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8. Sem sono


Fic: A noiva


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CAPÍTULO OITO

Gina começava a pensar que Harry não era humano, já que jamais parecia faminto, sedento ou cansado. A única ocasião em que se deteve foi quando Gina pediu, e só Deus sabia o quanto detestava lhe pedir algo.
Certamente um inglês teria tido em conta as comodidades de sua esposa, mas pelo visto, Harry mal lembrava que sequer a tinha. Gina se sentia tão apreciada quanto um espinho num flanco.
Estava exausta e imaginou que devia ter uma aparência tão lamentável como o de uma bruxa velha, “mas não tem importância minha aparência”, disse-se. Harry deixou a situação bem clara quando se negou a apresentá-la a seus aliados: não o atraía minimamente.
“Bom, Harry tampouco é um presente de reis”, pensou Gina. “Por Deus, ele tem o cabelo quase tão comprido como o meu, e se esse não é um costume bárbaro, não sei o que pode ser!”
Não abrigaria sentimentos tão sombrios por Harry se ele tivesse uma atitude mais agradável com ela. Sem dúvida, o ar da montanha devia afetar sua mente, pois quanto mais subiam, mais frias e distantes se tornavam suas maneiras.
Tinha mais defeitos que Satã. Inclusive, não sabia contar: havia dito a Gina que levaria três dias chegar a sua propriedade, mas era a quinta noite que acampavam e nenhum outro manto com as cores dos Potter aparecia à vista.
Por acaso o sentido da orientação do homem seria tão fraco quanto sua capacidade de contar? Gina pensou que estava cansada demais para se preocupar com isso. Assim que Harry concentrou-se em atender os cavalos, Gina caminhou até o lago para desfrutar de uns momentos a sós. Despiu-se e se lavou o melhor que pôde naquelas águas geladas que Harry chamava “lago” e se estendeu na margem gramada. Sentia o cansaço nos ossos. Teve a intenção de fechar os olhos por uns minutos antes de voltar a vestir-se. Para falar a verdade, o ar frio não a incomodava.
Uma névoa espessa rodou para o vale. Harry deu a Gina o tempo que supôs que necessitava para banhar-se, mas quando a neblina lhe cobriu os pés descalços, chamou-a, ordenando que se aproximasse.
A chamada não obteve resposta e o coração de Harry começou a bater forte. Não se preocupava em relação ao ataque surpresa dos inimigos. Não, já estavam em terra dos Potter, numa área protegida que ninguém teria se atrevido a invadir. Mas Gina não respondia. Harry atravessou a vegetação espessa e se deteve bruscamente, sem fôlego ante a visão que se apresentou diante dele.
Parecia uma deusa da beleza e estava profundamente adormecida. A névoa flutuava ao redor de Gina, dando-lhe um aspecto místico, e as réstias de sol que se filtravam entre a névoa acentuavam o efeito, pois a pele da mulher era de um genuíno tom dourado. Dormia de lado, e a camisa branca havia subido até os quadris, revelando as longas pernas.
Harry permaneceu por um longo momento contemplando-a, absorvendo sua imagem. O desejo se inchou dentro dele de um modo quase doloroso: essa moça era magnífica demais para ele. Lembrou da sensação daquelas pernas rodeando-o, a sensação de estar dentro dela.
“Minha esposa”.O inundou uma onda de posse feroz e soube que não sobreviveria outra noite se não voltasse a fazer amor com ela. Não cumpriria a promessa de esperar até que chegassem ao castelo. Mas estava decidido a ir devagar, daquela vez. Seria um amante terno, sem exigências. E seria gentil... embora morresse no processo.
Harry ficou olhando-a dormir até que o sol se escondeu por completo. Gina começou a rodar pela colina e Harry correu para ela e a apanhou nos braços bem a tempo.
Como ela era confiante! Harry soube que havia despertado, mas não abriu os olhos. Quando a ergueu contra seu próprio peito nu, Gina passou os braços pelo pescoço, se aconchegou contra ele e exalou um suspiro suave.
Levou-a ao acampamento, envolveu a ambos no manto e se deitou no chão. Gina estava protegida da cabeça aos pés pela manta e pelo marido.
A boca da mulher estava a escassos centímetros da do homem.
— Harry —perguntou, num sussurro sonolento.
— O que?
— Está zangado comigo?
—Não.
— Tem certeza? —Queria ver-lhe o rosto. Mas o abraço de Harry era férreo e não podia mover-se.
—Tenho.
—Esta noite estou muito cansada. Foi um duro dia de viagem, não foi?
Para Harry não foi, mas decidiu não contradizê-la.
—Sim, foi.
—Harry, queria perguntar uma coisa. —Gina se endireitou e soltou um gemido quando as mãos de Harry pousaram sobre suas nádegas e a apertou contra ele. As coxas do homem eram mais duras até que o chão.
Harry compreendeu que Gina não tinha idéia do que provocavam seus pequenos movimentos e fechou os olhos. Era evidente que estava muito cansada e dolorida para receber o ataque do marido. “Terei que esperar”, disse-se Harry. “É a única atitude decente que posso adotar”.
Seria o desafio mais difícil de confrontar.
—Harry, por favor, afaste as mãos. Dói.
—Dorme, esposa. Precisa descansar —disse em voz entrecortada.
Gina se arqueou contra ele e Harry rangeu os dentes.
—Meu traseiro dói.
Harry percebeu o pudor na suave confissão. Mas quando começou a esfregá-la para aliviar a tensão dos músculos a exclamação não foi suave, mas sim indignada. O homem não fez caso das resistências nem dos protestos.
—Sua educação foi infelizmente descuidada —disse Harry—. Para falar a verdade, é a mulher mais inexperiente que conheci. O que acha disso, esposa?
—Penso que acha que estou a ponto de chorar, marido — respondeu Gina—. Sei que minha voz tremeu quando disse que estava dolorida, e você detesta mulheres choronas, não é? Oh, não negue, marido! Vi como olhava as minhas irmãs quando choramingavam; parecia muito incômodo.
—Sim, é verdade —admitiu Harry.
—E para evitar que eu chore, insulta-me e me provoca. Adivinhou que tenho um temperamento forte e prefere me ouvir gritando para não chorar.
—Gina, está aprendendo como sou.
—Eu disse que o faria —se gabou Gina—. Mas ainda você tem que aprender a respeito de mim.
—Não preciso...
— Precisa sim! —interrompeu-o—. Harry, você confunde inexperiência com falta de habilidade. E se eu dissesse que posso lançar uma flecha melhor que qualquer de seus guerreiros? Ou que possivelmente possa cavalgar melhor que eles... em pelo, claro. Ou que sou capaz de...
—Diria que está debochando de mim. Esposa, você mal se agüenta sobre a sela.
—Então, você já formou uma opinião a meu respeito?
Harry ignorou a pergunta e lhe formulou outra. —Era o que queria me perguntar? Algo a preocupa, não é?
—Não estou preocupada.
—Não parece —. Não permitiria que ela escapasse.
—Só me perguntava se me daria indicações similares quando chegássemos a seu castelo e estivéssemos diante de seus homens.
— Que indicações? —interrompeu-a, sem entender do que falava.
—Harry, sei que se envergonha de mim, mas não acredito que possa me manter calada todo o tempo. Estou acostumada a falar com bastante liberdade, e na verdade não...
— Acha que estou envergonhado de você? —disse, realmente surpreso.
Gina se voltou entre os braços do marido, afastou a manta e o olhou. Até à luz da lua via a expressão atônita de Harry.
Gina não estava disposta a acreditar nele nem por um instante.
—Harry Potter, não é necessário que finja inocência. Sei a verdade. Teria que ser idiota para não saber porquê não quer que fale com seus aliados. Pensa que sou feia. E inglesa.
—É inglesa —ele recordou.
—E orgulhosa de sê-lo, marido. Sabe como um homem que julga uma mulher apenas pelas aparências é superficial?
As gargalhadas de Harry interromperam o discurso.
—Sua grosseria é pior que minha aparência —murmurou Gina.
—E você, esposa minha, é a mulher mais obstinada que conheci.
—Isso não é nada comparado com seus pecados —retrucou Gina—. É tão retorcido quanto um escudo velho.
—Não é feia.
Pelo modo em que o olhava, Harry compreendeu que não acreditava nele.
— Quando chegou a semelhante conclusão?
—Já expliquei —respondeu Gina—. Foi quando não me permitiu afastar o olhar de você, não me apresentou a seus amigos, não me deixou expressar minhas idéias. Foi assim que cheguei a essa conclusão. Não se engane, Harry —adicionou precipitadamente ao ver que Harry ia rir outra vez—. Não me importa se me considera bonita ou não.
O homem a segurou pelo queixo com firmeza.
—Se você tivesse sido mais atenciosa com um homem mais do que com outro, por acaso ou voluntariamente, esse sujeito acreditaria que você estava disposta a se entregar. Em minha opinião, não se pode confiar inteiramente nos Kerry. Até para uma inglesa como você isso é fácil de entender. Alguns pensariam que seus olhos violetas são mágicos; outros quereriam tocar seu cabelo para saber se é tão sedoso quanto parece. Certamente todos quereriam tocá-la.
—Sério?
Ao longo da explicação, Gina o olhou com os olhos arregalados de assombro e Harry compreendeu que Gina não tinha a menor idéia de sua própria beleza.
—Harry, acho que está exagerando. Não acredito que esses homens quisessem me tocar.
Estava pedindo um elogio, e Harry decidiu fazê-lo.
—Sim, eles desejariam tocá-la. Não queria me arriscar a entrar uma briga, pois sei o quanto a visão do sangue a desgosta.
A explicação, dada em tom despreocupado, deixou Gina perplexa. Estaria elogiando-a? Por acaso acreditava que seus olhos eram mágicos?
— Por que franze o cenho?
—Perguntava-me se você... quer dizer... —Exalou um suspiro, afastou-lhe a mão de seu próprio queixo e voltou a apoiar a face contra o ombro morno de seu marido—. Então, você não me considera feia.
—Não.
—Nunca pensei que o fizesse —admitiu, em tom divertido—. É bom saber que não me considera carente de atrativos.
—Não disse isso.
Gina acreditou que ele se divertia.
—Eu nunca disse que você não fosse feio —disse—. Talvez pense que é.
Harry riu outra vez, com uma risada cheia que alargou o sorriso de Gina. Era possível que começasse a habituar-se a ele?
Harry afastou o cabelo do rosto dela.
—Hoje tem o rosto queimado pelo sol. Tem o nariz vermelho como o fogo. Não me parece absolutamente atraente.
— Como? —exclamou Gina sobressaltada. Harry não ocultou a exasperação:
—Estava brincando.
—Sabia —disse Gina, sorrindo outra vez.
Bocejou, lembrando a Harry como ela estava cansada.
—Durma, Gina.
A maneira terna em que lhe acariciava as costas aliviou a aspereza do tom com que deu a ordem. Quando ele começou a esfregar seus ombros tensos, Gina fechou os olhos e soltou um suspiro satisfeito. Tinha a palma da mão apoiada sobre o peito de Harry e sentia sob os dedos o tamborilar do coração do homem. Quase distraída, começou a riscar círculos ao redor do mamilo de Harry e pelos pêlos do peito. Gostava da sensação. O maravilhoso aroma de Harry a faziam lembrar do ar livre: era tão limpo, tão terrestre...!
De repente, Harry segurou sua mão e a apoiou aberta contra seu próprio peito e Gina imaginou que ia lhe fazer cócegas.
Harry, por sua vez, acreditou que queria enlouquecê-lo.
—Pare com isso —ordenou, com voz áspera como a areia.
Embora Gina não se lembrasse de ter dormido, lembrou que despertava. Estava sonhando o mais delicioso dos sonhos: que dormia, totalmente nua sobre um leito de flores silvestres. Deixava que o sol morno esquentasse sua pele até sentir-se febril, e essa erótica calidez a fez esquecer-se de respirar. dentro dela, crescia aquela pressão tão conhecida e a dor aguda entre as coxas exigia alívio.
Seu próprio gemido de desejo a despertou. Afinal de contas, não era um sonho. A mente lhe pregava uma peça. Harry era o fogo que acendia seu sangue. Tampouco estava rodeada de flores silvestres, mas estendida sobre o manto macio de Harry. Mas não vestia mais a camisa. Perguntou-se como podia ser, mas logo deixou de lado aquela preocupação. Harry insistia em reclamar sua atenção, esfregando o nariz com suavidade no pescoço de Gina. Estava estendido entre as coxas separadas da mulher.
Estava fazendo amor com ela. De repente, a confusão sonolenta de Gina se dissipou. Já estava completamente acordada.
Na densa escuridão, não podia vê-lo, mas o fôlego entrecortado dele, somado à música doce do vento persistente, dissiparam a resistência de Gina. Pensou em pedir para que não voltasse a machucá-la, mas a boca de Harry deslizou para seu seio, ao tempo que sua mão procurou os cachos suaves entre as coxas da mulher. Já não se importou se doeria.
Os dedos de Harry eram mágicos. Sabia onde tocá-la para enlouquecê-la, para fazê-la umedecer-se. Ficou tensa quando os dedos do homem afastaram as dobras suaves e sedosas e se meteram dentro dela. A bendita agonia a fez gritar, reclamando alívio.
Puxou-o pelo cabelo para que se detivesse, mas mudou rapidamente de idéia quando o polegar de Harry começou a esfregar a carne sensível e os dedos se afundaram nela.
Outra vez, Gina cravou as unhas nos ombros e Harry grunhiu. Gina se desesperou por tocá-lo, por dar o mesmo prazer que recebia. Tentou se afastar, mas Harry não permitiu.
Beijaram-se ardentemente, com as bocas abertas, arrasador. Harry entregou sua língua e Gina a sugou.
—Está molhada —disse o homem.
—Não posso evitar —murmurou, gemendo.
As mãos de Harry separaram as coxas de Gina e começou a penetrá-la com lentidão.
—Não quero que evite.
—Por que? —perguntou a mulher, fazendo força para que a penetrasse mais. Fazendo-o com tanta lentidão, deixava-a louca. Sabia que morreria, mas queria que a preenchesse, que a queimasse.
—Significa que está quente para mim —murmurou Harry—. Não se mova assim. Deixe-me...
— Isso não é momento para brincadeiras!
Se tivesse tido forças, teria rido.
—Estou tentando ser suave —disse ele—. Mas é tão estreita que eu...
Gina se arqueou contra ele e Harry esqueceu seu propósito de ser gentil. Colocou as pernas de Gina em volto de sua própria cintura, enrolou o cabelo da mulher ao redor de suas mãos para que não se separasse dele e a investiu com um movimento enérgico.
Já estava tão fora de controle que não soube se a machucava ou não. Não podia deter-se. Cobriu com a boca os protestos que Gina pudesse pronunciar, e quando soube que já não poderia esperar mais, quando sentiu que estava para derramar sua semente na esposa, deslizou a mão entre os corpos dos dois e a incitou a que se unisse a ele.
Surpreendeu-o a força das pernas de Gina. Apertou-o entre suas coxas, obrigando-o a um orgasmo imediato.
Harry se deixou cair sobre Gina e levou muito tempo antes de recuperar a força para olhá-la. O primeiro pensamento coerente que lhe ocorreu foi que tinha abusado dela.
—Gina, eu a machuquei? Fui muito rude com você? —murmurou.
Gina não respondeu. Harry se apoiou sobre um cotovelo e a contemplou com evidente preocupação.
Estava profundamente adormecida e Harry não soube o que fazer. Viu que tinha os dedos entrelaçados no cabelo de Gina e com uma paciência que o surpreendeu, separou os cachos e levou uns momentos para afastar o cabelo das faces.
Soube que a tinha satisfeito. Embora lady Potter estivesse adormecida como uma pedra, tinha um sorriso em seu rosto.

O dia seguinte foi o mais difícil para Gina. Viajavam por uma comarca selvagem, de assombrosa beleza, com lagos que o vento frisava e grandes espaços abertos, gramados duma erva com a cor e o brilho das esmeraldas. Também havia colinas desoladas. Parte do terreno ondulado tinha uma densa folhagem verde chamado arbustos silvestre, que soltava um aroma peculiar quando era pisada. A grandiosidade da paisagem das Terras Altas fez Gina pensar que lentamente ascendiam ao Paraíso.
Por volta do meio-dia, a paisagem perdeu o atrativos. O ar era mais marcadamente frio e cortante a cada hora que passava. Gina se agasalhou na capa de inverno. Tinha tanto sono que quase caiu da sela, por isso Harry se aproximou de imediato e a pôs sobre seu próprio cavalo. Gina não resistiu, mesmo quando seu marido tirou sua capa e a jogou no chão. Envolveu-a no pesado manto e a apertou contra si.
Gina soltou um sonoro bocejo e perguntou:
—Harry, por que você jogou minha capa longe?
—Para abrigar-se, você usará o manto com minhas cores, Gina.
Não pôde resistir a tentação de roçar com a boca o topo da cabeça da esposa. Começava a pensar que sua esposa era o ser mais surpreendente que conhecera: podia cair no sono num abrir e fechar de olhos.
Gostava de senti-la apoiada contra ele, seu aroma feminino; e no fundo da mente de Harry se formou uma idéia: Gina confiava nele por completo. Isso era o que mais gostava.
Não tinha mencionado a noite de amor apaixonado, pois, à luz da manhã, o rubor de Gina indicou que não queria falar do assunto.
Seu acanhamento o divertia.
Entretanto, a mulher não era muito forte, não conhecia as limitações de seu próprio corpo. Imediatamente, Harry viu que estava esgotada e procurou ir a passo lento.
Gina dormia profundamente: Harry teve que sacudi-la várias vezes até obter uma resposta.
—Gina, acorda. Estamos em casa —repetiu pela terceira vez.
— Em casa? —perguntou, confusa.
Com imensa paciência, Harry evitou os cotovelos de Gina, que esfregava os olhos.
— Sempre leva tanto para despertar depois de um cochilo? —perguntou.
—Não sei, pois nunca dormi fora de hora.
Gina girou para olhar em redor e não viu a carranca de Harry.
—Harry, só vejo árvores. Você me despertou para rir de mim?
Em resposta, o homem ergueu seu queixo e assinalou:
—Lá, esposa. Em cima da próxima colina. Pode ver a fumaça da lareira.
Realmente, Gina via a coluna de fumaça que se enrolava subindo para as nuvens, e um vislumbre da torre quando Harry fez avançar ao cavalo pela colina.
Por fim, apareceu à vista o muro que rodeava o castelo. Senhor, era gigantesco! Uma de suas seções parecia ter sido construída dentro da montanha. Era feito com pedras pardas, uma inovação em relação à tradição inglesa, pois a maioria dos castelos dos senhores eram construidos com madeira. Além disso, o muro de Harry era muito mais alto: o topo parecia tocar as nuvens. Por outro lado, a estrutura estava incompleta pois havia uma ampla brecha junto à ponte levadiça.
As árvores estavam cortadas, deixando uma longa margem ao redor do muro e não havia uma fibra de erva sobre a rocha que aliviasse a paisagem desolada.
Uma fossa, de águas negras como a tinta, rodeava a estrutura. A ponte levadiça de madeira estava abaixada, mas não entraram por ela, mas sim pela brecha no muro.
O castelo era muito mais grandioso que a humilde morada do pai de Gina e esta pensou que Harry devia ser um homem rico. A construção principal não tinha somente uma torre mas duas, e ela sabia como era caro construir uma.
Certamente Gina não esperava nada tão magnífico. Tinha imaginado que todos os escoceses viviam em cabanas de pedra com telhados de palha e chão de terra, como os servos ingleses, mas agora compreendeu que esse era um preconceito de sua parte. De todos os modos, havia cabanas; calculou que seriam umas cinqüenta que apareciam entre os ramos das árvores até onde sua vista alcançava, colina acima. Gina supôs que as cabanas pertenciam aos membros do clã Potter e a suas famílias.
—Harry, sua casa é grandiosa —murmurou—. Quando o muro estiver terminado, o pátio intero encerrará meia Escócia, não acha?
Ao perceber o assombro na voz de Gina, Harry sorriu.
—Estamos sozinhos? Não vejo sequer um soldado.
—Meus homens estão esperando no topo da colina —respondeu Harry—. No pátio.
—As mulheres também?
—Algumas —repôs Harry—. Quase todas as mulheres e os meninos foram ao feudo Gillebrid pelo festival da primavera e a metade de meus soldados está com eles.
—E por isso está tudo tão tranqüilo? —Gina se voltou, sorriu para Harry e perguntou:
— Quantos homens tem a suas ordens?
Assim que formulou a pergunta, esqueceu-a, pois o sorriso de Harry capturou sua atenção.
—Está feliz de ter retornado ao lar, não?—disse.
A ansiedade de Gina deixou Harry satisfeito.
—Há uns quinhentos homens, possivelmente seiscentos quando se juntam todos. Sim, inglesa, estou feliz de estar em minha casa.
Gina se mostrou exasperada.
— Quinhentos ou seiscentos? Oh, Harry, você está debochando de novo!
—É verdade, Gina. Há tantos Potter como eu disse.
Gina soube que Harry estava convencido do que dizia.
—Penso que ache que tem essa quantidade de homens, segundo a maneira de contar dos escoceses.
— O que quer dizer isso?
—Harry, simplesmente insinuo que não sabe contar. Afinal, disse que levaríamos três dias chegar à sua casa, e nos levou muito mais.
—Nós viemos a passo lento por seu estado —explicou Harry.
— Meu estado?
—Estava fraca; esqueceu, por acaso?
Imediatamente, Gina ruborizou e Harry compreendeu que não o tinha esquecido absolutamente.
—E é evidente que está esgotada.
—Não —replicou Gina—. Não tem importância —se apressou a dizer ao ver que Harry franzia o cenho. Ia conhecer os parentes de Harry e preferia que continuasse de bom humor—. Se me disser que aqui há setecentos homens às suas ordens, eu acredito.
Um sorriso a indicou que o tinha apaziguado, mas não pôde resistir à tentação de provocá-lo um pouco.
—De todos os modos, Harry, não é estranho que não veja nenhum homem? Acaso poderiam seiscentos soldados estar escondidos, esperando no recinto?
Ao ver que Gina tentava ocultar a irritação, Harry riu e logo soltou um assobio agudo.
O sinal foi respondido imediatamente. Apareceram do alto do muro, das cabanas, os estábulos, as árvores e o bosque que os rodeava, lutadores de aspecto feroz, tantos que cobriram todo o espaço.
Harry não exagerou; talvez até tivesse contado a menos. enquanto Gina contemplava os soldados, Harry fez um gesto de assentimento e depois ergueu uma mão. Quando a fechou em punho, ressoou um forte clamor.
Gina ficou tão ensurdecida pelo barulho que se esquivou da mão de Harry, que lhe rodeava a cintura em gesto possessivo. Não podia parar de olhar para os homens, até sabendo que era descortês. “Estou numa terra de gigantes”, pensou, pois quase todos os soldados pareciam tão altos como os pinheiros que, conforme sabia, gostavam de arremessar.
Embora o tamanho dos homens fosse impressionante e os olhares penetrantes a enervassem, o que causou mais impacto foi a forma como estavam vestidos.
Cholie não tinha estado ébria: sabia o que dizia. É, os escoceses usavam vestidos de mulher. De mulheres meio nuas, precisou Gina para si, sacudindo a cabeça. Não, não eram vestidos, eram mantos.
Todos usavam o mesmo tipo de manto com as cores de Harry. Os homens o levavam preso à cintura com um cinturão, mal cobrindo seus joelhos.
Alguns tinham camisas de cor açafrão; outros, nada. A maioria estava descalça.
— Quer contá-los? —perguntou Harry. Fez avançar o cavalo e disse—: Esposa, acho que agora aqui há umas duas centenas. Mas se quiser...
—Eu diria que são quinhentos —murmurou Gina.
—Agora é você quem exagera.
Gina lançou um olhar a Harry e tentou recuperar a voz. Uma muralha de soldados se alinhava no caminho pelo qual eles andavam, e Gina disse, baixando a voz:
—Harry, se estes forem só a metade, tem sua própria legião.
—Não. Uma legião consta de três mil, em ocasiões até seis mil homens. Eu não tenho tantos, Gina, a menos que convoque meus aliados, é obvio.
—É óbvio.
—Não tem nada que temer.
—Não temo. Por que acha que estou assustada?
—Está tremendo.
—Não —retrucou Gina—. É que todos nos olham.
—Estão curiosos.
—Não os surpreendemos, não é, Harry? —disse Gina em tom muito aflito.
— Do que você fala?
Gina lhe olhava o queixo. Harry ergueu seu o queixo, viu que estava muito ruborizada e que se inquietava ainda mais.
—Meus guerreiros estão sempre preparados.
—Não parecem.
De repente, o homem compreendeu o que era o que a inquietava desse modo.
—Não os chamamos vestidos.
Gina adotou uma expressão assombrada.
— Beak disse...?
—Eu estava ali.
— Onde?
—No estábulo.
— Oh, não!
—Sim.
— Deus!
Desesperada, Gina tentou relembrar a conversa com o chefe dos estábulos.
— O que mais escutou? —perguntou.
—Que os escoceses se importam com as ovelhas, que jogamos troncos de pinheiros uns aos outros, que...
—Quando disse isso, estava debochando de minha irmã... e acreditei que Cholie estava bêbada quando me disse que... Harry, sempre se vestem de um modo tão indecente, com os joelhos de fora?
Seria uma vergonha se nesse momento Harry risse dela.
—Quando estiver aqui há tempo suficiente, vai se acostumar —prometeu.
—Você não se veste como os soldados, verdade? —disse, horrorizada.
—Sim.
—Não, você não. —Gina suspirou ao compreender que acabava de contradizê-lo outra vez, mas Harry não pareceu incomodar-se quando o corrigiu—: Queria dizer que agora você tem calças, e por isso supus...
—Eu estive na Inglaterra, Gina. Por isso visto essas roupas tão sem-graça.
Gina olhou outra vez em redor e logo fixou a atenção em seu marido.
— Como fazem para enrolar as calças por baixo dos mantos? —perguntou.
—Não enrolam.
— Mas então... ? —A expressão maliciosa de Harry revelou que a resposta não lhe agradaria—. Não importa —exclamou—. Mudei de idéia. Não quero saber o que usam embaixo.
—Oh, mas eu quero contar!
Nesse momento, Gina se convenceu de que estava brincando. A idéia de guerreiros nus cavalgando em plena guerra a fez rir, encantada.
Sorria como um garoto maroto. Gina suspirou ante as observações pouco cavalheirescas de seu marido e ante seu próprio comportamento, tão pouco digno de uma dama. Senhor, a cada momento ele parecia mais atraente! O coração de Gina começou a bater como as asas de uma borboleta.
—Diga-me depois —murmurou isso—. A noite, Harry, quando estiver escuro e não possa ver meu rubor. Quando lutam, usam cota de malha? —Adicionou a pergunta para fazê-lo esquecer de seu próprio pudor ante a falta de roupa dos soldados.
—Nunca usamos armadura —lhe explicou Harry—. A maioria de nós usamos apenas o manto. Não obstante, os guerreiros mais antigos preferem ir à maneira antiga.
—Como?
—Não usam nada sobre o corpo.
Nesse momento, Gina se convenceu de que estava brincando. A idéia de guerreiros nus cavalgando em meio a guerra a fez rir encantada.
—Então jogam os mantos para longe e...
—Sim, isso mesmo.
—Harry, deve me considerar uma ingênua para acreditar numa história tão absurda. Chega de brincar, por favor. Além disso, é descortês que ignore seus homens tanto tempo.
Depois de semelhante afirmação, deu-lhe as costas, apoiou-se contra o peito de Harry e compôs uma expressão serena, dirigida aos soldados por quem passavam em seu caminho colina acima.
Custou-lhe um esforço considerável, depois das idéias vergonhosas que Harry tinha implantado em sua cabeça.
—Esposa, tem que aprender a não dar ordens —disse, apoiando o queixo sobre a cabeça de Gina. Foi uma suave repreensão e Gina sentiu que uma onda de prazer lhe percorria o ventre.
—Marido, eu gostaria de fazer o que é correto e você teria que fazer o mesmo. A grosseria nunca é aceitável, em nenhuma situação, nem mesmo num escocês.
Quando chegaram ao meio do caminho, ressoou um grito entre as árvores. Fogo Selvagem começou a corcovear, Harry puxou as rédeas e logo desmontou. Deixou Gina sobre seu cavalo e conduziu ambos os cavalos para o grupo de soldados que os esperavam.
Com Gina estava nervosa! Apertava as mãos entre si para que os soldados não notassem como elas tremiam.
Do grupo se separou, um homem ruivo, de tamanho similar ao de Harry, e saudou o senhor. A atitude do homem fez Gina supor que devia ser parente de Harry. Também supôs que fosse o segundo comandante e amigo do marido, pois abraçou o chefe e lhe deu umas fortes palmadas nas costas.
Essas palmadas teriam atirado Gina ao chão, mas Harry nem se moveu. O sotaque escocês do homem era tão fechado que a moça não podia entender todas as palavras, mas entendeu-AS suficientes para ruborizar-se. Os dois gigantes insultavamum ao outro. “Será um de seus estranhos costumes”, pensou Gina.
Depois, a conversa se tomou séria e Gina soube que as notícias que o marido recebia não eram boas. A voz de Harry adotou um tom cortante e ficou carrancudo. Parecia furioso e os soldados, preocupados.
Não deu qualquer atenção a Gina até que chegaram ao pátio interior. Então, jogou as rédeas de Fogo Selvagem aos homens que os rodeavam, voltou-se para Gina e a desceu ao chão.
Não a olhou. Gina permaneceu de pé junto a seu marido enquanto este continuava conversando com o soldado.
Ao que parecia, a curiosidade dos homens de Harry estava dividida. Metade deles a olhava fixamente, com expressões que sugeriam que não gostavam do que viam. Os outros rodeavam Fogo Selvagem e sorriam. O que podia pensar disto?
Fogo Selvagem gostava tão pouco da atenção que recebia quanto a própria Gina. O nervoso animal recuou, relinchou e tentou pisotear os homens que seguravam suas rédeas.
Gina reagiu instintivamente, como uma mãe que vê seu filho se comportando mal; imediatamente se propôs a cortar a manha de criança da égua pela raiz.
Moveu-se com muita rapidez para que Harry pudesse detê-la. Sem se importar com os presentes, passou ao redor de Harry e do cavalo, afastou dois enormes soldados a cotoveladas e correu a tranqüilizar a sua garotinha.
Deteve-se poucos metros da mascote. Não teve necessidade de pronunciar uma palavra áspera. Limitou-se a erguer a mão e esperar.
Imediatamente, Fogo Selvagem deixou de lado a raiva e a expressão selvagem desapareceu de seus olhos. Ante o olhar fascinado dos soldados, a orgulhosa beldade branca trotou para sua ama para receber uma carícia.
Inesperadamente, Harry apareceu junto a Gina, passou um braço sobre seus ombros e a atraiu para si.
—Geralmente ela é muito dócil —disse Gina ao marido. —Mas está cansada e faminta, Harry. Acho que teria que levá-la a...
—Donald se ocupará disso.
Gina não quis discutir com seu marido diante dos homens. Harry tomou as rédeas de Fogo Selvagem, falou umas apressadas palavras em gaélico, dando instruções ao jovem que acabava de aproximar-se dele.
Na opinião de Gina, Donald era muito jovem para ser chefe de estábulos, mas assim que afirmou que Fogo Selvagem era um cavalo esplêndido, soube que o jovem era capaz de reconhecer um animal valioso quando o via. Além disso, tinha voz suave, em contraste com o cabelo vermelho chamejante e a cútis rosada, e um sorriso contagioso.
Fogo Selvagem o detestou. Tentou abrir caminho entre Gina e Harry, mas Donald demonstrou ser enérgico. Harry deu uma ordem cortante, e o chefe de estábulos pôde restabelecer o controle por completo. Gina observava, sentindo-se como uma mãe ansiosa que éseparada de sua filhinha.
—Ela vai se acostumar.
A afirmação de Harry a irritou. Então ela e sua égua eram iguais aos olhos de Harry, não? Havia dito o mesmo de Gina. cavalo e esposa.
—Possivelmente, ela vai —respondeu Gina, sublinhando “ela”.
Começaram a caminhar para os degraus de entrada do castelo e Harry ainda não a tinha apresentado a seus homens. Gina pensou nisso por um longo momento até que ao fim lhe ocorreu que estaria esperando o momento oportuno para fazê-lo como correspondia.
Só quando chegaram ao último degrau Harry se deteve. Voltou-se e a fez girar, com o braço ainda segurando-a com força pelos ombros.
Logo a soltou, aceitou o manto que lhe oferecia um dos soldados e o pregou sobre o ombro direito de Gina. Quando concluiu esse gesto, no recinto se fez um silêncio total. Os soldados apoiaram as mãos sobre os corações e inclinaram as cabeças.
Tinha chegado o momento. Gina se manteve erguida como uma lança, as mãos dos lados do corpo, esperando escutar o discurso maravilhoso que Harry pronunciaria ante seus homens. “Agora me elogiará, querendo ou não”, pensou Gina.
Gina se propôs recordar cada palavra para poder evocá-las e saboreá-las cada vez que Harry se zangasse com ela no futuro.
De fato, foi um discurso breve e terminou antes que Gina se desse conta. A voz de Harry ressonou sobre a multidão quando gritou:
— Minha esposa!
“Minha esposa. Isso era tudo? Não tinha nada mais a dizer? Como guardou silêncio, Gina supôs que havia terminado. E como tinha falado em gaélico e Gina estava decidida a não contar que conhecia o idioma, não podia demonstrar como estava irritada com um discurso tão direto.
A um sinal de Harry, os homens ergueram as espadas e outro forte clamor ressonou no recinto protegido.
Gina se aproximou mais de Harry, inclinou a cabeça e fez uma reverência aos soldados.
As exclamações e vivas sobressaltaram Gina. Harry pensou que se sentia um tanto intimidada, assuatada pela atenção recebida.
—Harry, o que disse a eles? —murmurou, embora soubesse perfeitamente. Assim que respondeu, Gina quis lhe dizer que fosse ao inferno, mas não teve oportunidade.
—Disse que era inglesa —mentiu Harry. Voltou a segurá-la pelos ombros e, como era seu costume, ergueu-a contra o quadril. Para falar a verdade, tratava-a como a um saco de viagem!
—Claro, por isso lançam vivas —retrucou Gina—. Porque sou inglesa.
—Não, esposa. Por isso gritam —disse, ofuscado. Gina moveu a cabeça—. O que pensa de meus homens? —perguntou, já em tom sério.
Gina lhe respondeu sem olhá-lo:
—Estou pensando que todos eles têm espadas, e você não, Potter. Isso é o que estou pensando.
Sorrindo pela ironia, Harry pensou: “Não há dúvida de que esta mulher tem fibra”.
Os soldados a olhavam sem dissimulação e Harry compreendeu que tinham que saciar-se de contemplá-la. Levaria tempo até que eles se habituassem à aparência de Gina; para falar a verdade, o próprio Harry ainda não se acostumara.
O soldado que Gina supôs o segundo comandante apressou-se a subir os degraus a pedido do chefe. Parou diante de Gina, esperando a apresentação.
—Esposa, este é Bill. Ele é o encarregado sempre que eu estou ausente.
Quando Bill a olhou nos olhos, Gina sorriu a modo de saudação. Mas como o homem continuou olhando-a fixamente, o sorriso de Gina começou a vacilar. Perguntou-se se esperaria que dissesse algo ou se existia alguma formalidade que ela tinha que cumprir.
Era um homem muito atraente. Lembrava Rony, o marido de Hermione, pois quando por fim o homem sorriu, os olhos verdes brilharam divertidos.
—É uma honra conhecê-la, lady Potter.
Bill não afastou o olhar enquanto dizia a Harry:
—Escolheu bem, Harry. Pergunto-me como convenceu Rony...
—Jogamos os troncos e eu ganhei o direito de escolher primeiro —disse Harry—. Foi uma escolha por eliminação.
— Harry —Gina dirigiu ao marido uma olhada colérica.— Está troçando de mim diante do seu amigo, ou fala sério?
—Estou brincando —respondeu Harry.
—Sempre brinca —disse Gina a Bill, como um modo indireto de desculpar a escandalosa afirmação do marido.
Bill ficou perplexo. Nunca, em toda sua vida, vira Harry brincar a respeito de nada. Mas não pensava contradizer lady Potter.
Girou a cabeça a tempo para ver que Harry piscava um olho para a esposa.
—Ela está exausta, Bill —disse Harry, captando a atenção do soldado—. O que mais precisa agora é um bom jantar e uma noite de descanso.
—Primeiro, ela precisa conhecer sua casa —disse a própria Gina em tom exasperado—. Porque sente muita curiosidade.
Harry e Bill sorriram ao ver que, de maneira sutil, Gina os censurava por falar como se ela não estivesse presente. Gina também sorriu, contente por tê-los superado desse modo.
—Harry, poderia tomar um banho, também?
—Milady, vou ocupar-me imediatamente disso —disse Bill, antes que Harry pudesse responder.
Seguiu à nova ama como uma marionete. Harry observou como Bill olhava para sua esposa e o divertiu como o amigo tentava dissimular sua reação ante ela: não podia afastar o olhar.
—Obrigado, Bill —respondeu Gina—. Mas não deve ser tão formal comigo. Por favor, chame-me de Gina. Esse é meu primeiro nome.
Como o amigo de Harry não respondeu à sugestão, Gina se voltou e viu que Bill franzia o sobrecenho.
— Não é aceitável? —perguntou.
— Você disse que seu nome era Jane?
—Não, é Gina —esclareceu, assentindo, ao ver que Bill parecia confuso.
O soldado se voltou para e Harry e resmungou:
—Mas que nome estranho!

Na.: Danisbela, respira, respira e depois comenta, tenho amis Ncs de onde sairam essas hehhe...comprem oxigenio, irao precisar!!

Pois é gentem, essa é a regra da fic: Comentarios = Cap

Entao cada cap postado se tiver comentarios, vcs ganham mais um de bonus, hoje foram 4 caps neh, daqui a pocua a fic faz tres dias e termino ela hehehehe...

Respondendo perguntas: O Malfoy aparecera, aguardem....
Rony e mione, iremos saber o que vai aocntecer, so nao vamos participar arduamente da vida deles....

E Meninas...Obrigada por comentarem...AMOOO

Bjs

Tonks

AAAAAAAAAAAa


A lindissima Tonks & Lupin fez uma comunidade para as minhas fics...entao voces estao convidadas (intimadas) a entrar:

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiii o capitulo, e por mais que não seja tão fã de Harry/Gina tô gostando *-*

Nota: 5

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