FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. Bal Masquè


Fic: A Garota da Máscara de Veneza


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Amados leitores!


MIL DESCULPAS PELA ETERNIDADE DE ESPERA. Finalmente postado, o capítulo 2 da fanfic. É difícil atualizar duas fanfics juntas, e essa eu coloquei como prioridade essa semana.
Espero que gostem do capítulo, eu escrevi com o máximo de comédia possível.
Boa leitura!

Outra fic de minha autoria, na lista das mais lidas da FeB: Meu, Seu, Nosso Futuro http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=38318 


 


Cap.1: Bal Masquè




Lilian Evans


A última aula de Transfiguração acabou exatamente às 18 horas, e subi rapidamente para um banho relaxante. Eu sabia que a Tonks e a Lene iriam ficar namorando por mais meia hora, e está aí uma situação da qual não quero participar. Não que eu não esteja feliz por elas namorarem o Remo e o Sirius, mas é triste ser a única do ano que não tem namorado. Até a Alice, aquele poço de timidez, está pelos cantos com o Longbotton. Sinceramente, aquele pedido de encontro em Hogsmeade com o Diggory está se tornando bem interessante...
- Evans?
Eis que uma voz altamente indesejável me para na escadaria dos dormitórios...
- Que foi Potter? – respondi seca.
- Não quer ir hoje em Hogsmeade na festa de máscaras? – ele perguntou com seu melhor sorriso maroto.
- Não obrigada. – respondi seca novamente.
Não dei corda pra mais uma pergunta, obviamente. Segui meu percurso até os dormitórios e só voltei a respirar aliviada depois de passar a barreira mágica da rampa do quarto feminino.
- Olá Lily! – Molly me disse quando entrei no dormitório. Tinha esquecido que Molly também está com Arthur. Merlim, preciso de um namorado...
- Oi Molly, aonde vai? – perguntei ao vê-la separar um vestido verde cheio de babados de renda.
- Os meninos estão falando de uma festa de máscaras em Hogsmeade hoje. Não quer ir conosco? – ela perguntou animada.
- Vão sair escondido? Têm idéia do que pode acontecer com vocês se a McGonagall descobre? Aliás como monitora-chefe eu devo proibir essa saída de vocês.
- Ah Lily, não seja tão dura. É só uma noite, ninguém vai descobrir. Voltaremos bem cedo. E por favor não vá nos proibir, não seja chata.
Revirei os olhos. É difícil ser monitora-chefe perto de um monte de amigos baderneiros. O pior é que o Potter sendo monitor-chefe comigo é o principal articulador dessas saídas noturnas. Só o Remo pra me salvar mesmo, embora ele também encubra algumas peripécias marotas...
Dei meu sorriso costumeiro de “ok, você venceu, mas comporte-se” para Molly, ela me retribuiu com um beijo na bochecha e eu pude finalmente entrar no banho. Seria bom ir a uma festa hoje, seria relaxante depois de passar a semana passada inteira estudando. Mas eu não posso, tenho vários livros emprestados da biblioteca pra ler, e provavelmente o Potter vai nessa festinha, o que já acaba com minha noite conseqüentemente.
Terminado meu banho, peguei a calça moletom e a camiseta já separadas e vesti rapidamente, prevendo uma noite de longos pergaminhos sobre a Quarta Guerra dos Duendes. Enquanto desembaraçava meu cabelo molhado, Lene invadiu o banheiro. Ela estava com um vestido vermelho bem curto, os cabelos negros soltos, procurando por alguma coisa.
- Hey, já estou saindo, não precisa entrar sem bater. – resmunguei.
- É rápido ruiva, só quero as suas maquiagens. – ela respondeu abrindo a gaveta do balcão e tirando meu nécessaire de maquiagens de lá dentro.
- Não me diga que vai naquele baile ridículo? – perguntei estupefata. Francamente, Lene depois que começou a sair com o Sirius não para uma noite no dormitório.
- Ridícula é você que não vai. Lily, todos os alunos do sétimo ano estão indo, inclusive a Dora e a Alice, só você vai ficar aqui sozinha. Aproveita mais esse ano, é o nosso último em Hogwarts!
- Onde tomou banho? – perguntei sentindo o perfume dela, e naturalmente ignorando sua última fala.
- Com o Sirius, é claro. No banheiro dos monitores.
Francamente, não sei o porquê eu perguntar isso...
- Eu não precisava dormir com essa, sabia? – reclamei, terminando de pentear os cabelos e fazendo uma trança.
- A Lily não vai? – perguntou Tonks, já arrumada, vestindo um vestido mais longo que o de Lene, na cor azul-turquesa, os cabelos (hoje na cor castanha) presos num coque, olhando pra mim desapontada.
- Desculpe Dorinha, mas hoje não é meu dia. – respondi, dando um beijo na testa dela e sentando na minha cama pra ler o primeiro livro da pilha na minha cabeceira.
Descrevendo um pouco minhas amigas, Ninfadora Tonks (ou Dora, ou Tonk) é uma metamorfomaga. Ela costuma deixar os cabelos lisos na cor castanha (principalmente depois que Remo disse que ela ficava linda com os cabelos naquela cor) e olhos castanhos claro. Dora é muito animada, muito doce, brincalhona. Nos conhecemos desde o terceiro ano, e desde o quinto ela nutre sentimentos pelo Remo. Começaram a namorar ano passado, quando por pressão do Potter e do Sirius, Remo se declarou pra ela e pediu-a em namoro. Esse fato foi um dos únicos que os Marotos armaram e deu em algo bom.
Marlene Mckinnon é uma espécie rara na sociedade. Cabelos pretos ondulados, olhos amarelados, pele muito clara. Seu espírito é selvagem, ela faz o que quer, e talvez por isso seja quase antagônica a mim, mas a gente se ama. Ela é minha amiga desde o primeiro ano, e deixa o Sirius louco desde o ano passado. Começaram a namorar nessas férias, quase tive um ataque cardíaco quando recebi a carta dela dizendo que encontrou os Marotos nas férias e “rolou”. Ela realmente está apaixonada pelo Black, e pelo espírito idêntico, os dois me fazem dar muita risada.
- Estamos indo, sua sem graça. Nos vemos amanhã. – disse Lene saindo do quarto, com uma máscara preta em mãos.
- Tem certeza que não quer ir? – perguntou Dora esperançosa.
- Mais certa impossível. – respondi num sorriso. – Divirtam-se amores, e juízo!
Alice e Molly se despediram também e as quatro saíram do quarto, me deixando em profunda paz...



Tiago Potter


Acho muitíssimo engraçado quando a Lily sai correndo da última aula pra não ficar segurando vela das amigas dela. Guardei meus materiais calmamente, sorri pra duas meninas do quinto ano que conversavam baixinho olhando pra mim (deixei elas sem graça, lógico, meninas e seus burburinhos...) e saí da sala. Sirius e Lene já estavam lá fora se agarrando na parede oposta à sala, e Remo ajudava Tonks a levar sua mochila.
- As meninas vão à festa de hoje também. – disse Remo pra mim.
- A Lily também vai? – perguntei, olhando esperançoso para as duas garotas.
- Provavelmente não. Sabe como aquela menina é cabeça dura, não sabe? – respondeu Lene, se largando de Sirius e entrando na conversa.
- Vou tomar banho então, encontro vocês depois. – acenei com a cabeça e fui em direção à Torre da Grifinória.
Eu, Sirius, Remo e Pettigrew somos mestres em sair nas noitadas da vida, e saber que hoje teríamos uma ótima estava me animando muito. Só é triste ter que pegar mulher sozinho, já que Sirius e Remo (numa escala menor, é claro. Custava demais fazer o Aluado chegar numa garota...) estão enlaçados. Mas seria divertido, como sempre era. Acho que vou provocar o Almofadinhas, fazê-lo se arrepender de não estar solteiro... muahahaha.
Passei pelo quadro da Mulher Gorda assim que disse a senha, e me deparo com uma das cenas que eu mais gostava de ver. Lily subindo as escadas do dormitório, flexionando as coxas, desfilando entre os alunos.
- Evans? – chamei. Ela me olhou com a pior cara do mundo. Santo Merlim, essa aí passou várias vezes na fila de TPM, e ao menos duas na fila de peitos.
- Que foi Potter? – ela me respondeu. Ela me respondeu!
- Não quer ir hoje em Hogsmeade na festa de máscaras? – perguntei, mandando todo o charme de um sorriso colgate pra ela.
- Não obrigada. – ela me respondeu, e se virou depressa pra seguir para o quarto. Fiquei a observando até ela entrar, e então segui para o meu quarto.
Aquela ruiva estava prestes a me deixar louco. Se eu não tivesse o pingo de juízo que eu tenho, eu já teria agarrado ela no primeiro armário de vassouras que eu encontrasse. O porquê ela nutre tanto ódio por mim ainda é uma incógnita, mas sinceramente, depois de seis longos anos, ela tem que ser muito rancorosa pra não me perdoar por algo que fiz. Tudo bem, já fiz várias merdas... já peguei menina na frente dela, já chamei ela pra sair até irritá-la, já tentei lhe roubar beijos (sem sucesso, em todas as tentativas. Inclusive na última ela me jogou um feitiço que fiquei cuspindo penas por um dia inteiro), azarei o melhor amigo dela (Ranhoso, que felizmente hoje eles mal se falam...). Mas são pequenas coisas, é possível guardar tanto ódio? Na verdade, acho que a essa altura do campeonato, eu dava tudo pra poder sentir ao menos uma vez o gosto daqueles lábios rosados, daquele pescoço cheiroso, puxar seu cabelo ondulado enquanto a faço implorar pra que eu a possua de uma vez. Puxar sua cintura de sereia, encostar sua barriga na minha, enquanto mordo sua orelha e digo pra ela em sussurros o quanto ela é linda e o quanto eu quero tê-la...
Tomei minha ducha com o corpo pegando fogo, e pedindo a Merlim que aquela noite valesse muito à pena. É canalhice pegar uma mulher pensando em outra, mas a Lily não me dava opção. As últimas garotas que peguei eu confesso que se não estivesse mais atento, teria chamado cada uma delas por “Lily” no mínimo umas três vezes. Se estivesse comigo, dona Lilian Evans, eu poderia me dedicar mais e chamar pelo seu nome quantas vezes eu quisesse!
- Ei Pontas, estou entrando.
Desliguei o chuveiro e me sequei dentro do Box enquanto Remo escovava os dentes na pia ao meu lado. Ele provavelmente tomou banho no outro banheiro do dormitório e se esqueceu de escovar os dentes de novo...
- Cadê o Almofadinhas? – perguntei, enrolando uma toalha na cintura e saindo do Box.
- Deve ter ido tomar banho com a Mckinnon no banheiro dos monitores outra vez. – Remo respondeu revirando os olhos.
- Ah Aluado, vai dizer que nunca fez isso? – perguntei sacaneando-o. Ele ficou vermelho. Adoro provocar a vergonha alheia.
- C-claro que não! Vou respeitar minha namorada até quando ela decidir que quer levar a relação a um novo estágio. – ele respondeu sem graça, tentando se mostrar convicto.
- Por favor né? Qual a idade de vocês? Almofadinhas e a Lene transaram no banheiro de casa nas férias dias antes de se considerarem namorados, você se lembram estava em casa quando ela começou a gritar no banheiro. Vai ficar enrolando a Dora e ela mete-lhe um pé na bunda.
- Já conversamos sobre isso, essa decisão só cabe a mim e minha namorada. Podemos encerrar esse assunto? – ele me disse irritado, cuspindo a espuma da boca.
- Claro. – eu respondi rindo, depois de colocar a cueca por baixo da toalha. Tirei a tolha e fui colocar a roupa pra sair. – Mas você devia ter treinado antes, como eu e o Almofadinhas. As saídas pra Hogsmeade com as menininhas serviam pra isso, sabe?
- Já pedi pra encerrar esse assunto. – respondeu Remo muito vermelho.
- Que assunto?
Perfeito. Agora Sirius está na conversa. Hohoho.
- Nada. – Remo respondeu depressa.
- Onde estava? – perguntei.
- Tomando banho com a Lene. – ele respondeu com aquele sorriso de orelha a orelha.
- Safado. – disse-lhe, dando um tapa na bunda dele. – Pois bem, estava eu dizendo ao Aluado que ele precisa deflorar a namoradinha dele antes que ela se canse de esperar e lhe dê um pé na bunda.
- Nada ainda Aluado? – perguntou Sirius estupefato.
- Sabe, eu odeio vocês dois às vezes. – ele disse bufando, enquanto eu e Almofadinhas começávamos a gargalhar.
- Virgem. – Sirius disse, me fazendo rir mais ainda.
- O que está acontecendo? – perguntou Pedrinho saindo do outro chuveiro, já vestido pra festa.
- Outro virgem. E ai Pedrinho? – eu disse, e Pedro não entendeu nada.
- Mas o Pontas ta na seca faz tempo também, né? – Sirius olhou pra mim, zombando da minha cara.
- Você que pensa. Saí com a Jordie Bell essa quarta, esqueceu? – eu respondi, vestindo a calça.
- Uia, ela liberou assim, no primeiro encontro? – me perguntou Pedro, com uma cara entusiasmada.
- Claro né, quem vai negar algo pra Tiago Potter? – respondi me vangloriando. - Ainda mais depois que ela viu o tamanho do negócio, aí já viu...
Remo revirou os olhos, enquanto Sirius e Pedro se matavam de rir. Falamos mais algumas besteiras e quanto estávamos todos arrumados e perfumados, descemos as escadas do dormitório, ficando esperando as meninas descerem.
Como era hora do jantar, não havia ninguém na Sala Comunal pra ver nossa fuga. Frank e Arthur já nos esperavam sentados nas poltronas em volta da lareira, conversando animadamente. Sentamos junto a eles e continuamos a conversa, até uns dez minutos depois quando as meninas desceram.
Eu já sabia que a Lily não iria, mas mesmo assim meus olhos procuraram por ela instintivamente. As meninas estavam lindas. Mckinnon era uma das meninas mais gostosas do ano, ainda mais com o vestido que ela estava usando: vermelho bem curto, tomara-que-caia, salto alto. Como combinamos desde o terceiro ano que a garota de outro maroto é proibida, só vou descrevê-la até aí. Dora estava meiga, como sempre, mas era muito bonita também. Ela estava com um vestido azul de alças que ia um pouco depois do joelho, bem colado. Molly estava com um vestido verde, rodado. Ela era tão ruiva quanto Lilian (talvez um ruivo mais claro...), mas seu cabelo era curto e os olhos eram castanhos. Alice tem os cabelos bem castanhos, curtinhos, e estava com um vestido creme, de mangas. Merlim, certeza que nosso ano teve as meninas mais lindas de Hogwarts.
- Qual passagem vamos usar? – Sirius perguntou, me tirando daquele devaneio. Oh Merlim, só eu e o Pedro sem acompanhantes...
- Vamos pela Sala Precisa. – respondi, já com o Mapa do Maroto em mãos.
Seguimos pelos corredores, eu me checando de que todos (ou a maioria das pessoas) estivessem no jantar. Chegamos depressa na Sala Precisa, e entramos.
A Sala estava vazia, era um aposento grande com um único detalhe chamativo: O Retrato da Ariana Dumbledore. Eram poucos os que conheciam aquele retrato, e aonde ele levava. Passamos pelo retrato e em poucos minutos estávamos todos no Cabeça de Javali.
- A festa é no porão do Cabeça de Javali. Pelo jeito já começou.
E Frank estava certo. Colocamos nossas máscaras e descemos as escadas do pub, chegando a um espaço pouco iluminado, com rock tocando e muitas pessoas dançando e bebendo nas mesinhas ao redor. O espaço não era muito grande, era parecido com uma danceteria trouxa. As meninas junto de Remo e Artur seguiram para buscar uma mesa, enquanto Frank, eu e Sirius fomos comprar algumas bebidas.
- Oito cervejas, por favor. – Frank pediu para o dono do Caldeirão Furado, que limpava os copos com o mesmo pano imundo. Ele abaixou e pegou as garrafas de cerveja amanteigada e nos deu.
- Obrigado. – respondi, pegando três garrafas e levando na mesa.
- Porquê a Lily não veio? – perguntou Remo à Alice, enquanto pegava uma das garrafas que eu trazia e tirava a tampa.
- Ela disse que precisava estudar. Mas você sabe né? Aquela ruiva é a maior caseira. – respondeu Alice, pegando uma das cervejas que Frank trouxe.
- O Pontas vai ficar tristinho, coitado. – disse Sirius, fazendo todos da mesa rirem.
- Triste vai ficar você, quando me ver fazendo a rapa. – respondi, dando um bom gole da minha garrafa.
- Quero só ver. – ele respondeu com um sorriso bem maroto, e virando-se pra conversar com Lene.
Fiquei bebendo minha cerveja enquanto via as pessoas da festa. Melhor especificando: as mulheres da festa. É interessante ver como uma máscara pode deixar uma pessoa mais sedutora. Algumas máscaras tinham traços singelos, outras eram bem comuns, e outras cheias de plumas e pedras. Qual fosse a máscara, o olhar da mulher que a vestia se tornava um olhar cativante, sedutor.
Nossa, mulher com máscara se tornou minha nova fantasia sexual. Pronto, falei.
Passado algum tempo, todos (inclusive eu) já estávamos tortos de tanta cerveja. As meninas resolveram dançar, e puxaram seus respectivos namorados junto. Resultado: eu e Pedro na mesa, caçando moscas.
Bom, Pedro podia estar caçando moscas, mas eu não.
Fiquei olhando as outras mulheres dançarem. Tinham algumas que realmente entraram no espírito do Bal Masquè francês, com vestidos longos e espalhafatosos. Outras com vestidos simples, e ainda algumas com fantasias de Corte francesa. Percebi que mais alguns alunos de outras casas vieram ao baile, e algumas meninas me olhavam com interesse. Era hora de começar a atacar.
Quando me levantei pra ir até uma garota da Corvinal que brincava com o olhar comigo à quase quize minutos, senti uma mão segurar meu braço. Virei-me pra xingar o filho de uma boa mãe que estava atrapalhando minha sedução à distância, mas desisti de falar assim que o vi.
O vi não. A vi.
Esqueçam que chamei a Lene de gostosa. Aquela mulher que segurava meu braço era inacreditável. Ela estava com um vestido preto longo bem colado, tomara-que-caia do tipo espartilho, e luvas pretas nas duas mãos. Vi os lábios vermelhos dela sorrirem ao ver minha cara de pateta olhando pra ela, e ela soltou meu braço. Ela usava uma máscara preta que cobria parte das bochechas rosadas, tinha os olhos muito azuis, ainda mais ressaltados pela maquiagem preta. Sua pele era muito clara, e acho que se eu tivesse prestado atenção, teria sentido seu perfume desde a hora que eu cheguei. Eu sorri pra ela, ela abriu ainda mais o sorriso, e Merlim... dentes perfeitos, eu nunca vi sorriso igual àquele. E estávamos só na troca de olhares, imagine quando eu começasse a conversar com ela? Como seria sua voz?
- Posso saber o seu nome ou terei que perguntar às estrelas?
Porra, podia ter inventado cantada melhor né.
Ela riu. E Merlim, que risada. Merlim, é sua filha é? Não me faça essa provação.
Eu adoro coques, deixam o pescoço livre e eu adoro segurar eles quando beijo o pescoço da garota em questão. Ela estava de coque, enfeitado por plumas pretas e vermelhas. O cabelo dela era muito liso e preto, e pelo tamanho do coque devia ser longo também.
E Merlim... que decote.
- Eu não sabia que anjos não falavam...
Puta merda, mais uma cantada horrível. Definitivamente, homens se tornam perfeitos idiotas perto de mulheres lindas.
No caso dessa, perfeita.
Ela sorriu de novo. Desta vez, ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha. Mas não foi um beijo daqueles que você dá nos seus pais, foi quase um convite pra ir pra cama com ela. É claro, eu aceitaria fácil.
Depois de ter me provocado, a malandrinha sorriu e virou as costas, indo pra algum lugar que eu não sabia onde. Ainda fiquei uns três segundos parado até que ela me lançou um olhar provocante e eu a segui. Eu esqueci completamente dos meus amigos que estavam na pista, me esqueci que mesmo sendo uma mulher era perigoso segui-la, me esqueci da cerveja na mesa, da garota da Corvinal que deve estar puta me vendo andar feito um cachorro atrás dessa mulher linda. Só não me esqueci de uma coisa:
Lilian Evans.
E foi esse maldito nome que me fez mais uma vez vacilar.
A garota parou para me olhar. Viu-me parado, sem saber o que fazer. Era uma garota incrível, e foi a única garota que me fez desejá-la mais do que a Lilian, mesmo que por alguns instantes, e acho que desde meu quinto ano, isso não acontece.
Acho que é essa a sensação de trair a namorada...
O sorriso daquela moça espetacular sumiu. Ela deve estar se perguntando porque o cara tonto não seguiu ela até o cantinho. Quando vi, ela estava na minha frente, comendo minha boca com a dela, colocando as mãos por baixo da minha camisa, fazendo meu corpo suar de desejo. Eu fui a empurrando até o canto onde ela queria me levar, e então pusemos fogo naquele lugar. Eu a empurrei contra a parede, puxando o cabelo dela, desfazendo o coque, obrigando sua cabeça a ir para trás enquanto beijava ardentemente o pescoço dela. Ela soltava pequenos gemidos, enquanto agarrava minhas costas por baixo da minha camisa. Deslizei uma mão para sua cintura e a puxei com força, colando nossos corpos e nos beijando ardentemente. Comecei a explorar seu corpo, seus braços, sua barriga, suas costas, seu quadril, suas coxas. Dei uma bela mordida em seu lábio quando percebi que ela fazia o mesmo com seus dedos curiosos, e me deixava louco. Certa hora ela me colocou contra a parede, abriu mais a minha camisa e beijou meu tórax com muito desejo. Depois subiu e deu várias mordidinhas no meu pescoço, depois voltou para minha boca e me beijou com sede, rebolando sobre meu corpo. Eu já havia perdido a razão, queria possuí-la de uma vez, senti-la debaixo de mim, sentir seu corpo sobre o meu, não importava.
- Vamos para um lugar mais reservado... – eu pedi, quase implorando.
Ela balançou a cabeça negativamente, e me puxou para outro beijo. Eu não estava agüentando, precisava ir pra cama com aquela mulher. Pensei então em dar indícios da minha necessidade. Puxei ela contra a parede novamente e levantei seu vestido, enchendo a mão na coxa dela. Ela não se importou, consegui ver até um sorriso de satisfação em seu rosto, apesar da pouca luz. Fui mais ousado, envolvendo as pernas dela na minha cintura, ela não me impediu. Era insano aquele momento, aquela mulher misteriosa. Eu precisava senti-la, fazê-la gritar de prazer... porquê ela se negava pra mim?
- Se não quiser ir pra cama comigo, é só me dizer, mas se quer então vamos, está me deixando maluco. – eu disse, já ficando irritado por ela não me responder.
Ela colocou a mão sobre a minha que segurava uma das pernas dela, sinalizando que queria que eu a soltasse. Eu a soltei, enquanto ainda nos beijávamos, e ela me abraçou durante o beijo. Quando nos separamos, ofegantes e com as roupas amarrotadas, ela me deu um sorriso e saiu do canto onde estávamos.
O salão já estava mais vazio, mas Sirius, Remo e os outros ainda dançavam na pista de dança. A garota ajeitou o vestido rapidamente e andava depressa até a saída. Eu a segui o mais rápido que pude. Por que ela estava fugindo? Onde ela estaria indo? Era mais um truque?
Quando saí do Cabeça de Javali, eu a vi no final da rua. Ela andava depressa, querendo me despistar. Eu corri atrás dela até o meio da rua, quando ela virou para mim.
Ela sorriu e tirou algo de dentro de uma bolsa que eu não sei da onde veio. Ela depositou o objeto no chão, levantou a varinha e aparatou.
Eu não sabia o que fazer. A mulher dos meus sonhos acabara de sumir, talvez pra sempre, sem me dar uma palavra. Eu corri até o local onde o objeto estava, e vi que era um caderno. Abri o caderno, as folhas em branco. Fiquei puto. Queria gritar por tê-la perdido, estava frustrado por ela me provocar e depois sair correndo. Afinal estamos naquele conto trouxa... como é mesmo o nome? Cindrebela?
- Pontas!
Sirius e os outros estavam me observando na entrada do Cabeça de Javali, sem entender o que tinha dado em mim. Eu caminhei até onde eles estavam, passando a mão nos cabelos, ainda muito frustrado.
- O que aconteceu cara? – perguntou Remo ao ver minha cara.
- Nada, não quero falar sobre isso agora.
- Ficamos preocupados, você saiu correndo feito um doido do nada... – disse Lene.
- Está tudo bem. Eu quero ir embora, se importam se eu for? – respondi amargurado.
- Vamos contigo, as meninas estão com sono. – Remo respondeu preocupado.
Assenti com a cabeça e seguimos para a passagem secreta.
Eu estava acabado, irritado, transtornado. Nenhuma mulher jamais me deixou tão sedento como ela, e do nada ela vai embora sem me dizer nada, me deixando apenas com um caderninho tosco? Eu estava me explodindo, a ponto de pegar a primeira coisa que pudesse e tacá-la contra a parede.
Quando chegamos a Sala Comunal às quatro da manhã, a primeira coisa que fiz foi seguir para o dormitório. Estava querendo tanto tomar uma ducha fria pra esquecer tudo isso que me passou despercebido que Lilian estava sentada no sofá lendo.
- Lily o que faz aqui ainda? – Alice perguntou, indo até Lilian.
- Nada, acordei há pouco e vi que vocês não tinham chegado ainda, fiquei preocupada e decidi esperar por vocês. – ela respondeu sorrindo.
Eu já estava perto da porta do dormitório quando percebi que ela olhava pra mim. Olhava enojada, e ela tinha razão. Eu estava com a camisa aberta, cheio de marcas do batom vermelho daquela moça no meu corpo, os cabelos molhados, corpo suado.
- Pelo jeito a noite foi boa, Potter. – ela me disse com desdém.
Eu estava tão puto que até uma simples provocação como essa me revirou o estômago. Fui até o parapeito da escada e lhe respondi:
- Foi ótima, Evans. Mas isso não é da sua conta, não é verdade?
Ela sorriu ironicamente e voltou a ler o livro, bufando. Eu segui para o banho, completamente furioso. Quando a água fria me deixou mais calmo, me tranqüilizou um pouco e esfriou minha cabeça, eu saí do banho, coloquei uma cueca e me joguei na cama.
- Pontas, vai falar o que aconteceu ou teremos que arrancar isso de você? – Sirius disse, sentado na cama. Não acredito que esses três me esperaram sair do banho pra começarem as perguntas.
- Não deu pra perceber? – eu perguntei sarcástico.
- Não. Desembucha logo. – Remo pediu.
Eu expliquei tudo a eles, desde o momento que eu a vi até o momento que ela me deixou o livro. Expliquei cada detalhe dela, poderia dizer-lhes quantos dentes ela mostrava naquele sorriso encantador. Quando terminei, Sirius e Pedro riam e Remo estava furioso.
- Como é que você segue uma mulher que nunca viu, não lhe disse nenhuma palavra e ainda te deixa um objeto que você não sabe o que é? Você não tem idéia do perigo?
- Tá tá tá Aluado, já entendi. Sei que fiz besteira, mas na hora eu não conseguia raciocinar.
- Não devia ter respondido a ruivinha daquele jeito, sabe que amanhã ela vai estar com cara de quem chupou limão azedo, não sabe? – Sirius disse, quando acabou de rir.
- Sei. Vou pedir desculpas. Se ela não aceitar, dane-se também. Minha vida está um lixo.
- E esse caderno tem o que escrito? – Pedro perguntou curioso.
- Absolutamente nada. – respondi. Remo pegou o caderno e o olhou com mais atenção.
- É um caderno de comunicação. Aurores usam para se comunicarem às vezes.
- E você e a Dora têm um, aposto. – disse Sirius.
Remo ficou vermelho e me devolveu o livro, fazendo nós três rirmos.
- É um bom sinal então, se ela me deixou um caderno de comunicação. Acho que ela vai entrar em contato comigo, não é? – sugeri, tentando não parecer esperançoso.
- Acredito que sim. – Remo respondeu.
- Vamos dormir, amanhã será um longo dia, e o Pontas tem que se preparar para a Fúria da Mulher Desprezada que a Lilian vai soltar nele.
- Tem razão, Almofadinhas. Boa noite.
Deitei-me na cama e fechei os olhos, desejando profundamente que aquilo tudo tivesse sido um sonho e que finalmente eu acordasse.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 6

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Little Mrs. Malfoy em 04/01/2014

A fic ta incríveeeeel!! Continua, por favor, estou ansiosíssima pra saber o que vai acontecer *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Hufflepuffs Bitch em 24/10/2012

"essa aí passou várias vezes na fila de TPM, e ao menos duas na fila de peitos.
"
todo o charme de um sorriso colgate" "estava em casa quando ela começou a gritar no banheiro" KKKK, morri  
Próximo capítulo, por favooooor!! 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Natalie Mayer Black em 21/12/2011

estou necessitada do próximo capituloooooooooooo

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Natalie Mayer Black em 14/12/2011

ai meu merlim, que raivaa, quero descobrir quem foi que 'ficou' com o Pontas.....

e a Lily gente? oh Merlim.......

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por m.debiagi em 08/12/2011

aate que enfim voce postou! eu tava quase morrendo de curiosidade hahahaha
eu adorei o cap, voce escreve suuuper bem (:
por favor nao demora pra posta :3 eu to me corroendo pra sabe oqq vai acontece *-*

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por camila prongs. em 07/10/2011

ai não demora pra postar por favor :B 

super hiper curiosa querendo saber o que vai acontecer *O*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.