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7. Minha


Fic: A noiva


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CAPÍTULO SETE
O homem era um porco.
Harry Potter não possuía qualidades redentoras. Tinha um senso de humor que escapava à compreensão de Gina. Não só fez esse absurdo comentário a respeito de Gina estar usando seu feio manto, como também teve a audácia de rir. O peito de Harry retumbou de tal maneira com a risada que Gina acreditou estar no centro de um terremoto.
Harry soube que Gina acreditava que estava rindo dela. Se adivinhasse o que pensava fazer de verdade, não o olharia com expressão tão severa. A inocência de Gina e a promessa de Harry liberaram a mente da jovem de seus temores. Claro que Harry a desejava, mas não queria assustá-la. Queria-a disposta. E quente.
Gina apoiou as mãos sobre o peito de Harry, apoiou o queixo sobre as mãos e o olhou aos olhos.
—Seu senso de humor é tão retorcido quanto uma sela que ficou muito tempo sob a chuva.
Esperou uma resposta, mas Harry não respondeu a brincadeira. Seguiu contemplando a boca de Gina e, de repente, fê-la sentir-se muito consciente de si mesma. Sem se dar conta, humedeceu os lábios. A expressão de Harry se endureceu, e Gina se sentiu desconcertada.
—Agora que sei como funciona sua mente, não me deixarei provocar com tanta facilidade —disse Gina.
—Esse dia nunca chegará —predisse Harry.
— Por que me olha assim?
—Assim como?
—Como se fosse me beijar outra vez —disse Gina.— Isso significa que beijo bem?
—Não —respondeu o homem em tom terno, que suavizou o insulto.
— Por que acha que não?
Um sorriso lento e sensual transformou o semblante de Harry e enfraqueceu Gina. “Este indivíduo poderia ser encantador, se quisesse”, pensou a moça “Mas por sorte, é muito tolo para saber que tem uma magia tão especial”.
Gina tamborilou com os dedos sobre o peito de seu marido enquanto aguardava uma resposta. Come Harry guardou silêncio, Gina chegou à conclusão de que não gostava de beijá-la.
—Não sou hábil, verdade?
— Para que? —perguntou com tom enganosamente sereno.
—Para beijar —exclamou Gina—. Por favor, pode prestar atenção ao que digo?
—Não, pequena, não é nada hábil —respondeu—. Entretanto...
—Não me chame de pequena —sussurrou Gina—. Não é apropriado —adicionou—. Além disso, não o diz do mesmo jeito que papai.
Harry riu:
— Que bom!
Gina sorriu apesar da irritação, pois a voz de Harry era muito atraente. Esse sotaque era capaz de lhe tirar a respiração.
—Não respondeu minha pergunta —resmungou Gina, enquanto Harry começava a lhe massagear a parte traseira das coxas, deslizando os polegares sob a camisa. Gina fingiu não notar, pois era uma sensação magnífica.
—Respondi, sim.
—Não lembro.
—Disse que não.
— Não estava brincando?
—Não.
—Harry, se não sei beijar bem é sua culpa, não minha. Possivelmente você tampouco saiba fazê-lo. O que acha dessa possibilidade?
—Penso que está louca. —Harry sorriu ao ver o horror que provocava sua afirmação.
—Nego-me a me sentir inferior nesta questão —disse Gina—. Como você é o único homem que beijei, a responsabilidade é sua.
— O homem a quem estava prometida nunca a beijou? Sei que a visitava com freqüência.
— Sabe algo a respeito de Draco?
Harry encolheu os ombros e começou a acariciar suas nádegas macias. Fazia desesperados esforços para não pensar em como seria prazeroso. Teria que ir devagar. Compreendeu que seria mais decente esperar que chegassem às Terras Altas para deitar-se com sua esposa. Nas melhores circunstancias, a viagem seria dura para ela e, se fizessem amor nesse momento, estaria muito fraca para manter uma marcha intensa.
Sim, seria mais decente aguardar, mas Harry não o faria. Como concessão, no dia seguinte diminuiria o ritmo da marcha, e isso seria tudo. Sentia um desejo feroz. E se Gina meneasse outra vez o traseiro, nem sequer diminuiria o ritmo.
—Harry, o que é o que sabe a respeito de Draco? —perguntou Gina outra vez.
—O que há para saber?
—Nada.
—Responda.
A voz de Harry se tomou tão dura como a expressão de seus olhos.
—Draco nunca me beijou —disse Gina—. Estivemos comprometidos desde muito pequenos. Conhecia-o há muito tempo. É óbvio, sinto afeto por ele, é meu dever.
—Sentia —corrigiu Harry—. Sentia afeto por esse homem.
—Bom, sim ——concedeu Gina, esperando que o cenho de Harry se alisasse—. É um bom amigo da família e, como estávamos prometidos, era de supor que eu tivesse certo carinho para ele, não acha, Harry?
O homem não respondeu, embora a expressão se suavizasse e o abraço com que agarrava Gina afrouxasse. Estava extremamente satisfeito com a mulher: não tinha entregado o coração a esse inglês, não o amava. Harry sorriu. Não compreendeu por que importava tanto... Mas assim era.
—Draco sempre foi muito correto —continuou Gina—. Quando me visitava, nunca ficávamos sozinhos. Acredito que por esse motivo nunca me beijou.
Gina foi sincera, e esperava uma resposta sincera.
Harry riu.
— O que o diverte tanto? Que Draco nunca me tenha beijado ou que nunca nos deixassem sozinhos?
—Se fosse escocês, pode ter certeza que haveria encontrado um modo —respondeu Harry—. Possivelmente agora você já teria um ou dois herdeiros dele.
—Draco é respeitador.
—Respeitador não —retrucou Harry—. Estúpido.
—É um nobre inglês —disse Gina—. Compreende os doces sentimentos de uma mulher, Harry. Sempre queria me agradar...! É...
—Era.
— Por que insiste em referir-se a ele como se estivesse morto? —perguntou.
—Porque já não faz parte de sua vida. Não pronuncie mais seu nome diante de mim, esposa.
Não devia ser mostrar tão irritado com ela. Harry se separou da árvore e se estendeu sobre o chão. Gina começou a rolar para o lado, mas Harry a segurou, firmando suas nádegas.
O modo em que a segurava era indecente, mas a sensação era muito agradável para lhe pedir que a soltasse.
O sol já tinha desaparecido, mas a luz da lua era brilhante e lhe permitia ver o rosto de seu marido. Parecia relaxado, em paz, quase adormecido. Por isso, Gina não se incomodou quando as mãos de Harry voltaram a deslizar-se sob sua camisa. Pensou que talvez não se desse conta do que fazia.
Deus, que sensação pecaminosa! Gina apoiou as mãos sobre os ombros de Harry e a face contra o peito morno do homem. O pêlo escuro fazia cócegas no nariz.
— Harry —murmurou—. Na verdade, eu gostaria de saber o que se sente.
As mãos de Harry interromperam a suave massagem e Gina sentiu que ficava tenso.
—Gina, o que é o que quer sentir?
—Quando um homem beija uma mulher com a intenção de deitar-se com ela. É um beijo diferente do que você me deu.
Parecia estar instruindo-o, e Harry sacudiu a cabeça. Esta conversa era absurda. E muito excitante.
—Sim, é —admitiu por fim.
—Rony usa a língua quando beija.
—O que?
—Não levante a voz para mim, Harry.
— Como sabe que Rony...?
— Hermione me disse. Disse que era nojento.
—Não vai achar tão ruim —predisse Harry em tom resmungão.
— Harry —Outra vez estava sem fôlego—. Como sabe?
—Porque teve vontade de me tocar desde do momento em que nos conhecemos.
—Não é assim.
—Porque eu percebi a paixão em você Porque seu corpo reage cada vez que olho para você. Porque...
—Você me faz sentir incômoda.
—Não, estou esquentando você.
—Não.
—Sim.
—Não deve me falar assim —ordenou.
—Falo com você do jeito como você deseja que eu fale — respondeu Harry —. Desejo você, Gina.
O tom de Harry não deu lugar a discussões. Antes que Gina pudesse recuperar o fôlego, rodeou-lhe o rosto com as mãos e procurou sua boca.
Por própria vontade, Gina manteve a boca apertada como uma porta fechada.
A mão de Harry segurou o queixo da moça e esta sentiu que a obrigava a abrir os lábios para ele. Assim que cedeu à silenciosa exigência, a língua de Harry penetrou em sua boca num arremesso profundo, veloz, total. Gina se sobressaltou e tentou retroceder, mas Harry não a deixou. Sua boca deslizou sobre a dela, abafando o gemido de protesto. Já não era gentil. A boca de Harry era agora quente, faminta, a língua, direta e selvagem, enquanto provava o sabor de Gina e a obrigava a provar o próprio.
O último pensamento coerente de Gina foi que Harry Potter, em efeito, sabia beijar.
Gina aprendia com rapidez. Sua língua se tornou tão selvagem quanto a do homem, e igualmente indisciplinada. Tentou lutar quando Harry segurou-lhe as coxas. Harry estendeu-se e apertou Gina entre suas pernas robustas. Gina sentiu a dura ereção e quis afastar-se, mas Harry a submeteu, acendendo nela o fogo da paixão. A língua do homem entrava e saía uma e outra vez, até que todo o corpo feminino sentiu ânsias de mais.
Deus, que doce era a moça! Ao tê-la assim, abraçada, tremeu de desejo. Os sensuais gemidos que ressonavam no fundo da garganta de Gina o enlouqueceram.
Gina não opôs resistência até que Harry separou suas mãos dos próprios ombros e baixou com lentidão as alças da camisa, até os braços da esposa. Então, Gina afastou a boca pensando em afastar-se dele, mas até que seu corpo respondeu à ordem da mente, a camisa já estava pela cintura.
Tinha os seios esmagados sob o tórax de Harry, e os mamilos se endureceram ao erótico contato com os pêlos e a pele cálida e sensível contra a sua.
—Quero que pare agora mesmo —gemeu.
Harry ignorou o fraco protesto. Deslizou a boca pelo pescoço de Gina e acariciou sua orelha com a língua. Gina inclinou a cabeça para oferecer-se melhor e ofegou quando Harry prendeu o lóbulo entre os dentes. O fôlego entrecortado do homem era quente, doce e muito excitante. Murmurou promessas sedutoras que a fizeram tremer com um desejo desconhecido até o momento.
— Harry —disse, com um gemido entrecortado quando o marido baixou a camisa até os quadris—. Debaixo disso não tenho nada.
—Eu sei, moça.
— Não teria que parar agora?
—Ainda não, Gina —murmurou, com uma voz tão suave quanto veludo.
Girou-a até que ficou de costas. Beijou-lhe o pescoço, os ombros, outra vez a boca. Só se afastou quando viu que tremia de desejo. Gina viu que já estava totalmente nua e voltou-se para contemplá-lo. As sombras escureciam a silhueta poderosa. Ouviu o sussurro das roupas e soube que estava despindo-se. Nesse instante de separação, sentiu um medo desesperado.
“Que Deus me ajude!”, pensou. “Queria poder fugir!” Mas Harry a apanhou antes que tivesse sequer se virado. Agarrou-lhe os pulsos e levantou os braços de Gina por cima da cabeça num só movimento, para logo cobri-la por completo com seu próprio corpo.
O contato com a pele cálida de Harry contra a própria a fez ofegar. Harry soltou um gemido surdo e apanhou outra vez a boca de Gina. Esse beijo foi decididamente carnal: queria sufocá-la. Ao perceber que ela se arqueava para ele, soube que a natureza apaixonada de Gina tinha superado o pudor. Soltou-lhe as mãos e, ao mesmo tempo, colocou a língua na boca da mulher, soltando um gemido de satisfação quando os dedos de Gina se cravaram nas suas costas.
Enquanto a acariciava, o peito de Harry se esfregava contra os seios suaves de Gina. Gina seguiu tentado escapar do vértice das coxas de Harry, mas quando sentiu a dureza de sua virilidade contra o ventre, deixou de debater-se. Uma dor súbita e quente concentrou sua atenção.
Harry lhe acariciou os seios e os rodeou com amoroso cuidado. Roçou com os dedos os mamilos erguidos, e o suspiro entrecortado indicou a Gina o quanto gostava de brindá-la com aquelas íntimas carícias. Gina foi sincera o bastante para admitir que gostava do caos que essas carícias despertavam nela.
Quando a boca substituiu a mão sobre o seio de Gina, quando tomou o mamilo na boca e começou a sugar, Gina acreditou que enlouqueceria. A sensação era tão intensa que fechou os olhos e deixou que essa impressão maravilhosa a inundasse. Ofegante, arqueou-se contra ele e moveu com impaciência as pernas contra as de Harry.
Harry inspirou profundamente para acalmar sua própria ansiedade e se apoiou sobre os cotovelos para poder contemplar o rosto de Gina.
Gina percebeu a mudança imediatamente. Abriu os olhos e o olhou. Estendeu uma mão e lhe acariciou o queixo. As costeletas fizeram cócegas em seus dedos, mas não sorriu. Harry era o homem mais diabolicamente atraente que conhecera. A luz da lua suavizava os traços: parecia duro... E decidido.
—Então, vai parar? —murmurou.
—Quer que eu pare? —perguntou Harry.
Não soube como lhe responder. “Sim”, pensou, “claro que quero que pare. Uma noiva deveria ter uma noite de nupcias apropriada, não?”
—Ainda não.
Gina não tinha compreendido o que dizia até que o viu sorrir.
—Você me confunde, Harry. Quando me acaricia assim, não sei o que estou pensando. Possivelmente deveríamos parar...
—Ainda não. —Tinha a fronte perolada de suor, os dentes apertados, o fôlego agitado.
Não tinha intenções de parar. Ao compreendê-lo, Gina abriu os olhos, surpresa. Harry devia ter lido seu pensamento... e percebido o medo, pois de repente lhe abriu as pernas com a coxa num movimento rude, exigente.
Sem deixar de contemplá-la, a mão direita de Harry deslizou entre os corpos dos dois, para baixo. Os dedos chegaram ao vértice das coxas e Gina tratou de afastar aquela mão.
—Não, Harry, não deve fazer isso.
Harry não se alterou. Seus dedos acariciaram as suaves dobras e, ao sentir a umidade, quase perdeu o controle.
—Gina, está quente para mim —murmurou—. Deus, é tão doce, tão suave...!
Penetrou-a lentamente com o dedo e se moveu no interior.
—Está muito apertada.
A mente de Gina queria pará-lo, mas o corpo não teve o menor escrúpulo. Ergueu os quadris para ir a seu encontro quando Harry começou a retirar os dedos.
— Agora vai parar? —perguntou, num tom que traía seus sentimentos.
—Ainda não —repetiu Harry, sorrindo ao perceber a confusão que se revelava na voz de Gina. Tomou-lhe a mão e a apertou contra sua própria rigidez; a reação de Gina foi instantânea. Todo o corpo da moça estremeceu e se apertou contra ele.
—Aperte-me —ordenou Harry—. Assim —indicou, segurando os dedos da mulher ao redor de seu pênis ereto, e logo voltou a penetrá-la com os dedos para liberá-la dos temores.
Afastou a mão quando já não pôde suportar a doce tortura. Sua boca arrasou a de Gina e afundou a língua até a garganta da mulher. De repente, Gina se tomou tão selvagem e descontrolada quanto Harry estava. O homem sabia onde tocar, quanta pressão exercer, como fazê-la derreter entre seus braços.
Ela tornou-se mais exigente em suas demandas.
—Não nos deteremos agora, não é, Harry?
—Não, meu amor.
Tirou os dedos e logo voltou a colocá-los com força na apertada passagem outra vez.
Gina gritou de dor.
— Não faça isso, Harry! Dói.
—Fique calma, meu amor —murmurou—. Eu vou fazer isso ficar mais fácil.
Gina não entendeu o que ele dizia. A boca de Harry outra vez se abateu sobre a de Gina num beijo longo, quente, e Gina pensou que ele iria parar de verdade, ao sentir que tirava a mão de seu lugar mais íntimo.
Harry foi depositando uma esteira de beijos no pescoço, o peito, o estômago da mulher. Quando chegou mais abaixo, ao suave triângulo de cachos negros que defendia a virgindade da moça, Gina gritou outra vez e tentou afastá-lo.
Mas Harry não recuou. O sabor de Gina o embriagava. Excitou com a língua o sensível casulo de carne e pressionou com mais força, penetrando na sedosa abertura.
A explosão esplendorosa de sensações foi a perdição de Gina, que se agarrou em Harry exigindo mais. Os músculos das coxas ficaram tensos por antecipação e recebeu o ardente êxtase que a consumia.
Assim que sentiu os primeiros estremecimentos de alívio, Harry se moveu. Separou-lhe bem as coxas e começou a penetrá-la. Deteve-se ao chegar à virgindade e logo investiu num enérgico ataque.
Gina gritou de dor. Imediatamente, Harry interrompeu seus movimentos. Nesse instante, estava por completo dentro dela, numa posse total. Tentou se conter para lhe dar tempo de habituar-se à invasão.
—Agora não se mova —ordenou, numa voz que soou áspera no ouvido de Gina—. Por Deus, Gina, é tão estreita!
A mulher não teria podido mover-se mesmo que quisesse, pois o peso de Harry a esmagava. Harry lhe rodeou o rosto e lambeu lentamente as lágrimas das faces ruborizadas da mulher. A paixão conferiu aos olhos de Gina um profundo azul, ao mesmo tempo em que tinha os lábios rosados pelos famintos beijos de Harry.
—Gina, ainda dói? —disse com voz entrecortada, como se tivesse corrido uma longa distância. Mas também na voz e na expressão intensa se refletia a preocupação. Gina assentiu e murmurou:
—A dor passará, não é, Harry? Está certo que seja tão estreita?
— Sim! —gemeu Harry.
Quando começou a mover-se, iniciando um rito antigo como o tempo, Gina pensou que estava acabada. Rodeou suas coxas com as próprias pernas para senti-lo mais dentro de si.
—Não pare, Harry. Agora não.
—Ainda não —prometeu.
Nenhum dos dois pôde voltar a falar. Harry recuou e logo a penetrou novamente. Gina ergueu os quadris para ir ao seu encontro: queria tê-lo todo dentro de si e apertá-lo com força. Como um fogo descontrolado, a paixão se abateu sobre os dois. Harry afundou o rosto no pescoço de Gina e investiu uma e outra vez.
Quis ser suave.
Gina não permitiu.
Não soube que cravava suas unhas nas costas dele e Harry não se importou. Quando estava à beira do orgasmo, quando acreditou que sem dúvida morreria pela inenarrável pressão que crescia dentro dela, agarrou-se ao marido e gritou seu nome.
—Venha comigo, meu amor —murmurou Harry—. Venha comigo, agora.
Gina não sabia aonde Harry a levava, mas sim que estava segura entre seus braços. Entregou-se à bendita rendição e descobriu que era, ao mesmo tempo, a plenitude.
Harry saiba desde o começo aonde iam, mas nunca antes se sentira tão fora de controle, nem experimentara uma paixão tão avassaladora. Queria mostrar-lhe as estrelas. Ele era o experiente; ela, a inocente. Harry sabia onde tocar, onde acariciar, quando pressionar, quando recuar. E, entretanto, quando por fim alcançou seu próprio orgasmo, soube que sua doce mulherzinha o tinha levado além das estrelas.
Tinha-o levado até o Céu.

Dormiu como se tivesse morrido. Quando despertou e se espreguiçou, o sol da manhã já estava alto sobre o campo. Assim que se moveu, Gina soltou um gemido alto. Sentia-se muito vulnerável. Abriu os olhos. A lembrança da noite passada fez suas faces arderem.
Que Deus a ajudasse; nunca poderia voltar a olhá-lo nos olhos! Comportou-se como uma desavergonhada. Recordou que lhe tinha pedido que se detivesse, mas o homem estava decidido a prosseguir. Mas ao admitir que ela também havia insistido, quase com veemência, em que não parasse, resolveu que ficaria o resto do dia debaixo do manto.
Mas parecia que Harry também havia desfrutado do que fizeram. Gina afastou a manta do rosto e imediatamente viu Harry. Estava de pé ao outro lado da clareira, entre os cavalos. Gina notou que os animais já estavam selados; preparados para começar o dia de marcha.
Fogo Selvagem se comportava como uma fêmea apaixonada. Insistia em cutucar a mão de Harry em busca de carícias.
De repente, Gina também desejou um tapinha carinhoso. Pensou que a noite anterior o agradara, mas, por desgraça, adormeceu antes que seu marido tivesse chance de dizer-lhe.
Precisaria fingir um aborrecimento para dissimular a vergonha. Como Harry não lhe dava a menor atenção, levantou-se, despiu o manto e ficou rapidamente de camisa. Sabia que seu traje não era nada recatado, mas resolveu não demonstrar timidez alguma, pois imaginou que o consideraria uma fraqueza.
Harry nem olhava em direção a Gina. A moça juntou sua roupa e se dirigiu ao lago com toda a dignidade que lhe permitiram as coxas intumescidas. Lavou-se, vestiu um vestido azul claro e se trançou o cabelo. Quando retornou ao acampamento, o ânimo de Gina tinha melhorado consideravelmente. Afinal, era um novo dia, e por certo, um começo.
Por outra parte, tinha completado o dever de esposa, já que permitiu que Harry se deitasse com ela.
“Pensa que sou de ferro?”, perguntou-se Harry assim que viu a esposa que caminhava para ele.
Nenhuma mulher o tentava dessa forma. Antes jamais tinha conhecido um desejo tão intenso. “Possuí-las e esquecê-las”, tinha sido seu lema até o momento. Mas Gina era diferente. “Deus me ajude!”, pensou. “Estou começando a me importar”.Não era do tipo de mulheres que se esquece. No mesmo instante em que se levantou e o olhou, um desejo brutal o assolou. Tinha os cachos revoltos. Lembrou de como eram sedosos em seus dedos quando os levantou para que secassem ao vento enquanto Gina dormia. Não pôde deixar de lhe acariciar a pele depois de fazer amor. E também a acariciara enquanto dormia.
Harry, por sua vez, não dormiu nada. Os quadris de Gina estavam encaixados contra sua dura virilidade. Cada vez que se movia, desejava possuí-la novamente. O único motivo pelo qual se conteve era porque Gina não poderia caminhar durante uma semana se fizesse com ela tudo o que queria fazer. Para ela era muito cedo. Precisava de tempo para que a inflamação se aliviasse. Decidiu não voltar a tocá-la até que chegassem em casa. E já estava lamentando a decisão.
Não era feito de ferro, mas sua inocente mulherzinha ainda não sabia. Do contrário, não estaria ali, com um traje tão escasso, se tivesse uma idéia do que rondava pela mente de seu marido. “Possivelmente saiba”, pensou Harry. “Talvez esteja me tentando para que voltemos a fazer amor sem falar diretamente?” Harry refletiu sobre essa possibilidade um longo minuto e chegou à conclusão de que Gina era muito ingênua para compreender o quanto o excitava.
É obvio, Harry a esclareceria disso assim que chegassem ao lar.
— Obrigado por me emprestar o manto.
O homem se voltou ao ouvir a voz de Gina, e a viu com o olhar fixo em suas próprias botas.
—É seu, Gina.
—Seu presente de cassamento?
Não o olhava. E apesar de manter a cabeça encurvada, Harry pôde ver que estava ruborizada. E isso o divertiu. Diabos, comportou-se como uma gata selvagem entre seus braços! Harry tinha marcas que o demonstravam. E agora agia como se fosse desmaiar ante a primeira palavra incorreta.
—Pode considerá-lo assim —admitiu, dando de ombros. Tomou a bolsa de viagem de Gina e o amarrou no arnês da sela de Fogo Selvagem.
—Harry, tenho onze xelins.
Esperava que se voltasse, mas Harry não respondeu. Gina não se intimidou por isso.
—Há um sacerdote nas Terras Altas?
Essa pergunta atraiu a atenção de Harry e se voltou de perfil para ela. Imediatamente, Gina baixou a vista. Parecia estar recuperando pouco a pouco a coragem, pois nesse momento olhava para seu peito em lugar das botas.
—Sim, temos um sacerdote. Por que pergunta?
—Quero empregar um de meus xelins para comprar uma indulgência—afirmou Gina. Meteu o manto sob o braço e uniu as mãos.
—O que?
—Uma indulgência —explicou Gina—. Será meu presente de bodas para você.
—Entendo —respondeu o homem, tentando não rir. Quis lhe perguntar se acreditava que sua alma necessitava de ajuda, mas a julgar pelo tom de Gina, era melhor ter consideração pelos sentimentos da jovem.
“Terei que superar este ridículo pesar”, pensou Harry. “Os sentimentos de minha mulher não deveriam ter a mínima importância para mim”.
— Gostou? —perguntou, esperando uma resposta amável.
A resposta de Harry consistiu em dar de ombros.
—Pensei que seria um presente apropriado, pois ontem você matou um homem por acidente. A indulgência diminuirá seu tempo no Purgatório. Isso é o que diz o padre Charles.
—Não foi acidental, Gina, e você mesma matou um homem.
—Não matei.
—Sim, matou.
—Não se alegre tanto com isso —murmurou Gina—. E eu o matei por necessidade, de modo que não necessito uma indulgência para mim mesma.
—Então só se preocupa com a minha alma?
Gina assentiu e Harry não soube se ele se sentia insultado ou divertido. Sacudiu a cabeça ao pensar em todas as moedas que o padre Weasley conseguiria no futuro se sua esposa continuasse comprando indulgências cada vez que matava alguém. Ao término de um ano, o sacerdote terminaria sendo mais rico que o rei da Inglaterra.
Gina pensou que sem dúvida Harry não era uma tipo de pessoa agradecida. Não disse uma palavra de gratidão.
— Um ferreiro, também?
Harry assentiu e esperou a que Gina seguisse falando. Só Deus saberia o que tinha em mente nesse momento. Por estranho que fosse, estava ansioso de saber o que pensava. “Outra falha”, disse-se. “Também terei que corrigir este problema”.
—Então, empregarei outros xelins em comprar outro presente de bodas. —Levantou a vista e soube que havia conquistado a atenção de Harry. —Pensei no presente adequado para você e sei que gostará.
—E o que será? —perguntou, e o entusiasmo de Gina era tão cativante quanto seu sorriso. Não teve ânimo para dizer que não usasse as moedas para pagar nada nas Terras Altas. Logo o descobriria por si mesmo.
—Uma espada.
Pareceu que Harry ficava atônito ante o anúncio e fez um gesto enfático demonstrando que falava sério. Depois abaixou o olhar novamente.
Harry acreditou que não tinha ouvido bem.
— O que?
—Uma espada, Harry. É um bom presente, não acha? Todo guerreiro deveria levar uma na cintura. Notei que você não tinha uma quando fomos atacados pelos salteadores. Pareceu muito estranho, pois acreditava que todos os guerreiros precisam ter uma arma disponível. Logo considerei o fato de que é escocês, e possivelmente seu treinamento não incluiu... Harry, por que me olha assim?
Harry não conseguiu responder.
— Meu presente não o agrada? —perguntou com um tom preocupado.
Harry forçou um breve gesto de concordância. Era a única coisa que podia fazer.
Gina sorriu, aliviada.
—Sabia que você gostaria.
Harry voltou a assentir e se afastou.
Pela primeira vez em sua vida Harry Potter estava mudo.
Ao que parecia, Gina não notara.
—Rony tem uma espada, eu vi. Como os dois são bons amigos, possivelmente ele tenha tempo de ensiná-lo o uso apropriado da espada. Ouvi dizer que é muito efetiva em batalha.
Harry inclinou-se até tocar a sela com a testa. Gina não podia ver o rosto porque estava voltado para o outro lado, mas viu que os ombros tremiam.
Sem dúvida, estava encantado pela gratidão.
Gina se sentiu orgulhosa de si mesmo. Tinha-lhe devotado um gesto de amizade, e Harry o tinha aceitado. Por certo, daí em adiante a situação de ambos melhoraria.
Com o tempo, possivelmente esqueceria que era inglesa e começaria a gostar dela.
Afastou-se de seu marido, pois queria passar uns minutos com a Hermione antes que começassem outra vez a viagem. Já sabia como se relacionar bem com ele, e queria compartilhar a experiência com sua irmã, mas não falaria da noite passada. Não, essa parte Hermione teria que descobrir por si mesma. “Talvez”, pensou Gina, “Hermione já saiba”.
Gina se sentiu como se acabasse de descobrir os segredos da vida. A bondade atraía mais bondade. Ninguém morde a mão que o acaricia, certo?
—Gina, venha aqui.
A ordem foi muito vivaz para o gosto de Gina, mas manteve o sorriso e voltou para junto de Harry. Fixou o olhar no peito do marido e esperou a que falasse.
Harry levantou seu queixo.
—Você está bem, esposa? Poderá cavalgar hoje?
Não entendeu o que a perguntava.
—Estou bem, Harry, sério.
— Não está muito fraca? —insistiu Harry.
O imediato rubor que surgiu nas bochechas de Gina denunciou-a.
—Supõe-se que não deve mencionar—murmurou.
Harry não pôde resistir a tentação:
— O que?
Embora a Harry parecesse impossível, o rubor de Gina se intensificou.
—Que... que esteja fraca —gaguejou.
—Gina, sei que eu a machuquei ontem à noite.
Gina não achava que ele estivesse muito arrependido. Para falar a verdade, parecia arrogantemente orgulhoso disso.
—Sim, machucou-me —murmurou—. E estou ardida. Por acaso há mais alguma questão íntima que deseje me perguntar?
Harry apertou seu queixo, obrigando-a a olhá-lo outra vez, inclinou a cabeça roçou seus lábios com a boca. Foi um beijo tão terno que Gina relaxou e seus olhos se encheram de lágrimas. Talvez agora ele dissesse a palavra carinhosa que Gina esperava com tanto desespero.
—Se me ocorrer alguma, direi —afirmou isso, para logo soltá-la.
— Se lhe ocorre o que?
Uma pedra podia deter uma mosca por mais tempo que Gina podia reter um pensamento.
—Qualquer outra pergunta íntima —esclareceu Harry.
Gina ficou imóvel enquanto Harry saltava sobre a sela.
—Vamos, Gina. É hora de cavalgar.
— E Rony e Hermione? Não teríamos que esperá-los?
— Eles partiram há duas horas —respondeu Harry.
— Eles foram sem nós? —perguntou Gina com tom incrédulo.
—Sim.
—Por que você não me acordou?
Harry não deixou de sorrir, pois a esposa estava zangada. Alguns cachos da trança já tinham se soltado e os fios flutuavam em volto de seu rosto e sobre a nuca esbelta.
Estava adorável.
—Precisava dormir —disse Harry, com tom subitamente resmungão.
—Nem sequer disseram adeus — ela reclamou —. Que grosseria, não acha, Harry? —aproximou-se de Fogo Selvagem, disse-lhe umas palavras carinhosas, deu-lhe um tapinha e montou. Fez uma careta pela dor que esse movimento lhe provocava.— Trataremos de alcançá-los?
Harry moveu a cabeça.
—A estas alturas já devem ter tomado a rota para o norte.
Gina não pôde ocultar a decepção.
— Quanto tempo teremos que cavalgar para chegar a seu lar?
—Três dias mais.
— Três dias? —Outra vez estava zangada.
—Três, se partirmos a bom passo, esposa.
—Em direção oposta à de minha irmã?
Antes que Harry pudesse responder, Gina murmurou:
—Alguma vez voltarei a ver minha irmã?
—Gina, não fique tão abatida. O lar de Hermione está a uma hora a cavalo do nosso. Poderá vê-la quantas vezes queira.
Essa explicação foi incompreensível para Gina.
—Diz que teremos que andar três dias em direção contrária, mas que Hermione estará a uma hora de sua casa. Não entendo, Harry. Você ainda lembra de onde vive, não?
—Rony tem clãs amigos e tem que passar por suas terras, do mesmo modo que existem clãs amigos meus, Gina. Eu também tenho que me deter e saudar em minha função de senhor do clã Potter.
— Por que não podíamos viajar os quatro...?
—Também existem clãs que dariam algo para me verem morto.
“Isso, sim, posso entender”, pensou Gina. “Se Harry for tão impaciente com os clãs quanto está sendo comigo agora, sem dúvida terá muitos inimigos”.
— Rony é amigo de alguns de seus inimigos? — perguntou.
Harry assentiu.
— Então, por que o considera seu amigo? Se for leal a você, seus inimigos teriam que ser os de Rony também.
Harry se rendeu. Sabia que ainda não entendia.
—Harry, temos muitos inimigos?
— Temos?
—Lembre-se de que agora sou sua esposa —respondeu Gina—. Por isso, seus inimigos também são os meus, não?
—Sim.
— Por que sorri? Por acaso se diverte em ter muitos inimigos?
—Sorrio porque acabo de vislumbrar em você alguns traços de verdadeira escocesa —respondeu.— Gosto disso...
Gina lhe dirigiu um sorriso esplendoroso e imediatamente Harry compreendeu que sua esposa tinha certa inclinação à travessura. Já tinha notado que quando seus olhos brilhavam daquele jeito era porque ia dar alguma réplica engenhosa.
E não se desiludiu.
—Harry, nunca serei escocesa. Mas você, meu senhor, tem traços de um autêntico barão inglês. E eu gosto disso.
Embora isso significasse um verdadeiro insulto, Harry riu e balançou a cabeça ante o comentário de Gina e ante sua própria reação.
—Gina, lembre-se desta conversa. Algum dia, muito em breve, descobrirá como está errada.
—Em todas as minhas idéias, Harry? —Olhou-o, carrancuda, e adicionou—: Acredito que começo a entender por que temos tantos inimigos.
Deu fim à conversa esporeando Fogo Selvagem para que galopasse, e com toda premeditação tomou a dianteira.
Quando Harry a chamou, ignorou-o, decidida a obrigar Harry a ficar para trás. Que ele se afogasse com o pó que levantava o cavalo da frente!
De repente, Harry estava ao seu lado. Tomou as rédeas de Fogo Selvagem sem dizer uma palavra, fez o animal de Gina dar meia-volta e lhe jogou outra vez as rédeas.
— Tudo bem? —perguntou Gina.
—Foi na direção errada —disse Harry, obviamente exasperado—. Claro, a menos que esteja pensando em voltar à Inglaterra.
—Não pensava em semelhante coisa.
—Isso significa que seu sentido de direção é outro...
—Um simples engano, Harry —argüiu Gina—. Tenho um excelente sentido da orientação.
— Você já esteve em muitos lugares para provar essa teoria?
—Não. E enquanto me olha com o cenho franzido, vou fazer outra pergunta. Ontem à noite ficou satisfeito comigo?
Harry pareceu a ponto de rir e Gina pensou que se o fizesse, ela o mataria.
—Tudo bem? Fui boa nisso? E não se atreva a pedir-me que explique a pergunta! Sabe muito bem a que me refiro.
Se ele lhe dizesse que não era nada boa, morreria. Estava tão nervosa que suas mãos apertavam com força as rédeas, deixando vergões nas palmas, e devia estar furiosa consigo mesma por haver perguntado tal coisa.
—Melhorará.
Harry sabia bem o que dizer para encolerizá-la e Gina soube que devia ter fogo nos olhos quando o olhou.
Harry sorria. A ternura nos olhos do marido mostrou a Gina que sabia que a questão era muito séria para ela.
— Harry —disse com voz estrangulada—. Por que...?
—Gina, quando chegarmos em casa, praticaremos todas as noites até que você se saia bem.
Depois dessa promessa, esporeou o cavalo a frente. Gina não soube como entender aquela incrível afirmação. Pensou que a tinha insultado, mas pelo modo como a olhava quando dizia que praticariam, acreditou que estava ansioso por isso.
De qualquer modo que o considerasse, sempre chegava à mesma conclusão: Harry Potter tinha tanta compaixão quanto uma cabra.
Entretanto, tinha que ceder num ponto: foi muita consideração sua deixá-la dormir até bem depois do amanhecer. Precisava daquele sono adicional e, embora culpasse Harry por haver sugado todas suas energias na noite anterior, admitia que demonstrara certa piedade.
Possivelmente, no fim das contas ele não fosse um caso completamente perdido.
Ao cair da tarde, Gina mudou de opinião a respeito dele. Tinham cavalgado através dos bosques quase toda a manhã, detendo-se só uma vez para refrescar-se num rio. Harry quase não lhe dirigiu uma palavra amável. Parecia perdido em seus próprios pensamentos. Em várias ocasiões, Gina tentou puxar conversa, mas Harry ignorou suas perguntas com uma rudeza desconcertante. De pé sobre a margem coberta de capim, com as mãos às costas, Gina supôs que estava impaciente por retomar a viagem.
— Está esperando para que os cavalos descansem, ou eu? —disse, quando já não pôde suportar nem mais um minuto de silêncio.
—Os cavalos já estão preparados —respondeu Harry sem olhá-la.
Por um momento, Gina brincou com a idéia de jogá-lo no rio, mas depois desistiu. Se afundasse, estaria furioso e a jovem já tinha bastante com o que se preocupar por suas próprias dores. Se tivesse que escutá-lo reclamar o dia todo, seria pior ainda.
Gina se acomodou outra vez sobre o lombo de Fogo Selvagem e logo disse:
—Já estou preparada. Obrigado por esperar.
—Você pediu. —O tom surpreso de Harry chocou Gina.
— Então terei que pedir?
—É óbvio.
Bom, poderia ter mencionado essa regra muito antes!
— Sempre realizará meus desejos, Harry?
Girou sobre a sela antes de responder:
—Sempre que for possível.
Os cavalos estavam tão juntos que a perna de Harry roçava contra a de Gina.
— Então, por que não parou ontem à noite quando eu pedi?
Harry a segurou pela nuca e a aproximou dele. Gina se agarrou à sela, tentando conservar o equilíbrio. Harry esperou que ela o olhasse e prendeu seu olhar.
—Por que você não queria que eu parasse. —Sorriu.
— Você é o mais arrogante...!
Beijou-a para fazê-la calar. Só queria que ela lembrasse quem era o senhor e quem a escrava, mas os lábios tão suaves de Gina sob os próprios lhe recordaram como ela era macia. Varreu o interior da boca de Gina com a língua e depois a afastou. A moça parecia completamente encantada. Apoiou a mão na face dele, numa carícia suave como uma borboleta. Harry soube que ela nem se dava conta de que estava acariciando-o.
—Gina, eu disse que atenderia seus desejos sempre que fosse possível. Ontem à noite não podia me deter.
— Não?
Se continuasse fazendo-o repetir cada palavra, Harry ficaria louco. Não escondeu sua irritação.
—Desta vez, pode ir à frente —disse, com intenção de fazê-la voltar ao presente.
Gina assentiu. Guiou Fogo Selvagem diante do cavalo de Harry e estava passando por baixo de um galho grosso que obstruía o caminho quando Harry apareceu a seu lado. Assim que o marido tomou as rédeas, Gina compreendeu o engano.
Harry não se referiu ao lamentável equívoco, e nem Gina.

Pararam ao anoitecer no centro de uma ampla pradaria. Harry se aproximou para segurar as rédeas de Fogo Selvagem. Os cavalos já estavam juntos, mas mesmo assim Harry não soltou as correias. Com rosto impassível, tinha o olhar fixo adiante.
— Algum perigo, Harry? —disse Gina sem poder ocultar a aflição.
Harry moveu a cabeça. Se houvesse perigo, estaria parado em meio de um espaço aberto? A pergunta lhe pareceu absurda, mas recordou que Gina não conhecia os costumes de luta dos homens.
Gina pensou em esticar um pouco as pernas, mas quando começou a desmontar, Harry a deteve, apoiando a mão em sua coxa sem a menor delicadeza.
Gina captou imediatamente a mensagem silenciosa, mas não compreendeu a conduta de seu marido. Apoiou as mãos sobre a sela e esperou a que Harry explicasse o que estava fazendo.
Através do bosque, de longe, chegou um assobio abafado. Subitamente, as árvores pareceram adquirir vida quando uns homens com mantos castanhos e amarelos começaram a caminhar em sua direção.
Gina não soube que apertava a perna de Harry até que este cobriu sua mão com a própria.
—São aliados, Gina.
Imediatamente, Gina o soltou, ergueu as costas e voltou a juntar as mãos sobre o colo.
—Já tinha adivinhado —disse.
Claro que era uma mentira, e a piorou ao dizer:
—Até à distância posso vê-los sorrir.
—Nem uma águia poderia ver seus rostos desta distância —respondeu Harry em tom seco.
—Os ingleses têm uma visão perfeita.
Por fim, Harry se voltou para ela.
— Está debochando de mim, esposa?
— O que acha?
—Sim, está —disse Harry—. Já sei tudo sobre o senso de humor inglês.
— O que é o que sabe?
—Que vocês não o têm.
—Isso não é verdade —argüiu Gina—. Eu tenho um maravilhoso senso de humor. —Depois de tão enfática afirmação, Gina se virou.
—Gina?
— Sim, Harry?
—Quando se aproximarem de nós, olhe para mim. Não olhe para mais ninguém, entendeu?
— Não quer que eu olhe para eles?
—Correto.
—Por que?
—Não pergunte por meus motivos, esposa —disse, em voz tão aguda como a do vento.
— Posso falar com eles?
—Não.
—Pensarão que sou descortês.
—Pensarão que é tola.
—Não sou.
—Será.
Gina sentiu que o rosto ardendo. Olhou carrancuda para Harry, mas foi em vão, pois ele olhava outra vez para frente, ignorando-a.
—Harry, talvez eu devesse apear e ajoelhar a seus pés. Assim, seus aliados saberiam que tem uma esposa verdadeiramente tola —disse, sem se importar que a voz tremesse de raiva—. Que tal, milorde?
—A idéia tem seu mérito —respondeu Harry.
Não parecia estar brincando. Gina ficou muito perplexa com o comentário para responder.
Mas não deixaria ver seu aborrecimento diante de estranhos, por mais furiosa que estivesse com seu marido. Oh, ela faria o papel de esposa obediente, até que Harry e ela estivessem sozinhos outra vez! Então, deixaria suas orelhas ardendo.
Quando por fim os aliados chegaram junto a eles, Gina manteve o olhar fixo no perfil rude do marido. Precisou apelar a toda sua concentração para manter uma expressão impassível. Simplesmente, pedir serenidade era muito.
Em nenhum momento Harry olhou sua esposa. A conversa se desenvolveu em gaélico. Gina entendia quase todas as palavras, embora o dialeto fosse um pouco diferente do das Terras Baixas que Beak lhe tinha ensinado.
O fato de que Harry não soubesse que Gina conhecia bem seu idioma deu à moça uma satisfação perversa. Nesse momento resolveu que jamais contaria.
Escutou que rechaçava os oferecimentos de bebida, comida e refúgio. Nesse instante, suas maneiras inflexíveis eram as de um guerreiro poderoso, e quando concluíram os oferecimentos e as recusas, passaram a informar-lhe dos últimos fatos acontecidos nos clãs.
Gina sabia que a observavam e tratou de conservar uma expressão tranqüila. Desesperada, ofereceu ao Criador um mês de missas diárias se Ele a ajudava a agüentar esta prova humilhante.
A súbita compreensão de que Harry se envergonhava dela provocou uma vontade absurda de chorar. Mas a autocompaixão só durou alguns minutos, para então virar fúria. Como se atrevia a envergonhar-se dela? Gina sabia que não era a mais bela, mas tampouco era um monstro. Uma vez, seu pai até a tinha chamado “bonita”. Claro que o pai tinha obrigação de lhe fazer elogios; afinal, ela era a filha caçula, e a opinião dele era parcial. Mesmo assim, Gina nunca viu as pessoas se afastando dela por medo de devolver o jantar.
Quando Harry se voltou e segurou nas mãos as rédeas de Fogo Selvagem, Gina voltou a atenção à conversa e ouviu que um dos aliados perguntava quem era ela.

—Minha esposa.

Não houve nenhum matiz de orgulho na voz de Harry. Para falar a verdade, poderia estar referindo-se a seu cão! “Não”, pensou Gina, “sem dúvida o cão significa mais para ele”.
Gina pensou que tampouco titubeou ao dizê-lo, laboriosa por encontrar algo positivo na atitude dele.
Harry ia fazer avançar o cavalo através do grupo de guerreiros, quando outro dos aliados perguntou:
— Como ela se chama, Potter?
Harry levou bastante tempo para responder. Passeou o olhar pelo grupo de homens com uma expressão nos olhos que fez Gina estremecer. Seu rosto parecia esculpido em pedra.
E por fim, respondeu. A voz de Harry, fria como gelo, soou como um grito de batalha:
—Minha.





Na.: Sobre o nome da Gina. Na historia original o nome dela é igual ao do pai, todos a chama de Jamie. Entao quando ele reclama do nome dela, ele diz: É nome de homen! Como ginevra nao ;e nome de homen, eu nao soube oque por sobre o nome dela....espero que nao tenha ficado muito palha, hehe..e espero que tenham gostado do CAP...Digo que a fic ja esta com todos os CAP prontos, por que amoooooooooo esse livro e nao consegui parar de ler e adaptar durando todo meu final de semana. Domingo a noite minha cabeça doia de tanto ficar na frente do PC...MAs aaaaaaaa a historia e otima.


Tonks & Lupin: Sim! Rony e uma contradi'ção, no fim Harry e mais bonzinho que ele. Mas....tudo pode mudar. Rony e mione nao vai aparecer muito, so raramente, mas no final vamos saber como ficara o relacionamento deles, o malfoy tamb nao vai aparecer...por agora...e claro que ele vira reclamar por seu dinheiro...

beijooooooooooooooooooooo

Tonks

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

O.O amandooooooo, muiiiito a fic tá demaiiis!

Nota: 5

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