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6. Um pedido e uma promessa


Fic: A noiva


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CAPÍTULO SEIS

Acamparam uma hora mais tarde, perto de um lago de águas límpidas que desciam da montanha. Enquanto Rony e Harry se ocupavam dos cavalos, Gina desempacotava o cesto com comida que Lilá, muito acertadamente, tinha preparado para que jantassem. Hermione se recostou contra o tronco de uma árvore e observou como sua irmã se atarefava. Gina pensou que ela parecia miserável.
Gina estendeu uma manta pequena sobre o chão. Sentou-se sobre uma das beiradas, acomodou as saias para que não lhe visse nem um centímetro do tornozelo, e indicou a Hermione que se sentasse junto dela.
As duas irmãs trataram de ignorar os maridos. Harry e Rony se banharam no lago, um de cada vez. Gina não se inquietou ao ver Rony retornando ao acampamento sem a jaqueta, mas quando Harry apareceu com o peito nu, foi outra questão. Ao erguer o olhar e vê-lo, ficou sem fôlego. Tinha o corpo bronzeado pelo sol. O desdobramento de músculos nos ombros lembrou-a da força que tinha, e o pêlo escuro que lhe cobria o peito sólido enfatizava a flagrante masculinidade. Os pêlos formavam um V cruzando o ventre plano e desaparecia sob a cintura das calças negras.
—Não quero que Rony me toque.
O sussurro atemorizado com a Hermione captou a atenção de Gina.
—É natural que esteja um pouco assustada —sussurrou, desejando parecer uma moça que sabia do que falava.
—Ele me beijou.
Gina sorriu. Nesse momento sentiu que pisava em terreno seguro. Sabia tudo a respeito de beijos.
—Tem direito de beijá-la, Hermione. Harry também me beijou —adicionou—. Se contar o que me deu depois do casamento, já me deu dois beijos. Pareceu muito agradável.
— Beijou-a do jeito que um homem beija a mulher com a que quer deitar-se? —perguntou Hermione—. Você entende, a língua dele tocou a sua?
Gina não soube a que Hermione se referia, mas não quis demonstrar ignorância.
— Você gostou, Hermione? —perguntou, evitando uma resposta direta.
—Foi nojento.
— Hermione! —suspirou Gina—. Possivelmente, com o tempo, você chegará a gostar do modo como Rony a beija.
—Talvez eu tivesse gostado se ele não estivesse tão furioso comigo —murmurou Hermione—. Agarrou-me e me beijou. Ainda não sei por que está zangado. Continua carrancudo.
— Não será sua imaginação?
—Não. Falará com ele, Gina? Descubra por que está tão irritado.
Rony se aproximou e se sentou junto à Hermione antes que Gina pudesse responder o pedido de sua irmã. Deu uma cotovelada em Hermione e logo indicou a comida. Hermione captou a mensagem silenciosa e lhe ofereceu uma porção.
Harry se separou dos outros três. Sentou-se sobre o chão, com as costas apoiadas contra o tronco grosso de uma árvore. Parecia muito bonito. Tinha uma perna flexionada e isso fazia ressaltar os músculos da coxa, fazendo-os até mais proeminentes.
Gina tentou não demonstrar como estava nervosa. Harry a olhava fixamente. “Não estou acostumada a ser o centro das atenções”, pensou Gina, “e sem dúvida por isso me sinto tão inquieta”.
Fez gestos a Harry para que se sentasse junto dela, mas este abanou a cabeça e ordenou que se aproximasse dele.
Gina decidiu concordar. Era o marido, e se supunha que tinha a obrigação de dar-se bem com ele. A moça pegou uma generosa fatia de queijo, um pouco de pão crocante, um dos três odres de couro carregado de cerveja e por fim se aproximou de Harry.
O homem aceitou o que a esposa oferecia sem fazer comentários. Gina começou a caminhar de volta para onde estava Hermione, mas Harry não deixou. Puxou-a para si, e suavizou sua queda rodeando-lhe a cintura com um braço.
Gina não pôde ignorar como o toque era possessivo. Manteve as costas erguidas como uma ripa e uniu as mãos sobre o colo.
—Inglesa, outra vez me teme?
—Nunca o temi, escocês —replicou—. Só estou preocupada.
— Não está temerosa?
—Não.
— Por que tenta afastar-se de mim, então?
—Não é decente que me toque desse modo diante dos outros, Harry.
— Não?
A moça não fez caso do tom zombador do marido.
—Sim—insistiu—. E meu nome é Gina, tem que dizê-lo, Harry.
—É nome de planta.
— Outra vez com isso?
—Sim.
Gina se negou a olhar para Harry até que deixou de rir, e então disse:
—Ao que parece, meu nome o diverte muito. Talvez isso seja conveniente, Harry, porque está de bom humor e eu queria dizer algo que possivelmente não o agrade, mas, quando tiver me escutado, estou certa de que estará de acordo com minha decisão.
O tom sério de Gina intrigou a Harry.
— O que quer me pedir?
—Queria pedir que não me... toque. Não o conheço o bastante para permitir certas liberdades.
— Como?
Um estremecimento de temor percorreu as costas de Gina. Pelo tom de sua voz, era evidente que a Harry não gostou do modo come Gina expressou seu desejo.
—Harry, quer uma esposa relutante?
— Está perguntando para mim ou para suas mãos?
—Para você.
—Então, olhe para mim — ordenou em tom áspero.
Gina precisou de toda sua vontade para obedecer. Se Harry não estivesse tão perto, seria mais fácil. De todos os modos, o marido não a deixaria afastar-se, por mais que tentasse.
Por fim, Gina atreveu-se a olhá-lo aos olhos durante um minuto, e depois baixou o olhar e fixou-o na boca de Harry: essa imprudência a fez suspirar. Não importava onde olhasse. Esse sujeito era todo dureza, e as costeletas, depois de dias sem afeitar, lhe davam uma aparência até mais feroz.
Quando o olhou outra vez nos olhos, Gina teve a impressão do que Harry tentava ler seus pensamentos, embora compreendesse que era uma impressão absurda.
De súbito se sentiu quente, ao mesmo tempo fria, e completamente confusa.
—Agora, pergunte outra vez —disse Harry.
—Quer uma esposa relutante? —repetiu, em um sussurro.
—Não quero nenhum tipo de esposa.
Imediatamente, semelhante honestidade irritou Gina.
—Bom, pois tem uma.
—Sim, e inglesa.
Harry pensou que se Gina erguesse mais as costas, se quebraria. Sua flamejante esposa parecia ter um caráter formidável e dava a impressão de estar a ponto de perder o controle. Apertava as mãos entre si com tanta força que deviam doer.
— Por que pronuncia a palavra “inglesa” como se fosse um insulto?
—Porque é.
Ao notar que tinha gritado com ele, o rubor de Gina se intensificou e ela ergueu os olhos para ver a reação de Harry. Estava carrancudo, mas a moça pensou que não compreendia o quanto a exasperava. Gina sabia dissimular muito bem suas emoções.
—Alguma vez se afeiçoaria a uma esposa inglesa?
—Gostar dela?
—Sabe o que quero dizer.
—Acha? Explique-me.
Esse homem era denso como a névoa.
—Ora! —explodiu Gina. Viu que Hermione e Rony a olhavam; dirigiu-lhes um sorriso e logo se voltou para olhar Harry com expressão colérica—. Poderia amar uma esposa inglesa? —murmurou.
—Acho que não.
— Não?
—Não tem por que gritar —assinalou Harry. Parecia sentir certo prazer com aborrecimento da moça—. Por acaso, minha sinceridade a incomoda?
Gina inspirou fundo antes de responder.
—Não, sua sinceridade não me incomoda, mas o fato de que se divirta me parece ofensivo, milorde. Estamos falando de um assunto sério.
—Para você é sério, não para mim.
— Não acha que o matrimônio seja uma questão importante?
—Não.
Gina adotou um ar abatido e furioso ao mesmo tempo, no que para Harry pareceu uma combinação encantadora.
—Esposa, só é uma parte insignificante de minha vida. Quando conhecer o modo de vida nas Terras Altas, compreenderá como seus temores são tolos.
— Eu sou insignificante e tola? Harry, deve considerar-me muito inferior — replicou. Contudo, acha que é um santo. Até garante que nunca se descontrola nem se zanga! Não é isso o que me disse?
—É verdade — admitiu Harry, rindo —. Isso foi o que disse.
—Tampouco eu morria de amores por casar com você, Potter.
—Já notei.
Gina estava realmente surpresa e Harry deixou de esconder sua exasperação.
—Você usou vestido negro nas bodas — a lembrou.
—Acontece que eu gosto deste vestido — argumentou Gina, tirando uma bolinha de pó da bainha —. Eu o usaria todos os dias.
—Ah, isso significa que talvez no futuro sentirá carinho por mim?
—Receio que não.
Harry soltou uma gargalhada tão profunda e ressonante que Gina acreditou que a terra tremia.
— Minha sinceridade o faz rir?
—É o modo como falou.
—Harry, não quero continuar com esta discussão. Se houver terminado de comer, guardarei a comida.
—Deixa que sua irmã faça isso.
—É minha responsabilidade —replicou Gina.
— Também era sua responsabilidade protegê-la?
—Sim.
—Hermione também está convencida desta tolice, não?
— Desde quando é uma tolice cumprir seu dever?
—Rony e eu escutamos quando sua irmã a ordenou que a protegesse do ataque desses vilões ingleses. Vimos que a usou de escudo.
—Não eram vilãos ingleses — corrigiu Gina, tratando de desviar a atenção para esse ponto. Harry estava resolvido a não entender o que se referia a Hermione, e Gina tinha vontade de discutir—. Estou certa de que esses miseráveis vieram de...
—Estava por dizer que os assaltantes tinham cruzado a fronteira, vindos da Escócia, mas pensou melhor—. Não têm pátria. Por isso se chamam “ingratos”, não acha?
—Possivelmente —admitiu Harry. O semblante carrancudo de Gina o fez pensar que esse tema era de vital importância para ela—. Eu acreditava que você fosse irmã mais nova. Ouvi que seu pai a chamava “filhinha”. —Sorriu, e adicionou—: Estava errado?
—Não, não esta errado —respondeu Gina—. Sou a caçula. E a papai gosta de me chamar “filhinha”. — Com semelhante confissão, a moça se ruborizou.
—Mesmo assim, Hermione a obrigou a ser seu escudo.
— Não, ela não me obrigou! —replicou Gina.
—Sim, ela o fez.
A voz de Gina adquiriu um tom suspeitamente suave, e esta vez o cenho franzido de Harry não a fez recuar.
—É impossível faze-lo compreender, Harry. Não esqueça que é escocês, e não pode entender o modo de vida dos ingleses. Neste sentido, terá que aceitar minha palavra. Sempre tive o dever de proteger a minhas irmãs mais velhas e possivelmente aconteça o mesmo em todos os lares ingleses.
—Essa idéia me desagrada.
Gina não se importava se suas idéias o agradavam ou não e deu de ombros para demonstrar indiferença.
—É a mais jovem —insistiu Harry—. Por isso, suas irmãs maiores teriam que cuidar de você.
Gina moveu a cabeça, pois seu marido parecia decidido a fazê-la mudar de opinião.
—Não, milorde, não é assim.
Foi a vez de Harry abanar a cabeça.
—Esposa, os mais fortes têm que proteger aos mais fracos. E assim é em todos lados, até na Santa Inglaterra.
Harry observou fascinado como os olhos de Gina adquiriam um intenso tom violeta. As opiniões de Harry não a agradavam absolutamente e o enfatizou golpeando seu ombro.
—Não sou fraca.
Harry conteve o desejo de tomá-la entre os braços e beijá-la até se aborrecer. Senhor, esta mulher era tão bela que o perturbava!
—Não, não é fraca —concedeu.
A bravata de Gina se desinflou.
—Fico feliz que tenha notado —disse.
—Mesmo assim, tem medo de mim.
— Por que insisti com isso? Harry, não é amável de sua parte recordar esse incidente.
—Talvez eu tenha uma natureza pouco amável.
—Não.
A negativa imediata e veemente surpreendeu a Harry.
—Parece muito segura do que diz.
—Estou —admitiu Gina—. Foi amável com meu pai quando ficou choramingando —lembrou —. Foi paciente e atencioso. Poucos homens teriam sido tão compassivos.
Gina acreditou havê-lo elogiado, mas as gargalhadas de Harry demonstraram que ele se divertia.
—Harry, é grosseiro rir quando o elogiam. Muito grosseiro.
— Esposa minha, ao me qualificar de compassivo você me insultou. Jamais me disseram algo semelhante.
—Eu não estou de acordo —replicou—. Que não tenham lhe dito antes não significa que...
—Uma esposa sempre deve estar de acordo com o marido.
Parecia sincero e Gina acreditou que era hora de desfazer o engano.
—Uma esposa deve dar sua opinião ao marido —afirmou— cada vez que considere necessário. Harry, é o único modo de fazer que este se torne um bom casamento. Neste sentido, terá que aceitar minha palavra —adicionou, desviando o rosto para não ver a expressão atônita de seu marido.
—Pare de afastar minhas mãos. Agora me pertence, e não permitirei que me impeça de tocá-la.
—Já expliquei que ainda não estou disposta a lhe pertencer.
—Não tem importância se estiver disposta ou não -disse Harry, divertido.
—Harry, não dormirei com você como esposa até conhece-lo melhor. Sem dúvida, é capaz de entender minha reticência.
— Sim, entendo!
Gina se animou a lhe lançar um olhar rápido, viu o humor que dançava em seus olhos e de repente compreendeu que Harry se divertia com o pudor da esposa. Sabia que estava comportando-se como uma idiota. Tinha as mãos apertadas e tremia outra vez.
—Está assustada. Beak me explicou que você...
—Não estou assustada. Estou... preocupada.
Harry afirmou um fato evidente.
—Está ruborizada como uma virgem.
Gina olhou-o, irada, e respondeu:
—Não posso evitar: sou virgem.
Apesar de si mesmo, Harry riu. Gina parecia envergonhada, como se estivesse confessando um pecado terrível.
— Não vai parar de rir de mim? Você me ofende.
—Gina, sua virgindade me pertence. Uma noiva não deve envergonhar-se de sua pureza.
Enfim tinha usado seu nome! Gina se sentiu tão feliz que sorriu.
— Teria me escolhido se eu não fosse... pura?
—Sim —respondeu o homem imediatamente.
—Sério?
—Sim, e não me faça repeti-lo, Gina —disse irritado.
—Harry, é um homem pouco comum. Poucos cavalheiros aceirariam uma mulher que se entregou a outro homem.
— Eu a aceitaria de qualquer maneira! —replicou Harry—. Mas descobriria o nome do homem que a tivesse desonrado antes do casamento.
—E então?
—Iria matá-lo.
Gina soube que falava sério e estremeceu. Não havia dúvida de que matar não significava grande coisa para este homem.
—Mas não tem importância, pois é virgem, certo?
—Não, acredito que não tem importância —admitiu a jovem—. E então, Harry? Aceita esperar até que o conheça melhor? antes que você... ou seja... antes que nós...
A pobre moça não achava as palavras. De repente, Harry sentiu a necessidade de aliviar os temores de Gina, sem saber ao certo a razão. É obvio que a tomaria, mas não queria que se crispasse nem que sofresse uma Carlostiosa espera. Resolveu usar um pouco de diplomacia.
—Até que use meu manto, Gina. Esperaremos até esse momento.
A expressão de Gina indicou que se sentia como se a tivessem salvado do purgatório, e essa reação azedou o bom humor de Harry.
— Você dá sua palavra, Harry?
—Acabo de fazê-lo —afirmou. De repente, elevou-a contra seu quadril, levantou-lhe o queixo e a obrigou a olhá-lo aos olhos—. Esposa, daqui por diante nunca me peça para repetir uma promessa.
Se o homem tivesse soltado seu queixo, Gina teria assentido. Harry se inclinou lentamente e a beijou, e a moça ficou muito atônita para resistir. A boca de Harry era dura, mas ao mesmo tempo, cálida e maravilhosa. Outra vez, quando Gina ia responder, Harry se afastou.
—Agradeço sua compreensão —murmurou a jovem.
—Seus sentimentos não são muito importantes para mim. É apenas minha esposa, minha escrava. Se não esquecer disso, nos daremos bem.
— Escrava? —exclamou a jovem, quase se afogando.
Deus era testemunha de que nunca se havia sentido tão humilhada, tão desprezada em toda sua vida!
Harry deu uma batidinha suave nas suas costas.
—Moça, mastigue bem a comida antes de engoli-la.
Harry sabia bem que não tinha comido nada!
—Você faz isso de propósito, não é, Harry?
—O que?
—É inútil que finja inocência, marido. Está tentando me deixar zangada.
Harry assentiu, demonstrando que era certo com um sorriso que ia alargando-se.
— Por que?
—Para demonstrar que pode ficar tranquila.
—Não entendo.
—Faça o que fizer ou diga o que disser, nunca perderei a paciência com você. Gina, tenho o dever de cuidar de sua segurança. Na realidade, a lição que acabo de lhe dar é muito simples, e quando o pensar verá que permiti que expressasse suas idéias sem reagir de maneira violenta.
— Está me dizendo que toda esta conversa era só uma lição para sua ignorante noiva inglesa?
Harry assentiu, e Gina começou a rir.
—Então, Harry, se eu disser que é o guerreiro mais insultante que tive a infelicidade de conhecer, não o afetará absolutamente?
—Não.
—Milorde, acaba de me prometer que não me tocará até que tenha posto seu manto, e agora eu prometo outra coisa: lamentará ter-se gabado de não perder nunca a paciência comigo, marido. Dou-lhe minha palavra.
Antes que Harry pudesse responder, Gina deu-lhe uma palmada para afastar sua mão e se separou dele.
—Irei tomar um banho. Aquele homem asqueroso me tocou —disse—. Esfregarei-me até que me sinta limpa outra vez. Tem outros insultos para me jogar antes que eu parta?
Harry moveu a cabeça fazendo sacudir os ramos da árvore contra a qual estava apoiado. Gina compreendeu que o tamanho do marido já não a intimidava. Não soube por que havia mudado sua reação ante ele, mas já não o temia.
Não tinha assassinado a primeira esposa. Essa súbita idéia apareceu na mente de Gina, e atrás dessa, outra também sucedeu:
Confiava por inteiro nele.
—Neste momento, nenhum.
— O que?
Harry pensou que sua esposa tinha dificuldade em reter as idéias.
—Não tenho mais insultos a lhe fazer —disse em tom seco. Gina assentiu e se afastou.
—Gina, quero avisar uma coisa —gritou Harry—. A água está fria.
—Não preciso de nenhuma advertência —respondeu a garota por cima do ombro num tom tão audaz como sua maneira de caminhar—. Nós, os ingleses, somos feitos de uma fibra mais resistente do que os escoceses acreditam.
Só quando Gina juntou sua roupa limpa, o sabão e a escova e esteve de pé sobre a borda do lago, permitiu-se baixar a guarda por completo.
— Apenas uma escrava? —murmurou para si enquanto tirava a camisa negra e a anágua—. Quer que me sinta tão insignificante como um cão.
Continou murmurando para si, contente de estar sozinha. Rony tinha levado Hermione ao outro extremo do acampamento. Gina esperava que sua irmã se comportasse bem. Não acreditou que tivesse paciência para intervir se Rony esmagasse os ternos sentimentos de Hermione.
—É uma sorte que meus sentimentos não sejam tão ternos —disse para si mesma—. O sol cairá antes que eu use as cores de Harry. Antes de me tocar, terá que me cortejar como qualquer homem decente faria.
De súbito, no semblante de Gina apareceu uma expressão carrancuda: demônios, nem sequer gostava daquele homem!
“O que há comigo?”, pensou. Os olhos se encheram de lágrimas. “Isto não tem sentido, não quero que Harry me toque, ainda, mas também quero que o faça”.
Era muito confuso para entender. Gina estava tão concentrada em esquecer as coisas dolorosas que Harry havia dito, que se esqueceu de provar a temperatura da água. Pegou o sabão e saltou no centro do lago, calculando que lhe chegaria mais ou menos aos ombros.
Harry ouviu o mergulho e, um segundo depois, o grito desaforado de sua doce esposa. Soltou um suspiro e se levantou. Suspeitou que necessitaria sua ajuda em poucos minutos.
A água estava tão gelada que Gina ficou sem fôlego. Sentiu-se como se mergulhasse em um tanque cheio de neve úmida. Soube que tinha pronunciado um termo muito pouco feminino e a afligiu que Harry a tivesse ouvido, mas compreendeu que já era tarde, e se seu marido queria acrescentar “obscena” ao termo “insignificante”, realmente Gina não se importaria.
Quando terminou de lavar o cabelo com o sabão de aroma de rosas, tremia de maneira incontrolável. Apressou-se a terminar o banho, jogou a barra de sabão à margem coberta de grama e tentou sair.
A câimbra chegou de surpresa. Quase tinha chegado à borda quando o arco do pé direito se retorceu em um doloroso nó. A dor a fez dobrar-se, agarrar o pé debaixo da água e saltar para tomar ar.
— Harry!
Harry estava ali antes que tivesse que chamá-lo pela segunda vez. Gina acabava de afundar novamente na água quando sentiu os braços fortes dele na cintura.
Não pôde soltar o pé por tempo suficiente para ajudar. Mas Harry não precisava ajuda, algo que Gina não se deu conta até que esteve fora da água, sobre o colo de seu marido. Ainda estava dobrada sobre si e tremia como um cachorrinho molhado enquanto tentava afrouxar o nó do pé.
Gina não soube que estava soluçando. Harry afastou suas mãos do pé e o massageou lentamente com a palma da mão até que a cãibra diminuiu.
Tratou-a com incrível doçura. Gina enterrou a cabeça no oco do pescoço de Harry para que não visse que estava a ponto de chorar. Não poderia suportar que notasse sua fraqueza.
Nem queria que deixasse de sustentá-la: despedia um aroma tão bom, tão masculino... E a pele cálida aliviava os estremecimentos de Gina.
— Melhor, agora? —disse em um suave sussurro, junto ao ouvido de Gina. A moça assentiu, mas não se separou dele.
A outra mão de Harry estava apoiada sobre a coxa sedosa de Gina; a moça tinha umas pernas longas, magníficas. Harry viu que a pele da mulher era imaculada, sentiu os seios suaves através do tecido fino da camisa. Tinha os mamilos eretos. E assim ele também estava, entre as pernas. Disse a si mesmo que não devia pensar nisso, mas o corpo se negou a obedecer à ordem da mente. Deus, Gina era toda macia! Harry já tinha uma ereção completa. A reação física foi tão fulminante que toda disciplina o abandonou.
—Agora estou melhor —murmurou Gina, em um tom que traía seu acanhamento—. Devo agradecer outra vez. Se não me tivesse salvado, teria me afogado.
—Tenho a sensação de que isto se repetirá.
O tom zombador e o pronunciado sotaque escocês fizeram a jovem sorrir.
— Afogar-me? —perguntou, sabendo que Harry não se referia a isso.
—Não —replicou Harry—. Que eu a salve.
Gina se afastou um pouco para poder ver sua expressão, e teve que tirar uma mecha de cabelo úmido dos olhos.
—Possivelmente eu também o salve algumas vezes —disse, imitando o sotaque do homem.
Percebeu que Harry se mostrava contente pelo esforço e se aconchegou outra vez contra o peito morno dele.
—Harry, preciso um pouco de seu calor. Faz muito frio esta noite, não é?
—Para mim está bastante agradável —replicou. Sorriu para ouvir o suave suspiro de Gina, e adicionou—: Sempre se banha vestida?
Gina sentiu a voz de Harry como uma carícia sobre a cabeça.
—Não, mas poderia vir alguém —esclareceu—. Tentava manter o recato.
Harry pensou que o tecido molhado era tão provocador quanto a pele nua de Gina, e apertou os dentes para conter o anseio de demonstrar como o resultado era provocador.
—Está ficando roxa. Será melhor que tire essa roupa molhada.
Depois dessa sugestão, foi necessário que a separasse dos braços. Gina parecia não querer desprender-se até que Harry se ofereceu para ajudá-la a despir-se.
Então, Gina se moveu com a velocidade de um raio. Deu as costas a Harry, correu até onde tinha deixado a roupa seca e se envolveu rapidamente em uma manta magra.
—Se não se incomodar, queria que me desse uns minutos de intimidade.
Harry devia ter adivinhado, pois, quando Gina se voltou, já não estava e as folhas de uns ramos ainda balançavam depois de haver cedido passagem para o acampamento.
A moça tirou a roupa molhada, secou-se o melhor que pôde e ficou uma camisa limpa, mas não pôde atar os laços. Tinha os dedos inchados e não podia segurar as resvaladiças tiras de seda rosada. A camisa se entreabriu, expondo grande parte de seus seios generosos. Não se importava de parecer audaz. Estava toda arrepiada. Cada vez que se movia, as mechas empapadas deixavam cair uma chuva sobre as costas, como adagas de gelo sobre a pele.
Quando terminou de escovar o cabelo, os dentes tiritavam. Deixou a escova, e se envolveu outra vez na manta úmida. Colocou o tecido sob os braços, sujeitou os borde sobre o peito e correu de retorno ao acampamento.
Estava muito trêmula para procurar os sapatos. Só podia pensar no fogo que sem dúvida Harry teria acendido, e disse a si mesma que em poucos minutos estaria quentinha como uma bolacha recém assada.
Os últimos raios do sol se filtravam entre os ramos. Ao chegar à clareira, Gina se deteve bruscamente. Não havia nenhum fogo para esquentar-se.
Harry tampouco a esperava.
Estava profundamente adormecido. Se tivesse forças, Gina teria gritado, mas temeu que só lhe saísse um gemido lamentável, e guardou silêncio.
O homem parecia muito cômodo. E morno. Estava envolto no manto e tinha as costas apoiadas contra o tronco da mesma árvore que usou durante o jantar. Tinha os olhos fechados e sua respiração era profunda e regular.
Gina não soube o que fazer e correram lágrimas de frustração pela face. Olhou ao redor, procurando um local onde proteger do vento que começava a aumentar, e logo resolveu que não tinha importância onde dormisse. A manta de linho em que se enrolava já estava empapada e não a protegia.
O que importava onde dormisse? Antes do amanhecer, estaria congelada.
Caminhou devagar até onde estava Harry, e lhe deu uns empurrões tímidos com os dedos dos pés na perna.
—Harry.
Tinha estado esperando-a pacientemente. Abriu os olhos e a olhou.
Resolveu que não a obrigaria a pedir, já que tremia com excessiva violência. Tinha lágrimas nos olhos, e Harry compreendeu que Gina estava a ponto de perder o controle.
Com expressão impávida, Harry se separou do manto e abriu os braços.
Gina não hesitou. Deixou cair a manta e se jogou nos braços de Harry. Aterrissou com um golpe muito pouco feminino sobre o peito do homem, ouviu o grunhido desse e se desculpou com voz trêmula, aconchegando-se contra o pescoço dele.
Harry a rodeou com o manto. Gina tinha os joelhos encaixados entre as coxas do homem. Com uma mão, Harry a manteve apertada contra si, e com a outra a obrigou a estender as pernas até que Gina ficou deitada em cima dele.
A pélvis dela estava apoiada sobre a de Harry, e o homem cruzou uma perna em cima das dela, tentando absorver o frio de Gina com seu próprio calor.
A moça cheirava como se acabasse de banhar-se em flores silvestres, e a pele era tão suave quanto a pétala de uma rosa.
Em poucos minutos, Gina recuperou o calor e exalou um suspiro de satisfação. A maravilhosa calidez de Harry provocava enjôos.
Afinal de contas, não era uma pessoa tão má. Sim, era escocês, e também um gigante, e Gina sabia que não permitiria que nada acontecesse com ela. Sempre estaria segura junto dele.
Sorriu, com a boca sobre o peito de Harry. Amanhã o permitiria beijá-la. Suspirou, ao compreender que esse pensamento não era digno de uma dama, e que fazia só um dia que o conhecia. Sim, era uma vergonha que pensasse assim.
Gina decidiu reconsiderar sua opinião a respeito de Harry Potter. Se tentasse de verdade, estava segura de que encontraria nele qualidades redentoras.
Estava a ponto de dormir quando Harry lhe disse:
—Gina.
—Sim, Harry? —murmurou junto ao ouvido do homem.
—Está usando meu manto.


Na.: Como prometido....2 caps por dia estai ai o 5 e o 6...O proximo cap, se preparem...hehe

beijos

obrigada pelos comentarios, adorei todos...

comentem mais hehe


tonks b

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 24/04/2012

Ualllllllllll Harry super sedutor *-* divo divo divo!!

Nota: 5

Páginas:[1]
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