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2. Desaforos - EDITADO


Fic: Era para ter sido apenas um jogo. Aviso on.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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oOoOoOoOoOoO

Segundos após aquela cena, a porta que dava acesso àquela cabine abriu-se ligeiramente e uma voz irritante e conhecida ecoou por todo o ambiente.

-Ow, ow... vejam só, rapazes... Demonstrações de afeto em pleno expresso de Hogwarts. Interessante...
- Não acredito que seja ele... – Hermione sussurrou de forma que só Harry pudesse escutar, não querendo conferir com seus próprios olhos quem suspeitava que estivesse bem atrás dela.

Ela sentiu uma pontada forte em seu estômago, aquela voz a repudiava de uma forma extrema, e sabia que se ele não deixasse aquela cabine depressa, certamente não o pouparia de sua ira.

-Urg! Alguém já disse que vocês formam um casal terrível? – e mais uma vez sua voz irritante ecoou pela cabine. – Ah, mas não que isso seja ruim pra vocês, claro... Sim, porque uma sangue-ruim e um pateta como o Potter-cicatriz se combinam muito. Pena que seja uma combinação tão asquerosa.

Draco pronunciava com uma arrogância irritante, tentou frisar o termo “asquerosa” para que este causasse um impacto maior, trazia no rosto um sorriso sarcástico que tirava Hermione de sério. Draco sabia como irritar as pessoas, principalmente se por acaso tratasse de grifinórios e principalmente do Trio de Ouro.

- O que faz aqui, seu idiota? Você e esses sonserinos imbecis não são bem vindos nesta cabine. – Harry referia-se a Crabbe e Goyle bem atrás de Draco, como dois capangas encarando quietos, prontos para qualquer sinal de Draco que os autorizasse a partir pra cima de quem os confrontasse.

Draco gargalhou um tipo de riso sarcástico, ainda fitando a todos naquela cabine.

- Ei, Potter... meça as suas palavras antes de dirigi-las a mim.
- Meça você as suas palavras antes de dirigi-la a nós. Se voltar a repetir o que disse anteriormente, eu vou fazê-lo ver com quem está tentando brincar. – Harry abraçava Hermione, tentando afastá-la de Draco para protegê-la.

Draco cerrou os olhos por alguns intantes, tentando absorver toda a informação e desatou em uma nova gargalhada sarcástica.

- O Potter vai querer briga? Oh, o que o amor não faz, não é mesmo? Vai lutar com um Malfoy só para defender a sua amada sabe-tudo?
- Você vai ver só, seu verme... não ouse chamá-la assim. – Harry parecia exaltado.

O moreno fez menção de avançar alguns passos na direção de Draco, já com os punhos fechados, mas foi impedido por Hermione no mesmo instante.
Hermione o empurrou para trás de si mesma afim impedi-lo de brigar, enquanto Gina rapidamente se levantava de onde estava e ajudava a segurá-lo, preocupada com ele, já que sabia que Draco sempre tinha uma carta poderosa escondida em baixo das mangas e poderia a qualquer momento usá-la a seu favor. Uma discussão em pleno expresso não seria uma boa idéia, e todos eles tinham plena consciência disso.

- Deixe, Harry. Não perca seu tempo com imbecis como ele. – Hermione o empurrava para trás cada vez mais forte, enquanto Harry tentava esquivar-se.
- Ora, ora... vejam só rapazes. – a voz de Draco soava alta dentro da cabine. - Você é mesmo um idiota Potter, porque não sabe nem se defender sozinho, precisa sempre de outras pessoas para fazer isso por você. Essa sua fama de herói é mesmo uma grande farsa.

Draco conseguia manter esse tipo de influência sobre qualquer um que mostrava superioridade. Suas palavras eram firmes e ofensivas, mas nem Harry e mesmo Hermione deixariam as coisas por isso mesmo. Hermione, mais do que qualquer um ali, era a única que realmente estava em estado de nervos suficiente para não aturar mais nenhuma única palavra que partisse do louro.

- Foda-se, Malfoy. – Hermione tomou a frente, deixando Harry para trás e encurralando Draco para fora da cabine, empinada bem a frente do louro.

Draco pareceu assustar-se com a repentina tomada de atitude de Hermione e já mantinha uma expressão carrancuda, enquanto a fitava cauteloso pelas atitudes seguintes.
- Foda-se você, Granger. – manteve a pose e rosnou bem próximo à face de Hermione.

O sonserino não permitiria que ela o tratasse daquela forma, e então voltou a adentrar a cabine, forçando-a a recuar. Hermione o observou de relance e fez uma constatação óbvia naquele momento: ele era bem mais alto que ela, e incrivelmente atraente. Hermione sentiu o perfume masculino de Draco invadir suas narinas naquele instante e precisou arregalar os olhos em espanto por estar se prendendo nesses detalhes. Foi quando balançou a cabeça e afastou esses pensamentos.

- Nunca mais me chame de sangue-ruim, você não é ninguém para me tratar dessa forma.
- E você, Granger, acha que é quem para me tratar desse jeito? – Draco dissera ríspido e agressivo, muito próximo dela.
- Eu trato você até muito bem, Malfoy. Saia daqui, por favor... – e fez um gesto apontando para o corredor bem atrás do louro.

Draco olhou fundo nos olhos de Hermione, a fitando por alguns segundos, apreensivo, parecendo querer ler seus pensamentos. Logo em seguida abaixou a cabeça e fitou por mais alguns segundos o braço de Hermione estendido bem ao seu lado e apontando para fora da cabine. Voltou a erguer sua face e fitá-la diretamente nos olhos, dessa vez, muito mais sério, embora tivesse no canto dos lábios um pequeno sorriso sarcástico esboçado, o que irritava Hermione mais do que qualquer outra atitude dele.

- Eu sinto prazer em irritá-la, em tratá-la mal... um dia vai entender porque... sangue-ruim. – sorriu mais forte, com a pronuncia de sua última palavra.
- Não me chame disso novamente... – Hermione esticou seu dedo indicador bem a frente do nariz de Draco, irritada por ter sido ofendida novamente -... ou eu...

Numa fração de segundos, antes mesmo que Hermione pudesse encerrar sua frase, Draco agarrara seu braço esticado a sua frente, segurando-o com força pelo punho. No ato, Draco acabou por trazê-la inconscientemente para próximo de seu corpo, e agora a mão de Hermione repousada sobre o peito dele, firmemente comprimida ali. Aquele contato causara um certo desconforto na castanha, era incrivelmente másculo aquele peito. Suas constatações a estavam deixando confusa, mas a própria atitude de Draco a confundia.

-Ou o quê, Granger? – sua voz saíra rouca, e divertida.

Hermione podia sentir o hálito dele colidindo de encontro a sua face, e era incrível como ninguém ainda havia tentado interromper aquele momento. Os olhos azuis acinzentados de Draco a fitando estavam causando um desconforto desconhecido até então, e estava se permitindo perder-se em pensamentos inapropriados. Podia senti-lo próximo de seu corpo e estava completamente sem palavras.
Harry percebeu que precisava interferir, mas no menor de seus passos em direção aos dois, Gina o puxou de volta e o prendeu ao seu lado.

- Ou eu vou fazê-lo entender o que significa respeito. – Hermione retornara de seu transe, ainda um tanto atordoada

O sonserino a fitou mais superficial agora, observando os trações faciais de Hermione por alguns instantes e esboçando um sorriso quase de ponta a ponta.

- Por acaso andou chorando, Granger?
- Isso não é da sua conta, Malfoy. – estava enfurecida, forçando seu pulso para longe dele. - Me solte...
- Ah, mas que pena... é que eu estou preparando uma poção e precisava de lágrimas de dragão... mas...

No mesmo instante Crable e Goyle desabaram em lágrimas de tantas risadas... gargalhando freneticamente, enquanto Draco ainda fitava Hermione com seu sorriso sarcástico moldando o canto de seus lábios. Era quase como se ele estivesse esperando pela reação da castanha, ansioso.
Hermione detestava aquele sorriso, embora achasse que era uma adição considerável à beleza de Draco, mas sempre o via estampá-lo quando tentava irritá-la.

- Uma poção? - Hermione quebrara o silêncio, providenciando um sorriso meio lábio também. - Talvez isso não ajude quando eu azará-lo, sinto muito...

Houve uma troca de olhares profunda naquele momento, mas absolutamente nada estava passando por suas cabeças. Seus pensamentos eram vagos. Draco sentiu Hermione forçar seu punho ainda comprimido contra seu peito, desejando libertar-se da prisão.

– Vai me soltar ou não? – sua voz era altiva. – Pode deixar de ser um idiota ao menos uma vez? Está começando a me machucar...
- Você é péssima em provocações, Granger... – soltou um sorriso razoavelmente largo em seus lábios.

Hermione não entendia como aquele momento estava se prolongando daquela forma. Suas discussões com Draco nunca duravam tanto como estavam durando. Havia algo novo naquela relação cão e gato, e estava claramente evidente diante deles. Aquele ano letivo ainda prometeria muitas descobertas e surpresas, isso era óbvio. Draco apertou mais forte o pulso de Hermione e a puxou ainda mais para próximo de si.

– Isso te machuca? Eu poderia fazer melhor... ou seria pior...?! – e sorriu, sarcástico.

Hermione estremeceu com o contato e sentiu uma pontada leve de dor. Ele estaria tentando torcer seu pulso ou era tudo fruto de sua imaginação? Draco pareceu se repreender nesse exato momento pela covardia que estava sendo capaz. Observou os traços faciais de Hermione mais uma vez e percebeu uma pontada de dor ali. Foi quando lembrou o quanto ela era frágil e pequena diante dele, e o quanto poderia machucá-la muito facilmente caso realmente desejasse isso.

- Você tem sorte, Granger, hoje acordei de bom humor.

E, dizendo isto, Draco a libertou da prisão que havia criado, sentindo o último contato de sua mão na pele branca e macia dela. Parecia, agora, repudiar-se pela fraqueza, pela quase falta de superioridade naquele momento. Hermione deu alguns passos para trás e colidiu contra o corpo de Harry, que enlaçou suas mãos sobre sua cintura e ajudou-a a manter distancia do sonserino. Draco pareceu entender bem o que ele significava não só para Hermione, mas para todos: um perigo, um risco...
A castanha observou seu pulso por alguns instantes e constatou uma marca avermelhada de leve no local. Balançou a cabeça negativamente e o fitou novamente.

- Imagine só como você seria quando estivesse de mau humor.

E Draco não respondera à indireta, simplesmente permanecera cravado no mesmo lugar, observando-a da mesma forma. Suas expressões eram de um completo misto de sentimentos, e indecifráveis no momento.

- Agora cai fora daqui, Malfoy. – a voz de Hermione quebrara o silêncio.

O sonserino sorriu fraco, desviando seus olhos de Hermione e antes mesmo que pudesse focar qualquer outro ponto naquela cabine, já sentia mãos agarrando-o pelo colarinho.

- Você vai ver só, seu imbecil... – Harry estava furioso, agindo impulsivo.

O moreno pulou depressa na direção de Draco e conseguiu arrastá-lo para fora da cabine novamente. Crable e Goyle se afastaram, abrindo caminho, e mantendo-se incrivelmente estáticos diante de tudo. Agora, o sonserino era imprensado contra a parede do expresso, mesmo que sob protestos em formas de ruídos, palavrões e tentativas frustradas de afastar Harry dele.

-Nunca mais faça isso com ela. Está entendendo? - Harry cuspia suas palavras na cara de Draco. - Nunca mais tenha coragem de ofendê-la novamente...

Draco deixou escapar uma gargalhada irônica naquele instante, e isto pareceu provocar Harry ainda mais. A atitude seguinte do sonserino fora impulsionar o corpo de Draco e atirá-lo contra a parede com força, de modo que sua testa batesse forte e provocasse um ruído estridente. Hermione soltou um gemido abafado de espanto pela agressividade e ponderou se impediria o rapaz ou simplesmente assistiria a tudo quieta. Algumas pessoas já lotavam os corredores fora de suas cabines e observavam a tudo atentas.

- E não ouse nunca mais machucá-la, ou eu mesmo vou fazê-lo pagar caro por isso, Malfoy. – Harry cuspira suas palavras novamente.
-Você é um imbecil, Potter. – Draco dissera, iniciando uma nova gargalhada. - Eu não tenho medo de você. E eu volto a ofender quem quer que seja, e ninguém vai poder me impedir disso. Tire suas mãos sujas de cima de mim.

Harry o fitou, uma última vez, sério, passando todo o ódio que emanava de seus olhos para ele, até que o soltasse definitivamente e se afastasse dali. Draco suspirou fundo e ajeitou a gravata em seu pescoço, como se nada tivesse acontecido, ainda com um sorriso irônico no canto de seus lábios. Hermione não entendia, simplesmente não esperava que ele agisse daquela forma. Observou os dois por alguns instantes e percebeu que os punhos de Harry estavam cerrados agora. Compreendeu muito fácil o que o moreno pretendia, e tratou de impedi-lo disso.

- Harry, não faça isso. – sua voz era uma súplica sussurrante.

A castanha segurou com força o braço de Harry e sentiu quando a onda eletrizante de ódio se desfez nas veias do rapaz e ele pôde relaxar, por fim.
Havia um tipo de atmosfera diferente pairando sobre eles naquele momento, e Draco era a única pessoa ali que estava questionando esse fato. Havia ouvido perfeitamente bem a súplica de Hermione e buscava explicações para entender as razões que a houvessem levado a defendê-lo. Não sabia se havia sido mesmo uma atitude de defesa, mas havia jurado que receberia um soco de Harry.

- Como monitor você só sabe causar desordem, Malfoy. – Hermione dissera, ainda segurando firme o braço de Harry.
- E você não, Granger? – Draco sorrira, balançando a cabeça em um movimento que fizera seus cabelos caírem sobre seus olhos. - Como monitora, deveria saber quem é o superior de verdade.

Hermione precisou respirar fundo diante das palavras de Draco, e ele parecia perceber isso. O louro era dominado, agora, por uma sensação excitante, sabendo que estava conseguindo irritá-la. Era esse o sentimento que o levava a querer sempre atiçá-la.

- Afinal, eu só estou tentando manter a ordem por aqui. – e sorrira, dando-se por satisfeito.

Hermione mordeu os lábios, controlando-se para não tentar, dessa vez ela mesma, socá-lo. Draco estava visivelmente divertido, com os seus olhares ainda de encontro aos dela. Sentiu um arrepio percorrer sua espinha naquele momento, quando a vira mordiscar o lábio de uma forma que ele podia jurar ter sido provocativa. E foi, então, que sentiu necessidade de desviar seus olhares e, fazendo isso, estes caíram diretos sobre Gina, bem atrás de Harry. A ruiva estremeceu com aquele contato visual, e desejou internamente que ele desviasse novamente, Mas ele não o fizera.
Draco fitava Gina de uma forma assustara e isto estava causando espanto em todos ali, até que ele esboçara um novo meio sorriso e dirigisse a palavra seguinte diretamente para ela.

- Passar bem, Weasley.

Antes mesmo que alguém pudesse questionar, ou mesmo antes que Gina pudesse estremecer com aquelas palavras jogadas à ela, Draco já havia dado as costas e se afastado dali, sendo seguido por seus amigos sonserinos e abrindo espaço entre o restante dos alunos curiosos. Harry estava confuso, talvez bem mais do que qualquer um naquela cabine. Acompanhou Draco com os olhos até que não o avistasse mais e então direcionou seus olhares à Gina, por fim, percebendo que ela havia acabado de desviá-los para o chão.
Estavam todos confusos e exaustos após aquela discussão toda. Sentaram-se todos em seus lugares e em um silêncio absoluto. Ainda havia a presença insignificante de Simas e Neville na cabine, eles mantiveram-se calados durante todo o momento e permaneceriam assim. Por vezes havia algumas trocas de olhares e pouco se podia subentender deles.

- Por que o Malfou a tratou daquela forma, Gina? – a voz de Harry quebrara o silêncio.

Gina respirou fundo e ergueu seu olhar na direção dele. O moreno estava, agora, sentado a sua frente e não mais ao seu lado. Todos ali estavam incrivelmente interessados na resposta que a ruiva daria.

- Como vou saber, Harry. Pergunte a ele... não faço a mínima idéia... – suspirou cansada mais uma vez, sentindo que explodiria - Idiota...

Pronunciou sua última palavra baixo o suficiente para que só ela escutasse. Na verdade, Gina havia mentido aos amigos. Sabia perfeitamente bem as razões para ter sido tratada daquela forma. Não fora uma forma rude, como muitos haviam interpretado, nem mesmo uma forma intima, como as suspeitas de Harry. Intima, realmente, mas havia mais naquela atitude.
Hermione estava revoltada com todas as ofensas que havia recebido do louro e a forma como havia sido tratada por ele. Havia sido humilhada diante de todos os seus amigos, mas estava, na verdade, furiosa consigo mesma por ter permitido entrar no joguinho do sonserino. Era essa a maior intenção de Draco: fazer com que Hermione perdesse a compostura e caísse em suas conversas, discutindo com ele. Sentia-se furiosa, também, por não ter dito tudo o que queria ter dito a ele, todas as ofensas que gostaria ter pronunciado em defesa. Havia um sentimento de culpa dominando-a internamente, por ter impedido Harry de socá-lo. Provavelmente isto teria feito Draco cair na real e não ousaria enfrentá-los novamente.
Hermione não entendia de onde vinha todo o ódio e a repulsa que Draco ostentava por ela, mas desejava que ele a esquecesse. Aquele seria o último ano para ambos e desejava que este pudesse ao menos representar algum tipo de prazer a ela. Era suficientemente desconfortável cruzar seus caminhos com Draco e ouvi-lo ofendê-la sempre, torturá-la sempre.
“Eu sinto prazer em irritá-la...” , era difícil encontrar alguma graça naquilo, Hermione simplesmente não compreendia como ele podia se divertir a custa dos outros. “... um dia entenderá porquê...” , isto poderia significar algo? Hermione definitivamente não compreendia.

*--*

Durante boa parte daquela viagem, Hermione tentara decifrar os enigmas daquela discussão, pensativa em seu assento, visivelmente cansada. Não tinha mais os traços em sua face de que havia chorado, mas ainda tinha uma expressão melancólica.
Draco, por sua vez, não parecia absolutamente nada intrigado com a discussão que havia tico com os grifinórios. Havia enfrentado-os como sempre fizera, e sentia-se vitorioso apesar de tudo. Seu alvo não era nenhum deles, exceto Hermione. Se havia conseguido irritá-la, então havia mesmo razões para a sensação de dever cumprido.

*--*

- Essa foi uma grande discussão, não acham? – a voz de Rony ecoara alta na cabine, quebrando o silêncio fúnebre.
- É! – Simas se pronunciou pela primeira vez, incentivando-o no inicio de um diálogo.
- Foi fantástico. – Neville havia entendido bem as intenções e se juntara. – Foi Brilhante. Ele com certeza não irá mais esquecer disso.

Hermione ergueu sua face e fitou os garotos, sentados bem a frente dela. Soltou um suspiro cansado e demonstrou muito abertamente o quanto aquele assunto era insuportável para ela. Mas, nesse mesmo instante, Neville, Simas e Rony desabaram em risadas gostosas, imaginando que realmente Draco não esqueceria o quase soco que levara. Gina estava séria diante deles, seus olhares se perdiam pela paisagem fora das janelas, assim como Harry. Havia um desconforto visível entre eles. Era como se eles soubessem que havia algo que precisaria ser esclarecido e que havia segredos ali que precisariam ser revelados.
Harry suspirou pesado, ouvindo as gargalhas dos amigos e ajeitou sua postura, dirigindo a palavra a eles.

- Com certeza, ele não vai esquecer mesmo. – Harry também se permitiu gargalhar à custa da derrota de Draco.
- Por que não falamos de outra coisa? – a voz de Gina interrompera as risadas, era ríspida e altiva. - Vai ser melhor!

Havia algo de realmente muito desconhecido acontecendo ali, e também era visível que nada seria esclarecido muito rápido e facilmente. Hermione saiu de seu transe e acompanhou Harry em uma tentativa de se ajeitar em seu banco e acompanhá-los na nova conversa que se formava. A castanha não prestava muita atenção ao que eles diziam, apenas sorria quando eles o faziam antes e concordava e discordava com a cabeça quando percebia que os outros também o estavam fazendo.
Aquelas primeiras semanas seriam frias e Hermione tentava aquecer-se puxando seu casaco para cada vez mais próximo de seu corpo. Fechou os olhos por alguns instantes, descansando a cabeça sobre a parede atrás de si e respirou fundo, sentindo o cansaço e relutando para não pegar no sono ali mesmo. Ouviu algumas risadas altas dos amigos mas permaneceu na posição por alguns segundos a mais. Quando finalmente abriu os olhos notou uma diferença nas posições dos amigos. Harry não estava mais ao seu lado, Simas agora gargalhava alto em seus ouvidos. Deixou que seus olhares caíssem sobre Harry por algum tempo e sobre Gina, ao lado dele. Pode notar quando viu Gina aproximar-se ainda mais do moreno e roçar seu braço ao dele, de leve. Por alguns segundos, pensou que Gina fosse segurar a mão do rapaz. Hermione estava confusa, estava começando a desconfiar de algo definitivamente improvável entre eles.
Talvez eles tivessem apenas ficado muito amigos durante as férias de verão, na Toca, e Gina poderia estar entendendo tudo errado.
Sim, Hermione tinha certeza que Harry gostava dela. E ele havia demonstrado muito isso quando a havia abraçado forte e a aquecido em seus braços antes que Draco estragasse tudo. Sim, e esse sentimento não era nenhuma novidade para eles. Na verdade, aquela relação era um segredo. Hermione entendia que Harry só não a havia tomado para um beijo que mataria as saudades das férias porque nenhum dos amigos ali presentes entenderia muito bem a atitude, e sorriu por alguns instantes pensando em como seria engraçado. Já era hora de revelarem aquele sentimento... aquele namoro.

*CONTINUA

N/A2: calma... eu vou explicar essas coisas aew inacabadas melhor daqui pra frente...

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