela fofoqueira de quinta comentaria. Virou a página com os lábios crispados.
“Não é de hoje que Granger adora os holofotes. A antiga namorada do herói Harry Potter agora ajuda um dos seus inimigos da sua época escolar. Estranho, não? Ou será que as segundas intenções falaram mais alto? No tribunal, os olhares entre o provável casal era mais do que evidente, o que só comprova o envolvimento emocional e quem sabe físico. Boatos que Granger era a única que visitava Draco na Casa dos Gritos, ou seja, qualquer coisa poderia acontecer por lá, já que o local é isolado. Quem garante que eles não se encontravam há tempos, arquitetando uma desculpa esfarrapada perante o Ministério para depois assumirem uma relação? O que resta saber é se o novo casal viverá apenas de holofotes...”
Snape amassou o jornal e o jogou na lareira de seus aposentos, associando tudo vagarosamente. Não era possível que Hermione namorava Malfoy, aquele..moleque! Agora percebia o interesse dela em Nicholas, lógico, ele só facilitaria as coisas para os dois. Uma das razões porque ela distanciara de um jeito brusco dele.
Meia hora depois, Hermione chegou aos aposentos, carregada de livros em uma mão e na outra uma caixinha com vários frascos de poções. Olhou para Snape, que ignorou completamente sua presença. Deu de ombros e foi ao laboratório, armazenar as poções dos alunos. Ficou lá por um tempo, esquecendo o mundo ao seu redor. Do lado de fora, Snape franzia a testa constantemente, já se irritando consigo mesmo e com a presença física de Hermione nas masmorras. Tinha que explodir em alguma hora, e seria hoje. Levantou-se bruscamente e invadiu o laboratório. Hermione estava tão compenetrada nas suas anotações e cálculos que nem imaginava que Snape quase arrombou a porta.
- Granger!
Hermione quase derrubou o tinteiro nos pergaminhos e ficou atordoada.
- Ficou louco, Snape? Quer me matar?
- Bem que eu queria, Granger! Não vai passar a noite com seu namorado?
- Eu não tenho namorado!! – Ela levantou da bancada, visivelmente irritada, guardando uns frascos numa gaveta, enquanto Snape andava pelo ambiente, movimentando a capa preta como sempre.
- Tem certeza, Hermione? Era assim que Malfoy te chamava? Dessa vez eu dou razão à Skeeter.
- Nunca pensei que você fosse corrompível, Snape. Vejo que já se informou o suficiente sobre a minha suposta vida. Se isso era tudo o que tinha que me dizer, saia por favor, tenho muito o que fazer. – Hermione se apoiou na bancada e fechou seus olhos, respirando fundo.
- Ninguém me manda pra fora do meu laboratório, muito menos você, sua insolente! Uma grifinóriazinha sabe-tudo, a qual eu tenho que dividir o meu espaço, e que não passa de uma protegida da Minerva! Minha vida estava muito melhor sem você, Granger. – Snape crispava seus lábios e seus olhos negros perfuravam de tal modo que atingiram a moça profundamente. Ela levantou a cabeça, engolindo aquelas palavras-faca. Não iria chorar na frente daquele insensível, mas nunca!
- Se não quer a minha presença, eu saio, Snape. Talvez alguma cama no dormitório masculino da Sonserina esteja disponível, e não tenho objeção de que os garotos com toda certeza iriam me aceitar por lá. – ela sorriu sarcasticamente. – está bom para você, Snape? Agora sim você poderá dizer com todas as letras que eu adoro os sonserinos, afinal eu já namoro um, não é mesmo?
Snape se desconcertou com aquela declaração, a mulher era esperta mesmo. – Pode se retirar então, fique a vontade. – Ele fez o gesto com a mão.
Hermione deu um sorriso de canto, o seu olhar era imprevisível. Pegou seus pergaminhos e caminhou em direção à porta; se seu plano daria certo ou não, era isso que queria saber.
– Com licença, ou será que nem isso você pode me dar? – Ela tentou passar pela porta, mas Snape não deixou.
- Você não vai livrar de mim tão facilmente, Granger. Farei da sua vida um inferno. – ele sorriu maliciosamente, segurando seus braços.
- Um inferno? Conviver contigo já é um inferno, Severo. – ela riu.
- Jura, Hermione? – ele se aproximou mais, a encostando na parede. – Você deveria passar calor então, ao invés de ficar com todas essas vestes.
- Isto se aplica a você então. Com todas essas roupas parece que esconde algo horrível. – sorriu olhando em seus olhos.
- Muito horrível, nem imagina quanto, Granger. Por que você mesma não comprova? – Snape chegou tão perto de Hermione que podia sentir a sua respiração.
- Não vou cair nesse seu joguinho típico sonserino, Snape. Se me der licença... – disse ela, mesmo sabendo que não conseguia ir embora dali, seus lábios quase se encostavam com os dele.
- É assim que Malfoy fez com você, Granger? Diga-me se ele agiu de acordo com a etiqueta sonserina. – disse com voz zombeteira.
Hermione se sentiu mais do que ofendida com aquilo. O que ele pensava que ela era? Uma qualquer? Snape fora longe demais com as suas ofensas.
– Malfoy NUNCA encostou um dedo em mim, Snape. Ele não é nojento como você, droga! Sabe o que ele me disse? Que não seria louco de tentar algo comigo por SUA causa, olha só. Burra sou eu de não ter fisgado um dos melhores partidos de Londres, e que me respeita ainda por cima!
Hermione falou tudo muito rápido que ficou ofegando por uns minutos. Aquilo desconcertou Snape de tal forma que ele a soltou e ficou de costas. Mais uma vez fizera tudo errado. Era um fracasso, definitivamente. Não deveria ter acreditado na idiota da Skeeter, e sim em Hermione. Ela sabe o que fez, se o escondeu tinha uma boa razão.
- Desculpe Granger. – e saiu do laboratório, trancando-se em seu quarto.
Ela não esperava por aquilo, não mesmo. Acalmou-se, engoliu as lágrimas, se arrumou rapidamente e sussurrou um Alomorra na porta de Snape, sabia que ele a trancou. Ele estava sem a capa preta, somente com uma camiseta social branca de manga comprida, coisa raríssima de se ver.
- Severo..por favor, eu me descontrolei, não devia ter..
- Você não se descontrolou, o descontrolado aqui sou eu. Eu que lhe insultei, depois de tanto tempo continuo te insultado, e agi de forma errônea contigo. Afaste-se de mim, Granger, para o seu próprio bem. Fique com Draco, como você mesma disse é um ótimo partido, e é jovem. O que você pode esperar de um velho que não lhe dá o devido valor como eu?
Havia muita mágoa nas palavras de Snape, e isso tocou Mione. Ela se sentiu mais do que culpada, sabia que o temperamento do homem não era nada fácil de entender, e deveria ter sido mais compreensiva. Sentou-se a beira de sua cama, temendo uma reação bruta de Severo. Ele tinha razão até metade de seu discurso.
- Chega Severo, você fica se menosprezando, pára com isso! Você é muito melhor do que aparenta ser, por que não se dá uma chance? – olhava constantemente Severo, que não se dignava a olhá-la. Ela sentou-se na cama e aproximou-se dele.
Snape levantou seus olhos e se assustou com Hermione ali, tão próximo dele. Só que a imagem de Malfoy lhe perturbou sua mente. – Já falei Granger, vá com Draco e me deixe em paz.
- Severo...- falou com uma voz calma – quantas vezes terei que te dizer que não houve nada entre Draco e eu? Meu coração já está ocupado. – ela sorriu com doçura e não deixou Snape responder, simplesmente se aproximou mais, dando um beijo nele.
O começo do beijo foi inesperado, Severo não correspondeu totalmente, era Hermione que controlava. Mas após um tempinho, a coisa ficou tão quente que ambos trocavam suas línguas vorazmente, como se tivessem reprimido aquilo há muito tempo. Ela passava as mãos em suas costas, lhe acariciando, enquanto Snape tirava o sobretudo da garota. Hermione sorriu quando ele tirava sua blusa por baixo, ficando somente de calça e um sutiã branco, que realçava muito seus seios. Ela mesma tirou sua calça, vendo Snape extasiado com a visão. Quando percebeu, Hermione deu uma bela risada e disse:
- Que ótimo Snape. É hoje que irei ver o que tem debaixo dessas roupas pretas. – sorriu maliciosamente.
- Safada. Nunca pensei que fosse assim Granger. – falou enquanto tirava todas as suas vestes, e Hermione não parava de fitá-lo.
- As pessoas crescem, somente isso. – e voltou a beijá-lo. Caiu sobre ele, e Severo, com as mãos em suas costas, abriu o fecho de seu sutiã, apalpando seus seios. Hermione ofegava um pouco, e já sentia a excitação evidente do homem. Ele se abaixou e chupava seus seios, de vez em quando mordendo os biquinhos, fazendo Hermione quase gritar. A mulher fechou os olhos, deixando ser levada por Snape, que passava as mãos ágeis em toda a extensão do corpo dela, fazendo-a ter leves tremores. Snape, esperto como era, derrubou seu corpo em Hermione, tomando conta da situação definitivamente, ficando por cima dela. Tirou a boca dos seios e desceu até a genitália de Hermione, sentindo a excitação da jovem, sorrindo maliciosamente. Começou com beijos leves, e logo já aprofundou a língua entre os lábios da genitália. Hermione deixou escapar um suspiro, e Severo continuou até ela atingir o primeiro orgasmo da noite.
- Aaaahh..por..favor..Severo.. – Hermione ofegava, enquanto Severo quase ria.
- Shhh... – ele subiu até o seu ouvido – acalme-se Granger, a noite está só começando.
....Continua..(6)
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